Questões de Concurso
Para fonoaudiólogo
Foram encontradas 32.271 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
Argumento circular é um tipo de falácia que consiste em justificar a conclusão que está sendo defendida usando a própria conclusão, com palavras um pouco diferentes. No argumento circular, nenhuma informação útil é acrescentada para sustentar a conclusão.
Podemos exemplificar a petição de princípio com exemplos como “Matar não é certo, logo matar não é certo”. Mas, quando ocorre realmente na argumentação, é frequente a conclusão apresentar algumas (por vezes consideráveis) modificações linguísticas, de forma a não parecer uma mera repetição. Por exemplo: “Matar seres humanos não é moralmente certo; logo matar pessoas é eticamente errado” ou “O boxe é um esporte inseguro e arriscado; logo, o boxe é perigoso”. [...]
Disponível em: www.filosofianaescola.com/falacias (adaptado).
Assinale a alternativa em que se verifica um exemplo de argumento circular.
INSTRUÇÃO: Leia a crônica a seguir para responder à questão
Existe lógica na língua?
Marcos Bagno
Dia desses, publiquei uma postagem em que me queixava das pessoas que fazem legendas para filmes e seriados por tentarem evitar a tal “mistura de pronomes” — uma falácia total — e escreverem coisas como “eu só queria ajudá-lo!” quando é um irmão falando para outro num momento de raiva. Escrevi que o mais natural e autêntico seria “eu só queria te ajudar!”. Eis senão quando uma pessoa argumentou nos comentários: “Pois parece a concordância mais lógica: tu-te, você-o...” Vamos deixar passar a “concordância” (porque não tem nada de “concordância” nesse caso, é correlação pronominal) para nos concentrarmos em lógica. Faz muitos séculos que se enraizou na cultura ocidental a ideia de que existe uma “lógica” na língua e que, por isso, é preciso submeter a língua a essa suposta lógica. A consequência dessa ideia é que, segundo ela, qualquer desvio com relação a essa lógica constitui um erro no uso da língua, língua que deveria ser como um relógio que nunca se atrasa (e na própria etimologia da palavra relógio — o grego horo·logion — está bem escondida a lógica, a “lógica das horas”).
A palavra lógica deriva do grego lógos e é aí que tudo começa a se complicar. Por quê? Porque ao longo da história antiga, esse lógos foi definido e redefinido dezenas de vezes e adquiriu uma quantidade de sentidos de deixar a gente tonta (até sinônimo de “Deus” ele virou). O primeiro filósofo grego a utilizar o termo foi, ao que se sabe, Heráclito de Éfeso (c. 535-c. 475 aec), um autor de quem só temos fragmentos escritos, nenhuma obra completa. Pelo que se pode deduzir desses fragmentos, lógos para Heráclito era o “conjunto harmônico de leis que comandam o universo, formando uma inteligência cósmica onipresente que se plenifica no pensamento humano”, segundo aparece no dicionário Houaiss. Não é pouca coisa, né? O nosso pensamento seria a síntese, a consubstanciação dessa inteligência cósmica que é o lógos. De fato, para os filósofos gregos antigos, existia uma inter-relação entre a inteligência humana, a natureza e o universo. A inteligência humana (psykhe) se organizaria segundo as mesmas leis que governam a natureza (physis), a qual, por sua vez, se organizaria segundo as mesmas leis que regem o universo (kósmos). Desse modo, o pensamento só é adequado, correto e justo se for... lógico, isto é, se estiver de acordo com as leis da natureza e, um nível acima, com as leis do universo.
[...] é preciso abandonar a ideia de que existe uma “lógica” na língua e que é preciso respeitá-la à risca. Até porque nessa ideia está embutida a concepção da língua como uma coisa-em-si, fora das pessoas que a falam. O funcionamento da língua decorre de processamentos cognitivos e de fatores socioculturais, já que somos seres gregários, vivemos em sociedade. A língua é, portanto, um dispositivo sociocognitivo. E esses processamentos cognitivos nada têm a ver com as formulações da lógica clássica. Sendo de caráter sociocognitivo, o fator mais importante, mais importantíssimo das línguas humanas é o uso, palavrinha curta mas que é responsável por tudo o que acontece numa língua. [...]
Disponível em: www.parabolablog.com.br.
Acesso em: 30 nov. 2023.
INSTRUÇÃO: Leia a crônica a seguir para responder à questão
Existe lógica na língua?
Marcos Bagno
Dia desses, publiquei uma postagem em que me queixava das pessoas que fazem legendas para filmes e seriados por tentarem evitar a tal “mistura de pronomes” — uma falácia total — e escreverem coisas como “eu só queria ajudá-lo!” quando é um irmão falando para outro num momento de raiva. Escrevi que o mais natural e autêntico seria “eu só queria te ajudar!”. Eis senão quando uma pessoa argumentou nos comentários: “Pois parece a concordância mais lógica: tu-te, você-o...” Vamos deixar passar a “concordância” (porque não tem nada de “concordância” nesse caso, é correlação pronominal) para nos concentrarmos em lógica. Faz muitos séculos que se enraizou na cultura ocidental a ideia de que existe uma “lógica” na língua e que, por isso, é preciso submeter a língua a essa suposta lógica. A consequência dessa ideia é que, segundo ela, qualquer desvio com relação a essa lógica constitui um erro no uso da língua, língua que deveria ser como um relógio que nunca se atrasa (e na própria etimologia da palavra relógio — o grego horo·logion — está bem escondida a lógica, a “lógica das horas”).
A palavra lógica deriva do grego lógos e é aí que tudo começa a se complicar. Por quê? Porque ao longo da história antiga, esse lógos foi definido e redefinido dezenas de vezes e adquiriu uma quantidade de sentidos de deixar a gente tonta (até sinônimo de “Deus” ele virou). O primeiro filósofo grego a utilizar o termo foi, ao que se sabe, Heráclito de Éfeso (c. 535-c. 475 aec), um autor de quem só temos fragmentos escritos, nenhuma obra completa. Pelo que se pode deduzir desses fragmentos, lógos para Heráclito era o “conjunto harmônico de leis que comandam o universo, formando uma inteligência cósmica onipresente que se plenifica no pensamento humano”, segundo aparece no dicionário Houaiss. Não é pouca coisa, né? O nosso pensamento seria a síntese, a consubstanciação dessa inteligência cósmica que é o lógos. De fato, para os filósofos gregos antigos, existia uma inter-relação entre a inteligência humana, a natureza e o universo. A inteligência humana (psykhe) se organizaria segundo as mesmas leis que governam a natureza (physis), a qual, por sua vez, se organizaria segundo as mesmas leis que regem o universo (kósmos). Desse modo, o pensamento só é adequado, correto e justo se for... lógico, isto é, se estiver de acordo com as leis da natureza e, um nível acima, com as leis do universo.
[...] é preciso abandonar a ideia de que existe uma “lógica” na língua e que é preciso respeitá-la à risca. Até porque nessa ideia está embutida a concepção da língua como uma coisa-em-si, fora das pessoas que a falam. O funcionamento da língua decorre de processamentos cognitivos e de fatores socioculturais, já que somos seres gregários, vivemos em sociedade. A língua é, portanto, um dispositivo sociocognitivo. E esses processamentos cognitivos nada têm a ver com as formulações da lógica clássica. Sendo de caráter sociocognitivo, o fator mais importante, mais importantíssimo das línguas humanas é o uso, palavrinha curta mas que é responsável por tudo o que acontece numa língua. [...]
Disponível em: www.parabolablog.com.br.
Acesso em: 30 nov. 2023.
“Faz muitos séculos que se enraizou na cultura ocidental a ideia de que existe uma “lógica” na língua e que, por isso, é preciso submeter a língua a essa suposta lógica”.
As aspas que marcam a palavra em destaque têm como função
INSTRUÇÃO: Leia a crônica a seguir para responder à questão
Existe lógica na língua?
Marcos Bagno
Dia desses, publiquei uma postagem em que me queixava das pessoas que fazem legendas para filmes e seriados por tentarem evitar a tal “mistura de pronomes” — uma falácia total — e escreverem coisas como “eu só queria ajudá-lo!” quando é um irmão falando para outro num momento de raiva. Escrevi que o mais natural e autêntico seria “eu só queria te ajudar!”. Eis senão quando uma pessoa argumentou nos comentários: “Pois parece a concordância mais lógica: tu-te, você-o...” Vamos deixar passar a “concordância” (porque não tem nada de “concordância” nesse caso, é correlação pronominal) para nos concentrarmos em lógica. Faz muitos séculos que se enraizou na cultura ocidental a ideia de que existe uma “lógica” na língua e que, por isso, é preciso submeter a língua a essa suposta lógica. A consequência dessa ideia é que, segundo ela, qualquer desvio com relação a essa lógica constitui um erro no uso da língua, língua que deveria ser como um relógio que nunca se atrasa (e na própria etimologia da palavra relógio — o grego horo·logion — está bem escondida a lógica, a “lógica das horas”).
A palavra lógica deriva do grego lógos e é aí que tudo começa a se complicar. Por quê? Porque ao longo da história antiga, esse lógos foi definido e redefinido dezenas de vezes e adquiriu uma quantidade de sentidos de deixar a gente tonta (até sinônimo de “Deus” ele virou). O primeiro filósofo grego a utilizar o termo foi, ao que se sabe, Heráclito de Éfeso (c. 535-c. 475 aec), um autor de quem só temos fragmentos escritos, nenhuma obra completa. Pelo que se pode deduzir desses fragmentos, lógos para Heráclito era o “conjunto harmônico de leis que comandam o universo, formando uma inteligência cósmica onipresente que se plenifica no pensamento humano”, segundo aparece no dicionário Houaiss. Não é pouca coisa, né? O nosso pensamento seria a síntese, a consubstanciação dessa inteligência cósmica que é o lógos. De fato, para os filósofos gregos antigos, existia uma inter-relação entre a inteligência humana, a natureza e o universo. A inteligência humana (psykhe) se organizaria segundo as mesmas leis que governam a natureza (physis), a qual, por sua vez, se organizaria segundo as mesmas leis que regem o universo (kósmos). Desse modo, o pensamento só é adequado, correto e justo se for... lógico, isto é, se estiver de acordo com as leis da natureza e, um nível acima, com as leis do universo.
[...] é preciso abandonar a ideia de que existe uma “lógica” na língua e que é preciso respeitá-la à risca. Até porque nessa ideia está embutida a concepção da língua como uma coisa-em-si, fora das pessoas que a falam. O funcionamento da língua decorre de processamentos cognitivos e de fatores socioculturais, já que somos seres gregários, vivemos em sociedade. A língua é, portanto, um dispositivo sociocognitivo. E esses processamentos cognitivos nada têm a ver com as formulações da lógica clássica. Sendo de caráter sociocognitivo, o fator mais importante, mais importantíssimo das línguas humanas é o uso, palavrinha curta mas que é responsável por tudo o que acontece numa língua. [...]
Disponível em: www.parabolablog.com.br.
Acesso em: 30 nov. 2023.
Com relação às medidas de biossegurança utilizadas na atuação fonoaudiológica, assinale a alternativa correta.
Com relação às EOAPD, assinale a alternativa correta.
Com relação à atuação do fonoaudiólogo nos casos de nódulos de pregas vocais, assinale a alternativa incorreta.
( ) Nas síndrome demenciais, as alterações de linguagem estão relacionadas com as alterações das funções cognitivas, principalmente a memória.
( ) No envelhecimento, a vertente expressiva da linguagem se deteriora mais rapidamente que a vertente compreensiva.
( ) As habilidades de linguagem são afetadas de diferentes maneiras com o envelhecimento e, juntamente com o declínio gradual das acuidades visual e auditiva, essas mudanças poderão comprometer a comunicação.
( ) A dificuldade de acesso lexical presente no envelhecimento faz com que o idoso produza um discurso prolixo com muitas palavras e pouca informação.
Assinale a sequência correta.
Com relação à avaliação audiológica infantil, assinale a alternativa incorreta.
Disponível em: https://www.ecycle.com.br/crise-climatica/. Acesso em: 8 out. 2023.
De acordo com o texto, a crise climática mundial atual, de efeito acelerado, é resultado
Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/cidadesdf/2022/11/5050631-stalking-saiba-mais-sobre-o-crime-quepode-anteceder-o-homicidio.html. Acesso em: 27 jul. 2023.
O hábito de “stalkear”, conforme descrito no texto, é definido atualmente no Brasil como
Os imóveis tombados que são propriedade privada
Hoje, cerca de 66% dos aposentados pelo INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) recebem apenas um salário-mínimo por mês. Com as regras ainda mais duras aprovadas na Reforma da Previdência de 2019, a maior parte dos brasileiros terá direito a um ou a no máximo dois salários-mínimos, renda que passa longe de garantir segurança financeira.
Disponível em: https://economia.uol.com.br/colunas/carlosjuliano-barros/2023/10/31/censo-do-ibge-envelhecimento-seratema-central-do-mercado-de-trabalho.htm?cmpid=copiaecola Acesso em: 31 out. 2023.
A análise da matéria, associando idade e remuneração previdenciária, aponta para
O Brasil ainda gasta pouco com saúde pública. Apesar da importância e do desenvolvimento do SUS, o gasto público com saúde ainda é baixo em comparação a outros países. [...] Se diminuirmos o nível da violência armada, esses recursos poderão ser investidos em outras frentes.
Disponível em: https://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimasnoticias/2023/11/01/custos-violencia-armada-saude-estudo. htm?cmpid=copiaecola. Acesso em: 1 nov. 2023.
A fim de ampliar recursos públicos destinados à saúde no Brasil, o levantamento de internações por vítimas de armas de fogo recomenda
Disponível em: https://www.otempo.com.br/mobile/turismo/ rota-do-cafe-e-reconhecida-como-monumento-nacional-pelogoverno-federal-1.3267614?utm_source=whatsapp. Acesso em: 4 nov. 2023.
A transformação da rota do café em monumento nacional, conforme estabelecido pela lei nº 14.718/2023, representa, para os municípios afetados,
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ educacao/2023/12/alunos-mais-ricos-tiveram-maior-perda-deaprendizado-em-matematica-aponta-pisa.shtml. Acesso em: 5 dez. 2023.
A análise dos dados permite concluir que a
Em 2005 o Brasil ratificou uma convenção internacional para controle do tabaco. E vinha seguindo metas, como aumento de preços mínimos e impostos sobre produtos de tabaco. Mas desde 2017 essa tendência se inverteu. Nos últimos 12 meses, por exemplo, a inflação medida pelo IPCA 15 foi de 4,24%, já o cigarro subiu apenas 0, 53%.
Disponível em: https://g1.globo.com/jornal-nacional/ noticia/2023/08/26/pesquisa-do-instituto-nacional-do-canceralerta-que-preco-baixo-do-cigarro-estimula-dependencia.ghtml Acesso em: 28 out. 2023.
Nesse texto, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) afirma que uma das formas de combater doenças provocadas pelo cigarro está