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Q3822269 Medicina
Homem de 65 anos, etilista crônico (60  g/dia por 30 anos), com diabetes mellitus tipo 2 mal controlada há 15 anos, procura atendimento referindo dormência e queimação crônica em pés e mãos há 2 anos, com piora progressiva nos últimos 6 meses. Relata também episódios de tontura postural, disfunção erétil, perda ponderal não intencional de 8 kg no último ano e parestesias assimétricas (pé esquerdo pior que direito). Nega xerostomia ou xeroftalmia. Pai faleceu aos 70 anos com “problemas nos nervos das pernas”. Exame físico: sensibilidade dolorosa e tátil reduzidas em “bota e luva” (assimetria discreta, pé E > D), hipopalestesia até tornozelos, arreflexia aquiliana bilateral, arreflexia patelar à esquerda, teste monofilamento alterado bilateralmente, hipotensão ortostática (PA supina: 130/80 mmHg, em pé: 95/60 mmHg sem compensação após 3 minutos). Força muscular preservada. Fenômeno de Raynaud ausente. Sem linfonodomegalia. Exames complementares: eletroneuromiografia (ENM): redução assimétrica de amplitudes sensitivas e motoras distais (E > D), velocidades de condução moderadamente reduzidas (30–35 m/s em membros inferiores), latências distais aumentadas, padrão misto axonal- -desmielinizante. Ondas F ausentes. Sem bloqueios de condução. Hemograma: normal. Glicemia: 180 mg/dL; HbA1c: 9,8%. Função renal, eletrólitos, função hepática: normais. Vitamina B12: 220 pg/mL (normal: 200–900). VHS: 22 mm/h; PCR: 0,8 mg/dL. Sorologias HIV, HTLV, hepatites B/C, sífilis: não reagentes. ANA: 1:80 padrão nuclear fino; FAN específicos negativos.
Considerando o quadro de polineuropatia periférica sensitivo-motora com predomínio de fibras finas (dor neuropática e disautonomia), padrão misto axonal-desmielinizante na ENMG, e a necessidade de avaliar extensão e prognóstico da doença, qual conduta complementar é mais apropriada nesse momento?
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Q3822268 Medicina
Mulher de 58 anos, hipertensa e tabagista, apresenta cefaleia em trovoada iniciada durante atividade física na academia, com náuseas, vômitos e discreta rigidez de nuca. Fundoscopia: margens papilares levemente borradas bilateralmente. Ao exame: consciente, orientada, PA: 160/95 mmHg, Glasgow 15, sem sinais focais ao exame neurológico. Tomografia computadorizada de crânio sem contraste, realizada 8 horas após o início dos sintomas, não evidencia alterações agudas.
Considerando a hipótese diagnóstica mais provável e as evidências atuais sobre a sensibilidade dos métodos diagnósticos nesse contexto, qual é a conduta mais apropriada?
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Q3822267 Medicina
De acordo com as recomendações da AMIB e os critérios de Berlim para SDRA, é indicada a ventilação mecânica protetora isolada (sem necessidade imediata de manobras de recrutamento ou estratégias avançadas) como tratamento inicial da síndrome do desconforto respiratório agudo (SDRA) quando houver SDRA
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Q3822266 Medicina
Paciente do sexo masculino, de 58 anos, portador de diabetes mellitus do tipo 2, dislipidemia e doença arterial coronariana, é admitido no pronto-socorro com cefaleia intensa, turvação visual e dispneia súbita há dois horas. Ao exame físico: PA: 220 × 130 mmHg, FC: 96 bpm, SpO2: 94% em ar ambiente, crepitações bibasais e B3 audível. A gasometria arterial demostra hipoxemia leve, e a radiografia de tórax é mostrada a seguir:
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Com base no quadro clínico, é correto afirmar que o diagnóstico e a conduta inicial são, correta e respectivamente:
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Q3822264 Medicina
Paciente do sexo feminino, de 72 anos, portadora de nefropatia diabética com disfunção renal grave (clearance de creatinina de 14 mL/min/1,73 m2) e insuficiência cardíaca de classe funcional II (NYHA), apresenta dor torácica atípica há uma semana, irradiada para dorso, com melhora em posição sentada e piora ao decúbito. Refere febre baixa e cansaço progressivo na chegada à UPA. Ao exame físico: PA: 110 × 68 mmHg, FC: 98 bpm, bulhas normofonéticas com atrito pericárdico audível, sem sopros, ausculta pulmonar limpa. Exames laboratoriais iniciais: ureia: 198 mg/dL; creatinina: 4,8 mg/dL; potássio: 4,9 mEq/L; troponina levemente aumentada, sem elevação dinâmica. Realizou o eletrocardiograma mostrado a seguir:

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Diante do quadro clínico, a estratégia terapêutica correta é
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Q3822263 Medicina
Paciente de 83 anos, moradora de uma casa de repouso, é atendida por uma abrasão na córnea. Ela é tratada com pomada oftálmica antibiótica e um curativo ocular, com planos de reexaminá-la em 48 horas. Mais tarde naquela noite, a equipe de cuidados da casa de repouso telefona para informar ao médico que ela estava muito confusa.
Em relação à principal hipótese diagnóstica para a evolução descrita, nesse momento, a medida de maior relevância a ser indicada é
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Q3822262 Medicina

Mulher de 19 anos procura assistência médica na Unidade Básica de Saúde com corrimento vaginal. Ela é sexualmente ativa com um parceiro regular e relata uso inconsistente de preservativo. O histórico é relevante por alergia ao metronidazol e trimetoprima-sulfametoxazol. Ao exame ginecológico/pélvico: não há lesões cutâneas externas; nota-se corrimento vaginal fino, branco a cinza; região cervical: não há corrimento ou sensibilidade à movimentação. Uma amostra de fluido vaginal é coletada e revela: pH do fluido: 5,5; odor de peixe é observado com a adição de solução de hidróxido de potássio (KOH). Amostras são enviadas para teste de PCR para gonococo e clamídia.


Nesse momento, o tratamento inicial recomendado é

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Q3822261 Medicina
Mulher de 31 anos é avaliada em consulta de retorno. Ela é assintomática, e os medicamentos em uso são: esomeprazol e drospirenona/etinilestradiol, 0,02/0,451 mg por dia. A história familiar é desconhecida, pois ela foi adotada. Um valor de glicemia de jejum de 106 mg/dL é documentado em um painel metabólico abrangente como parte dos exames laboratoriais anuais de rotina solicitados por seu médico de atenção primária; o restante do painel metabólico completo é normal. A dosagem de hemoglobina A1c é 5,6%. A redução da ingestão de carboidratos é recomendada, e ela realiza um teste oral de tolerância à glicose de 75 g após 1 mês, que demonstra: glicemia de jejum: 98 mg/dL; valor de 2 horas de 198 mg/dL. Ao exame físico: altura: 165 cm; peso: 67,1 kg; não há acantose; ela não apresenta estigmas físicos de excesso de cortisol, como plenitude pré-auricular, estrias pigmentadas largas ou fraqueza proximal.
Nesse momento, o próximo passo de maior relevância no manejo dessa paciente é
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Q3822260 Medicina
Mulher de 47 anos é encaminhada à Unidade Básica de Saúde após o exame admissional em uma empresa revelar um eletrocardiograma “anormal”. A paciente tem histórico de obesidade e teve pré-eclâmpsia quando estava grávida de gêmeos. Não há uso de medicamentos, etilismo ou tabagismo. Ela não faz acompanhamento médico, e o restante da anamnese não é contributivo. Ao exame físico: frequência cardíaca: 96 bpm; pressão arterial: 136 x 82 mmHg (semelhante em ambos os braços); IMC: 31 kg/m2; o restante não é digno de nota. Um novo ECG, realizado agora, é mostrado a seguir:
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Além do aconselhamento sobre estilo de vida e coleta de exames laboratoriais, a conduta que apresenta o melhor próximo passo no manuseio diagnóstico dessa paciente é
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Q3822259 Medicina
Mulher de 48 anos é diagnosticada com carcinoma ductal invasivo de mama esquerda. Ao exame físico, apresenta tumor de 2,0 cm, móvel, sem sinais inflamatórios, e linfonodo axilar palpável de 1,5 cm. A core biopsy revelou: carcinoma ductal invasivo grau III, receptores de estrogênio negativos, receptores de progesterona negativos, HER2 negativo (imuno-histoquímica 0), Ki-67 80%. A punção do linfonodo axilar confirmou metástase.
A melhor estratégia terapêutica para essa paciente é
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Q3822258 Medicina
Paciente de 45 anos é submetida a mastectomia radical modificada à Madden por carcinoma ductal invasivo de mama esquerda. O exame anatomopatológico revelou tumor de 3,2 cm, grau histológico II, 2 linfonodos axilares comprometidos de 15 dissecados, receptores hormonais positivos (RE+ 90%, RP+ 80%), HER2 negativo, Ki-67 20%.
O estadiamento clínico (TNM) e o subtipo molecular dessa paciente, respectivamente, são
Alternativas
Q3822257 Medicina
Mulher de 28 anos apresenta nódulo palpável em mama direita, móvel, de limites bem definidos, com 2,5 cm de diâmetro. A ultrassonografia mamária evidencia nódulo sólido, homogêneo, bem delimitado, com maior eixo paralelo à pele, classificado como BI-RADS 3.
A conduta mais apropriada é 
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Q3822256 Medicina
Paciente do sexo feminino, 32 anos, procura atendimento médico relatando saída de secreção papilar unilateral da mama esquerda, de aspecto seroso, espontânea, em único ducto. Nega nódulos palpáveis.
O diagnóstico mais provável e a principal conduta inicial, respectivamente, são
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Q3822255 Medicina
Paciente do sexo feminino, 85 anos, procura o pronto-socorro com queixa de dor precordial, náuseas, vômitos e sudorese profusa, associados à falta de ar em repouso de início súbito. Seu eletrocardiograma é exibido a seguir:
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O valor da primeira troponina foi 0,04 ng/mL; o valor da segunda, coletada 3 horas depois da primeira, 0,12 ng/mL; o valor da terceira, coletada 6 horas após a primeira, foi 0,20 ng/mL.
Seu ecocardiograma mostrou ritmo irregular, função ventricular esquerda preservada (FEVE: 54%), com hipocontratilidade da parede anterior; há insuficiência mitral moderada com aumento do átrio esquerdo, sem sinais de hipertensão pulmonar. Realizou uma cineangiocoronariografia, que mostrou uma lesão de 90% da artéria descendente anterior. Foi implantado um stent com sucesso.
Assinale a alternativa correta quanto à prescrição de ácido acetilsalicílico, clopidogrel e apixabana.
Alternativas
Q3822254 Medicina

Leia o caso a seguir para responder à questão.

 

Paciente de 71 anos, sexo feminino, procura um geriatra no consultório para tratamento da osteoporose diagnosticada após uma fratura do fêmur direito, decorrente de queda da própria altura. A paciente é caidora recorrente, tendo apresentado 3 quedas no último ano. Tem antecedentes de doença reumatoide, hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia, doença arterial coronariana e acidente vascular encefálico. Já foi submetida a cineangiocoronariografia com colocação de stent há 1 ano. Há 2 meses, após episódio de dor precordial, foi diagnosticado um infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST, mas com elevação da troponina. Nova cineangiocoronariografia, realizada à época, não mostrou trombose dos stents previamente colocados ou novas oclusões.

 

Medicação em uso: prednisona 5 mg/d; leflunomida 20 mg/d; ácido acetilsalicílico 100 mg/d; clopidogrel 75 mg/d; enalapril 10 mg 12/12h; atorvastatina 40 mg/d; denosumabe 1 amp. a cada 6 meses há 2 anos.

 

A depuração de creatinina é de 50 mL/min; 25 OH vitamina D: 43 ng/mL; e o cálcio ionizado é de 1,23 mmol/L.

 

Foi utilizada a ferramenta FRAX-ABRASSO para estimativa do risco de novas fraturas para os próximos 10 anos.


Em relação ao uso de enalapril 10 mg 12/12h por essa paciente, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3822253 Medicina

Leia o caso a seguir para responder à questão.

 

Paciente de 71 anos, sexo feminino, procura um geriatra no consultório para tratamento da osteoporose diagnosticada após uma fratura do fêmur direito, decorrente de queda da própria altura. A paciente é caidora recorrente, tendo apresentado 3 quedas no último ano. Tem antecedentes de doença reumatoide, hipertensão arterial, diabetes mellitus, dislipidemia, doença arterial coronariana e acidente vascular encefálico. Já foi submetida a cineangiocoronariografia com colocação de stent há 1 ano. Há 2 meses, após episódio de dor precordial, foi diagnosticado um infarto agudo do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST, mas com elevação da troponina. Nova cineangiocoronariografia, realizada à época, não mostrou trombose dos stents previamente colocados ou novas oclusões.

 

Medicação em uso: prednisona 5 mg/d; leflunomida 20 mg/d; ácido acetilsalicílico 100 mg/d; clopidogrel 75 mg/d; enalapril 10 mg 12/12h; atorvastatina 40 mg/d; denosumabe 1 amp. a cada 6 meses há 2 anos.

 

A depuração de creatinina é de 50 mL/min; 25 OH vitamina D: 43 ng/mL; e o cálcio ionizado é de 1,23 mmol/L.

 

Foi utilizada a ferramenta FRAX-ABRASSO para estimativa do risco de novas fraturas para os próximos 10 anos.


Assinale a alternativa que apresenta o tratamento ao qual a paciente deve ser preferencialmente submetida.
Alternativas
Q3822252 Medicina
Considere um paciente de 85 anos, sexo masculino, que procura atendimento médico com queixa de cansaço, perda de peso não quantificada, diminuição das atividades e de caminhar com mais vagarosidade. Seus exames mostram uma glicemia de 225 mg/dL e uma hemoglobina glicada de 8,2%. Seu índice de massa corpórea é de 19 Kg/m2.
Assinale a alternativa correta de acordo com as recomendações da última diretriz da Sociedade Brasileira de Diabetes, publicada em 2025, em parceria com a Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia.
Alternativas
Q3822251 Medicina
Paciente masculino, 65 anos, realizou colonoscopia de rastreamento que evidenciou lesão em cólon sigmoide, medindo cerca de 4 cm, não estenosante. A biópsia confirmou adenocarcinoma moderadamente diferenciado. A tomografia computadorizada mostrou lesão em cólon sigmoide de aproximadamente 5 cm, com aspecto sugestivo de invasão de serosa, mas sem linfonodos acometidos nem sinais de metástases em órgãos a distância. Não há distensão de alças intestinais. O paciente apresenta CEA de 8 ng/mL e ECOG 1.
Com base nessas informações, a conduta terapêutica mais adequada é
Alternativas
Q3822250 Medicina
Homem de 68 anos, trabalhador rural, apresenta lesão em região malar esquerda, verrucosa, crostosa, de crescimento progressivo nos últimos meses. Refere que a ferida nunca cicatriza após o ato de se barbear, permanecendo com sangramentos recorrentes. Ao exame, observa-se lesão endurecida, infiltrativa e friável.
O fator de risco mais associado ao desenvolvimento dessa neoplasia é
Alternativas
Q3822249 Medicina
Paciente masculino, 22 anos, refere aumento de volume progressivo em perna direita há 5 meses, inicialmente atribuído a trauma durante jogo de futebol. O aumento tem sido gradual, sem dor ou sinais flogísticos. Ao exame, nota-se massa endurecida, aderida a planos profundos, com cerca de 9 cm de diâmetro. A tomografia revela lesão heterogênea, com áreas de necrose, medindo aproximadamente 10 x 8,5 cm.
Diante desse quadro, a melhor conduta inicial é
Alternativas
Respostas
4621: B
4622: C
4623: B
4624: B
4625: C
4626: B
4627: D
4628: E
4629: C
4630: C
4631: E
4632: B
4633: B
4634: A
4635: B
4636: E
4637: D
4638: C
4639: A
4640: B