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Q4271092 Não definido
Em uma fábrica de peças automotivas, 10 funcionários levam 60 horas para realizar a inspeção de 200 filtros de ar- condicionado. Seis funcionários que trabalham de maneira similar precisarão de quantas horas para finalizar a mesma inspeção?
Alternativas
Q4271091 Não definido

Leia o texto e responda a questão.


Saber viver


Cora Coralina

Não sei…

se a vida é curta

ou longa demais para nós.

Mas sei que nada do que vivemos

tem sentido,

se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:

colo que acolhe,

braço que envolve,

palavra que conforta,

silêncio que respeita,

alegria que contagia,

lágrima que corre,

olhar que sacia,

amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo:

é o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela

não seja nem curta,

nem longa demais,

mas que seja intensa,

verdadeira e pura…

enquanto durar. 



CORALINA, C. Saber viver. Disponível em: <https://www.culturagenial.com/cora-coralina-poemas-essenciais/> Acesso em: 02 jan 2020

O principal recurso para construção de sentido na segunda estrofe do poema é a:
Alternativas
Q4271090 Não definido

Leia o texto e responda a questão.


Saber viver


Cora Coralina

Não sei…

se a vida é curta

ou longa demais para nós.

Mas sei que nada do que vivemos

tem sentido,

se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:

colo que acolhe,

braço que envolve,

palavra que conforta,

silêncio que respeita,

alegria que contagia,

lágrima que corre,

olhar que sacia,

amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo:

é o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela

não seja nem curta,

nem longa demais,

mas que seja intensa,

verdadeira e pura…

enquanto durar. 



CORALINA, C. Saber viver. Disponível em: <https://www.culturagenial.com/cora-coralina-poemas-essenciais/> Acesso em: 02 jan 2020

No verso “É o que faz com que ela”, o termo “ela” retoma anaforicamente o substantivo:
Alternativas
Q4271089 Não definido

Leia o texto e responda a questão.


Saber viver


Cora Coralina

Não sei…

se a vida é curta

ou longa demais para nós.

Mas sei que nada do que vivemos

tem sentido,

se não tocarmos o coração das pessoas.

Muitas vezes basta ser:

colo que acolhe,

braço que envolve,

palavra que conforta,

silêncio que respeita,

alegria que contagia,

lágrima que corre,

olhar que sacia,

amor que promove.

E isso não é coisa de outro mundo:

é o que dá sentido à vida.

É o que faz com que ela

não seja nem curta,

nem longa demais,

mas que seja intensa,

verdadeira e pura…

enquanto durar. 



CORALINA, C. Saber viver. Disponível em: <https://www.culturagenial.com/cora-coralina-poemas-essenciais/> Acesso em: 02 jan 2020

Na primeira estrofe, o eu lírico assinala o valor de uma vida:
Alternativas
Q4271088 Não definido
Leia o texto e responda a questão.

O melhor presente do meu avô

    Quando eu era criança, lá pelos idos dos anos 1950, morávamos em uma casa modesta. Ainda que pequena, acasa era mais estruturada do que a vizinhança: o entorno era um conjunto de residências muito simples e pobres. Todo final de ano, meu avô - um homem muito sensível - comprava doces, balas e outras tantas lembranças miúdas. Sem medar muitas explicações, me vestia de Papai Noel e, juntos, saíamos pelo bairro, distribuindo esses pequenos presentes entre a garotada alvoroçada.
    Ainda que seja uma tradição cristã, o Natal celebrado pelo meu avô me ajudou a aprender um importanteensinamento judaico: o tzedacá. A palavra é, muitas vezes, erroneamente entendida como “caridade”. Não se trata disso. Tzedacá é o sentimento de satisfação provocado por uma boa ação. É a noção de que, ao fazer o bem a alguém, quemsebeneficia é você.
    Levo esse ensinamento por toda a vida, e o aplico à condução dos meus negócios no Grupo Boticário. Foi ele queorientou, por exemplo, a decisão de destinar 1% das receitas do grupo à manutenção da Fundação Grupo Boticário deProteção à Natureza - que, por sua vez, direciona esses recursos a projetos socioambientais e pesquisas científicas. Foi por isso que criamos a maior fundação empresarial de conservação ambiental do Brasil.
    Lembrei do tzedacá recentemente, quando vi uma das conclusões da Business Roundtable, uma associaçãosediada em Washington que reúne os diretores executivos das maiores empresas americanas. Depois de deliberações entre os executivos dessas grandes empresas, a Business Roundtable emitiu uma nota, no final de agosto, com umasinalização importante e, para alguns, até surpreendente. Nela, os executivos declaram que suas empresas deveriam“perseguir o bem maior”. Segundo eles, os objetivos dessas grandes corporações deveriam incluir melhores práticas socioambientais, que beneficiassem funcionários, consumidores, comunidades locais e o meio-ambiente de maneira geral. Em outras palavras, segundo a nota, gerar lucro para os acionistas não deveria ser a razão única da existência dessas companhias.
    As reações à nota foram diversas. Admito que parece mesmo uma inversão de valores - ou uma promessa boademais para ser verdade. Mas vejo nas conclusões desses executivos somente um passo lógico.
      [...]
    Hoje, vivemos uma crise ambiental que se agrava. Em todo o mundo, milhões de pessoas vivem abaixo da linha damiséria. Sozinhos, os governos não vão conseguir apresentar respostas a esses desafios. Diante desse mundo cada vezmais complexo, faz sentido que a razão de ser de uma empresa vá além de comprar e vender de maneira eficiente elucrativa. As empresas privadas são grandes centralizadoras de interesses. Elas interferem na vida de seus funcionários, consumidores e comunidades. É importante que abracem responsabilidades relacionadas a todos esses atores. De modo acriar ambientes mais sustentáveis, do ponto de vista ambiental e também social. De modo a criar sociedades mais justas.
    Não se trata de uma boa ação. É algo essencial para a sobrevivência dessas companhias. Ao assumir responsabilidades pela vida em seu entorno, elas garantirão a continuidade do próprio negócio. Serão premiadas pelos consumidores, que vão preferir comprar de empresas que fazem o bem. E poderão contribuir para evitar um colapsoambiental, uma ameaça a cada dia mais palpável. Ao distribuir presentes para as crianças, meu avô e eu fazíamos mais que um ato de caridade. Aquele pequeno gesto nos enriquecia. E eu, pessoalmente, me divertia muito. A vizinhança, daqual fazíamos parte, se tornava mais feliz. Por um breve instante, a vida melhorava para todos. É assim a vida emcomunidade. Vale para pessoas. E vale também para grandes corporações. 


*Miguel Krigsner é fundador do Grupo Boticário e da Fundação Grupo Boticário e quer um mundo melhor para seus netos
KRIGSNER, M. O melhor presente do meu avô. [Adaptado]. Disponível em: <https://exame.abril.com.br/blog/opiniao/o- melhor-presente-do-meu-avo/>. Acesso em: 19 dez 2019
No enunciado “meu avô - um homem muito sensível”, o processo de adjetivação é construído pelo:
Alternativas
Q4271087 Não definido
Leia o texto e responda a questão.

O melhor presente do meu avô

    Quando eu era criança, lá pelos idos dos anos 1950, morávamos em uma casa modesta. Ainda que pequena, acasa era mais estruturada do que a vizinhança: o entorno era um conjunto de residências muito simples e pobres. Todo final de ano, meu avô - um homem muito sensível - comprava doces, balas e outras tantas lembranças miúdas. Sem medar muitas explicações, me vestia de Papai Noel e, juntos, saíamos pelo bairro, distribuindo esses pequenos presentes entre a garotada alvoroçada.
    Ainda que seja uma tradição cristã, o Natal celebrado pelo meu avô me ajudou a aprender um importanteensinamento judaico: o tzedacá. A palavra é, muitas vezes, erroneamente entendida como “caridade”. Não se trata disso. Tzedacá é o sentimento de satisfação provocado por uma boa ação. É a noção de que, ao fazer o bem a alguém, quemsebeneficia é você.
    Levo esse ensinamento por toda a vida, e o aplico à condução dos meus negócios no Grupo Boticário. Foi ele queorientou, por exemplo, a decisão de destinar 1% das receitas do grupo à manutenção da Fundação Grupo Boticário deProteção à Natureza - que, por sua vez, direciona esses recursos a projetos socioambientais e pesquisas científicas. Foi por isso que criamos a maior fundação empresarial de conservação ambiental do Brasil.
    Lembrei do tzedacá recentemente, quando vi uma das conclusões da Business Roundtable, uma associaçãosediada em Washington que reúne os diretores executivos das maiores empresas americanas. Depois de deliberações entre os executivos dessas grandes empresas, a Business Roundtable emitiu uma nota, no final de agosto, com umasinalização importante e, para alguns, até surpreendente. Nela, os executivos declaram que suas empresas deveriam“perseguir o bem maior”. Segundo eles, os objetivos dessas grandes corporações deveriam incluir melhores práticas socioambientais, que beneficiassem funcionários, consumidores, comunidades locais e o meio-ambiente de maneira geral. Em outras palavras, segundo a nota, gerar lucro para os acionistas não deveria ser a razão única da existência dessas companhias.
    As reações à nota foram diversas. Admito que parece mesmo uma inversão de valores - ou uma promessa boademais para ser verdade. Mas vejo nas conclusões desses executivos somente um passo lógico.
      [...]
    Hoje, vivemos uma crise ambiental que se agrava. Em todo o mundo, milhões de pessoas vivem abaixo da linha damiséria. Sozinhos, os governos não vão conseguir apresentar respostas a esses desafios. Diante desse mundo cada vezmais complexo, faz sentido que a razão de ser de uma empresa vá além de comprar e vender de maneira eficiente elucrativa. As empresas privadas são grandes centralizadoras de interesses. Elas interferem na vida de seus funcionários, consumidores e comunidades. É importante que abracem responsabilidades relacionadas a todos esses atores. De modo acriar ambientes mais sustentáveis, do ponto de vista ambiental e também social. De modo a criar sociedades mais justas.
    Não se trata de uma boa ação. É algo essencial para a sobrevivência dessas companhias. Ao assumir responsabilidades pela vida em seu entorno, elas garantirão a continuidade do próprio negócio. Serão premiadas pelos consumidores, que vão preferir comprar de empresas que fazem o bem. E poderão contribuir para evitar um colapsoambiental, uma ameaça a cada dia mais palpável. Ao distribuir presentes para as crianças, meu avô e eu fazíamos mais que um ato de caridade. Aquele pequeno gesto nos enriquecia. E eu, pessoalmente, me divertia muito. A vizinhança, daqual fazíamos parte, se tornava mais feliz. Por um breve instante, a vida melhorava para todos. É assim a vida emcomunidade. Vale para pessoas. E vale também para grandes corporações. 


*Miguel Krigsner é fundador do Grupo Boticário e da Fundação Grupo Boticário e quer um mundo melhor para seus netos
KRIGSNER, M. O melhor presente do meu avô. [Adaptado]. Disponível em: <https://exame.abril.com.br/blog/opiniao/o- melhor-presente-do-meu-avo/>. Acesso em: 19 dez 2019
A argumentação no texto é construída com a finalidade intencional de:
Alternativas
Q4271086 Não definido
Leia o texto e responda a questão.

O melhor presente do meu avô

    Quando eu era criança, lá pelos idos dos anos 1950, morávamos em uma casa modesta. Ainda que pequena, acasa era mais estruturada do que a vizinhança: o entorno era um conjunto de residências muito simples e pobres. Todo final de ano, meu avô - um homem muito sensível - comprava doces, balas e outras tantas lembranças miúdas. Sem medar muitas explicações, me vestia de Papai Noel e, juntos, saíamos pelo bairro, distribuindo esses pequenos presentes entre a garotada alvoroçada.
    Ainda que seja uma tradição cristã, o Natal celebrado pelo meu avô me ajudou a aprender um importanteensinamento judaico: o tzedacá. A palavra é, muitas vezes, erroneamente entendida como “caridade”. Não se trata disso. Tzedacá é o sentimento de satisfação provocado por uma boa ação. É a noção de que, ao fazer o bem a alguém, quemsebeneficia é você.
    Levo esse ensinamento por toda a vida, e o aplico à condução dos meus negócios no Grupo Boticário. Foi ele queorientou, por exemplo, a decisão de destinar 1% das receitas do grupo à manutenção da Fundação Grupo Boticário deProteção à Natureza - que, por sua vez, direciona esses recursos a projetos socioambientais e pesquisas científicas. Foi por isso que criamos a maior fundação empresarial de conservação ambiental do Brasil.
    Lembrei do tzedacá recentemente, quando vi uma das conclusões da Business Roundtable, uma associaçãosediada em Washington que reúne os diretores executivos das maiores empresas americanas. Depois de deliberações entre os executivos dessas grandes empresas, a Business Roundtable emitiu uma nota, no final de agosto, com umasinalização importante e, para alguns, até surpreendente. Nela, os executivos declaram que suas empresas deveriam“perseguir o bem maior”. Segundo eles, os objetivos dessas grandes corporações deveriam incluir melhores práticas socioambientais, que beneficiassem funcionários, consumidores, comunidades locais e o meio-ambiente de maneira geral. Em outras palavras, segundo a nota, gerar lucro para os acionistas não deveria ser a razão única da existência dessas companhias.
    As reações à nota foram diversas. Admito que parece mesmo uma inversão de valores - ou uma promessa boademais para ser verdade. Mas vejo nas conclusões desses executivos somente um passo lógico.
      [...]
    Hoje, vivemos uma crise ambiental que se agrava. Em todo o mundo, milhões de pessoas vivem abaixo da linha damiséria. Sozinhos, os governos não vão conseguir apresentar respostas a esses desafios. Diante desse mundo cada vezmais complexo, faz sentido que a razão de ser de uma empresa vá além de comprar e vender de maneira eficiente elucrativa. As empresas privadas são grandes centralizadoras de interesses. Elas interferem na vida de seus funcionários, consumidores e comunidades. É importante que abracem responsabilidades relacionadas a todos esses atores. De modo acriar ambientes mais sustentáveis, do ponto de vista ambiental e também social. De modo a criar sociedades mais justas.
    Não se trata de uma boa ação. É algo essencial para a sobrevivência dessas companhias. Ao assumir responsabilidades pela vida em seu entorno, elas garantirão a continuidade do próprio negócio. Serão premiadas pelos consumidores, que vão preferir comprar de empresas que fazem o bem. E poderão contribuir para evitar um colapsoambiental, uma ameaça a cada dia mais palpável. Ao distribuir presentes para as crianças, meu avô e eu fazíamos mais que um ato de caridade. Aquele pequeno gesto nos enriquecia. E eu, pessoalmente, me divertia muito. A vizinhança, daqual fazíamos parte, se tornava mais feliz. Por um breve instante, a vida melhorava para todos. É assim a vida emcomunidade. Vale para pessoas. E vale também para grandes corporações. 


*Miguel Krigsner é fundador do Grupo Boticário e da Fundação Grupo Boticário e quer um mundo melhor para seus netos
KRIGSNER, M. O melhor presente do meu avô. [Adaptado]. Disponível em: <https://exame.abril.com.br/blog/opiniao/o- melhor-presente-do-meu-avo/>. Acesso em: 19 dez 2019
A regra de acentuação gráfica utilizada em “única” é a mesma em:
Alternativas
Q4271085 Não definido
Leia o texto e responda a questão.

O melhor presente do meu avô

    Quando eu era criança, lá pelos idos dos anos 1950, morávamos em uma casa modesta. Ainda que pequena, acasa era mais estruturada do que a vizinhança: o entorno era um conjunto de residências muito simples e pobres. Todo final de ano, meu avô - um homem muito sensível - comprava doces, balas e outras tantas lembranças miúdas. Sem medar muitas explicações, me vestia de Papai Noel e, juntos, saíamos pelo bairro, distribuindo esses pequenos presentes entre a garotada alvoroçada.
    Ainda que seja uma tradição cristã, o Natal celebrado pelo meu avô me ajudou a aprender um importanteensinamento judaico: o tzedacá. A palavra é, muitas vezes, erroneamente entendida como “caridade”. Não se trata disso. Tzedacá é o sentimento de satisfação provocado por uma boa ação. É a noção de que, ao fazer o bem a alguém, quemsebeneficia é você.
    Levo esse ensinamento por toda a vida, e o aplico à condução dos meus negócios no Grupo Boticário. Foi ele queorientou, por exemplo, a decisão de destinar 1% das receitas do grupo à manutenção da Fundação Grupo Boticário deProteção à Natureza - que, por sua vez, direciona esses recursos a projetos socioambientais e pesquisas científicas. Foi por isso que criamos a maior fundação empresarial de conservação ambiental do Brasil.
    Lembrei do tzedacá recentemente, quando vi uma das conclusões da Business Roundtable, uma associaçãosediada em Washington que reúne os diretores executivos das maiores empresas americanas. Depois de deliberações entre os executivos dessas grandes empresas, a Business Roundtable emitiu uma nota, no final de agosto, com umasinalização importante e, para alguns, até surpreendente. Nela, os executivos declaram que suas empresas deveriam“perseguir o bem maior”. Segundo eles, os objetivos dessas grandes corporações deveriam incluir melhores práticas socioambientais, que beneficiassem funcionários, consumidores, comunidades locais e o meio-ambiente de maneira geral. Em outras palavras, segundo a nota, gerar lucro para os acionistas não deveria ser a razão única da existência dessas companhias.
    As reações à nota foram diversas. Admito que parece mesmo uma inversão de valores - ou uma promessa boademais para ser verdade. Mas vejo nas conclusões desses executivos somente um passo lógico.
      [...]
    Hoje, vivemos uma crise ambiental que se agrava. Em todo o mundo, milhões de pessoas vivem abaixo da linha damiséria. Sozinhos, os governos não vão conseguir apresentar respostas a esses desafios. Diante desse mundo cada vezmais complexo, faz sentido que a razão de ser de uma empresa vá além de comprar e vender de maneira eficiente elucrativa. As empresas privadas são grandes centralizadoras de interesses. Elas interferem na vida de seus funcionários, consumidores e comunidades. É importante que abracem responsabilidades relacionadas a todos esses atores. De modo acriar ambientes mais sustentáveis, do ponto de vista ambiental e também social. De modo a criar sociedades mais justas.
    Não se trata de uma boa ação. É algo essencial para a sobrevivência dessas companhias. Ao assumir responsabilidades pela vida em seu entorno, elas garantirão a continuidade do próprio negócio. Serão premiadas pelos consumidores, que vão preferir comprar de empresas que fazem o bem. E poderão contribuir para evitar um colapsoambiental, uma ameaça a cada dia mais palpável. Ao distribuir presentes para as crianças, meu avô e eu fazíamos mais que um ato de caridade. Aquele pequeno gesto nos enriquecia. E eu, pessoalmente, me divertia muito. A vizinhança, daqual fazíamos parte, se tornava mais feliz. Por um breve instante, a vida melhorava para todos. É assim a vida emcomunidade. Vale para pessoas. E vale também para grandes corporações. 


*Miguel Krigsner é fundador do Grupo Boticário e da Fundação Grupo Boticário e quer um mundo melhor para seus netos
KRIGSNER, M. O melhor presente do meu avô. [Adaptado]. Disponível em: <https://exame.abril.com.br/blog/opiniao/o- melhor-presente-do-meu-avo/>. Acesso em: 19 dez 2019
No último parágrafo, pode-se substituir “um colapso”, sem prejuízo de sentido para o contexto, por um(a):
Alternativas
Q4271084 Não definido
Leia o texto e responda a questão.

O melhor presente do meu avô

    Quando eu era criança, lá pelos idos dos anos 1950, morávamos em uma casa modesta. Ainda que pequena, acasa era mais estruturada do que a vizinhança: o entorno era um conjunto de residências muito simples e pobres. Todo final de ano, meu avô - um homem muito sensível - comprava doces, balas e outras tantas lembranças miúdas. Sem medar muitas explicações, me vestia de Papai Noel e, juntos, saíamos pelo bairro, distribuindo esses pequenos presentes entre a garotada alvoroçada.
    Ainda que seja uma tradição cristã, o Natal celebrado pelo meu avô me ajudou a aprender um importanteensinamento judaico: o tzedacá. A palavra é, muitas vezes, erroneamente entendida como “caridade”. Não se trata disso. Tzedacá é o sentimento de satisfação provocado por uma boa ação. É a noção de que, ao fazer o bem a alguém, quemsebeneficia é você.
    Levo esse ensinamento por toda a vida, e o aplico à condução dos meus negócios no Grupo Boticário. Foi ele queorientou, por exemplo, a decisão de destinar 1% das receitas do grupo à manutenção da Fundação Grupo Boticário deProteção à Natureza - que, por sua vez, direciona esses recursos a projetos socioambientais e pesquisas científicas. Foi por isso que criamos a maior fundação empresarial de conservação ambiental do Brasil.
    Lembrei do tzedacá recentemente, quando vi uma das conclusões da Business Roundtable, uma associaçãosediada em Washington que reúne os diretores executivos das maiores empresas americanas. Depois de deliberações entre os executivos dessas grandes empresas, a Business Roundtable emitiu uma nota, no final de agosto, com umasinalização importante e, para alguns, até surpreendente. Nela, os executivos declaram que suas empresas deveriam“perseguir o bem maior”. Segundo eles, os objetivos dessas grandes corporações deveriam incluir melhores práticas socioambientais, que beneficiassem funcionários, consumidores, comunidades locais e o meio-ambiente de maneira geral. Em outras palavras, segundo a nota, gerar lucro para os acionistas não deveria ser a razão única da existência dessas companhias.
    As reações à nota foram diversas. Admito que parece mesmo uma inversão de valores - ou uma promessa boademais para ser verdade. Mas vejo nas conclusões desses executivos somente um passo lógico.
      [...]
    Hoje, vivemos uma crise ambiental que se agrava. Em todo o mundo, milhões de pessoas vivem abaixo da linha damiséria. Sozinhos, os governos não vão conseguir apresentar respostas a esses desafios. Diante desse mundo cada vezmais complexo, faz sentido que a razão de ser de uma empresa vá além de comprar e vender de maneira eficiente elucrativa. As empresas privadas são grandes centralizadoras de interesses. Elas interferem na vida de seus funcionários, consumidores e comunidades. É importante que abracem responsabilidades relacionadas a todos esses atores. De modo acriar ambientes mais sustentáveis, do ponto de vista ambiental e também social. De modo a criar sociedades mais justas.
    Não se trata de uma boa ação. É algo essencial para a sobrevivência dessas companhias. Ao assumir responsabilidades pela vida em seu entorno, elas garantirão a continuidade do próprio negócio. Serão premiadas pelos consumidores, que vão preferir comprar de empresas que fazem o bem. E poderão contribuir para evitar um colapsoambiental, uma ameaça a cada dia mais palpável. Ao distribuir presentes para as crianças, meu avô e eu fazíamos mais que um ato de caridade. Aquele pequeno gesto nos enriquecia. E eu, pessoalmente, me divertia muito. A vizinhança, daqual fazíamos parte, se tornava mais feliz. Por um breve instante, a vida melhorava para todos. É assim a vida emcomunidade. Vale para pessoas. E vale também para grandes corporações. 


*Miguel Krigsner é fundador do Grupo Boticário e da Fundação Grupo Boticário e quer um mundo melhor para seus netos
KRIGSNER, M. O melhor presente do meu avô. [Adaptado]. Disponível em: <https://exame.abril.com.br/blog/opiniao/o- melhor-presente-do-meu-avo/>. Acesso em: 19 dez 2019
No enunciado “Lembrei do tzedacá recentemente, quando vi uma das conclusões da Business Roundtable”, a relação sintática entre as orações é de: 
Alternativas
Q4271083 Não definido
Leia o texto e responda a questão.

O melhor presente do meu avô

    Quando eu era criança, lá pelos idos dos anos 1950, morávamos em uma casa modesta. Ainda que pequena, acasa era mais estruturada do que a vizinhança: o entorno era um conjunto de residências muito simples e pobres. Todo final de ano, meu avô - um homem muito sensível - comprava doces, balas e outras tantas lembranças miúdas. Sem medar muitas explicações, me vestia de Papai Noel e, juntos, saíamos pelo bairro, distribuindo esses pequenos presentes entre a garotada alvoroçada.
    Ainda que seja uma tradição cristã, o Natal celebrado pelo meu avô me ajudou a aprender um importanteensinamento judaico: o tzedacá. A palavra é, muitas vezes, erroneamente entendida como “caridade”. Não se trata disso. Tzedacá é o sentimento de satisfação provocado por uma boa ação. É a noção de que, ao fazer o bem a alguém, quemsebeneficia é você.
    Levo esse ensinamento por toda a vida, e o aplico à condução dos meus negócios no Grupo Boticário. Foi ele queorientou, por exemplo, a decisão de destinar 1% das receitas do grupo à manutenção da Fundação Grupo Boticário deProteção à Natureza - que, por sua vez, direciona esses recursos a projetos socioambientais e pesquisas científicas. Foi por isso que criamos a maior fundação empresarial de conservação ambiental do Brasil.
    Lembrei do tzedacá recentemente, quando vi uma das conclusões da Business Roundtable, uma associaçãosediada em Washington que reúne os diretores executivos das maiores empresas americanas. Depois de deliberações entre os executivos dessas grandes empresas, a Business Roundtable emitiu uma nota, no final de agosto, com umasinalização importante e, para alguns, até surpreendente. Nela, os executivos declaram que suas empresas deveriam“perseguir o bem maior”. Segundo eles, os objetivos dessas grandes corporações deveriam incluir melhores práticas socioambientais, que beneficiassem funcionários, consumidores, comunidades locais e o meio-ambiente de maneira geral. Em outras palavras, segundo a nota, gerar lucro para os acionistas não deveria ser a razão única da existência dessas companhias.
    As reações à nota foram diversas. Admito que parece mesmo uma inversão de valores - ou uma promessa boademais para ser verdade. Mas vejo nas conclusões desses executivos somente um passo lógico.
      [...]
    Hoje, vivemos uma crise ambiental que se agrava. Em todo o mundo, milhões de pessoas vivem abaixo da linha damiséria. Sozinhos, os governos não vão conseguir apresentar respostas a esses desafios. Diante desse mundo cada vezmais complexo, faz sentido que a razão de ser de uma empresa vá além de comprar e vender de maneira eficiente elucrativa. As empresas privadas são grandes centralizadoras de interesses. Elas interferem na vida de seus funcionários, consumidores e comunidades. É importante que abracem responsabilidades relacionadas a todos esses atores. De modo acriar ambientes mais sustentáveis, do ponto de vista ambiental e também social. De modo a criar sociedades mais justas.
    Não se trata de uma boa ação. É algo essencial para a sobrevivência dessas companhias. Ao assumir responsabilidades pela vida em seu entorno, elas garantirão a continuidade do próprio negócio. Serão premiadas pelos consumidores, que vão preferir comprar de empresas que fazem o bem. E poderão contribuir para evitar um colapsoambiental, uma ameaça a cada dia mais palpável. Ao distribuir presentes para as crianças, meu avô e eu fazíamos mais que um ato de caridade. Aquele pequeno gesto nos enriquecia. E eu, pessoalmente, me divertia muito. A vizinhança, daqual fazíamos parte, se tornava mais feliz. Por um breve instante, a vida melhorava para todos. É assim a vida emcomunidade. Vale para pessoas. E vale também para grandes corporações. 


*Miguel Krigsner é fundador do Grupo Boticário e da Fundação Grupo Boticário e quer um mundo melhor para seus netos
KRIGSNER, M. O melhor presente do meu avô. [Adaptado]. Disponível em: <https://exame.abril.com.br/blog/opiniao/o- melhor-presente-do-meu-avo/>. Acesso em: 19 dez 2019
Para organização sequencial do texto, o recurso predominantemente usado é a:
Alternativas
Q4271082 Não definido
Leia o texto e responda a questão.

O melhor presente do meu avô

    Quando eu era criança, lá pelos idos dos anos 1950, morávamos em uma casa modesta. Ainda que pequena, acasa era mais estruturada do que a vizinhança: o entorno era um conjunto de residências muito simples e pobres. Todo final de ano, meu avô - um homem muito sensível - comprava doces, balas e outras tantas lembranças miúdas. Sem medar muitas explicações, me vestia de Papai Noel e, juntos, saíamos pelo bairro, distribuindo esses pequenos presentes entre a garotada alvoroçada.
    Ainda que seja uma tradição cristã, o Natal celebrado pelo meu avô me ajudou a aprender um importanteensinamento judaico: o tzedacá. A palavra é, muitas vezes, erroneamente entendida como “caridade”. Não se trata disso. Tzedacá é o sentimento de satisfação provocado por uma boa ação. É a noção de que, ao fazer o bem a alguém, quemsebeneficia é você.
    Levo esse ensinamento por toda a vida, e o aplico à condução dos meus negócios no Grupo Boticário. Foi ele queorientou, por exemplo, a decisão de destinar 1% das receitas do grupo à manutenção da Fundação Grupo Boticário deProteção à Natureza - que, por sua vez, direciona esses recursos a projetos socioambientais e pesquisas científicas. Foi por isso que criamos a maior fundação empresarial de conservação ambiental do Brasil.
    Lembrei do tzedacá recentemente, quando vi uma das conclusões da Business Roundtable, uma associaçãosediada em Washington que reúne os diretores executivos das maiores empresas americanas. Depois de deliberações entre os executivos dessas grandes empresas, a Business Roundtable emitiu uma nota, no final de agosto, com umasinalização importante e, para alguns, até surpreendente. Nela, os executivos declaram que suas empresas deveriam“perseguir o bem maior”. Segundo eles, os objetivos dessas grandes corporações deveriam incluir melhores práticas socioambientais, que beneficiassem funcionários, consumidores, comunidades locais e o meio-ambiente de maneira geral. Em outras palavras, segundo a nota, gerar lucro para os acionistas não deveria ser a razão única da existência dessas companhias.
    As reações à nota foram diversas. Admito que parece mesmo uma inversão de valores - ou uma promessa boademais para ser verdade. Mas vejo nas conclusões desses executivos somente um passo lógico.
      [...]
    Hoje, vivemos uma crise ambiental que se agrava. Em todo o mundo, milhões de pessoas vivem abaixo da linha damiséria. Sozinhos, os governos não vão conseguir apresentar respostas a esses desafios. Diante desse mundo cada vezmais complexo, faz sentido que a razão de ser de uma empresa vá além de comprar e vender de maneira eficiente elucrativa. As empresas privadas são grandes centralizadoras de interesses. Elas interferem na vida de seus funcionários, consumidores e comunidades. É importante que abracem responsabilidades relacionadas a todos esses atores. De modo acriar ambientes mais sustentáveis, do ponto de vista ambiental e também social. De modo a criar sociedades mais justas.
    Não se trata de uma boa ação. É algo essencial para a sobrevivência dessas companhias. Ao assumir responsabilidades pela vida em seu entorno, elas garantirão a continuidade do próprio negócio. Serão premiadas pelos consumidores, que vão preferir comprar de empresas que fazem o bem. E poderão contribuir para evitar um colapsoambiental, uma ameaça a cada dia mais palpável. Ao distribuir presentes para as crianças, meu avô e eu fazíamos mais que um ato de caridade. Aquele pequeno gesto nos enriquecia. E eu, pessoalmente, me divertia muito. A vizinhança, daqual fazíamos parte, se tornava mais feliz. Por um breve instante, a vida melhorava para todos. É assim a vida emcomunidade. Vale para pessoas. E vale também para grandes corporações. 


*Miguel Krigsner é fundador do Grupo Boticário e da Fundação Grupo Boticário e quer um mundo melhor para seus netos
KRIGSNER, M. O melhor presente do meu avô. [Adaptado]. Disponível em: <https://exame.abril.com.br/blog/opiniao/o- melhor-presente-do-meu-avo/>. Acesso em: 19 dez 2019
Que alternativa melhor expressa a tese defendida pelo autor?
Alternativas
Q4269166 Não definido

Considere as imagens:



CHARGE 


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CARTAZ


Imagem associada para resolução da questão



O autor da charge resgata a imagem de um membro da KuKluxKlan (cartaz) para denunciar o/a:

Alternativas
Q4269165 Não definido

“Em 1750 [as Coroas Portuguesa e Espanhola] entraram em acordo e firmaram o Tratado de Madri, que viria a substituir o Tratado de Tordesilhas (1494). O negociador brasileiro, diplomata e advogado Alexandre de Gusmão, alegou em defesa de Portugal o princípio latino de uti possidetis (usucapião). Significa que quem de fato ocupou e colonizou um determinado território deve ser o dono dele.”


Foi uma das consequências para o território, correspondente ao atual Estado de Goiás, a:

Alternativas
Q4269164 Não definido

A denominação Varjão, da cidade da Mesorregião do Sul Goiano, está relacionada à/ao:

Alternativas
Q4269163 Não definido

Indique qual fórmula esta correta em relação a tabela. 



Imagem associada para resolução da questão

Alternativas
Q4269162 Não definido
Bloqueando a barra de tarefas do sistema operacional Windows 7 é permitido
Alternativas
Q4269161 Não definido

Com base na Lei Orgânica, analise as afirmativas abaixo e assinale a opção correta.



I. Compete ao município dentro de suas competências a regulação do serviço social, cabendo a este promover e executar as obras que, por sua natureza e expansão, não possam ser atendidas pelas instituições de caráter privado.


II. Compete ao município suplementar, se for o caso, os planos de previdência social estabelecidos na lei federal.


III. O município deverá manter um serviço de assistência social, em caráter permanente que possibilite o atendimento de pessoas necessitadas, aos serviços locais de assistência social, e na impossibilidade de atendimento desses, aos serviços localizados nos municípios mais próximos. 

Alternativas
Q4269160 Não definido
Ressalvados os casos previstos na Constituição Federal, é vedada acumulação remunerada de cargos públicos. Somente poderão ser acumulados: 
Alternativas
Q4269159 Não definido

De acordo com o artigo 187 do Estatuto dos Servidores Municipal, são deveres dos servidores:



I. Cumprir em quaisquer circunstâncias ordens de superiores;


II. Atender com presteza ao público em geral, prestando as informações requeridas, ressalvadas às protegidas por sigilo;


III. Levar a conhecimento da autoridade superior as irregularidades de que tiver ciência em razão do cargo;


IV. Representar contra ilegalidade, omissão ou abuso do poder.



Estão corretas apenas as afirmativas: 

Alternativas
Q4269158 Não definido

Diferença entre crescimento e desenvolvimento: O crescimento deve ser entendido como referente ao aspecto quantitativo das proporções do corpo, tratando do aumento físico das proporções do corpo. Enquanto que o desenvolvimento refere-se mais ao aspecto qualitativo, sem, contudo excluir alguns aspectos quantitativos.

Sendo assim, é correto afirmar que: 

Alternativas
Respostas
10121: B
10122: C
10123: D
10124: B
10125: B
10126: D
10127: C
10128: A
10129: B
10130: D
10131: A
10132: A
10133: C
10134: B
10135: A
10136: A
10137: A
10138: A
10139: D
10140: D