Questões de Concurso
Para professor - técnica de linguagem de sinais
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“Tende a aproximar-se e a enfatizar a noção de diferença cultural que caracteriza a surdez, porém essencializa e ignora a história e a cultura. Assim, seriam Surdos (com S maiúsculo), porém não comprometidos com seus aspectos políticos” (STROBEL; PERLIN, 2008)
O trecho acima está de acordo com um tipo de projeto político apresentado por Skiliar (1998), denominado:
I. Os sujeitos surdos lutam pelo reconhecimento e respeito como um ser de uma cultura não diferente da dos ouvintes. II. A valorização de sua língua de sinais é de extrema importância. III. Há movimentos do povo surdo para o combate à insistência do ouvintismo. IV. O controle sobre o desenvolvimento da sua identidade cultural é fator imprescindível.
Assinale a alternativa correta:
Segundo Quadros (2004), são tradutores e intérpretes:
I – Professores de surdos proficientes em ambas as línguas, língua brasileira de sinais e língua portuguesa;
II – Filhos de pais surdos que comprovam fluência em Libras e em Língua Portuguesa, além de amplo conhecimento cultural e identitário da comunidade surda Brasileira;
III – Profissional que domina a língua de sinais e a língua falada do país e que é qualificado para desempenhar a função de intérprete;
IV – Profissional intérprete que tenha a formação específica na área de sua atuação (por exemplo, a área da educação);
V - Pessoas ouvintes que dominam a língua de sinais com convívio com a comunidade surda por mais de cinco anos.
Segundo Albres (2010), há algumas considerações preliminares para interpretação da Língua de Sinais para língua portuguesa oral. Analise os excertos que sejam correspondentes.
I – A entonação - A mesclagem de voz consiste da variação emocional (alegria, tristeza, euforia,) e variação da entonação da impostação vocal (projeção, relação grave agudo, ressonância).
II – A invisibilidade da interpretação oral - Nesse tipo de interpretação o profissional deve ficar entre o emissor e o receptor, considerando que o destaque deve ser atribuído ao intérprete e não para o sinalizador.
III – A velocidade da fala - o intérprete deve acompanhar o ritmo do conferencista que faz uso da língua de sinais (emissor), a depender da característica deste, pode utilizar alguns recursos que serão importantes para melhorar a qualidade da sua comunicação.
IV – A articulação - Uma voz bem postada, sonora, com timbre melodioso é o pré-requisito para uma boa interpretação, independente da forma como se fala.
V - Capturar o perfil do Sinalizador - Nesse caso o intérprete tem certa autonomia para captação e imitação do texto-base, sempre levando em consideração as características culturais e linguísticas inerentes ao emissor.
Numere as colunas abaixo, relacionando-as com os seguintes profissionais:
1. Interpretes de Línguas Vocais
2. Intérpretes de Língua de Sinais
( ) Interpretam de/para alguma língua de sinais.
( ) Seus clientes são exclusivamente pessoas ouvintes.
( ) Seu campo de trabalho limita-se, normalmente, a encontros internacionais.
( ) Seus clientes são geralmente pessoas surdas e de diferentes entornos geográficos.
( ) Geralmente são ouvintes do mesmo entorno geográfico.
( ) Interpretam de/para as línguas orais.
( ) Seu campo de trabalho é tão amplo quanto as necessidades comunicativas e de informação de seus clientes.
Assinale a alternativa correta da ordem das respostas:
Segundo Quadros (2004), aos intérpretes educacionais é permitido estabelecer funções específicas.
I – Apresentar informações a respeito do desenvolvimento dos alunos.
II – Se preparar para a interpretação das aulas com o auxílio do professor através da revisão e elaboração das aulas.
III – Ter autoridade somente sobre os alunos surdos.
IV – Intermediar as relações entre os professores e os alunos
V – Intermediar as relações entre os colegas surdos e os colegas ouvintes
Segundo Rodrigues e Silvério (2011), os intérpretes educacionais devem possuir características e habilidades específicas. Marque a alternativa CORRETA.
I – Ter formação superior específica para atuação enquanto intérprete educacional.
II – Compartilhar, de maneira colaborativa, a função educacional do professor.
III – Saber mediar o processo de ensino/aprendizagem.
IV – Saber tratar a tradução/interpretação entre Língua de Sinais e Língua Portuguesa vinculada aos processos educacionais.
Pagura (2003) destaca algumas modalidades de interpretação:
I - Modalidade Consecutiva: é aquela que o intérprete escuta um longo trecho do discurso, toma notas e, após a conclusão de um trecho significativo ou do discurso inteiro, assume a palavra e repete todo o discurso na língua alvo, normalmente sua língua materna.
II - Modalidade simultânea: é a mais amplamente utilizada hoje em dia [...] os intérpretes – sempre em duplas – trabalham isolados numa cabine com vidro, de forma a permitir a visão do orador e recebem o discurso por meio de fones de ouvido.
III - Modalidade Intermitente: é muito estudada por pesquisadores da área e amplamente utilizada em eventos de caráter internacional. É vista mais frequentemente em reuniões nas quais o palestrante não fala as duas línguas [...] é comum algumas pessoas confundirem essa modalidade de interpretação com o que os profissionais chamam de consecutiva.
Inúmeras vezes as funções/responsabilidades dos professores e dos intérpretes são confundidas. Ora por haver uma linha tênue entre as funções, em sala de aula, ora por desconhecimento das funções/responsabilidades de cada um dos profissionais. Em http://deafmall.net/deafinx/useterp2.html (2002) apud Quadros (2004; 61), foram apresentados alguns elementos sobre o intérprete de língua de sinais em sala de aula:
I – Considerando as questões éticas, os intérpretes devem manter-se neutros e garantirem o direito dos alunos de manter as informações confidenciais;
II – Os intérpretes têm o direito de serem auxiliados pelo professor através da revisão e preparação das aulas que garantem a qualidade da sua atuação durante as aulas;
III – Os intérpretes devem tutorar, acompanhar e realizar atividades gerais extraclasse para os alunos surdos, além de preparar as avaliações e apresentar informações a respeito do desenvolvimento dos alunos.
Ao se observar algumas diferenças entre as produções na língua portuguesa e na língua brasileira de sinais percebem-se uma série de diferenças (QUADROS, 2004; 84):
( ) A língua de sinais é baseada nas experiências visuais das comunidades surdas mediante as interações culturais surdas, enquanto a língua portuguesa constitui-se baseada nos sons;
( ) A língua de sinais utiliza a estrutura tópico-comentário, enquanto a língua portuguesa evita este tipo de construção;
( ) A língua de sinais tem marcações de gênero, enquanto que na língua portuguesa não há essas marcações;
( ) Coisas que são ditas na língua de sinais são ditas usando o mesmo tipo de construção gramatical da língua portuguesa;
( ) A escrita da língua de sinais é alfabética;
( ) A língua de sinais utiliza as referências anafóricas através de pontos estabelecidos no espaço que exclui ambiguidades que são possíveis na língua portuguesa.