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Assinale a alternativa CORRETA do discurso vinculado à comunidade surda:
“Tende a aproximar-se e a enfatizar a noção de diferença cultural que caracteriza a surdez, porém essencializa e ignora a história e a cultura. Assim, seriam Surdos (com S maiúsculo), porém não comprometidos com seus aspectos políticos” (STROBEL; PERLIN, 2008)
O trecho acima está de acordo com um tipo de projeto político apresentado por Skiliar (1998), denominado:
I. Os sujeitos surdos lutam pelo reconhecimento e respeito como um ser de uma cultura não diferente da dos ouvintes. II. A valorização de sua língua de sinais é de extrema importância. III. Há movimentos do povo surdo para o combate à insistência do ouvintismo. IV. O controle sobre o desenvolvimento da sua identidade cultural é fator imprescindível.
Assinale a alternativa correta:
Os traços indígenas que ainda sobrevivem na cultura regional amazônica são principalmente herdados das tribos de língua tupi. Esses povos, que habitavam praticamente toda a costa do Brasil e que, na época da chegada dos europeus, pareciam estar se mudando para o interior, ao longo do braço principal do Amazonas, foram as primeiras tribos indígenas com as quais os portugueses tiveram contato mais prolongado. Era, sobretudo, com os nativos de língua tupi que os portugueses comerciavam o pau-brasil, contra quem eles guerreavam e a quem escravizavam, com o objetivo de explorar a sua mão de obra, durante o primeiro século do período colonial. Como escreveu Gilberto Freire de maneira tão pitoresca, “nem bem o europeu saltava em terra e já seus pés deslizavam por entre mulheres nativas”. Os portugueses tinham mulheres e concubinas nativas que deviam ser índias de tribos tupis. Os rebentos dessas uniões, os primeiros brasileiros, eram criados por suas mães, mas dominados por seus pais e, em consequência, se tornavam portadores de uma cultura mista – tupi e portuguesa – e em geral falavam as duas línguas. Portanto, a Amazônia foi o local aonde a miscigenação entre duas etnias se fez de modo mais completo. (Do livro Uma comunidade amazônica, de Charles Wagley, p. 57. Texto adaptado.)
Observe as afirmativas a seguir, feitas sobre aspectos diversos do texto:
I. Em “mas dominados por seus pais” (penúltimo período), a conjunção está escrita de modo errado e deveria ser grafada assim: “mais”.
II. Já no último período, o advérbio “aonde”, por dar ideia de lugar, está corretamente empregado.
III. No primeiro período, a oração “que ainda sobrevivem na cultura regional amazônica” deveria necessariamente estar entre vírgulas.
IV. O “que”, na mesma oração (“que ainda sobrevivem na cultura regional amazônica”), é um pronome relativo com a função sintática de sujeito.
V. A afirmativa de Gilberto Freire, corretamente colocada entre aspas, dá ideia da licenciosidade lusitana, que se afirmava num ambiente sem preconceitos, como o dos índios.
VI. A oração principal do segundo período tem como sujeito “Esses povos”.
Assinale a alternativa correta:
Segundo Quadros (2004), são tradutores e intérpretes:
I – Professores de surdos proficientes em ambas as línguas, língua brasileira de sinais e língua portuguesa;
II – Filhos de pais surdos que comprovam fluência em Libras e em Língua Portuguesa, além de amplo conhecimento cultural e identitário da comunidade surda Brasileira;
III – Profissional que domina a língua de sinais e a língua falada do país e que é qualificado para desempenhar a função de intérprete;
IV – Profissional intérprete que tenha a formação específica na área de sua atuação (por exemplo, a área da educação);
V - Pessoas ouvintes que dominam a língua de sinais com convívio com a comunidade surda por mais de cinco anos.
Segundo Albres (2010), há algumas considerações preliminares para interpretação da Língua de Sinais para língua portuguesa oral. Analise os excertos que sejam correspondentes.
I – A entonação - A mesclagem de voz consiste da variação emocional (alegria, tristeza, euforia,) e variação da entonação da impostação vocal (projeção, relação grave agudo, ressonância).
II – A invisibilidade da interpretação oral - Nesse tipo de interpretação o profissional deve ficar entre o emissor e o receptor, considerando que o destaque deve ser atribuído ao intérprete e não para o sinalizador.
III – A velocidade da fala - o intérprete deve acompanhar o ritmo do conferencista que faz uso da língua de sinais (emissor), a depender da característica deste, pode utilizar alguns recursos que serão importantes para melhorar a qualidade da sua comunicação.
IV – A articulação - Uma voz bem postada, sonora, com timbre melodioso é o pré-requisito para uma boa interpretação, independente da forma como se fala.
V - Capturar o perfil do Sinalizador - Nesse caso o intérprete tem certa autonomia para captação e imitação do texto-base, sempre levando em consideração as características culturais e linguísticas inerentes ao emissor.
Numere as colunas abaixo, relacionando-as com os seguintes profissionais:
1. Interpretes de Línguas Vocais
2. Intérpretes de Língua de Sinais
( ) Interpretam de/para alguma língua de sinais.
( ) Seus clientes são exclusivamente pessoas ouvintes.
( ) Seu campo de trabalho limita-se, normalmente, a encontros internacionais.
( ) Seus clientes são geralmente pessoas surdas e de diferentes entornos geográficos.
( ) Geralmente são ouvintes do mesmo entorno geográfico.
( ) Interpretam de/para as línguas orais.
( ) Seu campo de trabalho é tão amplo quanto as necessidades comunicativas e de informação de seus clientes.
Assinale a alternativa correta da ordem das respostas:
Segundo Quadros (2004), aos intérpretes educacionais é permitido estabelecer funções específicas.
I – Apresentar informações a respeito do desenvolvimento dos alunos.
II – Se preparar para a interpretação das aulas com o auxílio do professor através da revisão e elaboração das aulas.
III – Ter autoridade somente sobre os alunos surdos.
IV – Intermediar as relações entre os professores e os alunos
V – Intermediar as relações entre os colegas surdos e os colegas ouvintes
Segundo Rodrigues e Silvério (2011), os intérpretes educacionais devem possuir características e habilidades específicas. Marque a alternativa CORRETA.
I – Ter formação superior específica para atuação enquanto intérprete educacional.
II – Compartilhar, de maneira colaborativa, a função educacional do professor.
III – Saber mediar o processo de ensino/aprendizagem.
IV – Saber tratar a tradução/interpretação entre Língua de Sinais e Língua Portuguesa vinculada aos processos educacionais.
Pagura (2003) destaca algumas modalidades de interpretação:
I - Modalidade Consecutiva: é aquela que o intérprete escuta um longo trecho do discurso, toma notas e, após a conclusão de um trecho significativo ou do discurso inteiro, assume a palavra e repete todo o discurso na língua alvo, normalmente sua língua materna.
II - Modalidade simultânea: é a mais amplamente utilizada hoje em dia [...] os intérpretes – sempre em duplas – trabalham isolados numa cabine com vidro, de forma a permitir a visão do orador e recebem o discurso por meio de fones de ouvido.
III - Modalidade Intermitente: é muito estudada por pesquisadores da área e amplamente utilizada em eventos de caráter internacional. É vista mais frequentemente em reuniões nas quais o palestrante não fala as duas línguas [...] é comum algumas pessoas confundirem essa modalidade de interpretação com o que os profissionais chamam de consecutiva.
Inúmeras vezes as funções/responsabilidades dos professores e dos intérpretes são confundidas. Ora por haver uma linha tênue entre as funções, em sala de aula, ora por desconhecimento das funções/responsabilidades de cada um dos profissionais. Em http://deafmall.net/deafinx/useterp2.html (2002) apud Quadros (2004; 61), foram apresentados alguns elementos sobre o intérprete de língua de sinais em sala de aula:
I – Considerando as questões éticas, os intérpretes devem manter-se neutros e garantirem o direito dos alunos de manter as informações confidenciais;
II – Os intérpretes têm o direito de serem auxiliados pelo professor através da revisão e preparação das aulas que garantem a qualidade da sua atuação durante as aulas;
III – Os intérpretes devem tutorar, acompanhar e realizar atividades gerais extraclasse para os alunos surdos, além de preparar as avaliações e apresentar informações a respeito do desenvolvimento dos alunos.