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O uso das Tecnologias Digitais da Informação e Comunicação (TDICs) no ensino da Educação Física suscita reflexões sobre inclusão, criticidade e inovação pedagógica, conforme apontam Kenski (2012), Moran (2018) e Gomes & Silva (2021). Em um projeto que busca integrar gamificação e ambientes virtuais ao ensino dos esportes, diferentes concepções emergem. Analise as proposições e marque V (verdadeiro) ou F (falso):
( ) A incorporação de TDICs pode favorecer processos de feedback e engajamento, mas apenas quando mediada por intencionalidade pedagógica e articulação a objetivos curriculares claros.
( ) O uso das tecnologias inviabiliza a criticidade, conduzindo necessariamente à passividade discente e à mera reprodução de conteúdos digitais.
( ) O emprego acrítico das TDICs pode reforçar desigualdades de acesso e aprofundar a exclusão, demandando análise contextual e mediação docente cuidadosa.
( ) As TDICs constituem substitutos plenos da ação docente, legitimando sua utilização como estratégia prioritária de ensino em detrimento da mediação humana.
( ) A integração tecnológica, além de superar a lógica recreativa, é respaldada por propostas curriculares e por produções científicas que a reconhecem como instrumento de inovação formativa.
Um professor de Educação Física discute com seus alunos diferentes formas de ensinar esportes coletivos, apresentando tanto o modelo técnicotradicional quanto o Teaching Games for Understanding (TGfU). A partir desse cenário, avalie as proposições a seguir e marque V (verdadeiro) ou F (falso):
( ) O modelo técnico-tradicional privilegia a repetição de fundamentos isolados e a automatização de gestos, ainda que desconsiderando, em grande parte, o contexto tático do jogo.
( ) O TGfU enfatiza a resolução de problemas situacionais, articulando técnica, tática e tomada de decisão a partir da lógica interna dos jogos.
( ) Ambas as abordagens compartilham fundamentos pedagógicos idênticos, distinguindo-se apenas na nomenclatura adotada pelos autores.
( ) O modelo técnico-tradicional aproxima-se da perspectiva mecanicista de ensino, enquanto o TGfU sustenta-se em referenciais construtivistas que valorizam a compreensão crítica do jogo.
( ) No TGfU, a aprendizagem ocorre exclusivamente pela repetição técnica, sendo a dimensão reflexiva secundária e pouco relevante.
A BNCC (2018) reposicionou a Educação Física em diálogo com a educação integral e com uma visão de currículo cultural. Darido & Souza Júnior (2019) destacam que essa mudança superou perspectivas reducionistas centradas em rendimento ou higienismo.
Considerando esse debate, qual alternativa é mais precisa?
O debate em torno da periodização do treinamento desportivo ilustra as tensões entre diferentes concepções de adaptação fisiológica, organização temporal das cargas e exigências do rendimento contemporâneo. O modelo clássico proposto por Matveev (1965) estabeleceu ciclos lineares e previsíveis de progressão, ancorados na lógica da preparação gradual e no acúmulo sistemático de cargas. Já autores como Bompa (1999) e Issurin (2008) reavaliaram essa linearidade, introduzindo modelos que enfatizam maior variabilidade, especificidade competitiva e organização concentrada de estímulos.
À luz dessa evolução conceitual, assinale a proposição que melhor traduz a distinção entre esses referenciais:
Em uma aula de Educação Física, uma professora propõe um circuito motor envolvendo saltos, equilíbrios e jogos de cooperação. Ela observa que alguns alunos reorganizam seus movimentos de forma autônoma, ajustando estratégias conforme suas próprias tentativas e erros. Outros, porém, só conseguem avançar quando recebem orientação de colegas mais experientes, que explicam regras, demonstram movimentos e auxiliam durante a execução.
Considerando as teorias de Piaget e Vygotsky sobre desenvolvimento e aprendizagem motora, assinale a alternativa mais consistente:
A BNCC (2018) ressignifica a Educação Física no currículo da Educação Básica, afastando-se de concepções reducionistas e aproximando-se de referenciais críticos e culturais. Analise as proposições abaixo, à luz desse documento e da literatura especializada (Darido & Souza Júnior, 2019; Betti & Zuliani, 2020), e marque V (verdadeiro) ou F (falso):
( ) A BNCC compreende a cultura corporal como patrimônio histórico e simbólico, articulando práticas corporais a dimensões de diversidade cultural, crítica e inclusão.
( ) O documento reafirma a centralidade da aptidão física biomédica, elegendo a prevenção de doenças como objetivo nuclear da Educação Física escolar.
( ) O texto orientador destaca a vivência e a problematização de jogos, esportes, lutas, danças e ginásticas como práticas culturais, sem hierarquizá-las em função de rendimento ou utilitarismo.
( ) A BNCC retoma perspectivas militaristas como base metodológica prioritária, definindo a disciplina como instrumento de civismo, padronização corporal e disciplina física.
( ) A concepção de currículo proposta pelo documento sustenta a Educação Física como espaço de produção de sentidos, reconhecendo o corpo como linguagem e prática socialmente construída.