Questões de Concurso
Para pesquisador-tecnologista - biotecnologia geral
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Uma professora de Libras foi designada para ministrar aulas a uma turma composta por estudantes ouvintes do Ensino Fundamental II que nunca tiveram contato com a língua de sinais. Durante o planejamento, a docente propôs iniciar o curso com longas explicações sobre classificação gramatical, parâmetros fonológicos da Libras e aspectos históricos da educação de surdos, deixando o ensino da comunicação em Libras para as últimas unidades do semestre.
À luz das concepções contemporâneas de ensino de línguas e dos pressupostos da BNCC, o planejamento apresentado necessita ser revisto porque o ensino de Libras deve
Durante uma aula, o professor solicita ao tradutor e intérprete de Libras que elabore uma atividade diferenciada para o estudante surdo e seja responsável pela correção da avaliação desse estudante, alegando que ele conhece melhor a Libras.
Nessa situação, a atuação do tradutor e intérprete educacional deve consistir em
Os processos que resultam na modificação da forma de alguns sinais da Libras se assemelham ao que se chama de flexão nas línguas orais [...]. Na verdade, geram-se através deles diferentes formas de um mesmo sinal por meio das quais se expressam certos significados gramaticais. Na Libras, observam-se entre esses casos aqueles em que a forma do sinal é modificada quando incorpora quantidade, negação, argumento e intensidade.
XAVIER, A. N.; NEVES, S. L. G. Descrição de aspectos morfológicos da Libras. Revista Sinalizar, Goiânia, v. 1, n. 2, p. 131, jul./dez. 2016. Disponível em: https://revistas.ufg.br/revsinal/article/view/43933. Acesso em: 15 jul. 2026.
A análise morfológica da Libras permite compreender como diferentes processos linguísticos contribuem para a formação dos sinais e para a construção de significados. As imagens apresentadas a seguir ilustram diferentes ocorrências relacionadas aos aspectos morfológicos da Libras.
Com base nos exemplos apresentados, as representações em (I), (II) e (III) correspondem a quais processos morfológicos?
Trecho A
[...] É importante que a escola se estruture a fim de adequar sua proposta de ensino às necessidades educacionais especiais (NEEs) apresentadas pelo estudante PAEE ou com algum transtorno funcional específico, como dislexia, discalculia, TDAH, dentre outros. Isso porque, além de ter garantida a sua matrícula na escola, ele precisa estar incluído, participando das atividades educacionais em igualdade de condições com os demais, sem ter negadas as suas diferenças.
BARBOSA, V. B.; CARVALHO, M. P. Conhecimentos necessários para elaborar o Plano Educacional Individualizado – PEI. Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais – Campus Rio Pomba, Mestrado Profissional em Educação Profissional e Tecnológica (PROFEPT), 2019. p. 10. Disponível em: https://educapes.capes.gov.br/handle/capes/570204. Acesso em: 15 jul. 2026.
Trecho B
[...] A proposta do PEI pode ser traduzida como a forma de se produzir documentação ou registro com a finalidade de promover e garantir, como um contrato, a aprendizagem de estudantes PAEE por meio da ação compartilhada pelas pessoas responsáveis ou que deverão trabalhar com esses estudantes.
TANNÚS-VALADÃO, G.; MENDES, E. G. Inclusão escolar e o planejamento educacional individualizado: estudo comparativo sobre práticas de planejamento em diferentes países. Revista Brasileira de Educação, Rio de Janeiro, v. 23, e230076, p. 5, 2018. Disponível em: https://www.scielo.br/j/rbedu/a/mJJDHWr3xyVzztRdVjdhJSg/. Acesso em: 15 jul. 2026.
Durante o planejamento do ano letivo, a equipe pedagógica de uma escola iniciou a elaboração do PEI de um estudante PAEE. Na reunião, foram discutidos sua finalidade, os profissionais envolvidos em sua elaboração e sua utilização no acompanhamento do processo de ensino e aprendizagem.
O Planejamento Educacional Individualizado (PEI) constitui uma importante estratégia para a organização das práticas pedagógicas destinadas aos estudantes Público-Alvo da Educação Especial (PAEE). Considerando os trechos A e B e a situação apresentada, o PEI caracteriza-se como um instrumento que
Observe as sentenças representadas nas imagens a seguir.

Os estudos sobre a sintaxe da Libras demonstram que determinados constituintes podem ocupar diferentes posições na sentença sem alterar seu significado básico. Nesse sentido, a comparação entre as três sentenças permite identificar uma característica da organização sintática da Libras relacionada ao uso dos advérbios temporais. Essa característica consiste no fato de que o(a)
Considere a seguinte situação: ao elaborar o planejamento do Atendimento Educacional Especializado para um estudante surdo recém-matriculado, a equipe pedagógica discutiu quais ações deveriam compor esse atendimento, considerando os princípios da educação bilíngue. Surgiram diferentes propostas sobre a organização do AEE e suas finalidades. Nesse sentido, o Atendimento Educacional Especializado (AEE) destinado aos estudantes surdos constitui um espaço de desenvolvimento linguístico que integra a proposta da educação bilíngue.
[...] Na organização do trabalho de ensino de LIBRAS a alunos com surdez, percebemos o quanto é desafiador incluir esse aluno na escola regular despreparada, que mais se adequa aos padrões excludentes da sociedade do que se abre a uma educação que verdadeiramente valorize a diversidade e promova o crescimento humano igualitário de todos que dela participem. O desafio aqui é encontrar o elo que diminuirá a distância entre o aluno com surdez e o aluno ouvinte, levando-se em conta suas origens, culturas e, sobretudo, suas línguas.
SANTOS, W. J. Ambiente de Ensino-Aprendizagem da LIBRAS: o AEE para alunos surdos. Revista Virtual de Cultura Surda, Petrópolis, n. 11, jun. 2013, p. 9. Disponível em: https://libras.uff.br/wp-content/uploads/sites/320/2024/12/3- Santos-REVISTA-11.pdf. Acesso em: 14 jul. 2026.
Levando em consideração a situação e o trecho apresentado, a organização do AEE para estudantes surdos pressupõe, além do ensino da Libras, o
[...] A diferença linguística existente na comunicação entre surdos e ouvintes pode dificultar ainda mais a interação na escola que, somado ao preconceito de cor, o negro surdo precisa aprender a lidar com interferências que vão além de “não ser compreendido.
OLIVEIRA, R. A. B.; REIS, M. C. O surdo e sua dupla identificação: construindo a identidade negra. In: CANDEIAS, P. R. P. (org.). Os múltiplos olhares do Laboratório de Educação das Relações Étnico-Raciais da UFPE. Recife: Ed. UFPE, 2021. p. 104. Disponível em: https://editora.ufpe.br/books/catalog/download/728/739/2332?inline=1. Acesso em: 14 jul. 2026.
CONGRESSO NACIONAL DE INCLUSÃO SOCIAL DE NEGRO SURDO. Perfil oficial no Instagram. Instagram. Disponível em: https://www.instagram.com/cnisns.brasil/. Acesso em: 15 jul. 2026.
A identidade constitui um processo dinâmico de construção social, marcado por diferentes pertencimentos culturais, linguísticos e históricos. Nos estudos sobre a comunidade negra surda, a articulação entre identidade étnico-racial e identidade surda amplia as discussões sobre representatividade, participação social e reconhecimento da diversidade. Considerando o texto e a imagem apresentados, a expressão dupla identificação refere-se ao(à)
[...] É possível afirmar que embora haja estudos voltados para a aplicação da gamificação no ensino de línguas sinalizadas, em diferentes contextos de ensino-aprendizagem, ainda há a carência de investigações que analisem de forma mais aprofundada os impactos da gamificação na aprendizagem de estudantes dessas línguas.
BRITO, H. P.; OLIVEIRA, G. C. S. A gamificação no ensino de Línguas de Sinais: uma revisão de escopo. Revista Educação Especial, Santa Maria, v. 38, p. 17, 2025. Disponível em: https://periodicos.ufsm.br/educacaoespecial/article/view/92574. Acesso em: 15 jul. 2026.
A análise apresentada pelos autores permite compreender que a gamificação caracteriza-se por
[...] Os graduandos das licenciaturas brasileiras precisam ter acesso a conteúdos que os orientem de forma segura para a realização do trabalho com o aluno surdo nas salas de aula inclusivas. O que certamente contribuirá para a não perpetuação das falhas atualmente existentes no ensino que têm impedido o pleno acesso do Surdo ao conhecimento.
PAIVA, G. X. S.; FARIA, J. G.; CHAVEIRO, N. O ensino de Libras nos cursos de formação de professores: desafios e possibilidades. Revista Sinalizar, Goiânia, v. 3, n. 1, p. 78, jan./jun. 2018. Disponível em: https://revistas.ufg.br/revsinal/article/view/53145. Acesso em: 14 jul. 2026.
A oferta da disciplina de Libras nos cursos de Licenciatura representa um dos desdobramentos das políticas públicas voltadas à formação inicial de professores para a educação inclusiva e bilíngue. Entretanto, conforme discutem as autoras, ainda persistem desafios relacionados à organização dessa disciplina. Considerando o texto, um desses desafios corresponde à