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Uma escola centrada na aprendizagem requer que os professores tenham como meta a aprendizagem de todos os alunos, mesmo diante das dificuldades individuais. Para tanto, a escola precisa organizar ações pedagógicas inclusivas.
Nesse sentido, podemos afirmar que
Seguindo o pensamento de Antonio Nóvoa, que defende ser o principal objetivo de um educador a “aprendizagem do aluno”, devemos pensar em ser essa a principal prioridade no trabalho dentro das escolas.
De acordo com o pensamento de Nóvoa, assinale a alternativa correta.
O setor de inovação e o de vendas de uma empresa contam, respectivamente, com 15 e 9 funcionários. Com idades menores do que 30 anos, o setor de inovação possui 8 funcionários e o de vendas possui 5.
Para compor a comissão de planejamento estratégico dessa empresa, a diretoria convocará 2 funcionários de cada um desses setores e a escolha será por meio de um sorteio.
A probabilidade de que os 4 sorteados tenham menos do que 30 anos é um valor entre
Leia o texto a seguir para responder à questão:
Jean Cocteau aconselhava aos jovens escritores que fizessem a seguinte invocação: livrai-me, Senhor, de escrever o livro esperado.
Na verdade, o livro esperado é uma tentação muito veemente. Há um estilo esperado, há um ritmo esperado, há imagens esperadas, adjetivos esperados. Há sobretudo ideias, sentimentos e emoções ansiosamente esperados. Em resumo, quer nos círculos em que os best-sellers triunfam, quer nas rodas intelectuais mais requintadas, há, em cada época, um conjunto de necessidades ideais ou estilísticas que configuram as obras antes que elas sejam escritas. Escrevê-las, o que é um certo modo plagiá-las, é tornar-se imediatamente um contemporâneo. O contemporâneo não precisa entregar-se ao hábito de pensar: tudo está pensado para ele. Não precisa encontrar a sua forma, o seu estilo: ambos estão feitos. O contemporâneo, entretanto, é um ser de excepcional habilidade: tem um invejável faro, um instinto apurado. Ele equaciona o seu problema pessoal nos seguintes termos: produzir a obra que não seja uma cópia de outra qualquer, mas que obtenha resultados idênticos àqueles conseguidos por este ou aquele livro já consagrado manifestamente.
Outra questão se coloca diante do contemporâneo: para acertar mais de cheio no alvo, ele deve distinguir o seu público. E ele o escolhe entre a meia dúzia de grupos que reconhece, separadamente, a meia dúzia de escritores mais expressivos ou mais aclamados. Em outras palavras, o contemporâneo visa penetrar clandestinamente numa freguesia alheia, obtendo para si um pouco dos aplausos que um escritor mais antigo monopoliza totalmente. Sendo esperto, ele consegue imediatamente atrair a simpatia de um grupo, um grupo inexoravelmente convicto de suas ideias morais, estéticas e políticas.
(Paulo Mendes Campos, “Os contemporâneos”, 27.10.1946. Disponível em: https://cronicabrasileira.org.br. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão:
“Passou em Engenharia na Federal. Está com a vida feita.” “Coitado, entrou numa faculdade caça-níqueis. Vai enriquecer um ‘tubarão do ensino’ e vai se dar mal.”
Essas frases são fictícias, mas representam percepções entranhadas no nosso imaginário. A primeira descreve o caminho incensado e vitorioso de um jovem bem-nascido. A segunda refere-se aos milhões de criaturas, bem mais modestas, que precisam trabalhar para pagar uma faculdade noturna de duvidosa reputação. Dinheiro perdido, pois ficarão infelizes, subempregados ou desempregados.
Sobre sua infelicidade não me arrisco a especular. Porém, sucesso ou fracasso profissional se mede. E temos os números. A partir dos anos 60, alastra-se uma sequência de estudos tentando medir os rendimentos daqueles que cursaram este ou aquele nível de educação. Pelo mundo afora, ficou claro: quem tem mais escolaridade ganha mais. Aplicando aos gastos com educação o mesmo que se faz com capital físico, podemos calcular as taxas de retorno. Demonstrou-se que são maiores do que aquelas de investimentos em negócios. E, a despeito do rápido crescimento do ensino superior, esse diploma continua sendo um excelente investimento.
Tais resultados progressivamente se tornaram conhecidos. Porém, como nosso modelo de universidade pública é extravagante e caro, não houve e não haverá recursos para ser replicado. Daí a expansão fenomenal da rede privada, matriculando hoje 80% dos alunos.
Salário futuro tem algo de loteria, um diploma nunca produz 100% de vencedores. Sorte e geografia contam, bem como outros fatores. De fato, fracassam até mesmo alguns dos mais brilhantes graduados das mais celebradas universidades. Não obstante, mostram os números, quem passou quatro anos numa faculdade, mesmo que não seja das melhores, tem uma probabilidade elevada de sucesso.
Portanto, está equivocado quem proclama ser má ideia entrar numa faculdade, ainda que seja fraca. Na loteria do destino, as cartas estão marcadas, favorecendo quem decidiu passar mais tempo estudando, não importa onde.
Tenho sérias críticas quanto ao que se ensina e como se ensina na maioria dessas faculdades. Sobretudo porque há desencontro com o perfil dos seus alunos. Sem custar mais, poderiam ser muito melhores. Ainda assim, estão oferecendo um poderoso canal de mobilidade ascendente. São muitos os vitoriosos e poucos os fracassados.
(Claudio de Moura Castro, “Coitado, entrou numa faculdade ruim”,
03.08.2025. Disponível em: www.estadao.com.br. Adaptado
Leia o texto a seguir para responder à questão:
“Passou em Engenharia na Federal. Está com a vida feita.” “Coitado, entrou numa faculdade caça-níqueis. Vai enriquecer um ‘tubarão do ensino’ e vai se dar mal.”
Essas frases são fictícias, mas representam percepções entranhadas no nosso imaginário. A primeira descreve o caminho incensado e vitorioso de um jovem bem-nascido. A segunda refere-se aos milhões de criaturas, bem mais modestas, que precisam trabalhar para pagar uma faculdade noturna de duvidosa reputação. Dinheiro perdido, pois ficarão infelizes, subempregados ou desempregados.
Sobre sua infelicidade não me arrisco a especular. Porém, sucesso ou fracasso profissional se mede. E temos os números. A partir dos anos 60, alastra-se uma sequência de estudos tentando medir os rendimentos daqueles que cursaram este ou aquele nível de educação. Pelo mundo afora, ficou claro: quem tem mais escolaridade ganha mais. Aplicando aos gastos com educação o mesmo que se faz com capital físico, podemos calcular as taxas de retorno. Demonstrou-se que são maiores do que aquelas de investimentos em negócios. E, a despeito do rápido crescimento do ensino superior, esse diploma continua sendo um excelente investimento.
Tais resultados progressivamente se tornaram conhecidos. Porém, como nosso modelo de universidade pública é extravagante e caro, não houve e não haverá recursos para ser replicado. Daí a expansão fenomenal da rede privada, matriculando hoje 80% dos alunos.
Salário futuro tem algo de loteria, um diploma nunca produz 100% de vencedores. Sorte e geografia contam, bem como outros fatores. De fato, fracassam até mesmo alguns dos mais brilhantes graduados das mais celebradas universidades. Não obstante, mostram os números, quem passou quatro anos numa faculdade, mesmo que não seja das melhores, tem uma probabilidade elevada de sucesso.
Portanto, está equivocado quem proclama ser má ideia entrar numa faculdade, ainda que seja fraca. Na loteria do destino, as cartas estão marcadas, favorecendo quem decidiu passar mais tempo estudando, não importa onde.
Tenho sérias críticas quanto ao que se ensina e como se ensina na maioria dessas faculdades. Sobretudo porque há desencontro com o perfil dos seus alunos. Sem custar mais, poderiam ser muito melhores. Ainda assim, estão oferecendo um poderoso canal de mobilidade ascendente. São muitos os vitoriosos e poucos os fracassados.
(Claudio de Moura Castro, “Coitado, entrou numa faculdade ruim”,
03.08.2025. Disponível em: www.estadao.com.br. Adaptado
Fonte: PAÍN, S. Diagnóstico e tratamento dos problemas de aprendizagem. Porto Alegre: Artes Médicas, 1986. A partir do contexto descrito, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I- A compreensão da linguagem, da comunicação, do discurso cultural estabelecido pela família pode oferecer dados que favorecerão a compreensão do significado do não aprender nesta instituição.
PORQUE
II- A comunicação entre pais e filhos no atendimento psicopedagógico clínico, entendido como um sistema flexível, possibilita intervenções que ressignifiquem o sintoma de problemas de aprendizagem, como relações de aprendizagem humanas e plurais.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
Considerando este contexto, analise as afirmativas a seguir:
I- O psicopedagogo deve analisar a tarefa, a estrutura grupal e o contexto em que se relacionam tarefa e grupo, pois constituem uma equação da qual surgem fantasias inconscientes, que seguem o modelo primário do desenvolvimento do grupo interno.
II- O psicopedagogo deve conduzir o grupo com foco no cumprimento da tarefa explícita, deixando de considerar e intervir nas resistências, nos estereótipos e nas ansiedades que emergem como tarefa implícita no processo grupal.
III- O psicopedagogo, ao conduzir o grupo operativo, utiliza os indicadores do processo grupal para intervir, elaborar obstáculos e favorecer o avanço coletivo na tarefa proposta.
IV- O psicopedagogo, ao conduzir o processo grupal pela lógica da espiral dialética, atua como mediador que favorece a elaboração das tensões e a ressignificação de cada retrocesso em oportunidade de construção de novas formas de cooperação e comunicação.
V- O psicopedagogo deve contribuir com o grupo, estimulando mecanismos de dissociação, com a finalidade de defender a ambivalência e a postergação.
É CORRETO o que se afirma em:
A partir do contexto descrito, avalie as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I- A acessibilidade refere-se a condições concretas, tecnológicas, arquitetônicas e comunicacionais que permitem o uso seguro e autônomo dos ambientes, dispositivos e serviços, indo além do simples ingresso e possibilitando efetiva participação.
PORQUE
II- O acesso, no campo educacional, corresponde à democratização da participação, assegurando que todas as pessoas tenham o direito de ingressar e permanecer em instituições e espaços de aprendizagem, como princípio de universalização de direitos.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
Fonte: ORRÚ, Sílvia Ester. A inclusão menor: um ensaio inspirado na Obra “Kafka”, de Deleuze e Guattari. Educação em Foco, v. 19, n. 28, p. 47-73, 2016 (adaptado).
Com base neste contexto, analise as afirmativas a seguir sobre a atuação psicopedagógica fundamentada no conceito de “inclusão menor”:
I- Práticas de formação continuada devem promover a escuta sensível e inventiva, capaz de acolher os modos de ser e de aprender.
II- Sem o laudo médico não há como desenvolver ações inclusivas junto às crianças com suspeita de autismo.
III- O planejamento intencional das interações, o acolhimento das manifestações emocionais e comunicativas não convencionais possibilitam espaços de diálogo entre escola e famílias.
IV- Fabiana, por ser a única que leu o texto sobre “inclusão menor” deve ser a responsável por planejar e conduzir professoras e professores nas práticas de ensino voltadas aos estudantes com deficiência.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Marque a alternativa CORRETA que corresponde a essa descrição.
LUDICIDADE NA INTERVENÇÃO PSICOPEDAGÓGICA
No canto da sala floresce a canção,
entre jogos e cores nasce a atenção.
O lúdico guia, desperta a vontade,
abrindo caminhos para a liberdade.
No riso que brota, a mente se abre,
o saber se encontra, a dúvida se apaga.
E o psicopedagogo, em gesto sutil,
faz da brincadeira um aprender gentil.
(Autor desconhecido)
A partir deste contexto, analise as asserções a seguir e a relação proposta entre elas.
I- A vivência lúdica permite a representação da realidade recriada metaforicamente, ao mesmo tempo possui função significante e transcende as necessidades imediatas da vida.
PORQUE
II- Os jogos e brinquedos possibilitam situações desafiadoras em que as crianças ultrapassam sentimentos e fatos, combinando-os entre si e os reelaborando criativamente, de acordo com suas feições, suas necessidades, seus desejos e suas paixões.
A respeito dessas asserções, é CORRETO afirmar que:
Eixos de análise do Diagnóstico Psicopedagógico.

Fonte: Baseado em WEISS, M. L. L. Psicopedagogia Clínica – uma visão diagnóstica dos problemas de aprendizagem escolar. 13ª ed. Rio de Janeiro: Lamparina, 2008.
Considerando os dois eixos de análise representados na Figura e a sequência diagnóstica psicopedagógica da Epistemologia Convergente, é CORRETO o que se afirma em:
Multidimensionalidade do Fracasso Escolar.

Fonte: Adaptado de Weiss (2008).
Reflita sobre a imagem e analise as afirmações a seguir sobre a atuação psicopedagógica institucional preventiva no contexto escolar frente ao fracasso escolar:
I- Na perspectiva da escola, o psicopedagogo deve promover projetos multidisciplinares com os professores da escola e demais profissionais da equipe pedagógica.
II- O psicopedagogo deve avaliar o aparecimento de formações reativas aos objetos de aprendizagem decorrentes de fatores institucionais: estruturação de turmas, metodologias de ensino.
III- O trabalho do psicopedagogo frente ao fracasso escolar deve concentrar-se nas dificuldades individuais do estudante, uma vez que fatores externos, como a organização escolar e as condições sociais, têm impacto secundário no processo de aprendizagem.
IV- O psicopedagogo deve promover ações de sensibilização com as famílias e encontros formativos para orientar pais e responsáveis sobre como apoiar a aprendizagem em casa, combatendo preconceitos e estigmas.
V- Na perspectiva da escola, cabe ao psicopedagogo avaliar individualmente as estruturas cognitivas por meio de testes neurológicos.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Observe os casos a seguir:
CASO 1: Uma menina de 2 anos e meio, toda vez que ouvia o barulho de um copo quebrando, olhava consternada para as suas mãos e punha-se em situação de defesa. Sua reação dava a impressão de que se achava culpada pela quebra do copo, o que de fato, havia ocorrido uma vez. Ou seja, bastava que se repetisse uma situação semelhante para que novamente se sentisse culpada.
CASO 2: Um menino com pouco menos de 3 anos era caçula de uma família, até que a sua mãe tem outro filho. Nos dias após o nascimento da irmãzinha , chamada Elisa, ele muda visivelmente sua forma de agir: comporta-se como se fosse a irmã mais velha, referindo-se a si próprio pelo nome de Elisa e dando a sua irmãzinha outro nome. O garoto, ao ver alterado o lugar que ocupava na família, assume uma nova personalidade.
CASO 3: Uma menina de 2 anos e 9 meses pergunta à mãe, após ouvi-la cantar tal como fazia a governanta, se ela é a governanta: “Você é a Elsa?”
Fonte: GALVÃO, I. Henri Wallon: uma concepção dialética do desenvolvimento infantil. Vozes, 1999.
Sobre o desenvolvimento da afetividade na construção do eu psíquico, considerando que as crianças se encontram em estado de sociabilidade sincrética, analise as afirmativas a seguir:
I- O CASO 1 é um exemplo de personalidade dispersa, em que sentimentos isolados ligados a ela, como o de culpa, aparecem atrelados à situação exterior.
II- Nos três CASOS a consciência de si está inacabada e a personalidade apresenta-se como noção sem contornos definidos.
III- Nos três CASOS a construção do eu corporal é condição para a construção do eu psíquico.
IV- No CASO 2, a noção de si próprio tem autonomia quanto à posição que ocupa na família e à constituição de sua identidade pessoal.
V- No CASO 3, a menina vê de forma assincrética a personalidade da mãe e da governanta. É CORRETO o que se afirma em: