Questões de Concurso
Para professor - transcrição em braile
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A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB) nº 9394/96, ao consagrar a obrigatoriedade do Ensino Fundamental e Médio, consolida um arcabouço normativo que não apenas prescreve a universalização do acesso à educação para todos os cidadãos brasileiros, mas também estabelece a necessidade premente de se alcançarem padrões mínimos de qualidade e equidade educacional, configurando-se assim como um instrumento jurídico essencial para a construção de uma sociedade mais justa e inclusiva por meio da educação.
A BNCC é elaborada com a participação de diversos especialistas em educação, por meio de consultas em universidades públicas e privadas e debates, visando representar os interesses e necessidades de diferentes segmentos da sociedade.
A LDB 9394/96 prevê a valorização dos profissionais da educação, garantindo-lhes formação continuada, remuneração digna e condições adequadas de trabalho, como forma de promover a qualidade do ensino e o desenvolvimento profissional dos docentes.
A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) expressa em seu texto que, de acordo com os êxitos estruturantes da Educação Infantil, devem ser assegurados cinco direitos de aprendizagem e desenvolvimento para que as crianças tenham condições de aprender e se desenvolver. Sendo eles: conviver, brincar, sintetizar, expressar e explorar.
No sistema Braille, os sinais têm diferentes designações, baseadas no espaço que ocupam. Aqueles que ocupam apenas uma cela são denominados sinais complexos.
O sinal (5 23) deve ser usado em contexto informático para delimitar uma expressão matemática, sendo colocado no início e no fim da expressão, sem a necessidade de ser precedido ou seguido de espaço ou mudança de linha. A expressão matemática pode usar qualquer simbologia, mesmo que diferente da Grafia Braille para a Matemática.
Para alunos cegos, a compreensão e aplicação de cores na comunicação e no cotidiano podem ser efetivamente alcançadas através de associações com elementos naturais, aromas, sons e outras experiências sensoriais que são parte do seu mundo perceptível.
A revisão braille pode ser escalonada em, pelo menos, dois níveis distintos: a primeira revisão é sempre feita exclusivamente por uma pessoa vidente, que confronta o texto copiado com o original em tinta. A segunda revisão, realizada por uma pessoa cega, não permite assinalar modificações no texto ou levantar dúvidas.
No sistema Braille, os símbolos matemáticos e operações como adição e subtração são representados pelas dez primeiras letras do alfabeto, cada uma precedida pelo símbolo (pontos 3456), que atua como um prefixo universal para indicar operações matemáticas.
A 5ª série da Grafia Braille é derivada da 4ª série e utiliza uma combinação de sinais superiores e inferiores para formar uma nova série de sinais complexos, ampliando as possibilidades de representação na Língua Portuguesa.
Ao ensinar a palavra "árvore" em Braille, o professor deve começar apresentando o sinal específico para o acento agudo na letra 'á', seguido pela explicação e demonstração dos sinais Braille para cada uma das letras que compõem a palavra: 'á', 'r', 'v', 'o', 'r', 'e'. É fundamental que o professor inclua exercícios práticos para que o aluno pratique a formação completa da palavra, utilizando materiais como a reglete e a punção, para reforçar a aprendizagem tátil.
No contexto de revisão de textos em Braille, a segunda revisão de textos é geralmente realizada por uma pessoa cega, de forma independente. Durante essa revisão, ela pode assinalar diretamente no texto em Braille ou em um papel separado as alterações necessárias. Além disso, pode levantar dúvidas relevantes sobre o texto verificado. Essas modificações e questionamentos são posteriormente encaminhados ao transcritor para serem resolvidos.
No sistema Braille, os pontos são numerados de baixo para cima e da direita para a esquerda. Os três pontos que formam a coluna vertical esquerda são numerados como 4, 5, 6, enquanto os que compõem a coluna vertical direita são numerados como 1, 2, 3.
Julgue o item subsequente.
De acordo com o sistema de prefixação adotado, são
reservados 6 sinais simples para prefixos, que serão
combinados com os restantes 57 sinais simples para
gerar 342 sinais duplos. O sistema dispõe de 57 sinais
simples, 342 sinais duplos, e 2052 sinais triplos, mas não
há necessidade de sinais quádruplos ou quíntuplos, pois
os sinais disponíveis são mais que suficientes para todas
as necessidades.
No cenário de grafia Braile para informática, para indicar a posição do cursor do PC ou do ponteiro do mouse em Braille, utilizam-se os sinais (5 12456) e (4 12456), respectivamente, sendo colocados imediatamente antes do caractere sobre o qual estão posicionados.
Para efetivar o planejamento de atividades pedagógicas e a organização do trabalho em sala de aula, a compreensão detalhada do diagnóstico médico, a avaliação funcional da visão, e o contexto social e familiar de cada aluno são considerados excessivamente específicos e, portanto, dispensáveis para o desenvolvimento de métodos de ensino eficazes, que devem primar pela generalização para atender a todos igualmente.
O sinal de número (3) representa o ponto (ou espaço) separador de classes. Em Braille, contudo, costuma-se efetuar tal separação somente em números constituídos por mais de três algarismos, na parte inteira.
Em certas situações, é aconselhável utilizar exercícios orais. A criação e a adaptação de materiais, assim como a transcrição de provas, exercícios e textos para o sistema Braille, não precisam ser realizadas em centros especializados, como salas multimeios, núcleos, serviços ou centros de apoio pedagógico. Caso não haja ninguém na escola com conhecimento do sistema Braille, não é necessário converter a escrita Braille para a escrita em tinta.
Considerando as adaptações necessárias para alunos com deficiência visual em um contexto educacional inclusivo, sobre as práticas de adaptação de materiais e métodos de avaliação, a adaptação de materiais didáticos que incluem elementos visuais, como gráficos e diagramas, deve ser realizada usando representações em relevo, para facilitar a compreensão tátil pelos alunos com deficiência visual.
As alterações recentes no sistema Braille, incluindo a adoção de novos símbolos, foram motivadas primariamente pela necessidade de adequar os textos ao novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, garantindo assim que todos os materiais em Braille refletissem as atualizações linguísticas.