Questões de Concurso
Para ciências sociais
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“É importante situar o suicídio como um fenômeno complexo e multifacetado, de etiologia multifatorial. A amplitude dos fatores envolvidos no comportamento suicida engloba desde fatores distais, como experiências adversas no início da vida e características genéticas e culturais, quanto fatores proximais, como experiências traumáticas e o abuso de substâncias psicoativas. Além disso, é necessário compreender o suicídio como uma experiência individual, marcada pela ambivalência entre a busca da morte, como mecanismo de cessação do sofrimento, e o desejo por socorro.”
O texto acima foi extraído do Boletim Epidemiológico nº 33 da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, publicado em setembro/2021.
Estabeleça as relações conceituais existentes entre o texto e o gráfico apresentado na figura 1.

O uso de pesquisas quantitativas e qualitativas no estudo das relações sociais foi fundamental na estruturação da Sociologia, o que ocorreu a partir dos trabalhos realizados por Émile Durkheim em seu livro Regras do Método Sociológico (1895). Em relação ao tema abordado no gráfico, Durkheim escreveu outro livro, demonstrando a forma que utilizava as pesquisas em seus estudos. Assinale a alternativa que identifica esta obra:
Assinale a alternativa que melhor nomeie o método utilizado por Marx, Durkheim e Weber respectivamente:
Max Weber em seus estudos a respeito do Calvinismo estabelece uma relação direta entre o reconhecimento divino e o resultado do trabalho. Para ele o “espírito do capitalismo” evidencia-se como a maximização da riqueza acumulada pelo indivíduo através do seu comprometimento com o trabalho e reflete a maior ou menor aprovação divina ao seu comportamento. Esta mesma ideia está contida na base da ______, doutrina religiosa contemporânea que apresentou, no Brasil, crescimento acentuado em relação ao da população.
Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
Diante do exposto, analise as afirmativas a seguir.
I. Auguste Comte sistematiza uma “física social”, que mais tarde viria a chamar de “Sociologia” em seu “Curso de Filosofia Social” (1835). II. Considera-se Max Weber, filósofo alemão do final do séc. XIX, e sua obra “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo” (1905), em que relaciona a moral protestante com o desenvolvimento do capitalismo, como um dos pais da Sociologia. III. Karl Marx, filósofo alemão, realiza um profundo estudo das relações sociais a partir de uma análise estrutural do sistema de produção capitalista e publica em 1867 o primeiro volume do livro “O Capital”.
Assinale a alternativa correta:
Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
Ao longo da história, a família vem passando por significativas transformações; são consequências de acontecimentos como a revolução sexual nos anos 60, que desvinculou o sexo de procriação, o advento da pílula anticoncepcional, os movimentos sociais, dentre outras transformações de âmbito socioeconômico. Muitas dessas transformações ficaram atreladas ao processo de globalização da economia capitalista, interferindo na dinâmica e na estrutura familiar, acarretando mudanças em seu padrão de organização. Ainda que a sociedade permaneça de certa forma presa ao modelo tradicional, diversos tipos de famílias surgiram ou se firmaram no contexto destas transformações como as famílias monoparentais. São famílias monoparentais as que se organizam com as seguintes características; analise-as.
I. Mãe sozinha com filho de pai desconhecido.
II. Mãe que conhece bem o pai, mas ele se recusa a reconhecer seu filho.
III. Casal homoafetivo que adota uma criança.
IV. Uma mulher ou um homem que escolhe alguém com quem quer ter um filho.
Está correto o que se afirma apenas em
(Disponível em: https://g1.globo.com/sp/campinas-regiao. Acesso em: 22/02/2022.)
O Capitólio (US Capitol Building) é um dos edifícios mais conhecidos do mundo. Em seu interior abriga:
A urbanização e o crescimento das cidades trouxeram mudanças consideráveis no comportamento feminino. As revistas tipicamente femininas ganharam espaço e intelectuais trocavam farpas sobre as pretensões femininas, vistas como intoleráveis para os homens da época. Assim, uma colaboradora da revista Feminina, em 1920, reivindicava a igualdade de formação para ambos os sexos e pedia atenção das leitoras “vítimas de preconceito”, que viviam fechadas no lar, arrastando uma “existência monótona, insípida, despida de ideais”, monetariamente algemadas aos maridos. Os homens viam como ameaças essas atitudes femininas: conjugaram-se esforços para disciplinar toda e qualquer iniciativa que pudesse ser interpretada como ameaçadora à ordem familiar, tida como o mais importante “suporte do Estado” e única instituição social capaz de represar as intimidadoras vagas da “modernidade”. “Rumo à cozinha! Eis o lema do momento” era a expressão masculina nos anos 1920.
(Freitas Neto, 2011. P. 909, 910. Adaptado.)
Nos dias atuais são comprovadas as inúmeras conquistas da mulher em diversos âmbitos; muitas práticas repressivas ou preconceituosas vão sendo estigmatizadas e consideradas repulsivas. Algumas mudanças saíram apenas das conjecturas e anseios e se tornaram leis. A realidade sobre tal questão especificamente:
“Segundo o IBGE (Rio de Janeiro, 2012), no último censo especializado realizado no Brasil em 2010 com base nos quesitos “cor ou raça”, existem cerca de novecentas mil pessoas reconhecidas e autodeclaradas indígenas. Nesse conjunto populacional, teríamos nada mais nada menos que 274 línguas diferentes, distribuídas entre trezentas e cinco etnias, espalhadas pelo território nacional (...). Muitos desses povos tradicionais engrossam hoje em dia o chamado processo de “retomada”. Em linhas gerais, consiste o movimento na reivindicação, reafirmação e retorno dos indígenas às suas terras de origem, mesmo que isso signifique se colocar na contramão da linha de avanço da fronteira do progresso e da técnica dominante”.
(NOVAES, Tulio Chaves. Belo Monte: protótipo de um extermínio étnico anunciado. In: CARNEIRO, Maria Luiza Tucci, ROSSI, Miriam Silva (Orgs.) Índios no Brasil: vida, cultura e morte. São Paulo: Intermeios, 2019. p.199).
Sobre os processos de retomada apontados pelo autor, é correto afirmar que
Texto I
“Este é um livro sobre o Brasil, sobre um Brasil (...), mas, de um modo muito especial, é um livro sobre nós, dirigido a nós, os brasileiros que não se consideram índios. Pois com A queda do céu mudam-se o nível e os termos do diálogo pobre, esporádico e fortemente desigual entre os povos indígenas e a maioria não indígena de nosso país”.
(VIVEIROS DE CASTRO, Eduardo. O recado da mata. In: ALBERT, Bruce; KOPENAWA, David. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. p.12).
Texto II
“Foi Omama que criou a terra e a floresta, o vento que agita suas folhas e os rios cuja água bebemos. Foi ele que nos deu a vida e nos fez muitos (...). Teria sido possível rejuvenescer continuamente e não morrer nunca. Era o que Omama desejava. No entanto, Yoasi, aproveitando-se da ausência do irmão, tratou de colocar na rede da mulher de Omama a casca de uma árvore de madeira fibrosa e mole, a que chamamos kotopori usihi (...). Imediatamente, os espíritos tucano começaram a entoar seus pungentes lamentos de luto. Omama ouvi-os e ficou furioso com o irmão. Mas era tarde demais, o mal estava feito. Yoasi tinha nos ensinado a morrer para sempre”.
(ALBERT, Bruce; KOPENAWA, David. A queda do céu: palavras de um xamã yanomami. São Paulo: Companhia das Letras, 2015. pp.81-83).
Com base nas discussões do campo da historiografia indígena, é correto afirmar que os excertos evocam a
O excerto apresentado faz referência à chamada: