Questões de Concurso Para médico generalista

Foram encontradas 972 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q1140173 Português

                                          A falta que o sono faz

                                                                                                                 Yuri Al'Hanati


      A mente sem o sono é oca. A informação que chega ao cérebro via buracos do crânio parece ter menos dificuldade de chegar ao seu cerne sem qualquer tipo de processamento. Registra-se apenas: fio desencapado, cheiro de queimado, madeira crepitando, fogo. A reação do sistema a essa cadeia clara de sintomas é uma tarefa exaustiva para a mente sem o sono. Os poréns das críticas, os talvezes das ponderações, os vejabens do discernimento, tudo se afoga em um ruído branco que só ecoa dentro da cabeça de quem não dormiu.

      A escritora australiana Anna Funder, em seu elucidativo livrorreportagem Stasilândia, procurou investigar, entre outros fenômenos sociais da Alemanha Oriental, as táticas de tortura da Stasi, a polícia secreta do país. Mais do que a privação de comida ou de água, fisiologicamente mais elementares, a crueldade do sistema se mostrou na técnica da privação do sono por parte de seus prisioneiros. Um oficial de guarda montada na cela do investigado tinha a incumbência de acordá-lo toda vez que ameaçasse fechar os olhos. Mais do que a raiva da fome ou a fraqueza da sede, somava-se a esse expediente o desespero louco da insônia. Sim, porque a falta de sono enlouquece em curtíssimo prazo. Neurônios que fritam diante de uma necessidade de raciocínio um pouco maior do que a de um símio fazem de Jack um bobão. Inoperante e nervoso, o ser mescla suas três instâncias freudianas em um blend perfeito de neuroses, paranoias e, claro, a necessidade perene de conseguir um sono prolongado. Como quando se anda pelo mundo sem ter mais nada a dizer sobre si mesmo além do fato de estar com sono, para parafrasear a escritora romena. Um reino por uma pestana.

      Quando finalmente o imperativo fisiológico se faz presente, entretanto, não se recompõe por inteiro. O insone que dorme é um restaurador de cacos. Não pode aspirar à obra completa, pode apenas transformá-la em mosaico aquebrantado, simulacro do que já foi. Uma vida descansada, uma prosaica noite de sono. Dormir… talvez sonhar. Eis onde surge o obstáculo: são cinco e meia e o sono não vem.

Disponível em:<http://www.aescotilha.com.br/cronicas/yuri-al-hanati/a-falta-que-o-sono-faz/> . Acesso em: 12 jul. 2019.

Em relação aos aspectos sintáticos destacados nos excertos a seguir, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q1140172 Português

                                          A falta que o sono faz

                                                                                                                 Yuri Al'Hanati


      A mente sem o sono é oca. A informação que chega ao cérebro via buracos do crânio parece ter menos dificuldade de chegar ao seu cerne sem qualquer tipo de processamento. Registra-se apenas: fio desencapado, cheiro de queimado, madeira crepitando, fogo. A reação do sistema a essa cadeia clara de sintomas é uma tarefa exaustiva para a mente sem o sono. Os poréns das críticas, os talvezes das ponderações, os vejabens do discernimento, tudo se afoga em um ruído branco que só ecoa dentro da cabeça de quem não dormiu.

      A escritora australiana Anna Funder, em seu elucidativo livrorreportagem Stasilândia, procurou investigar, entre outros fenômenos sociais da Alemanha Oriental, as táticas de tortura da Stasi, a polícia secreta do país. Mais do que a privação de comida ou de água, fisiologicamente mais elementares, a crueldade do sistema se mostrou na técnica da privação do sono por parte de seus prisioneiros. Um oficial de guarda montada na cela do investigado tinha a incumbência de acordá-lo toda vez que ameaçasse fechar os olhos. Mais do que a raiva da fome ou a fraqueza da sede, somava-se a esse expediente o desespero louco da insônia. Sim, porque a falta de sono enlouquece em curtíssimo prazo. Neurônios que fritam diante de uma necessidade de raciocínio um pouco maior do que a de um símio fazem de Jack um bobão. Inoperante e nervoso, o ser mescla suas três instâncias freudianas em um blend perfeito de neuroses, paranoias e, claro, a necessidade perene de conseguir um sono prolongado. Como quando se anda pelo mundo sem ter mais nada a dizer sobre si mesmo além do fato de estar com sono, para parafrasear a escritora romena. Um reino por uma pestana.

      Quando finalmente o imperativo fisiológico se faz presente, entretanto, não se recompõe por inteiro. O insone que dorme é um restaurador de cacos. Não pode aspirar à obra completa, pode apenas transformá-la em mosaico aquebrantado, simulacro do que já foi. Uma vida descansada, uma prosaica noite de sono. Dormir… talvez sonhar. Eis onde surge o obstáculo: são cinco e meia e o sono não vem.

Disponível em:<http://www.aescotilha.com.br/cronicas/yuri-al-hanati/a-falta-que-o-sono-faz/> . Acesso em: 12 jul. 2019.

Assinale a alternativa que apresenta o motivo pelo qual a crase foi utilizada no excerto “Não pode aspirar à obra completa, pode apenas transformá-la em mosaico aquebrantado [...]”.
Alternativas
Q1140171 Português

                                          A falta que o sono faz

                                                                                                                 Yuri Al'Hanati


      A mente sem o sono é oca. A informação que chega ao cérebro via buracos do crânio parece ter menos dificuldade de chegar ao seu cerne sem qualquer tipo de processamento. Registra-se apenas: fio desencapado, cheiro de queimado, madeira crepitando, fogo. A reação do sistema a essa cadeia clara de sintomas é uma tarefa exaustiva para a mente sem o sono. Os poréns das críticas, os talvezes das ponderações, os vejabens do discernimento, tudo se afoga em um ruído branco que só ecoa dentro da cabeça de quem não dormiu.

      A escritora australiana Anna Funder, em seu elucidativo livrorreportagem Stasilândia, procurou investigar, entre outros fenômenos sociais da Alemanha Oriental, as táticas de tortura da Stasi, a polícia secreta do país. Mais do que a privação de comida ou de água, fisiologicamente mais elementares, a crueldade do sistema se mostrou na técnica da privação do sono por parte de seus prisioneiros. Um oficial de guarda montada na cela do investigado tinha a incumbência de acordá-lo toda vez que ameaçasse fechar os olhos. Mais do que a raiva da fome ou a fraqueza da sede, somava-se a esse expediente o desespero louco da insônia. Sim, porque a falta de sono enlouquece em curtíssimo prazo. Neurônios que fritam diante de uma necessidade de raciocínio um pouco maior do que a de um símio fazem de Jack um bobão. Inoperante e nervoso, o ser mescla suas três instâncias freudianas em um blend perfeito de neuroses, paranoias e, claro, a necessidade perene de conseguir um sono prolongado. Como quando se anda pelo mundo sem ter mais nada a dizer sobre si mesmo além do fato de estar com sono, para parafrasear a escritora romena. Um reino por uma pestana.

      Quando finalmente o imperativo fisiológico se faz presente, entretanto, não se recompõe por inteiro. O insone que dorme é um restaurador de cacos. Não pode aspirar à obra completa, pode apenas transformá-la em mosaico aquebrantado, simulacro do que já foi. Uma vida descansada, uma prosaica noite de sono. Dormir… talvez sonhar. Eis onde surge o obstáculo: são cinco e meia e o sono não vem.

Disponível em:<http://www.aescotilha.com.br/cronicas/yuri-al-hanati/a-falta-que-o-sono-faz/> . Acesso em: 12 jul. 2019.

Assinale a alternativa que apresenta o significado da palavra destacada no trecho “Uma vida descansada, uma prosaica noite de sono.”, considerando o contexto em que se insere no texto.
Alternativas
Q1140170 Português

                                          A falta que o sono faz

                                                                                                                 Yuri Al'Hanati


      A mente sem o sono é oca. A informação que chega ao cérebro via buracos do crânio parece ter menos dificuldade de chegar ao seu cerne sem qualquer tipo de processamento. Registra-se apenas: fio desencapado, cheiro de queimado, madeira crepitando, fogo. A reação do sistema a essa cadeia clara de sintomas é uma tarefa exaustiva para a mente sem o sono. Os poréns das críticas, os talvezes das ponderações, os vejabens do discernimento, tudo se afoga em um ruído branco que só ecoa dentro da cabeça de quem não dormiu.

      A escritora australiana Anna Funder, em seu elucidativo livrorreportagem Stasilândia, procurou investigar, entre outros fenômenos sociais da Alemanha Oriental, as táticas de tortura da Stasi, a polícia secreta do país. Mais do que a privação de comida ou de água, fisiologicamente mais elementares, a crueldade do sistema se mostrou na técnica da privação do sono por parte de seus prisioneiros. Um oficial de guarda montada na cela do investigado tinha a incumbência de acordá-lo toda vez que ameaçasse fechar os olhos. Mais do que a raiva da fome ou a fraqueza da sede, somava-se a esse expediente o desespero louco da insônia. Sim, porque a falta de sono enlouquece em curtíssimo prazo. Neurônios que fritam diante de uma necessidade de raciocínio um pouco maior do que a de um símio fazem de Jack um bobão. Inoperante e nervoso, o ser mescla suas três instâncias freudianas em um blend perfeito de neuroses, paranoias e, claro, a necessidade perene de conseguir um sono prolongado. Como quando se anda pelo mundo sem ter mais nada a dizer sobre si mesmo além do fato de estar com sono, para parafrasear a escritora romena. Um reino por uma pestana.

      Quando finalmente o imperativo fisiológico se faz presente, entretanto, não se recompõe por inteiro. O insone que dorme é um restaurador de cacos. Não pode aspirar à obra completa, pode apenas transformá-la em mosaico aquebrantado, simulacro do que já foi. Uma vida descansada, uma prosaica noite de sono. Dormir… talvez sonhar. Eis onde surge o obstáculo: são cinco e meia e o sono não vem.

Disponível em:<http://www.aescotilha.com.br/cronicas/yuri-al-hanati/a-falta-que-o-sono-faz/> . Acesso em: 12 jul. 2019.

De acordo com as ideias apresentadas no texto, é correto afirmar que
Alternativas
Q2822815 Medicina

São anti-hipertensivos que podem ser usados com segurança na gestação, EXCETO:

Alternativas
Q2822814 Medicina

Associe as colunas de acordo com a patologia e medicação utilizada para o tratamento:

1) Ascaridíase

2) Malária

3) Sífilis

A) Primaquina

B) Albendazol

C) Penicilina

Alternativas
Q2822812 Medicina

Sobre a infecção por Clostridium difficile, pode-se afirmar:

Alternativas
Q2822809 Medicina

O Staphylococus aureus resistente à Meticilina (MRSA) pode ser tratado com o antimicrobiano:

Alternativas
Q2822808 Medicina

Droga antiarrítmica amplamente utilizada na prática clínica, rica em iodo, associada a uma série de efeitos colaterais, como alteração na função tireoidiana, podendo causar hipotireoidismo é:

Alternativas
Q2822806 Medicina

O Herpes Zoster geralmente ocorre pela reativação do Varicella-zoster Vírus, em latência no organismo. Sobre a patologia, pode-se dizer que:

Alternativas
Q2822805 Medicina

Os sinais de Homan, da Bandeira e de Bancroft geralmente sugerem o diagnóstico da seguinte patologia:

Alternativas
Q2822803 Medicina

O diagnóstico de Pancreatite Aguda pode ser feito:

Alternativas
Q2822802 Medicina

Sobre as complicações da Pancreatite Crônica, é CORRETO afirmar que:

Alternativas
Q2822800 Medicina

São fatores de risco para a Endocardite Bacteriana, EXCETO:

Alternativas
Q2822798 Medicina

Sobre os subtipos de vírus influenza, pode-se dizer, de acordo com a OMS (Organização das Nações Unidas), que:

Alternativas
Q2822797 Medicina

O início do inverno traz o aumento de casos de Influenza Sazonal. Sobre essa Infecção respiratória de elevada transmissibilidade, é CORRETO afirmar:

Alternativas
Q2802029 Medicina

Em relação à amamentação podemos afirmar que:

Alternativas
Q2802025 Medicina

Quanto a Oogênese e o desenvolvimento folicular, assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q2802024 Medicina

Sobre o balanço eletrolítico assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q2802021 Medicina

Com relação à respiração materna durante a gravidez assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas
Respostas
801: B
802: C
803: B
804: D
805: C
806: A
807: A
808: D
809: C
810: B
811: C
812: A
813: B
814: D
815: A
816: D
817: A
818: B
819: A
820: B