Um estudo recente de 2025 sobre uso de internet por
crianças e adolescentes brasileiros de 9 a 17 anos
revelou que enquanto o acesso à internet em escolas
caiu de 51% para 37%, o crescimento de crianças que
nunca acessaram internet aumentou significativamente
(de 492.393 para 710.343). Ainda que 92% das
crianças/adolescentes do país acessem internet, a
distribuição é profundamente desigual por contexto
socioeconômico. Simultaneamente, 46% de usuários
acessam conteúdo de influenciadores digitais
(frequentemente com fins comerciais, incluindo apostas)
várias vezes ao dia, enquanto mediação ativa
família-escola é identificada como fator crítico para
proteção. Comunidades indígenas, historicamente
marginalizadas em acesso a infraestrutura tecnológica e
cujas especificidades linguísticas e culturais raramente
aparecem em conteúdo digital dominante, enfrentam
duplo desafio: exclusão digital e, quando há acesso,
exposição a conteúdo inadequado sem ferramentas
críticas. Considerando que comunidades indígenas
historicamente enfrentam exclusão digital e,
simultaneamente, exposição a conteúdo potencialmente
danoso quando há acesso à internet, a abordagem
educativa que responde adequadamente a essa tensão
é: