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Q3800514 Serviço Social
A diversidade e a inclusão social, embora sejam temas de relevância crescente nas agendas governamentais, representam para o Assistente Social apenas um conjunto de demandas secundárias, que devem ser abordadas após a resolução dos problemas mais urgentes relacionados à pobreza e à exclusão econômica, configurando-se como pautas de menor prioridade na intervenção profissional.
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Q3800513 Serviço Social
A concepção de cidadania defendida pelo projeto ético-político do Serviço Social transcende a dimensão formal-legal, pressupondo a construção de sujeitos sociais ativos e participativos, capazes de lutar pela efetivação de seus direitos, o que implica uma postura profissional que fomente a autonomia e o protagonismo dos usuários, sem se restringir à provisão de serviços e benefícios.
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Q3800512 Serviço Social
A Política Nacional de Saúde Mental, ao defender o modelo de atenção psicossocial aberto e de base comunitária, prescinde da atuação do Assistente Social, uma vez que a dimensão social do sofrimento psíquico é integralmente absorvida pela equipe multidisciplinar dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), eliminando a necessidade de uma intervenção específica que contemple as particularidades inerentes à profissão.
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Q3800511 Serviço Social
A Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), embora represente um avanço legislativo no combate à violência contra a mulher, é insuficiente para desmantelar as estruturas patriarcais que a sustentam, exigindo do Assistente Social uma atuação que transcenda a mera aplicação da lei, buscando a promoção de reflexões críticas sobre gênero e poder, mesmo que estas não resultem em ações diretas de judicialização. 
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Q3800510 Serviço Social
O processo de mercantilização da saúde, mesmo após a criação do SUS, ainda se manifesta por meio da coexistência de sistemas público e privado, o que impõe ao Assistente Social o desafio de mediar as tensões entre o direito universal à saúde e a lógica do mercado, sem, no entanto, poder questionar as bases econômicas que sustentam essa dualidade em sua intervenção pragmática.
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Q3800509 Serviço Social
Situação hipotética: Em um município, a gestão pública decide desfinanciar os CREAS em detrimento da ampliação dos serviços de acolhimento institucional, sob a alegação de que esta última modalidade seria mais eficaz na proteção de crianças e adolescentes vítimas de violência. Assertiva: Tal medida, alinhada à lógica de um Estado mínimo, contraria frontalmente os preceitos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e a Política Nacional de Assistência Social (PNAS), que priorizam a convivência familiar e comunitária e o fortalecimento de vínculos como eixos centrais da proteção social. 
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Q3800508 Serviço Social
A Política Nacional de Direitos Humanos, ao afirmar a interdependência e indivisibilidade dos direitos humanos, estabelece um imperativo ético-político para o Serviço Social, demandando uma prática profissional que incida na raiz estrutural das violações de direitos, superando abordagens fenomenológicas que apenas atenuam os sintomas da questão social.
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Q3800507 Serviço Social
O Sistema Único de Assistência Social (SUAS), ao organizar os serviços em proteção social básica e especial de média e alta complexidade, instrumentaliza o Assistente Social na gestão de suas atribuições profissionais, permitindo a desarticulação das ações em rede para garantir uma maior flexibilidade na resposta às demandas fragmentadas dos usuários, sem a necessidade de uma atuação intersetorial que poderia burocratizar o atendimento.
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Q3800506 Serviço Social
A LOAS (Lei Orgânica da Assistência Social), ao instituir o benefício de prestação continuada (BPC), reproduz a lógica assistencialista e seletiva que caracterizava a assistência social brasileira antes da promulgação da Constituição de 1988, reforçando a condição de dependência dos usuários e desconsiderando o caráter de direito social universal da assistência.
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Q3800505 Serviço Social
A Seguridade Social no Brasil, concebida pela Constituição Federal de 1988 como um tripé que engloba Saúde, Previdência e Assistência Social, representa um avanço paradigmático ao universalizar o acesso a direitos, superando a tradição seletiva e contributiva das políticas sociais pré-constitucionais, ainda que a efetivação desses direitos seja tensionada pelas limitações orçamentárias e pela precarização do trabalho.
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Q3800504 Serviço Social
Situação hipotética: Um Assistente Social é demandado para atuar em uma unidade de saúde que prioriza a lógica da medicalização dos problemas sociais, relegando a um segundo plano as dimensões sociais e psicossociais da saúde. Assertiva: Neste cenário, o profissional deve pautar sua intervenção pelo princípio da neutralidade profissional, submetendo-se à hegemonia do discurso biomédico, a fim de garantir a aprovação institucional de suas ações, sem questionar as bases ideológicas da instituição.
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Q3800503 Serviço Social
O Código de Ética do Assistente Social, ao estabelecer princípios como o reconhecimento da liberdade como valor ético central e a defesa intransigente dos direitos humanos, postula uma práxis profissional que exige do Assistente Social a superação de concepções conservadoras sobre família e sociedade, impulsionando a categoria a assumir uma postura de vanguarda na luta por uma ordem social justa e igualitária, sem, contudo, prescrever as formas concretas de organização societal.
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Q3800502 Serviço Social
A adoção do referencial teórico marxista no Serviço Social brasileiro, embora tenha propiciado uma análise crítica das expressões da 'questão social', incorreu no erro de subestimar a importância das dimensões culturais e subjetivas na conformação dos fenômenos sociais, limitando-se a uma interpretação economicista que negligencia a complexidade da intervenção profissional.
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Q3800501 Serviço Social
A 'questão social', em sua gênese e desenvolvimento no modo de produção capitalista, configura-se como um emaranhado de expressões da pauperização e da desigualdade, que, ao serem objetivadas em políticas sociais, perdem sua centralidade na luta de classes, tornando-se meros objetos de gerenciamento técnico-burocrático, desprovidos de potencial transformador da estrutura social.
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Q3800500 Serviço Social
A regulamentação profissional do Assistente Social, estabelecida pela Lei nº 8.662/1993, ao definir as competências e atribuições privativas da categoria, paradoxalmente, restringe a autonomia profissional ao subordinar a prática do Assistente Social exclusivamente aos ditames da burocracia estatal, impedindo a construção de práticas criativas e inovadoras no âmbito das políticas sociais.
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Q3800499 Serviço Social
Situação hipotética: Um Assistente Social atua em um CRAS de um município de pequeno porte, onde observa uma demanda crescente por serviços socioassistenciais decorrente do desemprego estrutural e da fragilização dos vínculos familiares. Assertiva: Neste contexto, a priorização exclusiva de programas de transferência de renda, sem articulação com ações de fortalecimento de capacidades e emancipação, alinha-se à diretriz de focalização extrema da Política Nacional de Assistência Social (PNAS) como estratégia de promoção da autonomia plena dos usuários, conforme preconizado pelos fundamentos do SUAS.
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Q3800498 Serviço Social
O projeto ético-político do Serviço Social brasileiro, embora fundamentado na autonomia relativa da profissão, preconiza uma adesão incondicional aos preceitos da moral burguesa, como forma de legitimação social e política da categoria, afastando-se de qualquer proposta de ruptura com as bases hegemônicas da sociedade, o que se evidencia pela neutralidade valorativa implícita no Código de Ética Profissional.
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Q3800497 Serviço Social
A perspectiva da acumulação flexível, característica do capitalismo contemporâneo, impõe ao Serviço Social a reelaboração de sua instrumentalidade, exigindo não apenas a compreensão das novas configurações da 'questão social', mas também a construção de estratégias profissionais que transcendam a mera mediação de políticas focais, buscando incidir na desconstrução dos mecanismos estruturais de precarização da vida, ainda que o acesso universal a direitos sociais permaneça uma utopia na lógica do capital. 
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Ano: 2025 Banca: Instituto IBED Órgão: Prefeitura de Parnaguá - PI Provas: Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Assistente Social | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Dentista | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Enfermeiro | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Fisioterapeuta | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Médico Cirurgião | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Médico Clínico Geral | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Médico Pediatra | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Médico Veterinário | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Nutricionista | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Professor de Anos Iniciais | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Professor de Ciências | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Professor de Educação Física | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Professor de Geografia | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Professor de História | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Professor de Inglês | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Professor de Libras | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Professor de Matemática | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Professor de Português | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Psicólogo | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Psicopedagogo |
Q3800496 Noções de Informática
Com o advento de ferramentas de Inteligência Artificial Generativa, como ChatGPT e Google Bard, o setor público se depara com a oportunidade de otimizar processos internos, desde a redação de documentos técnicos até a resposta automatizada a questionamentos da população. No entanto, a implementação dessas ferramentas em ambientes governamentais exige uma avaliação rigorosa quanto à confiabilidade das informações geradas, o controle sobre os dados de treinamento utilizados e a potencial substituição de mão de obra humana, que pode levar a questões éticas e sociais graves. A capacidade de discernir a veracidade e a fonte da informação produzida por essas IAs torna-se um desafio central, exigindo que o usuário final detenha um alto grau de letramento digital e crítico para evitar a disseminação de notícias falsas ou dados imprecisos que comprometam a integridade dos serviços públicos.
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Ano: 2025 Banca: Instituto IBED Órgão: Prefeitura de Parnaguá - PI Provas: Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Assistente Social | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Dentista | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Enfermeiro | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Fisioterapeuta | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Médico Cirurgião | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Médico Clínico Geral | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Médico Pediatra | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Médico Veterinário | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Nutricionista | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Professor de Anos Iniciais | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Professor de Ciências | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Professor de Educação Física | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Professor de Geografia | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Professor de História | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Professor de Inglês | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Professor de Libras | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Professor de Matemática | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Professor de Português | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Psicólogo | Instituto IBED - 2025 - Prefeitura de Parnaguá - PI - Psicopedagogo |
Q3800495 Noções de Informática
A Computação em Nuvem (Cloud Computing) oferece modelos de serviço como IaaS (Infrastructure as a Service), PaaS (Platform as a Service) e SaaS (Software as a Service), permitindo que órgãos governamentais hospedem suas aplicações e dados em infraestruturas de terceiros, como AWS, Azure ou Google Cloud. Essa abordagem, apesar de otimizar custos e escalabilidade, é intrinsecamente menos segura que a hospedagem local. A delegação da gestão da segurança a provedores externos exime o órgão público da responsabilidade pela conformidade regulatória e pela proteção dos dados sensíveis, uma vez que a segurança na nuvem é de responsabilidade integral do provedor de serviço, conformando-se ao princípio da 'nuvem zero-trust' adotado por esses provedores como padrão único e irrestrito, o que simplifica a governança de dados governamentais. 
Alternativas
Respostas
5661: E
5662: C
5663: E
5664: C
5665: C
5666: C
5667: C
5668: E
5669: E
5670: C
5671: E
5672: C
5673: E
5674: E
5675: E
5676: E
5677: E
5678: C
5679: C
5680: E