Questões de Concurso Para cirurgião-dentista

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Q3471870 Direito Sanitário
De acordo com a Lei Federal 8.142/1990. assinale a alternativa correta. Os recursos do Fundo Nacional de Saúde (FNS) serão alocados como:
Alternativas
Q3471869 Direito Sanitário
De acordo com o Decreto Federal n° 7.508/2011. Considera-se, Rede de Atenção à Saúde:
Alternativas
Q3471868 Direito Sanitário

Analise os itens a seguir de acordo a Lei n° 8.080/1990. Assinale a alternativa correta.



I - Entende-se por saúde bucal o conjunto articulado de ações, em todos os níveis de complexidade, que visem a garantir promoção, prevenção, recuperação e reabilitação odontológica, individual e coletiva, inseridas no contexto da integralidade da atenção à saúde.


II - As ações e serviços de saúde, executados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), seja indiretamente ou mediante participação complementar da iniciativa privada, serão organizados de forma municipal e hierarquizada em níveis de complexidade decrescente.

Alternativas
Q3471849 Português

Caso de divórcio (I)


O divórcio é necessário. Todos conhecem dezenas de casos que convenceriam até um arcebispo. Eu mesmo conheço meia dúzia. Vou contar uns três ou quatro. O nome dele é Morgadinho. Baixo, retaco, careca precoce. Você conhece o tipo. No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil. Frequenta o clube e foi lá que conheceu sua mulher, mais alta do que ele, morena, linda, as unhas do pé pintadas de roxo.


Na noite de núpcias, ele lhe declarou.


― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.


― Ora, Morgadinho…


Ela se chama Fátima Araci. Ou é Mara Sirlei? Não, Fátima Araci. Não é que ela não goste do Morgadinho, é que nunca prestou muita atenção no marido. Na cerimônia do casamento já dava para notar. O olhar dela passava dois centímetros acima da careca do Morgadinho. Ela estava maravilhada com o próprio casamento e o Morgadinho era um simples acessório daquele dia inesquecível. Como um castiçal ou um coroinha. No álbum de fotografias do casamento que ela guardou junto com a grinalda, há esta constatação terrível: o Morgadinho não aparece. Aparece o coroinha mas não aparece o Morgadinho. Um ou dois meses depois do casamento, o Morgadinho sugeriu que ela lhe desse um apelido. Um nome secreto, carinhoso, para ser usado na intimidade, algo que os unisse ainda mais, sei lá. Ela prometeu que ia pensar no assunto. O Morgadinho insistiu.


― Eu te chamo de Fafá e você me chama de qualquer coisa.


― Vamos ver.


Uma semana depois, Morgadinho voltou ao assunto.


― Já pensaste num apelido para mim, Fafá?


― Ainda não.


Três semanas depois, ele mesmo deu um palpite.


― Quem sabe Momo?


― Não.


― Gagá? Fofura? ― Tomou coragem e, rindo meio sem jeito, arriscou:


― Tigre?


Ela nem riu. Pediu que ele tivesse paciência. Estava lendo o Sétimo Céu. Tinha tempo. O Morgadinho não desistiu. Às vezes, chegava em casa com uma novidade.


― Que tal este: “Barrilzinho”?


― Não gosto.


Outra vez, os dois estavam passando por um quintal e ouviram uma criança chamando um cachorro.


― Pitoco. Vem, Pitoco.


Morgadinho virou-se para a mulher, cheio de esperança, mas ela fez que não com a cabeça. Finalmente (passava um ano do casamento e nada de apelido), Morgadinho perdeu a paciência. Estavam os dois na cama. Ela pintava as unhas do pé.


― Você não me ama.


― Ora, Morgadinho…


― Até hoje não pensou num apelido para mim.


― Está bem, sabe o que tu és? Um xaropão. Taí teu apelido. Xaropão.


O Morgadinho já tinha enfrentado várias levas de policiais a tapa. Uma vez desmontara um bar depois de um mal-entendido e saíra para a rua dando cadeiradas em meio mundo. Homens, mulheres e crianças. Mas naquela noite virou-se para o lado e chorou no travesseiro. Aí a mulher, com cuidado para não estragar o esmalte, chegou perto do seu ouvido e disse, rindo:


― Xaropãozinho… ― Rindo. Rindo!


Luís Fernando Verissimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.

Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:



I. “Todos conhecem dezenas de casos que convenceriam até um arcebispo.”


II. “Na noite de núpcias, ele lhe declarou.”


III. “Taí teu apelido. Xaropão.”



As sentenças dadas apresentam diferentes tipos de pronomes. Ocorre pronome indefinido apenas em:

Alternativas
Q3471848 Português

Caso de divórcio (I)


O divórcio é necessário. Todos conhecem dezenas de casos que convenceriam até um arcebispo. Eu mesmo conheço meia dúzia. Vou contar uns três ou quatro. O nome dele é Morgadinho. Baixo, retaco, careca precoce. Você conhece o tipo. No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil. Frequenta o clube e foi lá que conheceu sua mulher, mais alta do que ele, morena, linda, as unhas do pé pintadas de roxo.


Na noite de núpcias, ele lhe declarou.


― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.


― Ora, Morgadinho…


Ela se chama Fátima Araci. Ou é Mara Sirlei? Não, Fátima Araci. Não é que ela não goste do Morgadinho, é que nunca prestou muita atenção no marido. Na cerimônia do casamento já dava para notar. O olhar dela passava dois centímetros acima da careca do Morgadinho. Ela estava maravilhada com o próprio casamento e o Morgadinho era um simples acessório daquele dia inesquecível. Como um castiçal ou um coroinha. No álbum de fotografias do casamento que ela guardou junto com a grinalda, há esta constatação terrível: o Morgadinho não aparece. Aparece o coroinha mas não aparece o Morgadinho. Um ou dois meses depois do casamento, o Morgadinho sugeriu que ela lhe desse um apelido. Um nome secreto, carinhoso, para ser usado na intimidade, algo que os unisse ainda mais, sei lá. Ela prometeu que ia pensar no assunto. O Morgadinho insistiu.


― Eu te chamo de Fafá e você me chama de qualquer coisa.


― Vamos ver.


Uma semana depois, Morgadinho voltou ao assunto.


― Já pensaste num apelido para mim, Fafá?


― Ainda não.


Três semanas depois, ele mesmo deu um palpite.


― Quem sabe Momo?


― Não.


― Gagá? Fofura? ― Tomou coragem e, rindo meio sem jeito, arriscou:


― Tigre?


Ela nem riu. Pediu que ele tivesse paciência. Estava lendo o Sétimo Céu. Tinha tempo. O Morgadinho não desistiu. Às vezes, chegava em casa com uma novidade.


― Que tal este: “Barrilzinho”?


― Não gosto.


Outra vez, os dois estavam passando por um quintal e ouviram uma criança chamando um cachorro.


― Pitoco. Vem, Pitoco.


Morgadinho virou-se para a mulher, cheio de esperança, mas ela fez que não com a cabeça. Finalmente (passava um ano do casamento e nada de apelido), Morgadinho perdeu a paciência. Estavam os dois na cama. Ela pintava as unhas do pé.


― Você não me ama.


― Ora, Morgadinho…


― Até hoje não pensou num apelido para mim.


― Está bem, sabe o que tu és? Um xaropão. Taí teu apelido. Xaropão.


O Morgadinho já tinha enfrentado várias levas de policiais a tapa. Uma vez desmontara um bar depois de um mal-entendido e saíra para a rua dando cadeiradas em meio mundo. Homens, mulheres e crianças. Mas naquela noite virou-se para o lado e chorou no travesseiro. Aí a mulher, com cuidado para não estragar o esmalte, chegou perto do seu ouvido e disse, rindo:


― Xaropãozinho… ― Rindo. Rindo!


Luís Fernando Verissimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.

Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:



I. “Mas naquela noite virou-se para o lado e chorou no travesseiro.”


II. “Você não me ama.”



Nas sentenças dadas, a colocação pronominal ocorre, respectivamente, como: 

Alternativas
Q3471847 Português

Caso de divórcio (I)


O divórcio é necessário. Todos conhecem dezenas de casos que convenceriam até um arcebispo. Eu mesmo conheço meia dúzia. Vou contar uns três ou quatro. O nome dele é Morgadinho. Baixo, retaco, careca precoce. Você conhece o tipo. No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil. Frequenta o clube e foi lá que conheceu sua mulher, mais alta do que ele, morena, linda, as unhas do pé pintadas de roxo.


Na noite de núpcias, ele lhe declarou.


― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.


― Ora, Morgadinho…


Ela se chama Fátima Araci. Ou é Mara Sirlei? Não, Fátima Araci. Não é que ela não goste do Morgadinho, é que nunca prestou muita atenção no marido. Na cerimônia do casamento já dava para notar. O olhar dela passava dois centímetros acima da careca do Morgadinho. Ela estava maravilhada com o próprio casamento e o Morgadinho era um simples acessório daquele dia inesquecível. Como um castiçal ou um coroinha. No álbum de fotografias do casamento que ela guardou junto com a grinalda, há esta constatação terrível: o Morgadinho não aparece. Aparece o coroinha mas não aparece o Morgadinho. Um ou dois meses depois do casamento, o Morgadinho sugeriu que ela lhe desse um apelido. Um nome secreto, carinhoso, para ser usado na intimidade, algo que os unisse ainda mais, sei lá. Ela prometeu que ia pensar no assunto. O Morgadinho insistiu.


― Eu te chamo de Fafá e você me chama de qualquer coisa.


― Vamos ver.


Uma semana depois, Morgadinho voltou ao assunto.


― Já pensaste num apelido para mim, Fafá?


― Ainda não.


Três semanas depois, ele mesmo deu um palpite.


― Quem sabe Momo?


― Não.


― Gagá? Fofura? ― Tomou coragem e, rindo meio sem jeito, arriscou:


― Tigre?


Ela nem riu. Pediu que ele tivesse paciência. Estava lendo o Sétimo Céu. Tinha tempo. O Morgadinho não desistiu. Às vezes, chegava em casa com uma novidade.


― Que tal este: “Barrilzinho”?


― Não gosto.


Outra vez, os dois estavam passando por um quintal e ouviram uma criança chamando um cachorro.


― Pitoco. Vem, Pitoco.


Morgadinho virou-se para a mulher, cheio de esperança, mas ela fez que não com a cabeça. Finalmente (passava um ano do casamento e nada de apelido), Morgadinho perdeu a paciência. Estavam os dois na cama. Ela pintava as unhas do pé.


― Você não me ama.


― Ora, Morgadinho…


― Até hoje não pensou num apelido para mim.


― Está bem, sabe o que tu és? Um xaropão. Taí teu apelido. Xaropão.


O Morgadinho já tinha enfrentado várias levas de policiais a tapa. Uma vez desmontara um bar depois de um mal-entendido e saíra para a rua dando cadeiradas em meio mundo. Homens, mulheres e crianças. Mas naquela noite virou-se para o lado e chorou no travesseiro. Aí a mulher, com cuidado para não estragar o esmalte, chegou perto do seu ouvido e disse, rindo:


― Xaropãozinho… ― Rindo. Rindo!


Luís Fernando Verissimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.

Considere o seguinte excerto: “Uma vez desmontara um bar depois de um mal-entendido e saíra para a rua dando cadeiradas em meio mundo.” Neste contexto, os verbos ‘desmontara’, ‘saíra’ e ‘dando’ apresentam, respectivamente, as conjugações:
Alternativas
Q3471846 Português

Caso de divórcio (I)


O divórcio é necessário. Todos conhecem dezenas de casos que convenceriam até um arcebispo. Eu mesmo conheço meia dúzia. Vou contar uns três ou quatro. O nome dele é Morgadinho. Baixo, retaco, careca precoce. Você conhece o tipo. No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil. Frequenta o clube e foi lá que conheceu sua mulher, mais alta do que ele, morena, linda, as unhas do pé pintadas de roxo.


Na noite de núpcias, ele lhe declarou.


― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.


― Ora, Morgadinho…


Ela se chama Fátima Araci. Ou é Mara Sirlei? Não, Fátima Araci. Não é que ela não goste do Morgadinho, é que nunca prestou muita atenção no marido. Na cerimônia do casamento já dava para notar. O olhar dela passava dois centímetros acima da careca do Morgadinho. Ela estava maravilhada com o próprio casamento e o Morgadinho era um simples acessório daquele dia inesquecível. Como um castiçal ou um coroinha. No álbum de fotografias do casamento que ela guardou junto com a grinalda, há esta constatação terrível: o Morgadinho não aparece. Aparece o coroinha mas não aparece o Morgadinho. Um ou dois meses depois do casamento, o Morgadinho sugeriu que ela lhe desse um apelido. Um nome secreto, carinhoso, para ser usado na intimidade, algo que os unisse ainda mais, sei lá. Ela prometeu que ia pensar no assunto. O Morgadinho insistiu.


― Eu te chamo de Fafá e você me chama de qualquer coisa.


― Vamos ver.


Uma semana depois, Morgadinho voltou ao assunto.


― Já pensaste num apelido para mim, Fafá?


― Ainda não.


Três semanas depois, ele mesmo deu um palpite.


― Quem sabe Momo?


― Não.


― Gagá? Fofura? ― Tomou coragem e, rindo meio sem jeito, arriscou:


― Tigre?


Ela nem riu. Pediu que ele tivesse paciência. Estava lendo o Sétimo Céu. Tinha tempo. O Morgadinho não desistiu. Às vezes, chegava em casa com uma novidade.


― Que tal este: “Barrilzinho”?


― Não gosto.


Outra vez, os dois estavam passando por um quintal e ouviram uma criança chamando um cachorro.


― Pitoco. Vem, Pitoco.


Morgadinho virou-se para a mulher, cheio de esperança, mas ela fez que não com a cabeça. Finalmente (passava um ano do casamento e nada de apelido), Morgadinho perdeu a paciência. Estavam os dois na cama. Ela pintava as unhas do pé.


― Você não me ama.


― Ora, Morgadinho…


― Até hoje não pensou num apelido para mim.


― Está bem, sabe o que tu és? Um xaropão. Taí teu apelido. Xaropão.


O Morgadinho já tinha enfrentado várias levas de policiais a tapa. Uma vez desmontara um bar depois de um mal-entendido e saíra para a rua dando cadeiradas em meio mundo. Homens, mulheres e crianças. Mas naquela noite virou-se para o lado e chorou no travesseiro. Aí a mulher, com cuidado para não estragar o esmalte, chegou perto do seu ouvido e disse, rindo:


― Xaropãozinho… ― Rindo. Rindo!


Luís Fernando Verissimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.

Considere as palavras I. fofura e II. barrilzinho, que ocorrem no texto. As palavras dadas apresentam marcas que indicam tipos de processos de formação. Assinale a alternativa que classifica corretamente os elementos -ura e - inho, que ocorrem respectivamente nas palavras I e II, e o tipo de processo ao qual esses elementos são relacionados. 
Alternativas
Q3471845 Português

Caso de divórcio (I)


O divórcio é necessário. Todos conhecem dezenas de casos que convenceriam até um arcebispo. Eu mesmo conheço meia dúzia. Vou contar uns três ou quatro. O nome dele é Morgadinho. Baixo, retaco, careca precoce. Você conhece o tipo. No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil. Frequenta o clube e foi lá que conheceu sua mulher, mais alta do que ele, morena, linda, as unhas do pé pintadas de roxo.


Na noite de núpcias, ele lhe declarou.


― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.


― Ora, Morgadinho…


Ela se chama Fátima Araci. Ou é Mara Sirlei? Não, Fátima Araci. Não é que ela não goste do Morgadinho, é que nunca prestou muita atenção no marido. Na cerimônia do casamento já dava para notar. O olhar dela passava dois centímetros acima da careca do Morgadinho. Ela estava maravilhada com o próprio casamento e o Morgadinho era um simples acessório daquele dia inesquecível. Como um castiçal ou um coroinha. No álbum de fotografias do casamento que ela guardou junto com a grinalda, há esta constatação terrível: o Morgadinho não aparece. Aparece o coroinha mas não aparece o Morgadinho. Um ou dois meses depois do casamento, o Morgadinho sugeriu que ela lhe desse um apelido. Um nome secreto, carinhoso, para ser usado na intimidade, algo que os unisse ainda mais, sei lá. Ela prometeu que ia pensar no assunto. O Morgadinho insistiu.


― Eu te chamo de Fafá e você me chama de qualquer coisa.


― Vamos ver.


Uma semana depois, Morgadinho voltou ao assunto.


― Já pensaste num apelido para mim, Fafá?


― Ainda não.


Três semanas depois, ele mesmo deu um palpite.


― Quem sabe Momo?


― Não.


― Gagá? Fofura? ― Tomou coragem e, rindo meio sem jeito, arriscou:


― Tigre?


Ela nem riu. Pediu que ele tivesse paciência. Estava lendo o Sétimo Céu. Tinha tempo. O Morgadinho não desistiu. Às vezes, chegava em casa com uma novidade.


― Que tal este: “Barrilzinho”?


― Não gosto.


Outra vez, os dois estavam passando por um quintal e ouviram uma criança chamando um cachorro.


― Pitoco. Vem, Pitoco.


Morgadinho virou-se para a mulher, cheio de esperança, mas ela fez que não com a cabeça. Finalmente (passava um ano do casamento e nada de apelido), Morgadinho perdeu a paciência. Estavam os dois na cama. Ela pintava as unhas do pé.


― Você não me ama.


― Ora, Morgadinho…


― Até hoje não pensou num apelido para mim.


― Está bem, sabe o que tu és? Um xaropão. Taí teu apelido. Xaropão.


O Morgadinho já tinha enfrentado várias levas de policiais a tapa. Uma vez desmontara um bar depois de um mal-entendido e saíra para a rua dando cadeiradas em meio mundo. Homens, mulheres e crianças. Mas naquela noite virou-se para o lado e chorou no travesseiro. Aí a mulher, com cuidado para não estragar o esmalte, chegou perto do seu ouvido e disse, rindo:


― Xaropãozinho… ― Rindo. Rindo!


Luís Fernando Verissimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.

Considere as seguintes sentenças, retiradas do texto:



I. “No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil.”


II. “― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.”



Nas sentenças dadas, a palavra “se” atua, respectivamente, como:

Alternativas
Q3471844 Português

Caso de divórcio (I)


O divórcio é necessário. Todos conhecem dezenas de casos que convenceriam até um arcebispo. Eu mesmo conheço meia dúzia. Vou contar uns três ou quatro. O nome dele é Morgadinho. Baixo, retaco, careca precoce. Você conhece o tipo. No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil. Frequenta o clube e foi lá que conheceu sua mulher, mais alta do que ele, morena, linda, as unhas do pé pintadas de roxo.


Na noite de núpcias, ele lhe declarou.


― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.


― Ora, Morgadinho…


Ela se chama Fátima Araci. Ou é Mara Sirlei? Não, Fátima Araci. Não é que ela não goste do Morgadinho, é que nunca prestou muita atenção no marido. Na cerimônia do casamento já dava para notar. O olhar dela passava dois centímetros acima da careca do Morgadinho. Ela estava maravilhada com o próprio casamento e o Morgadinho era um simples acessório daquele dia inesquecível. Como um castiçal ou um coroinha. No álbum de fotografias do casamento que ela guardou junto com a grinalda, há esta constatação terrível: o Morgadinho não aparece. Aparece o coroinha mas não aparece o Morgadinho. Um ou dois meses depois do casamento, o Morgadinho sugeriu que ela lhe desse um apelido. Um nome secreto, carinhoso, para ser usado na intimidade, algo que os unisse ainda mais, sei lá. Ela prometeu que ia pensar no assunto. O Morgadinho insistiu.


― Eu te chamo de Fafá e você me chama de qualquer coisa.


― Vamos ver.


Uma semana depois, Morgadinho voltou ao assunto.


― Já pensaste num apelido para mim, Fafá?


― Ainda não.


Três semanas depois, ele mesmo deu um palpite.


― Quem sabe Momo?


― Não.


― Gagá? Fofura? ― Tomou coragem e, rindo meio sem jeito, arriscou:


― Tigre?


Ela nem riu. Pediu que ele tivesse paciência. Estava lendo o Sétimo Céu. Tinha tempo. O Morgadinho não desistiu. Às vezes, chegava em casa com uma novidade.


― Que tal este: “Barrilzinho”?


― Não gosto.


Outra vez, os dois estavam passando por um quintal e ouviram uma criança chamando um cachorro.


― Pitoco. Vem, Pitoco.


Morgadinho virou-se para a mulher, cheio de esperança, mas ela fez que não com a cabeça. Finalmente (passava um ano do casamento e nada de apelido), Morgadinho perdeu a paciência. Estavam os dois na cama. Ela pintava as unhas do pé.


― Você não me ama.


― Ora, Morgadinho…


― Até hoje não pensou num apelido para mim.


― Está bem, sabe o que tu és? Um xaropão. Taí teu apelido. Xaropão.


O Morgadinho já tinha enfrentado várias levas de policiais a tapa. Uma vez desmontara um bar depois de um mal-entendido e saíra para a rua dando cadeiradas em meio mundo. Homens, mulheres e crianças. Mas naquela noite virou-se para o lado e chorou no travesseiro. Aí a mulher, com cuidado para não estragar o esmalte, chegou perto do seu ouvido e disse, rindo:


― Xaropãozinho… ― Rindo. Rindo!


Luís Fernando Verissimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.

O uso da palavra “xarope” retratado no texto exprime um sentido:
Alternativas
Q3471843 Português

Caso de divórcio (I)


O divórcio é necessário. Todos conhecem dezenas de casos que convenceriam até um arcebispo. Eu mesmo conheço meia dúzia. Vou contar uns três ou quatro. O nome dele é Morgadinho. Baixo, retaco, careca precoce. Você conhece o tipo. No carnaval se fantasia de legionário romano e no futebol de praia dá pau que não é fácil. Frequenta o clube e foi lá que conheceu sua mulher, mais alta do que ele, morena, linda, as unhas do pé pintadas de roxo.


Na noite de núpcias, ele lhe declarou.


― Se você algum dia me enganar, eu te esgoelo.


― Ora, Morgadinho…


Ela se chama Fátima Araci. Ou é Mara Sirlei? Não, Fátima Araci. Não é que ela não goste do Morgadinho, é que nunca prestou muita atenção no marido. Na cerimônia do casamento já dava para notar. O olhar dela passava dois centímetros acima da careca do Morgadinho. Ela estava maravilhada com o próprio casamento e o Morgadinho era um simples acessório daquele dia inesquecível. Como um castiçal ou um coroinha. No álbum de fotografias do casamento que ela guardou junto com a grinalda, há esta constatação terrível: o Morgadinho não aparece. Aparece o coroinha mas não aparece o Morgadinho. Um ou dois meses depois do casamento, o Morgadinho sugeriu que ela lhe desse um apelido. Um nome secreto, carinhoso, para ser usado na intimidade, algo que os unisse ainda mais, sei lá. Ela prometeu que ia pensar no assunto. O Morgadinho insistiu.


― Eu te chamo de Fafá e você me chama de qualquer coisa.


― Vamos ver.


Uma semana depois, Morgadinho voltou ao assunto.


― Já pensaste num apelido para mim, Fafá?


― Ainda não.


Três semanas depois, ele mesmo deu um palpite.


― Quem sabe Momo?


― Não.


― Gagá? Fofura? ― Tomou coragem e, rindo meio sem jeito, arriscou:


― Tigre?


Ela nem riu. Pediu que ele tivesse paciência. Estava lendo o Sétimo Céu. Tinha tempo. O Morgadinho não desistiu. Às vezes, chegava em casa com uma novidade.


― Que tal este: “Barrilzinho”?


― Não gosto.


Outra vez, os dois estavam passando por um quintal e ouviram uma criança chamando um cachorro.


― Pitoco. Vem, Pitoco.


Morgadinho virou-se para a mulher, cheio de esperança, mas ela fez que não com a cabeça. Finalmente (passava um ano do casamento e nada de apelido), Morgadinho perdeu a paciência. Estavam os dois na cama. Ela pintava as unhas do pé.


― Você não me ama.


― Ora, Morgadinho…


― Até hoje não pensou num apelido para mim.


― Está bem, sabe o que tu és? Um xaropão. Taí teu apelido. Xaropão.


O Morgadinho já tinha enfrentado várias levas de policiais a tapa. Uma vez desmontara um bar depois de um mal-entendido e saíra para a rua dando cadeiradas em meio mundo. Homens, mulheres e crianças. Mas naquela noite virou-se para o lado e chorou no travesseiro. Aí a mulher, com cuidado para não estragar o esmalte, chegou perto do seu ouvido e disse, rindo:


― Xaropãozinho… ― Rindo. Rindo!


Luís Fernando Verissimo. Ed Mort – todas as histórias. 1ª Ed. São Paulo: Objetiva, 2011.

No texto Caso de divórcio (I), o humor é desencadeado por uma situação em que não há reciprocidade aparente entre um casal, em relação ao uso de apelidos carinhosos. Depois de diversas cobranças, a esposa dá o apelido ao marido de ‘Xaropão’. No entanto, há uma quebra de expectativa quando: 
Alternativas
Q3072039 Odontologia
Qual é a substância utilizada em endodontia neutralizante de produtos tóxicos, que possui ação rápida, é desodorizante e dissolvente de tecido orgânico, que remove a smear layer e que aumenta a permeabilidade dentinária? 
Alternativas
Q3072038 Odontologia
Em anatomia dental _____________ é uma depressão profunda semelhante a uma fosseta na forma de uma pequena cavidade típica localizada na face lingual do incisivo lateral superior. 
Alternativas
Q3072037 Odontologia
Os grampos 206, 207, 208 e 209 são utilizados para a realização do isolamento absoluto em dentística no grupo dos dentes: 
Alternativas
Q3072036 Odontologia
É um agente iniciador da reação química nas resinas compostas fotopolimerizável: 
Alternativas
Q3072035 Odontologia
A perda de substância dentária, em forma de cunha, na região cervical de um dente como resultado de forças oclusais aplicadas excentricamente levando a flexão do dente é denominada: 
Alternativas
Q3072034 Odontologia
O antisséptico ___________ é o antimicrobiano de ação local mais eficaz na terapia periodontal em virtude de seu amplo espectro e ________ substantividade nos tecidos orais.  
Alternativas
Q3072033 Odontologia
O _______________ é uma excelente substância de escolha para medicação intracanal por possuir ação antibacteriana, anti-inflamatória, biocompatibilidade e contribuir no reparo tecidual devido ao seu elevado pH. 
Alternativas
Q3072032 Odontologia
A Pesquisa Nacional de Saúde Bucal do Ministério da Saúde do Brasil realizada em 2010 (SB Brasil 2010), demonstra o declínio da prevalência da doença cárie na população. Assinale a alternativa correta sobre esse levantamento epidemiológico. 
Alternativas
Q3072031 Odontologia
O Diamino Fluoreto de Prata é um agente tópico usado para inativar lesões de cárie em dentes decíduos e em cáries radiculares. Assinale a alternativa INCORRETA sobre o Diamino Fluoreto de Prata. 
Alternativas
Respostas
6661: A
6662: D
6663: C
6664: E
6665: A
6666: E
6667: A
6668: D
6669: C
6670: A
6671: B
6672: A
6673: A
6674: B
6675: C
6676: A
6677: B
6678: A
6679: A
6680: D