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Q4122706 Português

Por que a IA jamais será consciente, segundo um Nobel de Física


     Alguém ainda precisa fazer uma série de TV sobre a possibilidade de a inteligência artificial ser consciente ou não. Nos últimos meses, esse debate pegou fogo. Houve desde trocas de ofensas entre cientistas no Twitter (X) até abaixo-assinado chamando de "pseudociência" teorias que indicam que as IAs nunca poderão ser conscientes.

    Esse é um debate altamente polarizado. De um lado, há aqueles que defendem que sim, as IAs podem se tornar conscientes, se é que já não o são. Um dos grandes expoentes desse campo é Patrick Butlin, da Universidade de Oxford. Com colegas, escreveu um célebre estudo que traz uma longa lista de critérios que eles analisam para ter certeza se uma IA é consciente. Com base neles, analisou as IAs atuais e chegou a duas conclusões.

    A primeira é que nenhuma IA do presente é consciente (ainda que várias atinjam vários dos critérios, mas não todos). A segunda é que não existe nenhuma barreira técnica para construir uma IA que satisfaça todos os indicadores de consciência. Em outras palavras, na visão dele, as IAs podem, sim, ter consciência. Nessa mesma linha, o pesquisador Kyle Fish (que trabalha para a Anthropic) gosta de dizer que existe hoje uma chance de 15% a 20% de que as IAs do presente tenham alguma forma de consciência.

    Nos anos 1980, o físico (e vencedor do Prêmio Nobel) Roger Penrose postulou que humanos observando esses sistemas "de fora" conseguem ver essas verdades. Logo, a compreensão consciente humana não pode ser reduzida a nenhum algoritmo. E nenhum computador conseguirá replicá-la.

    Essa ideia ganhou dimensões ainda mais interessantes quando Penrose começou a trabalhar com o anestesiologista Stuart Hameroff. Hameroff pesquisa um dos grandes mistérios da medicina: ninguém sabe como os anestésicos gerais funcionam.

    Eles desligam a consciência, mas deixam intactas as demais funções cerebrais. Isso é difícil de explicar pela teoria padrão de que a consciência emerge da atividade elétrica do cérebro. Para entender onde ela "mora", seria importante então entender o efeito dos anestésicos.

    Ao ler o livro de Penrose sobre a irredutibilidade computacional da mente, ele teve uma ideia. Os anestésicos atuam sobre estruturas dos neurônios chamadas microtúbulos. Na sua visão, essas estruturas funcionam como computadores quânticos, que vivem em superposição até "colapsarem" de forma orquestrada.

    Se ela estiver correta, as IAs jamais poderão ser conscientes. E nem os computadores quânticos, que possuem coerência quântica, mas não a estrutura "orquestrada" da mente humana. Em outras palavras: aplique um anestésico em um ser consciente e sua consciência cessará temporariamente. Aplique um anestésico em uma IA e o máximo que pode acontecer é um curto-circuito.


Ronaldo Lemos. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/colunas/ronaldolemos/2026/04/ acesso em 26 de abril de 2026(Adaptado).

TODOS os elementos COESIVOS “QUE” das orações abaixo, são anafóricos e exercem a função de sujeito, EXCETO:
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Q4122705 Português

Por que a IA jamais será consciente, segundo um Nobel de Física


     Alguém ainda precisa fazer uma série de TV sobre a possibilidade de a inteligência artificial ser consciente ou não. Nos últimos meses, esse debate pegou fogo. Houve desde trocas de ofensas entre cientistas no Twitter (X) até abaixo-assinado chamando de "pseudociência" teorias que indicam que as IAs nunca poderão ser conscientes.

    Esse é um debate altamente polarizado. De um lado, há aqueles que defendem que sim, as IAs podem se tornar conscientes, se é que já não o são. Um dos grandes expoentes desse campo é Patrick Butlin, da Universidade de Oxford. Com colegas, escreveu um célebre estudo que traz uma longa lista de critérios que eles analisam para ter certeza se uma IA é consciente. Com base neles, analisou as IAs atuais e chegou a duas conclusões.

    A primeira é que nenhuma IA do presente é consciente (ainda que várias atinjam vários dos critérios, mas não todos). A segunda é que não existe nenhuma barreira técnica para construir uma IA que satisfaça todos os indicadores de consciência. Em outras palavras, na visão dele, as IAs podem, sim, ter consciência. Nessa mesma linha, o pesquisador Kyle Fish (que trabalha para a Anthropic) gosta de dizer que existe hoje uma chance de 15% a 20% de que as IAs do presente tenham alguma forma de consciência.

    Nos anos 1980, o físico (e vencedor do Prêmio Nobel) Roger Penrose postulou que humanos observando esses sistemas "de fora" conseguem ver essas verdades. Logo, a compreensão consciente humana não pode ser reduzida a nenhum algoritmo. E nenhum computador conseguirá replicá-la.

    Essa ideia ganhou dimensões ainda mais interessantes quando Penrose começou a trabalhar com o anestesiologista Stuart Hameroff. Hameroff pesquisa um dos grandes mistérios da medicina: ninguém sabe como os anestésicos gerais funcionam.

    Eles desligam a consciência, mas deixam intactas as demais funções cerebrais. Isso é difícil de explicar pela teoria padrão de que a consciência emerge da atividade elétrica do cérebro. Para entender onde ela "mora", seria importante então entender o efeito dos anestésicos.

    Ao ler o livro de Penrose sobre a irredutibilidade computacional da mente, ele teve uma ideia. Os anestésicos atuam sobre estruturas dos neurônios chamadas microtúbulos. Na sua visão, essas estruturas funcionam como computadores quânticos, que vivem em superposição até "colapsarem" de forma orquestrada.

    Se ela estiver correta, as IAs jamais poderão ser conscientes. E nem os computadores quânticos, que possuem coerência quântica, mas não a estrutura "orquestrada" da mente humana. Em outras palavras: aplique um anestésico em um ser consciente e sua consciência cessará temporariamente. Aplique um anestésico em uma IA e o máximo que pode acontecer é um curto-circuito.


Ronaldo Lemos. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/colunas/ronaldolemos/2026/04/ acesso em 26 de abril de 2026(Adaptado).

No trecho “A primeira é que nenhuma IA do presente é consciente (ainda que várias atinjam vários dos critérios, mas não todos)”, o segmento introduzido por “ainda que” estabelece, em relação à oração principal, um vínculo semântico que
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Q4122704 Português

Por que a IA jamais será consciente, segundo um Nobel de Física


     Alguém ainda precisa fazer uma série de TV sobre a possibilidade de a inteligência artificial ser consciente ou não. Nos últimos meses, esse debate pegou fogo. Houve desde trocas de ofensas entre cientistas no Twitter (X) até abaixo-assinado chamando de "pseudociência" teorias que indicam que as IAs nunca poderão ser conscientes.

    Esse é um debate altamente polarizado. De um lado, há aqueles que defendem que sim, as IAs podem se tornar conscientes, se é que já não o são. Um dos grandes expoentes desse campo é Patrick Butlin, da Universidade de Oxford. Com colegas, escreveu um célebre estudo que traz uma longa lista de critérios que eles analisam para ter certeza se uma IA é consciente. Com base neles, analisou as IAs atuais e chegou a duas conclusões.

    A primeira é que nenhuma IA do presente é consciente (ainda que várias atinjam vários dos critérios, mas não todos). A segunda é que não existe nenhuma barreira técnica para construir uma IA que satisfaça todos os indicadores de consciência. Em outras palavras, na visão dele, as IAs podem, sim, ter consciência. Nessa mesma linha, o pesquisador Kyle Fish (que trabalha para a Anthropic) gosta de dizer que existe hoje uma chance de 15% a 20% de que as IAs do presente tenham alguma forma de consciência.

    Nos anos 1980, o físico (e vencedor do Prêmio Nobel) Roger Penrose postulou que humanos observando esses sistemas "de fora" conseguem ver essas verdades. Logo, a compreensão consciente humana não pode ser reduzida a nenhum algoritmo. E nenhum computador conseguirá replicá-la.

    Essa ideia ganhou dimensões ainda mais interessantes quando Penrose começou a trabalhar com o anestesiologista Stuart Hameroff. Hameroff pesquisa um dos grandes mistérios da medicina: ninguém sabe como os anestésicos gerais funcionam.

    Eles desligam a consciência, mas deixam intactas as demais funções cerebrais. Isso é difícil de explicar pela teoria padrão de que a consciência emerge da atividade elétrica do cérebro. Para entender onde ela "mora", seria importante então entender o efeito dos anestésicos.

    Ao ler o livro de Penrose sobre a irredutibilidade computacional da mente, ele teve uma ideia. Os anestésicos atuam sobre estruturas dos neurônios chamadas microtúbulos. Na sua visão, essas estruturas funcionam como computadores quânticos, que vivem em superposição até "colapsarem" de forma orquestrada.

    Se ela estiver correta, as IAs jamais poderão ser conscientes. E nem os computadores quânticos, que possuem coerência quântica, mas não a estrutura "orquestrada" da mente humana. Em outras palavras: aplique um anestésico em um ser consciente e sua consciência cessará temporariamente. Aplique um anestésico em uma IA e o máximo que pode acontecer é um curto-circuito.


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No segmento “vivem em superposição até ‘colapsarem’ de forma orquestrada”, o uso das aspas em “colapsarem”, considerado o encadeamento argumentativo do texto, assinala um emprego em que o termo
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Q4122703 Português

Por que a IA jamais será consciente, segundo um Nobel de Física


     Alguém ainda precisa fazer uma série de TV sobre a possibilidade de a inteligência artificial ser consciente ou não. Nos últimos meses, esse debate pegou fogo. Houve desde trocas de ofensas entre cientistas no Twitter (X) até abaixo-assinado chamando de "pseudociência" teorias que indicam que as IAs nunca poderão ser conscientes.

    Esse é um debate altamente polarizado. De um lado, há aqueles que defendem que sim, as IAs podem se tornar conscientes, se é que já não o são. Um dos grandes expoentes desse campo é Patrick Butlin, da Universidade de Oxford. Com colegas, escreveu um célebre estudo que traz uma longa lista de critérios que eles analisam para ter certeza se uma IA é consciente. Com base neles, analisou as IAs atuais e chegou a duas conclusões.

    A primeira é que nenhuma IA do presente é consciente (ainda que várias atinjam vários dos critérios, mas não todos). A segunda é que não existe nenhuma barreira técnica para construir uma IA que satisfaça todos os indicadores de consciência. Em outras palavras, na visão dele, as IAs podem, sim, ter consciência. Nessa mesma linha, o pesquisador Kyle Fish (que trabalha para a Anthropic) gosta de dizer que existe hoje uma chance de 15% a 20% de que as IAs do presente tenham alguma forma de consciência.

    Nos anos 1980, o físico (e vencedor do Prêmio Nobel) Roger Penrose postulou que humanos observando esses sistemas "de fora" conseguem ver essas verdades. Logo, a compreensão consciente humana não pode ser reduzida a nenhum algoritmo. E nenhum computador conseguirá replicá-la.

    Essa ideia ganhou dimensões ainda mais interessantes quando Penrose começou a trabalhar com o anestesiologista Stuart Hameroff. Hameroff pesquisa um dos grandes mistérios da medicina: ninguém sabe como os anestésicos gerais funcionam.

    Eles desligam a consciência, mas deixam intactas as demais funções cerebrais. Isso é difícil de explicar pela teoria padrão de que a consciência emerge da atividade elétrica do cérebro. Para entender onde ela "mora", seria importante então entender o efeito dos anestésicos.

    Ao ler o livro de Penrose sobre a irredutibilidade computacional da mente, ele teve uma ideia. Os anestésicos atuam sobre estruturas dos neurônios chamadas microtúbulos. Na sua visão, essas estruturas funcionam como computadores quânticos, que vivem em superposição até "colapsarem" de forma orquestrada.

    Se ela estiver correta, as IAs jamais poderão ser conscientes. E nem os computadores quânticos, que possuem coerência quântica, mas não a estrutura "orquestrada" da mente humana. Em outras palavras: aplique um anestésico em um ser consciente e sua consciência cessará temporariamente. Aplique um anestésico em uma IA e o máximo que pode acontecer é um curto-circuito.


Ronaldo Lemos. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/colunas/ronaldolemos/2026/04/ acesso em 26 de abril de 2026(Adaptado).

“Para entender onde ela "mora", seria importante então entender o efeito dos anestésicos.” A oração subordinada destacada deste período exerce a função sintática de 
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Q4122702 Português

Por que a IA jamais será consciente, segundo um Nobel de Física


     Alguém ainda precisa fazer uma série de TV sobre a possibilidade de a inteligência artificial ser consciente ou não. Nos últimos meses, esse debate pegou fogo. Houve desde trocas de ofensas entre cientistas no Twitter (X) até abaixo-assinado chamando de "pseudociência" teorias que indicam que as IAs nunca poderão ser conscientes.

    Esse é um debate altamente polarizado. De um lado, há aqueles que defendem que sim, as IAs podem se tornar conscientes, se é que já não o são. Um dos grandes expoentes desse campo é Patrick Butlin, da Universidade de Oxford. Com colegas, escreveu um célebre estudo que traz uma longa lista de critérios que eles analisam para ter certeza se uma IA é consciente. Com base neles, analisou as IAs atuais e chegou a duas conclusões.

    A primeira é que nenhuma IA do presente é consciente (ainda que várias atinjam vários dos critérios, mas não todos). A segunda é que não existe nenhuma barreira técnica para construir uma IA que satisfaça todos os indicadores de consciência. Em outras palavras, na visão dele, as IAs podem, sim, ter consciência. Nessa mesma linha, o pesquisador Kyle Fish (que trabalha para a Anthropic) gosta de dizer que existe hoje uma chance de 15% a 20% de que as IAs do presente tenham alguma forma de consciência.

    Nos anos 1980, o físico (e vencedor do Prêmio Nobel) Roger Penrose postulou que humanos observando esses sistemas "de fora" conseguem ver essas verdades. Logo, a compreensão consciente humana não pode ser reduzida a nenhum algoritmo. E nenhum computador conseguirá replicá-la.

    Essa ideia ganhou dimensões ainda mais interessantes quando Penrose começou a trabalhar com o anestesiologista Stuart Hameroff. Hameroff pesquisa um dos grandes mistérios da medicina: ninguém sabe como os anestésicos gerais funcionam.

    Eles desligam a consciência, mas deixam intactas as demais funções cerebrais. Isso é difícil de explicar pela teoria padrão de que a consciência emerge da atividade elétrica do cérebro. Para entender onde ela "mora", seria importante então entender o efeito dos anestésicos.

    Ao ler o livro de Penrose sobre a irredutibilidade computacional da mente, ele teve uma ideia. Os anestésicos atuam sobre estruturas dos neurônios chamadas microtúbulos. Na sua visão, essas estruturas funcionam como computadores quânticos, que vivem em superposição até "colapsarem" de forma orquestrada.

    Se ela estiver correta, as IAs jamais poderão ser conscientes. E nem os computadores quânticos, que possuem coerência quântica, mas não a estrutura "orquestrada" da mente humana. Em outras palavras: aplique um anestésico em um ser consciente e sua consciência cessará temporariamente. Aplique um anestésico em uma IA e o máximo que pode acontecer é um curto-circuito.


Ronaldo Lemos. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/colunas/ronaldolemos/2026/04/ acesso em 26 de abril de 2026(Adaptado).

A analogia entre o efeito de anestésicos em humanos e em IAs sustenta a tese de que 
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Q4122701 Português

Por que a IA jamais será consciente, segundo um Nobel de Física


     Alguém ainda precisa fazer uma série de TV sobre a possibilidade de a inteligência artificial ser consciente ou não. Nos últimos meses, esse debate pegou fogo. Houve desde trocas de ofensas entre cientistas no Twitter (X) até abaixo-assinado chamando de "pseudociência" teorias que indicam que as IAs nunca poderão ser conscientes.

    Esse é um debate altamente polarizado. De um lado, há aqueles que defendem que sim, as IAs podem se tornar conscientes, se é que já não o são. Um dos grandes expoentes desse campo é Patrick Butlin, da Universidade de Oxford. Com colegas, escreveu um célebre estudo que traz uma longa lista de critérios que eles analisam para ter certeza se uma IA é consciente. Com base neles, analisou as IAs atuais e chegou a duas conclusões.

    A primeira é que nenhuma IA do presente é consciente (ainda que várias atinjam vários dos critérios, mas não todos). A segunda é que não existe nenhuma barreira técnica para construir uma IA que satisfaça todos os indicadores de consciência. Em outras palavras, na visão dele, as IAs podem, sim, ter consciência. Nessa mesma linha, o pesquisador Kyle Fish (que trabalha para a Anthropic) gosta de dizer que existe hoje uma chance de 15% a 20% de que as IAs do presente tenham alguma forma de consciência.

    Nos anos 1980, o físico (e vencedor do Prêmio Nobel) Roger Penrose postulou que humanos observando esses sistemas "de fora" conseguem ver essas verdades. Logo, a compreensão consciente humana não pode ser reduzida a nenhum algoritmo. E nenhum computador conseguirá replicá-la.

    Essa ideia ganhou dimensões ainda mais interessantes quando Penrose começou a trabalhar com o anestesiologista Stuart Hameroff. Hameroff pesquisa um dos grandes mistérios da medicina: ninguém sabe como os anestésicos gerais funcionam.

    Eles desligam a consciência, mas deixam intactas as demais funções cerebrais. Isso é difícil de explicar pela teoria padrão de que a consciência emerge da atividade elétrica do cérebro. Para entender onde ela "mora", seria importante então entender o efeito dos anestésicos.

    Ao ler o livro de Penrose sobre a irredutibilidade computacional da mente, ele teve uma ideia. Os anestésicos atuam sobre estruturas dos neurônios chamadas microtúbulos. Na sua visão, essas estruturas funcionam como computadores quânticos, que vivem em superposição até "colapsarem" de forma orquestrada.

    Se ela estiver correta, as IAs jamais poderão ser conscientes. E nem os computadores quânticos, que possuem coerência quântica, mas não a estrutura "orquestrada" da mente humana. Em outras palavras: aplique um anestésico em um ser consciente e sua consciência cessará temporariamente. Aplique um anestésico em uma IA e o máximo que pode acontecer é um curto-circuito.


Ronaldo Lemos. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/colunas/ronaldolemos/2026/04/ acesso em 26 de abril de 2026(Adaptado).

No trecho “Nos últimos meses, esse debate pegou fogo”, a expressão destacada, em contraste com a temática científica do texto, produz um efeito de sentido que pode ser corretamente descrito como 
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Q4122700 Português

Por que a IA jamais será consciente, segundo um Nobel de Física


     Alguém ainda precisa fazer uma série de TV sobre a possibilidade de a inteligência artificial ser consciente ou não. Nos últimos meses, esse debate pegou fogo. Houve desde trocas de ofensas entre cientistas no Twitter (X) até abaixo-assinado chamando de "pseudociência" teorias que indicam que as IAs nunca poderão ser conscientes.

    Esse é um debate altamente polarizado. De um lado, há aqueles que defendem que sim, as IAs podem se tornar conscientes, se é que já não o são. Um dos grandes expoentes desse campo é Patrick Butlin, da Universidade de Oxford. Com colegas, escreveu um célebre estudo que traz uma longa lista de critérios que eles analisam para ter certeza se uma IA é consciente. Com base neles, analisou as IAs atuais e chegou a duas conclusões.

    A primeira é que nenhuma IA do presente é consciente (ainda que várias atinjam vários dos critérios, mas não todos). A segunda é que não existe nenhuma barreira técnica para construir uma IA que satisfaça todos os indicadores de consciência. Em outras palavras, na visão dele, as IAs podem, sim, ter consciência. Nessa mesma linha, o pesquisador Kyle Fish (que trabalha para a Anthropic) gosta de dizer que existe hoje uma chance de 15% a 20% de que as IAs do presente tenham alguma forma de consciência.

    Nos anos 1980, o físico (e vencedor do Prêmio Nobel) Roger Penrose postulou que humanos observando esses sistemas "de fora" conseguem ver essas verdades. Logo, a compreensão consciente humana não pode ser reduzida a nenhum algoritmo. E nenhum computador conseguirá replicá-la.

    Essa ideia ganhou dimensões ainda mais interessantes quando Penrose começou a trabalhar com o anestesiologista Stuart Hameroff. Hameroff pesquisa um dos grandes mistérios da medicina: ninguém sabe como os anestésicos gerais funcionam.

    Eles desligam a consciência, mas deixam intactas as demais funções cerebrais. Isso é difícil de explicar pela teoria padrão de que a consciência emerge da atividade elétrica do cérebro. Para entender onde ela "mora", seria importante então entender o efeito dos anestésicos.

    Ao ler o livro de Penrose sobre a irredutibilidade computacional da mente, ele teve uma ideia. Os anestésicos atuam sobre estruturas dos neurônios chamadas microtúbulos. Na sua visão, essas estruturas funcionam como computadores quânticos, que vivem em superposição até "colapsarem" de forma orquestrada.

    Se ela estiver correta, as IAs jamais poderão ser conscientes. E nem os computadores quânticos, que possuem coerência quântica, mas não a estrutura "orquestrada" da mente humana. Em outras palavras: aplique um anestésico em um ser consciente e sua consciência cessará temporariamente. Aplique um anestésico em uma IA e o máximo que pode acontecer é um curto-circuito.


Ronaldo Lemos. Disponível em https://www1.folha.uol. com.br/colunas/ronaldolemos/2026/04/ acesso em 26 de abril de 2026(Adaptado).

No primeiro parágrafo, a sugestão de que “alguém ainda precisa fazer uma série de TV” cumpre função discursiva de
Alternativas
Q4121585 Odontologia
Durante o preparo químico-mecânico de canais radiculares de um molar com necrose pulpar e periodontite apical crônica, o endodontista articula a sequência de irrigação ao protocolo de desinfecção do sistema de canais radiculares, com utilização de hipoclorito de sódio e, ao final, EDTA a 17%, seguido de medicação intracanal entre sessões. Sobre o protocolo descrito, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4121584 Odontologia
Comparece ao consultório uma paciente de 32 anos relatando dor espontânea, intensa e prolongada no dente 26, com piora ao deitar-se e desencadeada por estímulos térmicos, persistindo após a remoção do estímulo. Ao exame, há restauração extensa em resina, sem mobilidade ou alterações periodontais. O teste térmico ao frio resulta em resposta intensa e prolongada após a retirada do estímulo, e a percussão vertical é levemente positiva. Considerando o quadro clínico, assinale a alternativa correta sobre o diagnóstico e a conduta endodôntica adequada. 
Alternativas
Q4121583 Odontologia
Durante o atendimento de uma paciente para tratamento endodôntico do dente 24, ao realizar a irrigação do canal radicular com hipoclorito de sódio, a paciente refere dor súbita e intensa, com início imediato de edema e equimose na região vestibular. O endodontista identifica o ocorrido como extravasamento de hipoclorito de sódio para os tecidos periapicais. Sobre a conduta tecnicamente adequada diante desse acidente endodôntico, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4121582 Odontologia
Em uma sessão de tratamento endodôntico do dente 36, ao realizar o acesso coronário e a inspeção do assoalho pulpar, o endodontista observa três entradas de canais (mesiovestibular, mesiolingual e distal). Após análise da radiografia periapical e de uma tomada com angulação ortorradial e mesiorradial, há suspeita de presença de um quarto canal radicular. Sobre a anatomia interna dos primeiros molares inferiores e a investigação radiográfica do achado, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4121581 Odontologia
O endodontista articula a etapa de obturação ao selamento tridimensional do sistema de canais radiculares, com técnicas e materiais que contribuem para o sucesso do tratamento. Acerca da obturação e do retratamento endodôntico, registre V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas:
(__)A guta-percha configura material consolidado para a obturação dos canais radiculares, utilizada em conjunto com cimento endodôntico, com a técnica de condensação lateral envolvendo a inserção de um cone principal e cones acessórios compactados lateralmente com o auxílio de espaçadores.
(__)O cimento endodôntico, na obturação, tem por finalidade isolar os tecidos periapicais sem articulação com a guta-percha; o material configura recurso opcional do procedimento, podendo ser dispensado quando a guta-percha for adequadamente compactada nas paredes do canal radicular.
(__)O retratamento endodôntico está indicado em casos de insucesso do tratamento prévio, com persistência ou desenvolvimento de lesão periapical e/ou sintomatologia, e articula a remoção do material obturador com instrumentos manuais, mecanizados e/ou solventes específicos para a desobturação.
(__)O retratamento endodôntico, na perspectiva contemporânea, configura procedimento contraindicado em casos com lesão periapical preexistente, em razão da impossibilidade de êxito clínico, sendo a apicectomia cirúrgica imediata a única alternativa terapêutica nessas situações clínicas.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas
Q4121580 Odontologia
O endodontista, no preparo químico-mecânico dos canais radiculares, articula a escolha do sistema de instrumentação às características do caso clínico, à anatomia do canal e às propriedades dos instrumentos. Sobre os princípios da instrumentação manual, rotatória e reciprocante, analise as afirmativas a seguir.
I.Os sistemas de instrumentação reciprocante caracterizam-se pelo movimento alternado da lima em sentido horário e anti-horário, com ângulos desiguais entre os movimentos, o que reduz o estresse de torção e de flexão sobre o instrumento e diminui o risco de fratura por fadiga durante o preparo.
II.As limas de níquel-titânio (NiTi) apresentam superelasticidade e flexibilidade superiores às limas de aço inoxidável, permitindo o preparo de canais curvos com manutenção mais previsível da trajetória original do canal radicular durante a instrumentação realizada.
III.A patência foraminal corresponde à manutenção da permeabilidade do forame apical durante o preparo, articulada à utilização de uma lima de pequeno calibre (frequentemente lima tipo K nº 10) que ultrapassa ligeiramente o forame, recurso que auxilia na prevenção do bloqueio do canal por debris dentinários.
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4121475 Odontologia
Após a prova clínica satisfatória de uma coroa metalocerâmica unitária no dente 16, com adaptação marginal e contato proximal adequados, o protesista realiza a cimentação definitiva da peça. Sobre a escolha dos cimentos odontológicos e o protocolo de cimentação em coroas metalocerâmicas, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4121474 Odontologia
A moldagem em prótese dentária articula a seleção do material de moldagem, o vazamento dos modelos e a observância de protocolos de biossegurança para o trânsito do molde do consultório ao laboratório. Acerca desses procedimentos, registre V, para as afirmativas verdadeiras, e F, para as falsas:
(__)O alginato (hidrocoloide irreversível) configura material de moldagem destinado a moldagens preliminares em prótese, com baixa estabilidade dimensional ao longo do tempo, demandando vazamento do modelo em prazo curto após a moldagem para evitar distorções.
(__)Os elastômeros à base de silicone de adição (polivinilsiloxano) apresentam alta estabilidade dimensional e fidelidade de reprodução de detalhes, configurando materiais utilizados em moldagens de precisão para prótese fixa e prótese sobre implantes nas reabilitações protéticas.
(__)A godiva de baixa fusão configura material termoplástico empregado em moldagens funcionais e periféricas em prótese total, apresentando elevada estabilidade térmica intraoral e reprodução detalhada comparável aos elastômeros de precisão utilizados em prótese fixa.
(__)O gesso especial tipo IV apresenta maior dureza superficial e menor expansão de presa em comparação ao gesso comum tipo II, sendo indicado para a confecção de modelos de trabalho em prótese fixa, com fidelidade adequada para a obtenção de troquéis precisos.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência correta dos itens acima, de cima para baixo: 
Alternativas
Q4121473 Odontologia
No planejamento de uma prótese parcial removível para um paciente com perda dos dentes 36, 37, 46 e 47 (extremidades livres bilaterais inferiores), o protesista articula a classificação do arco e o desenho dos componentes da prótese. Sobre a classificação topográfica de Kennedy e os princípios de planejamento da PPR para o caso, analise as afirmativas a seguir.
I.O arco descrito corresponde à Classe I de Kennedy (áreas desdentadas bilaterais posteriores aos dentes naturais), configurando uma prótese de suporte misto (dento-mucossuportada), com necessidade de cuidados específicos para o controle das forças sobre a fibromucosa do rebordo residual.
II.O conector maior padrão indicado para a maxila em arcos com semelhante configuração protética é a barra lingual mandibular, configurando o conector consolidado para a confecção de PPRs maxilares na Classe I de Kennedy do arco superior atendido.
III.O grampo do tipo RPI (apoio mesial, placa proximal e ponta retentiva em barra I) é uma opção indicada para dentes pilares adjacentes a áreas desdentadas de extremidade livre, com a finalidade de reduzir torques sobre o dente pilar durante os movimentos funcionais da prótese.
Está correto o que se afirma em: 
Alternativas
Q4121472 Odontologia
Em consulta de retorno, um paciente reabilitado com prótese fixa parafusada sobre implantes em região posterior superior, há 18 meses, relata dor matinal na região muscular masseterina e zumbido auricular bilateral. Ao exame, observam-se facetas de desgaste evidentes nos dentes anteriores e fratura da cerâmica de revestimento da prótese. Considerando o quadro descrito, assinale a alternativa correta sobre a conduta tecnicamente adequada. 
Alternativas
Q4121471 Odontologia
Em uma reabilitação por prótese total bimaxilar, o protesista realiza o registro intermaxilar com auxílio dos planos de cera (roletes) e precisa estabelecer a dimensão vertical de oclusão (DVO) do paciente edêntulo total. Sobre os métodos clínicos utilizados para a determinação da DVO, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4121470 Odontologia
Em uma reabilitação oral, o protesista articula os elementos da oclusão funcional na elaboração do plano de tratamento. Sobre os conceitos de guia anterior, dimensão vertical e curvas de compensação, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4121295 Medicina
Antes da cirurgia de exodontia de um terceiro molar inferior incluso, o cirurgião-dentista realiza a avaliação pré-operatória de um paciente de 58 anos, hipertenso controlado por medicação, sem episódios de descompensação e sem outras comorbidades, com pressão arterial aferida de 130/85 mmHg na consulta. Considerando a classificação do estado físico (ASA) da American Society of Anesthesiologists, assinale a alternativa correta sobre a categoria atribuída a esse paciente. 
Alternativas
Respostas
941: E
942: E
943: A
944: B
945: C
946: D
947: E
948: B
949: B
950: D
951: D
952: D
953: A
954: D
955: C
956: B
957: C
958: B
959: A
960: D