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Leia o excerto a seguir:
Por muito tempo, o rap foi associado a uma ideia de força quase inabalável. Um espaço dominado por vozes masculinas que carregam histórias atravessadas por violência, sobrevivência e afirmação. E, por isso, muitas vezes parecem distantes de qualquer demonstração de fragilidade. Esse imaginário, no entanto, não está apenas nos artistas. Ele também atravessa o público, que compartilha dessa mesma imagem de um homem que aguenta, que não recua, que não expõe o que sente.
(Disponível em: https://vidasimples.co/cultura/nove-raps-nacionais-que-transformam-dor-em-musica/. Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)
De acordo com as regras de acentuação gráfica do português brasileiro, analise as sentenças a seguir:
I.A palavra "inabalável" recebe acento por ser uma paroxítona terminada em -l.
II.A palavra "ideia" foi grafada de modo equivocado, pois falta acento em "e", seguindo a mesma regra de "violência" e "sobrevivência". O correto seria "idéia".
III.A acentuação das palavras "histórias, violência, sobrevivência e imaginário" atende à mesma regra e todas estão corretas.
IV.As palavras "também" e "público" estão corretamente acentuadas, sendo a primeira, uma palavra oxítona, e a segunda, uma proparoxítona.
É correto o que se afirma em:
Primeira coluna: uso dos artigos indefinidos
1.Estampava no rosto o sorriso, um sorriso de gente má.
2.Terá uns quarenta anos que aconteceu o acidente com o Césio-137 em Goiânia.
3.A autora escreveu de uma maneira, que era impossível parar a leitura.
Segunda coluna: sentidos construídos
(__)Denota aproximação.
(__)Dá ênfase ao termo que acompanha.
(__)Usa-se o artigo indefinido para aclarar melhor as características de um substantivo enunciado anteriormente.
Assinale a alternativa que indica a correta associação entre as colunas:
Analise as sentenças a seguir quanto ao uso dos "porquês:
I.Trata-se apenas de criar consciência nos momentos que importam porque, no pequeno espaço entre o impulso e a ação, existe a possibilidade de fazer diferente.
II.Estar presente é pausar antes de reagir, criar um pequeno espaço entre o impulso e ação. Esse espaço pode durar segundos, mas muda tudo. Por quê?
III.O mais surpreendente é que cerca de 90% das nossas decisões acontecem no automático e o porquê disso está no fato de que o cérebro humano precisa economizar energia.
IV.É preciso entender por que escolhas aparentemente pequenas, quando repetidas moldam nossas vidas. E a verdade é simples.
Está correto o uso das palavras destacadas em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Durante muito tempo, o turismo foi associado à ideia de liberdade. Viajar significava escolher o destino, o que ver, como experimentar o mundo. Um exercício de autonomia individual − com as restrições, claro, do bolso de cada um. Essa imagem, entretanto, não explica bem o turismo contemporâneo.
Hoje, o ato de viajar é governado por três fatores que raramente aparecem juntos no debate público: o desejo individual, a mediação digital e a geopolítica. Quando combinados, fica mais claro o que está acontecendo com o turismo global. Ele bateu recorde em 2025 — 1,5 bilhão de visitas internacionais, segundo a ONU — mas nunca foi tão regulado, filtrado e, de certa forma, antecipado.
Vamos começar pelo indivíduo. Ainda existe a ideia de que viajar nos transforma, amplia horizontes, nos torna mais tolerantes, mais interessantes. Essa crença vem de longe. Mark Twain escreveu que "viajar é fatal para o preconceito, a intolerância e as mentes limitadas".
Na prática, acontece muitas vezes o oposto. A filósofa Agnes Callard, num ensaio na revista The New Yorker, coloca isso de um jeito meio desconfortável: o turista já sabe, antes de partir, o que será quando voltar. "Viajar é um bumerangue", escreve. "É algo que te devolve exatamente ao lugar de onde você partiu." Viajamos para confirmar o que já esperávamos, não para desfazer expectativas. A viagem, assim, não rompe com o cotidiano, ela só o reproduz em outro cenário.
Soma-se a isso a proliferação dos algoritmos, cada vez mais treinados e afiados. Destinos já não são descobertos, e sim sugeridos. Experiências não são vividas espontaneamente, mas antecipadas, roteirizadas e, acima de tudo, registradas. O que antes se vivia para depois compartilhar, hoje se vive (quase que somente) para compartilhar.
(Disponível em: https://l1nk.dev/ia9oaaq. Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)
Considere o excerto a seguir para analisar as sentenças a respeito da pontuação:
Durante muito tempo, o turismo foi associado à ideia de liberdade. Viajar significava escolher o destino, o que ver, como experimentar o mundo. Um exercício de autonomia individual − com as restrições, claro, do bolso de cada um. Essa imagem, entretanto, não explica bem o turismo contemporâneo.
I.A vírgula após a palavra "tempo" foi utilizada para separar o adjunto adverbial de tempo que está anteposto ao verbo.
II.As vírgulas usadas no trecho sublinhado estão corretamente aplicadas porque elas separam orações coordenadas assindéticas, isto é, sem a utilização de conectivos.
III.O travessão foi usado de modo equivocado, destacando o aposto explicativo. A única pontuação possível nesse contexto seria a vírgula.
IV.As duas vírgulas, antes e depois de "entretanto", são desnecessárias porque em caso de conjunção adversativa, usa-se apenas depois dela.
É correto o que se afirma em:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Durante muito tempo, o turismo foi associado à ideia de liberdade. Viajar significava escolher o destino, o que ver, como experimentar o mundo. Um exercício de autonomia individual − com as restrições, claro, do bolso de cada um. Essa imagem, entretanto, não explica bem o turismo contemporâneo.
Hoje, o ato de viajar é governado por três fatores que raramente aparecem juntos no debate público: o desejo individual, a mediação digital e a geopolítica. Quando combinados, fica mais claro o que está acontecendo com o turismo global. Ele bateu recorde em 2025 — 1,5 bilhão de visitas internacionais, segundo a ONU — mas nunca foi tão regulado, filtrado e, de certa forma, antecipado.
Vamos começar pelo indivíduo. Ainda existe a ideia de que viajar nos transforma, amplia horizontes, nos torna mais tolerantes, mais interessantes. Essa crença vem de longe. Mark Twain escreveu que "viajar é fatal para o preconceito, a intolerância e as mentes limitadas".
Na prática, acontece muitas vezes o oposto. A filósofa Agnes Callard, num ensaio na revista The New Yorker, coloca isso de um jeito meio desconfortável: o turista já sabe, antes de partir, o que será quando voltar. "Viajar é um bumerangue", escreve. "É algo que te devolve exatamente ao lugar de onde você partiu." Viajamos para confirmar o que já esperávamos, não para desfazer expectativas. A viagem, assim, não rompe com o cotidiano, ela só o reproduz em outro cenário.
Soma-se a isso a proliferação dos algoritmos, cada vez mais treinados e afiados. Destinos já não são descobertos, e sim sugeridos. Experiências não são vividas espontaneamente, mas antecipadas, roteirizadas e, acima de tudo, registradas. O que antes se vivia para depois compartilhar, hoje se vive (quase que somente) para compartilhar.
(Disponível em: https://l1nk.dev/ia9oaaq. Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)
"A viagem, assim, não rompe com o cotidiano, ela só o reproduz em outro cenário. Soma-se a isso a proliferação dos algoritmos, cada vez mais treinados e afiados. Destinos já não são descobertos, e sim sugeridos."
A respeito da regência verbal, registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)O verbo "romper" pode reger seu complemento com várias preposições, o que conferirá ao texto sentidos diferentes. No caso dado, o sentido de "romper" é de "opor-se, resistir", dado pela preposição "com".
(__)O verbo "romper", nesse contexto, pode ser acompanhado pela preposição "sobre", sem comprometer o sentido construído. O mesmo não acontece se for usada a preposição "em", pois ela mudaria o sentido.
(__)A regência construída pelo verbo "somar-se" está correta e confere, ao contexto, o sentido de "agregar, juntar para formar uma totalidade".
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Durante muito tempo, o turismo foi associado à ideia de liberdade. Viajar significava escolher o destino, o que ver, como experimentar o mundo. Um exercício de autonomia individual − com as restrições, claro, do bolso de cada um. Essa imagem, entretanto, não explica bem o turismo contemporâneo.
Hoje, o ato de viajar é governado por três fatores que raramente aparecem juntos no debate público: o desejo individual, a mediação digital e a geopolítica. Quando combinados, fica mais claro o que está acontecendo com o turismo global. Ele bateu recorde em 2025 — 1,5 bilhão de visitas internacionais, segundo a ONU — mas nunca foi tão regulado, filtrado e, de certa forma, antecipado.
Vamos começar pelo indivíduo. Ainda existe a ideia de que viajar nos transforma, amplia horizontes, nos torna mais tolerantes, mais interessantes. Essa crença vem de longe. Mark Twain escreveu que "viajar é fatal para o preconceito, a intolerância e as mentes limitadas".
Na prática, acontece muitas vezes o oposto. A filósofa Agnes Callard, num ensaio na revista The New Yorker, coloca isso de um jeito meio desconfortável: o turista já sabe, antes de partir, o que será quando voltar. "Viajar é um bumerangue", escreve. "É algo que te devolve exatamente ao lugar de onde você partiu." Viajamos para confirmar o que já esperávamos, não para desfazer expectativas. A viagem, assim, não rompe com o cotidiano, ela só o reproduz em outro cenário.
Soma-se a isso a proliferação dos algoritmos, cada vez mais treinados e afiados. Destinos já não são descobertos, e sim sugeridos. Experiências não são vividas espontaneamente, mas antecipadas, roteirizadas e, acima de tudo, registradas. O que antes se vivia para depois compartilhar, hoje se vive (quase que somente) para compartilhar.
(Disponível em: https://l1nk.dev/ia9oaaq. Acesso em 16 mai. 2026. Adaptado.)
Analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas.
De acordo com o texto:
(__)Viajar é, cada vez menos, um ato de liberdade.
(__)Se em princípio, viajar era um ato que pedia autonomia do sujeito, na atualidade, outros fatores determinam esse gesto, entre eles a influência digital.
(__)Na contemporaneidade, o ato de viajar está mais relacionado com seguir sugestões fornecidas nas redes sociais virtuais do que com descobrir algo, conhecer o novo.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: