Questões de Concurso
Para analista - engenharia civil
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Uma viga biapoiada com 12 m de comprimento foi projetada para suportar uma carga uniformemente distribuída de 10 kN/m e uma carga móvel composta por três cargas concentradas de 100 kN distantes 2 m entre cada uma delas, como indica a figura a seguir.

O momento fletor máximo é, em kN.m,
Para dimensionar o tipo de perfil a ser utilizado, foram calculadas as forças em todas as barras da treliça. A força atuante nas barras AB e AE são, respectivamente, em kN,
A construção de uma obra foi planejada pelo cronograma PERT-CPM, composto pelos serviços, cuja duração é dada em semanas, como mostrado a seguir.

A obra foi entregue em quinze semanas, portanto, em relação à duração prevista no cronograma, a conclusão da obra
Na contratação da fase inicial da construção de um edifício de três andares, um empreiteiro foi selecionado para executar os serviços relacionados no cronograma a seguir.

No final do quarto mês, o percentual realizado da obra é
No planejamento de uma obra, um engenheiro previu os seguintes insumos e respectivos custos para executar o orçamento de um serviço de carpintaria: 3 m de tábua de pínus com 30 cm de largura a R$ 12,00/m; 8 m de sarrafo de pínus 5 cm por 5 cm a R$ 6,00/m; 0,5 kg de prego a R$ 8,00/kg; 2 h de carpinteiro a R$ 26,00/h e 2 h de ajudante a R$ 10,00/h. O custo da mão de obra em relação ao custo do serviço representa o percentual de
Considere os seguintes itens:
I. Ação individual de mandado de segurança.
II. Ação coletiva de mandado de segurança.
III. Ação de habeas corpus.
IV. Ação de habeas data.
A Constituição Federal estabelece que são gratuitas as ações previstas nos itens
Considere os seguintes itens:
I. promover a ação penal privada e a subsidiária da ação pública.
II. promover a ação cível em todos os atos até o final.
III. exercer a defesa do menor.
Conforme estabelece a Lei Complementar n° 1/90, os itens referem-se à
Uma amiga me disse que em alguns cursos da Universidade de Princeton o celular e o tablet foram proibidos porque os estudantes filmavam e fotografavam as aulas, ou simplesmente brincavam com joguinhos eletrônicos. A proibição do uso de aparelhos eletrônicos em sala de aula numa das maiores universidades dos Estados Unidos não é desprezível. O celular na palma da mão desconcentra o estudante e abole uma prática antiga: a caligrafia.
Dos milenares hieróglifos egípcios gravados em pedra e palavras escritas em pergaminho à mais recente prescrição médica, a caligrafia tem uma longa história. Mas essa história − que marca uma forte relação da palavra com o gesto da mão − parece fenecer com o advento do minúsculo teclado e sua tela.
Lembro uma entrevista com Roland Barthes, em que o crítico francês dizia que as correções das provas tipográficas dos romances de Balzac pareciam fogos de artifícios. É uma bela imagem do efeito estético da caligrafia no papel impresso. Quando pude ver essas páginas numa exposição de manuscritos, fiquei impressionado com a metáfora precisa de Barthes, e admirado com a obsessão de Balzac em acrescentar, cortar e substituir palavras e frases, e alterar a pontuação. O autor de Ilusões Perdidas não poupava esforço para alcançar o que desejava expressar, e esse empenho tão grande acabou por exauri-lo quando escrevia seu último romance.
Mas há beleza também na caligrafia torta e hesitante de uma criança, numa carta de amor escrita a lápis, na mensagem pintada à mão no para-choque de um caminhão, no muro grafitado da cidade poluída.
Num de seus poemas memoráveis, “O Sobrevivente”, Carlos Drummond de Andrade escreveu à mão e depois datilografou: “Há máquinas terrivelmente complicadas para as necessidades mais simples. / Se você quer fumar um charuto aperte um botão”.
Na mão que move a escrita há um gesto corporal atávico, um desejo da nossa ancestralidade, que a maquininha subtrai, ou até mesmo anula. Ainda escrevo alguns textos à mão, antes de digitá-los no computador. No trabalho diário de um jornalista, isso é quase impossível, mas na escrita de uma crônica, pego a caneta e o papel e exercito minha pobre caligrafia.
Talvez eu seja o antepenúltimo dinossauro. Mal escrevo essa palavra, vejo um dos minúsculos seres que se originaram de um dinossauro emplumado. É um pássaro que desconheço; pousou num galho do manacá florido, e seu canto misterioso me remete ao livro A Linguagem dos Pássaros, escrito no século 12 pelo poeta persa Farid Ud-din Attar. Nele, a caligrafia é sinônimo de “beleza da escrita, linguagem da mão e nobreza do sentimento”.
(Adaptado de: Milton Hatoum. Disponível em: cultura.estadao.com.br)