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Q3665651 Português
Os pronomes relativos desempenham papel importante na construção da coesão textual. Assinale a alternativa em que o pronome relativo está usado corretamente:
Alternativas
Q3665650 Português
A preposição é uma unidade linguística dependente, ou seja, ela não aparece sozinha no discurso, mas estabelecendo relações entre palavras, sejam substantivos, adjetivos, verbos e advérbios. Por isso, mesmo sendo dependentes de outras palavras, as preposições não são desprovidas de sentido. Tendo isso como referência, associe a segunda coluna de acordo com a primeira, relacionando as preposições destacadas com os respectivos sentidos produzidos:

Primeira coluna: preposições
1. Formam-se mais tempestades em nós mesmos que no ar, na terra e nos mares.
2. A senhora me deu recomendações para minha mãe. Eram conhecidas há muito.
3. A pessoa sábia converte a desgraça em ventura, a tola muda a fortuna em miséria.
4. Assustada, ela esfregava uma mão contra a outra. Não conseguia controlar o medo.

Segunda coluna: sentidos
(__) Denota a nova natureza ou forma que uma pessoa ou uma coisa se converte.
(__) Denota fim, destinação.
(__) Denota lugar ou situação.
(__) Denota reciprocidade de ações.

Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 
Alternativas
Q3665649 Português
No excerto que segue, foram extraídas algumas palavras. Leia-o e assinale a alternativa que completa correta e respectivamente as lacunas quanto à ortografia:

"Movimentos de pessoas negras há anos debatem o racismo como estrutura fundamental das relações sociais, criando desigualdades e abismos. O racismo é, por tanto, um sistema de opressão que nega direitos, e não um simples ato da vontade de um indivíduo. Reconhecer o caráter estrutural do racismo pode ser ___________. Afinal, como enfrentar um monstro tão grande? No entanto, não devemos nos intimidar. A prática ___________ é urgente e se dá nas atitudes mais cotidianas. [...] O que está em questão não é um posicionamento moral, individual, mas um problema estrutural. A questão é: o que você está fazendo para combater o racismo? Mesmo que uma pessoa pudesse se afirmar como não racista (o que é difícil, ou mesmo impossível, já que se trata de uma estrutura social ____________), isso não seria suficiente − a inação contribui para perpetuar a opressão". Djamila Ribeiro
Alternativas
Q3665648 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A pedra reiterada

Wilker Sousa

Poucos poemas causaram tanta celeuma na literatura brasileira quanto "No Meio do Caminho". Publicado originalmente nas páginas da Revista da Antropofagia, em 1928, e dois anos mais tarde em Alguma Poesia − livro de estreia de Drummond −, "o poeminha da pedra" incitou reações extremadas, tanto de enaltecimento quanto do mais ferino repúdio. A concisão, a coloquialidade e a repetição daqueles versos brancos eram a mais bem acabada realização dos ideais modernistas até então, o que despertou a admiração imediata dos expoentes do movimento: "Não pode haver dúvida: Carlos Drummond de Andrade é um dos grandes poetas do Brasil" (Manuel Bandeira); "O 'No Meio do Caminho' é formidável" (Mário de Andrade). Por outro lado, essas mesmas características incitaram a ira dos herdeiros do "lirismo comedido" de Bilac, entre eles o jornalista Godin da Fonseca: "O sr. Carlos Drummond é difícil. Por mais que esprema o cérebro, não sai nada. Vê uma pedra no meio do caminho (...) e fica repetindo a coisa feito papagaio".

Às críticas e aos comentários jocosos, Drummond mostrou-se primeiramente "seco e encalistrado", depois simplesmente se acostumou. Com o passar dos anos, em vez de ostentar as glórias literárias recebidas como forma de resposta, optou por um caminho mais criativo e irônico. Após quatro décadas da publicação do poema na Revista da Antropofagia, em 1968 o poeta trouxe à luz o livro Uma Pedra no Meio do Caminho − Biografia de um Poema, reunião de centenas de comentários acerca daqueles versos: "colecionei e publiquei tudo o que se escreveu sobre a pedra no caminho, pró e contra, (...) pois a essa altura a pedra havia assumido aspectos existenciais e filosóficos que nunca me passaram pela cabeça", explicou em entrevista. [...]

Ao topar com a pedra

[...]

"Li Drummond pela primeira vez aos 15 anos. A palavra que melhor define minha impressão não foi 'gostei'. Foram: impacto e atropelo. O que era aquilo?", revela Armando Freitas Filho. Reação semelhante teve Fernando Paixão, [...] "Se bem me lembro, [o primeiro contato com "No Meio do Caminho"] foi por meio de um livro escolar e a primeira reação foi de estranhamento. [...] Como se trata de um continente muito diverso do fazer poético, confesso, a pedra passou despercebida nesse momento." [...]

"Nunca me esquecerei desse acontecimento"

Por ocasião do lançamento de Alguma Poesia, em 1930, Murilo Mendes enviou uma carta a Drummond, na qual explicitava sua reação à leitura do "poeminha": "É o tipo de poema no meio da cabeça da gente. Nunca me esquecerei. Não sai". De fato. Lá se vão mais de 80 anos e a poesia brasileira permanece sob o impacto provocador da pedra, conforme explica Armando Freitas Filho: "Mesmo inconscientemente pagamos pedágio ao nosso poeta maior. Essa pedra, para sempre, é a minha Esfinge antes da Esfinge: não pergunta nada, mas me encara. Ou, então, é como a de Sísifo: missão e sina, acompanha minha vida, e minha poética".

A exemplo de Armando, na medida em que passou a conviver com a poesia de Drummond, Fernando Paixão fez o percurso do estranhamento à influência: "Sem querer, a pedra também se tornou um elemento recorrente em meus versos − gosto, sim, de interrogar a sua forma e (falta de) sentido. E também admiro a sua lição de concisão e minimalismo. Prova que é possível fazer boa poesia com poucas palavras". E, ao que parece, a lição drummondiana continuará a se impor como contraponto a toda poesia comedida, cuja perenidade se limita à data de publicação. [...]

(Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/a-pedra-reiterada/. Acesso em: 09 set. 2025. Adaptado.)
De acordo com o texto, é possível afirmar que:

I. Carlos Drummond de Andrade, ao colecionar vários textos publicados a respeito de seu poema "No meio do caminho tinha uma pedra", pode entrar em contato com diversas leituras e compreensões do poema. Ele se surpreendeu com as dimensões que seu poema alcançou, positiva e negativamente, ressignificando a peça central do texto, a pedra, e extrapolando a própria compreensão que ele tinha daquilo que escrevera, ao ponto de publicar uma "biografia do poema" a partir desses recortes colecionados.
II. Fernando Paixão, também poeta, reconhece a influência da poesia de Drummond, mas afirma que, do estranhamento à influência, a pedra drummondiana se tornou uma pedra, um obstáculo em seu caminho poético, levando-o a dúvidas e interrogações. Hoje, Paixão admira a lição de concisão e de minimalismo que o objeto central do poema de Drummond lhe ensinou, provando que, com poucas palavras, também é possível fazer boa poesia.
III. O poema "No meio do caminho", de Drummond, diz o seguinte: No meio do caminho tinha uma pedra/ tinha uma pedra no meio do caminho/ tinha uma pedra/ no meio do caminho tinha uma pedra./ Nunca me esquecerei desse acontecimento/ na vida de minhas retinas tão fatigadas./ Nunca me esquecerei que no meio do caminho/ tinha uma pedra/ tinha uma pedra no meio do caminho/ no meio do caminho tinha uma pedra . O título do texto, "A pedra reiterada", remete não apenas à repetição da palavra "pedra", no poema, como também à permanência viva do poema na cena literária brasileira. O poema é, desde que publicado, repetidamente lido, criticado e analisado, tornando-se objeto de inspiração de outros poetas, ecoando reiteradamente e sendo contraponto à poesia comedida, cuja vida é curta.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3665647 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A pedra reiterada

Wilker Sousa

Poucos poemas causaram tanta celeuma na literatura brasileira quanto "No Meio do Caminho". Publicado originalmente nas páginas da Revista da Antropofagia, em 1928, e dois anos mais tarde em Alguma Poesia − livro de estreia de Drummond −, "o poeminha da pedra" incitou reações extremadas, tanto de enaltecimento quanto do mais ferino repúdio. A concisão, a coloquialidade e a repetição daqueles versos brancos eram a mais bem acabada realização dos ideais modernistas até então, o que despertou a admiração imediata dos expoentes do movimento: "Não pode haver dúvida: Carlos Drummond de Andrade é um dos grandes poetas do Brasil" (Manuel Bandeira); "O 'No Meio do Caminho' é formidável" (Mário de Andrade). Por outro lado, essas mesmas características incitaram a ira dos herdeiros do "lirismo comedido" de Bilac, entre eles o jornalista Godin da Fonseca: "O sr. Carlos Drummond é difícil. Por mais que esprema o cérebro, não sai nada. Vê uma pedra no meio do caminho (...) e fica repetindo a coisa feito papagaio".

Às críticas e aos comentários jocosos, Drummond mostrou-se primeiramente "seco e encalistrado", depois simplesmente se acostumou. Com o passar dos anos, em vez de ostentar as glórias literárias recebidas como forma de resposta, optou por um caminho mais criativo e irônico. Após quatro décadas da publicação do poema na Revista da Antropofagia, em 1968 o poeta trouxe à luz o livro Uma Pedra no Meio do Caminho − Biografia de um Poema, reunião de centenas de comentários acerca daqueles versos: "colecionei e publiquei tudo o que se escreveu sobre a pedra no caminho, pró e contra, (...) pois a essa altura a pedra havia assumido aspectos existenciais e filosóficos que nunca me passaram pela cabeça", explicou em entrevista. [...]

Ao topar com a pedra

[...]

"Li Drummond pela primeira vez aos 15 anos. A palavra que melhor define minha impressão não foi 'gostei'. Foram: impacto e atropelo. O que era aquilo?", revela Armando Freitas Filho. Reação semelhante teve Fernando Paixão, [...] "Se bem me lembro, [o primeiro contato com "No Meio do Caminho"] foi por meio de um livro escolar e a primeira reação foi de estranhamento. [...] Como se trata de um continente muito diverso do fazer poético, confesso, a pedra passou despercebida nesse momento." [...]

"Nunca me esquecerei desse acontecimento"

Por ocasião do lançamento de Alguma Poesia, em 1930, Murilo Mendes enviou uma carta a Drummond, na qual explicitava sua reação à leitura do "poeminha": "É o tipo de poema no meio da cabeça da gente. Nunca me esquecerei. Não sai". De fato. Lá se vão mais de 80 anos e a poesia brasileira permanece sob o impacto provocador da pedra, conforme explica Armando Freitas Filho: "Mesmo inconscientemente pagamos pedágio ao nosso poeta maior. Essa pedra, para sempre, é a minha Esfinge antes da Esfinge: não pergunta nada, mas me encara. Ou, então, é como a de Sísifo: missão e sina, acompanha minha vida, e minha poética".

A exemplo de Armando, na medida em que passou a conviver com a poesia de Drummond, Fernando Paixão fez o percurso do estranhamento à influência: "Sem querer, a pedra também se tornou um elemento recorrente em meus versos − gosto, sim, de interrogar a sua forma e (falta de) sentido. E também admiro a sua lição de concisão e minimalismo. Prova que é possível fazer boa poesia com poucas palavras". E, ao que parece, a lição drummondiana continuará a se impor como contraponto a toda poesia comedida, cuja perenidade se limita à data de publicação. [...]

(Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/a-pedra-reiterada/. Acesso em: 09 set. 2025. Adaptado.)
Analise as assertivas a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__) Em "Às críticas e aos comentários jocosos, Drummond mostrou-se primeiramente 'seco e encalistrado', depois simplesmente se acostumou", o advérbio "primeiramente", apesar do sufixo -mente, que lhe confere sentido de modo, estabelece uma relação sequencial e temporal, a qual é confirmada pelo advérbio "depois". Dentro do contexto, os dois são responsáveis pela articulação das ideias entre as orações e pelo efeito de sentido pretendido pelo autor: na ordem cronológica dos fatos, houve uma sequência de ações. Já o advérbio "simplesmente" indica uma maneira, um modo, modificando o verbo "acostumar-se".
(__) No primeiro parágrafo, o autor do texto afirma: "Por outro lado, essas mesmas características incitaram a ira dos herdeiros do 'lirismo comedido' de Bilac [...]". Um dos recursos para dar conexão entre as ideias é o uso das chamadas locuções ou expressões de transição, as quais permitem encadear de maneira coerente vários enunciados. Um exemplo dessas locuções é "por outro lado", a qual pressupõe, anteriormente e ainda que de modo subentendido, a locução "de um lado". As duas expressões (mesmo "de um lado" estando subentendida) estabelecem uma relação de oposição. Nesse excerto do primeiro parágrafo, "por outro lado" pode ser substituída por "sob outra perspectiva", mantendo o sentido construído pelo autor.
(__) Em "Com o passar dos anos, em vez de ostentar as glórias literárias recebidas como forma de resposta, optou por um caminho mais criativo e irônico", a expressão "em vez de", que significa "em lugar de", pode ser substituída por "ao invés de" porque, nesse contexto, não compromete o sentido.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3665646 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A pedra reiterada

Wilker Sousa

Poucos poemas causaram tanta celeuma na literatura brasileira quanto "No Meio do Caminho". Publicado originalmente nas páginas da Revista da Antropofagia, em 1928, e dois anos mais tarde em Alguma Poesia − livro de estreia de Drummond −, "o poeminha da pedra" incitou reações extremadas, tanto de enaltecimento quanto do mais ferino repúdio. A concisão, a coloquialidade e a repetição daqueles versos brancos eram a mais bem acabada realização dos ideais modernistas até então, o que despertou a admiração imediata dos expoentes do movimento: "Não pode haver dúvida: Carlos Drummond de Andrade é um dos grandes poetas do Brasil" (Manuel Bandeira); "O 'No Meio do Caminho' é formidável" (Mário de Andrade). Por outro lado, essas mesmas características incitaram a ira dos herdeiros do "lirismo comedido" de Bilac, entre eles o jornalista Godin da Fonseca: "O sr. Carlos Drummond é difícil. Por mais que esprema o cérebro, não sai nada. Vê uma pedra no meio do caminho (...) e fica repetindo a coisa feito papagaio".

Às críticas e aos comentários jocosos, Drummond mostrou-se primeiramente "seco e encalistrado", depois simplesmente se acostumou. Com o passar dos anos, em vez de ostentar as glórias literárias recebidas como forma de resposta, optou por um caminho mais criativo e irônico. Após quatro décadas da publicação do poema na Revista da Antropofagia, em 1968 o poeta trouxe à luz o livro Uma Pedra no Meio do Caminho − Biografia de um Poema, reunião de centenas de comentários acerca daqueles versos: "colecionei e publiquei tudo o que se escreveu sobre a pedra no caminho, pró e contra, (...) pois a essa altura a pedra havia assumido aspectos existenciais e filosóficos que nunca me passaram pela cabeça", explicou em entrevista. [...]

Ao topar com a pedra

[...]

"Li Drummond pela primeira vez aos 15 anos. A palavra que melhor define minha impressão não foi 'gostei'. Foram: impacto e atropelo. O que era aquilo?", revela Armando Freitas Filho. Reação semelhante teve Fernando Paixão, [...] "Se bem me lembro, [o primeiro contato com "No Meio do Caminho"] foi por meio de um livro escolar e a primeira reação foi de estranhamento. [...] Como se trata de um continente muito diverso do fazer poético, confesso, a pedra passou despercebida nesse momento." [...]

"Nunca me esquecerei desse acontecimento"

Por ocasião do lançamento de Alguma Poesia, em 1930, Murilo Mendes enviou uma carta a Drummond, na qual explicitava sua reação à leitura do "poeminha": "É o tipo de poema no meio da cabeça da gente. Nunca me esquecerei. Não sai". De fato. Lá se vão mais de 80 anos e a poesia brasileira permanece sob o impacto provocador da pedra, conforme explica Armando Freitas Filho: "Mesmo inconscientemente pagamos pedágio ao nosso poeta maior. Essa pedra, para sempre, é a minha Esfinge antes da Esfinge: não pergunta nada, mas me encara. Ou, então, é como a de Sísifo: missão e sina, acompanha minha vida, e minha poética".

A exemplo de Armando, na medida em que passou a conviver com a poesia de Drummond, Fernando Paixão fez o percurso do estranhamento à influência: "Sem querer, a pedra também se tornou um elemento recorrente em meus versos − gosto, sim, de interrogar a sua forma e (falta de) sentido. E também admiro a sua lição de concisão e minimalismo. Prova que é possível fazer boa poesia com poucas palavras". E, ao que parece, a lição drummondiana continuará a se impor como contraponto a toda poesia comedida, cuja perenidade se limita à data de publicação. [...]

(Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/a-pedra-reiterada/. Acesso em: 09 set. 2025. Adaptado.)
Um dos recursos mobilizados no processo de interpretação de textos é considerar e analisar o contexto interno em que determinadas palavras aparecem, os sentidos construídos e os significados atribuídos às palavras pelo autor dentro do texto. Tendo isso em consideração e o texto como referência, analise as assertivas que seguem:

I. O texto se inicia com a seguinte declaração: "Poucos poemas causaram tanta celeuma na literatura brasileira quanto 'No Meio do Caminho'", ou seja, poucos poemas causaram tanto alarido, alvoroço na literatura brasileira como o poema de Drummond. 
II. Em "'Como se trata de um continente muito diverso do fazer poético, confesso, a pedra passou despercebida nesse momento'", a palavra "continente" pode ser substituída por "universo", considerando que ambas podem ter o sentido, nesse contexto, de "domínio", isto é, domínio literário.
III. Em "'o poeminha da pedra' incitou reações extremadas, tanto de enaltecimento quanto do mais ferino repúdio", a palavra "ferino" significa cruel; assim, o poema de Drummond incitou desde reações que o elevavam, quanto reações do mais cruel repúdio.

É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3665645 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

A pedra reiterada

Wilker Sousa

Poucos poemas causaram tanta celeuma na literatura brasileira quanto "No Meio do Caminho". Publicado originalmente nas páginas da Revista da Antropofagia, em 1928, e dois anos mais tarde em Alguma Poesia − livro de estreia de Drummond −, "o poeminha da pedra" incitou reações extremadas, tanto de enaltecimento quanto do mais ferino repúdio. A concisão, a coloquialidade e a repetição daqueles versos brancos eram a mais bem acabada realização dos ideais modernistas até então, o que despertou a admiração imediata dos expoentes do movimento: "Não pode haver dúvida: Carlos Drummond de Andrade é um dos grandes poetas do Brasil" (Manuel Bandeira); "O 'No Meio do Caminho' é formidável" (Mário de Andrade). Por outro lado, essas mesmas características incitaram a ira dos herdeiros do "lirismo comedido" de Bilac, entre eles o jornalista Godin da Fonseca: "O sr. Carlos Drummond é difícil. Por mais que esprema o cérebro, não sai nada. Vê uma pedra no meio do caminho (...) e fica repetindo a coisa feito papagaio".

Às críticas e aos comentários jocosos, Drummond mostrou-se primeiramente "seco e encalistrado", depois simplesmente se acostumou. Com o passar dos anos, em vez de ostentar as glórias literárias recebidas como forma de resposta, optou por um caminho mais criativo e irônico. Após quatro décadas da publicação do poema na Revista da Antropofagia, em 1968 o poeta trouxe à luz o livro Uma Pedra no Meio do Caminho − Biografia de um Poema, reunião de centenas de comentários acerca daqueles versos: "colecionei e publiquei tudo o que se escreveu sobre a pedra no caminho, pró e contra, (...) pois a essa altura a pedra havia assumido aspectos existenciais e filosóficos que nunca me passaram pela cabeça", explicou em entrevista. [...]

Ao topar com a pedra

[...]

"Li Drummond pela primeira vez aos 15 anos. A palavra que melhor define minha impressão não foi 'gostei'. Foram: impacto e atropelo. O que era aquilo?", revela Armando Freitas Filho. Reação semelhante teve Fernando Paixão, [...] "Se bem me lembro, [o primeiro contato com "No Meio do Caminho"] foi por meio de um livro escolar e a primeira reação foi de estranhamento. [...] Como se trata de um continente muito diverso do fazer poético, confesso, a pedra passou despercebida nesse momento." [...]

"Nunca me esquecerei desse acontecimento"

Por ocasião do lançamento de Alguma Poesia, em 1930, Murilo Mendes enviou uma carta a Drummond, na qual explicitava sua reação à leitura do "poeminha": "É o tipo de poema no meio da cabeça da gente. Nunca me esquecerei. Não sai". De fato. Lá se vão mais de 80 anos e a poesia brasileira permanece sob o impacto provocador da pedra, conforme explica Armando Freitas Filho: "Mesmo inconscientemente pagamos pedágio ao nosso poeta maior. Essa pedra, para sempre, é a minha Esfinge antes da Esfinge: não pergunta nada, mas me encara. Ou, então, é como a de Sísifo: missão e sina, acompanha minha vida, e minha poética".

A exemplo de Armando, na medida em que passou a conviver com a poesia de Drummond, Fernando Paixão fez o percurso do estranhamento à influência: "Sem querer, a pedra também se tornou um elemento recorrente em meus versos − gosto, sim, de interrogar a sua forma e (falta de) sentido. E também admiro a sua lição de concisão e minimalismo. Prova que é possível fazer boa poesia com poucas palavras". E, ao que parece, a lição drummondiana continuará a se impor como contraponto a toda poesia comedida, cuja perenidade se limita à data de publicação. [...]

(Disponível em: https://revistacult.uol.com.br/home/a-pedra-reiterada/. Acesso em: 09 set. 2025. Adaptado.)
No excerto: "O sr. Carlos Drummond é difícil. Por mais que esprema o cérebro, não sai nada. Vê uma pedra no meio do caminho (...) e fica repetindo a coisa feito papagaio", a locução adverbial destacada estabelece uma relação entre as orações: a oração subordinada exprime um obstáculo (real ou suposto) que não impede, nem modifica a declaração da oração principal. No caso do exemplo, a locução ainda intensifica a ideia construída. Considerando a explicação e o excerto, a locução adverbial destacada estabelece uma relação: 
Alternativas
Q3657064 Contabilidade Pública

Considere a seguinte situação hipotética: durante a execução de seu trabalho de auditoria nas demonstrações contábeis de uma entidade do setor público, um controlador interno identificou que a aquisição de um veículo foi, erroneamente, classificada em uma conta contábil de variação patrimonial diminutiva (e não em conta contábil do ativo imobilizado).



Como o valor da aquisição do veículo é relevante, o controlador interno apurou o montante e apontou em seu relatório de auditoria que:

Alternativas
Q3657063 Contabilidade Pública

De acordo com o manual de contabilidade aplicado ao setor público, essa classificação tem como objetivo agrupar receitas que possuam as mesmas normas de aplicação na despesa. Em regra, reúne recursos oriundos de determinados códigos da classificação por natureza da receita orçamentária, conforme regras previamente estabelecidas.



Por meio do orçamento público, são associadas a determinadas despesas de forma a evidenciar os meios para atingir os objetivos públicos.



O conceito acima é o de classificação por:

Alternativas
Q3657062 Contabilidade Pública

De acordo com o manual de contabilidade aplicado ao setor público, há uma demonstração contábil que permite aos usuários avaliarem como a entidade do setor público obteve recursos para financiar suas atividades e a maneira como os recursos de caixa foram utilizados. Tais informações são úteis para fornecer aos usuários das demonstrações contábeis informações para prestação de contas e responsabilização (accountability) e tomada de decisão.



Essa demonstração contábil é:

Alternativas
Q3657061 Direito Tributário

A respeito dos conhecimentos sobre a repartição das receitas tributárias, é correto afirmar que pertencem aos municípios, 25% do produto da arrecadação do imposto:

Alternativas
Q3657060 Contabilidade Pública

Para responder à questão, considere a seguinte relação de saldos nas contas contábeis com a posição em 30/11/2024 (valores em R$).





Durante o mês de dezembro de 2024 ocorreram somente as seguintes operações, que foram corretamente registradas:



1. Arrecadação e recolhimento de impostos, já previamente lançados, no valor de R$ 30.000.


2. Empenho, liquidação e pagamento de despesa com pessoal, no valor de R$ 15.000.


3. Consumo de materiais que estavam no estoque, no valor de R$ 20.000.


4. Pagamento de restos a pagar do exercício anterior, no valor de R$ 10.000.


5. Recebimento de um equipamento hospitalar, em doação, no valor de R$ 25.000.

Considerando o Caso 1, a respeito das operações ocorridas durante o mês de dezembro de 2024, é correto afirmar que:

Alternativas
Q3657059 Administração Financeira e Orçamentária

Para responder à questão, considere a seguinte relação de saldos nas contas contábeis com a posição em 30/11/2024 (valores em R$).





Durante o mês de dezembro de 2024 ocorreram somente as seguintes operações, que foram corretamente registradas:



1. Arrecadação e recolhimento de impostos, já previamente lançados, no valor de R$ 30.000.


2. Empenho, liquidação e pagamento de despesa com pessoal, no valor de R$ 15.000.


3. Consumo de materiais que estavam no estoque, no valor de R$ 20.000.


4. Pagamento de restos a pagar do exercício anterior, no valor de R$ 10.000.


5. Recebimento de um equipamento hospitalar, em doação, no valor de R$ 25.000.

Considerando o Caso 1, em 31/12/2024, o valor total inscrito em restos a pagar foi de:

Alternativas
Q3657058 Contabilidade Pública

Para responder à questão, considere a seguinte relação de saldos nas contas contábeis com a posição em 30/11/2024 (valores em R$).





Durante o mês de dezembro de 2024 ocorreram somente as seguintes operações, que foram corretamente registradas:



1. Arrecadação e recolhimento de impostos, já previamente lançados, no valor de R$ 30.000.


2. Empenho, liquidação e pagamento de despesa com pessoal, no valor de R$ 15.000.


3. Consumo de materiais que estavam no estoque, no valor de R$ 20.000.


4. Pagamento de restos a pagar do exercício anterior, no valor de R$ 10.000.


5. Recebimento de um equipamento hospitalar, em doação, no valor de R$ 25.000.

Considerando o Caso 1, no balanço orçamentário de 31/12/2024, o valor do resultado orçamentário do exercício foi de:

Alternativas
Q3657057 Direito Financeiro

O princípio orçamentário da Exclusividade está expresso na Constituição Federal e estabelece que a Lei Orçamentária Anual (LOA) não conterá dispositivo estranho à previsão da receita e à fixação da despesa. A determinação tem como objetivo restringir a LOA a temas relativos apenas ao orçamento público. Contudo, a própria Constituição Federal autoriza que na LOA constem temas, sem ferir o princípio orçamentário da Exclusividade, não restritos à previsão da receita e à fixação da despesa. Esses temas são as autorizações para:



1. Pagamento de despesas sem prévio empenho.


2. Abertura de créditos suplementares.


3. Contratação de operações de crédito.


4. Arrecadação de receitas de exercícios anteriores.



Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

Alternativas
Q3657056 Contabilidade Pública

Ao final de um exercício financeiro, um município apresentou os seguintes valores relativos a ingressos de recursos.



Imagem associada para resolução da questão



O valor do total dos ingressos de recursos classificados na categoria econômica de receitas de capital é de:

Alternativas
Q3657055 Direito Administrativo

De acordo com a Lei nº 14.133/2021 (Lei de Licitações e Contratos Administrativos), são modalidades de licitação:



1. Concurso.


2. Maior desconto.


3. Diálogo competitivo.


4. Menor preço.



Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.

Alternativas
Q3657054 Direito Administrativo

Considere a seguinte situação hipotética:



Um município pretende criar uma autarquia municipal de trânsito, que será responsável pela gestão, fiscalização e regulamentação do tráfego de veículos e pedestres no âmbito do município.



Nesse caso, de acordo com os conhecimentos sobre Administração Pública previstos na Constituição Federal, para o município criar uma autarquia é necessário:

Alternativas
Q3657053 Administração Financeira e Orçamentária

O demonstrativo abaixo apresenta a relação mensal da despesa total com pessoal do poder executivo de um município e a sua receita corrente líquida.



Imagem associada para resolução da questão



Ao examinar o demonstrativo, e de acordo com os conhecimentos previstos na Lei Complementar nº 101/2000 (Lei de Responsabilidade Fiscal), um controlador interno concluiu que o poder executivo do município, no mês de junho de 2025, apurou um percentual da despesa total com pessoal em relação à receita corrente líquida de:

Alternativas
Q3657052 Contabilidade Pública

O empenho da despesa pública é a etapa em que o governo reserva o dinheiro que será pago quando o bem for entregue ou o serviço concluído. Isso ajuda o governo a organizar os gastos pelas diferentes áreas do governo, evitando que se gaste mais do que foi planejado.


Fonte: https://portaldatransparencia.gov.br/ entenda-a-gestao-publica/execucao-despesa-publica



A respeito dos conhecimentos sobre o empenho da despesa pública previstos na Lei nº 4.320/1964, é correto afirmar:

Alternativas
Respostas
1361: C
1362: A
1363: E
1364: D
1365: B
1366: A
1367: C
1368: A
1369: E
1370: D
1371: A
1372: D
1373: E
1374: E
1375: C
1376: B
1377: A
1378: C
1379: B
1380: D