Questões de Concurso Para psicopedagogo

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Q3691715 Português
Quem sabe Deus está ouvindo


          Outro dia eu estava distraído, chupando um caju na varanda, e fiquei com a castanha na mão, sem saber onde botar. Perto de mim havia um vaso de antúrio; pus a castanha ali, calcandoa um pouco para entrar na terra, sem sequer me dar conta do que fazia.

           Na semana seguinte a empregada me chamou a atenção: a castanha estava brotando. Alguma coisa verde saía da terra, em forma de concha. Dois ou três dias depois acordei cedo, e vi que durante a noite aquela coisa verde lançara para o ar um caule com pequenas folhas. É impressionante a rapidez com que essa plantinha cresce e vai abrindo folhas novas. Notei que a empregada regava com especial carinho a planta, e caçoei dela:

           — Você vai criar um cajueiro aí?

           Embaraçada, ela confessou: tinha de arrancar a mudinha, naturalmente; mas estava com pena.

          — Mas é melhor arrancar logo, não é? Fiquei em silêncio. Seria exagero dizer: silêncio criminoso — mas confesso que havia nele um certo remorso. Um silêncio covarde. Não tenho terra onde plantar um cajueiro, e seria uma tolice permitir que ele crescesse ali mais alguns centímetros, sem nenhum futuro. Eu fora o culpado, com meu gesto leviano de enterrar a castanha, mas isto a empregada não sabe: ela pensa que tudo foi obra do acaso. Arrancar a plantinha com a minha mão — disso eu não seria capaz; nem mesmo dar ordem para que ela o fizesse. Se ela o fizer, darei de ombros e não pensarei mais no caso; mas que o faça com sua mão, por sua iniciativa. Para a castanha e sua linda plantinha seremos dois deuses contrários, mas igualmente ignaros: eu, o deus da Vida; ela, o da Morte.

           Hoje pela manhã ela começou a me dizer alguma coisa — “seu Rubem, o cajueiro…” — mas o telefone tocou, fui atender, e a frase não se completou. Agora mesmo ela voltou da feira; trouxe um pequeno vaso com terra e transplantou para ele a mudinha. Veio me mostrar: 

         — Eu comprei um vaso.
       
         — Ahn...
         
          Depois de um silêncio, eu disse:
 
         — Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa... Ela olhou a plantinha e disse com convicção: — Esse aqui não vai morrer, não senhor.

          Eu devia lhe perguntar o que ela vai fazer com aquilo, daqui a uma, duas semanas. Ela espera, talvez, que eu o leve para o quintal de algum amigo; ela mesma não tem onde plantá-lo. Senti que ela tivera medo de que eu a censurasse pela compra do vaso e ficara aliviada com minha indiferença. Antes de me sentar para escrever, eu disse, sorrindo, uma frase profética, dita apenas por dizer:

         — Ainda vou chupar muito caju desse cajueiro!

          Ela riu muito, depois ficou séria, levou o vaso para a varanda, e, ao passar por mim na sala, disse baixo, com certa gravidade:

          — É capaz mesmo, seu Rubem; quem sabe Deus está ouvindo o que o senhor está dizendo...

        Mas eu acho, sem falsa modéstia, que Deus deve andar muito ocupado com as bombas de hidrogênio e outros assuntos maiores.



BRAGA, R. Ai de ti, Copacabana! Rio de Janeiro, 1960. Disponível em < https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12044/quemsabe-deus-esta-ouvindo>. 
A palavra que tem exatamente o mesmo número de sílabas que “embaraçada”, que ocorre no texto, é: 
Alternativas
Q3691714 Português
Quem sabe Deus está ouvindo


          Outro dia eu estava distraído, chupando um caju na varanda, e fiquei com a castanha na mão, sem saber onde botar. Perto de mim havia um vaso de antúrio; pus a castanha ali, calcandoa um pouco para entrar na terra, sem sequer me dar conta do que fazia.

           Na semana seguinte a empregada me chamou a atenção: a castanha estava brotando. Alguma coisa verde saía da terra, em forma de concha. Dois ou três dias depois acordei cedo, e vi que durante a noite aquela coisa verde lançara para o ar um caule com pequenas folhas. É impressionante a rapidez com que essa plantinha cresce e vai abrindo folhas novas. Notei que a empregada regava com especial carinho a planta, e caçoei dela:

           — Você vai criar um cajueiro aí?

           Embaraçada, ela confessou: tinha de arrancar a mudinha, naturalmente; mas estava com pena.

          — Mas é melhor arrancar logo, não é? Fiquei em silêncio. Seria exagero dizer: silêncio criminoso — mas confesso que havia nele um certo remorso. Um silêncio covarde. Não tenho terra onde plantar um cajueiro, e seria uma tolice permitir que ele crescesse ali mais alguns centímetros, sem nenhum futuro. Eu fora o culpado, com meu gesto leviano de enterrar a castanha, mas isto a empregada não sabe: ela pensa que tudo foi obra do acaso. Arrancar a plantinha com a minha mão — disso eu não seria capaz; nem mesmo dar ordem para que ela o fizesse. Se ela o fizer, darei de ombros e não pensarei mais no caso; mas que o faça com sua mão, por sua iniciativa. Para a castanha e sua linda plantinha seremos dois deuses contrários, mas igualmente ignaros: eu, o deus da Vida; ela, o da Morte.

           Hoje pela manhã ela começou a me dizer alguma coisa — “seu Rubem, o cajueiro…” — mas o telefone tocou, fui atender, e a frase não se completou. Agora mesmo ela voltou da feira; trouxe um pequeno vaso com terra e transplantou para ele a mudinha. Veio me mostrar: 

         — Eu comprei um vaso.
       
         — Ahn...
         
          Depois de um silêncio, eu disse:
 
         — Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa... Ela olhou a plantinha e disse com convicção: — Esse aqui não vai morrer, não senhor.

          Eu devia lhe perguntar o que ela vai fazer com aquilo, daqui a uma, duas semanas. Ela espera, talvez, que eu o leve para o quintal de algum amigo; ela mesma não tem onde plantá-lo. Senti que ela tivera medo de que eu a censurasse pela compra do vaso e ficara aliviada com minha indiferença. Antes de me sentar para escrever, eu disse, sorrindo, uma frase profética, dita apenas por dizer:

         — Ainda vou chupar muito caju desse cajueiro!

          Ela riu muito, depois ficou séria, levou o vaso para a varanda, e, ao passar por mim na sala, disse baixo, com certa gravidade:

          — É capaz mesmo, seu Rubem; quem sabe Deus está ouvindo o que o senhor está dizendo...

        Mas eu acho, sem falsa modéstia, que Deus deve andar muito ocupado com as bombas de hidrogênio e outros assuntos maiores.



BRAGA, R. Ai de ti, Copacabana! Rio de Janeiro, 1960. Disponível em < https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12044/quemsabe-deus-esta-ouvindo>. 
O verbo em “— Eu comprei um vaso.” está conjugado:
Alternativas
Q3691713 Português
Quem sabe Deus está ouvindo


          Outro dia eu estava distraído, chupando um caju na varanda, e fiquei com a castanha na mão, sem saber onde botar. Perto de mim havia um vaso de antúrio; pus a castanha ali, calcandoa um pouco para entrar na terra, sem sequer me dar conta do que fazia.

           Na semana seguinte a empregada me chamou a atenção: a castanha estava brotando. Alguma coisa verde saía da terra, em forma de concha. Dois ou três dias depois acordei cedo, e vi que durante a noite aquela coisa verde lançara para o ar um caule com pequenas folhas. É impressionante a rapidez com que essa plantinha cresce e vai abrindo folhas novas. Notei que a empregada regava com especial carinho a planta, e caçoei dela:

           — Você vai criar um cajueiro aí?

           Embaraçada, ela confessou: tinha de arrancar a mudinha, naturalmente; mas estava com pena.

          — Mas é melhor arrancar logo, não é? Fiquei em silêncio. Seria exagero dizer: silêncio criminoso — mas confesso que havia nele um certo remorso. Um silêncio covarde. Não tenho terra onde plantar um cajueiro, e seria uma tolice permitir que ele crescesse ali mais alguns centímetros, sem nenhum futuro. Eu fora o culpado, com meu gesto leviano de enterrar a castanha, mas isto a empregada não sabe: ela pensa que tudo foi obra do acaso. Arrancar a plantinha com a minha mão — disso eu não seria capaz; nem mesmo dar ordem para que ela o fizesse. Se ela o fizer, darei de ombros e não pensarei mais no caso; mas que o faça com sua mão, por sua iniciativa. Para a castanha e sua linda plantinha seremos dois deuses contrários, mas igualmente ignaros: eu, o deus da Vida; ela, o da Morte.

           Hoje pela manhã ela começou a me dizer alguma coisa — “seu Rubem, o cajueiro…” — mas o telefone tocou, fui atender, e a frase não se completou. Agora mesmo ela voltou da feira; trouxe um pequeno vaso com terra e transplantou para ele a mudinha. Veio me mostrar: 

         — Eu comprei um vaso.
       
         — Ahn...
         
          Depois de um silêncio, eu disse:
 
         — Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa... Ela olhou a plantinha e disse com convicção: — Esse aqui não vai morrer, não senhor.

          Eu devia lhe perguntar o que ela vai fazer com aquilo, daqui a uma, duas semanas. Ela espera, talvez, que eu o leve para o quintal de algum amigo; ela mesma não tem onde plantá-lo. Senti que ela tivera medo de que eu a censurasse pela compra do vaso e ficara aliviada com minha indiferença. Antes de me sentar para escrever, eu disse, sorrindo, uma frase profética, dita apenas por dizer:

         — Ainda vou chupar muito caju desse cajueiro!

          Ela riu muito, depois ficou séria, levou o vaso para a varanda, e, ao passar por mim na sala, disse baixo, com certa gravidade:

          — É capaz mesmo, seu Rubem; quem sabe Deus está ouvindo o que o senhor está dizendo...

        Mas eu acho, sem falsa modéstia, que Deus deve andar muito ocupado com as bombas de hidrogênio e outros assuntos maiores.



BRAGA, R. Ai de ti, Copacabana! Rio de Janeiro, 1960. Disponível em < https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12044/quemsabe-deus-esta-ouvindo>. 
Os vocábulos “sem” e “sequer”, que ocorrem no trecho “[...] sem sequer me dar conta do que fazia.”, pertencem, respectivamente, às classes gramaticais:
Alternativas
Q3691712 Português
Quem sabe Deus está ouvindo


          Outro dia eu estava distraído, chupando um caju na varanda, e fiquei com a castanha na mão, sem saber onde botar. Perto de mim havia um vaso de antúrio; pus a castanha ali, calcandoa um pouco para entrar na terra, sem sequer me dar conta do que fazia.

           Na semana seguinte a empregada me chamou a atenção: a castanha estava brotando. Alguma coisa verde saía da terra, em forma de concha. Dois ou três dias depois acordei cedo, e vi que durante a noite aquela coisa verde lançara para o ar um caule com pequenas folhas. É impressionante a rapidez com que essa plantinha cresce e vai abrindo folhas novas. Notei que a empregada regava com especial carinho a planta, e caçoei dela:

           — Você vai criar um cajueiro aí?

           Embaraçada, ela confessou: tinha de arrancar a mudinha, naturalmente; mas estava com pena.

          — Mas é melhor arrancar logo, não é? Fiquei em silêncio. Seria exagero dizer: silêncio criminoso — mas confesso que havia nele um certo remorso. Um silêncio covarde. Não tenho terra onde plantar um cajueiro, e seria uma tolice permitir que ele crescesse ali mais alguns centímetros, sem nenhum futuro. Eu fora o culpado, com meu gesto leviano de enterrar a castanha, mas isto a empregada não sabe: ela pensa que tudo foi obra do acaso. Arrancar a plantinha com a minha mão — disso eu não seria capaz; nem mesmo dar ordem para que ela o fizesse. Se ela o fizer, darei de ombros e não pensarei mais no caso; mas que o faça com sua mão, por sua iniciativa. Para a castanha e sua linda plantinha seremos dois deuses contrários, mas igualmente ignaros: eu, o deus da Vida; ela, o da Morte.

           Hoje pela manhã ela começou a me dizer alguma coisa — “seu Rubem, o cajueiro…” — mas o telefone tocou, fui atender, e a frase não se completou. Agora mesmo ela voltou da feira; trouxe um pequeno vaso com terra e transplantou para ele a mudinha. Veio me mostrar: 

         — Eu comprei um vaso.
       
         — Ahn...
         
          Depois de um silêncio, eu disse:
 
         — Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa... Ela olhou a plantinha e disse com convicção: — Esse aqui não vai morrer, não senhor.

          Eu devia lhe perguntar o que ela vai fazer com aquilo, daqui a uma, duas semanas. Ela espera, talvez, que eu o leve para o quintal de algum amigo; ela mesma não tem onde plantá-lo. Senti que ela tivera medo de que eu a censurasse pela compra do vaso e ficara aliviada com minha indiferença. Antes de me sentar para escrever, eu disse, sorrindo, uma frase profética, dita apenas por dizer:

         — Ainda vou chupar muito caju desse cajueiro!

          Ela riu muito, depois ficou séria, levou o vaso para a varanda, e, ao passar por mim na sala, disse baixo, com certa gravidade:

          — É capaz mesmo, seu Rubem; quem sabe Deus está ouvindo o que o senhor está dizendo...

        Mas eu acho, sem falsa modéstia, que Deus deve andar muito ocupado com as bombas de hidrogênio e outros assuntos maiores.



BRAGA, R. Ai de ti, Copacabana! Rio de Janeiro, 1960. Disponível em < https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12044/quemsabe-deus-esta-ouvindo>. 
Identifique o único excerto a seguir em que o vocábulo “o” é empregado como pronome demonstrativo.
Alternativas
Q3691711 Português
Quem sabe Deus está ouvindo


          Outro dia eu estava distraído, chupando um caju na varanda, e fiquei com a castanha na mão, sem saber onde botar. Perto de mim havia um vaso de antúrio; pus a castanha ali, calcandoa um pouco para entrar na terra, sem sequer me dar conta do que fazia.

           Na semana seguinte a empregada me chamou a atenção: a castanha estava brotando. Alguma coisa verde saía da terra, em forma de concha. Dois ou três dias depois acordei cedo, e vi que durante a noite aquela coisa verde lançara para o ar um caule com pequenas folhas. É impressionante a rapidez com que essa plantinha cresce e vai abrindo folhas novas. Notei que a empregada regava com especial carinho a planta, e caçoei dela:

           — Você vai criar um cajueiro aí?

           Embaraçada, ela confessou: tinha de arrancar a mudinha, naturalmente; mas estava com pena.

          — Mas é melhor arrancar logo, não é? Fiquei em silêncio. Seria exagero dizer: silêncio criminoso — mas confesso que havia nele um certo remorso. Um silêncio covarde. Não tenho terra onde plantar um cajueiro, e seria uma tolice permitir que ele crescesse ali mais alguns centímetros, sem nenhum futuro. Eu fora o culpado, com meu gesto leviano de enterrar a castanha, mas isto a empregada não sabe: ela pensa que tudo foi obra do acaso. Arrancar a plantinha com a minha mão — disso eu não seria capaz; nem mesmo dar ordem para que ela o fizesse. Se ela o fizer, darei de ombros e não pensarei mais no caso; mas que o faça com sua mão, por sua iniciativa. Para a castanha e sua linda plantinha seremos dois deuses contrários, mas igualmente ignaros: eu, o deus da Vida; ela, o da Morte.

           Hoje pela manhã ela começou a me dizer alguma coisa — “seu Rubem, o cajueiro…” — mas o telefone tocou, fui atender, e a frase não se completou. Agora mesmo ela voltou da feira; trouxe um pequeno vaso com terra e transplantou para ele a mudinha. Veio me mostrar: 

         — Eu comprei um vaso.
       
         — Ahn...
         
          Depois de um silêncio, eu disse:
 
         — Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa... Ela olhou a plantinha e disse com convicção: — Esse aqui não vai morrer, não senhor.

          Eu devia lhe perguntar o que ela vai fazer com aquilo, daqui a uma, duas semanas. Ela espera, talvez, que eu o leve para o quintal de algum amigo; ela mesma não tem onde plantá-lo. Senti que ela tivera medo de que eu a censurasse pela compra do vaso e ficara aliviada com minha indiferença. Antes de me sentar para escrever, eu disse, sorrindo, uma frase profética, dita apenas por dizer:

         — Ainda vou chupar muito caju desse cajueiro!

          Ela riu muito, depois ficou séria, levou o vaso para a varanda, e, ao passar por mim na sala, disse baixo, com certa gravidade:

          — É capaz mesmo, seu Rubem; quem sabe Deus está ouvindo o que o senhor está dizendo...

        Mas eu acho, sem falsa modéstia, que Deus deve andar muito ocupado com as bombas de hidrogênio e outros assuntos maiores.



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A figura de linguagem presente no trecho “— Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa...” é a de:
Alternativas
Q3691710 Português
Quem sabe Deus está ouvindo


          Outro dia eu estava distraído, chupando um caju na varanda, e fiquei com a castanha na mão, sem saber onde botar. Perto de mim havia um vaso de antúrio; pus a castanha ali, calcandoa um pouco para entrar na terra, sem sequer me dar conta do que fazia.

           Na semana seguinte a empregada me chamou a atenção: a castanha estava brotando. Alguma coisa verde saía da terra, em forma de concha. Dois ou três dias depois acordei cedo, e vi que durante a noite aquela coisa verde lançara para o ar um caule com pequenas folhas. É impressionante a rapidez com que essa plantinha cresce e vai abrindo folhas novas. Notei que a empregada regava com especial carinho a planta, e caçoei dela:

           — Você vai criar um cajueiro aí?

           Embaraçada, ela confessou: tinha de arrancar a mudinha, naturalmente; mas estava com pena.

          — Mas é melhor arrancar logo, não é? Fiquei em silêncio. Seria exagero dizer: silêncio criminoso — mas confesso que havia nele um certo remorso. Um silêncio covarde. Não tenho terra onde plantar um cajueiro, e seria uma tolice permitir que ele crescesse ali mais alguns centímetros, sem nenhum futuro. Eu fora o culpado, com meu gesto leviano de enterrar a castanha, mas isto a empregada não sabe: ela pensa que tudo foi obra do acaso. Arrancar a plantinha com a minha mão — disso eu não seria capaz; nem mesmo dar ordem para que ela o fizesse. Se ela o fizer, darei de ombros e não pensarei mais no caso; mas que o faça com sua mão, por sua iniciativa. Para a castanha e sua linda plantinha seremos dois deuses contrários, mas igualmente ignaros: eu, o deus da Vida; ela, o da Morte.

           Hoje pela manhã ela começou a me dizer alguma coisa — “seu Rubem, o cajueiro…” — mas o telefone tocou, fui atender, e a frase não se completou. Agora mesmo ela voltou da feira; trouxe um pequeno vaso com terra e transplantou para ele a mudinha. Veio me mostrar: 

         — Eu comprei um vaso.
       
         — Ahn...
         
          Depois de um silêncio, eu disse:
 
         — Cajueiro sente muito a mudança, morre à toa... Ela olhou a plantinha e disse com convicção: — Esse aqui não vai morrer, não senhor.

          Eu devia lhe perguntar o que ela vai fazer com aquilo, daqui a uma, duas semanas. Ela espera, talvez, que eu o leve para o quintal de algum amigo; ela mesma não tem onde plantá-lo. Senti que ela tivera medo de que eu a censurasse pela compra do vaso e ficara aliviada com minha indiferença. Antes de me sentar para escrever, eu disse, sorrindo, uma frase profética, dita apenas por dizer:

         — Ainda vou chupar muito caju desse cajueiro!

          Ela riu muito, depois ficou séria, levou o vaso para a varanda, e, ao passar por mim na sala, disse baixo, com certa gravidade:

          — É capaz mesmo, seu Rubem; quem sabe Deus está ouvindo o que o senhor está dizendo...

        Mas eu acho, sem falsa modéstia, que Deus deve andar muito ocupado com as bombas de hidrogênio e outros assuntos maiores.



BRAGA, R. Ai de ti, Copacabana! Rio de Janeiro, 1960. Disponível em < https://cronicabrasileira.org.br/cronicas/12044/quemsabe-deus-esta-ouvindo>. 
Pela última fala da empregada, conclui-se que, para ela:
Alternativas
Q3661704 Pedagogia
Todo diagnóstico psicopedagógico é, em si, uma investigação, é uma pesquisa do que não vai bem como sujeito em relação a uma conduta esperada.
Disponível em: http:// revistas.cesmac.edu.br/psicologia/article/view/1088/835 Acesso em: 20 set 2024.
Sobre a avaliação diagnóstica no contexto institucional escolar é CORRETO afirma que:
Alternativas
Q3661700 Pedagogia
Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE a lacuna da frase abaixo
De acordo com a Política Nacional de Educação Especial na perspectiva da Educação Inclusiva, para atuar na educação especial, o professor deve ter uma formação que possibilite a sua atuação no atendimento educacional especializado, a fim de aprofundar o caráter interativo e interdisciplinar da atuação nas salas comuns do ensino regular, nas salas de recursos, nos centros de atendimento educacional especializado, ________________ , nas classes hospitalares e nos ambientes domiciliares, para a oferta dos serviços e recursos de educação especial.
Alternativas
Q3661698 Pedagogia
O professor que atua no AEE deve estar envolvido em ações que promovam o acolhimento àdiversidade ao longo do processo educativo. Uma das atribuições desse profissional é promover ascondições para a inclusão dos alunos com necessidades educacionais especiais em todas as atividadesda escola. Além dessa, qual alternativa representa uma das atribuições do professor do AEE?
Alternativas
Q3661695 Pedagogia
O Ministério da Educação/Secretaria de Educação Especial apresenta a Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, que visa implementar políticas que assumam o desafio de atender as necessidades educacionais, enfatizando a importância de ambientes heterogêneos que promovam a aprendizagem do todos os alunos, enfrentando a situação da exclusão escolar.
No documento descrito, alunos com deficiência são aqueles que têm impedimento de longo prazo de natureza:
Alternativas
Q3661694 Pedagogia
O Conselho Nacional de Educação, por meio da Resolução CNE/CEB nº 4/2009, estabelece as Diretrizes Operacionais para o Atendimento Educacional Especializado na Educação Básica, definindo no seu Art. 5º que o AEE deve ser realizado, prioritariamente, nas salas de recursos multifuncionais daprópria escola ou em outra de ensino regular.
Considerando (V) verdadeiro e (F) falso, complete as lacunas e assinale a alternativa que apresenta a ordem CORRETA de preenchimento, de cima para baixo.
( ) As salas de recursos multifuncionais são espaços destinados à realização do AEE aos alunos com necessidades educacionais especiais, o qual é sempre substitutivo à escolarização.
( ) Nessas salas os alunos podem ser atendidos individualmente ou em pequenos grupos, sendo que o grupo de estudantes em atendimento será organizado preferencialmente por faixa etária e/ou conforme semelhanças nas necessidades pedagógicas dos mesmos.
( ) As salas de recursos multifuncionais visam assegurar o acesso dos estudantes público-alvo da educação especial no ensino regular em igualdade de condições com os demais estudantes;
( ) O atendimento aos estudantes na sala de recursos multifuncionais deve ocorrer exclusivamente de forma individual.
( ) A organização pedagógica dessas salas são de responsabilidade do professor que atua no AEE eque deve ter formação inicial que o habilite para o exercício da docência e formação específica paraa Educação Especial.
Alternativas
Q3661693 Pedagogia
O atendimento educacional especializado deve ser uma ação dos sistemas de ensino para acolher a diversidade ao longo do processo educativo, constituindo uma parte diversificada do currículo dos alunos com necessidades educacionais especiais.
Disponível: http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/ensaiospedagogicos2006.pdf Acesso em: 12 set 2024
Sobre práticas que podem ser afirmações: exemplos de atividades educacionais especiais, avalie as seguintes afirmações:
I. Ensino do uso de recursos ópticos e não ópticos.
II. Atividades cognitivas que desenvolvam as funções mentais superiores.
III. Sistema Braille; orientação e mobilidade, Soroban, escrita cursiva.
IV. Atendimento psicológico para controle inibitório de crianças com dificuldades emocionais.
V. Revisão dos conteúdos trabalhados na sala de aula regular.
Assinale a alternativa que contém apenas as afirmações CORRETAS.
Alternativas
Q3661692 Pedagogia
A Educação Especial na perspectiva de uma educação inclusiva está associada à ideia de umaeducação para todos e no respeito à peculiaridade de cada indivíduo, com o intuito de possibilitar aintegração e a interação dos educandos no contexto educacional.
Disponível em: EDUCAÇÃO ESPECIAL E INCLUSIVA: UM OLHAR REFLEXIVO DENTRO DE UM CONTEXTO EDUCACIONALEXCLUDENTE (uol.com.br) Acesso em 07 de set 2024.
A Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva diante de desafiospara assegurar a inclusão escolar de alunos com Necessidades Educacionais Especiais, orienta ossistemas de ensino a garantir direitos para esse público.
Marque a alternativa que contém afirmações que descrevem essas garantias:
Alternativas
Q3661691 Pedagogia
No artigo 1º Resolução Nº 4, DE 2 DE OUTUBRO DE 2009, o público-alvo do AEE (Atendimento Educacional Especializado) deve ser matriculado:
Alternativas
Q3661690 Pedagogia
O processo diagnóstico, assim como o tratamento, requer procedimentos específicos que constituem o que chamo de metodologia ou modus operandi […] (Nogueira e Leal, 2011)
Com base na afirmação acima, marque a alternativa CORRETA no que diz respeito ao diagnóstico psicopedagógico:
Alternativas
Q3661689 Pedagogia
Segundo a RESOLUÇÃO Nº 4, DE 2 DE OUTUBRO DE 2009 que Institui Diretrizes Operacionais para oAtendimento Educacional Especializado na Educação Básica, considera-se público-alvo do AEE (Atendimento Educacional Especializado) alunos com deficiência; com transtornos globais dodesenvolvimento e com altas habilidades/superdotação.
Nesse sentido, a resolução considera que alunos com altas habilidades e superdotação são aquelesque demonstram potencial elevado em qualquer uma das seguintes áreas, isoladas ou combinadas: ________________________.
Marque a alternativa CORRETA.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: NUCEPE Órgão: SEDUC-PI Prova: NUCEPE - 2025 - SEDUC-PI - Psicopedagogo |
Q3659614 Psicologia
Sabe-se que a análise do comportamento aplicada (do inglês, Applied Behavior Analysis ou ABA), possui grande suporte científico e tem sido o método de intervenção mais pesquisado e amplamente adotado, sobretudo nos Estados Unidos, para promover a qualidade de vida de pessoas com transtorno do espectro do autismo (TEA). 
Disponível em: http:// Acesso em: 24 set 2024.
Considerando aspectos que caracterizam a Análise do comportamento aplicada (ABA), marque a  alternativa CORRETA
Alternativas
Ano: 2025 Banca: NUCEPE Órgão: SEDUC-PI Prova: NUCEPE - 2025 - SEDUC-PI - Psicopedagogo |
Q3659613 Pedagogia
[…] outro aspecto do trabalho do psicopedagogo é conhecer e saber utilizar métodos e técnicas variadas que auxiliam o autista a desenvolver habilidades e agregar conhecimentos, de acordo com as necessidades de cada indivíduo.
Disponível em: http://pepsic.bvsalud.org/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-84862020000300007 Acesso em 20 de set 2024
Entre as alternativas a seguir, qual delas caracteriza um recurso na prática psicopedagógica que objetiva elencar uma ampla variedade de métodos e técnicas que complementam ou substituem as funções da fala quando essas estão comprometidas ou ausentes? 
Alternativas
Ano: 2025 Banca: NUCEPE Órgão: SEDUC-PI Prova: NUCEPE - 2025 - SEDUC-PI - Psicopedagogo |
Q3659612 Pedagogia
Para que as intervenções psicopedagógicas atinjam seus objetivos em ambientes educacionais inclusivos, é necessário:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: NUCEPE Órgão: SEDUC-PI Prova: NUCEPE - 2025 - SEDUC-PI - Psicopedagogo |
Q3659610 Psicologia
No que diz respeito à intervenção psicopedagógica e à elaboração de instrumentos de intervenção no campo da Psicopedagogia, analise as seguintes afirmações: 
I. Na intervenção, as escolhas das propostas de trabalho e as formas como serão apresentadas, não irão depender das particularidades do sujeito atendido e nem dos recursos que o psicopedagogo dispõe.
II. Um modo de intervenção psicopedagógico que resultou eficaz para um determinado sujeito sempre terá o mesmo efeito terapêutico a outro que foi levado ao tratamento pela mesma queixa.
III. Um modo de intervenção psicopedagógico que resultou eficaz a um determinado sujeito pode não ter nenhum efeito terapêutico a outro que foi levado ao tratamento pela mesma queixa
IV. No que se refere às estratégias de intervenção do trabalho psicopedagógico, o jogo e o brinquedo permitem o estabelecimento de vias de comunicação entre o profissional e a pessoa atendida, podendo intervir no sentido da aprendizagem, rompendo muitas vezes o isolamento.
V. No que se refere às estratégias de intervenção, o jogo como atividade criativa e curativa, constitui se como uma importante ferramenta terapêutica no campo da psicopedagogia. 
Assinale a alternativa que apresenta APENAS as afirmações corretas.
Alternativas
Respostas
1981: D
1982: C
1983: E
1984: B
1985: D
1986: B
1987: D
1988: A
1989: D
1990: C
1991: B
1992: A
1993: A
1994: A
1995: E
1996: C
1997: B
1998: D
1999: E
2000: B