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Q3443463 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

Corpo, comida e afeto: uma reflexão sobre culpa e aceitação

    Eu amo comer coisas diferentes, ando pela cidade à procura de pratos que eu não sei o nome, mas que meu coração (que fica ao lado do estômago) com certeza sabe bem.
    Comer, para mim, se tornou uma experiência afetiva, dessas que nos teletransporta, que traz contentamento e satisfação, não só pela comida, mas por tudo que ela envolve.
    Tem cheiro, textura, nomes dos mais variados, tem ingredientes que a gente nem imagina de onde saiu, tem o exótico, o trivial e tem o simples. Tem o inusitado, o que mistura doce com salgado e, na minha opinião, foi um acaso divino de alguém que decidiu juntar duas coisas muito boas para ver no que dá.
    Especialmente se tem queijo coalho com mel ou goiabada, aquele gosto agridoce difícil de explicar, mas que dispensa qualquer explicação, um sabor que me faz lembrar as viagens que fiz para Minas Gerais.
     Me lembra também a saudosa avó Maria, a mineira que nunca economizou nem no afeto, muito menos na comida. Ela sabia bem como preencher vazios de todos os tipos com o seu talento inegável na cozinha, comer sua comida era como receber carinho na alma e eu sei que você já deve ter sentido isso alguma vez na vida. Mudam-se os nomes, mudam-se as cidades, mas sabor de Minas é sempre de Minas.
    Viajei por treze países e provei pratos das mais variadas cores, sabores e lugares. Conhecer uma parte do mundo me fez comer de tudo, porque isso também é cultura, então minhas melhores memórias, adivinhem, também tem comida! Mas, nada supera Minas.
    Falo de Minas porque é, para mim, uma referência mundial na arte da culinária. Também, se há alguém mais afetivo que o povo mineiro, desconheço.
    A gente sente afeto na comida, na fala, no abraço gordinho de vó, que encosta barriga de avental no forno a lenha e coloca parte de todo o seu amor na panela. Essa é a forma mais perfeita de demonstrar amor.
    Mas, em tempos de redes sociais e padrões corporais, o afeto anda perdendo seu brilho. Afinal, comer também engorda, dá barriga, causa culpa e, nessa cultura da dieta excessiva, também virou pecado — mas não em Minas.
    Concordo que a gula faz mal, é verdade, mas será que a culpa também não faz? E se meu corpo, que é abençoado e não culpado, também for visto como um veículo e um instrumento para me fazer feliz?
    Pouco importa aquela barriguinha que está ali para me lembrar de parte das minhas histórias. Por isso, não posso cortá-la, criticá-la ou fazer uma lipo em tudo de bom que já vivi, não seria justo nem comigo, nem com Minas, e muito menos com a Dona Maria.
    E já que a maturidade e a vida adulta são um prato cheio de perdas e percalços, resolvi aceitar os meus bocados, as porções e os meus pedaços, aceito também os meus inteiros. Inclusive, mais uma fatia de queijo, com mel e afeto, por favor!

Disponível em: https://vidasimples.co/voce-simples/. Acesso em: 31 mar. 2024. Adaptado.
Considere a passagem:
“Tem o inusitado, o que mistura doce com salgado e, na minha opinião, foi um acaso divino de alguém que decidiu juntar duas coisas muito boas para ver no que dá.”
De acordo com o texto, misturar doce com salgado é “inusitado” porque é 
Alternativas
Q3443462 Português
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.

Texto 01

Corpo, comida e afeto: uma reflexão sobre culpa e aceitação

    Eu amo comer coisas diferentes, ando pela cidade à procura de pratos que eu não sei o nome, mas que meu coração (que fica ao lado do estômago) com certeza sabe bem.
    Comer, para mim, se tornou uma experiência afetiva, dessas que nos teletransporta, que traz contentamento e satisfação, não só pela comida, mas por tudo que ela envolve.
    Tem cheiro, textura, nomes dos mais variados, tem ingredientes que a gente nem imagina de onde saiu, tem o exótico, o trivial e tem o simples. Tem o inusitado, o que mistura doce com salgado e, na minha opinião, foi um acaso divino de alguém que decidiu juntar duas coisas muito boas para ver no que dá.
    Especialmente se tem queijo coalho com mel ou goiabada, aquele gosto agridoce difícil de explicar, mas que dispensa qualquer explicação, um sabor que me faz lembrar as viagens que fiz para Minas Gerais.
     Me lembra também a saudosa avó Maria, a mineira que nunca economizou nem no afeto, muito menos na comida. Ela sabia bem como preencher vazios de todos os tipos com o seu talento inegável na cozinha, comer sua comida era como receber carinho na alma e eu sei que você já deve ter sentido isso alguma vez na vida. Mudam-se os nomes, mudam-se as cidades, mas sabor de Minas é sempre de Minas.
    Viajei por treze países e provei pratos das mais variadas cores, sabores e lugares. Conhecer uma parte do mundo me fez comer de tudo, porque isso também é cultura, então minhas melhores memórias, adivinhem, também tem comida! Mas, nada supera Minas.
    Falo de Minas porque é, para mim, uma referência mundial na arte da culinária. Também, se há alguém mais afetivo que o povo mineiro, desconheço.
    A gente sente afeto na comida, na fala, no abraço gordinho de vó, que encosta barriga de avental no forno a lenha e coloca parte de todo o seu amor na panela. Essa é a forma mais perfeita de demonstrar amor.
    Mas, em tempos de redes sociais e padrões corporais, o afeto anda perdendo seu brilho. Afinal, comer também engorda, dá barriga, causa culpa e, nessa cultura da dieta excessiva, também virou pecado — mas não em Minas.
    Concordo que a gula faz mal, é verdade, mas será que a culpa também não faz? E se meu corpo, que é abençoado e não culpado, também for visto como um veículo e um instrumento para me fazer feliz?
    Pouco importa aquela barriguinha que está ali para me lembrar de parte das minhas histórias. Por isso, não posso cortá-la, criticá-la ou fazer uma lipo em tudo de bom que já vivi, não seria justo nem comigo, nem com Minas, e muito menos com a Dona Maria.
    E já que a maturidade e a vida adulta são um prato cheio de perdas e percalços, resolvi aceitar os meus bocados, as porções e os meus pedaços, aceito também os meus inteiros. Inclusive, mais uma fatia de queijo, com mel e afeto, por favor!

Disponível em: https://vidasimples.co/voce-simples/. Acesso em: 31 mar. 2024. Adaptado.
Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista as ideias que são defendidas no texto.
I- O conhecimento da comida de uma região representa o conhecimento de um componente que faz parte da cultura dessa região.
II- A comida em excesso não faz bem, mas a culpa que se sente por comer, por sua vez, também não é benéfica.
III- O afeto dos mineiros pode ser sentido não só nos gestos de carinho, na fala, mas também na sua comida.
IV- A excessiva preocupação com os padrões estéticos impede que as pessoas desfrutem do prazer de comer aquilo de que se gosta.
V- O ato de cozinhar para aqueles de quem se gosta constitui uma demonstração de verdadeiro afeto.
Estão CORRETAS as afirmativas
Alternativas
Q3425195 Biblioteconomia
Por que é importante que as coleções e serviços da biblioteca pública não sejam objeto de censura ideológica, política ou religiosa: 
Alternativas
Q3425194 Biblioteconomia
De acordo com o manifesto, qual deve ser o papel do bibliotecário na biblioteca pública: 
Alternativas
Q3425193 Biblioteconomia
Qual é a importância da cooperação entre as bibliotecas públicas e outras instituições: 
Alternativas
Q3425192 Biblioteconomia
Por que a biblioteca pública deve ser gratuita por princípio: 
Alternativas
Q3425191 Biblioteconomia
Qual é uma das missões básicas da biblioteca pública relacionada à educação:
Alternativas
Q3425190 Biblioteconomia
Qual é o objetivo principal dos sistemas de classificação bibliográfica como o CDD e o CDU: 
Alternativas
Q3425189 Biblioteconomia
Qual é uma limitação comum associada tanto ao CDD quanto ao CDU: 
Alternativas
Q3425188 Biblioteconomia
Qual das afirmações abaixo é verdadeira sobre a Classificação Decimal Universal (CDU): 
Alternativas
Q3425187 Biblioteconomia
Quem foi o criador do Sistema de Classificação Decimal de Dewey (CDD) e em que ano foi publicado pela primeira vez:
Alternativas
Q3425186 Biblioteconomia
Qual é a principal diferença entre o Sistema de Classificação Decimal de Dewey (CDD) e o Sistema de Classificação Decimal Universal (CDU): 
Alternativas
Q3425185 Biblioteconomia
Qual é uma das funções culturais de uma biblioteca escolar: 
Alternativas
Q3425184 Biblioteconomia
Qual foi a principal inovação de Johann Gutemberg para a produção de livros: 
Alternativas
Q3425183 Biblioteconomia
Durante a Idade Média, por que as bibliotecas ficaram restritas aos mosteiros na Europa Ocidental:
Alternativas
Q3425182 História
Qual evento levou à destruição da maior biblioteca da Antiguidade, localizada em Alexandria:
Alternativas
Q3425181 Biblioteconomia
Qual foi a principal contribuição de Assurbanipal, rei da Assíria, para a história das bibliotecas: 
Alternativas
Respostas
1221: C
1222: E
1223: A
1224: B
1225: D
1226: B
1227: C
1228: B
1229: C
1230: A
1231: B
1232: D
1233: C
1234: B
1235: A
1236: C
1237: B
1238: C
1239: A
1240: B