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I) Para um mesmo perfil topográfico, onde existem obstruções para a linha de visada, quanto maior a frequência do sinal maior será a influência do elipsoide de Fresnel na determinação das alturas das antenas. II) Quanto maior a distância entre as estações terminais, em um trecho onde existem obstruções para a linha de visada, maior será a influência da curvatura da terra no cálculo das alturas das antenas. III) Os cálculos das alturas das antenas nas estações terminais são feitos em duas condições relacionadas com a refração atmosférica: condição de atmosfera padrão e condição crítica (ou mínima).
Está CORRETO apenas o que se afirma em:
No sistema brasileiro de TV digital terrestre, é empregada uma técnica de modulação chamada de COFDM.
A letra “C” da sigla COFDM significa
I) Os sinais de crominância devem ser digitalizados, obrigatoriamente, com um número de bits por amostra superior ao sinal de luminância, para compensar a diferença de largura de faixa. II) Os sinais de crominância podem ser digitalizados com uma taxa de amostragem menor do que os sinais de luminância, sem violar os limites estabelecidos pelo teorema da amostragem de Nyquist. III) O ruído de quantização devido à digitalização dos sinais de luminância e crominância depende do número de bits por amostra utilizados na digitalização de cada sinal.
Está CORRETO apenas o que se afirma em:
I) Considerando a tendência de massificação do uso de dispositivos móveis entre humanos e entre máquinas, é possível que uma estação rádio base tenha que coordenar milhares de comunicações simultâneas. II) Um fator chave para habilitar o sucesso das transmissões por rádio móvel nas faixas de frequências acima de 6 GHz (FR2) é o uso da tecnologia MIMO (multiple input, multiple output). III) Com o objetivo de melhorar o desempenho dos terminais móveis nas aplicações de jogos on-line e de realidade aumentada, a nova tecnologia deve permitir a comunicação entre os terminais móveis com latência inferior a 1 µs.
Estão CORRETAS as afirmativas

Para o sinal digital ser gerado corretamente, as etapas 1, 2, 3 e 4 são, respectivamente
Sobre esse tema, analise as afirmativas a seguir:
I) A menor frequência que pode ser utilizada adequadamente em um guia de onda retangular no modo TE10 depende somente da dimensão “a” e do dielétrico existente no interior do guia de onda. II) A maior frequência do sinal que pode ser utilizado em um guia de onda retangular de forma que se propague somente o modo TE10 depende das dimensões “a” e “b”. III) Para que o modo de propagação TEM (transversal eletromagnético) possa existir em um guia de onda retangular, a frequência mínima deve ser superior à frequência de corte dos modos TE e TM.
É CORRETO o que se afirma em:
I) A diferença da fase do campo elétrico da onda entre os dois pontos será de 180º. II) No domínio do tempo, o campo elétrico E estará defasado do campo magnético H de 90º. III) O intervalo de tempo para percorrer aquela distância será igual à metade do período do sinal senoidal.
Estão CORRETAS apenas as afirmativas:
Milly Lacombe
Minhas duas primeiras memórias de infância envolvem meu pai.
Na primeira delas, estou em seus ombros, no meio de uma multidão que cantava, pulava e festejava. Enrolados em uma bandeira do Brasil que minha mãe havia feito na máquina de costura, que ficava no mesmo quarto da TV em branco e preto. Eu tinha três anos, ele tinha 43. A seleção tinha acabado de ser tricampeã mundial de futebol e meu pai e eu celebrávamos no meio de outras centenas de pessoas na rua General Glicério, em Laranjeiras, no Rio.
Na segunda memória, estou subindo com ele a rampa do Maracanã. Eu tinha um pouco mais que três anos, mas não muito mais. Lembro-me da mão dele segurando a minha, lembro-me de olhar para cima e vê-lo ali sorrindo para mim. Lembro-me das pessoas passando em volta, apressadas e felizes. Lembro-me das camisas e bandeiras misturadas: vermelho e preto em alguns; verde, branco e grená em outros. Ele e eu fazíamos parte desse segundo grupo de pessoas. Na minha outra mão, uma almofadinha com as cores do Fluminense, feita por minha mãe na máquina de costura que ficava no mesmo quarto da TV branco e preta. A almofadinha era uma solução à dureza do concreto da arquibancada.
Subindo a rampa, lembro-me de ver, lá bem longe e já no topo, uma abertura para o céu. Era para lá que caminhávamos, meu pai e eu, de mãos dadas. O que haveria ali além do céu? Depois de uma subida, bastante longa para um pequeno corpo que ainda não tinha feito cinco anos, lembro-me de conhecer o que, anos depois, entenderia ser o êxtase que vem com a experiência do sagrado. Ao final da rampa, uma abertura para um campo verde, de marcas brancas e milhares de pessoas cantando ao redor.
Capturada pela imensidão do momento, outra vez olhei para cima e vi meu pai. Ele sorria e não se movia, como quem sabe que seria importante me deixar ali um pouco, apenas sentindo a grandeza do momento, apenas absorvendo uma experiência inaugural de amor e paixão. Depois de um tempo, ele me pegou no colo e subimos os degraus da arquibancada, sendo abençoados por um tanto de pó de arroz a cada passo. Não me lembro de mais nada.
Não me lembro do placar, não me lembro do que aconteceu em campo, não me lembro do que comemos, nem dos sorvetes que não pedi. Lembro-me apenas das sensações e das emoções daquele dia. Mas, mais que qualquer coisa, lembro-me da mão de meu pai na minha. Se fechar os olhos, posso sentir a temperatura e a textura de sua mão na minha. Se fechar os olhos, sinto outra vez a exata pressão que a mão dele fazia na minha, todas as vezes que andávamos assim pelas ruas, e sinto a segurança que aquelas mãos me davam.
Meu pai não está mais aqui, mas a sensação de sua mão na minha está. Pouca coisa, aliás, se manteve presente além dessa sensação. Talvez apenas a emoção de subir uma rampa cujo final é um campo de futebol onde dois times se enfrentarão. O caminho do sagrado, do final de um período escuro, frio e penoso que se abre para uma imensidão de luzes, sonhos e possibilidades.
Anos depois, eu conduziria meu sobrinho pela mesma rampa, mas agora interpretando o papel feito por meu pai.
O que é a vida se não esse contínuo trocar de lugares e essa perpétua caminhada que pode nos levar a encontros grandiosos? Não muita coisa, eu acho. Um passo atrás do outro, uma batalha atrás da outra. Conquistas, fracassos. Vitórias, derrotas. Dias bons, dias ruins. Partidas, chegadas. E lá vamos nós outra vez.
Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/nosso-estranhoamor/2022/11/[...].shtml (Adaptado) Acesso em: 30 dez. 2022.