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Q3168768 Segurança e Saúde no Trabalho
Um dos Técnicos em Segurança do Trabalho da prefeitura de um município de médio porte, recebeu a incumbência de fazer os estudos e apresentar um plano de trabalho para a futura criação de uma Brigada de Incêndio para a edificação da própria prefeitura, nos moldes do que preconiza a Instrução Normativa IN 28, do CBMSC (Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina). Na apresentação do plano de trabalho, o profissional citado mencionou as responsabilidades envolvidas no cotidiano de uma Brigada de Incêndio. Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, levando-se em consideração o texto da referida Instrução Normativa:

Primeira coluna: responsável
1. Responsável Técnico.
2. Responsável pelo imóvel.
3. Coordenador da Brigada.
4. Chefe da Brigada.
5. Líder da Brigada.

Segunda coluna: responsabilidade
(__)Manter o número mínimo de brigadistas capacitados, por turno, conforme exigido na IN 28.
(__)Distribuição dos brigadistas na edificação, devendo realizá-la sempre que possível de maneira uniforme e proporcional entre os blocos, setores e pavimentos da edificação, considerando os riscos existentes.
(__)Arquivar todos os documentos que comprovem o funcionamento da Brigada de Incêndio, no mínimo por 5 anos, para uso do CBMSC em pesquisas e perícias de incêndio.
(__)Coordenação das ações de emergência de toda edificação, independentemente do número de blocos ou turnos.
(__)Coordenação e execução das ações de emergência em seu respectivo local de atuação.

Assinale a opção que indica a relação correta, segundo a ordem apresentada:
Alternativas
Q3168767 Segurança e Saúde no Trabalho
O SESMT (Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho) de uma prefeitura recebeu a incumbência de adequar os trabalhos de limpeza urbana da cidade. Um Técnico em Segurança do Trabalho foi encarregado de verificar a situação dos trabalhadores dessas áreas e fez um levantamento das necessidades mais urgentes para a criação de um plano de trabalho, tanto para os servidores daquela prefeitura, quanto para os trabalhadores de empresas terceirizadas via processo licitatório para prestação desses serviços. O referido técnico utilizou-se dos preceitos legais contidos na Norma Regulamentadora NR 38 (Segurança e Saúde no Trabalho nas Atividades de Limpeza Urbana e Manejo de Resíduos Sólidos) do Ministério do Trabalho para embasar seus apontamentos. Considere as asserções a seguir relacionadas à Norma Regulamentadora NR 38 do Ministério do Trabalho e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)O PCMSO (Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional) deve prever programa de imunização ativa, principalmente contra tétano e hepatite B, considerando a avaliação de riscos ocupacionais previstos no Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR).
(__)Deve ser fornecido ao empregado comprovante das vacinas quando fornecidas pela organização. Quando a vacinação for realizada na rede pública, a organização deve solicitar aos empregados que apresentem o respectivo certificado de vacinação.
(__)A organização deve assegurar que os trabalhadores tenham acesso à material informativo sobre a necessidade da vacinação identificada no PCMSO e seus benefícios, assim como dos possíveis riscos a que estarão expostos por falta ou recusa dessa vacinação.
(__)A vacinação deve obedecer às recomendações do Ministério da Saúde, não podendo ser aceita vacinação anterior, feita na rede pública ou em outra empresa.

Assinale a alternativa com a sequência correta:
Alternativas
Q3168766 Segurança e Saúde no Trabalho
Em um treinamento para os membros da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes e de Assédio (CIPA) sobre a montagem do Mapa de Riscos Ocupacionais, o Técnico em Segurança do Trabalho explicou e exemplificou todos os grupos de riscos, com suas respectivas cores para a representação gráfica do mapa. Ao encontro disso, assinale, a seguir, a afirmativa que apresenta única e exclusivamente Riscos de Acidentes (grupo de riscos de cor azul no Mapa de Ocupacionais): 
Alternativas
Q3168765 Segurança e Saúde no Trabalho
 O desafio que se coloca atualmente para aqueles que defendem a integridade física e a saúde dos trabalhadores é exatamente dominar os diferentes riscos nos locais de trabalho. Torna-se necessário, portanto, aos técnicos de segurança conhecer e aplicar adequadamente as ferramentas da prevenção que se constituem em verdadeiros "obstáculos" aos acidentes e doenças laborais. As investigações e análises dos acidentes de trabalho são o primeiro passo para compreender as causas efetivas que motivam as perdas humanas e materiais. A partir daí, aplicando-se os conhecimentos acidentários historicamente acumulados, será possível operar os sistemas, especialmente os produtivos, dentro das faixas de segurança aceitáveis, permitindo o convívio das pessoas com os riscos, que previamente conhecidos, serão eliminados ou controlados. Uma das técnicas de identificação de perigos e operabilidade usada em Análises de Riscos consiste em detectar desvios de variáveis de processo em relação a valores estabelecidos como normais. O principal objetivo são os sistemas e o foco são os desvios das variáveis de processo.

Assinale a alternativa correta quanto à ferramenta de investigação e análise riscos e de investigação de acidentes anteriormente citada:
Alternativas
Q3168764 Segurança e Saúde no Trabalho
A prefeitura de um município do estado de Santa Catarina está se preparando para fazer as adequações preconizadas pela Norma Regulamentadora NR 17 (Ergonomia) do Ministério do Trabalho e, para tanto, solicitou informações ao SESMT (Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho). Um Técnico em Segurança do Trabalho foi então encarregado de fazer um compilado com as principais informações e apresentá-las à gestão superior do município.

Considere as asserções abaixo, relativas aos aspectos contidos na NR 17:

I.A avaliação ergonômica preliminar das situações de trabalho deve ser realizada sempre por meio de abordagens quantitativas, independente do risco e dos requisitos legais, a fim de identificar os perigos e produzir informações para o planejamento das medidas de prevenção necessárias.
II.Os resultados da avaliação ergonômica preliminar devem integrar o inventário de riscos do PGR (Programa de Gerenciamento de Riscos).
III.O relatório da Análise Ergonômica do Trabalho (AET), quando realizada, deve ficar à disposição na organização pelo prazo de 20 (vinte) anos.
IV.Os superiores hierárquicos diretos dos trabalhadores devem ser orientados para buscar estimular o tratamento justo e respeitoso nas relações pessoais no ambiente de trabalho

Em relação ao conteúdo da Norma Regulamentadora NR 17 sobre ergonomia, é correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3168763 Segurança e Saúde no Trabalho
Uma empresa recebeu uma notificação informando que receberia a visita de um Auditor Fiscal do Trabalho para averiguação de condições de iminente risco na obra de ampliação da sua área de produção. Diante disso, o Técnico em Segurança foi chamado para tirar algumas dúvidas da administração superior da organização quanto à visita. O Técnico então esclareceu que a Norma Regulamentadora NR 3, do Ministério do Trabalho, estabelece as diretrizes para caracterização do grave risco e os requisitos técnicos objetivos de embargo e interdição. Ao avaliar os riscos, o Auditor Fiscal do Trabalho deve considerar a consequência e a probabilidade separadamente, devendo fazer a classificação da consequência e da probabilidade de forma fundamentada.

Isso posto, avalie as asserções a seguir, com base nos preceitos contidos na referida Norma Regulamentadora:

I.A interdição implica a paralisação parcial ou total da obra.
II.O embargo implica a paralisação parcial ou total da atividade, da máquina ou equipamento, do setor de serviço ou do estabelecimento.
III.Em uma probabilidade de ocorrência de um risco, classificada como "possível", as medidas de prevenção apresentam desvios ou problemas significativos. Não há garantias de que as medidas sejam mantidas. Uma consequência talvez aconteça, com possibilidade de que se efetive como concebível.
IV.Em uma probabilidade de ocorrência de um risco, classificada como "remota", as medidas de prevenção são adequadas, mas com pequenos desvios. Ainda que em funcionamento, não há garantias de que sejam mantidas sempre ou a longo prazo. Uma consequência é pouco provável que aconteça, quase improvável.
V. Em uma probabilidade de ocorrência de um risco, classificada como "provável", as medidas de prevenção são inexistentes ou reconhecidamente inadequadas. Uma consequência é esperada, com grande probabilidade de que aconteça ou se realize.

Em relação ao conteúdo da Norma Regulamentadora NR 3, é correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3168762 Segurança e Saúde no Trabalho
O paradigma cultural predominante no Brasil em relação à Segurança e Saúde no Trabalho baseia-se na visão de que o sistema técnico é confiável e o ser humano constitui o elo frágil da corrente. As falhas humanas são consideradas decorrentes de fatores individuais e do desrespeito às normas prescritas, fruto de decisões "conscientes" dos trabalhadores. Nesse contexto, as medidas adotadas quase sempre se resumem a punições e a treinamentos. A realidade brasileira, em termos de Segurança e Saúde no Trabalho, é extremamente heterogênea. Gera desde eventos adversos de diagnóstico evidente até situações complexas que demandam estudos aprofundados. A necessidade de não se ter ideias preconcebidas sobre os processos, equipamentos, pessoas envolvidas e outros aspectos, pois podem cegar os analistas sobre as reais circunstâncias envolvidas no evento. Acreditar que se sabe tudo implica no comprometimento da análise e investigação dos acidentes de trabalho. Relacione os conceitos da primeira coluna com as respectivas situações da segunda coluna:

Primeira coluna: conceito
1. Acidente de Trabalho.
2. Incidente.
3. Circunstância Indesejada.

Segunda coluna: situação
(__)Andaime cai próximo a um trabalhador que consegue sair a tempo e não sofre lesão.
(__)Andaime cai sobre a perna de um trabalhador que sofre fratura da tíbia.
(__)Trabalhar em andaime fixado inadequadamente (instável).

Assinale a opção que indica a relação correta entre as colunas:
Alternativas
Q3168761 Conhecimentos Gerais
A necessidade de atualização profissional constante tem sido intensificada pela transformação digital. Sobre este cenário, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3168759 Conhecimentos Gerais
O conceito de economia circular tem ganhado relevância no contexto da sustentabilidade. Sobre este modelo econômico, pode-se afirmar que:
Alternativas
Q3168755 Português
"As batidas na porta ecoaram como um prenúncio de samba. O coração de Ana Davenga naquela quase meia-noite, tão aflito, apaziguou um pouco. Tudo era paz então, uma relativa paz. Deu um salto da cama e abriu a porta. Todos entraram, menos o seu. Os homens cercaram Ana Davenga. As mulheres ouvindo o movimento vindo do barraco de Ana foram também. De repente, naquele minúsculo espaço coube o mundo. Ana Davenga reconhecera a batida. Ela não havia confundido a senha. O toque prenúncio de samba ou de macumba estava a dizer que tudo estava bem. Tudo paz, na medida do possível. Um toque diferente, de batidas apressadas, dizia de algo mau, ruim, danoso no ar. O toque que ela ouvira antes não prenunciava desgraça alguma. Se era assim, onde andava o seu, já que os das outras estavam ali? Por onde andava o seu homem? Por que Davenga não estava ali?"

No trecho do conto "Ana Davenga", de Conceição Evaristo, é possível afirmar que:

(__)As batidas na porta representavam um código que podia indicar, a depender do ritmo e quantidade de batidas, algo bom ou ruim, servindo de mensagem para Ana Davenga.
(__)Em "Todos entraram, menos o seu", temos um problema de referenciação, não sendo possível identificar a quem se refere o pronome "seu".
(__)Em "As batidas na porta ecoaram como um prenúncio de samba", temos uma comparação entre o ritmo das batidas e as batidas de uma roda de samba.

Marcando V, para verdadeiras, e F, para falsas, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3168752 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Itamar Vieira Junior e Doramar : sobre uma épica dos excluídos


Wander Melo Miranda


A primeira impressão que se tem de Doramar ou a odisseia , de Itamar Vieira Junior, não é apenas o título inusitado e instigante, mas a de que todas as personagens, geralmente mulheres, "respiram terra, cheiram terra, são terra". A força telúrica do livro vem, pois, da simbiose perfeita entre elementos da natureza e do feminino, ligados a uma ancestralidade que o autor faz questão de afirmar na dedicatória do livro às "mulheres, maternas, ancestrais" e na epígrafe tomada de empréstimo ao poeta sírio Adonis, com a qual se identifica: "Nasci numa aldeia/ pequena, reclusa como o útero/ e ainda não saí dela".

Não se espere, por isso, uma guinada regionalista da narrativa à maneira do romance brasileiro de 1930, mesmo porque pouquíssimas vezes há localizações geográficas precisas — quase sempre feitas apenas uma só vez: Brasil, Salvador, Dakar — e nenhum apelo a vocabulário e sintaxe locais ou regionais. A aposta de Vieira Junior é outra, refinada e inovadora no contexto atual, em que o tema urbano predomina. Vale-se do problema fundiário e da questão escravocrata, que nos assolam desde que o colonizador aqui chegou, para traçar o amplo arco de desolação que acompanha historicamente os deserdados da terra, em geral afrodescendentes e indígenas, fazendo ressoar uma voz que "atroa na noite da memória".

Walter Benjamim opõe a História contínua do vencedor (branco, acrescente-se) à tradição descontínua do vencido em busca da sua própria história. Vieira Junior a transforma na narrativa meio épica, meio lírica das vicissitudes de personagens rumo à liberdade perdida na travessia do mar que traz "os nossos para morrer de maus tratos e trabalho", como diz o "nós" que narra Farol das almas e outras histórias e faz delas expressão de uma comunidade de destino. Ou então pode ser a voz solitária de Alma, no texto homônimo, escravizada que mata os senhores de engenho falidos, foge e se livra de vez da violência extrema sofrida, não sem antes enfrentar obstáculos sem fim, os quais supera com força e persistência incomuns, instigada pelo desejo do "acalanto de um lugar onde exista a liberdade".

Por sua vez, Doramar, ao sair para a rua, se depara com um "cão moribundo encolhido de morte" e se vê lançada — numa identificação inconsciente com o animal — a uma sorte de epifania às avessas das donas-de-casa de Clarice Lispector, escritora presente numa frase do texto.

Mas a vez agora não é a da patroa da zona sul carioca, mas a da "empregada doméstica cansada de seu trabalho". A imagem do cão e seu desamparo, que é também o dela, desencadeia a revisita ao passado miserável que se mistura com o presente e dá à personagem — dor, amar, mar, ar: "cabe um mar inteiro em seu nome" — consciência do seu lugar subalterno na história que se conta e, enfim, a leva "ao encontro consigo mesma", num final surpreendente, como nos melhores contos clariceanos.

Como toda narrativa épica que se preza — uma épica dos excluídos, vale destacar —, peripécias, acontecimentos singulares, aventuras extraordinárias adquirem um tom fabular e encantatório que não diminui o viés participante dos textos, antes o ressalta, retomando, assim, a natureza ancestral das narrativas orais de onde parecem provir. É o caso, por exemplo, de O espírito aboni das coisas , que mistura palavras da língua jarawara com o português, para narrar o périplo de Tokowisa em busca das folhas e frutos da palmeira de abatosi para curar sua mulher Yanice, grávida. Ou então, em O que queima , onde Som-de-Pé se sente morrer com as árvores, plantas e bichos. 

Apesar das dificuldades que enfrentam ou justamente por conta delas, cada uma das personagens de Vieira Junior é movida pela "vontade de ser livre", mesmo se essa vontade resulte em condenação à morte, caso do poeta preso na Ilha do Medo, líder de um movimento contra a ordem repressora e que aglutina todos aqueles que fazem "de seus caminhos uma trilha para a libertação dos outros", como está dito em A oração do carrasco . Não é outro o desejo das imigrantes de Meu mar (fé) , seja a mulher que vem de Dakar para a Bahia no contêiner de um cargueiro com um filho no ventre e na viagem perde o marido, seja a haitiana que com ela divide o trabalho de vendedora ambulante, vivendo ambas no estreito limite entre "fecundar a América" e "perecer na América".

Todas essas histórias encontram, enfim, seu desfecho ou suplemento no "manto da apresentação" de Arthur Bispo do Rosário, comovente encerramento do belo livro. A agulha que borda a palavra — do artista, do escritor, do afrodescendente — vem de "tempos imemoriais" e tece "um novo mundo para maravilhar o homem". Domada como um "cavalo arisco", ela, a palavra, pulsa viva no livro-manto que lhe devolve o fascínio original e apocalíptico ao anunciar rosianamente "o beco para a liberdade se fazer".

(In: Suplemento Pernambuco, julho de 2021. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/resenhas/ficcao/1593-itamar-vieira-ju nior-e-doramar-sobre-uma-epica-dos-excluidos. Acesso em 11 nov. 2024. Adaptado.)
Pelo contexto, no trecho "atroa na noite da memória", a palavra destacada pode ser substituída, sem prejuízo no sentido, por:
Alternativas
Q3168749 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Itamar Vieira Junior e Doramar : sobre uma épica dos excluídos


Wander Melo Miranda


A primeira impressão que se tem de Doramar ou a odisseia , de Itamar Vieira Junior, não é apenas o título inusitado e instigante, mas a de que todas as personagens, geralmente mulheres, "respiram terra, cheiram terra, são terra". A força telúrica do livro vem, pois, da simbiose perfeita entre elementos da natureza e do feminino, ligados a uma ancestralidade que o autor faz questão de afirmar na dedicatória do livro às "mulheres, maternas, ancestrais" e na epígrafe tomada de empréstimo ao poeta sírio Adonis, com a qual se identifica: "Nasci numa aldeia/ pequena, reclusa como o útero/ e ainda não saí dela".

Não se espere, por isso, uma guinada regionalista da narrativa à maneira do romance brasileiro de 1930, mesmo porque pouquíssimas vezes há localizações geográficas precisas — quase sempre feitas apenas uma só vez: Brasil, Salvador, Dakar — e nenhum apelo a vocabulário e sintaxe locais ou regionais. A aposta de Vieira Junior é outra, refinada e inovadora no contexto atual, em que o tema urbano predomina. Vale-se do problema fundiário e da questão escravocrata, que nos assolam desde que o colonizador aqui chegou, para traçar o amplo arco de desolação que acompanha historicamente os deserdados da terra, em geral afrodescendentes e indígenas, fazendo ressoar uma voz que "atroa na noite da memória".

Walter Benjamim opõe a História contínua do vencedor (branco, acrescente-se) à tradição descontínua do vencido em busca da sua própria história. Vieira Junior a transforma na narrativa meio épica, meio lírica das vicissitudes de personagens rumo à liberdade perdida na travessia do mar que traz "os nossos para morrer de maus tratos e trabalho", como diz o "nós" que narra Farol das almas e outras histórias e faz delas expressão de uma comunidade de destino. Ou então pode ser a voz solitária de Alma, no texto homônimo, escravizada que mata os senhores de engenho falidos, foge e se livra de vez da violência extrema sofrida, não sem antes enfrentar obstáculos sem fim, os quais supera com força e persistência incomuns, instigada pelo desejo do "acalanto de um lugar onde exista a liberdade".

Por sua vez, Doramar, ao sair para a rua, se depara com um "cão moribundo encolhido de morte" e se vê lançada — numa identificação inconsciente com o animal — a uma sorte de epifania às avessas das donas-de-casa de Clarice Lispector, escritora presente numa frase do texto.

Mas a vez agora não é a da patroa da zona sul carioca, mas a da "empregada doméstica cansada de seu trabalho". A imagem do cão e seu desamparo, que é também o dela, desencadeia a revisita ao passado miserável que se mistura com o presente e dá à personagem — dor, amar, mar, ar: "cabe um mar inteiro em seu nome" — consciência do seu lugar subalterno na história que se conta e, enfim, a leva "ao encontro consigo mesma", num final surpreendente, como nos melhores contos clariceanos.

Como toda narrativa épica que se preza — uma épica dos excluídos, vale destacar —, peripécias, acontecimentos singulares, aventuras extraordinárias adquirem um tom fabular e encantatório que não diminui o viés participante dos textos, antes o ressalta, retomando, assim, a natureza ancestral das narrativas orais de onde parecem provir. É o caso, por exemplo, de O espírito aboni das coisas , que mistura palavras da língua jarawara com o português, para narrar o périplo de Tokowisa em busca das folhas e frutos da palmeira de abatosi para curar sua mulher Yanice, grávida. Ou então, em O que queima , onde Som-de-Pé se sente morrer com as árvores, plantas e bichos. 

Apesar das dificuldades que enfrentam ou justamente por conta delas, cada uma das personagens de Vieira Junior é movida pela "vontade de ser livre", mesmo se essa vontade resulte em condenação à morte, caso do poeta preso na Ilha do Medo, líder de um movimento contra a ordem repressora e que aglutina todos aqueles que fazem "de seus caminhos uma trilha para a libertação dos outros", como está dito em A oração do carrasco . Não é outro o desejo das imigrantes de Meu mar (fé) , seja a mulher que vem de Dakar para a Bahia no contêiner de um cargueiro com um filho no ventre e na viagem perde o marido, seja a haitiana que com ela divide o trabalho de vendedora ambulante, vivendo ambas no estreito limite entre "fecundar a América" e "perecer na América".

Todas essas histórias encontram, enfim, seu desfecho ou suplemento no "manto da apresentação" de Arthur Bispo do Rosário, comovente encerramento do belo livro. A agulha que borda a palavra — do artista, do escritor, do afrodescendente — vem de "tempos imemoriais" e tece "um novo mundo para maravilhar o homem". Domada como um "cavalo arisco", ela, a palavra, pulsa viva no livro-manto que lhe devolve o fascínio original e apocalíptico ao anunciar rosianamente "o beco para a liberdade se fazer".

(In: Suplemento Pernambuco, julho de 2021. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/resenhas/ficcao/1593-itamar-vieira-ju nior-e-doramar-sobre-uma-epica-dos-excluidos. Acesso em 11 nov. 2024. Adaptado.)
No trecho: "[...] pode ser a voz solitária de Alma, no texto homônimo, escravizada que mata os senhores de engenho falidos", a palavra homônimo:

I.Refere-se ao conto de Vieira Junior que tem o mesmo nome/título da personagem, ou seja, Alma. II.Indica que o texto a que ela se refere é um texto cuja narrativa tem pontos de contato com o a realidade.
III.Poderia ser substituída por "de mesmo título", sem prejuízo no sentido.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3168748 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Itamar Vieira Junior e Doramar : sobre uma épica dos excluídos


Wander Melo Miranda


A primeira impressão que se tem de Doramar ou a odisseia , de Itamar Vieira Junior, não é apenas o título inusitado e instigante, mas a de que todas as personagens, geralmente mulheres, "respiram terra, cheiram terra, são terra". A força telúrica do livro vem, pois, da simbiose perfeita entre elementos da natureza e do feminino, ligados a uma ancestralidade que o autor faz questão de afirmar na dedicatória do livro às "mulheres, maternas, ancestrais" e na epígrafe tomada de empréstimo ao poeta sírio Adonis, com a qual se identifica: "Nasci numa aldeia/ pequena, reclusa como o útero/ e ainda não saí dela".

Não se espere, por isso, uma guinada regionalista da narrativa à maneira do romance brasileiro de 1930, mesmo porque pouquíssimas vezes há localizações geográficas precisas — quase sempre feitas apenas uma só vez: Brasil, Salvador, Dakar — e nenhum apelo a vocabulário e sintaxe locais ou regionais. A aposta de Vieira Junior é outra, refinada e inovadora no contexto atual, em que o tema urbano predomina. Vale-se do problema fundiário e da questão escravocrata, que nos assolam desde que o colonizador aqui chegou, para traçar o amplo arco de desolação que acompanha historicamente os deserdados da terra, em geral afrodescendentes e indígenas, fazendo ressoar uma voz que "atroa na noite da memória".

Walter Benjamim opõe a História contínua do vencedor (branco, acrescente-se) à tradição descontínua do vencido em busca da sua própria história. Vieira Junior a transforma na narrativa meio épica, meio lírica das vicissitudes de personagens rumo à liberdade perdida na travessia do mar que traz "os nossos para morrer de maus tratos e trabalho", como diz o "nós" que narra Farol das almas e outras histórias e faz delas expressão de uma comunidade de destino. Ou então pode ser a voz solitária de Alma, no texto homônimo, escravizada que mata os senhores de engenho falidos, foge e se livra de vez da violência extrema sofrida, não sem antes enfrentar obstáculos sem fim, os quais supera com força e persistência incomuns, instigada pelo desejo do "acalanto de um lugar onde exista a liberdade".

Por sua vez, Doramar, ao sair para a rua, se depara com um "cão moribundo encolhido de morte" e se vê lançada — numa identificação inconsciente com o animal — a uma sorte de epifania às avessas das donas-de-casa de Clarice Lispector, escritora presente numa frase do texto.

Mas a vez agora não é a da patroa da zona sul carioca, mas a da "empregada doméstica cansada de seu trabalho". A imagem do cão e seu desamparo, que é também o dela, desencadeia a revisita ao passado miserável que se mistura com o presente e dá à personagem — dor, amar, mar, ar: "cabe um mar inteiro em seu nome" — consciência do seu lugar subalterno na história que se conta e, enfim, a leva "ao encontro consigo mesma", num final surpreendente, como nos melhores contos clariceanos.

Como toda narrativa épica que se preza — uma épica dos excluídos, vale destacar —, peripécias, acontecimentos singulares, aventuras extraordinárias adquirem um tom fabular e encantatório que não diminui o viés participante dos textos, antes o ressalta, retomando, assim, a natureza ancestral das narrativas orais de onde parecem provir. É o caso, por exemplo, de O espírito aboni das coisas , que mistura palavras da língua jarawara com o português, para narrar o périplo de Tokowisa em busca das folhas e frutos da palmeira de abatosi para curar sua mulher Yanice, grávida. Ou então, em O que queima , onde Som-de-Pé se sente morrer com as árvores, plantas e bichos. 

Apesar das dificuldades que enfrentam ou justamente por conta delas, cada uma das personagens de Vieira Junior é movida pela "vontade de ser livre", mesmo se essa vontade resulte em condenação à morte, caso do poeta preso na Ilha do Medo, líder de um movimento contra a ordem repressora e que aglutina todos aqueles que fazem "de seus caminhos uma trilha para a libertação dos outros", como está dito em A oração do carrasco . Não é outro o desejo das imigrantes de Meu mar (fé) , seja a mulher que vem de Dakar para a Bahia no contêiner de um cargueiro com um filho no ventre e na viagem perde o marido, seja a haitiana que com ela divide o trabalho de vendedora ambulante, vivendo ambas no estreito limite entre "fecundar a América" e "perecer na América".

Todas essas histórias encontram, enfim, seu desfecho ou suplemento no "manto da apresentação" de Arthur Bispo do Rosário, comovente encerramento do belo livro. A agulha que borda a palavra — do artista, do escritor, do afrodescendente — vem de "tempos imemoriais" e tece "um novo mundo para maravilhar o homem". Domada como um "cavalo arisco", ela, a palavra, pulsa viva no livro-manto que lhe devolve o fascínio original e apocalíptico ao anunciar rosianamente "o beco para a liberdade se fazer".

(In: Suplemento Pernambuco, julho de 2021. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/resenhas/ficcao/1593-itamar-vieira-ju nior-e-doramar-sobre-uma-epica-dos-excluidos. Acesso em 11 nov. 2024. Adaptado.)
Leia o trecho e analise as proposições, marcando V, para as verdadeiras, e F, para as falsas.

"Não se espere, por isso, uma guinada regionalista da narrativa à maneira do romance brasileiro de 1930, mesmo porque pouquíssimas vezes há localizações geográficas precisas — quase sempre feitas apenas uma só vez: Brasil, Salvador, Dakar — e nenhum apelo a vocabulário e sintaxe locais ou regionais. A aposta de Vieira Junior é outra, refinada e inovadora no contexto atual, em que o tema urbano predomina. Vale-se do problema fundiário e da questão escravocrata, que nos assolam desde que o colonizador aqui chegou, para traçar o amplo arco de desolação que acompanha historicamente os deserdados da terra, em geral afrodescendentes e indígenas, fazendo ressoar uma voz que "atroa na noite da memória".

(__)A expressão que inicia o parágrafo introduz uma avaliação negativa da obra.
(__)Ao dizer que Itamar Vieira Junior fez uma aposta ao escrever Doramar ou A Odisseia , o autor desse texto deixa claro que Vieira Junior escolheu um outro caminho que não o óbvio e/ou convencional para a escrita de seus contos.
(__)Pode-se inferir que o "problema fundiário" e a "questão escravocrata" são temas históricos e contemporâneos trabalhados por Vieira Junior em seus contos. 

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3141587 Segurança e Saúde no Trabalho

O técnico de segurança do trabalho deve conhecer a sinalização de prevenção e combate a incêndio em edificações, a ponto de passar esse conhecimento adquirido para os trabalhadores compreenderem os significados das placas e que eles saibam como agir em situações de risco. Segundo a NBR 16280, a sinalização de emergência, além de obrigatória, estabelece os critérios e padrões para a confecção e uso dessas sinalizações. A figura apresenta um exemplo de placa de sinalização: 


Imagem associada para resolução da questão



Sobre a imagem, analise as afirmativas a seguir.


I. É um exemplo de sinalização complementar de proibição devido ao seu formato circular com barra diametral e faixa circular com a cor do símbolo (pictograma) preta.


II. Sinaliza que é “Proibido obstruir este local”, devendo ser utilizada em locais sujeitos a depósito de mercadorias onde a obstrução possa apresentar perigo de acesso às saídas de emergência, rotas de fuga e equipamentos de combate a incêndio.


III. É uma sinalização básica que deve ser posicionada em nível intermediário, instalada a uma altura entre 1,50 m e 2,00 m do piso acabado até a base da sinalização.



Está correto o que se afirma em 

Alternativas
Q3141586 Noções de Primeiros Socorros

Leia o texto para responder a questão.


    Um acidente levou a amputação dos dedos do trabalhador em uma serraria de pequeno porte no interior de Rondônia. O empregado sofreu o acidente apenas quinze dias após o início do contrato, no momento em que fazia a limpeza da máquina de serra e teve a mão direita puxada pelo equipamento.     Acionada na Justiça do Trabalho, a empresa alegou a culpa exclusiva do trabalhador, que teria agido por conta própria e com a máquina ligada, sem ordem ou mesmo permissão, uma vez que só o plainista teria autorização para operá-la.

    No entanto, contrariando esses argumentos, o proprietário da serraria revelou em seu depoimento que a máquina não era operada somente pelo plainista e que a limpeza ocorria sem que a máquina fosse desligada completamente. Segundo relatou, conforme a máquina ia plainando as madeiras, os canos ficavam entupidos e era preciso fazer a limpeza várias vezes ao dia e que, durante o procedimento, só se desligava onde o cano estava entupido. No momento do acidente, quatro dos seis motores permaneceram funcionando.

    A informação de que os auxiliares de plaina também faziam esse serviço foi confirmada ainda pelas testemunhas. Uma delas ratificou que o proprietário sabia que a limpeza se dava com o equipamento parcialmente ligado.

    A empresa também não comprovou que o trabalhador recebeu curso de capacitação com carga horária mínima e ministrada por pessoa qualificada, conforme exige a Norma Regulamentadora 12, que trata da segurança no trabalho em máquinas.


(Disponível em: https://www.csjt.jus.br/web/csjt/Acesso em: setembro de 2024.)

A respeito dos procedimentos de primeiros-socorros do caso relatado, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.



( ) O controle da hemorragia é crucial na primeira fase do atendimento de primeiros socorros. O membro amputado deve ser preservado sempre que possível, porém a maior prioridade é a manutenção da vida.


( ) Sobre os cuidados necessários para o segmento amputado, deve-se limpá-lo com solução salina, sem imergí-lo em líquido; posteriormente, deve-se inserí-lo em um recipiente com gelo que não seja seco, porém, antes disso, o membro deve ser colocado dentro de saco plástico limpo, pois não pode ter contato direto no gelo.


( ) A ferida jamais deve ser esfregada. Se for possível, deve-se cobrir o ferimento com curativos secos e, na ausência de curativos, o ferimento deve ser coberto com um pano limpo.


( ) No caso de amputações traumáticas causadoras de grandes hemorragias, deve-se considerar fazer a compressão dos pontos arteriais. Nos casos de ferimento no membro superior, o ponto de pressão está na artéria braquial, localizada na face interna do terço médio do braço.



A sequência está correta em

Alternativas
Q3141585 Segurança e Saúde no Trabalho

Leia o texto para responder a questão.


    Um acidente levou a amputação dos dedos do trabalhador em uma serraria de pequeno porte no interior de Rondônia. O empregado sofreu o acidente apenas quinze dias após o início do contrato, no momento em que fazia a limpeza da máquina de serra e teve a mão direita puxada pelo equipamento.     Acionada na Justiça do Trabalho, a empresa alegou a culpa exclusiva do trabalhador, que teria agido por conta própria e com a máquina ligada, sem ordem ou mesmo permissão, uma vez que só o plainista teria autorização para operá-la.

    No entanto, contrariando esses argumentos, o proprietário da serraria revelou em seu depoimento que a máquina não era operada somente pelo plainista e que a limpeza ocorria sem que a máquina fosse desligada completamente. Segundo relatou, conforme a máquina ia plainando as madeiras, os canos ficavam entupidos e era preciso fazer a limpeza várias vezes ao dia e que, durante o procedimento, só se desligava onde o cano estava entupido. No momento do acidente, quatro dos seis motores permaneceram funcionando.

    A informação de que os auxiliares de plaina também faziam esse serviço foi confirmada ainda pelas testemunhas. Uma delas ratificou que o proprietário sabia que a limpeza se dava com o equipamento parcialmente ligado.

    A empresa também não comprovou que o trabalhador recebeu curso de capacitação com carga horária mínima e ministrada por pessoa qualificada, conforme exige a Norma Regulamentadora 12, que trata da segurança no trabalho em máquinas.


(Disponível em: https://www.csjt.jus.br/web/csjt/Acesso em: setembro de 2024.)

Quanto à capacitação que deveria ser dada ao funcionário, analise as afirmativas a seguir.



I. Ter carga horária mínima de oito horas para instruir o trabalhador a executar suas atividades com segurança e eficiência nas máquinas e nos equipamentos da empresa.


II. O empregador é responsável pela capacitação realizada, devendo o curso ser realizado em horário diferente do comercial.


III. Se tratando de uma empresa de pequeno porte, a capacitação poderia ser ministrada por trabalhador da própria empresa que tenha sido capacitado anteriormente por uma entidade oficial de ensino de educação profissional.


IV. O material didático fornecido aos trabalhadores, a lista de presença dos participantes ou certificado, o currículo dos ministrantes e a avaliação dos capacitados deveriam ser disponibilizados à Auditoria Fiscal do Trabalho em meio físico ou digital, quando solicitado.



Está correto o que se afirma apenas em

Alternativas
Q3141584 Segurança e Saúde no Trabalho
Uma prefeitura do interior do estado de Rondônia possui um depósito de recipientes transportáveis de GLP – botijões de gás de cozinha. Para a instalação da área, é solicitado ter uma proteção específica de extintores portáteis. De acordo com as normas da ABNT, para uma área de armazenamento com capacidade máxima para 30 botijões de 13 Kg, a quantidade mínima de extintores portáteis e a capacidade extintora mínima de cada extintor deverão ser de:
Alternativas
Q3141583 Segurança e Saúde no Trabalho

Em janeiro de 2022, o eSocial passou a tratar de forma obrigatória o envio das informações de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) por parte das empresas. Isso ocorreu após anos de adiamentos, testes e fases de implantação desse importante sistema de escrituração. Alguns dos eventos de SST que devem ser enviados para o eSocial são: S-2210, que é a Comunicação de Acidente do Trabalho (CAT); S-2220, que é o Monitoramento da Saúde do Trabalhador; e o S-2240, que são as Condições Ambientais do Trabalho. Sobre o envio de eventos de SST para o e-social, analise as afirmativas a seguir.



I. A obrigação de enviar os eventos de SST ao eSocial é da empresa. O técnico de segurança do trabalho pode realizar o envio dos eventos de SST para o eSocial, desde que a empresa o autorize por meio de uma procuração eletrônica e que o profissional tenha um Certificado Digital A1.


II. Empresas com grau de risco 3, mesmo que não possuam empregados expostos a agentes nocivos em setores específicos, devem enviar os eventos do S-2240 ao eSocial. Caso não haja exposição a risco, deve ser informado o código 09.01.001 (Ausência de fator de risco ou de atividades previstas no Anexo IV do Decreto nº 3.048/1999).


III. Para os empregados domésticos, somente o S-2210 – CAT é obrigatório, e esse só será enviado caso ocorra um acidente ou doença de trabalho com o empregado, sendo seu prazo para envio ao eSocial até o primeiro dia útil seguinte ao ocorrido do acidente, e, em caso de morte, de imediato.



Está correto o que se afirma em

Alternativas
Q3141582 Segurança e Saúde no Trabalho

De acordo com o item 31.4.1 da NR-31, o Serviço Especializado em Segurança e Saúde no Trabalho Rural (SESTR), composto por profissionais especializados, consiste em um serviço destinado ao desenvolvimento de ações técnicas, integradas às práticas de gestão de segurança e saúde, para tornar o meio ambiente de trabalho compatível com a promoção da segurança e saúde e a preservação da integridade física do trabalhador rural. Sobre o SESTR, analise as afirmativas correlatas e a relação proposta entre elas.


I. “Um empregador rural da cidade de Cacoal que possui trinta e um empregados trabalhando em lavouras fica dispensado de constituir SESTR, desde que ele ou preposto tenha capacitação sobre prevenção de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho, necessária ao cumprimento da NR-31.”


PORQUE


II. “De acordo com essa normativa, é obrigatória a constituição de SESTR com profissionais registrados diretamente pelo empregador rural ou por meio de empresa especializada em serviços de segurança e saúde, para o estabelecimento que possuir quarenta ou mais trabalhadores contratados.”



Assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q3141581 Segurança e Saúde no Trabalho

Leia o texto para responder a questão. 


O estado de Rondônia, caracterizado por suas altas temperaturas e forte incidência solar, é um dos maiores produtores agropecuários do Brasil. Além dos riscos químicos e biológicos, os trabalhadores rurais ficam expostos ao calor extremo e à radiação ultravioleta (UV), fatores que podem causar exaustão, insolação e queimaduras, gerando condições de insalubridade. Dessa forma, a gestão de Saúde e Segurança do Trabalho (SST) é imprescindível neste setor; sendo de vital importância a capacitação e o treinamento dos trabalhadores, a elaboração do Programa de Gerenciamento de Riscos no Trabalho Rural (PGRTR) e o desenvolvimento de ações técnicas integradas às práticas dessa gestão, para tornar o meio ambiente de trabalho compatível com a promoção da segurança e saúde e a preservação da integridade física do trabalhador rural.

(BRASIL. Ministério da Saúde. Riscos de Exposição ao Sol: Orientações para Trabalhadores Rurais.)

Sobre as ações preventivas e eficientes que podem ser adotadas pela empresa para garantir a saúde dos trabalhadores expostos ao calor e ao sol durante suas atividades no campo, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.



( ) Fornecer água gelada ao trabalhador a cada duas horas, sem precisar ajustar o horário de trabalho ou o ritmo das atividades.


( ) Realizar pausas regulares em áreas cobertas ou com sombra, ajustando o ritmo de trabalho, especialmente nos horários de maior incidência solar.


( ) Instalar abrigos fixos no campo para oferecer sombra durante todo o expediente, mas sem a necessidade de modificar o horário de trabalho e o ritmo, uma vez que as pausas serão frequentes.


( ) Implementar treinamentos contínuos sobre os riscos da radiação UV, distribuindo EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) adequados, como chapéus de abas largas e roupas com proteção UV.


( ) Reduzir a jornada de trabalho para três horas diárias, exigir uso de bonés e disponibilizar protetor solar de fator 15 (FPS 15) a todos os trabalhadores.



A sequência está correta em

Alternativas
Respostas
2901: B
2902: D
2903: E
2904: C
2905: D
2906: A
2907: A
2908: E
2909: E
2910: E
2911: C
2912: A
2913: C
2914: C
2915: A
2916: C
2917: C
2918: A
2919: B
2920: A