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“Falar da psicose ao invés de as psicoses é acentuar a psicose como uma estrutura clínica, uma estrutura que se revela no dizer do sujeito e que corresponde a um modo particular de articulação dos registros do real, simbólico e imaginário. É também acentuar que na psicose, assim como na neurose, trata-se da estrutura da linguagem, ou melhor, da relação do sujeito com o significante”. (Quinet)
Sobre as ideias apresentadas por Quinet em Teoria e Clínica da Psicose, aponte se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir:
I Em 1894, Freud, no artigo “Psiconeuroses de defesa”, afirmava que existe na psicose uma espécie de defesa muito menos enérgica e eficaz que na neurose.
II A diferença entre paranoia e obsessão, porém, encontra-se no fato de que na paranoia as recriminações são projetadas no mundo exterior e na obsessão elas se mantêm no mundo interior.
III O objetivo da paranoia é rejeitar uma representação incompatível com o eu projetando seu conteúdo no mundo exterior, observando que a projeção é um mecanismo comum, não específico da paranoia, onde é utilizada apenas como defesa.
IV Na esquizofrenia chama-nos a atenção dois tipos de fenômenos: as alucinações, ou seja, as vozes, e as manifestações corporais de toda ordem.
As afirmativas I, II, III e IV são, respectivamente,
“Em outras palavras: a entrevista é um processo de entrega psicoemocional entre duas pessoas baseado num sistema de comunicação entre cliente e psicoterapeuta no qual o cliente revela aspectos íntimos de sua vida, percebidos como perturbadores de seu equilíbrio afetivo-emocional, e espera, por meio do processo psicoterapêutico, readquirir seu bem-estar e normalidade”. (Ponciano)
Segundo Ponciano, a operacionalização de uma entrevista poderá seguir alguns diferentes caminhos:
I Aquele psicométrico, baseado em testes, pesquisas, controle estatístico-matemático. Nesse enfoque psicométrico, o entrevistador manterá sua postura básica de encontro, usando, porém, uma série de instrumentos predeterminados, não só como forma de contato, mas como instrumento de conhecimento. O entrevistador dificilmente conseguirá aprofundar a relação em si, permanecendo o encontro mais formal e informativo do que criativo e transformador.
II Aquele psicodinâmico, baseado em um psicodiagnóstico da personalidade, construído por meio de testes projetivos e da análise das forças internas mentais que formam os diversos focos neuróticos do cliente. Nesse enfoque psicodinâmico, a relação poderá ser mais aprofundada, pois o entrevistador conta com mais espaço para fazer perguntas e conduzir a situação de maneira livre. A situação perde um pouco do aqui e agora, por estar mais baseada no passado como explicação do presente, e se volta para uma relação tipo causa-efeito, linear, essencialista, na qual a subjetividade, tanto do cliente quanto do psicoterapeuta, poderão dificultar uma maior fluidez da comunicação e sua concretude.
III Aquele fenomenológico, baseado sobretudo nos processos neuróticos causados pela relação pessoa-ambiente, ou seja, pela psicopatologia da cultura como ocasião ou causa dos distúrbios do indivíduo. Nesse enfoque fenomenológico, a entrevista caminha para utilizar toda uma relação ambiente-organismo na compreensão da comunicação. Todos os dados são úteis e importantes, ainda que aqui e agora não se saiba para onde caminham. A entrevista ganha em soltura, fluidez e, ao mesmo tempo, torna-se mais complexa, exigindo prática do entrevistador para analisar e compreender os dados.
Dos itens acima mencionados, está(ão) correto(s), apenas
Um passo decisivo na direção de novos direitos para os sujeitos em sofrimento mental foi dado com a promulgação da Lei n o 10.216 em 6 de abril de 2001. Sobre a lei em questão avalie se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir:
I O texto revogou a arcaica legislação de 1934, que ainda estava em vigor.
II A lei não assegurou a extinção progressiva dos manicômios.
III Um aspecto muito importante é a inclusão do Ministério Público Estadual, que deve ser comunicado, no prazo de 72 horas, de todas as internações involuntárias, como pode ser observado no artigo 8°.
As afirmativas I, II e III são, respectivamente,
A terapia comportamental (TC) baseia-se nas teorias e nos princípios da aprendizagem para explicar o surgimento, a manutenção e a eliminação dos sintomas. Entre esses princípios, evidenciam-se:
I o condicionamento clássico.
II o condicionamento operante.
III a aprendizagem social.
Ordenando de cima para baixo, os princípios contidos nas afirmativas I, II e III são, respectivamente, relacionados aos autores
Em seu escrito Psicoterapia Breve Integrada, Lemgruber destaca que
I as raízes da psicoterapia breve de orientação psicodinâmica são encontradas nos trabalhos pioneiros de S. Freud.
II a chamada técnica ativa proposta pelo psicanalista húngaro Sándor Ferenczi trouxe significativa contribuição para a psicoterapia breve.
III o advento das terapias cognitivas e comportamentais não pode ser considerado como fator explicativo da tendência em direção ao campo das psicoterapias breves.
IV a pressão pela diminuição de custo exercida pelas companhias de seguro saúde e pelas empresas que, mesmo dando cobertura aos seus funcionários, limitam o atendimento psicoterápico a um número determinado de consultas, pode ser visto como fator explicativo da tendência em direção às terapias de curto prazo.
Dos itens mencionados anteriormente, estão corretos, apenas
Em relação à Experiência Emocional Corretiva (E.E.C.) avalie se são verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir:
I Para encorajar a E.E.C., o terapeuta assume intencionalmente uma atitude similar daquela pessoa que participou do conflito original.
II O terapeuta em psicoterapia breve deve procurar facilitar a E.E.C., tentando fazer o paciente revivenciar situações emocionais intoleráveis no passado.
III O Protótipo da E.E.C. foi colocado por Alexander e French como sendo a experiência clássica do personagem Jean Valjean, da obra literária de Victor Hugo, Os Miseráveis, escrita em 1862.
As afirmativas I, II e III são, respectivamente,
Sobre psicopatologia, considere as afirmações:
I é o ramo da ciência que trata da natureza essencial da doença ou transtorno mental – suas causas, as mudanças estruturais e funcionais associadas a ela e suas formas de manifestação.
II todo estudo psicopatológico segue a rigor os ditames de uma “ciência sensu strictu”.
III em acepção mais ampla, pode ser definida como o conjunto de conhecimentos referentes ao adoecimento mental do ser humano.
IV é um conhecimento que se esforça por ser sistemático, elucidativo e desmistificante.
V tem boa parte de suas raízes na tradição médica (na obra dos grandes clínicos e alienistas do passado, sobretudo dos séculos XVIII até o presente).
Dos itens acima mencionados, estão corretos, apenas
Segundo Yalom, ao orientar um grupo de terapia breve, um terapeuta de grupo deve prestar atenção a alguns princípios gerais. Acerca dos grupos em terapia breve, considere as afirmações:
I o nome oficial do grupo não determina o trabalho da terapia; em outras palavras, o fato de que o grupo é formado por indivíduos recém-divorciados ou sobreviventes de abuso sexual, não significa que o foco do grupo seja o “divórcio” ou o “abuso sexual”.
II os líderes não devem tentar transformar as desvantagens das limitações de tempo em uma vantagem.
III os líderes de grupos breves devem agir como guardiões do tempo no grupo, lembrando o grupo periodicamente de quanto tempo se passou e quanto ainda falta.
IV podem ser incorporadas técnicas da terapia cognitiva ou comportamental ao grupo interacional, de modo a aliviar problemas sintomáticos.
Dos itens acima mencionados, estão corretos, apenas:
“Toda profissão define-se a partir de um corpo de práticas que busca atender demandas sociais, norteado por elevados padrões técnicos e pela existência de normas éticas que garantam a adequada relação de cada profissional com seus pares e com a sociedade como um todo.” (Código de Ética Profissional do Psicólogo)
Segundo Código de Ética Profissional do Psicólogo é um dever fundamental dos psicólogos
“Psicólogas e psicólogos devem atuar segundo os princípios éticos da profissão, pautando seus serviços com base no respeito à singularidade e à diversidade de pensamentos, crenças e convicções dos indivíduos e grupos.” (Conselho Federal de Psicologia)
A psicóloga e o psicólogo no exercício profissional devem considerar
I a laicidade como pressuposto do Estado Democrático de Direito, fundado no pluralismo e na garantia dos direitos fundamentais.
II os aspectos históricos e culturais dos saberes dos povos originários, comunidades tradicionais e demais racionalidades não-hegemônicas presentes nos contextos de inserção profissional.
III utilizar o título de psicóloga ou psicólogo associado a vertentes religiosas.
IV a dimensão da religiosidade e da espiritualidade como elemento formativo das subjetividades e das coletividades.
Dos itens acima mencionados, estão corretos, apenas:
A teoria que estuda alterações nas habilidades psicomotoras de modo inverso é denominada