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Texto para responder às questões de 1 a 7.
1 Podemos entender cultura como uma dimensão do
processo social e utilizá-la como um instrumento para
compreender as sociedades contemporâneas. O que não
4 podemos fazer é discutir sobre cultura ignorando as relações
de poder dentro de uma sociedade ou entre sociedades.
Notem bem: o estudo da cultura não se reduz a isso, mas
7 essa é uma realidade que sempre se impõe. Assim é porque
as próprias preocupações com cultura nasceram associadas
às relações de poder, e também porque, como dimensão do
10 processo social, a cultura registra as tendências e os
conflitos da história coletiva por cuja transformação e por
cujos benefícios as forças sociais se defrontam.
13 O que quer dizer que as preocupações com a cultura
desenvolveram-se associadas às relações de poder?
Lembrem-se que elas se consolidaram junto com o
16 processo de formação de nações modernas dominadas por
uma classe social. Por outro lado, consolidaram-se
integrando a nova ciência do mundo contemporâneo, que
19 rompia com o domínio da interpretação religiosa,
transformando a vida e a sociedade em esferas que podiam
ser estudadas para que se pudesse agir sobre elas.
22 As preocupações com cultura surgiram associadas
tanto ao progresso da sociedade do conhecimento quanto a
novas formas de dominação. Notem que o conhecimento não
25 é só conteúdo básico das concepções da cultura; as próprias
preocupações com cultura são instrumentos de
conhecimento, respondem a necessidades de conhecimento
28 da sociedade, as quais se desenvolveram claramente
associadas com relações de poder.
Hoje os centros de poder da sociedade se
31 preocupam com a cultura, procuram defini-la, entendê-la,
controlá-la, agir sobre seu desenvolvimento. Há instituições
públicas encarregadas disso; da mesma forma, a cultura é
34 uma esfera de atuação econômica, com empresas
diretamente voltadas para ela. As preocupações com a
cultura são institucionalizadas, fazem parte da própria
37 organização social. Expressam seus conflitos e interesses, e
nelas os interesses dominantes da sociedade manifestam
sua força.
José Luiz dos Santos. O que é cultura. São Paulo: Brasiliense, 2007 (com adaptações).
Conclui-se do texto que
Texto para responder às questões de 1 a 7.
1 Podemos entender cultura como uma dimensão do
processo social e utilizá-la como um instrumento para
compreender as sociedades contemporâneas. O que não
4 podemos fazer é discutir sobre cultura ignorando as relações
de poder dentro de uma sociedade ou entre sociedades.
Notem bem: o estudo da cultura não se reduz a isso, mas
7 essa é uma realidade que sempre se impõe. Assim é porque
as próprias preocupações com cultura nasceram associadas
às relações de poder, e também porque, como dimensão do
10 processo social, a cultura registra as tendências e os
conflitos da história coletiva por cuja transformação e por
cujos benefícios as forças sociais se defrontam.
13 O que quer dizer que as preocupações com a cultura
desenvolveram-se associadas às relações de poder?
Lembrem-se que elas se consolidaram junto com o
16 processo de formação de nações modernas dominadas por
uma classe social. Por outro lado, consolidaram-se
integrando a nova ciência do mundo contemporâneo, que
19 rompia com o domínio da interpretação religiosa,
transformando a vida e a sociedade em esferas que podiam
ser estudadas para que se pudesse agir sobre elas.
22 As preocupações com cultura surgiram associadas
tanto ao progresso da sociedade do conhecimento quanto a
novas formas de dominação. Notem que o conhecimento não
25 é só conteúdo básico das concepções da cultura; as próprias
preocupações com cultura são instrumentos de
conhecimento, respondem a necessidades de conhecimento
28 da sociedade, as quais se desenvolveram claramente
associadas com relações de poder.
Hoje os centros de poder da sociedade se
31 preocupam com a cultura, procuram defini-la, entendê-la,
controlá-la, agir sobre seu desenvolvimento. Há instituições
públicas encarregadas disso; da mesma forma, a cultura é
34 uma esfera de atuação econômica, com empresas
diretamente voltadas para ela. As preocupações com a
cultura são institucionalizadas, fazem parte da própria
37 organização social. Expressam seus conflitos e interesses, e
nelas os interesses dominantes da sociedade manifestam
sua força.
José Luiz dos Santos. O que é cultura. São Paulo: Brasiliense, 2007 (com adaptações).
A figura a seguir apresenta o fragmento de uma planilha desenvolvida no LibreOffice Calc e sobre seus dados, podem ser aplicadas diversas fórmulas e funções.
A |
B |
|
1 |
8 |
5 |
2 |
6 |
|
3 |
4 |
2 |
Utilizando os dados da planilha anterior, analise as afirmativas a seguir e marque a CORRETA.
Foi feito um levantamento das idades de todos os alunos da classe de João Pedro. A distribuição das idades está representada no gráfico abaixo.
A taxa percentual de alunos que tem mais 18 anos é:
A modalidade de capitalização mais utilizada nas transações comerciais e financeiras é a de juros compostos, na qual, em cada período financeiro, a partir do segundo, é calculado o montante relativo ao período anterior.
Exemplo: Um capital de R$ 100,00 aplicado a uma taxa de 10% ao mês:
Mês |
Juros |
Montante (capital + juros) |
0 |
0 |
100,00 |
1 |
100,00 . 0,1 = 10,00 |
100 . 1,1 = 110,00 |
2 |
110,00 . 0,1 = 11,00 |
100 . 1,1 .1,1 = 121,00 |
3 |
121,00 . 0,1 = 12,10 |
100 . 1,1 . 1,1 . 1,1 = 133,10 |
... |
... |
... |
Adriana aplicou R$10.000,00 a uma taxa de juros compostos de 5% ao mês. Após um bimestre de aplicação ela teria uma quantia de:
Texto para as questões 9 e 10
PARA QUE NINGUÉM A QUISESSE
Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse
a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a
atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos
de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias. E
5 vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a
tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.
Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum
se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava
sair.
10 Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que
fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.
Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade
da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.
Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do
15 bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.
Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe
agradar. Largou o tecido numa gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela
casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.
Marina Colasanti
As palavras dispostas em uma oração assumem funções, a que denominamos de sintaxe. Abaixo se apresentam termos destacados, cuja função sintática está apresentada na sequência, porém em uma delas essa relação está INCORRETA, como se verifica em
Texto para as questões 9 e 10
PARA QUE NINGUÉM A QUISESSE
Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse
a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a
atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos
de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias. E
5 vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a
tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.
Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum
se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava
sair.
10 Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que
fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.
Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade
da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.
Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do
15 bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.
Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe
agradar. Largou o tecido numa gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela
casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.
Marina Colasanti
Das considerações acerca do texto, uma está em DESACORDO. É o que se pode confirmar na opção:
Texto para as questões 5 a 8
DEFENSORES DA “LÍNGUA CERTA”
Não é preciso ensinar nenhum brasileiro a dizer “isso é para mim tomar?”, porque
essa regra gramatical (sim, caros leigos, é uma regra gramatical) já faz parte da língua
materna de 99% dos nossos compatriotas. O que é preciso ensinar é a forma “isso
é para eu tomar?”, porque ela não faz parte da gramática da maioria dos falantes de
5 português brasileiro, mas por ainda servir de arame farpado entre os que falam “certo”
e os que falam “errado”, é dever da escola apresentar essa outra regra aos alunos, de
modo que eles – se julgarem pertinente, adequado e necessário – possam vir a usá-
la TAMBÉM. O problema da ideologia purista é esse também. Seus defensores não
conseguem admitir que tanto faz dizer assisti o filme quanto assisti ao filme, que
10 a palavra óculos pode ser usada tanto no singular (o óculos, como dizem 101% dos
brasileiros) quanto no plural (os óculos, como dizem dois ou três gatos pingados).
O mais divertido (para mim, pelo menos, talvez por um pouco de masoquismo)
é ver os mesmos defensores da suposta “língua certa”, no exato momento em que a
defendem, empregar regras linguísticas que a tradição normativa que eles acham que
15 defendem rejeitaria imediatamente. Pois ontem, vendo o Jornal das Dez, da GloboNews,
ouvi da boca do sr. Carlos Monforte essa deliciosa pergunta: “Como é que fica então
as concordâncias?”. Ora, sr. Monforte, eu lhe devolvo a pergunta: “E as concordâncias,
como é que ficam então?”.
BAGNO, Marcos. (UnB)
Disponível em: < http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=16649>.
Acesso em 28/11/2016 (fragmento).
Sobre a pergunta que Bagno devolve ao sr. Carlos Monforte, exposta no encerramento do texto apresentado, é CORRETO afirmar que
Texto para as questões 5 a 8
DEFENSORES DA “LÍNGUA CERTA”
Não é preciso ensinar nenhum brasileiro a dizer “isso é para mim tomar?”, porque
essa regra gramatical (sim, caros leigos, é uma regra gramatical) já faz parte da língua
materna de 99% dos nossos compatriotas. O que é preciso ensinar é a forma “isso
é para eu tomar?”, porque ela não faz parte da gramática da maioria dos falantes de
5 português brasileiro, mas por ainda servir de arame farpado entre os que falam “certo”
e os que falam “errado”, é dever da escola apresentar essa outra regra aos alunos, de
modo que eles – se julgarem pertinente, adequado e necessário – possam vir a usá-
la TAMBÉM. O problema da ideologia purista é esse também. Seus defensores não
conseguem admitir que tanto faz dizer assisti o filme quanto assisti ao filme, que
10 a palavra óculos pode ser usada tanto no singular (o óculos, como dizem 101% dos
brasileiros) quanto no plural (os óculos, como dizem dois ou três gatos pingados).
O mais divertido (para mim, pelo menos, talvez por um pouco de masoquismo)
é ver os mesmos defensores da suposta “língua certa”, no exato momento em que a
defendem, empregar regras linguísticas que a tradição normativa que eles acham que
15 defendem rejeitaria imediatamente. Pois ontem, vendo o Jornal das Dez, da GloboNews,
ouvi da boca do sr. Carlos Monforte essa deliciosa pergunta: “Como é que fica então
as concordâncias?”. Ora, sr. Monforte, eu lhe devolvo a pergunta: “E as concordâncias,
como é que ficam então?”.
BAGNO, Marcos. (UnB)
Disponível em: < http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=16649>.
Acesso em 28/11/2016 (fragmento).
Sobre alguns aspectos gramaticais do texto, leia estas considerações:
I) Em “O problema da ideologia purista é esse também.”, temos uma oração construída em ordem direta, uma vez que o sujeito se apresenta inicialmente, para na sequência vir o predicado.
II) O pronome possessivo “seus” (l. 8) retoma de forma coesiva o termo antecedente “ideologia purista”.
III) Em “assisti o filme” ou “assisti ao filme”, expõe-se um caso de regência verbal, que consiste no uso ou não da preposição. Nesse caso, seguindo a norma padrão, a primeira opção é a mais correta.
IV) O pronome pessoal oblíquo “lhe” (l. 17) está em posição proclítica em relação ao verbo que o sucede, porém de uso facultativo, podendo, nesse caso, reescrever o trecho colocando-o em posição enclítica.
V) Em “falam ‘certo’” (l. 5) e “língua certa” (l. 13), a palavra destacada sofreu flexão de gênero, sendo usada ora no masculino ora no feminino, por se tratar de adjetivos que concordam com as respectivas palavras que os antecedem.
Estão CORRETAS as considerações apresentadas nas opções
Texto para as questões 5 a 8
DEFENSORES DA “LÍNGUA CERTA”
Não é preciso ensinar nenhum brasileiro a dizer “isso é para mim tomar?”, porque
essa regra gramatical (sim, caros leigos, é uma regra gramatical) já faz parte da língua
materna de 99% dos nossos compatriotas. O que é preciso ensinar é a forma “isso
é para eu tomar?”, porque ela não faz parte da gramática da maioria dos falantes de
5 português brasileiro, mas por ainda servir de arame farpado entre os que falam “certo”
e os que falam “errado”, é dever da escola apresentar essa outra regra aos alunos, de
modo que eles – se julgarem pertinente, adequado e necessário – possam vir a usá-
la TAMBÉM. O problema da ideologia purista é esse também. Seus defensores não
conseguem admitir que tanto faz dizer assisti o filme quanto assisti ao filme, que
10 a palavra óculos pode ser usada tanto no singular (o óculos, como dizem 101% dos
brasileiros) quanto no plural (os óculos, como dizem dois ou três gatos pingados).
O mais divertido (para mim, pelo menos, talvez por um pouco de masoquismo)
é ver os mesmos defensores da suposta “língua certa”, no exato momento em que a
defendem, empregar regras linguísticas que a tradição normativa que eles acham que
15 defendem rejeitaria imediatamente. Pois ontem, vendo o Jornal das Dez, da GloboNews,
ouvi da boca do sr. Carlos Monforte essa deliciosa pergunta: “Como é que fica então
as concordâncias?”. Ora, sr. Monforte, eu lhe devolvo a pergunta: “E as concordâncias,
como é que ficam então?”.
BAGNO, Marcos. (UnB)
Disponível em: < http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=16649>.
Acesso em 28/11/2016 (fragmento).
Pelo texto, percebe-se que o autor
Texto para as questões 5 a 8
DEFENSORES DA “LÍNGUA CERTA”
Não é preciso ensinar nenhum brasileiro a dizer “isso é para mim tomar?”, porque
essa regra gramatical (sim, caros leigos, é uma regra gramatical) já faz parte da língua
materna de 99% dos nossos compatriotas. O que é preciso ensinar é a forma “isso
é para eu tomar?”, porque ela não faz parte da gramática da maioria dos falantes de
5 português brasileiro, mas por ainda servir de arame farpado entre os que falam “certo”
e os que falam “errado”, é dever da escola apresentar essa outra regra aos alunos, de
modo que eles – se julgarem pertinente, adequado e necessário – possam vir a usá-
la TAMBÉM. O problema da ideologia purista é esse também. Seus defensores não
conseguem admitir que tanto faz dizer assisti o filme quanto assisti ao filme, que
10 a palavra óculos pode ser usada tanto no singular (o óculos, como dizem 101% dos
brasileiros) quanto no plural (os óculos, como dizem dois ou três gatos pingados).
O mais divertido (para mim, pelo menos, talvez por um pouco de masoquismo)
é ver os mesmos defensores da suposta “língua certa”, no exato momento em que a
defendem, empregar regras linguísticas que a tradição normativa que eles acham que
15 defendem rejeitaria imediatamente. Pois ontem, vendo o Jornal das Dez, da GloboNews,
ouvi da boca do sr. Carlos Monforte essa deliciosa pergunta: “Como é que fica então
as concordâncias?”. Ora, sr. Monforte, eu lhe devolvo a pergunta: “E as concordâncias,
como é que ficam então?”.
BAGNO, Marcos. (UnB)
Disponível em: < http://portal.mec.gov.br/component/content/article?id=16649>.
Acesso em 28/11/2016 (fragmento).
Das considerações acerca do texto, uma está em DESACORDO. Trata-se da declaração exposta na opção
Texto para as questões 1 a 4
Desde a chegada da esquadra de Cabral à costa brasileira até quase duzentos anos
depois não há a menção do nome de nenhuma mulher em nossa História oficial. Há
referências a paixões de europeus por índias, aos contatos voluptuosos com a mulher
exótica; há a menção de que os jesuítas solicitaram ao rei que mandasse para cá
5 mulheres aptas ao casamento e vieram as órfãs, para constituírem a família de “pai
soturno, mulher submissa e filhos aterrados”. Vieram as prostitutas, as feiticeiras, as
criminosas, as adúlteras, vieram as negras para a escravidão e para o ranger dos
catres.
Vemos a mulher fazendo pudim, a mulher parindo, a mulher servindo ao homem,
10 o comportamento da mulher controlado nos seus atos mais recônditos pelas normas
aterrorizantes do Santo Ofício ou pelo receituário escolástico que interditava
a posição mulier super virum por ser oposta à superioridade ativa dos machos. A
Inquisição formou algumas de nossas características de introversão, doçura e em
nós marcou a noção do pecado. Revela alguns dos costumes secretos das mulheres de
15 antigamente, as que fomos outrora, das quais temos quase sempre apenas um nome vago,
uma data de nascimento, casamento e morte. Padre Vieira achava que as mulheres
deviam sair de casa em apenas três ocasiões: para o batismo, para o casamento e o
próprio enterro. E, macilentas, esverdinhadas, foi o que fizemos durante séculos. É
o que parece dizer a História.
MIRANDA, Ana. Ser mulher.
Disponível em: <http://xoomer.virgilio.it/leonildoc/mulher.htm>. Acesso em 28/11/2016 (fragmento).
“É o que parece dizer a História.”
A autora, ao finalizar o texto com essa declaração, tem como intenção
Texto para as questões 1 a 4
Desde a chegada da esquadra de Cabral à costa brasileira até quase duzentos anos
depois não há a menção do nome de nenhuma mulher em nossa História oficial. Há
referências a paixões de europeus por índias, aos contatos voluptuosos com a mulher
exótica; há a menção de que os jesuítas solicitaram ao rei que mandasse para cá
5 mulheres aptas ao casamento e vieram as órfãs, para constituírem a família de “pai
soturno, mulher submissa e filhos aterrados”. Vieram as prostitutas, as feiticeiras, as
criminosas, as adúlteras, vieram as negras para a escravidão e para o ranger dos
catres.
Vemos a mulher fazendo pudim, a mulher parindo, a mulher servindo ao homem,
10 o comportamento da mulher controlado nos seus atos mais recônditos pelas normas
aterrorizantes do Santo Ofício ou pelo receituário escolástico que interditava
a posição mulier super virum por ser oposta à superioridade ativa dos machos. A
Inquisição formou algumas de nossas características de introversão, doçura e em
nós marcou a noção do pecado. Revela alguns dos costumes secretos das mulheres de
15 antigamente, as que fomos outrora, das quais temos quase sempre apenas um nome vago,
uma data de nascimento, casamento e morte. Padre Vieira achava que as mulheres
deviam sair de casa em apenas três ocasiões: para o batismo, para o casamento e o
próprio enterro. E, macilentas, esverdinhadas, foi o que fizemos durante séculos. É
o que parece dizer a História.
MIRANDA, Ana. Ser mulher.
Disponível em: <http://xoomer.virgilio.it/leonildoc/mulher.htm>. Acesso em 28/11/2016 (fragmento).
Cada oração que compõe um período composto, na sua relação com as demais, desempenha uma função específica.
Abaixo se apresentam orações que compõem, no texto de origem, períodos compostos, cuja função é apresentada na sequência. Todas as indicações estão corretas, à EXCEÇÃO de uma, que se apresenta na opção
Texto para as questões 1 a 4
Desde a chegada da esquadra de Cabral à costa brasileira até quase duzentos anos
depois não há a menção do nome de nenhuma mulher em nossa História oficial. Há
referências a paixões de europeus por índias, aos contatos voluptuosos com a mulher
exótica; há a menção de que os jesuítas solicitaram ao rei que mandasse para cá
5 mulheres aptas ao casamento e vieram as órfãs, para constituírem a família de “pai
soturno, mulher submissa e filhos aterrados”. Vieram as prostitutas, as feiticeiras, as
criminosas, as adúlteras, vieram as negras para a escravidão e para o ranger dos
catres.
Vemos a mulher fazendo pudim, a mulher parindo, a mulher servindo ao homem,
10 o comportamento da mulher controlado nos seus atos mais recônditos pelas normas
aterrorizantes do Santo Ofício ou pelo receituário escolástico que interditava
a posição mulier super virum por ser oposta à superioridade ativa dos machos. A
Inquisição formou algumas de nossas características de introversão, doçura e em
nós marcou a noção do pecado. Revela alguns dos costumes secretos das mulheres de
15 antigamente, as que fomos outrora, das quais temos quase sempre apenas um nome vago,
uma data de nascimento, casamento e morte. Padre Vieira achava que as mulheres
deviam sair de casa em apenas três ocasiões: para o batismo, para o casamento e o
próprio enterro. E, macilentas, esverdinhadas, foi o que fizemos durante séculos. É
o que parece dizer a História.
MIRANDA, Ana. Ser mulher.
Disponível em: <http://xoomer.virgilio.it/leonildoc/mulher.htm>. Acesso em 28/11/2016 (fragmento).
Atente às considerações acerca do texto:
I) O pronome “nós” (l. 14) recebe acento gráfico por ser uma caso de acento diferencial, que distingue de seu homônimo átono “nos”, regra essa contemplada no Novo Acordo Ortográfico em vigor no Brasil.
II) No trecho “Há referências a paixões de europeus por índias [...]”, tem-se um caso de verbo impessoal, o que justifica sua flexão no singular.
III) Em “à superioridade ativa dos machos”, o acento grave foi utilizado por se tratar de uma exigência da regência verbal.
IV) A conjunção coordenativa empregada no trecho “[...] e vieram as órfãs [...]” tem o mesmo valor semântico da empregada neste outro: “[...] e para o ranger dos catres [...]”.
V) No trecho “[...] das quais temos quase sempre apenas um nome vago [...]”, tem-se um pronome relativo aglutinado a uma preposição, exercendo função coesiva na retomada do termo “mulheres de antigamente”.
Estão CORRETAS as declarações feitas em
Texto para as questões 1 a 4
Desde a chegada da esquadra de Cabral à costa brasileira até quase duzentos anos
depois não há a menção do nome de nenhuma mulher em nossa História oficial. Há
referências a paixões de europeus por índias, aos contatos voluptuosos com a mulher
exótica; há a menção de que os jesuítas solicitaram ao rei que mandasse para cá
5 mulheres aptas ao casamento e vieram as órfãs, para constituírem a família de “pai
soturno, mulher submissa e filhos aterrados”. Vieram as prostitutas, as feiticeiras, as
criminosas, as adúlteras, vieram as negras para a escravidão e para o ranger dos
catres.
Vemos a mulher fazendo pudim, a mulher parindo, a mulher servindo ao homem,
10 o comportamento da mulher controlado nos seus atos mais recônditos pelas normas
aterrorizantes do Santo Ofício ou pelo receituário escolástico que interditava
a posição mulier super virum por ser oposta à superioridade ativa dos machos. A
Inquisição formou algumas de nossas características de introversão, doçura e em
nós marcou a noção do pecado. Revela alguns dos costumes secretos das mulheres de
15 antigamente, as que fomos outrora, das quais temos quase sempre apenas um nome vago,
uma data de nascimento, casamento e morte. Padre Vieira achava que as mulheres
deviam sair de casa em apenas três ocasiões: para o batismo, para o casamento e o
próprio enterro. E, macilentas, esverdinhadas, foi o que fizemos durante séculos. É
o que parece dizer a História.
MIRANDA, Ana. Ser mulher.
Disponível em: <http://xoomer.virgilio.it/leonildoc/mulher.htm>. Acesso em 28/11/2016 (fragmento).
Em todo texto está implícita uma intencionalidade discursiva, levando o seu autor a optar por determinados elementos, enfatizando uns ou outros. Isso resulta no que se denomina função da linguagem. No texto acima, pode-se afirmar que há a predominância da função
I. O servidor investido em mandato eletivo de vereador, havendo compatibilidade de horário, perceberá as vantagens de seu cargo, sem prejuízo da remuneração do cargo eletivo; II. A proibição da acumulação remunerada de cargos públicos não se aplica às empresas públicas nem às sociedades de economia mista do Distrito Federal e dos Estados; III. O servidor estável que acumular licitamente dois cargos efetivos, quando investido em cargo de provimento em comissão, ficará afastado de ambos os cargos efetivos, salvo na hipótese em que houver compatibilidade de horário e local com o exercício de um deles, declarada pelas autoridades máximas dos órgãos ou entidades envolvidos.
Está correto apenas o que se afirma em