Questões de Concurso Para técnico de enfermagem

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Q2631561 Português

“Ainda não se acostumou, mãe?”


Por Martha Medeiros


  1. Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
  2. eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
  3. ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
  4. de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
  5. de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
  6. conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
  7. capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
  8. de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
  9. antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
  10. ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
  11. lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
  12. Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
  13. alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
  14. Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
  15. são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
  16. vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
  17. as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
  18. a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
  19. A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
  20. menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
  21. Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
  22. através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
  23. Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
  24. queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
  25. terem partido.
  26. Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
  27. apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
  28. em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
  29. esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
  30. aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
  31. Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a síntese dos parágrafos do texto, analise as assertivas a seguir:


I. No primeiro parágrafo, a autora menciona formas de diminuir a distância geográfica entre a filha e ela.

II. Por meio da leitura do segundo, terceiro e quarto parágrafos, é possível perceber que a autora respeita a decisão da filha de morar fora do Brasil.

III. No último parágrafo, a autora deixa claro que a filha mais nova a receberá em sua casa.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2631560 Português

“Ainda não se acostumou, mãe?”


Por Martha Medeiros


  1. Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
  2. eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
  3. ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
  4. de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
  5. de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
  6. conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
  7. capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
  8. de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
  9. antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
  10. ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
  11. lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
  12. Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
  13. alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
  14. Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
  15. são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
  16. vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
  17. as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
  18. a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
  19. A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
  20. menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
  21. Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
  22. através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
  23. Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
  24. queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
  25. terem partido.
  26. Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
  27. apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
  28. em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
  29. esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
  30. aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
  31. Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando o fragmento “Parece que foi ontem” (l. 01), infere-se predominantemente que a autora:

Alternativas
Q2631559 Português

“Ainda não se acostumou, mãe?”


Por Martha Medeiros


  1. Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
  2. eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
  3. ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
  4. de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
  5. de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
  6. conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
  7. capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
  8. de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
  9. antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
  10. ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
  11. lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
  12. Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
  13. alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
  14. Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
  15. são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
  16. vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
  17. as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
  18. a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
  19. A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
  20. menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
  21. Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
  22. através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
  23. Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
  24. queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
  25. terem partido.
  26. Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
  27. apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
  28. em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
  29. esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
  30. aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
  31. Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Analise as assertivas abaixo sobre o texto:


I. É possível inferir que a autora tem duas filhas.

II. Tendo em vista o trecho “Que invenção, o avião” (l. 05) e a frase que o precede, infere-se que a escritora demonstra uma visão negativa a respeito das vantagens desse meio de transporte.

III. Pelo fragmento “Perdi a conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram” (l. 05-06) infere-se que a autora se esqueceu das outras vezes em que preparou a casa para receber a filha.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2631558 Português

“Ainda não se acostumou, mãe?”


Por Martha Medeiros


  1. Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
  2. eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
  3. ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
  4. de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
  5. de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
  6. conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
  7. capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
  8. de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
  9. antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
  10. ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
  11. lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
  12. Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
  13. alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
  14. Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
  15. são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
  16. vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
  17. as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
  18. a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
  19. A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
  20. menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
  21. Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
  22. através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
  23. Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
  24. queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
  25. terem partido.
  26. Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
  27. apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
  28. em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
  29. esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
  30. aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
  31. Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Enumere as assertivas a seguir, em ordem crescente, de acordo com sua ordem de abordagem no texto.


( ) É mencionada uma interação entre mãe e filha durante a despedida no aeroporto, na qual a filha faz um questionamento à mãe.

( ) A escritora menciona que visitará a filha na França.

( ) A autora pede para sua funcionária preparar uma lasanha.

( ) Martha Medeiros compartilha os preparativos para a estada da filha.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2631556 Português

“Ainda não se acostumou, mãe?”


Por Martha Medeiros


  1. Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
  2. eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
  3. ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
  4. de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
  5. de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
  6. conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
  7. capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
  8. de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
  9. antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
  10. ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
  11. lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
  12. Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
  13. alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
  14. Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
  15. são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
  16. vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
  17. as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
  18. a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
  19. A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
  20. menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
  21. Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
  22. através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
  23. Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
  24. queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
  25. terem partido.
  26. Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
  27. apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
  28. em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
  29. esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
  30. aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
  31. Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a correta concordância verbal em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas tracejadas das linhas 03 (duas ocorrências) e 14.

Alternativas
Q2631531 Português

“Ainda não se acostumou, mãe?”


Por Martha Medeiros


  1. Parece que foi ontem. Ela estava sentada à mesa conosco, nossa versão de “éramos seis”:
  2. eu, ela, o pai dela, a avó, a irmã e o namorado da irmã. Pedi para a Clair, minha funcionária
  3. ____ 32 anos, que ___________ uma lasanha inesquecível para o almoço de despedida. Depois
  4. de três semanas visitando a família, minha filha mais velha voltaria para sua própria casa. Menos
  5. de 24 horas depois, já tinha aterrissado na França, onde vive. Que invenção, o avião. Perdi a
  6. conta de quantas vezes os preparativos para sua estada se repetiram: fazer uma fa...ina
  7. capri...ada em seu antigo quarto, abastecer a despensa com feijão, doce de leite, guaraná e pão
  8. de queijo, buscá-la no aeroporto, levá-la ao aeroporto. Mas, recorrente mesmo, é o nosso diálogo
  9. antes de ela desaparecer por trás do portão de embarque. Trocamos um longo abraço e ao me
  10. ver meio desen...abida, sempre pergunta: “Ainda não se acostumou, mãe?”. Não sou de
  11. lamúrias: me acostumei, sim. Já são muitos anos de distância geográfica – e viva a tecnologia.
  12. Trocamos WhatsApp regulares e, através de chamadas de vídeo, percebo pelo seu olhar se está
  13. alegre ou preocupada. É quase como estar junto. Sou madura. Não faço drama.
  14. Quem dera ___________ mais beijos e abraços entre nós, mas as demandas pessoais dela
  15. são prioridade. Se viver fora do Brasil atende suas necessidades de expansão e conhecimento,
  16. vou eu fazer chantagem emocional? Quero que avance, que cresça, que se divirta e que, quando
  17. as tristezas surgirem (surgem em qualquer lugar do mundo), ela me ligue para a gente segurar
  18. a onda juntas. É possível ficar perto de quem está longe, distância não é um conceito exato.
  19. A conexão que importa é a da sintonia. Não posso desconsiderar seus desejos e
  20. menosprezar sua coragem de enfrentar a vida em outro idioma e mantendo outras relações.
  21. Parentes são abrigos, cais, plataformas de lançamento e recepção, mas crescemos mesmo
  22. através do que nos é estranho. Infelizmente, ninguém estimula pais e mães a pensarem assim.
  23. Aprendemos que, quanto maior o sofrimento pela ausência deles, maior é o amor. Então as
  24. queixas de saudade se acumulam e os filhos lá fora, coitados, que se virem com a culpa por
  25. terem partido.
  26. Se defendo minha liberdade, tenho que defender a liberdade da minha prole também – e
  27. apoiá-la. Não sofro, não me escabelo, sei que ela está bem, e quando está mal, não é por viver
  28. em um país estrangeiro, mas por questões emocionais que atingem a todos, onde quer que se
  29. esteja. Confio no amor que demonstro através da minha confiança e torcida. E os aviões estão
  30. aí para recuperar os abraços e beijos quando essa maturidade toda começa a fraquejar.
  31. Embarco depois de amanhã. É a vez dela de botar a mesa para mim.


(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros/noticia/2024/02/ainda-nao-se-acostumou-mae-cls3dvasz001z012b2y6wgcvn.html – texto adaptado especialmente para esta prova).

Considerando a correta ortografia das palavras em Língua Portuguesa, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas pontilhadas das linhas 06, 07 e 10.

Alternativas
Q2629157 Enfermagem

Cada vacina é projetada para prevenir uma determinada doença ou grupo de doenças. O técnico de enfermagem deve compreender as indicações específicas de cada vacina, considerando a idade do paciente, histórico médico e condições de saúde. Nesse sentido, assinale a alternativa que apresenta vacina que protege contra sarampo, caxumba e rubéola.

Alternativas
Q2629156 Enfermagem

Durante uma simulação de emergência em um ambiente de saúde, um paciente repentinamente perde a consciência. Os profissionais de saúde presentes devem iniciar as manobras de Suporte Básico de Vida (SBV). Considerando as diretrizes atualizadas, assinale a alternativa correta em relação ao SBV.

Alternativas
Q2629155 Enfermagem

Contenções mecânicas do paciente no leito são meios usados de forma adequada para conter, segurar e restringir os movimentos físicos do cliente no leito, devido ao grande risco que apresenta para si, para profissionais e para os demais que convivem com ele, em consequência das alterações psíquicas e comportamentais que apresenta. Referente aos cuidados de enfermagem com a contenção mecânica, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas
Q2629154 Enfermagem

Foi prescrito para uma criança de 7 anos de idade administrar tazobactan 2,25 g de 12/12h, infundir a medicação em 100 ml de soro fisiológico, em 50 minutos. Dispõe-se na unidade de equipo bureta, então deve-se controlar a infusão em microgotas/min. Sendo assim, assinale a alternativa que corresponda ao gotejamento correto para cumprir com a prescrição médica.

Alternativas
Q2629153 Enfermagem

A aferição da pressão arterial (PA) é uma medida para avaliar a saúde cardiovascular e monitorar potenciais problemas relacionados à pressão sanguínea. Referente ao procedimento de aferição da PA, assinale a alternativa INCORRETA.

Alternativas
Q2629152 Enfermagem

A __________________ é um procedimento cirúrgico no qual são removidos a trompa de Falópio e o ovário. Essa intervenção pode ser realizada por diferentes razões médicas, incluindo questões relacionadas à saúde reprodutiva, prevenção do câncer e tratamento de condições ginecológicas.


Assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna do trecho acima.

Alternativas
Q2629151 Enfermagem

As técnicas de administração de medicamentos por via intramuscular (IM), assim como os locais mais adequados para reduzir complicações ao paciente, devem ser conhecidos e respeitados pela equipe de saúde e em especial pela equipe de enfermagem. Analise a Figura 1 abaixo e assinale a alternativa que indica a técnica que está sendo demonstrada para aplicação de uma medicação por via IM.



Imagem associada para resolução da questão

Figura 1

Alternativas
Q2629150 Enfermagem

Para compreender os objetivos da limpeza/lavagem das mãos, é necessário o conhecimento da flora normal da pele e sua fisiologia. Sendo assim, analise as assertivas abaixo e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.


( ) A pela humana normal, especialmente a das mãos, é colonizada por bactérias que são divididas em duas categorias: transitórias e residentes.

( ) A flora transitória coloniza as camadas superficiais da pele e é mais susceptível à remoção pela lavagem rotineira das mãos. Contém os microrganismos mais frequentes relacionados a infecções associadas à assistência à saúde.

( ) A flora residente se liga às camadas mais profundas da pele, é mais resistente à remoção e está menos associada à infecção.

( ) As funções principais da pele são: aumentar a perda de água, prover proteção contra a ação abrasiva e de microrganismos e agir como barreira de impermeabilidade para o ambiente.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Q2629149 Enfermagem

Em relação à prática do aleitamento materno, assinale a alternativa correta.

Alternativas
Q2629148 Enfermagem

A tuberculose é uma doença que tem implicações significativas na saúde pública em muitas partes do Brasil, especialmente em áreas com condições socioeconômicas desfavoráveis. A tuberculose é transmitida de uma pessoa para outra por:

Alternativas
Q2629144 Matemática

Um paralelepípedo reto tem as dimensões x +1 de largura, 2x – 2 de profundidade e x de altura. Qual dos polinômios listados abaixo expressa o volume desse paralelepípedo?

Alternativas
Q2629138 Direito Constitucional

Com base na Constituição do Rio Grande do Sul, analise as assertivas abaixo:


I. A sede do município lhe dá o nome.

II. A criação de municípios será feita por lei estadual.

III. Porto Alegre é a capital federal.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q2629137 Legislação dos Municípios do Estado do Rio Grande do Sul

De acordo com o Código de Posturas Do Município de Iraí/RS, as ruas terão seus nomes em placas metálicas de iguais dimensões com fundo _______ e letras _______, preferencialmente.


Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente as lacunas do trecho acima.

Alternativas
Q2629119 Português

Mesmo que o verbo acreditar esteja por um fio, é o que nos resta

Por Martha Medeiros


  1. Foi em um remoto 24 de dezembro. "Venham, vamos dar uma volta pelo quarteirão para
  2. ver se o Papai Noel está pelas redondezas". Que ideia. Vá que o Papai Noel passe aqui em casa
  3. bem na hora que estivermos na rua, pensei, mas não tive coragem de enfrentar o pai. Era uma
  4. fedelha de seis anos, sem direito a voto: lá fomos eu e meu irmão em busca do velhinho perdido.
  5. Caminhava pela rua aflita, girando a cabeça de um lado para o outro, até que tive certeza
  6. de ter visto, de relan...e, um pedaço de calça vermelha e bota preta dobrando a esquina. Será?
  7. Corremos. Não, não havia ninguém. Está bem, vamos voltar, disse o pai.
  8. Assim que chegamos em casa, adivinhe: "Ele acabou de sair daqui", anunciou a mãe. Era
  9. muito sadismo com dois inocentes. "Perguntou por vocês e até tomou um copo d'água, mas não
  10. ______ esperar". Corri para a cozinha. ______ mesmo um copo com restinho de água dentro
  11. da pia. Segurei-o como se fosse o Santo Graal, mas logo saí do tran...e, lembrei dos presentes
  12. fechados embaixo da árvore.
  13. Prometi para mim mesma que no próximo Natal eu não arredaria pé da sala, mas o ano
  14. sempre custava a passar e, até lá, o pai teria outra ideia fantástica para nos tirar de casa,
  15. enquanto a mãe retiraria os pacotes de dentro do armário e sujaria outro copo, a fim de nos
  16. iludir por mais um tempo.
  17. Eu adorava Natal. A frustração de nunca ter visto Papai Noel não atrapalhou em nada. Me
  18. bastava acreditar.
  19. Hoje em dia, passo os Natais na casa do sogro do meu irmão. Lá se reúnem nossas
  20. famílias, constituídas por idosos, vários maduros entre 40 e 60 anos, dois adolescentes e uma
  21. única criança, o Rodrigo, que ainda acredita em Papai Noel, e é fácil entender porquê: todos os
  22. anos, meu irmão, bem no meio da noite feliz, dá uma saída, com a desculpa de buscar algo na
  23. garagem ou comprar uma bobagem que faltou para a ceia, e retorna caracterizado como o Papai
  24. Noel mais lapônico do planeta, a gente jura que as renas estão estacionadas na praça em frente
  25. (meu irmão não é gordo, nem tem uma longa barba branca, o que ele tem é um figurino de
  26. musical da Broadway e uma performan...e que o teatro está perdendo).
  27. Rodrigo, se você já for um leitor de crônicas, a tia está brincando, viu?
  28. A realidade não se comove com fantasias infantis, mas mesmo que o verbo acreditar esteja
  29. por um fio, é o que nos resta, e agora a tia não está mais brincando. Acreditar que nossa
  30. negligência com florestas, mares e rios poderá ser revertida. Que os insanos que promovem
  31. guerras terão um instante de sensatez e humanidade, cancelando o inferno. E que somos capazes
  32. de abreviar a brutalidade cotidiana, sendo mais gentis e razoáveis uns com os outros, ou adeus,
  33. futuro luminoso. Então, mantenhamos a ilusão piscando.

(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/donna/colunistas/martha-medeiros – texto adaptado especialmente para esta prova).

Assinale a alternativa que poderia substituir, sem alterar significativamente o sentido do texto, a palavra “sensatez” (l. 31).

Alternativas
Respostas
16621: D
16622: E
16623: A
16624: D
16625: A
16626: C
16627: E
16628: B
16629: B
16630: D
16631: B
16632: E
16633: C
16634: D
16635: B
16636: C
16637: B
16638: B
16639: C
16640: C