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Q1023749 Português
Procurar o quê

  O que a gente procura muito e sempre não é isto nem aquilo. É outra coisa.
  Se me perguntam que coisa é essa, não respondo, porque não é da conta de ninguém o que estou procurando.
  Mesmo que quisesse responder, eu não podia. Não sei o que procuro. Deve ser por isso mesmo que procuro.
  Me chamam de bobo porque vivo olhando aqui e ali, nos ninhos, nos caramujos, nas panelas, nas folhas de bananeiras, nas gretas do muro, nos espaços vazios.
  Até agora não encontrei nada. Ou encontrei coisas que não eram a coisa procurada sem saber, e desejada.
  Meu irmão diz que não tenho mesmo jeito, porque não sinto o prazer dos outros na água do açude, na comida, na manja, e procuro inventar um prazer que ninguém sentiu ainda.
 Ele tem experiência de mato e de cidade, sabe explorar os mundos, as horas. Eu tropeço no possível, e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casca do impossível.
 Um dia descubro. Vai ser fácil, existente, de pegar na mão e sentir. Não sei o que é. Não imagino forma, cor, tamanho. Nesse dia vou rir de todos.
 Ou não. A coisa que me espera, não poderei mostrar a ninguém. Há de ser invisível para todo mundo, menos para mim, que de tanto procurar fiquei com merecimento de achar e direito de esconder.
(Carlos Drummond de Andrade)
O personagem do texto chega a uma conclusão a respeito do que tanto procura, que é a de que:
Alternativas
Q1023748 Português
Procurar o quê

  O que a gente procura muito e sempre não é isto nem aquilo. É outra coisa.
  Se me perguntam que coisa é essa, não respondo, porque não é da conta de ninguém o que estou procurando.
  Mesmo que quisesse responder, eu não podia. Não sei o que procuro. Deve ser por isso mesmo que procuro.
  Me chamam de bobo porque vivo olhando aqui e ali, nos ninhos, nos caramujos, nas panelas, nas folhas de bananeiras, nas gretas do muro, nos espaços vazios.
  Até agora não encontrei nada. Ou encontrei coisas que não eram a coisa procurada sem saber, e desejada.
  Meu irmão diz que não tenho mesmo jeito, porque não sinto o prazer dos outros na água do açude, na comida, na manja, e procuro inventar um prazer que ninguém sentiu ainda.
 Ele tem experiência de mato e de cidade, sabe explorar os mundos, as horas. Eu tropeço no possível, e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casca do impossível.
 Um dia descubro. Vai ser fácil, existente, de pegar na mão e sentir. Não sei o que é. Não imagino forma, cor, tamanho. Nesse dia vou rir de todos.
 Ou não. A coisa que me espera, não poderei mostrar a ninguém. Há de ser invisível para todo mundo, menos para mim, que de tanto procurar fiquei com merecimento de achar e direito de esconder.
(Carlos Drummond de Andrade)
Existe no poema uma pessoa que estabelece um diálogo com o leitor. Essa pessoa é:
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Q1023747 Português
Procurar o quê

  O que a gente procura muito e sempre não é isto nem aquilo. É outra coisa.
  Se me perguntam que coisa é essa, não respondo, porque não é da conta de ninguém o que estou procurando.
  Mesmo que quisesse responder, eu não podia. Não sei o que procuro. Deve ser por isso mesmo que procuro.
  Me chamam de bobo porque vivo olhando aqui e ali, nos ninhos, nos caramujos, nas panelas, nas folhas de bananeiras, nas gretas do muro, nos espaços vazios.
  Até agora não encontrei nada. Ou encontrei coisas que não eram a coisa procurada sem saber, e desejada.
  Meu irmão diz que não tenho mesmo jeito, porque não sinto o prazer dos outros na água do açude, na comida, na manja, e procuro inventar um prazer que ninguém sentiu ainda.
 Ele tem experiência de mato e de cidade, sabe explorar os mundos, as horas. Eu tropeço no possível, e não desisto de fazer a descoberta do que tem dentro da casca do impossível.
 Um dia descubro. Vai ser fácil, existente, de pegar na mão e sentir. Não sei o que é. Não imagino forma, cor, tamanho. Nesse dia vou rir de todos.
 Ou não. A coisa que me espera, não poderei mostrar a ninguém. Há de ser invisível para todo mundo, menos para mim, que de tanto procurar fiquei com merecimento de achar e direito de esconder.
(Carlos Drummond de Andrade)
Carlos Drummond de Andrade é um dos maiores poetas brasileiros. O poeta diz que exprime em seus poemas paixões e emoções do seu tempo, e isso naturalmente tocou as pessoas.
No poema apresentado acima, o poeta exprime a ideia de que:
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Ano: 2019 Banca: IBADE Órgão: Prefeitura de Jaru - RO Provas: IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Analista Administrativo | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Assistente Social | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Engenheiro Civil | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Enfermeiro | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Enfermeiro Obstetra | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Psicólogo | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Terapeuta Ocupacional | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Supervisor Escolar | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Psicopedagogo | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Nutricionista | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Jornalista | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Advogado | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Arquiteto | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Contador | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Fiscal Ambiental | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Agente de Defesa Civil | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Auditor de Controle Interno | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Auditor fiscal | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Fiscal Tributário | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Orientador Educacional | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Professor de Libras | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Odontólogo | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Biólogo | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Médico Clínico Geral | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Profissional de Educação Física | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Farmacêutico Generalista | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Professor Pedagogo | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Fisioterapeuta | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Médico Anestesista | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Médico Pediatra | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Médico Cardiologista | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Médico Ortopedista | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Fonoaudiólogo | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Médico Cirurgião Geral | IBADE - 2019 - Prefeitura de Jaru - RO - Médico Psiquiatra |
Q1006151 Direito Administrativo
O nepotismo na nomeação de funcionários em órgãos públicos é prática ilícita, tema já pacificado na jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. Pode-se dizer que a proibição de tal prática decorre diretamente dos princípios contidos no Art. 37, caput, da CF/1988, particularmente dos princípios do(a):
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Q2810225 Libras

Karin Strobel (2009) divide a história da Educação de Surdos em três grandes períodos. Atente para o que se afirma a seguir sobre eles:

I. Nesta fase os povos surdos não tinham problemas com a educação. A maioria dos sujeitos surdos dominava a arte da escrita e há evidência de que antes havia muitos escritores surdos, artistas surdos, professores surdos e outros sujeitos surdos bem-sucedidos.

II. Período da educação de surdos logo após o congresso de Milão de 1880: nesta fase as comunidades surdas resistiram à imposição da língua oral.

III. Início de uma nova fase para o renascimento da aceitação da língua de sinais e cultura surda após muitos anos de opressão ouvintista para com os povos surdos.

Os períodos I, II e III, acima descritos, correspondem, respectivamente, aos períodos conhecidos como

Alternativas
Q2810224 Libras
Considerando as identidades e culturas surdas, assinale a afirmação verdadeira.
Alternativas
Q2810221 Libras
O termo “ouvintismo” é muito comum na literatura dos Estudos Surdos. Sobre ouvintismo, é correto afirmar que
Alternativas
Q2810220 Libras
A autora Karin Strobel (2008), ao analisar a História do Povo Surdo, descreve três vertentes utilizadas para construir essa História. No que diz respeito a essas diferentes vertentes, assinale a afirmação verdadeira.
Alternativas
Q2810218 Libras
Os diferentes olhares sobre o povo surdo na história, revelam, como explicou Karin Strobel (2008), diferentes representações sobre os sujeitos surdos. Dentre essas representações, há aquela em que os surdos são narrados como sujeitos com experiências visuais, com identidades múltiplas e multifacetadas; a educação de surdos deve considerar a diferença do povo surdo; e a língua de sinais é considerada como manifestação da diferença linguística-cultural relativa aos surdos. Essa representação é comum ao que a autora chama de
Alternativas
Q2810213 Libras
Considerando a História da Educação de Surdos no Brasil, assinale a afirmação verdadeira.
Alternativas
Q2810210 Libras
No que concerne ao II Congresso Internacional de Educação do Surdo, acontecido em Milão no ano de 1880, assinale a afirmação verdadeira.
Alternativas
Q2810208 Libras
Nas últimas décadas, no processo educacional para surdos, destacaram-se algumas correntes educacionais. Para Goldfeld (2002), cada uma das abordagens apresenta uma visão específica sobre o surdo e a surdez. A visão de que os surdos formam uma comunidade, com cultura e língua próprias é uma visão característica da vertente que privilegia o ensino
Alternativas
Q2810207 Legislação Federal
Considerando o Decreto nº 5.626/05, que regulamenta a Lei nº 10.436, de 24 de abril de 2002, que dispõe sobre a Língua Brasileira de Sinais ‒ Libras, e o art. 18 da Lei nº 10.098, de 19 de dezembro de 2000, assinale a proposição verdadeira.
Alternativas
Q2810204 Libras
Com relação aos sinais que constituem a categoria dos verbos na Língua Brasileira de Sinais, Quadros e Karnopp (2004) apresentam a seguinte classificação: verbos simples, verbos com concordância, verbos espaciais e verbos manuais. Considerando os tipos de verbo, assinale a afirmação verdadeira.
Alternativas
Q2810197 Libras
No que diz respeito à história da Educação de surdos nos Estados Unidos, é correto afirmar que
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Q2810187 Libras
Na história da Educação de Surdos, destacaram-se duas vertentes de ensino: o oralismo, que privilegiava o ensino da língua oral e proibia o uso da língua de sinais, e o gestualismo, que fazia uso da língua de sinais no ensino e educação de surdos. Considerando essa primeira vertente, assinale a opção em que todos os citados defenderam a corrente educacional que privilegiou o aprendizado da língua oral.
Alternativas
Q2810155 Libras

Atente para o que se diz a seguir sobre as sentenças interrogativas na Língua Brasileira de Sinais:

I. Elementos interrogativos podem mover-se para Spec de CP ou continuar na posição original.

II. Nas construções interrogativas não existe presença de marcas não manuais.

III. Há a presença de uma distribuição similar de CP em orações principais e orações subordinadas.

É correto o que se afirma em

Alternativas
Q2810133 Libras
Quadros e Karnopp (2004), na obra Língua de sinais brasileira: estudos linguísticos fizeram um levantamento sobre a ordenação das orações e apontaram alguns resultados. Segundo as autoras, a ordem básica das palavras nessa língua é
Alternativas
Q2810109 Libras
Sobre a função das expressões não manuais no nível da sintaxe, é INCORRETO afirmar que
Alternativas
Q2810105 Libras
Derivação é uma das áreas de investigação da Morfologia Tradicional e consiste no estudo da formação de diferentes palavras com a mesma base lexical (Quadros e Karnopp, 2004). Assinale a opção que NÃO corresponde a um processo derivacional na Língua Brasileira de Sinais.
Alternativas
Respostas
4641: E
4642: C
4643: D
4644: C
4645: B
4646: A
4647: D
4648: C
4649: B
4650: D
4651: C
4652: A
4653: B
4654: D
4655: A
4656: B
4657: C
4658: A
4659: D
4660: C