Questões de Concurso Para médico

Foram encontradas 74.848 questões

Resolva questões gratuitamente!

Junte-se a mais de 4 milhões de concurseiros!

Q4132193 Linguística
Observe a imagem a seguir para responder à questão.


Captura_de tela 2026-06-24 105723.png (297×402)


Disponível em: https://www.instagram.com/boletimbrio/?e=22c08dbfa0b0-4b4a-afde-9d97d8c84d39&g=5. Acesso em 10/05/2026. 
Considerando os mecanismos pragmáticos de construção do significado contextual, analise as afirmativas.

I. O enunciado mobiliza uma implicatura conversacional ao sugerir, por meio da estrutura disjuntiva "ou", que as duas opções não são necessariamente excludentes. O leitor atento infere que o programa BBB pode ser simultaneamente entretenimento e instrumento de autorreflexão.
II. A palavra "laboratório", empregada em sentido conotativo, produz efeito de ressignificação do objeto discursivo: desloca o BBB do campo do entretenimento trivial para o da observação sistemática do comportamento humano, dependendo do repertório sociocultural do leitor para ser interpretada dessa forma.
III. O significado do enunciado é integralmente determinado pela sua estrutura linguística explícita, independentemente do contexto de circulação, do suporte midiático ou dos conhecimentos prévios compartilhados entre emissor e receptor.
IV. A escolha do gênero pergunta retórica é uma estratégia enunciativa que posiciona o leitor como agente da construção de sentido, produzindo efeito de engajamento e de interpelação direta.
V. O contexto de publicação em um perfil jornalístico do Instagram (boletimbrio) integra o processo de significação: a plataforma, o público-alvo presumido e o caráter editorial da postagem orientam a interpretação do enunciado para além do que está literalmente escrito.

Após análise, conclui-se que estão corretas:
Alternativas
Q4132191 Português
Observe a imagem a seguir para responder a questão.


Captura_de tela 2026-06-24 105456.png (313×363)


Disponível em: https://www.instagram.com/realmarthamedeiros/p/DXWtNxajkcQ/. Acesso em 17/05/2026. 
A respeito da pontuação empregada no texto e dos efeitos de sentido produzidos por ela, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4132188 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

BBB: O ESPELHO QUE A GENTE EVITA — MAS NÃO CONSEGUE PARAR DE OLHAR

Patrícia Silva Rosas de Araújo

    O que parecia improvável aconteceu: voltei a assistir ao Big Brother Brasil. Minha única referência era a estreia, em 2002. Naquele tempo, o país inteiro ficou meio hipnotizado ao ver desconhecidos topando o confinamento numa casa cenográfica, cercados por câmeras 24 horas por dia. A lógica segue a mesma até hoje: participantes isolados do mundo, convivendo sob pressão, enfrentando provas, formando alianças, votando uns nos outros e sendo eliminados semanalmente pelo público até que reste um vencedor levando um prêmio milionário.
     Voltei agora meio sem querer. Procurava distração num ano que já começou pesado: conflitos internacionais que não cessam, clima eleitoral sempre turvo, alianças políticas difíceis de engolir e até a ansiedade pré-Copa do Mundo, com aquela sensação incômoda de não saber direito quem são nossos craques. 2026 mal começou e já parece cansado.
    Nessas horas, a gente tenta escapar por algum canto. Eu, por exemplo, estava esperando a nova temporada de Virgin River. Veio e me decepcionou. A vida de Mel e Jack virou um acúmulo interminável de problemas. Chega uma hora em que cansa. Lembrei de Maya Angelou: "Cada pessoa merece um dia no qual nenhum problema é enfrentado, nenhuma solução é procurada." A série parece não ter entendido isso. Esse desvio todo talvez soe como justificativa. E é mesmo, um pouco. Porque, convenhamos, uma professora universitária tem uma lista infinita de tarefas: aulas, orientações, projetos, reuniões, bancas. Onde entra o BBB nisso tudo?
    Entrei sem compromisso, como quem abre a janela só para ver o tempo. Mas o que encontrei não foi exatamente descanso.
    A premissa é simples e cruel: coloque pessoas diferentes, algumas com histórias mal resolvidas entre si, dentro da mesma casa, sob vigilância constante e com um prêmio que pode ultrapassar os cinco milhões de reais. Pronto. Está montado o experimento social mais popular do país. E, como em todo experimento, o que aparece ali diz mais sobre nós do que gostaríamos de admitir.
    Dessa edição, duas coisas têm me chamado atenção.
    A primeira: casa nenhuma é neutra. Toda casa é um campo de disputa, com ou sem prêmio milionário. Convivência é negociação o tempo todo. Há sempre quem queira ordem, rotina, controle. E há quem viva melhor no improviso, tomando café na primeira caneca que aparecer, ou até num copo de extrato de tomate. Dentro de quatro paredes, essas diferenças não desaparecem, elas se amplificam. A casa vira uma panela de pressão. A gente regula o fogo como pode, mas qualquer descuido faz a válvula chiar. A segunda: somos, em grande medida, cegos para nós mesmos. Não temos muita noção do peso das nossas palavras, dos nossos silêncios, dos nossos gestos. No confinamento, isso se intensifica.
    A falsa sensação de intimidade embaralha tudo. Quando os participantes saem assistem ao que fizeram lá dentro, o espanto é quase sempre o mesmo. "Eu não sou assim." "Ali dentro é diferente." “Era o jogo." E difícil sustentar a própria imagem quando ela volta editada, repetida, ampliada na tela.
    Confesso que um dos momentos que mais me interessam é justamente a eliminação. Quando o participante deixa a casa e encara o mundo de novo, não tem como não lembrar do Mito da Caverna de Platão. Lá dentro, tudo parece fazer sentido. Aqui fora, a luz incomoda. Ver-se de fora exige um tipo de coragem que nem todo mundo tem.
    No fim, fico com uma dúvida que não é simples: o que realmente molda o comportamento de quem está ali? É o dinheiro em jogo, capaz de justificar quase qualquer estratégia? Ou é a vigilância constante, esse olho que nunca pisca e que, paradoxalmente, parece distorcer mais do que revelar?
    Talvez o desconforto venha justamente daí. O BBB não é só entretenimento. É um espelho meio cruel. E nem todo mundo gosta do que vê quando a luz acende e escuta a frase: "Quem sai hoje, é você"!

ARAÚJO, Patrícia Silva Rosas de. Fala Tu! João Pessoa, v. 1, n. 2, 2026. ISSN 3086-111X. Acesso em16/05/2026.
Considerando as regras de concordância verbal e nominal da norma-padrão da língua portuguesa, analise as afirmativas a seguir a partir de trechos do texto.

I. Em “Há sempre quem queira ordem, rotina, controle”, o verbo “haver” permanece no singular por apresentar sentido de existência.
II. No trecho “A vida de Mel e Jack virou um acúmulo interminável de problemas”, o verbo poderia flexionar-se no plural (“viraram”) sem prejuízo da correção gramatical, devido ao sujeito composto.
III. Em “Nessas horas, a gente tenta escapar”, a expressão “a gente” admite, na normapadrão, concordância verbal no singular.
IV. No trecho “o que aparece ali diz mais sobre nós”, o verbo “dizer” concorda com o pronome demonstrativo “o”.
V. Em “algumas com histórias mal resolvidas entre si”, o adjetivo “resolvidas” estabelece concordância nominal com “algumas”.

Após análise, conclui-se que estão corretas:
Alternativas
Q4132187 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

BBB: O ESPELHO QUE A GENTE EVITA — MAS NÃO CONSEGUE PARAR DE OLHAR

Patrícia Silva Rosas de Araújo

    O que parecia improvável aconteceu: voltei a assistir ao Big Brother Brasil. Minha única referência era a estreia, em 2002. Naquele tempo, o país inteiro ficou meio hipnotizado ao ver desconhecidos topando o confinamento numa casa cenográfica, cercados por câmeras 24 horas por dia. A lógica segue a mesma até hoje: participantes isolados do mundo, convivendo sob pressão, enfrentando provas, formando alianças, votando uns nos outros e sendo eliminados semanalmente pelo público até que reste um vencedor levando um prêmio milionário.
     Voltei agora meio sem querer. Procurava distração num ano que já começou pesado: conflitos internacionais que não cessam, clima eleitoral sempre turvo, alianças políticas difíceis de engolir e até a ansiedade pré-Copa do Mundo, com aquela sensação incômoda de não saber direito quem são nossos craques. 2026 mal começou e já parece cansado.
    Nessas horas, a gente tenta escapar por algum canto. Eu, por exemplo, estava esperando a nova temporada de Virgin River. Veio e me decepcionou. A vida de Mel e Jack virou um acúmulo interminável de problemas. Chega uma hora em que cansa. Lembrei de Maya Angelou: "Cada pessoa merece um dia no qual nenhum problema é enfrentado, nenhuma solução é procurada." A série parece não ter entendido isso. Esse desvio todo talvez soe como justificativa. E é mesmo, um pouco. Porque, convenhamos, uma professora universitária tem uma lista infinita de tarefas: aulas, orientações, projetos, reuniões, bancas. Onde entra o BBB nisso tudo?
    Entrei sem compromisso, como quem abre a janela só para ver o tempo. Mas o que encontrei não foi exatamente descanso.
    A premissa é simples e cruel: coloque pessoas diferentes, algumas com histórias mal resolvidas entre si, dentro da mesma casa, sob vigilância constante e com um prêmio que pode ultrapassar os cinco milhões de reais. Pronto. Está montado o experimento social mais popular do país. E, como em todo experimento, o que aparece ali diz mais sobre nós do que gostaríamos de admitir.
    Dessa edição, duas coisas têm me chamado atenção.
    A primeira: casa nenhuma é neutra. Toda casa é um campo de disputa, com ou sem prêmio milionário. Convivência é negociação o tempo todo. Há sempre quem queira ordem, rotina, controle. E há quem viva melhor no improviso, tomando café na primeira caneca que aparecer, ou até num copo de extrato de tomate. Dentro de quatro paredes, essas diferenças não desaparecem, elas se amplificam. A casa vira uma panela de pressão. A gente regula o fogo como pode, mas qualquer descuido faz a válvula chiar. A segunda: somos, em grande medida, cegos para nós mesmos. Não temos muita noção do peso das nossas palavras, dos nossos silêncios, dos nossos gestos. No confinamento, isso se intensifica.
    A falsa sensação de intimidade embaralha tudo. Quando os participantes saem assistem ao que fizeram lá dentro, o espanto é quase sempre o mesmo. "Eu não sou assim." "Ali dentro é diferente." “Era o jogo." E difícil sustentar a própria imagem quando ela volta editada, repetida, ampliada na tela.
    Confesso que um dos momentos que mais me interessam é justamente a eliminação. Quando o participante deixa a casa e encara o mundo de novo, não tem como não lembrar do Mito da Caverna de Platão. Lá dentro, tudo parece fazer sentido. Aqui fora, a luz incomoda. Ver-se de fora exige um tipo de coragem que nem todo mundo tem.
    No fim, fico com uma dúvida que não é simples: o que realmente molda o comportamento de quem está ali? É o dinheiro em jogo, capaz de justificar quase qualquer estratégia? Ou é a vigilância constante, esse olho que nunca pisca e que, paradoxalmente, parece distorcer mais do que revelar?
    Talvez o desconforto venha justamente daí. O BBB não é só entretenimento. É um espelho meio cruel. E nem todo mundo gosta do que vê quando a luz acende e escuta a frase: "Quem sai hoje, é você"!

ARAÚJO, Patrícia Silva Rosas de. Fala Tu! João Pessoa, v. 1, n. 2, 2026. ISSN 3086-111X. Acesso em16/05/2026.
Sobre o estilo de linguagem empregado no texto, analise as afirmativas a seguir.

I. O texto combina marcas de oralidade e informalidade com referências culturais e filosóficas, produzindo um efeito de proximidade com o leitor sem abandonar a reflexão crítica.
II. A presença de expressões como “convenhamos” e “Voltei agora meio sem querer” evidencia um estilo discursivo subjetivo e relativamente coloquial.
III. O texto adota linguagem predominantemente técnica e impessoal, característica típica do discurso científicoacadêmico.
IV. O uso de referências como o Mito da Caverna de Platão contribui para ampliar o nível reflexivo e simbólico da argumentação.
V. A construção estilística do texto busca neutralidade absoluta, evitando posicionamentos subjetivos do enunciador.

Após análise, conclui-se que estão corretas: 
Alternativas
Q4132186 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

BBB: O ESPELHO QUE A GENTE EVITA — MAS NÃO CONSEGUE PARAR DE OLHAR

Patrícia Silva Rosas de Araújo

    O que parecia improvável aconteceu: voltei a assistir ao Big Brother Brasil. Minha única referência era a estreia, em 2002. Naquele tempo, o país inteiro ficou meio hipnotizado ao ver desconhecidos topando o confinamento numa casa cenográfica, cercados por câmeras 24 horas por dia. A lógica segue a mesma até hoje: participantes isolados do mundo, convivendo sob pressão, enfrentando provas, formando alianças, votando uns nos outros e sendo eliminados semanalmente pelo público até que reste um vencedor levando um prêmio milionário.
     Voltei agora meio sem querer. Procurava distração num ano que já começou pesado: conflitos internacionais que não cessam, clima eleitoral sempre turvo, alianças políticas difíceis de engolir e até a ansiedade pré-Copa do Mundo, com aquela sensação incômoda de não saber direito quem são nossos craques. 2026 mal começou e já parece cansado.
    Nessas horas, a gente tenta escapar por algum canto. Eu, por exemplo, estava esperando a nova temporada de Virgin River. Veio e me decepcionou. A vida de Mel e Jack virou um acúmulo interminável de problemas. Chega uma hora em que cansa. Lembrei de Maya Angelou: "Cada pessoa merece um dia no qual nenhum problema é enfrentado, nenhuma solução é procurada." A série parece não ter entendido isso. Esse desvio todo talvez soe como justificativa. E é mesmo, um pouco. Porque, convenhamos, uma professora universitária tem uma lista infinita de tarefas: aulas, orientações, projetos, reuniões, bancas. Onde entra o BBB nisso tudo?
    Entrei sem compromisso, como quem abre a janela só para ver o tempo. Mas o que encontrei não foi exatamente descanso.
    A premissa é simples e cruel: coloque pessoas diferentes, algumas com histórias mal resolvidas entre si, dentro da mesma casa, sob vigilância constante e com um prêmio que pode ultrapassar os cinco milhões de reais. Pronto. Está montado o experimento social mais popular do país. E, como em todo experimento, o que aparece ali diz mais sobre nós do que gostaríamos de admitir.
    Dessa edição, duas coisas têm me chamado atenção.
    A primeira: casa nenhuma é neutra. Toda casa é um campo de disputa, com ou sem prêmio milionário. Convivência é negociação o tempo todo. Há sempre quem queira ordem, rotina, controle. E há quem viva melhor no improviso, tomando café na primeira caneca que aparecer, ou até num copo de extrato de tomate. Dentro de quatro paredes, essas diferenças não desaparecem, elas se amplificam. A casa vira uma panela de pressão. A gente regula o fogo como pode, mas qualquer descuido faz a válvula chiar. A segunda: somos, em grande medida, cegos para nós mesmos. Não temos muita noção do peso das nossas palavras, dos nossos silêncios, dos nossos gestos. No confinamento, isso se intensifica.
    A falsa sensação de intimidade embaralha tudo. Quando os participantes saem assistem ao que fizeram lá dentro, o espanto é quase sempre o mesmo. "Eu não sou assim." "Ali dentro é diferente." “Era o jogo." E difícil sustentar a própria imagem quando ela volta editada, repetida, ampliada na tela.
    Confesso que um dos momentos que mais me interessam é justamente a eliminação. Quando o participante deixa a casa e encara o mundo de novo, não tem como não lembrar do Mito da Caverna de Platão. Lá dentro, tudo parece fazer sentido. Aqui fora, a luz incomoda. Ver-se de fora exige um tipo de coragem que nem todo mundo tem.
    No fim, fico com uma dúvida que não é simples: o que realmente molda o comportamento de quem está ali? É o dinheiro em jogo, capaz de justificar quase qualquer estratégia? Ou é a vigilância constante, esse olho que nunca pisca e que, paradoxalmente, parece distorcer mais do que revelar?
    Talvez o desconforto venha justamente daí. O BBB não é só entretenimento. É um espelho meio cruel. E nem todo mundo gosta do que vê quando a luz acende e escuta a frase: "Quem sai hoje, é você"!

ARAÚJO, Patrícia Silva Rosas de. Fala Tu! João Pessoa, v. 1, n. 2, 2026. ISSN 3086-111X. Acesso em16/05/2026.
Considerando as características discursivas, linguísticas e composicionais do texto, assinale a alternativa que identifica corretamente o gênero predominante.
Alternativas
Q4132185 Português
Leia o texto a seguir para responder à questão.

BBB: O ESPELHO QUE A GENTE EVITA — MAS NÃO CONSEGUE PARAR DE OLHAR

Patrícia Silva Rosas de Araújo

    O que parecia improvável aconteceu: voltei a assistir ao Big Brother Brasil. Minha única referência era a estreia, em 2002. Naquele tempo, o país inteiro ficou meio hipnotizado ao ver desconhecidos topando o confinamento numa casa cenográfica, cercados por câmeras 24 horas por dia. A lógica segue a mesma até hoje: participantes isolados do mundo, convivendo sob pressão, enfrentando provas, formando alianças, votando uns nos outros e sendo eliminados semanalmente pelo público até que reste um vencedor levando um prêmio milionário.
     Voltei agora meio sem querer. Procurava distração num ano que já começou pesado: conflitos internacionais que não cessam, clima eleitoral sempre turvo, alianças políticas difíceis de engolir e até a ansiedade pré-Copa do Mundo, com aquela sensação incômoda de não saber direito quem são nossos craques. 2026 mal começou e já parece cansado.
    Nessas horas, a gente tenta escapar por algum canto. Eu, por exemplo, estava esperando a nova temporada de Virgin River. Veio e me decepcionou. A vida de Mel e Jack virou um acúmulo interminável de problemas. Chega uma hora em que cansa. Lembrei de Maya Angelou: "Cada pessoa merece um dia no qual nenhum problema é enfrentado, nenhuma solução é procurada." A série parece não ter entendido isso. Esse desvio todo talvez soe como justificativa. E é mesmo, um pouco. Porque, convenhamos, uma professora universitária tem uma lista infinita de tarefas: aulas, orientações, projetos, reuniões, bancas. Onde entra o BBB nisso tudo?
    Entrei sem compromisso, como quem abre a janela só para ver o tempo. Mas o que encontrei não foi exatamente descanso.
    A premissa é simples e cruel: coloque pessoas diferentes, algumas com histórias mal resolvidas entre si, dentro da mesma casa, sob vigilância constante e com um prêmio que pode ultrapassar os cinco milhões de reais. Pronto. Está montado o experimento social mais popular do país. E, como em todo experimento, o que aparece ali diz mais sobre nós do que gostaríamos de admitir.
    Dessa edição, duas coisas têm me chamado atenção.
    A primeira: casa nenhuma é neutra. Toda casa é um campo de disputa, com ou sem prêmio milionário. Convivência é negociação o tempo todo. Há sempre quem queira ordem, rotina, controle. E há quem viva melhor no improviso, tomando café na primeira caneca que aparecer, ou até num copo de extrato de tomate. Dentro de quatro paredes, essas diferenças não desaparecem, elas se amplificam. A casa vira uma panela de pressão. A gente regula o fogo como pode, mas qualquer descuido faz a válvula chiar. A segunda: somos, em grande medida, cegos para nós mesmos. Não temos muita noção do peso das nossas palavras, dos nossos silêncios, dos nossos gestos. No confinamento, isso se intensifica.
    A falsa sensação de intimidade embaralha tudo. Quando os participantes saem assistem ao que fizeram lá dentro, o espanto é quase sempre o mesmo. "Eu não sou assim." "Ali dentro é diferente." “Era o jogo." E difícil sustentar a própria imagem quando ela volta editada, repetida, ampliada na tela.
    Confesso que um dos momentos que mais me interessam é justamente a eliminação. Quando o participante deixa a casa e encara o mundo de novo, não tem como não lembrar do Mito da Caverna de Platão. Lá dentro, tudo parece fazer sentido. Aqui fora, a luz incomoda. Ver-se de fora exige um tipo de coragem que nem todo mundo tem.
    No fim, fico com uma dúvida que não é simples: o que realmente molda o comportamento de quem está ali? É o dinheiro em jogo, capaz de justificar quase qualquer estratégia? Ou é a vigilância constante, esse olho que nunca pisca e que, paradoxalmente, parece distorcer mais do que revelar?
    Talvez o desconforto venha justamente daí. O BBB não é só entretenimento. É um espelho meio cruel. E nem todo mundo gosta do que vê quando a luz acende e escuta a frase: "Quem sai hoje, é você"!

ARAÚJO, Patrícia Silva Rosas de. Fala Tu! João Pessoa, v. 1, n. 2, 2026. ISSN 3086-111X. Acesso em16/05/2026.
A construção argumentativa do texto evidencia que a autora ultrapassa a simples análise de um programa televisivo para desenvolver uma reflexão mais ampla sobre as relações humanas e os mecanismos de autoimagem. Nesse sentido, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q4130644 Medicina
Paciente feminino, 39 anos, apresenta crise recente de asma com ida ao pronto-socorro (PS) e tosse/dispneia recorrentes. Paciente com asma desde a infância, rinite alérgica e polipose nasal associadas. Paciente com má adesão ao tratamento (não utilizava medicação de controle regularmente), última consulta há 2 anos. Sobre o assunto apresentado no caso clínico e conhecimentos médicos a respeito, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q4130643 Medicina

Paciente, masculino, 74 anos, com dificuldade para urinar e retenção urinária aguda nas últimas 24 horas. Apresenta diminuição do jato urinário e aumento da frequência urinária (nictúria) há cerca de 1 ano. Relato de sensação de esvaziamento incompleto e necessidade de esforço abdominal (sintomas obstrutivos). Sobre este assunto, analise os itens e assinale a alternativa CORRETA:



I - A hiperplasia prostática benigna (HPB) torna-se muito menos frequente à medida que os homens envelhecem, especialmente depois dos 50 anos de idade. A causa exata é conhecida, mas provavelmente envolve alterações causadas por hormônios, incluindo a testosterona e, especialmente, dihidrotestosterona (um hormônio relacionado à testosterona).


II - Se a obstrução for prolongada, a bexiga pode esticar demais, causando incontinência por transbordamento. À medida que a bexiga se estica, as pequenas veias da bexiga e da uretra também se esticam. Às vezes, estas veias se rompem quando os homens fazem força para urinar, fazendo com que sangue entre na urina.


III - Homens que têm sintomas de obstrução urinária podem ser solicitados a urinar em um aparelho que mede o volume e a frequência do fluxo de urina (teste chamado urofluxometria). Imediatamente após a urofluxometria, os médicos realizam um exame de ultrassom da bexiga para determinar o quanto a bexiga foi esvaziada. Ambos os testes ajudam a diagnosticar a presença e gravidade da obstrução urinária. 

Alternativas
Q4130642 Medicina
Paciente do sexo masculino, 32 anos, natural e procedente de zona rural, com queixa de dor tipo cólica, forte intensidade, em hipocôndrio direito (lado superior direito) com irradiação para todo abdome superior e dorso, com duração de 3 meses, crises dolorosas associadas à ingestão de alimentos gordurosos, acompanhadas de náuseas e vômitos. Sobre este caso e assunto clínico, assinale a alternativa INCORRETA. 
Alternativas
Q4130641 Medicina

Sobre os marcadores tumorais femininos, correlacione a coluna I com a coluna II e assinale a alternativa com a sequência CORRETA:



COLUNA I:


I - CA 125 (Antígeno de Câncer 125).


II - CA 15-3 (Antígeno de Câncer 15-3).


III - CEA (Antígeno Carcinoembrionário).


IV - CA 19-9.


V - AFP (Alfa-fetoproteína).



COLUNA II:


( ) A - Principal marcador para câncer de ovário, também usado para monitorar resposta ao tratamento.


( ) B - Marcador mais comum para câncer de mama, utilizado principalmente para monitorar pacientes em tratamento.


( ) C - Pode estar elevado no câncer de mama, cólon, estômago e pulmão.


( ) D - Relacionado a tumores no pâncreas e vias biliares.


( ) E - Pode indicar tumores de fígado ou tumores germinativos.  

Alternativas
Q4130640 Medicina
Paciente, masculino, 45 anos, motorista de ônibus, cefaleia pulsátil matinal e desempenho profissional prejudicado, hipertenso e sedentário, com dieta rica em alimentos processados e alto consumo de café, tabagista (carga tabágica de 20 maços/ano) e etilista leve, histórico familiar positivo para "colesterol alto" e morte súbita de causa desconhecida (pai). Sobre o caso apresentado, assinale a alternativa INCORRETA. Obs.: Lipoproteínas de alta densidade (HDL); Lipoproteínas de baixa densidade (LDL): 
Alternativas
Q4130639 Medicina
Paciente, 63 anos, sexo feminino, relatando episódios súbitos de taquicardia. Queixa-se de palpitações súbitas, tontura, "vista embaçada" e dispneia (falta de ar), com duração de cerca de 30 minutos. Sem relato de cardiopatia estrutural prévia. Paciente taquicárdica, com ritmo regular e frequência cardíaca elevada, frequentemente entre 150-220 bpm. Eletrocardiograma (ECG): Taquicardia de complexo QRS estreito (< 120 ms), com intervalos R-R regulares. A taquicardia supraventricular paroxística (TSVP) caracteriza-se por episódios súbitos de palpitações, com frequência cardíaca superior a 100 bpm, originados acima dos ventrículos. Sobre este assunto analise as alternativas e assinale a CORRETA:  
Alternativas
Q4130638 Medicina
Paciente, sexo masculino, 42 anos, pardo, nascido e residente no Paraná, Brasil, pedreiro, de origem católica, heterossexual, maior grau de instrução: ensino fundamental. Queixa-se de “febre alta, dor no corpo e dor de cabeça forte a 5 dias”. Paciente procura atendimento por demanda espontânea na UBS (Unidade Básica de Saúde) local no dia 15/03/2021 com quadro de febre aferida de 39.5 °C, cefaleia, dor retroorbitária e mialgia, com início dos sintomas no dia 10/03/2021, evoluindo com aumento de intensidade da mialgia e aumento de volume em abdome. Até então sem complicações. Em uso de dipirona, com melhora parcial dos sintomas durante o tempo de efeito do medicamento. Sobre o assunto abordado no caso clínico, analise as alternativas e assinale a INCORRETA: 
Alternativas
Q4130637 Medicina
Paciente, 50 anos, sexo feminino, queixa principal: tontura e falta de ar (dispneia) há 1 semana. Relato de 2 episódios de tontura, seguido de dispneia aos pequenos esforços e dor pleurítica (dor ao respirar) no terço inferior do hemitórax esquerdo (HTE). Procurou atendimento inicial com Raio-X e ECG normais. Sobre este assunto, analise as alternativas e assinale a INCORRETA: 
Alternativas
Q4130636 Medicina
Paciente, 55 anos, negro, trabalha como pedreiro desde a adolescência. Tem ensino fundamental completo, é casado e tem 4 filhos. Atualmente, mora com sua esposa, uma de suas filhas além de uma neta. Paciente vai ao Posto de Saúde da Família (PSF) de seu bairro, a pedido de sua esposa, para renovar sua receita de metformina e glibenclamida (diabético mal controlado). Paciente até o dia de sua última consulta era normotenso, porém buscava o PSF com baixíssima frequência, mesmo com a insistência da equipe, da esposa e mostrava baixo interesse em relação a sua diabetes mal controlada há alguns anos. Conforme as medidas recomendadas de rastreio da HAS (Hipertensão Arterial Sistêmica), durante a consulta o médico realiza a medição da PA (Pressão Arterial) e verifica um valor de pressão sistólica de 140 mmHg e diastólica de 95 mmHg. Sobre o tema de hipertensão, analise as alternativas e assinale a INCORRETA:
Alternativas
Q4130635 Medicina
Paciente, masculino, 45 anos, com queixas de abaulamento em região inguinal direita e sensação de peso. Protrusão ao pegar peso, inicialmente redutível, evoluindo com necessidade de manobra manual para retornar (redução). Paciente com Diabetes prévia. Sobre este assunto, analise as alternativas e assinale a INCORRETA: 
Alternativas
Q4130634 Medicina

Paciente, 67 anos, branca, analfabeta, heterossexual, aposentada, procedente e residente no interior do Paraná. Trazida pela filha ao atendimento de emergência onde referiu que na noite anterior perdeu parte do movimento do corpo, hoje, está com dificuldade para falar. Paciente apresentava-se afebril e dispneica. Quando questionada sobre demais sistemas negou alterações. Não soube informar sobre desenvolvimento neuropsicomotor, menopausada há 12 anos. Refere ser diabética há 12 anos, faz uso de metformina. Nega demais comorbidade, alergias, cirurgias e transfusões sanguíneas. Filha afirma histórico familiar de IAM. Quando questionada sobre hábitos de vida refere dieta equilibrada, sedentarismo, ex-fumante, nega etilismo. Paciente realizou exame de imagem (tomografia computadorizada) e apresentou a seguinte imagem:



Obs.: AVC (Acidente Vascular Cerebral).



Imagem associada para resolução da questão



Sobre este assunto, analise as alternativas e assinale a INCORRETA: 

Alternativas
Q4130633 Medicina

Médico Clínico Geral que atue em áreas de saúde tem aulas sobre eletrocardiograma (ECG) durante a graduação e provável durante a realização de especializações. Para poder compreender o mecanismo fisiopatológico das alterações apresentadas o(a) médico(a) tem que ter conhecimento em anatomia, fisiologia e anatomopatologia do coração. Sobre o assunto de eletrocardiograma e suas bases para compreensão, analise os itens a seguir e assinale a alternativa CORRETA:



I - O diagnóstico de hipertrofia ventricular requer a análise de várias derivações no ECG. A hipertrofia ventricular direita caracteriza-se por desvio do eixo para a direita, juntamente com a presença de uma onda R mais significativa do que a onda S na derivação V1, enquanto na derivação V6, observa-se uma onda S mais significativa do que a onda R. A hipertrofia ventricular esquerda é caracterizada por critérios de voltagem, seja pelo cálculo da voltagem da onda R em V5 ou V6 mais a onda S em V1 ou V2 excedendo 35 mm, seja pela voltagem da onda R excedendo 13 mm na derivação aVL. Raramente, também há a presença de anormalidades secundárias da repolarização, incluindo inversão assimétrica da onda T e infradesnivelamento do segmento ST, comumente também denominado padrão de sobrecarga; o desvio do eixo para a esquerda frequentemente acompanha esse padrão.


II - O eixo cardíaco está relacionado à área de massa muscular significativa dentro do sistema de condução saudável. Um eixo cardíaco típico situa-se entre -30 e +90 graus. Uma maneira rápida de estimar o eixo é observando as derivações I e aVF. Pode-se definir um eixo normal quando o complexo QRS é positivo nas derivações I e aVF. Um desvio do eixo para a esquerda (entre 0 e -90 graus) é definido pela presença de QRS positivo na derivação I e negativo na derivação aVF, e um desvio do eixo para a direita (entre +90 e 180 graus) pela presença de QRS negativo na derivação I e positivo na derivação aVF. Se ambos os complexos QRS forem negativos nas derivações I e aVF, trata-se de um desvio extremo do eixo para a direita ou eixo indeterminado (entre -90 e 180 graus). Outros métodos utilizados para determinar o eixo cardíaco incluem a análise de três derivações, a análise de derivações isoelétricas, etc.


III - As derivações I, II, aVF e V1 requerem inspeção para uma interpretação precisa do ritmo. Isso envolve a observação de cinco pontos: a presença ou ausência de ondas P regulares, a duração dos complexos QRS (estreitos ou largos), a correlação entre as ondas P e os complexos QRS, se o ritmo é regular ou irregular e a morfologia das ondas P. Um ECG com ritmo regular apresenta ondas P regulares precedendo um complexo QRS. Além disso, o ritmo sinusal normal demonstra ondas P positivas nas derivações I, II e aVF, sugerindo uma propagação descendente da ativação atrial a partir do nó SA. 

Alternativas
Q4130632 Medicina
Paciente, sexo feminino, 35 anos, apresenta início súbito (minutos após ingesta de medicamento - antibiótico (amoxicilina/clavulanato)) com sintomas multissistêmicos. Pele urticária generalizada e prurido. Respiratório: Dispneia, sibilância (broncoespasma). Cardiovascular: Hipotensão (PA (Pressão Arterial): 80/40 mmHg) e gastrointestinal: náuseas/vômitos. História de comorbidades: Asma, rinite alérgica intermitente e dermatite atópica. Sobre este assunto, assinale a alternativa INCORRETA:
Alternativas
Q4130631 Direito Sanitário

Ao trabalhar no SUS (Sistema Único de Saúde), o profissional de saúde necessita conhecer sobre as leis orgânicas de saúde. Sobre o tema e a Lei nº 8.080, analise os itens e alternativa CORRETA:



I - Art. 4º - O conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da Administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público, constitui o Sistema Único de Saúde (SUS).


II - Art. 8º - As ações e serviços de saúde, executados pelo Sistema Único de Saúde (SUS), seja diretamente ou mediante participação complementar da iniciativa privada, serão organizados de forma regionalizada e hierarquizada em níveis de complexidade crescente.


III - Art. 19-A - As ações e serviços de saúde voltados para o atendimento das populações indígenas, em todo o território nacional, coletiva ou individualmente, obedecerão ao disposto nesta Lei.

Alternativas
Respostas
2881: E
2882: E
2883: D
2884: A
2885: B
2886: C
2887: A
2888: C
2889: B
2890: A
2891: E
2892: E
2893: C
2894: B
2895: D
2896: A
2897: E
2898: D
2899: C
2900: D