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Serão consideradas atividades ou operações _________ aquelas que, por sua natureza, condições ou métodos de trabalho, exponham os empregados a agentes nocivos à saúde, acima dos limites de tolerância fixados em razão da natureza e da intensidade do agente e do tempo de exposição aos seus efeitos.
( ) Utilizar para a finalidade a que se destina ou demais atividades que entender adequado.
( ) Responsabilizar-se pela limpeza, guarda e conservação do EPI.
( ) Comunicar à organização quando extraviado, danificado ou qualquer alteração que o torne impróprio para uso.
O _____________ está relacionado ao posicionamento físico dos recursos transformadores de uma organização, ou seja: as instalações, equipamentos e pessoas que trabalham na empresa. O seu objetivo é permitir o melhor desempenho dos colaboradores e dos equipamentos, de forma que o trabalho flua de maneira simples e fácil.
( ) Identificar os riscos do processo de trabalho e elaborar os mapas de riscos é uma das atribuições da CIPA.
( ) Promover anualmente a Semana Interna de Prevenção de Acidentes – SIPAT é uma das atribuições da CIPA.
( ) Promover e zelar pelas medidas de segurança não é uma das atribuições atinentes à CIPA
_______________ é o que ocorre pelo exercício do trabalho a serviço de empresa ou de empregador doméstico ou pelo exercício do trabalho dos segurados referidos em Lei, provocando lesão corporal ou perturbação funcional que cause a morte ou a perda ou redução, permanente ou temporária, da capacidade para o trabalho.
( ) O trabalhador não pode interromper suas atividades quando constatar uma situação de trabalho onde, a seu ver, por motivos razoáveis, envolva um risco grave e iminente para a sua vida ou saúde, mesmo que informe imediatamente ao seu superior hierárquico.
( ) O trabalhador deve comunicar, imediatamente, ao seu superior hierárquico as situações de trabalho que envolvam um risco grave e iminente para a sua vida ou saúde, bem como de terceiros.
( ) Todo trabalhador, ao ser admitido ou quando mudar de função que implique em alteração de risco, deve receber informações sobre os riscos ocupacionais que existam ou possam originar-se nos locais de trabalho.
I. Meus livros preferidos são os de suspense.
II. Ele desperdiçou o seu tempo com bobagens.
III. Este segredo deve ficar apenas entre nós.
pode-se afirmar que:
Nesta sentença, os verbos “descobriu” e “fazer” são:
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Um coelho
Todo mundo sabe: uma agência de publicidade comemorou a Páscoa oferecendo um coelho vivo a 20 personalidades do Rio de Janeiro. Mas o que ninguém sabe é que só depois da Páscoa o meu coelho conseguiu me encontrar.
Dentro de uma gaiola, o coelho era pesado e assustadiço. Chamava-se Osvaldo — Osvaldo Coelho. No primeiro dia fiquei algumas horas com aquele bicho orelhudo à minha mercê, num restaurante. Providenciei cenouras para Osvaldo e pensei que não havia novidade alguma em tudo aquilo, pois até Hollywood já havia feito um filme mostrando um coelho num bar. O filme era Meu amigo Harvey e James Stewart, o protagonista.
Quando chegou a madrugada conduzi Osvaldo para o meu lar. Apresentei-lhe o meu melhor amigo, Nelsinho Mota, que é um passarinho inteligente e terno, mas Osvaldo teve medo de Nelsinho e vice-versa. Decidi, então, que a cada um caberia um aposento especial. Nelsinho ficaria na sala e Osvaldo no escritório. [...]
Minha cozinheira foi a primeira pessoa a perceber o absurdo da situação. Não se pode viver com um coelho dentro de um apartamento — disse ela. “Azar, azia, azeite”, respondi. “Não se pode viver de maneira alguma. O coelho é apenas uma demonstração particularmente cruel dessa evidência”.
Passaram-se dois dias: simplesmente fiquei dois dias sem voltar para casa, na esperança de que o coelho e a cozinheira entrassem em algum acordo. Mas o lar é uma coisa a que estamos tão habituados que sempre acabamos voltando a ele. Voltei fatigado, deitei me, e na manhã seguinte me pus a assoviar enquanto aparava a barba. Ao café, a cozinheira disse:
— E o coelho?
— Não sei. Não tenho jogado no bicho
— Estou falando é no nosso coelho. (Ela disse “nosso” coelho! O malandro já pertencia à minha família).
— Ah... O Osvaldo? — disse eu. — Façamos o seguinte: passemos a navalha no pescoço dele e jantemos civet de lapin! Coelho esquartejado!
— É pecado comer bicho que tem nome cristão — sentenciou ela. E estava certíssima: a minha saudosa galinha, Amélia, morreu de velha; ninguém ousou prepará-la ao molho pardo.
Eis senão quando o próprio Osvaldo tomou uma atitude singular. Depois de roer a gaiola e de devorar o Canto número dois, de Lautreamont — deixando intacto o Canto número um, que está impresso nas páginas anteriores — ele se esgueirou pelo corredor e, na sala, ficou ouvindo a nossa conversa. Aliás, o nosso silêncio: quando o vimos, a cozinheira e eu nos calamos. Eu, principalmente, estava encabuladíssimo, pois acabava de sugerir uma navalhada no pescoço dele.
A intuição feminina prevaleceria. A cozinheira mais que depressa abriu a porta da rua e sorriu maliciosamente na minha direção. O coelho, com as orelhas eretas, contemplou longamente a liberdade. Depois, por sua vez, se precipitou para fora.
Fechamos a porta e suspiramos. O mais e o menos outra vez se equilibravam em nossas vidas: menos um problema, mais um remorso.
OLIVEIRA, J. C. Domingo. In: Caderno B, Jornal do Brasil. Rio de
Janeiro, 1969. Disponível em
<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16674/um-coelho>.
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Um coelho
Todo mundo sabe: uma agência de publicidade comemorou a Páscoa oferecendo um coelho vivo a 20 personalidades do Rio de Janeiro. Mas o que ninguém sabe é que só depois da Páscoa o meu coelho conseguiu me encontrar.
Dentro de uma gaiola, o coelho era pesado e assustadiço. Chamava-se Osvaldo — Osvaldo Coelho. No primeiro dia fiquei algumas horas com aquele bicho orelhudo à minha mercê, num restaurante. Providenciei cenouras para Osvaldo e pensei que não havia novidade alguma em tudo aquilo, pois até Hollywood já havia feito um filme mostrando um coelho num bar. O filme era Meu amigo Harvey e James Stewart, o protagonista.
Quando chegou a madrugada conduzi Osvaldo para o meu lar. Apresentei-lhe o meu melhor amigo, Nelsinho Mota, que é um passarinho inteligente e terno, mas Osvaldo teve medo de Nelsinho e vice-versa. Decidi, então, que a cada um caberia um aposento especial. Nelsinho ficaria na sala e Osvaldo no escritório. [...]
Minha cozinheira foi a primeira pessoa a perceber o absurdo da situação. Não se pode viver com um coelho dentro de um apartamento — disse ela. “Azar, azia, azeite”, respondi. “Não se pode viver de maneira alguma. O coelho é apenas uma demonstração particularmente cruel dessa evidência”.
Passaram-se dois dias: simplesmente fiquei dois dias sem voltar para casa, na esperança de que o coelho e a cozinheira entrassem em algum acordo. Mas o lar é uma coisa a que estamos tão habituados que sempre acabamos voltando a ele. Voltei fatigado, deitei me, e na manhã seguinte me pus a assoviar enquanto aparava a barba. Ao café, a cozinheira disse:
— E o coelho?
— Não sei. Não tenho jogado no bicho
— Estou falando é no nosso coelho. (Ela disse “nosso” coelho! O malandro já pertencia à minha família).
— Ah... O Osvaldo? — disse eu. — Façamos o seguinte: passemos a navalha no pescoço dele e jantemos civet de lapin! Coelho esquartejado!
— É pecado comer bicho que tem nome cristão — sentenciou ela. E estava certíssima: a minha saudosa galinha, Amélia, morreu de velha; ninguém ousou prepará-la ao molho pardo.
Eis senão quando o próprio Osvaldo tomou uma atitude singular. Depois de roer a gaiola e de devorar o Canto número dois, de Lautreamont — deixando intacto o Canto número um, que está impresso nas páginas anteriores — ele se esgueirou pelo corredor e, na sala, ficou ouvindo a nossa conversa. Aliás, o nosso silêncio: quando o vimos, a cozinheira e eu nos calamos. Eu, principalmente, estava encabuladíssimo, pois acabava de sugerir uma navalhada no pescoço dele.
A intuição feminina prevaleceria. A cozinheira mais que depressa abriu a porta da rua e sorriu maliciosamente na minha direção. O coelho, com as orelhas eretas, contemplou longamente a liberdade. Depois, por sua vez, se precipitou para fora.
Fechamos a porta e suspiramos. O mais e o menos outra vez se equilibravam em nossas vidas: menos um problema, mais um remorso.
OLIVEIRA, J. C. Domingo. In: Caderno B, Jornal do Brasil. Rio de
Janeiro, 1969. Disponível em
<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16674/um-coelho>.
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Um coelho
Todo mundo sabe: uma agência de publicidade comemorou a Páscoa oferecendo um coelho vivo a 20 personalidades do Rio de Janeiro. Mas o que ninguém sabe é que só depois da Páscoa o meu coelho conseguiu me encontrar.
Dentro de uma gaiola, o coelho era pesado e assustadiço. Chamava-se Osvaldo — Osvaldo Coelho. No primeiro dia fiquei algumas horas com aquele bicho orelhudo à minha mercê, num restaurante. Providenciei cenouras para Osvaldo e pensei que não havia novidade alguma em tudo aquilo, pois até Hollywood já havia feito um filme mostrando um coelho num bar. O filme era Meu amigo Harvey e James Stewart, o protagonista.
Quando chegou a madrugada conduzi Osvaldo para o meu lar. Apresentei-lhe o meu melhor amigo, Nelsinho Mota, que é um passarinho inteligente e terno, mas Osvaldo teve medo de Nelsinho e vice-versa. Decidi, então, que a cada um caberia um aposento especial. Nelsinho ficaria na sala e Osvaldo no escritório. [...]
Minha cozinheira foi a primeira pessoa a perceber o absurdo da situação. Não se pode viver com um coelho dentro de um apartamento — disse ela. “Azar, azia, azeite”, respondi. “Não se pode viver de maneira alguma. O coelho é apenas uma demonstração particularmente cruel dessa evidência”.
Passaram-se dois dias: simplesmente fiquei dois dias sem voltar para casa, na esperança de que o coelho e a cozinheira entrassem em algum acordo. Mas o lar é uma coisa a que estamos tão habituados que sempre acabamos voltando a ele. Voltei fatigado, deitei me, e na manhã seguinte me pus a assoviar enquanto aparava a barba. Ao café, a cozinheira disse:
— E o coelho?
— Não sei. Não tenho jogado no bicho
— Estou falando é no nosso coelho. (Ela disse “nosso” coelho! O malandro já pertencia à minha família).
— Ah... O Osvaldo? — disse eu. — Façamos o seguinte: passemos a navalha no pescoço dele e jantemos civet de lapin! Coelho esquartejado!
— É pecado comer bicho que tem nome cristão — sentenciou ela. E estava certíssima: a minha saudosa galinha, Amélia, morreu de velha; ninguém ousou prepará-la ao molho pardo.
Eis senão quando o próprio Osvaldo tomou uma atitude singular. Depois de roer a gaiola e de devorar o Canto número dois, de Lautreamont — deixando intacto o Canto número um, que está impresso nas páginas anteriores — ele se esgueirou pelo corredor e, na sala, ficou ouvindo a nossa conversa. Aliás, o nosso silêncio: quando o vimos, a cozinheira e eu nos calamos. Eu, principalmente, estava encabuladíssimo, pois acabava de sugerir uma navalhada no pescoço dele.
A intuição feminina prevaleceria. A cozinheira mais que depressa abriu a porta da rua e sorriu maliciosamente na minha direção. O coelho, com as orelhas eretas, contemplou longamente a liberdade. Depois, por sua vez, se precipitou para fora.
Fechamos a porta e suspiramos. O mais e o menos outra vez se equilibravam em nossas vidas: menos um problema, mais um remorso.
OLIVEIRA, J. C. Domingo. In: Caderno B, Jornal do Brasil. Rio de
Janeiro, 1969. Disponível em
<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16674/um-coelho>.
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Um coelho
Todo mundo sabe: uma agência de publicidade comemorou a Páscoa oferecendo um coelho vivo a 20 personalidades do Rio de Janeiro. Mas o que ninguém sabe é que só depois da Páscoa o meu coelho conseguiu me encontrar.
Dentro de uma gaiola, o coelho era pesado e assustadiço. Chamava-se Osvaldo — Osvaldo Coelho. No primeiro dia fiquei algumas horas com aquele bicho orelhudo à minha mercê, num restaurante. Providenciei cenouras para Osvaldo e pensei que não havia novidade alguma em tudo aquilo, pois até Hollywood já havia feito um filme mostrando um coelho num bar. O filme era Meu amigo Harvey e James Stewart, o protagonista.
Quando chegou a madrugada conduzi Osvaldo para o meu lar. Apresentei-lhe o meu melhor amigo, Nelsinho Mota, que é um passarinho inteligente e terno, mas Osvaldo teve medo de Nelsinho e vice-versa. Decidi, então, que a cada um caberia um aposento especial. Nelsinho ficaria na sala e Osvaldo no escritório. [...]
Minha cozinheira foi a primeira pessoa a perceber o absurdo da situação. Não se pode viver com um coelho dentro de um apartamento — disse ela. “Azar, azia, azeite”, respondi. “Não se pode viver de maneira alguma. O coelho é apenas uma demonstração particularmente cruel dessa evidência”.
Passaram-se dois dias: simplesmente fiquei dois dias sem voltar para casa, na esperança de que o coelho e a cozinheira entrassem em algum acordo. Mas o lar é uma coisa a que estamos tão habituados que sempre acabamos voltando a ele. Voltei fatigado, deitei me, e na manhã seguinte me pus a assoviar enquanto aparava a barba. Ao café, a cozinheira disse:
— E o coelho?
— Não sei. Não tenho jogado no bicho
— Estou falando é no nosso coelho. (Ela disse “nosso” coelho! O malandro já pertencia à minha família).
— Ah... O Osvaldo? — disse eu. — Façamos o seguinte: passemos a navalha no pescoço dele e jantemos civet de lapin! Coelho esquartejado!
— É pecado comer bicho que tem nome cristão — sentenciou ela. E estava certíssima: a minha saudosa galinha, Amélia, morreu de velha; ninguém ousou prepará-la ao molho pardo.
Eis senão quando o próprio Osvaldo tomou uma atitude singular. Depois de roer a gaiola e de devorar o Canto número dois, de Lautreamont — deixando intacto o Canto número um, que está impresso nas páginas anteriores — ele se esgueirou pelo corredor e, na sala, ficou ouvindo a nossa conversa. Aliás, o nosso silêncio: quando o vimos, a cozinheira e eu nos calamos. Eu, principalmente, estava encabuladíssimo, pois acabava de sugerir uma navalhada no pescoço dele.
A intuição feminina prevaleceria. A cozinheira mais que depressa abriu a porta da rua e sorriu maliciosamente na minha direção. O coelho, com as orelhas eretas, contemplou longamente a liberdade. Depois, por sua vez, se precipitou para fora.
Fechamos a porta e suspiramos. O mais e o menos outra vez se equilibravam em nossas vidas: menos um problema, mais um remorso.
OLIVEIRA, J. C. Domingo. In: Caderno B, Jornal do Brasil. Rio de
Janeiro, 1969. Disponível em
<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16674/um-coelho>.
Leia o texto a seguir para responder a questão.
Um coelho
Todo mundo sabe: uma agência de publicidade comemorou a Páscoa oferecendo um coelho vivo a 20 personalidades do Rio de Janeiro. Mas o que ninguém sabe é que só depois da Páscoa o meu coelho conseguiu me encontrar.
Dentro de uma gaiola, o coelho era pesado e assustadiço. Chamava-se Osvaldo — Osvaldo Coelho. No primeiro dia fiquei algumas horas com aquele bicho orelhudo à minha mercê, num restaurante. Providenciei cenouras para Osvaldo e pensei que não havia novidade alguma em tudo aquilo, pois até Hollywood já havia feito um filme mostrando um coelho num bar. O filme era Meu amigo Harvey e James Stewart, o protagonista.
Quando chegou a madrugada conduzi Osvaldo para o meu lar. Apresentei-lhe o meu melhor amigo, Nelsinho Mota, que é um passarinho inteligente e terno, mas Osvaldo teve medo de Nelsinho e vice-versa. Decidi, então, que a cada um caberia um aposento especial. Nelsinho ficaria na sala e Osvaldo no escritório. [...]
Minha cozinheira foi a primeira pessoa a perceber o absurdo da situação. Não se pode viver com um coelho dentro de um apartamento — disse ela. “Azar, azia, azeite”, respondi. “Não se pode viver de maneira alguma. O coelho é apenas uma demonstração particularmente cruel dessa evidência”.
Passaram-se dois dias: simplesmente fiquei dois dias sem voltar para casa, na esperança de que o coelho e a cozinheira entrassem em algum acordo. Mas o lar é uma coisa a que estamos tão habituados que sempre acabamos voltando a ele. Voltei fatigado, deitei me, e na manhã seguinte me pus a assoviar enquanto aparava a barba. Ao café, a cozinheira disse:
— E o coelho?
— Não sei. Não tenho jogado no bicho
— Estou falando é no nosso coelho. (Ela disse “nosso” coelho! O malandro já pertencia à minha família).
— Ah... O Osvaldo? — disse eu. — Façamos o seguinte: passemos a navalha no pescoço dele e jantemos civet de lapin! Coelho esquartejado!
— É pecado comer bicho que tem nome cristão — sentenciou ela. E estava certíssima: a minha saudosa galinha, Amélia, morreu de velha; ninguém ousou prepará-la ao molho pardo.
Eis senão quando o próprio Osvaldo tomou uma atitude singular. Depois de roer a gaiola e de devorar o Canto número dois, de Lautreamont — deixando intacto o Canto número um, que está impresso nas páginas anteriores — ele se esgueirou pelo corredor e, na sala, ficou ouvindo a nossa conversa. Aliás, o nosso silêncio: quando o vimos, a cozinheira e eu nos calamos. Eu, principalmente, estava encabuladíssimo, pois acabava de sugerir uma navalhada no pescoço dele.
A intuição feminina prevaleceria. A cozinheira mais que depressa abriu a porta da rua e sorriu maliciosamente na minha direção. O coelho, com as orelhas eretas, contemplou longamente a liberdade. Depois, por sua vez, se precipitou para fora.
Fechamos a porta e suspiramos. O mais e o menos outra vez se equilibravam em nossas vidas: menos um problema, mais um remorso.
OLIVEIRA, J. C. Domingo. In: Caderno B, Jornal do Brasil. Rio de
Janeiro, 1969. Disponível em
<https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/16674/um-coelho>.