Questões de Concurso
Para auditor
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Com relação às demonstrações contábeis, analise as informações a seguir.
1) Balanço patrimonial é um demonstrativo contábil que, em dado momento, apresenta de forma sintética e ordenada as contas patrimoniais agrupadas de acordo com a natureza dos bens, direitos e obrigações que representam. Tem por finalidade apresentar a situação patrimonial em dado momento.
2) A obrigatoriedade de apresentação da demonstração do valor adicionado, segundo a “Lei das Sociedades por Ações” abrange todas as sociedades por ações.
3) O artigo 188 da Lei nº 6.404/76, com redação da Lei nº 11.638/07, determina, no inciso I, “Demonstração dos fluxos de caixa”, as alterações ocorridas durante o exercício no saldo de caixa e equivalentes de caixa, segregando-se essas alterações em três fluxos: operações, financiamentos e investimentos.
4) A demonstração de lucros ou prejuízos acumulados, se elaborada e publicada pela companhia aberta, poderá substituir a demonstração das mutações do patrimônio líquido.
Estão corretas:
Considere os saldos apresentados nas contas contábeis especificadas em 01/12/X1 e os fatos administrativos de Dez/X1 abaixo discriminados:
Contas Contábeis (01/12/X1):
Caixa R$ 25; Fornecedores R$ 80; Bancos R$ 47; Capital Social R$ 217; Mercadorias R$ 160; Empréstimos R$ 50; Aplicação em Poupança R$ 115.
Fatos administrativos (Dez/X1) (desconsiderar a incidência dos tributos):
a. Venda de mercadoria a prazo por R$ 120 (Custo da mercadoria R$ 50).
b. Pagamento de fretes em cheque R$ 20.
c. Venda de mercadoria à vista, em dinheiro, por R$ 110 (Custo da mercadoria R$ 60).
d. Pagamento de parte dos empréstimos em dinheiro R$ 35.
e. Pagamento de duplicata de fornecedor no valor de R$ 30, com antecipação, obtendo-se desconto de R$ 4. Líquido pago em dinheiro R$ 26.
f. Recebido duplicata do valor de R$ 30 com antecipação, concedendo-se desconto de R$ 2. Líquido creditado no banco R$ 28.
g. Depósito em dinheiro no banco R$ 25.
h. Valor da folha de pagamento de Dez/X1 (Salários) no valor de R$ 27, que será pago em janeiro/X2.
O resultado líquido do exercício é:
Com relação à escrituração dos fatos contábeis, analise as informações a seguir.
1) O conjunto de normas que devem ser observadas para o registro sistemático dos fatos contábeis denomina-se método de escrituração.
2) A escrituração é o conjunto de registros dos fatos administrativos. Individualmente, cada registro de um fato administrativo chama-se de lançamento.
3) Lançamento de complementação é aquele que vem, posteriormente, complementar, aumentando o valor anteriormente registrado.
4) Lançamento de transferência é o que promove a regularização de conta indevidamente debitada ou creditada, por meio da transposição do valor para a conta adequada.
Estão corretas:
Identifique a natureza das contas contábeis abaixo, descritas em devedoras e credoras, apurando o somatório respectivo dos saldos devedores e credores (em reais), admitindo-se que os saldos não são coincidentes.

Os somatórios das contas devedoras e credoras são, respectivamente:
A Empresa X S/A apresentava em seu patrimônio os seguintes valores:

De acordo com as informações do quadro acima, pode-se
afirmar que a Empresa X S/A, nas suas relações com
terceiros, possui créditos e dívidas, respectivamente, de:
Com relação aos usuários da contabilidade, analise as afirmações a seguir.
1) Usuário externo da contabilidade é toda pessoa física ou jurídica que não participa do processo de gestão da entidade e necessita de informação para a sua tomada de decisão.
2) Para os usuários externos, a informação contábil é sob medida e, para usuários internos, a informação é padronizada.
3) São exemplos de usuários internos: a alta administração, os gestores, os empregados e os principais clientes.
4) Usuário interno é qualquer agente que participa do processo de gestão da entidade e tem acesso às informações necessárias para decidir o caminho a ser seguido pela organização ou parte dela.
5) Prover os usuários com informações de ordem operacional, econômica e financeira que afetam o patrimônio de uma entidade, auxiliando, assim o processo de tomada de decisão, constitui um objetivo da Contabilidade.
Estão corretas, apenas:
Segundo o Código de Ética Profissional do Contabilista, Capítulo II, Artigo 2º, são deveres do Profissional de Contabilidade:
1) zelar pela sua competência exclusiva na orientação técnica dos serviços a seu cargo
2) revelar negociação confidenciada pelo cliente ou empregador para acordo ou transação que, comprovadamente, tenha tido conhecimento.
3) manifestar, a qualquer tempo, a existência de impedimento para o exercício da profissão.
4) aceitar o desempenho de cargo de dirigente nas entidades de classe, admitindo-se a justa recusa.
5) inteirar-se de todas as circunstâncias, antes de emitir opinião sobre qualquer caso.
Estão corretas:
A questão diz respeito à figura a seguir, que apresenta parte da letra do Hino Nacional no Microsoft Word, e associa números à maioria dos botões da Barra de Ferramentas, a qual tem duas de suas partes colocadas em destaque à direita do texto, para melhor visualização.

TEXTO 4

Uma análise do processo de compreensão da charge acima nos leva às seguintes conclusões:
1) é fundamental que o leitor recupere nessa charge alusões a elementos de um texto anterior.
2) o entendimento do texto supõe conhecimentos compartilhados entre autor e leitor.
3) os elementos não verbais assumem nessa charge um peso basicamente marginal.
4) o título da charge sugere estar em jogo, por exemplo, práticas comuns às associações políticas.
Estão corretas:
TEXTO 3
Já que praticamente todas as nossas ações diárias mais significativas estão revestidas de linguagem, é importante saber algo sobre o seu funcionamento. E esse funcionamento da linguagem é tão espontâneo que não nos damos conta de sua complexidade.
Quando falamos ou escrevemos, não temos muita consciência das regras usadas ou das decisões tomadas, pois essas ações são tão rotineiras que fluem de modo inconsciente.
Por outro lado, as atividades sociais e cognitivas marcadas pela linguagem são sempre colaborativas e não atos individuais. Por isso, seguidamente operam como fontes de mal-entendidos. Como seres produtores de sentidos, não somos tão lineares e transparentes quanto seria de desejar, e a compreensão humana depende da cooperação mútua. Sendo uma atividade de produção de sentidos colaborativa, a compreensão não é um simples ato de identificação de informações, mas uma construção de sentidos com base em atividades inferenciais.
Para se compreender bem um texto, tem-se que sair dele, pois o texto sempre monitora o seu leitor para além de si próprio, e esse é um aspecto notável quanto à produção de sentido.
Tal concepção teórica traz consequências, como, por exemplo, as seguintes: a) entender um texto não equivale a entender palavras ou frases; b) entender as frases ou as palavras é vê-las em um contexto maior; c) entender é produzir sentidos e não extrair conteúdos prontos; d) entender um texto demanda uma relação de vários outros tipos de conhecimentos, além do linguístico que consta na superfície do texto.
(Luís Antônio Marcuschi. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Editora Parábola, Record, 2008, p. 233. Adaptado).
TEXTO 3
Já que praticamente todas as nossas ações diárias mais significativas estão revestidas de linguagem, é importante saber algo sobre o seu funcionamento. E esse funcionamento da linguagem é tão espontâneo que não nos damos conta de sua complexidade.
Quando falamos ou escrevemos, não temos muita consciência das regras usadas ou das decisões tomadas, pois essas ações são tão rotineiras que fluem de modo inconsciente.
Por outro lado, as atividades sociais e cognitivas marcadas pela linguagem são sempre colaborativas e não atos individuais. Por isso, seguidamente operam como fontes de mal-entendidos. Como seres produtores de sentidos, não somos tão lineares e transparentes quanto seria de desejar, e a compreensão humana depende da cooperação mútua. Sendo uma atividade de produção de sentidos colaborativa, a compreensão não é um simples ato de identificação de informações, mas uma construção de sentidos com base em atividades inferenciais.
Para se compreender bem um texto, tem-se que sair dele, pois o texto sempre monitora o seu leitor para além de si próprio, e esse é um aspecto notável quanto à produção de sentido.
Tal concepção teórica traz consequências, como, por exemplo, as seguintes: a) entender um texto não equivale a entender palavras ou frases; b) entender as frases ou as palavras é vê-las em um contexto maior; c) entender é produzir sentidos e não extrair conteúdos prontos; d) entender um texto demanda uma relação de vários outros tipos de conhecimentos, além do linguístico que consta na superfície do texto.
(Luís Antônio Marcuschi. Produção textual, análise de gêneros e compreensão. São Paulo: Editora Parábola, Record, 2008, p. 233. Adaptado).
TEXTO 2
Dia dos Morenos
– Mãe, você sabia que quinta-feira não vai ter aula?
– É, filha, eu sei...
A garota, de apenas cinco anos, se apressa na explicação: – É porque quinta-feira é feriado. É o dia dos Morenos...
O Diálogo que intrigou a mãe ocorreu na semana passada. Ao chamar o Dia da Consciência Negra assim, a criança, na inocência de seu eufemismo involuntário, que provavelmente ouviu de algum (inocente?), toca o nervo da questão racial no Brasil.
Transformar a morte de Zumbi dos Palmares numa data “morena” é um sintoma do nosso racismo cordial, sem dúvida, mas também é uma forma de exaltar a mistura étnica da nossa formação, o caldeirão biológico e cultural em que borbulha nossa civilização mestiça.
Entre nós, a escravidão não foi um impedimento à miscigenação. Mas tampouco a miscigenação impediu que a herança brutal da escravidão sobrevivesse à Abolição, impondo-se ainda hoje, depois de 120 anos, como fardo e vergonha nacional.
Que ninguém de boa-fé subestime a exclusão de negros no Brasil de hoje. A pesquisa publicada pela Folha oferece um retrato abundante das nossas iniquidades. Entre os 10% mais pobres do país, 68% são pretos e pardos. Não choca?
Uma inflamada discussão sobre cotas ganha corpo no país. O tema é complexo. Penso que políticas de inclusão com critérios de renda seriam socialmente mais eficazes e menos traumáticas que as cotas raciais, vistas pela maioria como “necessárias”, mas “humilhantes”.
O governo parece conduzir a questão com exagero populista e excessos facilitários. Quantos alunos da rede pública estão no ensino médio e não sabem escrever? O “pobrema” é mais embaixo.
Mas o que chama a atenção nesse debate é a fúria de certos militantes anticotas para negros. Esbravejam como se um mundo – repleto de morenices e privilégios – fosse se extinguir.
(Fernando de Barros e Silva. Dia dos morenos. Folha de S. Paulo. 24 de nov. 2008).