Questões de Concurso
Para professor - educação especial
Foram encontradas 11.691 questões
Resolva questões gratuitamente!
Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!
I. A utilização da Libras na interação com pessoas surdas-cegas precisa ser adaptada às suas condições específicas. O espaço de sinalização será determinado pela eficiência do funcionamento visual do indivíduo.
II. Uma forma de se ter acesso aos sinais consiste em manter as mãos das pessoas surdas-cegas em cima das mãos do interlocutor; dessa forma, elas poderão perceber a articulação, movimento, local e orientação da mão no espaço de sinalização.
III. Se o objetivo da educação for a aprendizagem da linguagem oral, o Tadoma se mostra um método eficiente para alcançar esta meta.
Assinale:
“_____ é hoje visto como um espectro que varia em intensidade e forma, podendo a pessoa apresentar ecolalia e comportamento estereotipado”.
Assinale a opção que completa corretamente a lacuna do fragmento acima.
I. O sucesso da educação inclusiva dependerá bastante da oferta de uma rede de apoio à escola, por meio do trabalho de orientação, assessoria e acompanhamento do processo de inclusão.
II. Da perspectiva educacional, o processo de inclusão deve ser capaz de atender a todos, mas precisa evitar a incorporação das diferenças no contexto da escola.
III. Desde os anos finais do século XX, há como compactuar com as práticas sociais que intensificam os processos de exclusão social, favorecendo a educação inclusiva.
Assinale:
( ) No que se refere à deficiência mental, repercutiram no Brasil do século XIX os trabalhos de Desiré Magloire Bourneville, médico pesquisador de doenças mentais e nervosas infantis.
( ) Desiré Magloire Bourneville lutou pela laicização dos hospitais, pela aprovação de um fundo para a criação de um serviço especial para crianças anormais e pela regulamentação e implantação de classes especiais para crianças anormais nas escolas parisienses.
( ) Os ensinamentos de Desiré Magloire Bourneville influenciaram médicos brasileiros e o Pavilhão Bourneville.
As afirmativas são, respectivamente,
Sobre esse momento histórico que repercutiu na Educação Especial, assinale a afirmativa correta.
“O _____ e _____ foram intermediados/as por vultos importantes do século XIX que procuraram transmitir ensinamentos especializados aceitos como fundamentais para o alunado cego e surdo, respectivamente. O atendimento era precário; entretanto, abriram alguma possibilidade para o debate dessa educação, no _____, em 1883, convocado pelo imperador. Dentre os temas desse evento, constava a sugestão de currículo de formação de professor para cegos e surdos. Os responsáveis pelo tratamento dos temas foram dois _____.”
Assinale a opção que completa corretamente as lacunas do fragmento acima.
Sobre essas variáveis, assinale a afirmativa incorreta.

Assinale a opção que apresenta três exemplos adequados da mudança proposta no Novo Acordo Ortográfico, mencionada na tirinha acima.
As opções a seguir apresentam autores que pertencem à mesma época literária de Carlos Drummond de Andrade, à exceção de uma. Assinale-a.
A casa da velha senhora fica na encosta do morro, tão bem situada que dali se aprecia o bairro inteiro, e o mar é uma de suas riquezas visuais. Mas o terreno em volta da casa vive ao abandono. O jardineiro despediu-se há tempos; hortelão, não se encontra nem por um milagre. A velha moradora resigna-se a ver crescer a tiririca na propriedade que antes era um brinco. Até cobra começou a passear entre a folhagem, com indolência; é uma cobrinha de nada, mas sempre assusta.
O verdureiro que faz ponto na rua lá embaixo ofereceu-se para matá-la. A boa senhora reluta, mas não pode viver com uma cobra tomando banho de sol junto ao portão, e a bicha é liquidada a pau. Bom rapaz, o verdureiro, cheio de atenções para com os fregueses. Na ocasião, um problema o preocupa: não tem onde guardar à noite a carrocinha de verduras.
— Ora, o senhor pode guardar aqui em casa. Lugar não falta.
— Muito agradecido, mas vai incomodar a madame.
— Incomoda não, meu filho.
A carrocinha passa a ser recolhida nos fundos do terreno. Todas as manhãs o dono vem retirá-la, trazendo legumes frescos para a gentil senhora. Cobra-lhe menos e até não cobra nada. Bons amigos.
— Madame gosta de chá?
— Não posso tomar, me dá dispepsia, me põe nervosa.
— Pois eu sou doido por chá. Mas está tão caro que nem tenho coragem de comprar. Posso fazer um pedido? Quem sabe se a madame, com este terreno todo sem aproveitar, não me deixa plantar uns pés, pouquinha coisa, só para o meu consumo?
Claro que deixa. Em poucas horas o quintal é capinado, tudo ganha outro aspecto. Mão boa é a desse moço: o que ele planta é viço de imediato. A pequenina cultura de chá torna alegre outra vez a terra abandonada. Não faz mal que a plantação se vá estendendo por toda a área. A velha senhora sente prazer em ajudar o bom lavrador. Alegando que precisa fazer exercício, caminhando com cautela pois enxerga mal, ela rega as plantinhas, que lhe agradecem a atenção prosperando rapidamente.
— Madame sabe: minha intenção era colher só uma pequena quantidade. Mas o chá saiu tão bom que os parentes vivem me pedindo um pouco e eu não vou negar a eles. É pena madame não experimentar. Mas não aconselho: se faz mal, não deve mesmo tocar neste chá.
O filho da velha senhora chegou da Europa esta noite. Lá ficou anos estudando. Achou a mãe lépida, bem disposta.
— E eu trabalho, sabe, meu querido? Todos os dias rego a plantação de chá que um moço me pediu licença para fazer no quintal. Amanhã de manhã você vai ver que beleza que está.
O verdureiro já havia saído com a carrocinha. A senhora estende o braço, mostra com orgulho a lavoura que, pelo esforço em comum, é também um pouco sua.
O filho quase cai duro:
— A senhora está maluca? Isso nunca foi chá, nem aqui nem na Índia. Isso é maconha, mamãe!
(ANDRADE, Carlos Drummond de. “Caso de Chá”. In: Cadeira de Balanço: crônica. 8.ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1976, p. 7-8.)