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Q3746655 Português
TEXTO 2


A flor e a náusea


Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjoo?
Posso, sem armas, revoltar-me?


Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações
e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.


Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas
sem ênfase.


Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.


Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.


Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.

Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.


Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.


Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.


Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do
tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.


Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.


Sento-me no chão da capital do país às cinco horas
da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar,
galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o
nojo e o ódio.


Carlos Drummond de Andrade. A rosa do povo. 1a ed. — São
Paulo: Companhia das Letras, 2012.

Em “O sol consola os doentes e não os renova”, há: 
Alternativas
Q3746654 Português
TEXTO 2


A flor e a náusea


Preso à minha classe e a algumas roupas,
vou de branco pela rua cinzenta.
Melancolias, mercadorias espreitam-me.
Devo seguir até o enjoo?
Posso, sem armas, revoltar-me?


Olhos sujos no relógio da torre:
Não, o tempo não chegou de completa justiça.
O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinações
e espera.
O tempo pobre, o poeta pobre
fundem-se no mesmo impasse.


Em vão me tento explicar, os muros são surdos.
Sob a pele das palavras há cifras e códigos.
O sol consola os doentes e não os renova.
As coisas. Que tristes são as coisas, consideradas
sem ênfase.


Vomitar esse tédio sobre a cidade.
Quarenta anos e nenhum problema
resolvido, sequer colocado.
Nenhuma carta escrita nem recebida.
Todos os homens voltam para casa.


Estão menos livres mas levam jornais
e soletram o mundo, sabendo que o perdem.


Crimes da terra, como perdoá-los?
Tomei parte em muitos, outros escondi.
Alguns achei belos, foram publicados.
Crimes suaves, que ajudam a viver.

Ração diária de erro, distribuída em casa.
Os ferozes padeiros do mal.
Os ferozes leiteiros do mal.


Pôr fogo em tudo, inclusive em mim.
Ao menino de 1918 chamavam anarquista.


Porém meu ódio é o melhor de mim.
Com ele me salvo
e dou a poucos uma esperança mínima.


Uma flor nasceu na rua!
Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do
tráfego.
Uma flor ainda desbotada
ilude a polícia, rompe o asfalto.
Façam completo silêncio, paralisem os negócios,
garanto que uma flor nasceu.


Sua cor não se percebe.
Suas pétalas não se abrem.
Seu nome não está nos livros.
É feia. Mas é realmente uma flor.


Sento-me no chão da capital do país às cinco horas
da tarde
e lentamente passo a mão nessa forma insegura.
Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se.
Pequenos pontos brancos movem-se no mar,
galinhas em pânico.
É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o
nojo e o ódio.


Carlos Drummond de Andrade. A rosa do povo. 1a ed. — São
Paulo: Companhia das Letras, 2012.

No poema, a flor “que fura o asfalto” simboliza:
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Q3746653 Português
TEXTO 1 


A Corrida Contra o Tempo: Reflexões sobre a
Pressa no Mundo Moderno


A correria do dia a dia é uma constante que todos conhecemos bem. Vivemos em um tempo em que a aceleração parece ser a única resposta para a demanda incessante de produtividade e resultados rápidos. Nos arrastamos de um compromisso para o outro, com os olhos sempre fixos no relógio, como se cada segundo perdido fosse um fracasso.

É interessante observar como, em meio a essa pressa generalizada, a sensação de que estamos ficando para trás cresce. Estamos sempre correndo, mas não temos a certeza de que estamos indo para o lugar certo. O mercado exige de nós que sejamos rápidos, que respondamos instantaneamente aos e-mails, que estejamos disponíveis o tempo todo, que não perca o bonde da história. “Aproveite o tempo”, nos dizem, como se fosse uma mercadoria que pode ser estocada e negociada. Mas, na prática, será que conseguimos aproveitar o tempo ou estamos apenas tentando sobreviver à velocidade do mundo em que nos inserimos?

Na sociedade digital, o tempo parece se comprimir. Tudo se torna urgente: uma atualização de status, uma notificação no celular, a chegada de uma nova mensagem. A rapidez virou sinônimo de eficiência, e as pausas, um luxo quase proibido. Quando foi que começamos a valorizar tanto o “fazer” em detrimento do “viver”?

A tecnologia tem sido Ao mesmo tempo em conexão instantânea e um motor dessa aceleração. que nos proporciona uma e facilita muitas tarefas, ela também nos priva da capacidade de desacelerar, de refletir, de saborear o momento presente. Quem se lembra de quando um encontro entre amigos podia ser uma conversa longa, sem pressa de terminar? Ou de quando um livro podia ser lido sem olhar o relógio a cada capítulo?

Claro, não podemos ignorar o fato de que a pressa é, muitas vezes, necessária. Em um mundo globalizado, as demandas são muitas e exigem respostas rápidas. O trabalho, a vida social, as responsabilidades familiares—tudo exige a nossa atenção simultaneamente. No entanto, é válido questionar até que ponto essa pressa não tem afetado nossa saúde mental, nossa capacidade de conexão genuína e, principalmente, a nossa qualidade de vida. 

Olhando para o futuro, talvez seja hora de repensarmos nossa relação com o tempo. Não estou falando de resistir às mudanças tecnológicas ou de abandonar a busca por eficiência, mas de redescobrir o valor do tempo bem vivido, não apenas consumido. Afinal, a vida não se resume à quantidade de coisas que conseguimos fazer em um dia, mas à qualidade das experiências que conseguimos vivenciar.

Em algum momento, precisamos encontrar o equilíbrio. Talvez seja hora de desacelerar um pouco e dar espaço para aquilo que realmente importa—o tempo para respirar, para conversar, para olhar ao redor e perceber o que o presente tem a nos oferecer. Porque, no final das contas, não é a pressa que define o valor da nossa vida, mas a forma como escolhemos viver o tempo que nos é dado.


Por Rafaella Alves Rodrigues. Portal labnoticias.jor.br (online), 2024

 
Em “Quando foi que começamos a valorizar tanto o ‘fazer’...?”, a oração introduzida por “quando” é: 
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Q3746652 Português
TEXTO 1 


A Corrida Contra o Tempo: Reflexões sobre a
Pressa no Mundo Moderno


A correria do dia a dia é uma constante que todos conhecemos bem. Vivemos em um tempo em que a aceleração parece ser a única resposta para a demanda incessante de produtividade e resultados rápidos. Nos arrastamos de um compromisso para o outro, com os olhos sempre fixos no relógio, como se cada segundo perdido fosse um fracasso.

É interessante observar como, em meio a essa pressa generalizada, a sensação de que estamos ficando para trás cresce. Estamos sempre correndo, mas não temos a certeza de que estamos indo para o lugar certo. O mercado exige de nós que sejamos rápidos, que respondamos instantaneamente aos e-mails, que estejamos disponíveis o tempo todo, que não perca o bonde da história. “Aproveite o tempo”, nos dizem, como se fosse uma mercadoria que pode ser estocada e negociada. Mas, na prática, será que conseguimos aproveitar o tempo ou estamos apenas tentando sobreviver à velocidade do mundo em que nos inserimos?

Na sociedade digital, o tempo parece se comprimir. Tudo se torna urgente: uma atualização de status, uma notificação no celular, a chegada de uma nova mensagem. A rapidez virou sinônimo de eficiência, e as pausas, um luxo quase proibido. Quando foi que começamos a valorizar tanto o “fazer” em detrimento do “viver”?

A tecnologia tem sido Ao mesmo tempo em conexão instantânea e um motor dessa aceleração. que nos proporciona uma e facilita muitas tarefas, ela também nos priva da capacidade de desacelerar, de refletir, de saborear o momento presente. Quem se lembra de quando um encontro entre amigos podia ser uma conversa longa, sem pressa de terminar? Ou de quando um livro podia ser lido sem olhar o relógio a cada capítulo?

Claro, não podemos ignorar o fato de que a pressa é, muitas vezes, necessária. Em um mundo globalizado, as demandas são muitas e exigem respostas rápidas. O trabalho, a vida social, as responsabilidades familiares—tudo exige a nossa atenção simultaneamente. No entanto, é válido questionar até que ponto essa pressa não tem afetado nossa saúde mental, nossa capacidade de conexão genuína e, principalmente, a nossa qualidade de vida. 

Olhando para o futuro, talvez seja hora de repensarmos nossa relação com o tempo. Não estou falando de resistir às mudanças tecnológicas ou de abandonar a busca por eficiência, mas de redescobrir o valor do tempo bem vivido, não apenas consumido. Afinal, a vida não se resume à quantidade de coisas que conseguimos fazer em um dia, mas à qualidade das experiências que conseguimos vivenciar.

Em algum momento, precisamos encontrar o equilíbrio. Talvez seja hora de desacelerar um pouco e dar espaço para aquilo que realmente importa—o tempo para respirar, para conversar, para olhar ao redor e perceber o que o presente tem a nos oferecer. Porque, no final das contas, não é a pressa que define o valor da nossa vida, mas a forma como escolhemos viver o tempo que nos é dado.


Por Rafaella Alves Rodrigues. Portal labnoticias.jor.br (online), 2024

 
No trecho “Ao mesmo tempo em que nos proporciona conexão instantânea, ela também nos priva de desacelerar”, o pronome “ela” retoma:
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Q3746651 Português
TEXTO 1 


A Corrida Contra o Tempo: Reflexões sobre a
Pressa no Mundo Moderno


A correria do dia a dia é uma constante que todos conhecemos bem. Vivemos em um tempo em que a aceleração parece ser a única resposta para a demanda incessante de produtividade e resultados rápidos. Nos arrastamos de um compromisso para o outro, com os olhos sempre fixos no relógio, como se cada segundo perdido fosse um fracasso.

É interessante observar como, em meio a essa pressa generalizada, a sensação de que estamos ficando para trás cresce. Estamos sempre correndo, mas não temos a certeza de que estamos indo para o lugar certo. O mercado exige de nós que sejamos rápidos, que respondamos instantaneamente aos e-mails, que estejamos disponíveis o tempo todo, que não perca o bonde da história. “Aproveite o tempo”, nos dizem, como se fosse uma mercadoria que pode ser estocada e negociada. Mas, na prática, será que conseguimos aproveitar o tempo ou estamos apenas tentando sobreviver à velocidade do mundo em que nos inserimos?

Na sociedade digital, o tempo parece se comprimir. Tudo se torna urgente: uma atualização de status, uma notificação no celular, a chegada de uma nova mensagem. A rapidez virou sinônimo de eficiência, e as pausas, um luxo quase proibido. Quando foi que começamos a valorizar tanto o “fazer” em detrimento do “viver”?

A tecnologia tem sido Ao mesmo tempo em conexão instantânea e um motor dessa aceleração. que nos proporciona uma e facilita muitas tarefas, ela também nos priva da capacidade de desacelerar, de refletir, de saborear o momento presente. Quem se lembra de quando um encontro entre amigos podia ser uma conversa longa, sem pressa de terminar? Ou de quando um livro podia ser lido sem olhar o relógio a cada capítulo?

Claro, não podemos ignorar o fato de que a pressa é, muitas vezes, necessária. Em um mundo globalizado, as demandas são muitas e exigem respostas rápidas. O trabalho, a vida social, as responsabilidades familiares—tudo exige a nossa atenção simultaneamente. No entanto, é válido questionar até que ponto essa pressa não tem afetado nossa saúde mental, nossa capacidade de conexão genuína e, principalmente, a nossa qualidade de vida. 

Olhando para o futuro, talvez seja hora de repensarmos nossa relação com o tempo. Não estou falando de resistir às mudanças tecnológicas ou de abandonar a busca por eficiência, mas de redescobrir o valor do tempo bem vivido, não apenas consumido. Afinal, a vida não se resume à quantidade de coisas que conseguimos fazer em um dia, mas à qualidade das experiências que conseguimos vivenciar.

Em algum momento, precisamos encontrar o equilíbrio. Talvez seja hora de desacelerar um pouco e dar espaço para aquilo que realmente importa—o tempo para respirar, para conversar, para olhar ao redor e perceber o que o presente tem a nos oferecer. Porque, no final das contas, não é a pressa que define o valor da nossa vida, mas a forma como escolhemos viver o tempo que nos é dado.


Por Rafaella Alves Rodrigues. Portal labnoticias.jor.br (online), 2024

 
No trecho “o tempo parece se comprimir”, ocorre:
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Q3746650 Português
TEXTO 1 


A Corrida Contra o Tempo: Reflexões sobre a
Pressa no Mundo Moderno


A correria do dia a dia é uma constante que todos conhecemos bem. Vivemos em um tempo em que a aceleração parece ser a única resposta para a demanda incessante de produtividade e resultados rápidos. Nos arrastamos de um compromisso para o outro, com os olhos sempre fixos no relógio, como se cada segundo perdido fosse um fracasso.

É interessante observar como, em meio a essa pressa generalizada, a sensação de que estamos ficando para trás cresce. Estamos sempre correndo, mas não temos a certeza de que estamos indo para o lugar certo. O mercado exige de nós que sejamos rápidos, que respondamos instantaneamente aos e-mails, que estejamos disponíveis o tempo todo, que não perca o bonde da história. “Aproveite o tempo”, nos dizem, como se fosse uma mercadoria que pode ser estocada e negociada. Mas, na prática, será que conseguimos aproveitar o tempo ou estamos apenas tentando sobreviver à velocidade do mundo em que nos inserimos?

Na sociedade digital, o tempo parece se comprimir. Tudo se torna urgente: uma atualização de status, uma notificação no celular, a chegada de uma nova mensagem. A rapidez virou sinônimo de eficiência, e as pausas, um luxo quase proibido. Quando foi que começamos a valorizar tanto o “fazer” em detrimento do “viver”?

A tecnologia tem sido Ao mesmo tempo em conexão instantânea e um motor dessa aceleração. que nos proporciona uma e facilita muitas tarefas, ela também nos priva da capacidade de desacelerar, de refletir, de saborear o momento presente. Quem se lembra de quando um encontro entre amigos podia ser uma conversa longa, sem pressa de terminar? Ou de quando um livro podia ser lido sem olhar o relógio a cada capítulo?

Claro, não podemos ignorar o fato de que a pressa é, muitas vezes, necessária. Em um mundo globalizado, as demandas são muitas e exigem respostas rápidas. O trabalho, a vida social, as responsabilidades familiares—tudo exige a nossa atenção simultaneamente. No entanto, é válido questionar até que ponto essa pressa não tem afetado nossa saúde mental, nossa capacidade de conexão genuína e, principalmente, a nossa qualidade de vida. 

Olhando para o futuro, talvez seja hora de repensarmos nossa relação com o tempo. Não estou falando de resistir às mudanças tecnológicas ou de abandonar a busca por eficiência, mas de redescobrir o valor do tempo bem vivido, não apenas consumido. Afinal, a vida não se resume à quantidade de coisas que conseguimos fazer em um dia, mas à qualidade das experiências que conseguimos vivenciar.

Em algum momento, precisamos encontrar o equilíbrio. Talvez seja hora de desacelerar um pouco e dar espaço para aquilo que realmente importa—o tempo para respirar, para conversar, para olhar ao redor e perceber o que o presente tem a nos oferecer. Porque, no final das contas, não é a pressa que define o valor da nossa vida, mas a forma como escolhemos viver o tempo que nos é dado.


Por Rafaella Alves Rodrigues. Portal labnoticias.jor.br (online), 2024

 
No trecho do texto 1: “A tecnologia tem sido um motor dessa aceleração, pois proporciona conexão instantânea e facilita muitas tarefas.”
O conectivo “pois” expressa uma relação de:
Alternativas
Q3746649 Português
TEXTO 1 


A Corrida Contra o Tempo: Reflexões sobre a
Pressa no Mundo Moderno


A correria do dia a dia é uma constante que todos conhecemos bem. Vivemos em um tempo em que a aceleração parece ser a única resposta para a demanda incessante de produtividade e resultados rápidos. Nos arrastamos de um compromisso para o outro, com os olhos sempre fixos no relógio, como se cada segundo perdido fosse um fracasso.

É interessante observar como, em meio a essa pressa generalizada, a sensação de que estamos ficando para trás cresce. Estamos sempre correndo, mas não temos a certeza de que estamos indo para o lugar certo. O mercado exige de nós que sejamos rápidos, que respondamos instantaneamente aos e-mails, que estejamos disponíveis o tempo todo, que não perca o bonde da história. “Aproveite o tempo”, nos dizem, como se fosse uma mercadoria que pode ser estocada e negociada. Mas, na prática, será que conseguimos aproveitar o tempo ou estamos apenas tentando sobreviver à velocidade do mundo em que nos inserimos?

Na sociedade digital, o tempo parece se comprimir. Tudo se torna urgente: uma atualização de status, uma notificação no celular, a chegada de uma nova mensagem. A rapidez virou sinônimo de eficiência, e as pausas, um luxo quase proibido. Quando foi que começamos a valorizar tanto o “fazer” em detrimento do “viver”?

A tecnologia tem sido Ao mesmo tempo em conexão instantânea e um motor dessa aceleração. que nos proporciona uma e facilita muitas tarefas, ela também nos priva da capacidade de desacelerar, de refletir, de saborear o momento presente. Quem se lembra de quando um encontro entre amigos podia ser uma conversa longa, sem pressa de terminar? Ou de quando um livro podia ser lido sem olhar o relógio a cada capítulo?

Claro, não podemos ignorar o fato de que a pressa é, muitas vezes, necessária. Em um mundo globalizado, as demandas são muitas e exigem respostas rápidas. O trabalho, a vida social, as responsabilidades familiares—tudo exige a nossa atenção simultaneamente. No entanto, é válido questionar até que ponto essa pressa não tem afetado nossa saúde mental, nossa capacidade de conexão genuína e, principalmente, a nossa qualidade de vida. 

Olhando para o futuro, talvez seja hora de repensarmos nossa relação com o tempo. Não estou falando de resistir às mudanças tecnológicas ou de abandonar a busca por eficiência, mas de redescobrir o valor do tempo bem vivido, não apenas consumido. Afinal, a vida não se resume à quantidade de coisas que conseguimos fazer em um dia, mas à qualidade das experiências que conseguimos vivenciar.

Em algum momento, precisamos encontrar o equilíbrio. Talvez seja hora de desacelerar um pouco e dar espaço para aquilo que realmente importa—o tempo para respirar, para conversar, para olhar ao redor e perceber o que o presente tem a nos oferecer. Porque, no final das contas, não é a pressa que define o valor da nossa vida, mas a forma como escolhemos viver o tempo que nos é dado.


Por Rafaella Alves Rodrigues. Portal labnoticias.jor.br (online), 2024

 
Segundo o Texto 1, a sensação de “estar sempre ficando para trás” ocorre porque: 
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Q3737793 Direito Ambiental

A proteção ambiental no município de Franca é regulamentada por legislação específica que disciplina o lançamento de esgoto doméstico, o uso da rede coletora pública e as restrições aplicáveis a bacias hidrográficas sensíveis. Acerca dessas disposições, marque (V), para as afirmativas verdadeiras, e (F), para as falsas.



( ) O lançamento de águas pluviais na rede de esgoto doméstico é autorizado apenas durante o período de chuvas intensas, desde que com prévia comunicação ao órgão competente.


( ) O esgoto doméstico produzido dentro do perímetro urbano deve ser encaminhado à rede coletora pública e devidamente tratado antes de seu lançamento nos corpos d'água receptores.


( ) Loteamentos instalados antes da edição da Lei Complementar nº 09/1996 podem lançar esgotos na bacia do Rio Canoas desde que utilizem filtros anaeróbios com vedação dupla.


( ) Propriedades na bacia do Rio Canoas estão proibidas de lançar esgoto in natura nos corpos d'água e devem seguir a orientação da Secretaria Municipal do Meio Ambiente quanto ao tratamento adequado.



Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo.

Alternativas
Q3737792 Sistemas Operacionais

O sistema operacional Windows é utilizado amplamente em ambientes pessoais e corporativos, sendo dotado de funcionalidades que otimizam a interação do usuário com o computador. Dentre essas funcionalidades, há aquelas relacionadas à manipulação de arquivos e pastas, que exigem conhecimento do comportamento do sistema. Assim, analise as afirmativas a seguir.



I. O comando CTRL + Z é utilizado para desfazer a última ação realizada, sendo aplicável em operações de recorte, colagem ou exclusão, inclusive fora dos aplicativos do Office.


II. O botão "Excluir" do teclado, quando pressionado com a tecla SHIFT, move os arquivos para a Lixeira, permitindo sua recuperação posterior pelo usuário, salvo se configurado diferentemente nas opções de pasta.


III. O Windows permite a criação de atalhos para arquivos, pastas e aplicativos, possibilitando acesso facilitado sem duplicação de conteúdo no disco.



Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3737791 Legislação de Trânsito
A circulação de veículos nas vias públicas urbanas deve obedecer às normas previstas no Código de Trânsito Brasileiro. Considerando as disposições iniciais da legislação, analise as responsabilidades atribuídas aos condutores e aos órgãos do Sistema Nacional de Trânsito no tocante à garantia do direito à mobilidade segura.
Alternativas
Q3737790 Noções de Informática

Com a crescente integração entre ferramentas de escritório e serviços de nuvem, tornou-se comum o uso simultâneo de aplicativos como o Word, Excel e serviços online para edição colaborativa de documentos. Acerca do assunto, marque (V), para as afirmativas verdadeiras, e (F), para as falsas.



( ) A função "Compartilhar" nos aplicativos do Office permite editar arquivos simultaneamente com outras pessoas, desde que todos estejam conectados à internet e com permissões apropriadas.


( ) O Excel 2013 permite salvar arquivos automaticamente na nuvem usando o recurso AutoSave, que atua em conjunto com o OneDrive ou SharePoint.


( ) O Word 2016 não possui compatibilidade com edições simultâneas em nuvem, exigindo o envio de arquivos como anexo para cada revisão individual.


( ) A versão 2016 do Excel introduziu funções como TEXTJOIN e IFS, que aumentam a capacidade de manipulação lógica e de texto das planilhas.



Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: 

Alternativas
Q3737789 Legislação dos Municípios do Estado de São Paulo
O transporte e o manuseio de cargas em áreas públicas urbanas demandam cuidados específicos para garantir a segurança dos transeuntes e a conservação da higiene urbana. De acordo com a legislação vigente no município de Franca, considere o que se exige quanto à proteção dos logradouros, durante essas atividades e assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3737788 Direito Penal

O Código Penal estabelece regras claras sobre a responsabilidade criminal das pessoas que colaboram na prática de delitos, abordando diferentes graus de participação e circunstâncias que influenciam a aplicação das penas. Considerando o que dispõe o Título IV sobre o concurso de pessoas, analise as afirmativas a seguir.



I. Quando alguém participa de um crime menos grave, mas ocorre um resultado mais grave, a pena será a do crime pretendido, podendo ser aumentada até metade se o resultado mais grave era previsível.


II. Se a participação for considerada de menor importância, poderá ocorrer a diminuição da pena de um sexto a um terço.


III. As condições e circunstâncias de caráter pessoal sempre se comunicam entre os participantes do crime, independente de serem elementares do delito.



Está correto o que se afirma em:

Alternativas
Q3737787 Direito Penal

O Código Penal Brasileiro regula condutas que atentam contra a paz pública, incluindo crimes que envolvem a incitação ou a apologia de práticas delituosas. Esses delitos são descritos nos artigos 286 e 287, que estabelecem penalidades para atos que comprometem a ordem social. Um aspecto técnico relevante nesses dispositivos é a distinção entre os elementos objetivos e subjetivos que caracterizam a incitação e a apologia. Acerca do assunto, marque (V), para as afirmativas verdadeiras, e (F), para as falsas.



( ) A incitação pública à prática de crime, prevista no Art. 286 do Código Penal, exige que o agente atue com dolo direto, buscando efetivamente que o crime incitado seja praticado, sendo irrelevante se o resultado pretendido ocorre ou não.


( ) A apologia de crime, conforme o Art. 287 do Código Penal, caracteriza-se pela exaltação pública de um fato criminoso ou de seu autor, sendo necessário que o agente pratique o ato em local de grande circulação para que o delito se configure.


( ) O parágrafo único do Art. 286 do Código Penal equipara, em termos de pena, a incitação pública à prática de crime à incitação de animosidade entre as Forças Armadas ou contra instituições civis, independentemente do meio utilizado para a prática do delito.


( ) O crime de apologia de crime ou criminoso, previsto no Art. 287 do Código Penal, é de perigo abstrato, não exigindo a comprovação de que a conduta do agente tenha causado risco concreto à paz pública.



Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: 

Alternativas
Q3737786 Direito Administrativo
Em um município brasileiro, a administração pública realizou processo licitatório para a contratação de serviços de limpeza urbana, utilizando a modalidade concorrência pública. Durante a fase de habilitação, surgiram questionamentos sobre os requisitos exigidos no edital, que incluíam a apresentação de certidões negativas e demonstrações de capacidade técnica. Um aspecto técnico relevante nesse contexto é a correta aplicação dos princípios que regem os processos licitatórios, especialmente no que tange à habilitação dos licitantes. Com base nesse cenário, assinale a alternativa correta acerca dos princípios e requisitos aplicáveis à fase de habilitação em licitações públicas.
Alternativas
Q3737785 Noções de Informática
Durante a elaboração de um relatório gerencial, uma profissional precisou cruzar dados tabulares com texto explicativo. Para isso, utilizou ferramentas do Word e do Excel que facilitam a edição simultânea de conteúdo e a análise de informações numéricas. Considerando as funcionalidades mais utilizadas desses aplicativos, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q3737784 Direito Digital

A Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018) estabelece regras sobre o tratamento de informações que permitem a identificação de pessoas naturais. Dentre os conceitos fundamentais dessa legislação, encontram-se papéis distintos atribuídos aos agentes de tratamento. Sobre isso, analise as afirmativas a seguir.



I. O controlador é quem decide sobre o tratamento dos dados pessoais, enquanto o operador apenas executa as ordens e operações delegadas por este.


II. O dado anonimizado é aquele que contém metadados que, se acessados por qualquer terceiro, podem permitir a reidentificação do titular por meio de técnicas de engenharia reversa.


III. O titular é a pessoa natural a quem se referem os dados pessoais, sendo, portanto, a figura central da proteção conferida pela LGPD.



Está correto o que se afirma em: 

Alternativas
Q3737783 Matemática
André contratou uma transportadora que cobra seu serviço por meio da função f(x) = 50 + 6x, onde x é a quantidade de quilômetros rodados. Se André vai pagar R$1.634,00, quantos quilômetros serão rodados para fazer a sua entrega?
Alternativas
Q3737782 Matemática
Fernanda é paisagista e está projetando um canteiro de flores em formato retangular para o jardim do prédio de sua empresa, em uma área cuja largura é 4 metros menor que o comprimento. Se a área total da região é de 96m², quais são as suas dimensões?
Alternativas
Q3737781 Matemática
Joaquim fez uma piscininha para seus netos, com 2 metros de comprimento, 1,5 metro de largura e 80 centímetros de altura. Qual será o volume total de água necessário para encher completamente a piscina?
Alternativas
Respostas
4881: B
4882: C
4883: B
4884: D
4885: C
4886: C
4887: B
4888: D
4889: B
4890: D
4891: A
4892: A
4893: A
4894: D
4895: D
4896: C
4897: A
4898: B
4899: C
4900: C