Questões de Concurso
Para professor - filosofia
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A organização didático-pedagógica pode ser entendida como o conjunto de decisões coletivas que orientam a realização das atividades escolares, visando garantir o processo pedagógico da escola. Acerca desse assunto, julgue o item que se segue.
O processo de matrícula e transferência dos registros e
arquivos escolares não é componente pertencente à
organização didático-pedagógica de uma escola.
A organização didático-pedagógica pode ser entendida como o conjunto de decisões coletivas que orientam a realização das atividades escolares, visando garantir o processo pedagógico da escola. Acerca desse assunto, julgue o item que se segue.
Os seguintes componentes fazem parte da organização
didático-pedagógica de uma escola: modalidades de
ensino da Educação Básica; fins e objetivos da
Educação Básica; e organização curricular, estrutura e
funcionamento da escola.
Ao interromperem sua trajetória escolar, jovens e adultos de camadas populares repetem histórias, muitas vezes coletivas e familiares, de negação de direitos. Não admitir o enraizamento dessa negação, dessa identidade coletiva, social e popular, compromete a percepção da própria identidade da educação de jovens e adultos (EJA), correndo-se o risco de essa modalidade ser encarada como mera oferta individual de oportunidades pessoais perdidas. A respeito do ensino médio e da educação de jovens e adultos, julgue o item subsequente
A função social da EJA é assegurar a escolarização dos
sujeitos que foram excluídos do direito à educação. O ensino
e o ambiente escolar devem incluir este sujeito, desenvolvendo
sua autonomia e suas capacidades de refletir, criticar
e problematizar a sua realidade por meio da participação
democrática e da superação dos desafios à sua existência
e sobrevivência.
Os muitos aspectos relacionais contidos na noção de gênero, como os de classes sociais, de gerações e de raças/etnias, parecem tornar os parâmetros da escrita e do ensino da história bem mais complexos. Exames do material de ensino da história favorecidos pelos estudos das relações de gênero têm reafirmado a necessidade de prosseguir no esforço de retirada das mulheres das áreas de invisibilidade, mas vendo-as em sua pluralidade. Só por admiti-las como sujeitos históricos, subvertem-se muitas certezas e modelos universais de análise dos sistemas de poder e subordinação das relações sociais de qualquer tipo. Para as experiências de ensino de história, por meio da associação de tantos temas transversais, acredita-se, como Joan Scott, que o conceito de gênero permanece uma categoria útil de análise histórica quando assegura, operacionalmente, um maior detalhamento de processos sociais pouco conhecidos.
Suely Costa. Gênero e História. In: Martha Abreu e Rachel Soihet
(Orgs.). Ensino de história: conceitos, temáticas e metodologia.
Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2003, p. 198-9 (com adaptações).
A escola, compreendida como um espaço de construção, afirmação e respeito das múltiplas identidades em uma sociedade plural, deve promover uma educação escolar que reconheça e valorize as pluralidades e os direitos humanos.
Os muitos aspectos relacionais contidos na noção de gênero, como os de classes sociais, de gerações e de raças/etnias, parecem tornar os parâmetros da escrita e do ensino da história bem mais complexos. Exames do material de ensino da história favorecidos pelos estudos das relações de gênero têm reafirmado a necessidade de prosseguir no esforço de retirada das mulheres das áreas de invisibilidade, mas vendo-as em sua pluralidade. Só por admiti-las como sujeitos históricos, subvertem-se muitas certezas e modelos universais de análise dos sistemas de poder e subordinação das relações sociais de qualquer tipo. Para as experiências de ensino de história, por meio da associação de tantos temas transversais, acredita-se, como Joan Scott, que o conceito de gênero permanece uma categoria útil de análise histórica quando assegura, operacionalmente, um maior detalhamento de processos sociais pouco conhecidos.
Suely Costa. Gênero e História. In: Martha Abreu e Rachel Soihet
(Orgs.). Ensino de história: conceitos, temáticas e metodologia.
Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2003, p. 198-9 (com adaptações).
O Currículo em Movimento da Educação Básica para o Ensino Médio propõe, na matriz curricular da área de Ciências Humanas, a abordagem de temas relacionados à identidade, diversidade cultural, sexual e de gênero e prevê o estudo dos movimentos sociais de mulheres, negros, LGBT e outras minorias, no Brasil e no mundo.
O desencaixe entre a escola e os jovens não deve ser visto como decorrente nem de uma suposta incompetência da instituição, nem de um suposto desinteresse dos estudantes. As análises se tornam produtivas à medida que enfoquem a relação entre os sujeitos e a escola no âmbito de um quadro mais amplo, que considere as transformações sociais em curso. Essas transformações estão produzindo sujeitos com estilos de vida, valores e práticas sociais que os tornam muito distintos das gerações anteriores. Entender tal processo de transformação é relevante para a compreensão das dificuldades hoje constatadas nas relações entre os jovens e a escola.
Parecer CNE/CEB n.º 5/2011 (com adaptações).
Como os interesses da juventude se alteram rapidamente, as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio garantem a autonomia das unidades educacionais e, em última instância, do professor, para planejar as finalidades do plano político-pedagógico a partir das demandas dos alunos.
O desencaixe entre a escola e os jovens não deve ser visto como decorrente nem de uma suposta incompetência da instituição, nem de um suposto desinteresse dos estudantes. As análises se tornam produtivas à medida que enfoquem a relação entre os sujeitos e a escola no âmbito de um quadro mais amplo, que considere as transformações sociais em curso. Essas transformações estão produzindo sujeitos com estilos de vida, valores e práticas sociais que os tornam muito distintos das gerações anteriores. Entender tal processo de transformação é relevante para a compreensão das dificuldades hoje constatadas nas relações entre os jovens e a escola.
Parecer CNE/CEB n.º 5/2011 (com adaptações).
Na tentativa de atrair os jovens para a escola, as Diretrizes Curriculares Nacionais para o Ensino Médio publicadas em 2012 preveem uma base curricular comum e diferentes terminalidades, para que as diversidades regionais e os variados interesses dos jovens sejam contemplados.
O desencaixe entre a escola e os jovens não deve ser visto como decorrente nem de uma suposta incompetência da instituição, nem de um suposto desinteresse dos estudantes. As análises se tornam produtivas à medida que enfoquem a relação entre os sujeitos e a escola no âmbito de um quadro mais amplo, que considere as transformações sociais em curso. Essas transformações estão produzindo sujeitos com estilos de vida, valores e práticas sociais que os tornam muito distintos das gerações anteriores. Entender tal processo de transformação é relevante para a compreensão das dificuldades hoje constatadas nas relações entre os jovens e a escola.
Parecer CNE/CEB n.º 5/2011 (com adaptações).
O uso de materiais audiovisuais nas aulas é desejável, uma vez que o simples contato dos alunos com tais materiais é suficiente para que eles reflitam criticamente acerca da sociedade.
Acerca da utilização da metodologia da aprendizagem baseada em problemas no ensino de filosofia, julgue o próximo item.
A metodologia da aprendizagem baseada em problemas adota
a prática da sala de aula invertida.
Acerca da utilização da metodologia da aprendizagem baseada em problemas no ensino de filosofia, julgue o próximo item.
Essa metodologia pode ser desenvolvida por meio de casos
hipotéticos, buscando-se solução de problemas a partir
de diferentes correntes filosóficas.
Acerca da utilização da metodologia da aprendizagem baseada em problemas no ensino de filosofia, julgue o próximo item.
O foco principal da metodologia da aprendizagem baseada
em problemas é a aprendizagem individual, motivo por que
os trabalhos em equipe são desprezados nas etapas
de desenvolvimento dessa metodologia.
Acerca da aplicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) ao ensino de filosofia, julgue o item a seguir.
A sugestão enfática da formação de consciência cidadã
presente nos PCN afasta a possibilidade do estudo de
argumentações e correntes filosóficas que discordem desse
ideal.
Acerca da aplicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) ao ensino de filosofia, julgue o item a seguir.
Ao propor um ensino de filosofia que forme cidadãos, os PCN
negam a prática da dialética.
Acerca da aplicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) ao ensino de filosofia, julgue o item a seguir.
A proposta dos PCN é tornar o ensino de filosofia mais
humanizado.
Acerca da aplicação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) ao ensino de filosofia, julgue o item a seguir.
A metodologia de ensino de filosofia deve contribuir para
a tomada de consciência de ser no mundo.
Por que é que a gente nasce? Qual é o sentido da vida? A vida tem sentido? Deus existe? Deus não existe? A matéria é eterna? Por que nascemos? Por que morremos? Qual é a origem do Mal e do sofrimento? Por que é que, no momento em que nascemos, já estamos condenados à morte por um crime que não cometemos? A Arte é uma tentativa de resposta a essas indagações. Vejam bem: não é uma tentativa de explicação, como a da Ciência; é uma tentativa de, pela criação da Beleza artística, criar uma resposta ou uma contraproposta à Beleza e à Feiura naturais. A Arte, em qualquer tempo e em qualquer lugar, foi, e será sempre, uma daquelas tentativas de resposta que o Homem empreende perante o desafio do mundo, o enigma do Universo, o segredo da Vida e da Morte. O que pode variar — e varia — é a maneira de cada comunidade enfrentar esses problemas e realizar sua Arte peculiar e singular.
Ariano Suassuna. Uma teoria da arte rupestre. Anais do I Simpósio de Pré-História do
Nordeste Brasileiro. Recife: CNPq, UFPE, 1991, p. 127 (com adaptações).
A estética, como área filosófica, ocupa-se da percepção sensorial, sendo, por isso, vinculada às ciências da natureza, como a biologia.
Por que é que a gente nasce? Qual é o sentido da vida? A vida tem sentido? Deus existe? Deus não existe? A matéria é eterna? Por que nascemos? Por que morremos? Qual é a origem do Mal e do sofrimento? Por que é que, no momento em que nascemos, já estamos condenados à morte por um crime que não cometemos? A Arte é uma tentativa de resposta a essas indagações. Vejam bem: não é uma tentativa de explicação, como a da Ciência; é uma tentativa de, pela criação da Beleza artística, criar uma resposta ou uma contraproposta à Beleza e à Feiura naturais. A Arte, em qualquer tempo e em qualquer lugar, foi, e será sempre, uma daquelas tentativas de resposta que o Homem empreende perante o desafio do mundo, o enigma do Universo, o segredo da Vida e da Morte. O que pode variar — e varia — é a maneira de cada comunidade enfrentar esses problemas e realizar sua Arte peculiar e singular.
Ariano Suassuna. Uma teoria da arte rupestre. Anais do I Simpósio de Pré-História do
Nordeste Brasileiro. Recife: CNPq, UFPE, 1991, p. 127 (com adaptações).
As diferentes culturas têm modos distintos de responder artisticamente aos problemas existenciais.
Por que é que a gente nasce? Qual é o sentido da vida? A vida tem sentido? Deus existe? Deus não existe? A matéria é eterna? Por que nascemos? Por que morremos? Qual é a origem do Mal e do sofrimento? Por que é que, no momento em que nascemos, já estamos condenados à morte por um crime que não cometemos? A Arte é uma tentativa de resposta a essas indagações. Vejam bem: não é uma tentativa de explicação, como a da Ciência; é uma tentativa de, pela criação da Beleza artística, criar uma resposta ou uma contraproposta à Beleza e à Feiura naturais. A Arte, em qualquer tempo e em qualquer lugar, foi, e será sempre, uma daquelas tentativas de resposta que o Homem empreende perante o desafio do mundo, o enigma do Universo, o segredo da Vida e da Morte. O que pode variar — e varia — é a maneira de cada comunidade enfrentar esses problemas e realizar sua Arte peculiar e singular.
Ariano Suassuna. Uma teoria da arte rupestre. Anais do I Simpósio de Pré-História do
Nordeste Brasileiro. Recife: CNPq, UFPE, 1991, p. 127 (com adaptações).
Como produz explicações para questões como as colocadas no texto, assim como a ciência, a arte é considerada conteúdo educativo, assim como os conhecimentos científicos o são.