Questões de Concurso Para estudante

Foram encontradas 1.441 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3917641 História
O filme “A Cortina de Ferro” (1948) retrata o contexto da Guerra Fria, abordando a espionagem soviética no Ocidente. A expressão “cortina de ferro” foi popularizada por Winston Churchill, primeiro-ministro britânico, em 1946, e se refere:
Alternativas
Q3917640 Geografia
Segundo o relatório da Comissão Pastoral da Terra (CPT), o Brasil teve um número recorde de conflitos agrários em 2023. Esses conflitos podem envolver questões relacionadas à terra, água, trabalho, entre outros aspectos. Exemplos de violência no campo incluem casos de pistolagem, grilagem e trabalho em condições análogas à escravidão. O mapa a seguir mostra as ocorrências, por estado, em 2023:


Imagem associada para resolução da questão


Fonte: Transparência Internacional - Brasil, com apoio da Konrad Adenauer Stiftung.

Observando o mapa que retrata os conflitos por terra e levando em consideração o enunciado, os estados brasileiros com mais ocorrência de conflitos no campo em 2023 foram: 
Alternativas
Q3917639 Português
"O presidente Vladimir Putin diz que os Estados Unidos ignoraram as preocupações legítimas da Rússia sobre a ampliação da Otan no leste europeu. Putin informou que está aberto a discutir um acordo de paz na Ucrânia com Trump, mas descarta a possibilidade de fazer concessões territoriais importantes e insiste que Kiev abandone as ambições de se juntar à Otan.”

Adaptado de CNN Brasil. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/internacional/promessa-de-2008-de-uniao-daucrania-a-otan-deve-ser-desfeita-diz-russia/


Após a leitura do texto, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3917638 História

Considere a imagem e o texto jornalístico a seguir: 



Imagem associada para resolução da questão



Disponível em: https://www.estadao.com.br/brasil/jt/diretas-ja-saiba-como-foicomicio-na-praca-da-se-em-1984/


   “Os números variam, mas uma coisa é certa: este comício foi a maior manifestação já realizada em São Paulo desde a Marcha da Família com Deus pela Liberdade, em 1964. Os verdadeiros heróis nesse 25 de janeiro de 1984 foram as 300 mil pessoas que provaram ser possível fazer política com amor, garra e alegria. O povo se aglomerava, discutia, pulava. Ali havia adeptos do PT, PMDB, PCB, PC do B, PTB, PDT, até mesmo alguns solitários pedessistas.”


Fonte: 20 textos que fizeram história. São Paulo: Folha de São Paulo, 1991.


     A imagem e o texto jornalístico apresentados referem-se ao movimento "Diretas Já". Sobre esse movimento político, é CORRETO afirmar que ele buscava

Alternativas
Q3917637 História
O ciclo do ouro, iniciado entre os fins do século XVII e início do século XVIII, redefiniu a dinâmica colonial, interiorizando a ocupação e consolidando novas estruturas de poder no Brasil. Até então, Portugal concentrava sua exploração no litoral, sustentado pelo modelo açucareiro, mas as expedições bandeirantes revelaram ricas jazidas de ouro, diamantes e esmeraldas – especialmente na região correspondente a Minas Gerais. Assim, a mineração tornou-se o eixo da economia colonial, gerando profundas transformações políticas, sociais e culturais, como o surgimento de vilas e de um rígido controle metropolitano. Considerando esse momento histórico, analise as seguintes afirmativas:

I. Ao contrário do sistema açucareiro – marcado pelo trabalho escravo em larga escala –, a exploração aurífera no Brasil colonial contou, predominantemente, com mão de obra livre em suas etapas de extração e beneficiamento.
II. Para exercer um controle mais eficaz sobre a região mineradora, a Coroa Portuguesa instituiu, em 1702, a Intendência das Minas, órgão administrativo que respondia diretamente à metrópole.
III. Buscando combater o contrabando de metais preciosos, a Coroa estabeleceu, em 1720, as Casas de Fundição. Essa medida determinava que todo ouro extraído deveria ser obrigatoriamente fundido e transformado em barras, com selo real. Em acréscimo, a circulação de ouro em pó ou em pepitas, formas que facilitavam comércio ilegal, foram terminantemente proibidas.
IV. O aumento da pressão tributária metropolitana, combinado ao esgotamento das jazidas, na segunda metade do século XVIII, criou um cenário propício para o surgimento de movimentos revoltosos. Esse contexto de crise materializou-se na Conjuração Mineira (1789), um dos mais significativos protestos contra a exploração portuguesa.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3917636 Português

Considere o poema a seguir, de Agostinho Neto, primeiro presidente de Angola: 


(…)

Hoje somos

as crianças nuas das sanzalas do mato

os garotos sem escola a jogar a bola de trapos

nos areais ao meio-dia somos nós mesmos

os contratados a queimar vidas nos cafezais

os homens negros ignorantes

que devem respeitar o homem branco

e temer o rico

somos os teus filhos

dos bairros de pretos

além aonde não chega a luz elétrica

os homens bêbedos a cair

abandonados ao ritmo dum batuque de morte

teus filhos com fome

com sede com vergonha de te chamarmos Mãe

com medo de atravessar as ruas

com medo dos homens

nós mesmos



Amanhã

entoaremos hinos à liberdade

quando comemorarmos

a data da abolição desta escravatura

(…)


Neto, Agostinho. Sagrada Esperança. 9a ed. Lisboa: Sá da Costa, 1979, p. 9-10.

 O poema busca evocar o(a):


Alternativas
Q3917635 História
"A Primeira República ficou conhecida como 'república dos coronéis'. Coronel era o posto mais alto na hierarquia da Guarda Nacional. O coronel da Guarda era sempre a pessoa mais poderosa do município. Já no Império ele exercia grande influência política. Quando a Guarda perdeu sua natureza militar, restoulhe o poder político de seus chefes. Coronel passou, então, a indicar simplesmente o chefe político local. O coronelismo era a aliança desses chefes com os presidentes dos estados e desses com o presidente da República."

Carvalho, José Murilo de. Cidadania no Brasil. O longo Caminho. 3ª ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002, p. 41.

A respeito da estrutura de poder, conhecida como coronelismo, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3917634 História
"A crise desencadeada na sociedade romana pela transformação acelerada das estruturas sociais ocorrida após a segunda guerra púnica atingiu em meados do século II a.C. uma fase em que se tornava inevitável a eclosão de conflitos declarados. A agudização das contradições no seio da organização social romana, por um lado e, por outro, as fraquezas cada vez mais evidentes do sistema de governo republicano tiveram como resultado uma súbita eclosão das lutas sociais e políticas."
Alföldy, Géza. A História Social de Roma. Lisboa: Presença, 1989, p. 81.

O excerto acima trata da crise da República Romana no século II a.C. Sobre esse período, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3917633 Literatura
Aos afetos, e lágrimas derramadas na ausência da
dama a quem queria bem


Ardor em firme Coração nascido;
pranto por belos olhos derramado;
incêndio em mares de água disfarçado;
rio de neve em fogo convertido:


Tu, que em um peito abrasas escondido;
tu, que em um rosto corres desatado;
quando fogo, em cristais aprisionado;
quando cristal, em chamas derretido:


Se és fogo, como passas brandamente?
Se és neve, como queimas com porfia?
Mas ai, que andou Amor em ti prudente!


Pois, para temperar a tirania,
como quis que aqui fosse a neve ardente,
permitiu parecesse a chama fria.

Ainda sobre o poema de Gregório de Matos, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3917632 Literatura
Aos afetos, e lágrimas derramadas na ausência da
dama a quem queria bem


Ardor em firme Coração nascido;
pranto por belos olhos derramado;
incêndio em mares de água disfarçado;
rio de neve em fogo convertido:


Tu, que em um peito abrasas escondido;
tu, que em um rosto corres desatado;
quando fogo, em cristais aprisionado;
quando cristal, em chamas derretido:


Se és fogo, como passas brandamente?
Se és neve, como queimas com porfia?
Mas ai, que andou Amor em ti prudente!


Pois, para temperar a tirania,
como quis que aqui fosse a neve ardente,
permitiu parecesse a chama fria.

Acerca do poema, é CORRETO afirmar que:

I. A poesia de Gregório de Matos se divide em líricoamorosa, sacra, satírica e erótica. O poema em questão é erótico.
II. O poema apresenta dois elementos da natureza, o fogo e a água. O primeiro refere-se ao ardor e o segundo pode se referir tanto ao pranto quanto à contenção da paixão do eu-lírico.
III. As palavras que se referem, nas primeiras e segundas estrofes, ao fogo são “ardor”, “incêndio”, “abrasas”, “chamas” e a própria palavra “fogo”.

Assinale a alternativa CORRETA
Alternativas
Q3917631 Literatura
Leia o poema a seguir:

O destro Cupido um dia Extraiu mimosas cores De frescos lírios, e rosas, De jasmins, e de outras flores.

Com as mais delgadas penas Usa de uma, e de outra tinta, E nos ângulos do cobre A quatro belezas pinta.

Por fazer pensar a todos No seu liso centro escreve Um letreiro, que pergunta: "Este espaço a quem se deve?"

Vênus, que viu a pintura, E leu a letra engenhosa, Pôs por baixo "Eu dele cedo; Dê-se a Marília formosa."

Gonzaga, Tomás Antônio. Marília de Dirceu, Lira XXVI, parte I.

Sobre o poema, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q3917630 Português
 Analise as informações a seguir sobre a obra Quarto de despejo: diário de uma favelada, de Carolina Maria de Jesus, preenchendo a coluna da esquerda com V, se a afirmativa for VERDADEIRA, e F, se for FALSA:

( ) A favela, a partir da visão apresentada no livro e da sua escritora, é o “quarto de despejo” de uma cidade. 
( ) O livro é um diário, cujo narrador é autor e personagem; a narrativa não tem cunho autobiográfico.
( ) Em muitas partes do livro, há o rompimento com a formalidade da língua portuguesa, a norma padrão.
( ) O livro é um diário, pois quem escreve é a mesma pessoa que viveu as histórias contadas. Ele é narrado em primeira pessoa, portanto o ponto de vista apresentado é a do narrador.
( ) Quarto de despejo não pode ser considerado um livro que trata das desigualdades racial, de gênero e de classe.

Assinale a alternativa que contém a sequência CORRETA de V e F, de cima para baixo: 
Alternativas
Q3917629 Português
Leia o fragmento a seguir de Quarto de despejo, diário de uma favela, de Carolina Maria de Jesus, antes de responder à questão, elaboradas a partir dele:


     “Os meninos tomaram café e foram a aula. Eles estão alegres porque hoje teve café. Só quem passa fome é que dá valor a comida.

      Eu e a Vera fomos catar papel. Passei no Frigorífico para pegar linguiça. Contei 9 mulheres na fila. Eu tenho a mania de observar tudo, contar tudo, marcar os fatos.

    Encontrei muito papel nas ruas. Ganhei 20 cruzeiros. Fui no bar tomar uma média. Uma para mim e outra para a Vera. Gastei 11 cruzeiros. Fiquei catando papel até as 11 e meia. Ganhei 50 cruzeiros.

    [...]

    ... Nós somos pobres, viemos para as margens do rio. As margens do rio são os lugares do lixo e dos marginais. Gente da favela é considerado marginais. Não mais se vê os corvos voando as margens do rio, perto dos lixos. Os homens desempregados substituíram os corvos.

      Quando eu fui catar papel encontrei um preto. Estava rasgado e sujo que dava pena. Nos seus trajes rotos ele podia representar-se como diretor do sindicato dos miseráveis. O seu olhar era um olhar angustiado como se olhasse o mundo com desprezo. Indigno para um ser humano. Estava comendo uns doces que a fábrica havia jogado na lama. Ele limpava o barro e comia os doces. Não estava embriagado, mas vacilava no andar. Cambaleava. Estava tonto de fome!”


Fonte: Jesus, 2020, p. 55-56.
 No trecho destacado em negrito, ocorre a palavra marginal, no plural. No contexto do livro e no que foi posto no fragmento, sobre “marginais”, na favela do Canindé, podemos afirmar que:

I. “Marginais” não se refere apenas ao local de pessoas marginalizadas pela miséria cotidiana, mas também a alguns que vivem à margem da lei.
II. Apesar de a narrativa se referir às pessoas que são marginalizadas em vários aspectos, na Favela do Canindé não há a presença de marginais.
III. Os “marginais” fazem referência apenas aos catadores de lixo da favela do Canindé.

Assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q3917628 Português
Leia o fragmento a seguir de Quarto de despejo, diário de uma favela, de Carolina Maria de Jesus, antes de responder à questão, elaboradas a partir dele:


     “Os meninos tomaram café e foram a aula. Eles estão alegres porque hoje teve café. Só quem passa fome é que dá valor a comida.

      Eu e a Vera fomos catar papel. Passei no Frigorífico para pegar linguiça. Contei 9 mulheres na fila. Eu tenho a mania de observar tudo, contar tudo, marcar os fatos.

    Encontrei muito papel nas ruas. Ganhei 20 cruzeiros. Fui no bar tomar uma média. Uma para mim e outra para a Vera. Gastei 11 cruzeiros. Fiquei catando papel até as 11 e meia. Ganhei 50 cruzeiros.

    [...]

    ... Nós somos pobres, viemos para as margens do rio. As margens do rio são os lugares do lixo e dos marginais. Gente da favela é considerado marginais. Não mais se vê os corvos voando as margens do rio, perto dos lixos. Os homens desempregados substituíram os corvos.

      Quando eu fui catar papel encontrei um preto. Estava rasgado e sujo que dava pena. Nos seus trajes rotos ele podia representar-se como diretor do sindicato dos miseráveis. O seu olhar era um olhar angustiado como se olhasse o mundo com desprezo. Indigno para um ser humano. Estava comendo uns doces que a fábrica havia jogado na lama. Ele limpava o barro e comia os doces. Não estava embriagado, mas vacilava no andar. Cambaleava. Estava tonto de fome!”


Fonte: Jesus, 2020, p. 55-56.
Sobre o fragmento e outras informações presentes no livro, é INCORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3917627 Português
Leia o texto a seguir, intitulado “O Padeiro”, de autoria de Rubem Braga:

      Levanto cedo, faço minhas abluções, ponho a chaleira no fogo para fazer café e abro a porta do apartamento – mas não encontro o pão costumeiro. No mesmo instante me lembro de ter lido alguma coisa nos jornais da véspera sobre a "greve do pão dormido". De resto não é bem uma greve, é um lock-out, greve dos patrões, que suspenderam o trabalho noturno; acham que obrigando o povo a tomar seu café da manhã com pão dormido conseguirão não sei bem o que do governo.
     Está bem. Tomo o meu café com pão dormido, que não é tão ruim assim. E enquanto tomo café vou me lembrando de um homem modesto que conheci antigamente. Quando vinha deixar o pão à porta do apartamento ele apertava a campainha, mas, para não incomodar os moradores, avisava gritando:
     – Não é ninguém, é o padeiro!
    Interroguei-o uma vez: como tivera a ideia de gritar aquilo?
    "Então você não é ninguém?"
   Ele abriu um sorriso largo. Explicou que aprendera aquilo de ouvido. Muitas vezes lhe acontecera bater a campainha de uma casa e ser atendido por uma empregada ou outra pessoa qualquer, e ouvir uma voz que vinha lá de dentro perguntando quem era; e ouvir a pessoa que o atendera dizer para dentro: "não é ninguém, não senhora, é o padeiro". Assim ficara sabendo que não era ninguém...
     Ele me contou isso sem mágoa nenhuma, e se despediu ainda sorrindo. Eu não quis detê-lo para explicar que estava falando com um colega, ainda que menos importante. Naquele tempo eu também, como os padeiros, fazia o trabalho noturno. Era pela madrugada que deixava a redação de jornal, quase sempre depois de uma passagem pela oficina – e muitas vezes saía já levando na mão um dos primeiros exemplares rodados, o jornal ainda quentinho da máquina, como pão saído do forno.
    Ah, eu era rapaz, eu era rapaz naquele tempo! E às vezes me julgava importante porque no jornal que levava para casa, além de reportagens ou notas que eu escrevera sem assinar, ia uma crônica ou artigo com o meu nome. O jornal e o pão estariam bem cedinho na porta de cada lar; e dentro do meu coração eu recebi a lição de humildade daquele homem entre todos útil e entre todos alegre; "não é ninguém, é o padeiro!"
   E assobiava pelas escadas.
Sobre o texto, considere as seguintes afirmativas:

I. O gênero textual é o expositivo, em virtude de expor a vida simples de um carteiro.
II. Por apresentar um texto curto, com linguagem simples e objetiva, a narrativa se caracteriza como um conto.
III. O texto tem um toque memorialístico, motivado pelo consumo de um pão do dia anterior.
IV.A ideologia implícita ao texto o coloca a favor das pessoas simples e sem poderes na sociedade.
V. Ao longo da vida, o padeiro foi humilhado por pessoas que não atentavam para a sua condição humana.
VI.Apresentam adjetivos e/ou locuções adjetivas os seguintes trechos: “jornais da véspera” e “ele abriu um sorriso largo”.

Assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3917626 Português
Assinale a alternativa que apresenta um verbo auxiliar modal que indica finalização: 
Alternativas
Q3917625 Português
 No que se refere à regência, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3917624 Português
Leia a seguir três estrofes da música “Dia de festa (Borimbora)”, feita pelo compositor amazonense Torrinho, que é também coautor da famosa canção “Porto de lenha”:

Borimbora, maninha Hoje é dia da Padroeira Vai ter bingo de frango assado E forró de dar olheira Vai ter caboca assim Arrequebrando as cadeiras Que eu tenho até dó de mim Quando acabar a zoeira

Borimbora, maninha Que o recreio tá aí na beira Bota o vestido rendado Cordão, anel e pulseira Que é pra ver se um moço bom Pra tua ilharga se esgueira

Mas se acaso, maninha O moço te abordar Te levar da cumeeira Pra ouvir sapo coaxá Se avexe, maninhazinha Em logo fugir de lá Que ele pode ser o boto Que veio te encantar

    A letra da música, como é evidente, apresenta palavras típicas da fala regional amazonense. Essa forma de expressão caracteriza uma variação linguística, visto que o falar dos brasileiros não é homogêneo. A respeito da variação linguística constante da letra de Torrinho, podemos dizer que é:
Alternativas
Q3917623 Português
      Já em sua República, Platão imaginava que a constituição de seu Estado utópico se fundaria na “nobre mentira” – uma estória ficcional sobre a origem da ordem social, que assegura a lealdade dos cidadãos e impede que questionem a constituição. Devia-se dizer aos cidadãos, escreveu Platão, que todos eles haviam nascido da terra, que a terra era a mãe deles e, portanto, deviam lealdade filial à terra natal. Também se devia dizer aos cidadãos que, quando foram concebidos, as divindades misturaram dentro deles vários metais – ouro, prata, bronze e ferro –, o que justifica uma hierarquia natural entre dirigentes de ouro e servos de bronze. Embora a utopia de Platão nunca se tenha concretizado, muitos Estados ao longo das eras contaram a seus habitantes variações dessa nobre mentira. (...)

        A Constituição dos Estados Unidos começa com “Nós, o povo”. Ao reconhecer sua origem humana, ela investe os seres humanos do poder de corrigi-la. Os Dez Mandamentos abrem com “Sou o Senhor teu Deus”. Alegando origem divina, o texto impede que os seres humanos o alterem. Por isso é que o texto bíblico segue endossando a escravidão até hoje. (...)

     Todos os sistemas humanos se baseiam em ficções, mas alguns o admitem e outros não. Ser veraz sobre as origens de nossa ordem social facilita efetuar mudanças nela. Se foram seres humanos como nós que a inventaram, então podemos corrigi-la. Mas essa veracidade tem seu preço. Reconhecer as origens humanas da ordem social tem seu preço. Reconhecer as origens humanas da ordem social dificulta que haja uma concordância geral com ela.


Texto extraído do livro Nexus, de Yuval Noah Harari. Companhia das Letras, 2024. Trad. Berilo Vargas e Denise Bottmann, p. 59-61.
Sobre aspectos referentes à análise linguística do texto, fazem-se as seguintes afirmativas:

I. O trecho “que a terra era a mãe deles e, portanto, deviam lealdade filial à terra natal” apresenta um caráter conclusivo. 
II. O trecho “Se foram seres humanos como nós que a inventaram” nos dá a ideia de uma condição ao que vem exposto a seguir.
III. O trecho “Por isso é que o texto bíblico segue endossando a escravidão até hoje” apresenta também um caráter de conclusão.
IV. Em “Embora a utopia de Platão nunca se tenha concretizado”, coloca-se um argumento contrário, mas incapaz de impedir a realização do fato expresso a seguir.
V. Em “mas alguns o admitem e outros não”, o vocábulo “o” poderia ser substituído por outro vocábulo: “isso”

Assinale a alternativa CORRETA

Alternativas
Q3917622 Português
      Já em sua República, Platão imaginava que a constituição de seu Estado utópico se fundaria na “nobre mentira” – uma estória ficcional sobre a origem da ordem social, que assegura a lealdade dos cidadãos e impede que questionem a constituição. Devia-se dizer aos cidadãos, escreveu Platão, que todos eles haviam nascido da terra, que a terra era a mãe deles e, portanto, deviam lealdade filial à terra natal. Também se devia dizer aos cidadãos que, quando foram concebidos, as divindades misturaram dentro deles vários metais – ouro, prata, bronze e ferro –, o que justifica uma hierarquia natural entre dirigentes de ouro e servos de bronze. Embora a utopia de Platão nunca se tenha concretizado, muitos Estados ao longo das eras contaram a seus habitantes variações dessa nobre mentira. (...)

        A Constituição dos Estados Unidos começa com “Nós, o povo”. Ao reconhecer sua origem humana, ela investe os seres humanos do poder de corrigi-la. Os Dez Mandamentos abrem com “Sou o Senhor teu Deus”. Alegando origem divina, o texto impede que os seres humanos o alterem. Por isso é que o texto bíblico segue endossando a escravidão até hoje. (...)

     Todos os sistemas humanos se baseiam em ficções, mas alguns o admitem e outros não. Ser veraz sobre as origens de nossa ordem social facilita efetuar mudanças nela. Se foram seres humanos como nós que a inventaram, então podemos corrigi-la. Mas essa veracidade tem seu preço. Reconhecer as origens humanas da ordem social tem seu preço. Reconhecer as origens humanas da ordem social dificulta que haja uma concordância geral com ela.


Texto extraído do livro Nexus, de Yuval Noah Harari. Companhia das Letras, 2024. Trad. Berilo Vargas e Denise Bottmann, p. 59-61.
Assinale a alternativa que contém uma oração subordinada adjetiva: 
Alternativas
Respostas
801: C
802: A
803: E
804: C
805: X
806: B
807: D
808: A
809: X
810: E
811: B
812: C
813: A
814: E
815: E
816: B
817: D
818: A
819: E
820: D