Home Concursos Públicos Questões Q3746654 No poema, a flor “que fura o asfalto” simboliza: Próximas questões Com base no mesmo assunto Q3746654 Português Interpretação de Textos , Ano: 2025 Banca: EDUCA Órgão: Prefeitura de Brejo do Cruz - PB Provas: EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Agente Administrativo | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Agente de Endemias | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Agente Comunitário de Saúde – UBS – 1.2.3. | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Agente de Fiscal Ambiental | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Artesã CAPS | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Auxiliar de Desenvolvimento Infantil | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Auxiliar de Serviços Odontológicos | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Cuidador Escolar Alunos Especiais | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Maestro | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Recepcionista | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Socorrista do SAMU | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Técnico Agropecuária | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Técnico de Enfermagem | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Técnico de Raio X | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Técnico de Tecnologia da Informação | EDUCA - 2025 - Prefeitura de Brejo do Cruz - PB - Técnico em Edificações | Q3746654 Português Texto associado TEXTO 2A flor e a náuseaPreso à minha classe e a algumas roupas,vou de branco pela rua cinzenta.Melancolias, mercadorias espreitam-me.Devo seguir até o enjoo?Posso, sem armas, revoltar-me?Olhos sujos no relógio da torre:Não, o tempo não chegou de completa justiça.O tempo é ainda de fezes, maus poemas, alucinaçõese espera.O tempo pobre, o poeta pobrefundem-se no mesmo impasse.Em vão me tento explicar, os muros são surdos.Sob a pele das palavras há cifras e códigos.O sol consola os doentes e não os renova.As coisas. Que tristes são as coisas, consideradassem ênfase. Vomitar esse tédio sobre a cidade. Quarenta anos e nenhum problema resolvido, sequer colocado. Nenhuma carta escrita nem recebida. Todos os homens voltam para casa. Estão menos livres mas levam jornais e soletram o mundo, sabendo que o perdem. Crimes da terra, como perdoá-los? Tomei parte em muitos, outros escondi. Alguns achei belos, foram publicados. Crimes suaves, que ajudam a viver. Ração diária de erro, distribuída em casa. Os ferozes padeiros do mal. Os ferozes leiteiros do mal. Pôr fogo em tudo, inclusive em mim. Ao menino de 1918 chamavam anarquista. Porém meu ódio é o melhor de mim. Com ele me salvo e dou a poucos uma esperança mínima. Uma flor nasceu na rua! Passem de longe, bondes, ônibus, rio de aço do tráfego. Uma flor ainda desbotada ilude a polícia, rompe o asfalto. Façam completo silêncio, paralisem os negócios, garanto que uma flor nasceu. Sua cor não se percebe. Suas pétalas não se abrem. Seu nome não está nos livros. É feia. Mas é realmente uma flor. Sento-me no chão da capital do país às cinco horas da tarde e lentamente passo a mão nessa forma insegura. Do lado das montanhas, nuvens maciças avolumam-se. Pequenos pontos brancos movem-se no mar, galinhas em pânico. É feia. Mas é uma flor. Furou o asfalto, o tédio, o nojo e o ódio. Carlos Drummond de Andrade. A rosa do povo. 1a ed. — São Paulo: Companhia das Letras, 2012. No poema, a flor “que fura o asfalto” simboliza: Alternativas A A continuidade da vida urbana. B O perigo da modernização exagerada. C A esperança que resiste apesar do ambiente hostil. D A fragilidade humana diante do progresso. Responder Incorreta. Gabarito oficial da banca: Esse erro também aparece no seu Resumão. Veja o que melhorar teste Parabéns! Você acertou! Esse acerto está no seu Resumão. Ver Resumão da semana teste Ficou com dúvidas? Gabarito Comentado (1) Aulas Comentários Estatísticas Cadernos Criar anotações Notificar Erro Salvar novo filtro Nome do novo filtro