Questões de Concurso Para agente de combate a endemias - médio

Foram encontradas 2.586 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3791245 Português
Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa quanto parece

Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode parecer uma ótima notícia para o bolso dos consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a inflação negativa — nem sempre representa um cenário favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e sociais indesejáveis.

A América Latina, historicamente marcada por longos períodos de alta inflação, hoje vive uma situação inusitada: alguns países registram queda nos preços. A Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá, -0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao ano anterior. Embora as causas variem, há fatores comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos preços dos combustíveis e a queda no valor de alimentos no mercado internacional contribuíram para o fenômeno.

El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a registrar inflação positiva de 0,3%, resultado influenciado, entre outros fatores, pela redução de impostos sobre importações de alimentos e por ajustes fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo. Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão altos que a queda dos preços representa apenas uma correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste natural.

A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de redução de preços, e o Panamá completa um ano de índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais de deflação persistente. De acordo com o pesquisador Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a deflação não deve ser meta de política econômica, especialmente quando ocorre devido à desaceleração da produção e do consumo.

A princípio, a deflação pode agradar os consumidores, pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo, desestimular a produção e frear o crescimento econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem geração de empregos ou com rendimentos congelados, as famílias acabam mais vulneráveis.

Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em economias que continuam crescendo. Trata-se de um processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o peso de combustíveis e alimentos na composição do Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas governamentais, como subsídios, influenciam diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos preços internacionais.

Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica, considerada uma nação cara, as quedas são pequenas diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível para o cidadão comum.

A história mostra que a deflação prolongada pode se transformar em um grave problema. O exemplo clássico é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada "década perdida". O país enfrentou forte retração econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e queda do consumo, o que gerou estagnação e falências em cadeia. Com uma população envelhecida e mais inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para se recuperar.

Em contextos assim, os consumidores costumam adiar compras, esperando preços ainda menores, o que agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção retrai e os investimentos diminuem. Por isso, economistas afirmam que nem inflação elevada nem deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano, considerada saudável para a economia.

Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre em economias em expansão, distantes da recessão. A América Latina, que no passado sofreu com hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças a reformas que fortaleceram os bancos centrais e consolidaram políticas monetárias responsáveis.

Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação e crescimento persista, as lições do passado deixaram marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais maturidade econômica e maior capacidade de reagir a variações de preços sem perder de vista a estabilidade, condição essencial para o desenvolvimento sustentável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
Na Costa Rica, o principal fator que explica a deflação foi a valorização da moeda local em relação ao dólar. Já em El Salvador, a redução de impostos sobre importações de alimentos e ajustes fiscais internos contribuíram para o mesmo fenômeno.
Considerando as informações do texto, é CORRETO afirmar que a deflação observada nesses países está relacionada principalmente a:
Alternativas
Q3791244 Português
Por que a queda dos preços nem sempre é tão boa quanto parece

Um índice de aumento de preços abaixo de 0% pode parecer uma ótima notícia para o bolso dos consumidores. No entanto, a deflação — isto é, a inflação negativa — nem sempre representa um cenário favorável, pois pode desencadear efeitos econômicos e sociais indesejáveis.

A América Latina, historicamente marcada por longos períodos de alta inflação, hoje vive uma situação inusitada: alguns países registram queda nos preços. A Costa Rica apresentou índice de -1%, e o Panamá, -0,3%, conforme os dados de setembro em relação ao ano anterior. Embora as causas variem, há fatores comuns. Odalis Marte, secretário-executivo do Conselho Monetário Centro-Americano, explica que a redução dos preços dos combustíveis e a queda no valor de alimentos no mercado internacional contribuíram para o fenômeno.

El Salvador, após cinco meses de deflação, voltou a registrar inflação positiva de 0,3%, resultado influenciado, entre outros fatores, pela redução de impostos sobre importações de alimentos e por ajustes fiscais internos. Já na Costa Rica, a valorização da moeda local em relação ao dólar teve papel decisivo. Para Carlos Acevedo, ex-presidente do Banco Central de El Salvador, as baixas atuais refletem um "efeito pós-pandemia": o custo de vida havia atingido níveis tão altos que a queda dos preços representa apenas uma correção, e não uma crise. Assim, a deflação observada nesses países não é motivo de alarme, mas um ajuste natural.

A Costa Rica acumula cinco meses consecutivos de redução de preços, e o Panamá completa um ano de índice negativo. No Brasil, embora o IBGE tenha registrado leve recuo de 0,11% em agosto, não há sinais de deflação persistente. De acordo com o pesquisador Benjamin Gedan, da Universidade Johns Hopkins, a deflação não deve ser meta de política econômica, especialmente quando ocorre devido à desaceleração da produção e do consumo.

A princípio, a deflação pode agradar os consumidores, pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo, desestimular a produção e frear o crescimento econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem geração de empregos ou com rendimentos congelados, as famílias acabam mais vulneráveis.

Nos casos da Costa Rica e do Panamá, Marte ressalta que a deflação atual não é preocupante, pois ocorre em economias que continuam crescendo. Trata-se de um processo de ajuste associado a fatores internos e externos, como a estrutura dos gastos familiares e o peso de combustíveis e alimentos na composição do Índice de Preços ao Consumidor. Além disso, políticas governamentais, como subsídios, influenciam diretamente. Em El Salvador, por exemplo, o governo subsidia combustíveis, o que ajuda a conter a alta dos preços internacionais.

Ainda assim, muitas famílias não percebem uma real redução no custo de vida. Em países como a Costa Rica, considerada uma nação cara, as quedas são pequenas diante dos altos preços praticados antes da pandemia. O fenômeno é, portanto, mais técnico do que perceptível para o cidadão comum.

A história mostra que a deflação prolongada pode se transformar em um grave problema. O exemplo clássico é o do Japão, que, nos anos 1990, viveu a chamada "década perdida". O país enfrentou forte retração econômica, juros muito baixos, endividamento elevado e queda do consumo, o que gerou estagnação e falências em cadeia. Com uma população envelhecida e mais inclinada a poupar do que a consumir, o ciclo deflacionário se intensificou, e o Japão levou anos para se recuperar.

Em contextos assim, os consumidores costumam adiar compras, esperando preços ainda menores, o que agrava o círculo vicioso: o consumo cai, a produção retrai e os investimentos diminuem. Por isso, economistas afirmam que nem inflação elevada nem deflação prolongada são desejáveis. O ideal é manter uma inflação moderada, entre 2% e 4% ao ano, considerada saudável para a economia.

Atualmente, a deflação observada na Costa Rica, em El Salvador e no Panamá é tida como passageira e ocorre em economias em expansão, distantes da recessão. A América Latina, que no passado sofreu com hiperinflações, demonstra hoje maior estabilidade graças a reformas que fortaleceram os bancos centrais e consolidaram políticas monetárias responsáveis.

Ainda que o desafio de manter o equilíbrio entre inflação e crescimento persista, as lições do passado deixaram marcas positivas. A região demonstra, hoje, mais maturidade econômica e maior capacidade de reagir a variações de preços sem perder de vista a estabilidade, condição essencial para o desenvolvimento sustentável.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy5qkdk56v3o.adaptado.
A princípio, a deflação pode agradar os consumidores, pois aumenta o poder de compra. No entanto, no médio prazo, tende a estagnar salários, reduzir o consumo, desestimular a produção e frear o crescimento econômico. Cria-se, assim, um ciclo negativo: os preços caem, mas o poder aquisitivo permanece restrito. Sem geração de empregos ou com rendimentos congelados, as famílias acabam mais vulneráveis.
De acordo com as regras de concordância nominal, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3782406 Saúde Pública
Em ações de prevenção de acidentes com escorpiões em áreas urbanas, constitui orientação técnica correta à população:
Alternativas
Q3782405 Saúde Pública
Em áreas com histórico de leptospirose urbana, uma medida efetiva de controle ambiental recomendada ao ACE é: 
Alternativas
Q3782404 Saúde Pública
No controle da raiva em áreas urbanas, uma das medidas essenciais de prevenção adotadas pelo poder público consiste na: 
Alternativas
Q3782403 Saúde Pública
No âmbito do Programa Nacional de Controle da Dengue, Zika Vírus e Febre Chikungunya, a notificação dos casos suspeitos tem como finalidade principal:
Alternativas
Q3782402 Saúde Pública
No ciclo epidemiológico da leishmaniose, o cão doméstico desempenha papel relevante, sendo considerado: 
Alternativas
Q3782401 Saúde Pública
No contexto da vigilância epidemiológica das doenças transmitidas por alimentos, determinados critérios são utilizados para a identificação de possíveis surtos. Considerando essas diretrizes, assinale a alternativa que caracteriza indício relevante de surto alimentar: 
Alternativas
Q3782400 Saúde Pública
A leishmaniose visceral é uma zoonose de importância em saúde pública. Seu modo de transmissão ocorre principalmente por meio da: 
Alternativas
Q3782399 Saúde Pública
Ao identificar aumento inesperado de casos de doença diarreica em curto período em uma mesma localidade, a prioridade da vigilância epidemiológica é: 
Alternativas
Q3782398 Saúde Pública
Durante atividade educativa em área com histórico de surtos, o ACE orienta a população sobre medidas preventivas. Essa atuação caracteriza-se como ação de promoção da saúde quando busca: 
Alternativas
Q3782397 Saúde Pública
Na atuação do Agente de Combate a Endemias, a territorialização é utilizada como instrumento básico para o reconhecimento do espaço de intervenção. Nesse contexto, a territorialização permite, de forma prioritária: 
Alternativas
Q3782356 Atualidades
A saída da Argentina da Organização Mundial da Saúde (OMS) foi anunciada pelo presidente Javier Milei e repercutiu amplamente no cenário internacional, especialmente após as discussões globais sobre a gestão da pandemia de covid-19. Considerando as informações divulgadas na imprensa, assinale a alternativa que indica o mês e o ano em que esse anúncio foi realizado: 
Alternativas
Q3782355 Turismo
A criação da Instância de Governança Regional de Turismo (IGR) do Alto Uruguai Catarinense foi oficializada a partir da publicação do Mapa do Turismo Brasileiro 2023. Fazem parte da região turística do Alto Uruguai Catarinense, EXCETO: 
Alternativas
Q3782354 Atualidades
A Copa do Mundo da FIFA de Futebol de 2026 será realizada em mais de um país, marcando a ampliação do torneio para 48 seleções e consolidando um modelo de organização multinacional. Considerando os países oficialmente definidos como sedes dessa edição, assinale a alternativa que indica o único país que NÃO receberá partidas da Copa do Mundo de 2026:
Alternativas
Q3782353 Geografia
Algumas cidades da Região Sul exercem papel regional relevante por sua posição estratégica e funções econômicas. Nesse contexto, assinale a alternativa correta: 
Alternativas
Q3782352 Geografia
A Região Sul do Brasil apresenta cidades com forte dinamismo econômico e relevância histórica. Considerando a localização, as atividades produtivas e características urbanas, assinale a alternativa que associa corretamente a cidade à sua principal característica: 
Alternativas
Q3782351 Direito Administrativo
A questão se refere à Lei Orgânica Municipal. 
O Prefeito Municipal será julgado, nas infrações político- administrativas, perante:  
Alternativas
Q3782350 Direito Financeiro
A questão se refere à Lei Orgânica Municipal. 
As contas da Administração Direta e Indireta Municipal serão submetidas ao sistema de controle externo, mediante encaminhamento ao Tribunal de Contas do Estado e à Câmara Municipal, na forma e prazos legais ou regulamentares. Nesse sentido, o Poder Executivo publicará, até ______ após o encerramento de cada bimestre, relatório resumido da execução orçamentária, evidenciando as fontes e os usos dos recursos financeiros. 
Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, a lacuna? 
Alternativas
Q3782349 Legislação Municipal
A questão se refere à Lei Orgânica Municipal. 
A Lei Orgânica poderá ser emendada mediante proposta de um terço dos membros da Câmara de Vereadores; do Prefeito municipal; e, de pelo menos quantos por cento do eleitorado do Município?
Alternativas
Respostas
761: D
762: D
763: A
764: A
765: B
766: D
767: C
768: B
769: C
770: D
771: D
772: B
773: B
774: D
775: D
776: A
777: B
778: A
779: B
780: B