Questões de Concurso
Para ciências sociais
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I.O ritual indígena é sagrado, pois se estabelece como um momento de conexão com os espíritos ancestrais e os Encantados.
II.A maioria dos rituais indígenas é focada na celebração das diferenças.
III.Com a chegada dos jesuítas, os indígenas começaram a enterrar seus mortos em cemitérios dentro das malocas, pois acreditavam que assim seus ancestrais ficariam mais protegidos.
É CORRETO o que se afirma em:
Coluna 1 (1)Cultura e tradição religiosa. (2)Cultura e tradição a-religiosa.
Coluna 2 (__)Ceticismo. (__)Esotéricos. (__)Sincréticos. (__)Ateísmo.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:
I."Secularização vem do latim seculum , e quer dizer do mundo da vida terrena e não da vida religiosa. Laico vem do grego laus , povo, de onde vem leigo e laico, em contraposição a clérico no quadro da hierarquização da igreja. Assim, a primeira observação que faria é que a laicidade pressupõe a secularização, mas com ela não se confunde. Existem várias acepções de secularização; desde o distanciamento das tradições religiosas até o privilegiar o mundo secular".
II."A noção mais precisa de Estado Laico é uma construção inglesa. Está ligado à Revolução Inglesa e marca um contraste entre a Revolução e o Antigo Regime. O Estado se dessolidariza de toda a atividade religiosa e seu fundamento não é a religião".
Assinale a alternativa CORRETA:
(HENRIQUES, Ricardo; CAVALLEIRO, Eliane. Educação e políticas públicas afirmativas: elementos da agenda do Ministério da Educação. In: SANTOS, Sales Augusto dos (Org.). Ações afirmativas e combate ao racismo nas Américas. Brasília: Ministério da Educação: UNESCO, 2005, p. 209-224).
A partir do cenário exposto no texto é correto afirmar, EXCETO que
As eleições de 2022 seguem um modelo chamado de Eleições Gerais, por englobar vários cargos do executivo e do legislativo a nível estadual e federal, sendo o principal deles o de:
Após análise, marque a alternativa CORRETA.
Julgue as frases abaixo:
I. A tradição marxista entende que o estudo da História serve como instrumento para combater às injustiças sociais.
II. A pesquisa em fontes históricas é intuitivo, ou seja, não é necessário utilizar qualquer método de análise.
III. Carlo Ginzburg, que estudou e adotou o paradigma indiciário, é conhecido como um dos mais renomados historiadores do século XX.
Está (ão) CORRETA (S) a(s) seguinte (s) proposição (ões).
Após análise, marque a alternativa CORRETA.
É necessário considerar que:
“Parte importante da crítica feminista foi elaborada como reação ao apagamento das relações de poder na esfera doméstica, mas também à valorização abstrata dos laços familiares em detrimento dos direitos individuais e da igualdade de gênero. E por considerar o enorme impacto das relações familiares na socialização dos indivíduos, no horizonte de suas expectativas, assim como para sua integridade e dignidade, que o feminismo expôs as hierarquias e as formas de violência que podem, tanto quanto o afeto, ser definidoras das relações nas esferas doméstica e familiar. [...] Além disso, constata-se que o foco na domesticidade não corresponde à valorização da mulher em outras esferas da vida. Pelo contrário, o trabalho não remunerado realizado pelas mulheres no ambiente doméstico orienta – ou limita – suas possibilidades de exercício do trabalho remunerado e de usufruto do tempo livre.”
(BIROLI, Flavia; MIGUEL, Luis Felipe. Feminismo e política: uma introdução. São Paulo: Boitempo, 2014, p. 34-35).
Acompanhando o argumento dos autores e tomando por base o tema conflito e mudança social, pode-se asseverar que o campo de estudos sobre feminismo e de gênero:
(MAAR, Wolfgang Leo. O que é política? São Paulo: Brasiliense, 1985, p. 85.)
Tomando como base o tema cultura e sociedade, nessa passagem transcrita do livro O que é política?, de Wolfgang Leo Maar, o autor quer demonstrar que:
“O que é a sociedade brasileira enquanto sociedade autoritária? É uma sociedade que conheceu a cidadania através de uma figura inédita: o senhor-cidadão, e que conserva a cidadania como privilégio de classe, fazendo-a ser uma concessão regulada e periódica da classe dominante às demais classes sociais [...]. É uma sociedade na qual as leis sempre foram para preservar os privilégios [...]. No caso das camadas populares, os direitos são sempre apresentados como concessão ou outorga feitas pelo Estado, dependendo da vontade pessoal ou do arbítrio do governante [...]. Como consequência, temos uma sociedade na qual as leis sempre foram consideradas inúteis, inócuas e feitas para serem violadas”
(CHAUÍ, Marilena. Manifestações ideológicas do autoritarismo brasileiro. São Paulo: Perseu Abramo, 2014, p. 237-238).
Considerando os aspectos elencados por Chauí e o tema cultura, pode-se afirmar que:
Considere a excerto a seguir:
“Vale ressaltar que a maioria das crianças negras, nas escolas de primeiro grau, são vistas como indisciplinadas, dispersivas, desajustadas ou pouco inteligentes. De um modo geral, são remetidas aos postos de saúde mental para que psiquiatras e psicólogos as submetam a testes e tratamento que as tornem ajustadas. Se refletirmos um mínimo sobre essa questão, não teremos dificuldades em perceber o que o sistema de ensino destila em termos de racismo: livros didáticos, atitudes dos professores em sala de aula e nos momentos de recreação, apontam para um processo de lavagem cerebral de tal ordem que, a criança que continua seus estudos e que por acaso chega ao terceiro grau, já não mais se reconhece como negra. E são exatamente essas exceções que, devidamente cooptadas, acabam por afirmar a inexistência do racismo e de suas práticas. Quando se dá o caso oposto, isto é, de não aceitação da cooptação e de denúncia do processo de superexploração a que o negro é submetido, surge imediatamente a acusação de racismo às avessas.”
(GONZALEZ, Lélia. Primavera para rosas negras. Salvador: Diáspora Africana, 2018, p. 70).
Com base na descrição da antropóloga Lélia Gonzalez e a partir do tema estratificação social, podemos concluir que:
“O que torna a dominação de classe, ou o imperialismo, especificamente capitalista é a predominância da coerção econômica, que se distingue da coerção ‘extraeconômica’ – política, militar ou judicial – direta. Ainda assim não quer dizer, de forma alguma, que o imperialismo capitalista possa abrir mão da força extraeconômica. [...] Porque essa coerção opera não pela intervenção direta na relação entre capital e trabalho, [...] mas de forma indireta pela sustentação do sistema de compulsões econômicas, do sistema de propriedade e da operação dos mercados. Mesmo quando se aplica força direta na luta entre as classes – como quando a polícia prende grevistas – a natureza da transação tende a ser obscurecida pela neutralidade clara do poder coercitivo. [...] Hoje quando governos poderosos lançam operação militares contra outros mais fracos, somos levados a entender que a força não opera imperialmente, mas com ‘neutralidade’ no interesse da ‘comunidade internacional’.”
(WOOD, Ellen. O império do capital. São Paulo: Boitempo, 2014, p. 17-18).
A partir do excerto de Wood e com base no tema dominação social, é correto concluir que:
Denis Rosenfield, em seu livro O que é democracia, afirma que:
“A transformação da situação material da sociedade, se não vier acompanhada de uma efetiva democratização dos espaços ocupados pelo aparelho estatal, não modificará as condições políticas que tornaram essa modificação possível. Por exemplo: o direito ao voto, apesar de ser uma das mais importantes conquistas operárias do século XIX, pode se tornar um simples ritual, deixando intacta a estrutura política e social se ele não vier acompanhado de outras formas de intervenção política. [...] O descompasso entre manifestações de rua que exigem soberania popular e a apropriação pelo Estado dos mecanismos de decisão política, pode vir a gerar tanto uma efetiva democratização do país, como sua apropriação formal por uma elite política, sem falar na possibilidade de uma não-transição à democracia.”
(ROSENFIELD, Denis. O que é democracia. São Paulo: Brasiliense, 2003, p. 20-21.)
Tendo por base a reflexão de Rosenfield neste excerto e os conhecimentos sobre as relações políticas e Estado, pode-se concluir que:
(AGAMBEN, Giorgio. Estado de exceção. São Paulo: Boitempo, 2007, p. 19-23).
Nesse sentido, tomando como base o tema relações políticas e Estado, podemos concordar com Agamben porque: