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(_) Com base no conto, podemos dizer que Simão Bacamarte não resolve o problema da loucura como deseja, sua maior dificuldade é saber onde termina a loucura e começa a normalidade.
(_) Como se vê no conto, todos os comportamentos caem dentro de algum conceito de loucura, mas nenhum conceito chega a explicar o fenômeno em termos absolutos. Não se sabe já quem estava são nem quem estava doido: as fronteiras entre normalidade e anormalidade ficam radicalmente relativizadas.
(_) A segunda metade do século XIX, momento em que foi escrita a obra de Machado de Assis, caracteriza-se por uma grande confiança na capacidade da Ciência da época para explicar os problemas do homem e da natureza. Entretanto, o conto não contribui para reforçar essa visão, ao contrário, ele satiriza a crença nos poderes ilimitados da Ciência.
(_) A ação do barbeiro Porfírio Caetano das Neves, é motivada inicialmente pelo desejo de dissolver a Casa de Orates, respondendo aos interesses da população de Itaguaí, a quem lidera em sua revolta e em nome de quem age. O corpo de dragões encarregado de restabelecer a ordem, acaba por atender aos anseios da população, apoiando a revolta,
(_) Num segundo momento, quando se configura a vitória popular, o Canjica passa a desejar o poder, agindo em benefício de si mesmo: “a dignidade do governo começava a enrijar-lhe os quadris.”
I- Verso livre é aquele que não obedece a nenhuma exigência métrica, apesar de ter o seu ritmo.
II- Refrão ou estribilho é o verso ou conjunto de versos que se repete ao final de cada estrofe. A balada e o rondó são tipos de poesia que têm refrão.
III- Nos poemas, os versos podem formar apenas um grupo ou vários grupos. Cada grupo de versos forma uma estrofe.
IV- Estrofe é o conjunto de versos.
(_) Variação regional, (diatópica): Como o próprio nome já diz, trata-se de uma variação linguística relacionada à localização regional do indivíduo: cidades, estados, áreas urbanas e rurais, que vão desde o sotaque, léxico, dialetos, pronúncia até a construção de diferentes palavras para um mesmo conceito. Um exemplo clássico é a famosa discussão sobre o uso de biscoito x bolacha em diferentes estados brasileiros.
(_) Variação social, (diastrática): Essa variação linguística se refere aos hábitos e culturas de diferentes grupos sociais, e isso inclui gírias próprias, como por exemplo, um grupo de skatistas, que utiliza jargões e gírias como irado, maneiro, insano, a fim de representar algo legal.
(_) Variação estilísticas, (diafásica): A variação estilística, ou situacional, diz respeito ao contexto de comunicação, isto é, às mudanças linguísticas de acordo com a situação em que o falante se encontra. Ela ocorre porque, em certos momentos, é necessário usar de registros mais formais para se comunicar, enquanto em outras ocasiões, a informalidade pode ser usada, como gírias em um grupo de amigos, por exemplo.
(_) Variações linguísticas que existem no Brasil: Por se tratar de um país com grande proporção territorial, o Brasil é bastante diverso, com muitas expressões e variações linguísticas, que vão desde o sotaque até a construção de jargões. No entanto, nem mesmo os próprios brasileiros conhecem todas elas.
(_) As variações linguísticas mais usadas na região Norte são: Moleque doido, que significa pessoa maluca; Moscô, quer dizer que a pessoa foi pega em flagrante; Égua, usado para indicar espanto ou admiração; Borogodó, quando uma pessoa entende, ou é especialista em determinado assunto.
Leia o texto para responder às próximas duas questões.
Caro Freud. (Juliano Martinz).
Resolvi lhe escrever uma carta porque o senhor anda muito ocupado e eu demoro muito para me fazer compreender verbalmente. Aqui, nesta carta, acho que consigo ser franco e direto. E franqueza é algo que me escapa pelos dedos, especialmente quando estou diante de alguém tão mal-encarado como o senhor (sem ofensas, por favor). Mas se pelo menos o senhor desse um sorrisinho de vez em quando, ajudaria muito nas nossas consultas. Mas enfim…
Hoje resolvi aplicar alguns dos seus conselhos. E outros do Facebook. A propósito, já lhe contei que meu mural parece um livro de autoajuda? Desse jeito, acho que o senhor vai precisar mudar de profissão.
Bom, voltando aos conselhos. O senhor mencionou que eu precisava encontrar prazer no meu trabalho. Pois bem, resolvi espalhar chocolate em todas as mesas, pias, balcões e até no banheiro. Preciso admitir que o senhor estava com toda a razão. De fato, todo o ambiente está mais prazeroso e há docilidade por todos os lados. As formigas também acham.
Romanticamente, a história é mais complicada. Sempre que nos encontramos, o senhor pergunta: “E as namoradas, como vão?”. Realmente, doutor Freud, nunca entendi o porquê do plural. Mas já que tocamos no assunto, acho que precisarei de um pouco mais do que chocolate para resolver este problema.
O senhor disse que o segredo do sucesso é fazer as mulheres rirem. Mas rir de mim também conta? E aquela história de conversar com a garota sobre assuntos que a interessam? Conheci uma garota e já fui puxando assunto sobre rímel, blush, cílios postiços e batom. Não sei não, Freud, mas tem certeza de que esse conselho funciona? A garota soltou um “ihhh” e saiu de perto. Sabe esses “ihs” que podem significar um milhão de coisas e todas elas péssimas para a nossa reputação?
O senhor também mencionou que eu não poderia deixar as garotas me encararem como amigo, não foi? “Mulheres nunca se apaixonam por amigos”. Tentei aplicar este conselho. Uma amiga minha, a Miriam, uma ruiva de um metro e setenta, dois imensos olhos caramelo, dois lábios carnudos que são pura covardia. Pois bem, ela me disse que precisava contar um segredo. Sacou, né? Coisa de amigos, papo de segredos, essas coisas. Não hesitei. Já soltei um: “Nem vem com essas fofoquinhas tolas que me dão nos nervos. Se quiser algo de verdade, te dou um beijo de desentupir pia. Agora se quiser ficar nessas conversinhas frívolas e inúteis, vai procurar tua turma de tagarelas descerebrados”. O senhor poderia ler esta frase novamente e me dizer onde errei? Porque acho que errei em algum ponto, levando-se em consideração o peso do tapa na minha cara.
Ah, meu amigo Sigmund. A vida não é nada fácil. Pela expressão fechada em seu rosto, o senhor deve me entender. Talvez o senhor devesse parar um pouco com esses assuntos melancólicos e se dedicar um tempo a escrever alguns textos humorísticos. Além disso, precisamos conversar mais. Mas não dentro daquele seu consultório mórbido. Podíamos sair para tomar umas cervejas. Ver luzes, ouvir pessoas, essas coisas. Acho que lhe faria bem, também.
Quando quiser, só me avisar. Mas o senhor paga. E não vem com história de que está sem dinheiro, porque aí quem vai dizer “ihhh” sou eu.
Considerando que comunidades indígenas frequentemente enfrentam condições socioeconômicas mais desafiadoras que a média nacional, que implicações esse padrão de dados apresenta para o financiamento da educação escolar indígena? Assinale a alternativa correta:
"O campo da educação só tem a ganhar com um olhar mais minucioso para a implementação. E esse olhar deve incluir os referenciais da pedagogia, que traz uma lente para qualificar as mudanças práticas que queremos monitorar. Num cenário em que não faltam intervenções e programas que promovem práticas de qualidade nas escolas, faz-se necessário verificar como e se essas práticas de fato acontecem! Pesquisas desse tipo podem trazer um maior entendimento não apenas sobre as transformações nas crianças no fim da cascata formativa, mas antes, das transformações nas práticas dos professores e dos seus formadores."
(Pesquisa de Implementação como Caminho para Avançar nas Políticas Públicas de Educação, 2025.)
A partir da leitura do excerto e considerando educação escolar indígena, o monitoramento de processos de implementação de políticas educacionais tem como fundamento:
"A PNED emerge como uma resposta institucional a esses desafios, delineando eixos estruturantes que visam promover a inclusão digital, capacitar professores e alunos e fomentar a pesquisa e desenvolvimento em tecnologias educacionais. No entanto, as conclusões da pesquisa sugerem que a mera implementação de políticas digitais não é suficiente para garantir uma educação de qualidade e integral. É fundamental reconhecer que a formação humana e a construção do conhecimento vão além do domínio tecnológico. (...) a atuação do professor como agente transformador e mediador do processo de ensino-aprendizagem é central para promover uma educação verdadeiramente integral."
(Política Nacional de Educação Digital: letramento e cidadania para educação integral, 2025.)
A partir da leitura do excerto e considerando a educação escolar indígena, assinale a alternativa correta a respeito da integração de letramento digital em contextos indígenas:
"Ela [a educação em direitos humanos] combate o que a gente entende como discriminações estruturais, como, por exemplo, o capacitismo. Ela enfrenta o discurso de incitação à violência e valoriza informações credíveis e fiáveis para consolidar a melhor formação e a capacitação, tanto do público em geral quanto dos agentes públicos. (...) Educar em direitos humanos envolve a pretensão de formação de uma nova mentalidade de convivência humana, mentalidade coletiva do exercício de solidariedade, respeito às diversidades e tolerância. Mecanismo, portanto, de formação de sujeitos de direitos, especialmente no que se refere às populações vulnerabilizadas."
(Debate sobre Programa Nacional de Direitos Humanos, Senado Federal, 15 set. 2025.)
A partir da leitura do excerto e considerando o contexto de educação escolar indígena, o reconhecimento de educação em direitos humanos como ferramenta de proteção e cidadania fundamenta-se no princípio de: