Questões de Concurso Para médico dermatologista

Questões Discursivas

Foram encontradas 4.169 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q3901439 Português

Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias.


    No segundo semestre de 2022, uma situação inusitada em Roraima chamou a atenção do cientista Felipe Naveca. Centenas de pessoas passaram a apresentar febre, dor no corpo, vermelhidão na pele e nos olhos, sintomas que sugerem um quadro de dengue, zika ou chikungunya. No entanto, uma grande proporção dos exames laboratoriais feitos nesses pacientes trazia um resultado negativo para essas três doenças, transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, "ou seja, eram muitos casos suspeitos e poucos confirmados", resume Naveca, que é pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).


    Uma análise mais detalhada revelou que o problema era outro. "Não era dengue. Era oropouche", informa o especialista. Esse vírus endêmico da Amazônia também é transmitido por mosquitos e a infecção provoca incômodos similares aos observados na ação daqueles outros três patógenos mais conhecidos.


    Desde o episódio ocorrido em Roraima, algo parecido se repetiu em outras partes da Região Norte, como Acre, Amazonas e Rondônia. Além disso, o vírus conseguiu ultrapassar as barreiras da Amazônia e hoje causa surtos em locais como Bahia, Espírito Santo e Santa Catarina, além de já ter sido importado para outros países das Américas e da Europa.


    O oropouche é apenas um exemplo de como a Amazônia, o local mais biodiverso do mundo, é lar de milhares de vírus, bactérias e outros agentes microscópicos que podem eventualmente causar problemas de saúde em seres humanos. Mais que isso, pesquisas recentes têm demonstrado que a degradação desse bioma por meio do desmatamento, do garimpo e de outras atividades aumenta o risco de contato com esses patógenos e eventualmente pode se tornar o gatilho para futuras epidemias ou até pandemias.


    Em linhas gerais, vírus, fungos, bactérias, protozoários e outros agentes microscópicos vivem ciclos bem definidos na natureza, com animais hospedeiros, intermediários e outros elementos que determinam o equilíbrio dessa dinâmica. "Esses patógenos circulam de uma maneira saudável dentro do ecossistema onde atuam, sem causar problemas para os seres humanos", contextualiza o biólogo Joel Henrique Ellwanger, do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). "A ameaça só passa a existir quando acontece a interferência humana nesses sistemas", complementa ele.


    Nos últimos cinco anos, Ellwanger publicou alguns artigos científicos em que detalha como um processo desses poderia acontecer na Amazônia. A ideia dele é entender como esse spillover conceito científico que descreve uma espécie de "pulo" ou "salto", um processo de transição no qual os patógenos passam a afetar os seres humanos, pode acontecer na prática, dentro do contexto específico deste bioma brasileiro. "Nem todo evento de spillover vai gerar uma epidemia. Isso vai depender do patógeno, de ele conseguir chegar até a população humana e encontrar ali as condições favoráveis para se disseminar", pondera o biólogo. Essas tais condições favoráveis envolvem aspectos biológicos e genéticos, como nossas células terem um receptor onde o vírus consegue se encaixar, por exemplo, até questões sociais, como a existência de um mosquito na região que pode servir de hospedeiro e perpetuador dos ciclos de transmissão.


"Quando ocorre o desmatamento em alguma região, toda a fauna que habita aquele lugar vai se mover. Muitas vezes, o animal que servia de reservatório natural para aquele patógeno foge. E os vetores, que transmitem doenças como malária e leishmaniose, vão se alimentar de sangue disponível, como o de seres humanos", detalha Naveca.


    No entanto, quando pensamos na abundância amazônica, tudo isso ganha uma escala muito maior, o que faz as probabilidades também crescerem numa progressão geométrica. "Imagina a diversidade de plantas que existe ali e a gente sequer conhece. Se pensarmos que cada espécie de ser vivo possui um microbioma próprio, estamos muito longe de entender os potenciais ameaças", explica Ellwanger. "Nós conhecemos apenas uma gota de um imenso oceano microbiano que interage nesse ecossistema", complementa ele.



Fonte: Biernath, A.. Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias. BBC News Brasil 16/11/2025. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2vrn1rwggo.

Leia o trecho abaixo:


“O oropouche ¢ apenas um exemplo de como a Amazônia, o local mais biodiverso do mundo, é lar de milhares de vírus, bactérias e outros agentes microscópicos que podem eventualmente causar problemas de saúde em seres humanos.”


Na expressão destacada acima, qual é a função sintática de “de saúde”?

Alternativas
Q3901438 Português

Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias.


    No segundo semestre de 2022, uma situação inusitada em Roraima chamou a atenção do cientista Felipe Naveca. Centenas de pessoas passaram a apresentar febre, dor no corpo, vermelhidão na pele e nos olhos, sintomas que sugerem um quadro de dengue, zika ou chikungunya. No entanto, uma grande proporção dos exames laboratoriais feitos nesses pacientes trazia um resultado negativo para essas três doenças, transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti, "ou seja, eram muitos casos suspeitos e poucos confirmados", resume Naveca, que é pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz).


    Uma análise mais detalhada revelou que o problema era outro. "Não era dengue. Era oropouche", informa o especialista. Esse vírus endêmico da Amazônia também é transmitido por mosquitos e a infecção provoca incômodos similares aos observados na ação daqueles outros três patógenos mais conhecidos.


    Desde o episódio ocorrido em Roraima, algo parecido se repetiu em outras partes da Região Norte, como Acre, Amazonas e Rondônia. Além disso, o vírus conseguiu ultrapassar as barreiras da Amazônia e hoje causa surtos em locais como Bahia, Espírito Santo e Santa Catarina, além de já ter sido importado para outros países das Américas e da Europa.


    O oropouche é apenas um exemplo de como a Amazônia, o local mais biodiverso do mundo, é lar de milhares de vírus, bactérias e outros agentes microscópicos que podem eventualmente causar problemas de saúde em seres humanos. Mais que isso, pesquisas recentes têm demonstrado que a degradação desse bioma por meio do desmatamento, do garimpo e de outras atividades aumenta o risco de contato com esses patógenos e eventualmente pode se tornar o gatilho para futuras epidemias ou até pandemias.


    Em linhas gerais, vírus, fungos, bactérias, protozoários e outros agentes microscópicos vivem ciclos bem definidos na natureza, com animais hospedeiros, intermediários e outros elementos que determinam o equilíbrio dessa dinâmica. "Esses patógenos circulam de uma maneira saudável dentro do ecossistema onde atuam, sem causar problemas para os seres humanos", contextualiza o biólogo Joel Henrique Ellwanger, do Departamento de Genética da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). "A ameaça só passa a existir quando acontece a interferência humana nesses sistemas", complementa ele.


    Nos últimos cinco anos, Ellwanger publicou alguns artigos científicos em que detalha como um processo desses poderia acontecer na Amazônia. A ideia dele é entender como esse spillover conceito científico que descreve uma espécie de "pulo" ou "salto", um processo de transição no qual os patógenos passam a afetar os seres humanos, pode acontecer na prática, dentro do contexto específico deste bioma brasileiro. "Nem todo evento de spillover vai gerar uma epidemia. Isso vai depender do patógeno, de ele conseguir chegar até a população humana e encontrar ali as condições favoráveis para se disseminar", pondera o biólogo. Essas tais condições favoráveis envolvem aspectos biológicos e genéticos, como nossas células terem um receptor onde o vírus consegue se encaixar, por exemplo, até questões sociais, como a existência de um mosquito na região que pode servir de hospedeiro e perpetuador dos ciclos de transmissão.


"Quando ocorre o desmatamento em alguma região, toda a fauna que habita aquele lugar vai se mover. Muitas vezes, o animal que servia de reservatório natural para aquele patógeno foge. E os vetores, que transmitem doenças como malária e leishmaniose, vão se alimentar de sangue disponível, como o de seres humanos", detalha Naveca.


    No entanto, quando pensamos na abundância amazônica, tudo isso ganha uma escala muito maior, o que faz as probabilidades também crescerem numa progressão geométrica. "Imagina a diversidade de plantas que existe ali e a gente sequer conhece. Se pensarmos que cada espécie de ser vivo possui um microbioma próprio, estamos muito longe de entender os potenciais ameaças", explica Ellwanger. "Nós conhecemos apenas uma gota de um imenso oceano microbiano que interage nesse ecossistema", complementa ele.



Fonte: Biernath, A.. Como a degradação da Amazônia aumenta o risco de novas pandemias. BBC News Brasil 16/11/2025. Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cx2vrn1rwggo.

No trecho retirado do texto: No entanto, uma grande proporção dos exames laboratoriais feitos nesses pacientes trazia um resultado negativo para essas três doenças, transmitidas pela picada do mosquito Aedes aegypti. a relação lógico-discursiva estabelecida pela conjunção " No entanto " é de: 
Alternativas
Q3868735 Medicina
Uma queratodermia hereditária, de padrão difuso, manifesta-se por espessamento amarelado da palma das mãos e planta dos pés, com margens bem demarcadas e um bordo eritematoso. Está classicamente associada a carcinoma esofágico e herança autossômica dominante. Esta entidade é conhecida como:
Alternativas
Q3868734 Medicina
Ao exame histopatológico de uma pápula eritematosa em região malar, observa-se deposição intersticial de material levemente basófilo e fibrilar entre os feixes de colágeno na derme reticular, com alcian blue positivo a pH 2.5. Esta descrição é característica de: 
Alternativas
Q3868733 Medicina
Paciente jovem apresenta múltiplas máculas pigmentadas melânicas periorificiais (lábios, mucosa oral), associadas à história de pólipos hamartomatosos gastrointestinais e risco aumentado de neoplasias internas. O diagnóstico clínico e a herança genética característica são, respectivamente:
Alternativas
Q3868732 Medicina
Na cicatrização por segunda intenção, a fase proliferativa caracteriza-se pela formação de tecido de granulação. O principal tipo celular responsável pela síntese de colágeno tipo III e contração da ferida nesta fase é:
Alternativas
Q3868731 Medicina
A esclerodermia sistêmica caracteriza-se por fibrose progressiva da pele e órgãos internos. A alteração histopatológica dérmica característica desta doença, observada em biópsias cutâneas, é: 
Alternativas
Q3868730 Medicina
As manifestações cutâneas do lúpus eritematoso sistêmico (LES) são variadas e frequentes. A lesão cutânea característica do LES agudo, fotossensível, que acomete região malar poupando sulcos nasolabiais, denomina-se:
Alternativas
Q3868729 Medicina
Na terapêutica sistêmica da psoríase moderada a grave, o metotrexato atua como antimetabólito inibindo enzima específica do metabolismo do ácido fólico. A enzima inibida pelo metotrexato que interfere na síntese de DNA e proliferação de queratinócitos é a:
Alternativas
Q3868728 Medicina
Em paciente com AIDS e contagem de linfócitos T CD4 muito baixa, a associação de lesões violáceas angiomatosas em pele e mucosa oral é mais sugestiva de: 
Alternativas
Q3868727 Medicina
Em acne inflamatória moderada a grave em adulto jovem, o mecanismo de ação principal da isotretinoína oral é:
Alternativas
Q3868726 Medicina
O chamado impetigo herpetiforme, observado em gestantes, é atualmente considerado: 
Alternativas
Q3868725 Medicina
Em relação à herpes gestationis (penfigoide gestacional), o achado típico na imunofluorescência direta de biópsia perilesional é:
Alternativas
Q3868724 Medicina
Na análise histopatológica da Micose Fungoide, um linfoma cutâneo de células T, observa-se frequentemente o epidermotropismo de linfócitos atípicos. Quando esses linfócitos se agrupam em coleções intraepidérmicas, formando ninhos característicos sem espongiose significativa, esse achado é tecnicamente denominado: 
Alternativas
Q3868723 Medicina
No Penfigoide Bolhoso, a imunofluorescência direta demonstra depósito linear de IgG e/ou C3 na zona da membrana basal. O principal alvo antigênico é a proteína BP180 (Colágeno XVII), sendo que a maior parte dos autoanticorpos reage especificamente contra o epítopo localizado no domínio extracelular não colagenoso denominado:
Alternativas
Q3868722 Medicina
A formação da barreira de permeabilidade epidérmica depende da extrusão de lipídios (ceramidas, colesterol e ácidos graxos) para o espaço intercelular na transição entre as camadas granulosa e córnea. As organelas secretórias específicas, presentes nos queratinócitos granulosos, responsáveis pelo armazenamento e liberação desses precursores lipídicos são os:
Alternativas
Q3868721 Medicina
Durante o desenvolvimento embrionário, a pele é formada por componentes de diferentes origens germinativas. Enquanto os queratinócitos originam-se da ectoderme de superfície e os fibroblastos da mesoderme, os melanócitos, responsáveis pela pigmentação, derivam embrionariamente da: 
Alternativas
Q3865895 Direito Sanitário
De acordo com Lei Federal nº 8.8080/1990, que dispõe sobre as condições para a promoção, proteção e recuperação da saúde, os níveis de saúde da população refletem diretamente a organização social e econômica do País, sendo influenciados por diversos fatores que atuam como determinantes e condicionantes da saúde. Nesse contexto, assinale a alternativa correta, conforme a previsão legal: 
Alternativas
Q3865894 Direito Sanitário
Nos termos da Lei Federal nº 8.080/1990 (Lei Orgânica da Saúde), que dispõe sobre a organização e o funcionamento do Sistema Único de Saúde (SUS), assinale a alternativa correta acerca da cooperação entre Municípios para a execução de ações e serviços de saúde: 
Alternativas
Q3865893 Saúde Pública
O indicador de incidência de Raiva Humana é utilizado para monitorar a frequência de casos confirmados da doença na população. Considerando suas características e interpretação, assinale a alternativa correta:
Alternativas
Respostas
221: D
222: C
223: E
224: D
225: B
226: E
227: D
228: C
229: B
230: B
231: E
232: C
233: A
234: D
235: C
236: B
237: A
238: B
239: C
240: C