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Q2161357 Pedagogia
Os estudos piagetianos sobre o conhecimento estão alicerçados em bases epistemológicas, mas, diferentemente dos epistemólogos de sua época que se baseavam na razão pura, Piaget se propõe a realizar uma verificação experimental, para a qual utilizou o método clínico com as adaptações que o objeto de estudo requeria.
(VISCA, 1997.)
Piaget criou, então, uma metodologia mais flexível que o teste padronizado, mas, ao mesmo tempo, mais estruturada que a observação pura. A essa metodologia Piaget chamou de método clínico. Sobre o método clinico piagetiano, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) Na entrevista, verifica-se as estruturas do pensamento do sujeito através de seus aspectos verbo-conceituais. Consiste em uma conversa aberta com o sujeito pesquisado, na qual se procuram seguir suas ideias e explicações sobre um determinado tema.
( ) A prova de “conservação de quantidade”, que avalia a percepção da criança frente aos objetos de diferentes cores posicionadas em linhas paralelas, é uma das provas piagetianas que pode ser utilizada no método clinico de Piaget.
( ) São alguns pressupostos da avaliação: a atenção às estruturas da inteligência; o estudo dos aspectos universais das características individuais; e, o entendimento do processo pelo qual as respostas foram geradas; e, ainda, é importante ressaltar que nem todas as respostas devem ser interpretadas e consideradas, pois apenas as respostas corretas são validas, para que tenha o alcance e o objetivo da avaliação proposta.
( ) A observação clínica difere da observação pura ao questionar ou criar algumas situações para estudar as ações dos sujeitos analisados. E, a partir de hipóteses sobre o que está se passando na mente do sujeito, ocorrem as modificações na situação e as ações do sujeito indicam se as hipóteses estão corretas ou não.
A sequência correta está em 
Alternativas
Q2161356 Pedagogia
O Código de Ética do Psicopedagogo, Art. 1º, define a Psicopedagogia como um campo de atuação em Saúde e Educação que lida com o processo de aprendizagem humana: seus padrões normais e patológicos considerando a influência do meio, família, escola e sociedade no seu desenvolvimento, utilizando procedimentos próprios da Psicopedagogia. A Psicopedagogia surge para atender a uma demanda específica de auxílio à superação das dificuldades de aprendizagem, atuando de forma preventiva e terapêutica. De acordo com Código de Ética, assinale a afirmativa INCORRETA. 
Alternativas
Q2161355 Pedagogia
De acordo com Visca, a Psicopedagogia foi inicialmente uma ação subsidiada da Medicina e da Psicologia, perfilando-se posteriormente como um conhecimento independente e complementar, possuída de um objeto de estudo, denominado de processo de aprendizagem, e de recursos diagnósticos, corretores e preventivos próprios.
(VISCA apud BOSSA, 2000, p. 2.1.)
Todo campo de saber possui história, que, bem compreendida, fornece àqueles que se aventuram uma consciência bem forjada de sua atuação. Portanto, o resgate dos aspectos historiográficos da Psicopedagogia possibilita-nos situá-la no presente e, às apalpadelas, perscrutar o seu futuro. Sobre a história da Psicopedagogia, analise as afirmativas a seguir.
I. Surgiu nos Estados Unidos, no século XIX, e as primeiras ideias sobre a Psicopedagogia vêm de encontro às dificuldades em relação à aprendizagem e à necessidade de justificar as desigualdades sociais; esperava-se que através da união da pedagogia, psicologia e psicanálise fosse possível conhecer a criança e o seu cotidiano, para compreender e determinar uma ação reeducadora.
II. Nas décadas de 60 e 70 surgiu, na Argentina, a Psicopedagogia e foi em Buenos Aires, sua capital, a primeira cidade a oferecer o curso de Psicopedagogia. Criou-se os Centros de Saúde Mental, onde equipes de psicopedagogos atuavam fazendo diagnóstico e tratamento.
III. Foi introduzida no Brasil baseada nos modelos médicos de atuação e foi dentro desta concepção de problemas de aprendizagem que se iniciaram a partir de 1970 com cursos de formação de especialistas em Psicopedagogia na Clínica Médico-Pedagógica de Porto Alegre. Entretanto, somente nos anos de 1990 esses cursos se propagaram, principalmente nas regiões Sul e Sudeste, onde há maior demanda de especializações e de trabalhos realizados na área.
IV. Na década de 80, na cidade de São Paulo, surge a Associação Brasileira de Psicopedagogia (ABPp), fruto dos questionamentos e estudos de um grupo de profissionais atuantes e envolvidos nas questões relacionadas à aprendizagem. Os primeiros movimentos da ABPp surgem no Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo, pela necessidade das definições das funções do psicopedagogo.
Está correto o que se afirma em 
Alternativas
Q2161354 Pedagogia
O excerto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.

Para Rubinstein (1996), o diagnóstico psicopedagógico pode ser comparado com um processo de investigação. Nesse processo, o psicopedagogo reproduz o papel do “detetive” à procura de vestígios, informações, selecionando-as criteriosamente e levando em consideração todos os aspectos que abarcam o processo de aprendizagem do indivíduo. Weiss(2004) corrobora com o pensamento de Rubinstein (1996), afirmando que todo diagnóstico psicopedagógico consiste em uma investigação, uma busca acerca de algo que não está adequado com o sujeito em relação a um comportamento esperado. Na avaliação psicopedagógica, é realizada a investigação, na qual se procura compreender a forma que o indivíduo aprende e os desvios que ocorrem nesse processo. O psicopedagogo pode usar como recurso da avaliação psicopedagógica várias provas psicopedagógicas, tais como anamnese; Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem (EOCA); provas operatórias de Piaget; Teste de Desempenho Escolar (TDE); atividades de leitura; escrita; aritmética; e, interpretação textual. 
As provas projetivas são utilizadas no contexto psicopedagógico como um meio de análise e depuração do sistema de hipóteses e devem ser aplicadas quando há suspeita de implicações emocionais ou vínculos negativos com a aprendizagem. Quando se aplica uma prova projetiva, o sujeito projeta para fora de si o que se recusa a reconhecer em si mesmo ou o ser em si. Segundo professor Jorge Visca, são recursos, dentre outros, para a compreensão de variáveis emocionais que condicionam, de forma positiva ou negativa a aprendizagem. Sobre as informações dadas, é possível afirmar que se trata de uma das provas projetivas utilizada em um diagnóstico psicopedagógico; assinale-o.
Alternativas
Q2161353 Pedagogia
O excerto contextualiza a questão. Leia-o atentamente.

Para Rubinstein (1996), o diagnóstico psicopedagógico pode ser comparado com um processo de investigação. Nesse processo, o psicopedagogo reproduz o papel do “detetive” à procura de vestígios, informações, selecionando-as criteriosamente e levando em consideração todos os aspectos que abarcam o processo de aprendizagem do indivíduo. Weiss(2004) corrobora com o pensamento de Rubinstein (1996), afirmando que todo diagnóstico psicopedagógico consiste em uma investigação, uma busca acerca de algo que não está adequado com o sujeito em relação a um comportamento esperado. Na avaliação psicopedagógica, é realizada a investigação, na qual se procura compreender a forma que o indivíduo aprende e os desvios que ocorrem nesse processo. O psicopedagogo pode usar como recurso da avaliação psicopedagógica várias provas psicopedagógicas, tais como anamnese; Entrevista Operativa Centrada na Aprendizagem (EOCA); provas operatórias de Piaget; Teste de Desempenho Escolar (TDE); atividades de leitura; escrita; aritmética; e, interpretação textual. 
Considere a avaliação psicopedagógica na qual é possível observar qual a modalidade de aprendizagem a criança se encontra, podendo ser esta hipoassimilativa, ou hiper-assimilativa, ou hipoacomodativa, ou hiper-acomodativa. Infere-se que trata do seguinte instrumento de avaliação:
Alternativas
Q2161352 Pedagogia
Emília Ferreiro e Ana Teberosky partiram do pressuposto da teoria piagetiana – de que todo conhecimento possui uma origem – e, pelo método clínico de Piaget, observaram uma centena de crianças e seu funcionamento do sistema de escrita. Elas queriam entender como as crianças se apropriam da cultura escrita, criando a obra intitulada de “Psicogênese da Língua Escrita”, introduzida no Brasil por volta dos anos 1980. O fato de questionarem e considerarem o que as crianças sabem antes da alfabetização modificou toda a forma de pensar da época e ainda hoje tais ideias embasam muitos profissionais. Diversas práticas construtivistas foram lançadas no dia a dia da sala de aula por influência da Psicogênese da Língua Escrita. Nessa obra, as autoras criticam os métodos utilizados para alfabetização e afirmam que há uma “verdadeira escrita inibida pelos métodos tradicionais”, visto que estes utilizam a cópia como ferramenta fundamental. “A verdadeira escrita (...)seria a escrita espontânea: aquela que proporcionaria à criança pensar sobre as regras que constituem o sistema de escrita.”
(PICOLLI; CAMINI, 2013.)
Diante do exposto, analise a imagem a seguir: 
Imagem associada para resolução da questão

(Disponível em: https://www.google.com/search?q=imagens+de+ hipoteses+de+escrita&tbm=isch&ved=2ahUKEwjeyNPS1738AhWOrpUC HaaUBDEQ2cCegQIABAA&oq=IMAGENS+HIPOTESES+&gs_lcp=CgNpbW cQARgAMg.)
Considerando as hipóteses da língua escrita segundo a “Psicogênese da Língua Escrita”de Emília Ferreiro e AnaTeberosky, infere-se que a imagem representa a hipótese:
Alternativas
Q2161351 Pedagogia
Piaget, quando descreve a aprendizagem, tem um enfoque diferente do que normalmente se atribui a esta palavra. Ele separa o processo cognitivo inteligente em duas palavras: aprendizagem e desenvolvimento. Para Piaget, segundo Macedo (1994), “a aprendizagem refere-se à aquisição de uma resposta particular, aprendida em função da experiência, obtida de forma sistemática ou não. Enquanto que o desenvolvimento seria uma aprendizagem de fato, sendo ele o responsável pela formação dos conhecimentos”. Piaget, quando postula sua teoria sobre o desenvolvimento da criança, descreve-a, basicamente, em quatro estágios, que ele próprio chama de fases de transição. Essas quatro fases são: sensório-motor (0-2 anos); pré-operatório (2-7,8 anos); operatório-concreto (8-11 anos); e, operatório-formal (a partir de 11 anos). Considere o estágio onde a criança desenvolve noções de tempo, espaço, velocidade, ordem, casualidade, sendo capaz de relacionar diferentes aspectos e abstrair dados da realidade. Apesar de não se limitar mais a uma representação imediata, depende do mundo concreto para abstrair. Desenvolve um importante conceito que é a reversibilidade. De acordo com as informações dadas, trata-se do estágio:
Alternativas
Q2161350 Pedagogia
A escola caracteriza-se como um espaço concebido para a realização do processo de ensino-aprendizagem do conhecimento historicamente construído; lugar no qual, muitas vezes, os desequilíbrios não são compreendidos.
(GASPARIAN, 1997, p. 24.)
A Psicopedagogia no contexto escolar busca investigar, estudar e desenvolver formas que subsidiarão as dificuldades de aprendizagem do ser humano, coletando o máximo de informações relacionadas ao processo e ao indivíduo avaliado. Com esta coleta de informações, busca-se identificar aspectos positivos, capacidade e potencialidade do aluno, conforme afirma Nascimento (2013). Para que o psicopedagogo possa intervir com competência no espaço escolar, precisa considerar alguns indicadores, que são fundamentais para a melhoria dos processos. Nesse sentido, o psicopedagogo deve planejar seu trabalho de forma a contribuir para, EXCETO: 
Alternativas
Q2160569 Atualidades
Lançado em novembro, o ChatGPT, em uma interface de uso simples, desenvolvida pela empresa OpenAI, deu o que falar e mostrou seu poder: “foi aprovada” no exame final do Master in Business Administration (MBA) da Universidade de Wharton, no Exame de Ordem (MBE) e também no Exame de Licenciamento Médico dos Estados Unidos (USMLE). Na área educação, nos EUA, chegou no “meio” do semestre letivo e já causou um certo frenesi, com instituições banindo o uso dele. No Brasil, chegou quando o semestre se encerrava, mas, agora, professores já estudam a plataforma e, com base nisso, pensam os planos de ensino e as avaliações com a presença desse “novo aluno”.
(Perguntamos ao ChatGPT quais impactos ele pode causar na educação; confira as respostas. Disponível em: msn.com.)
O ChatGPT é uma ferramenta poderosa para aqueles que buscam uma maneira eficiente e precisa de gerar conteúdo de qualidade. Ele, apesar de todas as polêmicas,
Alternativas
Q2160564 Matemática
Priscila, Marcela e Juliana trabalham no setor de processos de uma repartição pública. Diariamente, os processos chegam até à instituição e precisam ser documentados pelos três funcionários. Priscila é responsável por documentar 1/4 dos processos; Marcela documenta 1/3; e, Juliana 5/12. Em um determinado dia, Marcela documentou 20 processos a mais que Priscila. Dessa forma, o número de processos documentados por Juliana é: 
Alternativas
Q2160563 Matemática
Em determinada empresa, 30% dos funcionários são mulheres. A administradora pretende contratar M mulheres deforma que, mantendo os funcionários já existentes, a proporção de mulheres suba para 50%. Considerando que F represente o número atual de funcionários que trabalham na empresa, é correto afirmar que o valor de M é equivalente a:
Alternativas
Q2160560 Raciocínio Lógico
O posto de saúde de um pequeno bairro é composto por seis funcionários, sendo três médicos e três enfermeiros. Para cada plantão, é formada uma equipe de quatro funcionários, sendo dois médicos e dois enfermeiros. O quadro a seguir descreve a formação das equipes para os próximos três plantões:
Imagem associada para resolução da questão


Considerando que Pietro é médico, é necessariamente correto afirmar que:
Alternativas
Q2160559 Raciocínio Lógico
A respeito do esporte praticado por quatro amigos, são dadas as seguintes informações:
• André e João não praticam tênis; • Fabrício e Dênis não praticam polo aquático e nem beisebol; • Dênis não pratica futebol; e, • André não pratica polo aquático.
Considerando que os amigos praticam esportes distintos dentre os citados, quem pratica beisebol? 
Alternativas
Q2160558 Matemática
Três primas, Amanda, Bruna e Clarice, marcaram um encontro às 15 horas de determinado dia na praça de alimentação de um shopping. Bruna chegou 10 minutos após o horário marcado e esperou 30 minutos até que Amanda chegasse ao local. Considerando que Amanda chegou 10 minutos após Clarice, o horário de chegada de Clarice é:
Alternativas
Q2160557 Matemática
Em um recipiente, Adriana guarda seus anéis de ouro e de prata. Retirando-se, aleatoriamente, um anel desse recipiente, a probabilidade dele ser um anel de ouro é 0,4. Adicionalmente, sabe-se que o número de anéis de prata supera o número de anéis de ouro em 6 unidades. Dessa forma, quantos anéis há no recipiente de Adriana?
Alternativas
Q2160556 Matemática
Para divulgar os avanços obtidos por um grupo de pesquisa, o departamento de saúde coletiva de uma universidade decidiu organizar um congresso acadêmico durante os dias 21 a 30 de março deste ano. No processo de inscrição, 16 comunicações orais foram submetidas para o congresso. Considerando que em cada dia do congresso terá a apresentação de apenas uma comunicação oral, sem repetição, então o número de maneiras distintas que as comunicações orais podem ser organizadas entre os dias do congresso é:
Alternativas
Q2160555 Raciocínio Lógico
Em uma turma com 50 alunos do ensino médio, sabe-se que:
• Todos os alunos que gostam de matemática também gostam de física; • Nenhum aluno que gosta de português gosta de matemática; • 38 alunos gostam de física; • 19 alunos gostam de português; e, • 10 alunos gostam apenas de física.
Considerando que, nessa turma, os alunos gostam de pelo menos uma das disciplinas citadas, o número de alunos que gostam de matemática é: 
Alternativas
Q2160554 Português
Os idiotas da objetividade

    Sou da imprensa anterior ao copy desk. Tinha treze anos quando me iniciei no jornal, como repórter de polícia. Na redação não havia nada da aridez atual e pelo contrário: — era uma cova de delícias. O sujeito ganhava mal ou simplesmente não ganhava. Para comer, dependia de um vale utópico de cinco ou dez mil-réis. Mas tinha a compensação da glória. Quem redigia um atropelamento julgava-se um estilista. E a própria vaidade o remunerava. Cada qual era um pavão enfático. Escrevia na véspera e no dia seguinte via-se impresso, sem o retoque de uma vírgula. Havia uma volúpia autoral inenarrável. E nenhum estilo era profanado por uma emenda, jamais.
    Durante várias gerações foi assim e sempre assim. De repente, explodiu o copy desk. Houve um impacto medonho. Qualquer um na redação, seja repórter de setor ou editorialista, tem uma sagrada vaidade estilística. E o copy desk não respeitava ninguém. Se lá aparecesse um Proust, seria reescrito do mesmo jeito. Sim, o copy desk instalou-se como a figura demoníaca da redação.
    Falei no demônio e pode parecer que foi o Príncipe das Trevas que criou a nova moda. Não, o abominável Pai da Mentira não é o autor do copy desk. Quem o lançou e promoveu foi Pompeu de Sousa. Era ainda o Diário Carioca, do Senador, do Danton. Não quero ser injusto, mesmo porque o Pompeu é meu amigo. Ele teve um pretexto, digamos assim, histórico, para tentar a inovação.
     Havia na imprensa uma massa de analfabetos. Saíam as coisas mais incríveis. Lembro-me de que alguém, num crime passional, terminou assim a matéria: — “E nem um goivinho ornava a cova dela”. Dirão vocês que esse fecho de ouro é puramente folclórico. Não sei e talvez. Mas saía coisa parecida. E o Pompeu trouxe para cá o que se fazia nos Estados Unidos — o copy desk.
    Começava a nova imprensa. Primeiro, foi só o Diário Carioca; pouco depois, os outros, por imitação, o acompanharam.
    Rapidamente, os nossos jornais foram atacados de uma doença grave: — a objetividade. Daí para o “idiota da objetividade” seria um passo. Certa vez, encontrei-me com o Moacir Werneck de Castro. Gosto muito dele e o saudei com a mais larga e cálida efusão. E o Moacir, com seu perfil de lord Byron, disse para mim, risonhamente: — “Eu sou um idiota da objetividade”.
    Também Roberto Campos, mais tarde, em discurso, diria: — “Eu sou um idiota da objetividade”. Na verdade, tanto Roberto como Moacir são dois líricos. Eis o que eu queria dizer: — o idiota da objetividade inunda as mesas de redação e seu autor foi, mais uma vez, Pompeu de Sousa. Aliás, devo dizer que o copy desk e o idiota da objetividade são gêmeos e um explica o outro.
    E toda a imprensa passou a usar a palavra “objetividade” como um simples brinquedo auditivo. A crônica esportiva via times e jogadores “objetivos”. Equipes e jogadores eram condenados por falta de objetividade. Um exemplo da nova linguagem foi o atentado de Toneleros. Toda a nação tremeu. Era óbvio que o crime trazia, em seu ventre, uma tragédia nacional. Podia ser até a guerra civil. Em menos de 24 horas o Brasil se preparou para matar ou para morrer. E como noticiou o Diário Carioca o acontecimento? Era uma catástrofe. O jornal deu-lhe esse tom de catástrofe? Não e nunca. O Diário Carioca nada concedeu à emoção nem ao espanto. Podia ter posto na manchete, e ao menos na manchete, um ponto de exclamação. Foi de uma casta, exemplar objetividade. Tom estrita e secamente informativo. Tratou o drama histórico como se fosse o atropelamento do Zezinho, ali da esquina.
    Era, repito, a implacável objetividade. E, depois, Getúlio deu um tiro no peito. Ali estava o Brasil, novamente, cara a cara com a guerra civil. E que fez o Diário Carioca? A aragem da tragédia soprou nas suas páginas? Jamais. No princípio do século, mataram o rei e o príncipe herdeiro de Portugal (segundo me diz o luso Álvaro Nascimento, o rei tinha o olho perdidamente azul). Aqui, o nosso Correio da Manhã abria cinco manchetes. Os tipos enormes eram um soco visual. E rezava a quinta manchete: “HORRÍVEL EMOÇÃO!”. Vejam vocês: — “HORRÍVEL EMOÇÃO!”.
    O Diário Carioca não pingou uma lágrima sobre o corpo de Getúlio. Era a monstruosa e alienada objetividade. As duas coisas pareciam não ter nenhuma conexão: — o fato e a sua cobertura.
    Estava um povo inteiro a se desgrenhar, a chorar lágrimas de pedra. E a reportagem, sem entranhas, ignorava a pavorosa emoção popular. Outro exemplo seria ainda o assassinato de Kennedy.
     Na velha imprensa as manchetes choravam com o leitor. A partir do copy desk, sumiu a emoção dos títulos e subtítulos. E que pobre cadáver foi Kennedy na primeira página, por exemplo, do Jornal do Brasil. A manchete humilhava a catástrofe. O mesmo e impessoal tom informativo. Estava lá o cadáver ainda quente. Uma bala arrancara o seu queixo forte, plástico, vital. Nenhum espanto da manchete. Havia um abismo entre o Jornal do Brasil e a tragédia, entre o Jornal do Brasil e a cara mutilada. Pode-se falar na desumanização da manchete.
     O Jornal do Brasil, sob o reinado do copy desk, lembra- -me aquela página célebre de ficção. Era uma lavadeira que se viu, de repente, no meio de uma baderna horrorosa. Tiro e bordoada em quantidade. A lavadeira veio espiar a briga. Lá adiante, numa colina, viu um baixinho olhando por um binóculo. Ali estava Napoleão e ali estava Waterloo. Mas a santa mulher ignorou um e outro; e veio para dentro ensaboar a sua roupa suja. Eis o que eu queria dizer: — a primeira página do Jornal do Brasil tem a mesma alienação da lavadeira diante dos napoleões e das batalhas.
    E o pior é que, pouco a pouco, o copy desk vem fazendo do leitor um outro idiota da objetividade. A aridez de um se transmite ao outro. Eu me pergunto se, um dia, não seremos nós 80 milhões de copy desks? Oitenta milhões de impotentes do sentimento. Ontem, falava eu do pânico de um médico famoso. Segundo o clínico, a juventude está desinteressada do amor ou por outra: — esquece antes de amar, sente tédio antes do desejo. Juventude copy desk, talvez. 
    Dirá alguém que o jovem é capaz de um sentimento forte. Tem vida ideológica, ódio político. Não sei se contei que vi, um dia, um rapaz dizer que dava um tiro no Roberto Campos. Mas o ódio político não é um sentimento, uma paixão, nem mesmo ódio. É uma pura, vil, obtusa palavra de ordem.

(RODRIGUES, Nelson. Os idiotas da objetividade. In: __________. A cabra vadia: novas confissões. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017. p. 30-33.)
Na redação não havia nada da aridez atual e pelo contrário: — era uma cova de delícias.” (1º§) Considerando a sentença em destaque, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q2160549 Português
Os idiotas da objetividade

    Sou da imprensa anterior ao copy desk. Tinha treze anos quando me iniciei no jornal, como repórter de polícia. Na redação não havia nada da aridez atual e pelo contrário: — era uma cova de delícias. O sujeito ganhava mal ou simplesmente não ganhava. Para comer, dependia de um vale utópico de cinco ou dez mil-réis. Mas tinha a compensação da glória. Quem redigia um atropelamento julgava-se um estilista. E a própria vaidade o remunerava. Cada qual era um pavão enfático. Escrevia na véspera e no dia seguinte via-se impresso, sem o retoque de uma vírgula. Havia uma volúpia autoral inenarrável. E nenhum estilo era profanado por uma emenda, jamais.
    Durante várias gerações foi assim e sempre assim. De repente, explodiu o copy desk. Houve um impacto medonho. Qualquer um na redação, seja repórter de setor ou editorialista, tem uma sagrada vaidade estilística. E o copy desk não respeitava ninguém. Se lá aparecesse um Proust, seria reescrito do mesmo jeito. Sim, o copy desk instalou-se como a figura demoníaca da redação.
    Falei no demônio e pode parecer que foi o Príncipe das Trevas que criou a nova moda. Não, o abominável Pai da Mentira não é o autor do copy desk. Quem o lançou e promoveu foi Pompeu de Sousa. Era ainda o Diário Carioca, do Senador, do Danton. Não quero ser injusto, mesmo porque o Pompeu é meu amigo. Ele teve um pretexto, digamos assim, histórico, para tentar a inovação.
     Havia na imprensa uma massa de analfabetos. Saíam as coisas mais incríveis. Lembro-me de que alguém, num crime passional, terminou assim a matéria: — “E nem um goivinho ornava a cova dela”. Dirão vocês que esse fecho de ouro é puramente folclórico. Não sei e talvez. Mas saía coisa parecida. E o Pompeu trouxe para cá o que se fazia nos Estados Unidos — o copy desk.
    Começava a nova imprensa. Primeiro, foi só o Diário Carioca; pouco depois, os outros, por imitação, o acompanharam.
    Rapidamente, os nossos jornais foram atacados de uma doença grave: — a objetividade. Daí para o “idiota da objetividade” seria um passo. Certa vez, encontrei-me com o Moacir Werneck de Castro. Gosto muito dele e o saudei com a mais larga e cálida efusão. E o Moacir, com seu perfil de lord Byron, disse para mim, risonhamente: — “Eu sou um idiota da objetividade”.
    Também Roberto Campos, mais tarde, em discurso, diria: — “Eu sou um idiota da objetividade”. Na verdade, tanto Roberto como Moacir são dois líricos. Eis o que eu queria dizer: — o idiota da objetividade inunda as mesas de redação e seu autor foi, mais uma vez, Pompeu de Sousa. Aliás, devo dizer que o copy desk e o idiota da objetividade são gêmeos e um explica o outro.
    E toda a imprensa passou a usar a palavra “objetividade” como um simples brinquedo auditivo. A crônica esportiva via times e jogadores “objetivos”. Equipes e jogadores eram condenados por falta de objetividade. Um exemplo da nova linguagem foi o atentado de Toneleros. Toda a nação tremeu. Era óbvio que o crime trazia, em seu ventre, uma tragédia nacional. Podia ser até a guerra civil. Em menos de 24 horas o Brasil se preparou para matar ou para morrer. E como noticiou o Diário Carioca o acontecimento? Era uma catástrofe. O jornal deu-lhe esse tom de catástrofe? Não e nunca. O Diário Carioca nada concedeu à emoção nem ao espanto. Podia ter posto na manchete, e ao menos na manchete, um ponto de exclamação. Foi de uma casta, exemplar objetividade. Tom estrita e secamente informativo. Tratou o drama histórico como se fosse o atropelamento do Zezinho, ali da esquina.
    Era, repito, a implacável objetividade. E, depois, Getúlio deu um tiro no peito. Ali estava o Brasil, novamente, cara a cara com a guerra civil. E que fez o Diário Carioca? A aragem da tragédia soprou nas suas páginas? Jamais. No princípio do século, mataram o rei e o príncipe herdeiro de Portugal (segundo me diz o luso Álvaro Nascimento, o rei tinha o olho perdidamente azul). Aqui, o nosso Correio da Manhã abria cinco manchetes. Os tipos enormes eram um soco visual. E rezava a quinta manchete: “HORRÍVEL EMOÇÃO!”. Vejam vocês: — “HORRÍVEL EMOÇÃO!”.
    O Diário Carioca não pingou uma lágrima sobre o corpo de Getúlio. Era a monstruosa e alienada objetividade. As duas coisas pareciam não ter nenhuma conexão: — o fato e a sua cobertura.
    Estava um povo inteiro a se desgrenhar, a chorar lágrimas de pedra. E a reportagem, sem entranhas, ignorava a pavorosa emoção popular. Outro exemplo seria ainda o assassinato de Kennedy.
     Na velha imprensa as manchetes choravam com o leitor. A partir do copy desk, sumiu a emoção dos títulos e subtítulos. E que pobre cadáver foi Kennedy na primeira página, por exemplo, do Jornal do Brasil. A manchete humilhava a catástrofe. O mesmo e impessoal tom informativo. Estava lá o cadáver ainda quente. Uma bala arrancara o seu queixo forte, plástico, vital. Nenhum espanto da manchete. Havia um abismo entre o Jornal do Brasil e a tragédia, entre o Jornal do Brasil e a cara mutilada. Pode-se falar na desumanização da manchete.
     O Jornal do Brasil, sob o reinado do copy desk, lembra- -me aquela página célebre de ficção. Era uma lavadeira que se viu, de repente, no meio de uma baderna horrorosa. Tiro e bordoada em quantidade. A lavadeira veio espiar a briga. Lá adiante, numa colina, viu um baixinho olhando por um binóculo. Ali estava Napoleão e ali estava Waterloo. Mas a santa mulher ignorou um e outro; e veio para dentro ensaboar a sua roupa suja. Eis o que eu queria dizer: — a primeira página do Jornal do Brasil tem a mesma alienação da lavadeira diante dos napoleões e das batalhas.
    E o pior é que, pouco a pouco, o copy desk vem fazendo do leitor um outro idiota da objetividade. A aridez de um se transmite ao outro. Eu me pergunto se, um dia, não seremos nós 80 milhões de copy desks? Oitenta milhões de impotentes do sentimento. Ontem, falava eu do pânico de um médico famoso. Segundo o clínico, a juventude está desinteressada do amor ou por outra: — esquece antes de amar, sente tédio antes do desejo. Juventude copy desk, talvez. 
    Dirá alguém que o jovem é capaz de um sentimento forte. Tem vida ideológica, ódio político. Não sei se contei que vi, um dia, um rapaz dizer que dava um tiro no Roberto Campos. Mas o ódio político não é um sentimento, uma paixão, nem mesmo ódio. É uma pura, vil, obtusa palavra de ordem.

(RODRIGUES, Nelson. Os idiotas da objetividade. In: __________. A cabra vadia: novas confissões. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017. p. 30-33.)
Assinale a única alternativa na qual a regência verbal NÃO se justifica pelo mesmo motivo que em “Lembro-me de que alguém, num crime passional, [...]” (4º§)
Alternativas
Q2160548 Português
Os idiotas da objetividade

    Sou da imprensa anterior ao copy desk. Tinha treze anos quando me iniciei no jornal, como repórter de polícia. Na redação não havia nada da aridez atual e pelo contrário: — era uma cova de delícias. O sujeito ganhava mal ou simplesmente não ganhava. Para comer, dependia de um vale utópico de cinco ou dez mil-réis. Mas tinha a compensação da glória. Quem redigia um atropelamento julgava-se um estilista. E a própria vaidade o remunerava. Cada qual era um pavão enfático. Escrevia na véspera e no dia seguinte via-se impresso, sem o retoque de uma vírgula. Havia uma volúpia autoral inenarrável. E nenhum estilo era profanado por uma emenda, jamais.
    Durante várias gerações foi assim e sempre assim. De repente, explodiu o copy desk. Houve um impacto medonho. Qualquer um na redação, seja repórter de setor ou editorialista, tem uma sagrada vaidade estilística. E o copy desk não respeitava ninguém. Se lá aparecesse um Proust, seria reescrito do mesmo jeito. Sim, o copy desk instalou-se como a figura demoníaca da redação.
    Falei no demônio e pode parecer que foi o Príncipe das Trevas que criou a nova moda. Não, o abominável Pai da Mentira não é o autor do copy desk. Quem o lançou e promoveu foi Pompeu de Sousa. Era ainda o Diário Carioca, do Senador, do Danton. Não quero ser injusto, mesmo porque o Pompeu é meu amigo. Ele teve um pretexto, digamos assim, histórico, para tentar a inovação.
     Havia na imprensa uma massa de analfabetos. Saíam as coisas mais incríveis. Lembro-me de que alguém, num crime passional, terminou assim a matéria: — “E nem um goivinho ornava a cova dela”. Dirão vocês que esse fecho de ouro é puramente folclórico. Não sei e talvez. Mas saía coisa parecida. E o Pompeu trouxe para cá o que se fazia nos Estados Unidos — o copy desk.
    Começava a nova imprensa. Primeiro, foi só o Diário Carioca; pouco depois, os outros, por imitação, o acompanharam.
    Rapidamente, os nossos jornais foram atacados de uma doença grave: — a objetividade. Daí para o “idiota da objetividade” seria um passo. Certa vez, encontrei-me com o Moacir Werneck de Castro. Gosto muito dele e o saudei com a mais larga e cálida efusão. E o Moacir, com seu perfil de lord Byron, disse para mim, risonhamente: — “Eu sou um idiota da objetividade”.
    Também Roberto Campos, mais tarde, em discurso, diria: — “Eu sou um idiota da objetividade”. Na verdade, tanto Roberto como Moacir são dois líricos. Eis o que eu queria dizer: — o idiota da objetividade inunda as mesas de redação e seu autor foi, mais uma vez, Pompeu de Sousa. Aliás, devo dizer que o copy desk e o idiota da objetividade são gêmeos e um explica o outro.
    E toda a imprensa passou a usar a palavra “objetividade” como um simples brinquedo auditivo. A crônica esportiva via times e jogadores “objetivos”. Equipes e jogadores eram condenados por falta de objetividade. Um exemplo da nova linguagem foi o atentado de Toneleros. Toda a nação tremeu. Era óbvio que o crime trazia, em seu ventre, uma tragédia nacional. Podia ser até a guerra civil. Em menos de 24 horas o Brasil se preparou para matar ou para morrer. E como noticiou o Diário Carioca o acontecimento? Era uma catástrofe. O jornal deu-lhe esse tom de catástrofe? Não e nunca. O Diário Carioca nada concedeu à emoção nem ao espanto. Podia ter posto na manchete, e ao menos na manchete, um ponto de exclamação. Foi de uma casta, exemplar objetividade. Tom estrita e secamente informativo. Tratou o drama histórico como se fosse o atropelamento do Zezinho, ali da esquina.
    Era, repito, a implacável objetividade. E, depois, Getúlio deu um tiro no peito. Ali estava o Brasil, novamente, cara a cara com a guerra civil. E que fez o Diário Carioca? A aragem da tragédia soprou nas suas páginas? Jamais. No princípio do século, mataram o rei e o príncipe herdeiro de Portugal (segundo me diz o luso Álvaro Nascimento, o rei tinha o olho perdidamente azul). Aqui, o nosso Correio da Manhã abria cinco manchetes. Os tipos enormes eram um soco visual. E rezava a quinta manchete: “HORRÍVEL EMOÇÃO!”. Vejam vocês: — “HORRÍVEL EMOÇÃO!”.
    O Diário Carioca não pingou uma lágrima sobre o corpo de Getúlio. Era a monstruosa e alienada objetividade. As duas coisas pareciam não ter nenhuma conexão: — o fato e a sua cobertura.
    Estava um povo inteiro a se desgrenhar, a chorar lágrimas de pedra. E a reportagem, sem entranhas, ignorava a pavorosa emoção popular. Outro exemplo seria ainda o assassinato de Kennedy.
     Na velha imprensa as manchetes choravam com o leitor. A partir do copy desk, sumiu a emoção dos títulos e subtítulos. E que pobre cadáver foi Kennedy na primeira página, por exemplo, do Jornal do Brasil. A manchete humilhava a catástrofe. O mesmo e impessoal tom informativo. Estava lá o cadáver ainda quente. Uma bala arrancara o seu queixo forte, plástico, vital. Nenhum espanto da manchete. Havia um abismo entre o Jornal do Brasil e a tragédia, entre o Jornal do Brasil e a cara mutilada. Pode-se falar na desumanização da manchete.
     O Jornal do Brasil, sob o reinado do copy desk, lembra- -me aquela página célebre de ficção. Era uma lavadeira que se viu, de repente, no meio de uma baderna horrorosa. Tiro e bordoada em quantidade. A lavadeira veio espiar a briga. Lá adiante, numa colina, viu um baixinho olhando por um binóculo. Ali estava Napoleão e ali estava Waterloo. Mas a santa mulher ignorou um e outro; e veio para dentro ensaboar a sua roupa suja. Eis o que eu queria dizer: — a primeira página do Jornal do Brasil tem a mesma alienação da lavadeira diante dos napoleões e das batalhas.
    E o pior é que, pouco a pouco, o copy desk vem fazendo do leitor um outro idiota da objetividade. A aridez de um se transmite ao outro. Eu me pergunto se, um dia, não seremos nós 80 milhões de copy desks? Oitenta milhões de impotentes do sentimento. Ontem, falava eu do pânico de um médico famoso. Segundo o clínico, a juventude está desinteressada do amor ou por outra: — esquece antes de amar, sente tédio antes do desejo. Juventude copy desk, talvez. 
    Dirá alguém que o jovem é capaz de um sentimento forte. Tem vida ideológica, ódio político. Não sei se contei que vi, um dia, um rapaz dizer que dava um tiro no Roberto Campos. Mas o ódio político não é um sentimento, uma paixão, nem mesmo ódio. É uma pura, vil, obtusa palavra de ordem.

(RODRIGUES, Nelson. Os idiotas da objetividade. In: __________. A cabra vadia: novas confissões. 3. ed. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2017. p. 30-33.)
Assinale a afirmativa na qual o autor utiliza a mesma figura de pensamento que em “E a própria vaidade o remunerava.” (1º§)
Alternativas
Respostas
6961: D
6962: A
6963: D
6964: D
6965: D
6966: C
6967: C
6968: A
6969: D
6970: C
6971: B
6972: D
6973: C
6974: D
6975: C
6976: C
6977: D
6978: B
6979: B
6980: B