Questões de Concurso Para psicólogo educacional

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Q3496486 Redes de Computadores
Por meio das redes de computadores, é possível realizar a comunicação entre dispositivos locais ou globais, como a internet. Elas podem ser de diversos tipos e desempenham um papel fundamental na troca de informações. Considerando os conceitos básicos de redes de computadores, analise as afirmações a seguir:

I- As redes de computadores sempre utilizam cabos para comunicação entre os dispositivos. Sendo o protocolo TCP/IP utilizado apenas em redes locais (LANs).
II- Os protocolos HTTP e HTTPS são utilizados exclusivamente em redes privadas, como intranets.  
III- O dispositivo responsável por encaminhar pacotes de dados entre redes diferentes é o roteador.
IV- O protocolo DNS é o responsável por mapear nomes de domínios para os respectivos endereços IP, permitindo que os dispositivos localizem servidores na rede.

Estão CORRETAS APENAS:
Alternativas
Q3496485 Noções de Informática
A computação em nuvem (cloud computing) permite o acesso remoto a recursos computacionais como armazenamento, processamento e aplicações, por meio da internet. Isso tem transformado a forma como as pessoas e empresas utilizam serviços digitais, promovendo economia de recursos e flexibilidade. Com base nesse conceito, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q3496484 Noções de Informática
O Google Docs e o Google Planilhas são ferramentas online que são amplamente utilizadas para criação e edição, de forma colaborativa, de documentos e planilhas. Elas fazem parte do Google Workspace e oferecem recursos que facilitam a produtividade, como compartilhamento em tempo real, histórico de versões, uso de complementos e salvamento automático. Além disso, ainda é possível trabalhar com fórmulas, comentários, gráficos e manipular as permissões de acesso. Sobre essas ferramentas, assinale a alternativa INCORRETA: 
Alternativas
Q3496483 Sistemas Operacionais
O sistema operacional é o responsável por administrar recursos do computador, como a memória, a CPU e os dispositivos de entrada e saída. Ele também fornece recursos para que o usuário possa interagir com o hardware de maneira segura e organizada. Com base nisso, analise as afirmativas a seguir:

I- O sistema operacional é um programa opcional, pode ser substituído por qualquer aplicativo pois tem a função apenas de executar recursos gráficos, como editores de imagens.
II- O sistema de arquivos do sistema operacional é o responsável por armazenar, nomear, organizar e acessar os dados em dispositivos de armazenamento.
III- O principal objetivo do sistema operacional é impedir o uso de multitarefas nos computadores mais modernos. Uma vez que ele não interfere na execução de processos nem no uso de memória.
IV- A memória do tipo RAM, é utilizada pelos sistemas operacionais para armazenamento de arquivos de forma permanente.
V- Drivers de dispositivos são utilizados pelo sistema operacional para se comunicar corretamente com o hardware instalado.

Estão corretas apenas:
Alternativas
Q3496482 Português
Leia a letra da música “Era uma vez” de Sandy e Júnior a seguir e responda à questão.


Era uma vez


Sandy e Junior


Era uma vez
Um lugarzinho no meio do nada
Com sabor de chocolate
E cheiro de terra molhada


Era uma vez
A riqueza contra a simplicidade
Uma mostrando pra outra
Quem dava mais felicidade


Pra gente ser feliz
Tem que cultivar as nossas amizades
Os amigos de verdade
Pra gente ser feliz
Tem que mergulhar na própria fantasia
Na nossa liberdade


Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já foi criança um dia


Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já foi criança um dia


Era uma vez
Um lugarzinho no meio do nada
Com sabor de chocolate
E cheiro de terra molhada


Era uma vez
A riqueza contra a simplicidade
Uma mostrando pra outra
Quem dava mais felicidade


Pra gente ser feliz
Tem que cultivar as nossas amizades
Os amigos de verdade
Pra gente ser feliz
Tem que mergulhar na própria fantasia
Na nossa liberdade


Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já foi criança um dia


Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já foi criança um dia


Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já foi criança um dia


Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já foi criança um dia
Leia a letra da música e analise as afirmativas a seguir.

I- No verso “Pra gente ser feliz”, nota-se o uso incorreto da preposição “para”, que deveria ter sido corrigido na revisão do texto;
II- Os versos “Pra gente ser feliz/ Tem que cultivar as nossas amizades” possuem três orações;
III- As orações presentes nos versos “Pra gente ser feliz/ Tem que cultivar as nossas amizades” possuem relação coordenada;
IV- A oração “Pra gente ser feliz” classifica-se, sintaticamente, como oração subordinada adverbial final.

Após análise das afirmativas, conclui-se que estão incorretas as afirmativas:
Alternativas
Q3496481 Português
Leia a letra da música “Era uma vez” de Sandy e Júnior a seguir e responda à questão.


Era uma vez


Sandy e Junior


Era uma vez
Um lugarzinho no meio do nada
Com sabor de chocolate
E cheiro de terra molhada


Era uma vez
A riqueza contra a simplicidade
Uma mostrando pra outra
Quem dava mais felicidade


Pra gente ser feliz
Tem que cultivar as nossas amizades
Os amigos de verdade
Pra gente ser feliz
Tem que mergulhar na própria fantasia
Na nossa liberdade


Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já foi criança um dia


Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já foi criança um dia


Era uma vez
Um lugarzinho no meio do nada
Com sabor de chocolate
E cheiro de terra molhada


Era uma vez
A riqueza contra a simplicidade
Uma mostrando pra outra
Quem dava mais felicidade


Pra gente ser feliz
Tem que cultivar as nossas amizades
Os amigos de verdade
Pra gente ser feliz
Tem que mergulhar na própria fantasia
Na nossa liberdade


Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já foi criança um dia


Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já foi criança um dia


Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já foi criança um dia


Uma história de amor
De aventura e de magia
Só tem a ver
Quem já foi criança um dia
Na estrofe “Era uma vez/ Um lugarzinho no meio do nada/ Com sabor de chocolate/ E cheiro de terra molhada”, presente na música de Sandy e Júnior, observa-se a seguinte figura de linguagem: 
Alternativas
Q3496480 Português
De acordo com Pestana (2013, p.101), “a crase é a fusão de duas vogais idênticas. A primeira vogal a é uma preposição, a segunda vogal a é um artigo ou um pronome demonstrativo”. Sabendo disso, assinale, a seguir, a frase na qual a crase não deve ser utilizada.
Alternativas
Q3496479 Português
Observe o vocábulo em destaque nas frases a seguir.

1- São Marcos foi o primeiro a escrever os ensinamentos de Jesus.
2- – Os alunos daqui são estudiosos.
3- – Finalmente, o homem ficou são.

Após leitura das frases, conclui-se que a palavra em destaque representa, semanticamente, um exemplo de:
Alternativas
Q3496478 Português
Leia o texto a seguir e responda à questão.


Caipiras no Restaurante


Dois caipiras chegam na capital. Eles estavam morrendo de fome e entram num restaurante chique. Não sabendo o que pedir, resolvem imitar o rico que estava na mesa ao lado. O rico da mesa pede uma entrada. E os dois caipiras:

— Garçom, pra nóis também...

O rico pede um prato todo especial. E os dois caipiras:

— Garçom, pra nóis também...

O rico resolve repetir o prato. E os dois caipiras

— Garçom, pra nóis também...

Vai indo assim e os caipiras ainda tão morrendo de fome.

O rico termina e diz ao garçom:

— Poderia arrumar-me um engraxate? 

Os dois caipiras:

— Garçom, pra nóis também...

O rico ouvindo isto diz aos caipiras:

— Olhe, meus amigos, eu creio que um engraxate dá para nós três...

Os caipiras imediatamente:

— Não, senhor! O senhor come o seu, que a gente come o nosso!!!


Fonte: Anais do I Seminário Formação de Professores e Ensino de Língua Inglesa 
O gênero textual piada tem como propósito comunicativo entreter os interlocutores com o riso, sendo necessário, portanto, a utilização do humor. Dito isso, percebe-se, após leitura do texto “Caipiras no restaurante”, que o humor é gerado: 
Alternativas
Q3496477 Português
Leia os textos I e II a seguir e responda à questão.


Texto I


Jovem transplantada recebe alta


    Com uma máscara cobrindo a boca e o nariz e muito emocionada, Anna Paula Reinelt Marques, de 24 anos, que teve o rim da mãe transplantado, deixou sexta-feira o Hospital do Rim e Hipertensão da Universidade Federal de São Paulo. A garota teve alta dois dias antes do previsto e, segundo ela, vai poder participar da festa de aniversário do irmão, hoje. Ainda não acredito que está tudo resolvido. Estou melhor do que esperava, comenta. Anna Paula fez hemodiálise durante três anos, três dias por semana, junto com as irmãs Anna Maria, de 24 anos, e Eva Cristina, de 25. Elas nasceram com uma doença renal – glomérulo esclerose focal, e estão há quatro anos na fila do transplante. Anna Paula saiu porque foi escolhida pelas irmãs para receber o órgão doado pela mãe. Essa noite sonhei que tinham aparecido mais dois rins no lugar onde tiraram o que eu doei para a Anna Paula. Por isso acredito que Deus está me reservando algo bom, disse a mãe, Izilda Cristina Reinelt, de 50 anos, referindo-se à outras filhas, que ainda aguardam doadores.


Fonte: https://www.tribunapr.com.br/


Texto II


Final feliz?


Ingredientes:


• 3 filhas com grave problema renal, que há quatro anos fazem diálise e esperam um órgão na fila de transplante;

• 1 mãe que possui apenas dois rins e, deste modo, apenas um disponível para transplante;

• 1 Hospital do Rim, na vila Mariana, zona sul de São Paulo;

• 1 médico especialista em transplantes de rim;

• 1 equipe de apoio para este médico.


Modo de fazer:


1. Pegue as filhas, leve-as ao médico e faça-as descobrir a grave doença, deixe-as em banho-maria.

2. Pegue então a mãe e dê a notícia a ela, dizendo também que ela terá de escolher a qual das filhas doará seu rim, reserve.

3. Pegue novamente as filhas, dê também esta notícia a elas.

4. Este procedimento causará grande ebulição de sentimentos (angústias, ansiedade, tristezas etc...), espere então que esfrie. 

5. Convoque então as quatro para que decidam juntas qual das filhas receberá o rim.

6. Aguarde um certo tempo para que elas se resolvam, enquanto isso vá juntando o dinheiro necessário para o transplante.

7. Resolvido? Então leve a mãe e as filhas ao Hospital do Rim e faça com que encontrem o médico e sua equipe.

8. Entre então com a mãe e apenas uma das filhas na sala de cirurgia.

9. Faça o transplante e deixe as outras duas filhas esperando na fila do transplante.

10. Retorne, então, com a filha transplantada e a mãe para casa, e leve as outras duas filhas para o hospital fazer diálise.

11. Final feliz?


Fonte: KOCH, Ingedore Villaça; ELIAS, Vanda Maria. Ler e compreender: os sentidos do texto. 3.ed. São Paulo: Contexto, 2023.
Após ler os textos I e II, analise as afirmativas a seguir.

I- Os textos apresentam as mesmas tipologias textuais, isto é, narração e argumentação;
II- O texto I pertence ao gênero textual notícia, uma vez que tem como propósito apenas informar os fatos;
III- O texto II, diferentemente do texto I, apresenta a tipologia argumentativa, pertencendo, portanto, ao gênero artigo de opinião;
IV- A tipologia injuntiva presente no texto II restringe a categorização do referido texto ao gênero receita.

Após análise das afirmativas, conclui-se que estão incorretas as afirmativas: 
Alternativas
Q3496476 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Aprendizagem para o futuro


Marcos de Lacerda Pessoa


    As rotinas dos indivíduos e os cenários profissionais estão mudando muito rapidamente, ensejando as seguintes questões, que já permeiam todas as atividades humanas: Quem serão as pessoas do novo tempo? Estamos prontos para construir o futuro num ambiente com tantas mudanças? Estamos sendo devidamente educados ou educando-nos para isso?


    O grupo The Economist publicou recentemente um relatório sobre aprendizagem, com vistas a estabelecer critérios que garantam educação dos jovens voltada para o futuro. O documento afirma que muitos governos não estão fazendo o suficiente a fim de preparar os jovens para as grandes mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e para os complexos desafios do século 21. Assuntos cruciais, como o aprendizado baseado na solução de problemas e os conceitos de cidadania global, estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática de trabalho em colaboração e consciência a respeito das questões globais precisam ser desenvolvidos.


    O relatório ainda afirma que as políticas educacionais necessitam ser implementadas por um conjunto de professores bem equipados, com capacidade para orientar os estudantes no sentido de eles adquirirem as competências que serão relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam enxergar a aprendizagem como um processo não confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os programas no exterior podem ser um caminho para isso, bem como a colaboração entre universidade e empresa.


    Professores bem pagos e fundos de apoio à educação são fatores importantes, mas o dinheiro não pode ser uma panaceia. Salários dignos e elevação do prestígio da classe dos professores são temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de que só esses fatores não resolverão as complexas questões inerentes ao sistema educacional. Uma questão é essencial: a reciclagem para a permanente atualização do corpo docente.


    O texto destaca que a educação holística, voltada ao futuro, tem ligação direta com uma sociedade que seja tolerante e também aberta em termos de diversidade cultural, liberdade de expressão, respeito e valorização das mulheres etc. E o documento também identifica algumas habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer as complexidades dos problemas a surgir no futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento interdisciplinar, habilidade criativa e analítica, habilidade para o empreendedorismo, habilidade de liderança, habilidade digital e técnica, consciência global e educação cívica.


    Se o modelo educacional de hoje foi criado para a era industrial, um novo modelo é agora necessário visando preparar os estudantes para as demandas e desafios da era da informação, quando as inovações serão cada vez mais frequentes.


    Com respeito à inovação – algo que certamente estará no centro da economia do futuro –, o governo da Austrália publicou recentemente a primeira minuta de um documento listando o comportamento esperado daqueles que queiram desenvolver trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir, está baseada no documento australiano e pode servir de direcionamento para uma aprendizagem voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos os ambientes, mas especialmente em sala de aula – devem ser estimulados e treinados para formular perguntas. Como inovação diz respeito a mudar comportamentos e alterar a maneira como as coisas são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem habituados a questionar hipóteses; questionar como e por que as coisas são feitas de certo modo; questionar se haveria maneira melhor de se fazer; perguntar se haveria algum ângulo diferente de olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos devem ser treinados a usar as respostas a essas questões para construir uma compreensão mais rica de uma determinada situação, de quais são os problemas existentes e do que pode ser feito para resolvê-los.


    Eles também têm de ser incentivados a realizar testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se houvesse alguém sabendo exatamente o que vai acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam estar treinados nisso.


    Os alunos, ainda, devem ser treinados para contar histórias. É comum que uma nova ideia pareça para outros como uma atividade adicional de trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio principal. Se uma história for contada como parte do processo inovador, deixando claros quais os benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação terá mais chances de passar a ser encarada como parte de um trabalho existente, em vez de uma carga adicional de trabalho.


    Outra qualidade é a de ter foco no problema a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas quais serão as mais relevantes para a solução de problemas existentes? É importante não ficar “grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar. Sempre podem aparecer ideias melhores, o que demandará uma mudança de direção. Focar no problema (e não em ideia especifica) tende a proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se sempre a ideia mais adequada.


    E, por fim, os estudantes devem estar conscientizados sobre o valor da persistência. Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer novas habilidades e competências. Isso exige que as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora, é preciso não desistir ante o primeiro problema. Eventualmente, se a resistência for grande, pode ser necessária a formação de novas equipes e novas redes de relacionamentos, para que o novo empreendimento possa ser viabilizado.


    Há bastante tempo dividem-se as opiniões quanto ao propósito dos locais de aprendizagem – escolas, colégios, faculdades, universidades. Em termos um tanto simplificados, a grande cisão é entre as pessoas de convicção conservadora, que se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que os ambientes de aprendizagem devem ser postos avançados que atuem na fronteira das mudanças socioeconômicas. Entre essas duas posições polares, há, naturalmente, infinitas nuances de opinião.


    Aceitar a ideia da aprendizagem orientada para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem que a educação deva ser um agente de mudança e de transformação para a construção de um mundo melhor para todos!


Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br 
Leia o período “[...] se houvesse alguém sabendo exatamente o que vai acontecer, não seria inovação [...]” retirado do oitavo parágrafo do texto “Aprendizagem para o futuro” e analise, como verdadeiras (V) ou falsas (F), as afirmativas a seguir.

( ) A oração “se houvesse alguém sabendo exatamente o que vai acontecer” classifica-se sintaticamente como oração subordinada adverbial causal;
( ) O verbo “houvesse” está conjugado no tempo pretérito imperfeito do modo subjuntivo;
( ) “inovação” é o complemento verbal do verbo “seria”; 
( ) Após leitura do período no texto, percebe-se que o sujeito da oração “não seria inovação” é “alguém”.

Após análise das afirmativas, conclui-se que a sequência correta é: 
Alternativas
Q3496475 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Aprendizagem para o futuro


Marcos de Lacerda Pessoa


    As rotinas dos indivíduos e os cenários profissionais estão mudando muito rapidamente, ensejando as seguintes questões, que já permeiam todas as atividades humanas: Quem serão as pessoas do novo tempo? Estamos prontos para construir o futuro num ambiente com tantas mudanças? Estamos sendo devidamente educados ou educando-nos para isso?


    O grupo The Economist publicou recentemente um relatório sobre aprendizagem, com vistas a estabelecer critérios que garantam educação dos jovens voltada para o futuro. O documento afirma que muitos governos não estão fazendo o suficiente a fim de preparar os jovens para as grandes mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e para os complexos desafios do século 21. Assuntos cruciais, como o aprendizado baseado na solução de problemas e os conceitos de cidadania global, estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática de trabalho em colaboração e consciência a respeito das questões globais precisam ser desenvolvidos.


    O relatório ainda afirma que as políticas educacionais necessitam ser implementadas por um conjunto de professores bem equipados, com capacidade para orientar os estudantes no sentido de eles adquirirem as competências que serão relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam enxergar a aprendizagem como um processo não confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os programas no exterior podem ser um caminho para isso, bem como a colaboração entre universidade e empresa.


    Professores bem pagos e fundos de apoio à educação são fatores importantes, mas o dinheiro não pode ser uma panaceia. Salários dignos e elevação do prestígio da classe dos professores são temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de que só esses fatores não resolverão as complexas questões inerentes ao sistema educacional. Uma questão é essencial: a reciclagem para a permanente atualização do corpo docente.


    O texto destaca que a educação holística, voltada ao futuro, tem ligação direta com uma sociedade que seja tolerante e também aberta em termos de diversidade cultural, liberdade de expressão, respeito e valorização das mulheres etc. E o documento também identifica algumas habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer as complexidades dos problemas a surgir no futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento interdisciplinar, habilidade criativa e analítica, habilidade para o empreendedorismo, habilidade de liderança, habilidade digital e técnica, consciência global e educação cívica.


    Se o modelo educacional de hoje foi criado para a era industrial, um novo modelo é agora necessário visando preparar os estudantes para as demandas e desafios da era da informação, quando as inovações serão cada vez mais frequentes.


    Com respeito à inovação – algo que certamente estará no centro da economia do futuro –, o governo da Austrália publicou recentemente a primeira minuta de um documento listando o comportamento esperado daqueles que queiram desenvolver trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir, está baseada no documento australiano e pode servir de direcionamento para uma aprendizagem voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos os ambientes, mas especialmente em sala de aula – devem ser estimulados e treinados para formular perguntas. Como inovação diz respeito a mudar comportamentos e alterar a maneira como as coisas são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem habituados a questionar hipóteses; questionar como e por que as coisas são feitas de certo modo; questionar se haveria maneira melhor de se fazer; perguntar se haveria algum ângulo diferente de olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos devem ser treinados a usar as respostas a essas questões para construir uma compreensão mais rica de uma determinada situação, de quais são os problemas existentes e do que pode ser feito para resolvê-los.


    Eles também têm de ser incentivados a realizar testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se houvesse alguém sabendo exatamente o que vai acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam estar treinados nisso.


    Os alunos, ainda, devem ser treinados para contar histórias. É comum que uma nova ideia pareça para outros como uma atividade adicional de trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio principal. Se uma história for contada como parte do processo inovador, deixando claros quais os benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação terá mais chances de passar a ser encarada como parte de um trabalho existente, em vez de uma carga adicional de trabalho.


    Outra qualidade é a de ter foco no problema a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas quais serão as mais relevantes para a solução de problemas existentes? É importante não ficar “grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar. Sempre podem aparecer ideias melhores, o que demandará uma mudança de direção. Focar no problema (e não em ideia especifica) tende a proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se sempre a ideia mais adequada.


    E, por fim, os estudantes devem estar conscientizados sobre o valor da persistência. Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer novas habilidades e competências. Isso exige que as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora, é preciso não desistir ante o primeiro problema. Eventualmente, se a resistência for grande, pode ser necessária a formação de novas equipes e novas redes de relacionamentos, para que o novo empreendimento possa ser viabilizado.


    Há bastante tempo dividem-se as opiniões quanto ao propósito dos locais de aprendizagem – escolas, colégios, faculdades, universidades. Em termos um tanto simplificados, a grande cisão é entre as pessoas de convicção conservadora, que se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que os ambientes de aprendizagem devem ser postos avançados que atuem na fronteira das mudanças socioeconômicas. Entre essas duas posições polares, há, naturalmente, infinitas nuances de opinião.


    Aceitar a ideia da aprendizagem orientada para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem que a educação deva ser um agente de mudança e de transformação para a construção de um mundo melhor para todos!


Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br 
O termo em destaque no período “E, por fim, os estudantes devem estar conscientizados sobre o valor da persistência”, presente no décimo primeiro parágrafo do texto “Aprendizagem para o futuro”, possui a seguinte função sintática  
Alternativas
Q3496474 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Aprendizagem para o futuro


Marcos de Lacerda Pessoa


    As rotinas dos indivíduos e os cenários profissionais estão mudando muito rapidamente, ensejando as seguintes questões, que já permeiam todas as atividades humanas: Quem serão as pessoas do novo tempo? Estamos prontos para construir o futuro num ambiente com tantas mudanças? Estamos sendo devidamente educados ou educando-nos para isso?


    O grupo The Economist publicou recentemente um relatório sobre aprendizagem, com vistas a estabelecer critérios que garantam educação dos jovens voltada para o futuro. O documento afirma que muitos governos não estão fazendo o suficiente a fim de preparar os jovens para as grandes mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e para os complexos desafios do século 21. Assuntos cruciais, como o aprendizado baseado na solução de problemas e os conceitos de cidadania global, estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática de trabalho em colaboração e consciência a respeito das questões globais precisam ser desenvolvidos.


    O relatório ainda afirma que as políticas educacionais necessitam ser implementadas por um conjunto de professores bem equipados, com capacidade para orientar os estudantes no sentido de eles adquirirem as competências que serão relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam enxergar a aprendizagem como um processo não confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os programas no exterior podem ser um caminho para isso, bem como a colaboração entre universidade e empresa.


    Professores bem pagos e fundos de apoio à educação são fatores importantes, mas o dinheiro não pode ser uma panaceia. Salários dignos e elevação do prestígio da classe dos professores são temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de que só esses fatores não resolverão as complexas questões inerentes ao sistema educacional. Uma questão é essencial: a reciclagem para a permanente atualização do corpo docente.


    O texto destaca que a educação holística, voltada ao futuro, tem ligação direta com uma sociedade que seja tolerante e também aberta em termos de diversidade cultural, liberdade de expressão, respeito e valorização das mulheres etc. E o documento também identifica algumas habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer as complexidades dos problemas a surgir no futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento interdisciplinar, habilidade criativa e analítica, habilidade para o empreendedorismo, habilidade de liderança, habilidade digital e técnica, consciência global e educação cívica.


    Se o modelo educacional de hoje foi criado para a era industrial, um novo modelo é agora necessário visando preparar os estudantes para as demandas e desafios da era da informação, quando as inovações serão cada vez mais frequentes.


    Com respeito à inovação – algo que certamente estará no centro da economia do futuro –, o governo da Austrália publicou recentemente a primeira minuta de um documento listando o comportamento esperado daqueles que queiram desenvolver trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir, está baseada no documento australiano e pode servir de direcionamento para uma aprendizagem voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos os ambientes, mas especialmente em sala de aula – devem ser estimulados e treinados para formular perguntas. Como inovação diz respeito a mudar comportamentos e alterar a maneira como as coisas são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem habituados a questionar hipóteses; questionar como e por que as coisas são feitas de certo modo; questionar se haveria maneira melhor de se fazer; perguntar se haveria algum ângulo diferente de olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos devem ser treinados a usar as respostas a essas questões para construir uma compreensão mais rica de uma determinada situação, de quais são os problemas existentes e do que pode ser feito para resolvê-los.


    Eles também têm de ser incentivados a realizar testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se houvesse alguém sabendo exatamente o que vai acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam estar treinados nisso.


    Os alunos, ainda, devem ser treinados para contar histórias. É comum que uma nova ideia pareça para outros como uma atividade adicional de trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio principal. Se uma história for contada como parte do processo inovador, deixando claros quais os benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação terá mais chances de passar a ser encarada como parte de um trabalho existente, em vez de uma carga adicional de trabalho.


    Outra qualidade é a de ter foco no problema a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas quais serão as mais relevantes para a solução de problemas existentes? É importante não ficar “grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar. Sempre podem aparecer ideias melhores, o que demandará uma mudança de direção. Focar no problema (e não em ideia especifica) tende a proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se sempre a ideia mais adequada.


    E, por fim, os estudantes devem estar conscientizados sobre o valor da persistência. Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer novas habilidades e competências. Isso exige que as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora, é preciso não desistir ante o primeiro problema. Eventualmente, se a resistência for grande, pode ser necessária a formação de novas equipes e novas redes de relacionamentos, para que o novo empreendimento possa ser viabilizado.


    Há bastante tempo dividem-se as opiniões quanto ao propósito dos locais de aprendizagem – escolas, colégios, faculdades, universidades. Em termos um tanto simplificados, a grande cisão é entre as pessoas de convicção conservadora, que se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que os ambientes de aprendizagem devem ser postos avançados que atuem na fronteira das mudanças socioeconômicas. Entre essas duas posições polares, há, naturalmente, infinitas nuances de opinião.


    Aceitar a ideia da aprendizagem orientada para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem que a educação deva ser um agente de mudança e de transformação para a construção de um mundo melhor para todos!


Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br 
Leia o período “O grupo The Economist publicou recentemente um relatório sobre aprendizagem, com vistas a estabelecer critérios que garantam educação dos jovens voltada para o futuro” retirado do segundo parágrafo do texto “Aprendizagem para o futuro” e, depois, analise as afirmativas a seguir.

I- Temos, no período em questão, três orações relacionadas, sintaticamente, pela subordinação;
II- Na oração “com vistas a estabelecer critérios que garantam educação dos jovens voltada para o futuro”, o termo em destaque pode ser substituído, sem prejuízo semântico, por “a fim de”; 
III- O termo em destaque na oração “que garantam educação dos jovens voltada para o futuro” classifica-se morfologicamente como conjunção integrante;
IV- A oração “O grupo The Economist publicou recentemente um relatório sobre aprendizagem” classifica-se sintaticamente como coordenada sindética explicativa.

Após análise das afirmativas, conclui-se que são verdadeiras as seguintes:
Alternativas
Q3496473 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Aprendizagem para o futuro


Marcos de Lacerda Pessoa


    As rotinas dos indivíduos e os cenários profissionais estão mudando muito rapidamente, ensejando as seguintes questões, que já permeiam todas as atividades humanas: Quem serão as pessoas do novo tempo? Estamos prontos para construir o futuro num ambiente com tantas mudanças? Estamos sendo devidamente educados ou educando-nos para isso?


    O grupo The Economist publicou recentemente um relatório sobre aprendizagem, com vistas a estabelecer critérios que garantam educação dos jovens voltada para o futuro. O documento afirma que muitos governos não estão fazendo o suficiente a fim de preparar os jovens para as grandes mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e para os complexos desafios do século 21. Assuntos cruciais, como o aprendizado baseado na solução de problemas e os conceitos de cidadania global, estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática de trabalho em colaboração e consciência a respeito das questões globais precisam ser desenvolvidos.


    O relatório ainda afirma que as políticas educacionais necessitam ser implementadas por um conjunto de professores bem equipados, com capacidade para orientar os estudantes no sentido de eles adquirirem as competências que serão relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam enxergar a aprendizagem como um processo não confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os programas no exterior podem ser um caminho para isso, bem como a colaboração entre universidade e empresa.


    Professores bem pagos e fundos de apoio à educação são fatores importantes, mas o dinheiro não pode ser uma panaceia. Salários dignos e elevação do prestígio da classe dos professores são temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de que só esses fatores não resolverão as complexas questões inerentes ao sistema educacional. Uma questão é essencial: a reciclagem para a permanente atualização do corpo docente.


    O texto destaca que a educação holística, voltada ao futuro, tem ligação direta com uma sociedade que seja tolerante e também aberta em termos de diversidade cultural, liberdade de expressão, respeito e valorização das mulheres etc. E o documento também identifica algumas habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer as complexidades dos problemas a surgir no futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento interdisciplinar, habilidade criativa e analítica, habilidade para o empreendedorismo, habilidade de liderança, habilidade digital e técnica, consciência global e educação cívica.


    Se o modelo educacional de hoje foi criado para a era industrial, um novo modelo é agora necessário visando preparar os estudantes para as demandas e desafios da era da informação, quando as inovações serão cada vez mais frequentes.


    Com respeito à inovação – algo que certamente estará no centro da economia do futuro –, o governo da Austrália publicou recentemente a primeira minuta de um documento listando o comportamento esperado daqueles que queiram desenvolver trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir, está baseada no documento australiano e pode servir de direcionamento para uma aprendizagem voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos os ambientes, mas especialmente em sala de aula – devem ser estimulados e treinados para formular perguntas. Como inovação diz respeito a mudar comportamentos e alterar a maneira como as coisas são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem habituados a questionar hipóteses; questionar como e por que as coisas são feitas de certo modo; questionar se haveria maneira melhor de se fazer; perguntar se haveria algum ângulo diferente de olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos devem ser treinados a usar as respostas a essas questões para construir uma compreensão mais rica de uma determinada situação, de quais são os problemas existentes e do que pode ser feito para resolvê-los.


    Eles também têm de ser incentivados a realizar testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se houvesse alguém sabendo exatamente o que vai acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam estar treinados nisso.


    Os alunos, ainda, devem ser treinados para contar histórias. É comum que uma nova ideia pareça para outros como uma atividade adicional de trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio principal. Se uma história for contada como parte do processo inovador, deixando claros quais os benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação terá mais chances de passar a ser encarada como parte de um trabalho existente, em vez de uma carga adicional de trabalho.


    Outra qualidade é a de ter foco no problema a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas quais serão as mais relevantes para a solução de problemas existentes? É importante não ficar “grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar. Sempre podem aparecer ideias melhores, o que demandará uma mudança de direção. Focar no problema (e não em ideia especifica) tende a proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se sempre a ideia mais adequada.


    E, por fim, os estudantes devem estar conscientizados sobre o valor da persistência. Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer novas habilidades e competências. Isso exige que as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora, é preciso não desistir ante o primeiro problema. Eventualmente, se a resistência for grande, pode ser necessária a formação de novas equipes e novas redes de relacionamentos, para que o novo empreendimento possa ser viabilizado.


    Há bastante tempo dividem-se as opiniões quanto ao propósito dos locais de aprendizagem – escolas, colégios, faculdades, universidades. Em termos um tanto simplificados, a grande cisão é entre as pessoas de convicção conservadora, que se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que os ambientes de aprendizagem devem ser postos avançados que atuem na fronteira das mudanças socioeconômicas. Entre essas duas posições polares, há, naturalmente, infinitas nuances de opinião.


    Aceitar a ideia da aprendizagem orientada para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem que a educação deva ser um agente de mudança e de transformação para a construção de um mundo melhor para todos!


Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br 
As vírgulas utilizadas no período “A lista, apresentada a seguir, está baseada no documento australiano e pode servir de direcionamento para uma aprendizagem voltada ao futuro”, presente no sétimo parágrafo do texto “Aprendizagem para o futuro” são, de acordo com a norma padrão da língua portuguesa, necessárias porque: 
Alternativas
Q3496472 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Aprendizagem para o futuro


Marcos de Lacerda Pessoa


    As rotinas dos indivíduos e os cenários profissionais estão mudando muito rapidamente, ensejando as seguintes questões, que já permeiam todas as atividades humanas: Quem serão as pessoas do novo tempo? Estamos prontos para construir o futuro num ambiente com tantas mudanças? Estamos sendo devidamente educados ou educando-nos para isso?


    O grupo The Economist publicou recentemente um relatório sobre aprendizagem, com vistas a estabelecer critérios que garantam educação dos jovens voltada para o futuro. O documento afirma que muitos governos não estão fazendo o suficiente a fim de preparar os jovens para as grandes mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e para os complexos desafios do século 21. Assuntos cruciais, como o aprendizado baseado na solução de problemas e os conceitos de cidadania global, estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática de trabalho em colaboração e consciência a respeito das questões globais precisam ser desenvolvidos.


    O relatório ainda afirma que as políticas educacionais necessitam ser implementadas por um conjunto de professores bem equipados, com capacidade para orientar os estudantes no sentido de eles adquirirem as competências que serão relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam enxergar a aprendizagem como um processo não confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os programas no exterior podem ser um caminho para isso, bem como a colaboração entre universidade e empresa.


    Professores bem pagos e fundos de apoio à educação são fatores importantes, mas o dinheiro não pode ser uma panaceia. Salários dignos e elevação do prestígio da classe dos professores são temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de que só esses fatores não resolverão as complexas questões inerentes ao sistema educacional. Uma questão é essencial: a reciclagem para a permanente atualização do corpo docente.


    O texto destaca que a educação holística, voltada ao futuro, tem ligação direta com uma sociedade que seja tolerante e também aberta em termos de diversidade cultural, liberdade de expressão, respeito e valorização das mulheres etc. E o documento também identifica algumas habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer as complexidades dos problemas a surgir no futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento interdisciplinar, habilidade criativa e analítica, habilidade para o empreendedorismo, habilidade de liderança, habilidade digital e técnica, consciência global e educação cívica.


    Se o modelo educacional de hoje foi criado para a era industrial, um novo modelo é agora necessário visando preparar os estudantes para as demandas e desafios da era da informação, quando as inovações serão cada vez mais frequentes.


    Com respeito à inovação – algo que certamente estará no centro da economia do futuro –, o governo da Austrália publicou recentemente a primeira minuta de um documento listando o comportamento esperado daqueles que queiram desenvolver trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir, está baseada no documento australiano e pode servir de direcionamento para uma aprendizagem voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos os ambientes, mas especialmente em sala de aula – devem ser estimulados e treinados para formular perguntas. Como inovação diz respeito a mudar comportamentos e alterar a maneira como as coisas são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem habituados a questionar hipóteses; questionar como e por que as coisas são feitas de certo modo; questionar se haveria maneira melhor de se fazer; perguntar se haveria algum ângulo diferente de olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos devem ser treinados a usar as respostas a essas questões para construir uma compreensão mais rica de uma determinada situação, de quais são os problemas existentes e do que pode ser feito para resolvê-los.


    Eles também têm de ser incentivados a realizar testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se houvesse alguém sabendo exatamente o que vai acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam estar treinados nisso.


    Os alunos, ainda, devem ser treinados para contar histórias. É comum que uma nova ideia pareça para outros como uma atividade adicional de trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio principal. Se uma história for contada como parte do processo inovador, deixando claros quais os benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação terá mais chances de passar a ser encarada como parte de um trabalho existente, em vez de uma carga adicional de trabalho.


    Outra qualidade é a de ter foco no problema a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas quais serão as mais relevantes para a solução de problemas existentes? É importante não ficar “grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar. Sempre podem aparecer ideias melhores, o que demandará uma mudança de direção. Focar no problema (e não em ideia especifica) tende a proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se sempre a ideia mais adequada.


    E, por fim, os estudantes devem estar conscientizados sobre o valor da persistência. Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer novas habilidades e competências. Isso exige que as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora, é preciso não desistir ante o primeiro problema. Eventualmente, se a resistência for grande, pode ser necessária a formação de novas equipes e novas redes de relacionamentos, para que o novo empreendimento possa ser viabilizado.


    Há bastante tempo dividem-se as opiniões quanto ao propósito dos locais de aprendizagem – escolas, colégios, faculdades, universidades. Em termos um tanto simplificados, a grande cisão é entre as pessoas de convicção conservadora, que se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que os ambientes de aprendizagem devem ser postos avançados que atuem na fronteira das mudanças socioeconômicas. Entre essas duas posições polares, há, naturalmente, infinitas nuances de opinião.


    Aceitar a ideia da aprendizagem orientada para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem que a educação deva ser um agente de mudança e de transformação para a construção de um mundo melhor para todos!


Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br 
Conforme Pestana (2013, p.120), a coesão referencial “ocorre quando usamos as classes gramaticais para recuperar certos termos dentro do texto”. Ciente disso, analise, como verdadeiras (V) ou falsas (F) as afirmativas a seguir sobre a coesão referencial estabelecida no texto “Aprendizagem para o futuro”.

I- O termo “minuta” foi utilizado para realizar uma substituição lexical do substantivo “relatório”;
II- Em um resumo do texto “Aprendizagem para o futuro”, poderíamos substituir lexicalmente o relatório do grupo The Economist e a minuta do governo da Austrália pelo substantivo “documentos”; 
III- O pronome “Isso”, presente no excerto “[...] Isso exige que as pessoas saiam da sua posição de conforto [...]” faz referência à conscientização dos alunos sobre o valor da persistência;
IV- No trecho “[...] aquelas que acreditam que os ambientes de aprendizagem devem ser postos avançados que atuem na fronteira das mudanças socioeconômicas [...]”, o pronome em destaque exerce uma função catafórica na coesão referencial do texto.

Após análise das afirmativas, conclui-se que a sequência correta é: 
Alternativas
Q3496471 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Aprendizagem para o futuro


Marcos de Lacerda Pessoa


    As rotinas dos indivíduos e os cenários profissionais estão mudando muito rapidamente, ensejando as seguintes questões, que já permeiam todas as atividades humanas: Quem serão as pessoas do novo tempo? Estamos prontos para construir o futuro num ambiente com tantas mudanças? Estamos sendo devidamente educados ou educando-nos para isso?


    O grupo The Economist publicou recentemente um relatório sobre aprendizagem, com vistas a estabelecer critérios que garantam educação dos jovens voltada para o futuro. O documento afirma que muitos governos não estão fazendo o suficiente a fim de preparar os jovens para as grandes mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e para os complexos desafios do século 21. Assuntos cruciais, como o aprendizado baseado na solução de problemas e os conceitos de cidadania global, estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática de trabalho em colaboração e consciência a respeito das questões globais precisam ser desenvolvidos.


    O relatório ainda afirma que as políticas educacionais necessitam ser implementadas por um conjunto de professores bem equipados, com capacidade para orientar os estudantes no sentido de eles adquirirem as competências que serão relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam enxergar a aprendizagem como um processo não confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os programas no exterior podem ser um caminho para isso, bem como a colaboração entre universidade e empresa.


    Professores bem pagos e fundos de apoio à educação são fatores importantes, mas o dinheiro não pode ser uma panaceia. Salários dignos e elevação do prestígio da classe dos professores são temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de que só esses fatores não resolverão as complexas questões inerentes ao sistema educacional. Uma questão é essencial: a reciclagem para a permanente atualização do corpo docente.


    O texto destaca que a educação holística, voltada ao futuro, tem ligação direta com uma sociedade que seja tolerante e também aberta em termos de diversidade cultural, liberdade de expressão, respeito e valorização das mulheres etc. E o documento também identifica algumas habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer as complexidades dos problemas a surgir no futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento interdisciplinar, habilidade criativa e analítica, habilidade para o empreendedorismo, habilidade de liderança, habilidade digital e técnica, consciência global e educação cívica.


    Se o modelo educacional de hoje foi criado para a era industrial, um novo modelo é agora necessário visando preparar os estudantes para as demandas e desafios da era da informação, quando as inovações serão cada vez mais frequentes.


    Com respeito à inovação – algo que certamente estará no centro da economia do futuro –, o governo da Austrália publicou recentemente a primeira minuta de um documento listando o comportamento esperado daqueles que queiram desenvolver trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir, está baseada no documento australiano e pode servir de direcionamento para uma aprendizagem voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos os ambientes, mas especialmente em sala de aula – devem ser estimulados e treinados para formular perguntas. Como inovação diz respeito a mudar comportamentos e alterar a maneira como as coisas são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem habituados a questionar hipóteses; questionar como e por que as coisas são feitas de certo modo; questionar se haveria maneira melhor de se fazer; perguntar se haveria algum ângulo diferente de olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos devem ser treinados a usar as respostas a essas questões para construir uma compreensão mais rica de uma determinada situação, de quais são os problemas existentes e do que pode ser feito para resolvê-los.


    Eles também têm de ser incentivados a realizar testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se houvesse alguém sabendo exatamente o que vai acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam estar treinados nisso.


    Os alunos, ainda, devem ser treinados para contar histórias. É comum que uma nova ideia pareça para outros como uma atividade adicional de trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio principal. Se uma história for contada como parte do processo inovador, deixando claros quais os benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação terá mais chances de passar a ser encarada como parte de um trabalho existente, em vez de uma carga adicional de trabalho.


    Outra qualidade é a de ter foco no problema a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas quais serão as mais relevantes para a solução de problemas existentes? É importante não ficar “grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar. Sempre podem aparecer ideias melhores, o que demandará uma mudança de direção. Focar no problema (e não em ideia especifica) tende a proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se sempre a ideia mais adequada.


    E, por fim, os estudantes devem estar conscientizados sobre o valor da persistência. Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer novas habilidades e competências. Isso exige que as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora, é preciso não desistir ante o primeiro problema. Eventualmente, se a resistência for grande, pode ser necessária a formação de novas equipes e novas redes de relacionamentos, para que o novo empreendimento possa ser viabilizado.


    Há bastante tempo dividem-se as opiniões quanto ao propósito dos locais de aprendizagem – escolas, colégios, faculdades, universidades. Em termos um tanto simplificados, a grande cisão é entre as pessoas de convicção conservadora, que se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que os ambientes de aprendizagem devem ser postos avançados que atuem na fronteira das mudanças socioeconômicas. Entre essas duas posições polares, há, naturalmente, infinitas nuances de opinião.


    Aceitar a ideia da aprendizagem orientada para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem que a educação deva ser um agente de mudança e de transformação para a construção de um mundo melhor para todos!


Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br 
No período “Professores bem pagos e fundos de apoio à educação são fatores importantes, mas o dinheiro não pode ser uma panaceia”, presente no quarto parágrafo do texto “Aprendizagem para o futuro”, os termos em destaque podem ser substituídos, sem prejuízo semântico ao texto, por: 
Alternativas
Q3496470 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Aprendizagem para o futuro


Marcos de Lacerda Pessoa


    As rotinas dos indivíduos e os cenários profissionais estão mudando muito rapidamente, ensejando as seguintes questões, que já permeiam todas as atividades humanas: Quem serão as pessoas do novo tempo? Estamos prontos para construir o futuro num ambiente com tantas mudanças? Estamos sendo devidamente educados ou educando-nos para isso?


    O grupo The Economist publicou recentemente um relatório sobre aprendizagem, com vistas a estabelecer critérios que garantam educação dos jovens voltada para o futuro. O documento afirma que muitos governos não estão fazendo o suficiente a fim de preparar os jovens para as grandes mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e para os complexos desafios do século 21. Assuntos cruciais, como o aprendizado baseado na solução de problemas e os conceitos de cidadania global, estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática de trabalho em colaboração e consciência a respeito das questões globais precisam ser desenvolvidos.


    O relatório ainda afirma que as políticas educacionais necessitam ser implementadas por um conjunto de professores bem equipados, com capacidade para orientar os estudantes no sentido de eles adquirirem as competências que serão relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam enxergar a aprendizagem como um processo não confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os programas no exterior podem ser um caminho para isso, bem como a colaboração entre universidade e empresa.


    Professores bem pagos e fundos de apoio à educação são fatores importantes, mas o dinheiro não pode ser uma panaceia. Salários dignos e elevação do prestígio da classe dos professores são temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de que só esses fatores não resolverão as complexas questões inerentes ao sistema educacional. Uma questão é essencial: a reciclagem para a permanente atualização do corpo docente.


    O texto destaca que a educação holística, voltada ao futuro, tem ligação direta com uma sociedade que seja tolerante e também aberta em termos de diversidade cultural, liberdade de expressão, respeito e valorização das mulheres etc. E o documento também identifica algumas habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer as complexidades dos problemas a surgir no futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento interdisciplinar, habilidade criativa e analítica, habilidade para o empreendedorismo, habilidade de liderança, habilidade digital e técnica, consciência global e educação cívica.


    Se o modelo educacional de hoje foi criado para a era industrial, um novo modelo é agora necessário visando preparar os estudantes para as demandas e desafios da era da informação, quando as inovações serão cada vez mais frequentes.


    Com respeito à inovação – algo que certamente estará no centro da economia do futuro –, o governo da Austrália publicou recentemente a primeira minuta de um documento listando o comportamento esperado daqueles que queiram desenvolver trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir, está baseada no documento australiano e pode servir de direcionamento para uma aprendizagem voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos os ambientes, mas especialmente em sala de aula – devem ser estimulados e treinados para formular perguntas. Como inovação diz respeito a mudar comportamentos e alterar a maneira como as coisas são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem habituados a questionar hipóteses; questionar como e por que as coisas são feitas de certo modo; questionar se haveria maneira melhor de se fazer; perguntar se haveria algum ângulo diferente de olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos devem ser treinados a usar as respostas a essas questões para construir uma compreensão mais rica de uma determinada situação, de quais são os problemas existentes e do que pode ser feito para resolvê-los.


    Eles também têm de ser incentivados a realizar testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se houvesse alguém sabendo exatamente o que vai acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam estar treinados nisso.


    Os alunos, ainda, devem ser treinados para contar histórias. É comum que uma nova ideia pareça para outros como uma atividade adicional de trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio principal. Se uma história for contada como parte do processo inovador, deixando claros quais os benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação terá mais chances de passar a ser encarada como parte de um trabalho existente, em vez de uma carga adicional de trabalho.


    Outra qualidade é a de ter foco no problema a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas quais serão as mais relevantes para a solução de problemas existentes? É importante não ficar “grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar. Sempre podem aparecer ideias melhores, o que demandará uma mudança de direção. Focar no problema (e não em ideia especifica) tende a proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se sempre a ideia mais adequada.


    E, por fim, os estudantes devem estar conscientizados sobre o valor da persistência. Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer novas habilidades e competências. Isso exige que as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora, é preciso não desistir ante o primeiro problema. Eventualmente, se a resistência for grande, pode ser necessária a formação de novas equipes e novas redes de relacionamentos, para que o novo empreendimento possa ser viabilizado.


    Há bastante tempo dividem-se as opiniões quanto ao propósito dos locais de aprendizagem – escolas, colégios, faculdades, universidades. Em termos um tanto simplificados, a grande cisão é entre as pessoas de convicção conservadora, que se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que os ambientes de aprendizagem devem ser postos avançados que atuem na fronteira das mudanças socioeconômicas. Entre essas duas posições polares, há, naturalmente, infinitas nuances de opinião.


    Aceitar a ideia da aprendizagem orientada para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem que a educação deva ser um agente de mudança e de transformação para a construção de um mundo melhor para todos!


Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br 
Ao lermos o texto de Marcos de Lacerda Pessoa, entendemos que, segundo o autor, a aprendizagem voltada ao futuro:
Alternativas
Q3496469 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Aprendizagem para o futuro


Marcos de Lacerda Pessoa


    As rotinas dos indivíduos e os cenários profissionais estão mudando muito rapidamente, ensejando as seguintes questões, que já permeiam todas as atividades humanas: Quem serão as pessoas do novo tempo? Estamos prontos para construir o futuro num ambiente com tantas mudanças? Estamos sendo devidamente educados ou educando-nos para isso?


    O grupo The Economist publicou recentemente um relatório sobre aprendizagem, com vistas a estabelecer critérios que garantam educação dos jovens voltada para o futuro. O documento afirma que muitos governos não estão fazendo o suficiente a fim de preparar os jovens para as grandes mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e para os complexos desafios do século 21. Assuntos cruciais, como o aprendizado baseado na solução de problemas e os conceitos de cidadania global, estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática de trabalho em colaboração e consciência a respeito das questões globais precisam ser desenvolvidos.


    O relatório ainda afirma que as políticas educacionais necessitam ser implementadas por um conjunto de professores bem equipados, com capacidade para orientar os estudantes no sentido de eles adquirirem as competências que serão relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam enxergar a aprendizagem como um processo não confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os programas no exterior podem ser um caminho para isso, bem como a colaboração entre universidade e empresa.


    Professores bem pagos e fundos de apoio à educação são fatores importantes, mas o dinheiro não pode ser uma panaceia. Salários dignos e elevação do prestígio da classe dos professores são temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de que só esses fatores não resolverão as complexas questões inerentes ao sistema educacional. Uma questão é essencial: a reciclagem para a permanente atualização do corpo docente.


    O texto destaca que a educação holística, voltada ao futuro, tem ligação direta com uma sociedade que seja tolerante e também aberta em termos de diversidade cultural, liberdade de expressão, respeito e valorização das mulheres etc. E o documento também identifica algumas habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer as complexidades dos problemas a surgir no futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento interdisciplinar, habilidade criativa e analítica, habilidade para o empreendedorismo, habilidade de liderança, habilidade digital e técnica, consciência global e educação cívica.


    Se o modelo educacional de hoje foi criado para a era industrial, um novo modelo é agora necessário visando preparar os estudantes para as demandas e desafios da era da informação, quando as inovações serão cada vez mais frequentes.


    Com respeito à inovação – algo que certamente estará no centro da economia do futuro –, o governo da Austrália publicou recentemente a primeira minuta de um documento listando o comportamento esperado daqueles que queiram desenvolver trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir, está baseada no documento australiano e pode servir de direcionamento para uma aprendizagem voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos os ambientes, mas especialmente em sala de aula – devem ser estimulados e treinados para formular perguntas. Como inovação diz respeito a mudar comportamentos e alterar a maneira como as coisas são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem habituados a questionar hipóteses; questionar como e por que as coisas são feitas de certo modo; questionar se haveria maneira melhor de se fazer; perguntar se haveria algum ângulo diferente de olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos devem ser treinados a usar as respostas a essas questões para construir uma compreensão mais rica de uma determinada situação, de quais são os problemas existentes e do que pode ser feito para resolvê-los.


    Eles também têm de ser incentivados a realizar testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se houvesse alguém sabendo exatamente o que vai acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam estar treinados nisso.


    Os alunos, ainda, devem ser treinados para contar histórias. É comum que uma nova ideia pareça para outros como uma atividade adicional de trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio principal. Se uma história for contada como parte do processo inovador, deixando claros quais os benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação terá mais chances de passar a ser encarada como parte de um trabalho existente, em vez de uma carga adicional de trabalho.


    Outra qualidade é a de ter foco no problema a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas quais serão as mais relevantes para a solução de problemas existentes? É importante não ficar “grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar. Sempre podem aparecer ideias melhores, o que demandará uma mudança de direção. Focar no problema (e não em ideia especifica) tende a proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se sempre a ideia mais adequada.


    E, por fim, os estudantes devem estar conscientizados sobre o valor da persistência. Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer novas habilidades e competências. Isso exige que as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora, é preciso não desistir ante o primeiro problema. Eventualmente, se a resistência for grande, pode ser necessária a formação de novas equipes e novas redes de relacionamentos, para que o novo empreendimento possa ser viabilizado.


    Há bastante tempo dividem-se as opiniões quanto ao propósito dos locais de aprendizagem – escolas, colégios, faculdades, universidades. Em termos um tanto simplificados, a grande cisão é entre as pessoas de convicção conservadora, que se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que os ambientes de aprendizagem devem ser postos avançados que atuem na fronteira das mudanças socioeconômicas. Entre essas duas posições polares, há, naturalmente, infinitas nuances de opinião.


    Aceitar a ideia da aprendizagem orientada para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem que a educação deva ser um agente de mudança e de transformação para a construção de um mundo melhor para todos!


Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br 
De acordo com Pestana (2013), a tipologia textual trata da forma como um texto se apresenta e se organiza. Sabendo disso, podemos afirmar que o texto intitulado “Aprendizagem para o futuro” apresenta, em sua organização, de forma predominante, as tipologias: 
Alternativas
Q3496468 Português
Leia o texto a seguir e responda a questão.


Aprendizagem para o futuro


Marcos de Lacerda Pessoa


    As rotinas dos indivíduos e os cenários profissionais estão mudando muito rapidamente, ensejando as seguintes questões, que já permeiam todas as atividades humanas: Quem serão as pessoas do novo tempo? Estamos prontos para construir o futuro num ambiente com tantas mudanças? Estamos sendo devidamente educados ou educando-nos para isso?


    O grupo The Economist publicou recentemente um relatório sobre aprendizagem, com vistas a estabelecer critérios que garantam educação dos jovens voltada para o futuro. O documento afirma que muitos governos não estão fazendo o suficiente a fim de preparar os jovens para as grandes mudanças que têm ocorrido no trabalho e na vida, e para os complexos desafios do século 21. Assuntos cruciais, como o aprendizado baseado na solução de problemas e os conceitos de cidadania global, estão sendo ignorados. Pensamento crítico, prática de trabalho em colaboração e consciência a respeito das questões globais precisam ser desenvolvidos.


    O relatório ainda afirma que as políticas educacionais necessitam ser implementadas por um conjunto de professores bem equipados, com capacidade para orientar os estudantes no sentido de eles adquirirem as competências que serão relevantes no futuro. As salas de aula precisam ter suas paredes “derrubadas”. Os alunos necessitam enxergar a aprendizagem como um processo não confinado aos ambientes tradicionais de ensino. Os programas no exterior podem ser um caminho para isso, bem como a colaboração entre universidade e empresa.


    Professores bem pagos e fundos de apoio à educação são fatores importantes, mas o dinheiro não pode ser uma panaceia. Salários dignos e elevação do prestígio da classe dos professores são temas essenciais, mas deve-se atentar para o fato de que só esses fatores não resolverão as complexas questões inerentes ao sistema educacional. Uma questão é essencial: a reciclagem para a permanente atualização do corpo docente.


    O texto destaca que a educação holística, voltada ao futuro, tem ligação direta com uma sociedade que seja tolerante e também aberta em termos de diversidade cultural, liberdade de expressão, respeito e valorização das mulheres etc. E o documento também identifica algumas habilidades que devem ser cultivadas nos alunos para, quando adultos, poderem vencer as complexidades dos problemas a surgir no futuro. Entre elas, estão habilidade no tratamento interdisciplinar, habilidade criativa e analítica, habilidade para o empreendedorismo, habilidade de liderança, habilidade digital e técnica, consciência global e educação cívica.


    Se o modelo educacional de hoje foi criado para a era industrial, um novo modelo é agora necessário visando preparar os estudantes para as demandas e desafios da era da informação, quando as inovações serão cada vez mais frequentes.


    Com respeito à inovação – algo que certamente estará no centro da economia do futuro –, o governo da Austrália publicou recentemente a primeira minuta de um documento listando o comportamento esperado daqueles que queiram desenvolver trabalhos inovadores. A lista, apresentada a seguir, está baseada no documento australiano e pode servir de direcionamento para uma aprendizagem voltada ao futuro. Segundo ela, os alunos – em todos os ambientes, mas especialmente em sala de aula – devem ser estimulados e treinados para formular perguntas. Como inovação diz respeito a mudar comportamentos e alterar a maneira como as coisas são feitas, faz-se relevante que os alunos fiquem habituados a questionar hipóteses; questionar como e por que as coisas são feitas de certo modo; questionar se haveria maneira melhor de se fazer; perguntar se haveria algum ângulo diferente de olhar para as coisas, ou se haveria outras pessoas que pudessem adicionar novos insights. Os alunos devem ser treinados a usar as respostas a essas questões para construir uma compreensão mais rica de uma determinada situação, de quais são os problemas existentes e do que pode ser feito para resolvê-los.


    Eles também têm de ser incentivados a realizar testes e a experimentar. Inovação é incerteza: se houvesse alguém sabendo exatamente o que vai acontecer, não seria inovação. Para reduzir essa incerteza, é preciso testar, experimentar uma nova ideia e aferir os resultados. Os alunos precisam estar treinados nisso.


    Os alunos, ainda, devem ser treinados para contar histórias. É comum que uma nova ideia pareça para outros como uma atividade adicional de trabalho, ou como uma fuga em relação ao negócio principal. Se uma história for contada como parte do processo inovador, deixando claros quais os benefícios a alcançar, pode-se identificar como e por que a inovação se faz relevante. Assim, a inovação terá mais chances de passar a ser encarada como parte de um trabalho existente, em vez de uma carga adicional de trabalho.


    Outra qualidade é a de ter foco no problema a ser solucionado. Há sempre muitas ideias, mas quais serão as mais relevantes para a solução de problemas existentes? É importante não ficar “grudado” a uma ideia específica, mas concentrar-se nos benefícios que cada ideia poderá proporcionar. Sempre podem aparecer ideias melhores, o que demandará uma mudança de direção. Focar no problema (e não em ideia especifica) tende a proporcionar maior flexibilidade, escolhendo-se sempre a ideia mais adequada.


    E, por fim, os estudantes devem estar conscientizados sobre o valor da persistência. Desenvolver uma ideia inovadora pode requerer novas habilidades e competências. Isso exige que as pessoas saiam da sua posição de conforto, o que geralmente resulta em antagonismos. Nessa hora, é preciso não desistir ante o primeiro problema. Eventualmente, se a resistência for grande, pode ser necessária a formação de novas equipes e novas redes de relacionamentos, para que o novo empreendimento possa ser viabilizado.


    Há bastante tempo dividem-se as opiniões quanto ao propósito dos locais de aprendizagem – escolas, colégios, faculdades, universidades. Em termos um tanto simplificados, a grande cisão é entre as pessoas de convicção conservadora, que se satisfazem em apoiar um ensino que reflita e preserve o statu quo, e aquelas que acreditam que os ambientes de aprendizagem devem ser postos avançados que atuem na fronteira das mudanças socioeconômicas. Entre essas duas posições polares, há, naturalmente, infinitas nuances de opinião.


    Aceitar a ideia da aprendizagem orientada para o futuro é ingressar nas fileiras dos que creem que a educação deva ser um agente de mudança e de transformação para a construção de um mundo melhor para todos!


Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br 
Gêneros textuais são textos, por meio dos quais, respondemos às mais diversas práticas sociais da linguagem. As características desses textos dependem, portanto, do propósito comunicativo. Sabendo disso, ao analisar as características do texto intitulado “Aprendizagem para o futuro”, escrito por Marcos de Lacerda Pessoa, percebe-se que se trata do gênero: 
Alternativas
Q3427931 Pedagogia
Os Centros Municipais de Atendimento Especializado – CEMAE são espaços que devem ser criados pelo poder público municipal para atendimento aos estudantes do município com o objetivo principal de oferecer suporte: 
Alternativas
Respostas
421: C
422: C
423: A
424: B
425: E
426: C
427: D
428: B
429: B
430: A
431: A
432: A
433: E
434: C
435: B
436: B
437: C
438: D
439: D
440: A