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Um jovem de 14 anos é encaminhado ao pronto atendimento com queixa de náuseas e intensa dor escrotal súbita de forte intensidade com início há 4 horas. Ao exame físico, apresenta elevação do testículo esquerdo que se encontra edemaciado e extremamente doloroso à palpação.
Qual a conduta mais adequada?
Mulher de 45 anos está sendo submetida à colecistectomia laparoscópica. A equipe cirúrgica encontra dificuldade para a definição da anatomia da via biliar. Os exames pré-operatórios evidenciam enzimas hepáticas alteradas e colédoco discretamente dilatado.
Qual a conduta mais adequada?
Paciente do sexo masculino, 45 anos, vítima de esfaqueamento em região abdominal foi admitido em pronto-atendimento em sua cidade de origem sendo realizada reposição volêmica agressiva (aproximadamente, 3.000 mL) com solução cristaloide (soro fisiológico 0,9%). A gasometria arterial revelou pH 7,29, pCO₂ 32 mmHg, pO₂ de 92mmHg e HCO₃⁻ de 15 mEq/L com base excess (BE) de 10 mEq/L.
Qual o principal mecanismo responsável pela acidose metabólica observada nesse paciente?
Paciente de 68 anos, obeso (IMC: 34 kg/m²), diabético tipo II, internado há 48 horas após colecistectomia laparoscópica, convertida para aberta por inflamação severa. Na 2ª semana pós-operatória, apresenta febre de 39 ºC, FC: 115 bpm, PA: 95 × 58 mmHg, FR: 24 irpm e lactato sérico 3,2 mmol/L (valor de referência: 1,0 a 1,5 mmol/L). Os exames laboratoriais mostram leucócitos 18.000/mm³ e cultura de líquido biliar colhida no intraoperatório pendente. Exames de imagem negativos para coleções intracavitárias. O cirurgião indica controle clínico.
Qual é a conduta inicial mais adequada diante da suspeita de sepse pós-operatória?
Homem de 20 anos, passageiro contido no veículo, sofreu colisão auto x auto de baixa energia; deu entrada na emergência transportado pelo SAMU, sob protocolo (colar cervical, prancha e head-block, cobertor térmico e cintos de contenção), consciente, sem dor cervical, sem déficits neurológicos; ausência de intoxicação exógena e sem outras lesões dolorosas. Exame físico completo normal.
Qual conduta deve ser adotada no que se refere à restrição dos movimentos da coluna cervical e à necessidade de estudo radiológico desta?
Homem de 62 anos previamente hígido submetido à gastrectomia distal com reconstrução a Billroth II queixa-se de episódios recorrentes de dor epigástrica tipo cólica e distensão abdominal associada. Refere que os sintomas melhoram após vômitos, que geralmente são biliosos, volumosos e em jato. Associa-se queixa e cansaço e fezes mal-cheirosas e que boiam na água. Exames laboratoriais: hemoglobina: 8,9 g/dL, VCM: 116 fL, HCM: 36 pg, RDW: 18%. Esfregaço de sangue periférico revela macrócitos ovalados e neutrófilos hipersegmentados.
Qual é o diagnóstico mais provável?
Um homem de 28 anos procura o pronto-socorro com dor torácica súbita à direita e dispneia. A radiografia de tórax evidencia pneumotórax espontâneo pequeno, sem sinais de instabilidade hemodinâmica. Após algumas horas de observação, novo exame demonstra aumento do pneumotórax e piora da dispneia.
Qual é a conduta mais adequada?
Um homem de 35 anos é admitido após traumatismo cranioencefálico grave. A tomografia de crânio evidencia hematoma intracraniano associado a edema cerebral. Durante a monitorização, observa-se elevação progressiva da pressão intracraniana.
Assinale a alternativa correta.
Um homem de 70 anos procura atendimento médico ambulatorial devido à abaulamento na região inguinal direita há cerca de 03 anos. Relata que a tumoração permanece fixa, sem redução espontânea ou à tentativa de redução manual. Refere desconforto local, mas nega náuseas, vômitos ou alterações recentes do hábito intestinal. Ao exame, exibe protusão volumosa na região inguinocrural à direita. A palpação abdominal é indolor, e os ruídos hidroaéreos são audíveis, inclusive na região inguinal. O médico refere não ser possível a palpação digital do anel inguinal devido ao volume da região.
Qual a conduta mais adequada para o caso?
Homem, 27 anos, vítima de ferimento por arma branca em hipocôndrio direito, apresenta-se na emergência, pálido e confuso. Sinais vitais = PA: 82 × 48 mmHg; FC: 132 bpm; FR: 24 mrpm; extremidades frias, tempo de enchimento capilar lento. FAST positivo em espaço hepatorrenal (Morrison). Sem sinais de TCE. Já recebeu 1 litro de solução cristaloide no pré-hospitalar. Indicado controle cirúrgico imediato.
Qual estratégia de ressuscitação pré-controle cirúrgico do sangramento é mais adequada?
Um homem de 28 anos apresenta um ferimento por arma branca na região precordial. Ao exame, encontra-se pálido, FC: 128 bm e PA: 90 x 40 mmHg com turgência jugular discreta e bulhas cardíacas hipofonéticas. A radiografia de tórax sugere hemotórax à esquerda. É realizado FAST, porém a avaliação do pericárdio é inconclusiva.
Qual a conduta mais adequada para a investigação de possível lesão cardíaca?
Uma gestante de 34 semanas é levada ao pronto-socorro, após acidente automobilístico, imobilizada em decúbito dorsal sobre prancha rígida e com colar cervical. Apresenta queda da pressão arterial, sem evidência imediata de sangramento externo importante ou grandes lesões. O cirurgião sugere reposicionamento da paciente, sendo evidenciada melhora parcial dos níveis pressóricos.
Em relação às alterações cardiovasculares da gestação avançada e manobra proposta pelo cirurgião durante o atendimento, assinale a alternativa correta.
Um homem de 48 anos apresenta queixas de dor lombar recorrente associada à hematúria microscópica. Um exame recente de tomografia demonstra um cálculo renal sintomático de 2,6 cm localizado no sistema coletor renal.
Qual é a conduta mais adequada para esse caso?
Mulher de 38 anos procura atendimento por cefaleia recorrente há aproximadamente um ano. As crises são caracterizadas por dor unilateral pulsátil, de intensidade moderada a forte, com duração de 12 a 24 horas, acompanhadas de náuseas, fotofobia e fonofobia. Ocorrem cerca de seis vezes ao mês e prejudicam significativamente suas atividades profissionais. Antes de algumas crises, apresenta fenômenos visuais constituídos por pontos luminosos e linhas em zigue-zague, que duram cerca de 20 minutos e desaparecem completamente antes do início da cefaleia. O exame neurológico é normal.
Considerando o diagnóstico mais provável e a frequência das crises, é correto afirmar:
Homem de 34 anos procura atendimento médico devido a episódios recorrentes de dor abdominal, diarreia aquosa e rubor facial súbito nos últimos seis meses. Refere ainda palpitações ocasionais e perda ponderal de 6 kg no período. Nega febre, sangramento digestivo ou uso recente de medicamentos. Ao exame físico: pressão arterial: 118 x 72 mmHg; frequência cardíaca: 88 bpm; abdome flácido, indolor, sem massas palpáveis. Ausculta cardíaca revela sopro sistólico em borda esternal esquerda. Exames laboratoriais mostram hemograma e função renal normais. A dosagem urinária de ácido 5-hidroxi-indolacético (5-HIAA) em 24 horas encontra-se significativamente elevada.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, é correto afirmar:
Mulher de 52 anos, com diagnóstico de artrite reumatoide há 10 anos, em uso de metotrexato 20 mg/semana e ácido fólico, comparece ao ambulatório devido à piora progressiva da dor e do edema em mãos e punhos nos últimos quatro meses, acompanhada de rigidez matinal com duração superior a duas horas. Refere fadiga e dificuldade para realizar atividades cotidianas. Ao exame físico: presença de sinovite dolorosa em articulações metacarpofalângicas e interfalângicas proximais bilateralmente, além de punhos; ausência de nódulos subcutâneos ou manifestações extra-articulares. Exames séricos: hemoglobina: 11,2 g/dL; leucócitos: 7.800/mm³; plaquetas: 410.000/mm³; proteína C reativa: 28 mg/L (normal: < 5); velocidade de hemossedimentação: 52 mm/h; fator reumatoide e anticorpo anti-CCP positivos em altos títulos. Radiografias das mãos demonstram erosões marginais e redução do espaço articular.
Considerando o caso descrito e a atividade persistente da doença apesar do tratamento atual, a conduta mais adequada é:
Mulher de 26 anos, com diagnóstico de lúpus eritematoso sistêmico, é avaliada em consulta de acompanhamento devido ao surgimento de fadiga acentuada, artrite simétrica em mãos, novas lesões cutâneas eritemato-escamosas fotossensíveis e edema progressivo em membros inferiores. O painel laboratorial atual revela proteinúria significativa, hematúria dismórfica, queda acentuada nos níveis séricos de frações do complemento (C3 e C4), além de um perfil de autoanticorpos fortemente reagente contendo anti-dsDNA, anti-nucleossoma, anti-Sm, anti-U1RNP, anti-Ro, anti-célula endotelial e anti-C1q.
Considerando os dados descritos, é correto afirmar:
Homem de 19 anos dá entrada no departamento de emergência após ser encontrado inconsciente em seu quarto. Familiares encontraram frascos vazios de uma medicação de uso contínuo pertencente à sua mãe ao lado do paciente. Ao exame físico: pressão arterial: 85 x 50 mmHg; frequência cardíaca: 55 bpm; frequência respiratória: 8 irpm; temperatura central: 34,2 ºC; SatO₂ em ar ambiente: 88%; escala de Glasgow: 8 (ocular: 2; verbal: 2; motora: 4); pupilas isocóricas e reflexo fotomotor preservado, porém lentificadas; presença de bolhas subepidérmicas tensas e estéreis localizadas nas regiões de pressão (calcanhares e joelhos); restante do tegumento sem alterações, sem sudorese excessiva ou rubor. Gasometria arterial (em ar ambiente): pH: 7,24; PCO₂: 62 mmHg; PO₂: 65 mmHg; bicarbonato: 25 mEq/L. Exames séricos: ureia: 35 mg/dL; creatinina: 0,8 mg/dL; sódio: 140 mEq/L; potássio: 4,0 mEq/L; glicemia capilar: 98 mg/dL. Níveis plasmáticos de acetaminofeno e salicilato indetectáveis. Eletrocardiograma: bradicardia sinusal, sem alargamento do complexo QRS ou prolongamento do intervalo QTc.
Considerando a etiologia mais provável para intoxicação aguda desse paciente, é correto afirmar:
Homem de 26 anos, previamente hígido, procura atendimento médico relatando aumento indolor de volume cervical à esquerda de forma progressiva há dois meses. Ele refere também fadiga limitante, sudorese noturna profusa que o obriga a trocar as roupas de cama, e perda ponderal não intencional de 8 kg (cerca de 11% do seu peso corporal) nos últimos quatro meses. Nega dor local após a ingestão de bebidas alcoólicas e bem como lesões cutâneas. Ao exame físico: hipocorado (+/4+); anictérico; palpa-se um conglomerado linfonodal supraclavicular e cervical à esquerda, de consistência fibroelástica, fixo, indolor, medindo 4,5 cm no maior eixo; o baço é palpável a 3 cm do rebordo costal esquerdo, indolor à palpação. Exames séricos: hemoglobina: 10,8 g/dL (VCM: 77 fL); leucócitos: 11.500/mm³ (com eosinofilia leve); plaquetas: 410.000/mm³; desidrogenase lática: 450 U/L (normal: < 240 U/L); VHS: 85 mm/h; sorologias (HIV, VHB, VHC): não reagentes. Tomografia por emissão de pósitrons (PET-CT): hipercaptação anômala (FDG-ávida) nos linfonodos cervicais esquerdos, cadeias mediastinais anteriores e difusamente no parênquima esplênico.
Considerando a principal hipótese diagnóstica, assinale a alternativa correta.