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Q4151696 Conhecimentos Gerais
Mantendo uma tradição dos tempos coloniais, durante as festas do Divino Espírito Santo de Pirenópolis e Cidade de Goiás é produzida uma iguaria doce, feita de açúcar e polvilho, em cuja massa molda-se uma medalha denominada “verônica”, tendo ao centro, em relevo, uma pomba, emblema do Espírito Santo. Esta iguaria pertencente à tradição cultural goiana é o
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Q4151695 Geografia
Um dos fatores principais para o crescimento e a dinamização do comércio em Goiás, no início do século XX, que veio facilitar a exportação e importação de produtos, foi a
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Q4151694 História
A distância que separava o Rio de Janeiro, então sede da Corte Imperial, das diversas províncias do Império dificultava para o governo imperial a centralização do poder. Um dos meios utilizados pelo governo para solucionar esse problema em relação a Goiás foi
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Q4151693 Português
Nomes brandos para o fim do mundo

   
    [...] As palavras não são rótulos postos sobre coisas que já existem, mas sim expressões da nossa forma de ver o mundo. Essa correlação ficou conhecida como hipótese de Sapir e Whorf. Ao estudarem as línguas indígenas da América do Norte, Edward Sapir (1884-1939) e Benjamin Lee Whorf (1897-1941) chegaram à conclusão de que a língua não é “um instrumento de comunicação”, [...] mas sim um fator decisivo na formação da visão do mundo.

A invenção da “mudança climática” e do “aquecimento global”

    Está em cartaz no Sesc Pompeia a exuberante exposição Amazônia. Com curadoria de Lélia Wanick Salgado, a exposição conta com fotos monumentais de Sebastião Salgado e com belos recursos audiovisuais. Entre eles, há vídeos com depoimentos de lideranças indígenas das regiões fotografadas, relatando dificuldades que lhes vêm sendo impostas pela ação dos não indígenas – inclusive na forma de políticas públicas.
    Em um desses depoimentos, Afukaká Kuikuro, cacique do povo kuikuro, denuncia como agressões do “homem branco” à natureza têm gerado prejuízos imensuráveis à sobrevivência na/da floresta. A certa altura, falando dos efeitos danosos da ação humana, ele pondera: “o homem branco chama isso de ‘mudança climática’”.
     É um rico exercício de alteridade tentarmos analisar essa expressão linguística sob a ótica indígena. O termo “mudança climática” chama atenção do cacique, ao que tudo indica, por soar conveniente, quase hipócrita. Sem fazer menção explícita ao ato de devastar e destruir o meio ambiente, adotamos regularmente um substantivo que expressa um processo, o que acaba por criar a impressão de que se trata de algo em curso natural, espontâneo.
   Mesmo o termo “aquecimento global” pode ser visto nesse viés. Ainda que “mudança” e “aquecimento” possam ser (e no caso são) processos induzidos, o responsável por essa indução desaparece em ambas as expressões. Nessa ótica, não deixa de parecer desfaçatez do nosso mundo dizer aos indígenas que está havendo uma “mudança climática” ou um “aquecimento global”, quando o que temos é a destruição do meio ambiente.

Pode chamar de “Antropoceno”

     O conhecimento científico de geólogos, arqueólogos, geoquímicos, oceanógrafos e paleontólogos já permite afirmar que entramos em uma nova era geológica, a qual vem sendo chamada de “Antropoceno”. O termo, ao incorporar o radical grego “antropo-” (“homem”), explicita os impactos da ação humana na crise climática atual, deixando claro o papel que temos – uns menos, outros bem mais – nesse atual estado de coisas. Segundo artigo de José Eustáquio Diniz Alves:
     “O Antropoceno representa um novo período da história do Planeta, em que o ser humano se tornou a força impulsionadora da degradação ambiental e o vetor de ações que são catalisadoras de uma provável catástrofe ecológica”.
    Com algum otimismo, porém, se o termo “Antropoceno”  aponta explicitamente a responsabilidade humana em uma “provável catástrofe ecológica”, ele também pode nos mostrar a possibilidade de intervirmos nesse rumo. Ou, recorrendo mais uma vez à sabedoria de povos originários, podemos investir em “ideias para adiar o fim do mundo” – título do brilhante ensaio de Ailton Krenak, liderança indígena que precisa ser cada vez mais ouvida.


BRAGA, Henrique; MÓDULO, Marcelo. Nomes brandos para o fim do mundo. Jornal da USP. 1° abr. 2022. Disponível em: . Acesso em: 5 abr. 2022. (Adaptado).
O “exercício de alteridade” ao qual o texto se refere diz respeito à
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Q4151692 Português
Nomes brandos para o fim do mundo

   
    [...] As palavras não são rótulos postos sobre coisas que já existem, mas sim expressões da nossa forma de ver o mundo. Essa correlação ficou conhecida como hipótese de Sapir e Whorf. Ao estudarem as línguas indígenas da América do Norte, Edward Sapir (1884-1939) e Benjamin Lee Whorf (1897-1941) chegaram à conclusão de que a língua não é “um instrumento de comunicação”, [...] mas sim um fator decisivo na formação da visão do mundo.

A invenção da “mudança climática” e do “aquecimento global”

    Está em cartaz no Sesc Pompeia a exuberante exposição Amazônia. Com curadoria de Lélia Wanick Salgado, a exposição conta com fotos monumentais de Sebastião Salgado e com belos recursos audiovisuais. Entre eles, há vídeos com depoimentos de lideranças indígenas das regiões fotografadas, relatando dificuldades que lhes vêm sendo impostas pela ação dos não indígenas – inclusive na forma de políticas públicas.
    Em um desses depoimentos, Afukaká Kuikuro, cacique do povo kuikuro, denuncia como agressões do “homem branco” à natureza têm gerado prejuízos imensuráveis à sobrevivência na/da floresta. A certa altura, falando dos efeitos danosos da ação humana, ele pondera: “o homem branco chama isso de ‘mudança climática’”.
     É um rico exercício de alteridade tentarmos analisar essa expressão linguística sob a ótica indígena. O termo “mudança climática” chama atenção do cacique, ao que tudo indica, por soar conveniente, quase hipócrita. Sem fazer menção explícita ao ato de devastar e destruir o meio ambiente, adotamos regularmente um substantivo que expressa um processo, o que acaba por criar a impressão de que se trata de algo em curso natural, espontâneo.
   Mesmo o termo “aquecimento global” pode ser visto nesse viés. Ainda que “mudança” e “aquecimento” possam ser (e no caso são) processos induzidos, o responsável por essa indução desaparece em ambas as expressões. Nessa ótica, não deixa de parecer desfaçatez do nosso mundo dizer aos indígenas que está havendo uma “mudança climática” ou um “aquecimento global”, quando o que temos é a destruição do meio ambiente.

Pode chamar de “Antropoceno”

     O conhecimento científico de geólogos, arqueólogos, geoquímicos, oceanógrafos e paleontólogos já permite afirmar que entramos em uma nova era geológica, a qual vem sendo chamada de “Antropoceno”. O termo, ao incorporar o radical grego “antropo-” (“homem”), explicita os impactos da ação humana na crise climática atual, deixando claro o papel que temos – uns menos, outros bem mais – nesse atual estado de coisas. Segundo artigo de José Eustáquio Diniz Alves:
     “O Antropoceno representa um novo período da história do Planeta, em que o ser humano se tornou a força impulsionadora da degradação ambiental e o vetor de ações que são catalisadoras de uma provável catástrofe ecológica”.
    Com algum otimismo, porém, se o termo “Antropoceno”  aponta explicitamente a responsabilidade humana em uma “provável catástrofe ecológica”, ele também pode nos mostrar a possibilidade de intervirmos nesse rumo. Ou, recorrendo mais uma vez à sabedoria de povos originários, podemos investir em “ideias para adiar o fim do mundo” – título do brilhante ensaio de Ailton Krenak, liderança indígena que precisa ser cada vez mais ouvida.


BRAGA, Henrique; MÓDULO, Marcelo. Nomes brandos para o fim do mundo. Jornal da USP. 1° abr. 2022. Disponível em: . Acesso em: 5 abr. 2022. (Adaptado).
O trecho “Ainda que ‘mudança’ e ‘aquecimento’ possam ser (e no caso são) processos induzidos, o responsável por essa indução desaparece em ambas as expressões” mantém o seu valor argumentativo de oposição em: 
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Q4151691 Português
Nomes brandos para o fim do mundo

   
    [...] As palavras não são rótulos postos sobre coisas que já existem, mas sim expressões da nossa forma de ver o mundo. Essa correlação ficou conhecida como hipótese de Sapir e Whorf. Ao estudarem as línguas indígenas da América do Norte, Edward Sapir (1884-1939) e Benjamin Lee Whorf (1897-1941) chegaram à conclusão de que a língua não é “um instrumento de comunicação”, [...] mas sim um fator decisivo na formação da visão do mundo.

A invenção da “mudança climática” e do “aquecimento global”

    Está em cartaz no Sesc Pompeia a exuberante exposição Amazônia. Com curadoria de Lélia Wanick Salgado, a exposição conta com fotos monumentais de Sebastião Salgado e com belos recursos audiovisuais. Entre eles, há vídeos com depoimentos de lideranças indígenas das regiões fotografadas, relatando dificuldades que lhes vêm sendo impostas pela ação dos não indígenas – inclusive na forma de políticas públicas.
    Em um desses depoimentos, Afukaká Kuikuro, cacique do povo kuikuro, denuncia como agressões do “homem branco” à natureza têm gerado prejuízos imensuráveis à sobrevivência na/da floresta. A certa altura, falando dos efeitos danosos da ação humana, ele pondera: “o homem branco chama isso de ‘mudança climática’”.
     É um rico exercício de alteridade tentarmos analisar essa expressão linguística sob a ótica indígena. O termo “mudança climática” chama atenção do cacique, ao que tudo indica, por soar conveniente, quase hipócrita. Sem fazer menção explícita ao ato de devastar e destruir o meio ambiente, adotamos regularmente um substantivo que expressa um processo, o que acaba por criar a impressão de que se trata de algo em curso natural, espontâneo.
   Mesmo o termo “aquecimento global” pode ser visto nesse viés. Ainda que “mudança” e “aquecimento” possam ser (e no caso são) processos induzidos, o responsável por essa indução desaparece em ambas as expressões. Nessa ótica, não deixa de parecer desfaçatez do nosso mundo dizer aos indígenas que está havendo uma “mudança climática” ou um “aquecimento global”, quando o que temos é a destruição do meio ambiente.

Pode chamar de “Antropoceno”

     O conhecimento científico de geólogos, arqueólogos, geoquímicos, oceanógrafos e paleontólogos já permite afirmar que entramos em uma nova era geológica, a qual vem sendo chamada de “Antropoceno”. O termo, ao incorporar o radical grego “antropo-” (“homem”), explicita os impactos da ação humana na crise climática atual, deixando claro o papel que temos – uns menos, outros bem mais – nesse atual estado de coisas. Segundo artigo de José Eustáquio Diniz Alves:
     “O Antropoceno representa um novo período da história do Planeta, em que o ser humano se tornou a força impulsionadora da degradação ambiental e o vetor de ações que são catalisadoras de uma provável catástrofe ecológica”.
    Com algum otimismo, porém, se o termo “Antropoceno”  aponta explicitamente a responsabilidade humana em uma “provável catástrofe ecológica”, ele também pode nos mostrar a possibilidade de intervirmos nesse rumo. Ou, recorrendo mais uma vez à sabedoria de povos originários, podemos investir em “ideias para adiar o fim do mundo” – título do brilhante ensaio de Ailton Krenak, liderança indígena que precisa ser cada vez mais ouvida.


BRAGA, Henrique; MÓDULO, Marcelo. Nomes brandos para o fim do mundo. Jornal da USP. 1° abr. 2022. Disponível em: . Acesso em: 5 abr. 2022. (Adaptado).
Conforme o texto, fazer uso da palavra antropoceno para designar a nova era geológica tem como consequência:
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Q4151690 Português
Nomes brandos para o fim do mundo

   
    [...] As palavras não são rótulos postos sobre coisas que já existem, mas sim expressões da nossa forma de ver o mundo. Essa correlação ficou conhecida como hipótese de Sapir e Whorf. Ao estudarem as línguas indígenas da América do Norte, Edward Sapir (1884-1939) e Benjamin Lee Whorf (1897-1941) chegaram à conclusão de que a língua não é “um instrumento de comunicação”, [...] mas sim um fator decisivo na formação da visão do mundo.

A invenção da “mudança climática” e do “aquecimento global”

    Está em cartaz no Sesc Pompeia a exuberante exposição Amazônia. Com curadoria de Lélia Wanick Salgado, a exposição conta com fotos monumentais de Sebastião Salgado e com belos recursos audiovisuais. Entre eles, há vídeos com depoimentos de lideranças indígenas das regiões fotografadas, relatando dificuldades que lhes vêm sendo impostas pela ação dos não indígenas – inclusive na forma de políticas públicas.
    Em um desses depoimentos, Afukaká Kuikuro, cacique do povo kuikuro, denuncia como agressões do “homem branco” à natureza têm gerado prejuízos imensuráveis à sobrevivência na/da floresta. A certa altura, falando dos efeitos danosos da ação humana, ele pondera: “o homem branco chama isso de ‘mudança climática’”.
     É um rico exercício de alteridade tentarmos analisar essa expressão linguística sob a ótica indígena. O termo “mudança climática” chama atenção do cacique, ao que tudo indica, por soar conveniente, quase hipócrita. Sem fazer menção explícita ao ato de devastar e destruir o meio ambiente, adotamos regularmente um substantivo que expressa um processo, o que acaba por criar a impressão de que se trata de algo em curso natural, espontâneo.
   Mesmo o termo “aquecimento global” pode ser visto nesse viés. Ainda que “mudança” e “aquecimento” possam ser (e no caso são) processos induzidos, o responsável por essa indução desaparece em ambas as expressões. Nessa ótica, não deixa de parecer desfaçatez do nosso mundo dizer aos indígenas que está havendo uma “mudança climática” ou um “aquecimento global”, quando o que temos é a destruição do meio ambiente.

Pode chamar de “Antropoceno”

     O conhecimento científico de geólogos, arqueólogos, geoquímicos, oceanógrafos e paleontólogos já permite afirmar que entramos em uma nova era geológica, a qual vem sendo chamada de “Antropoceno”. O termo, ao incorporar o radical grego “antropo-” (“homem”), explicita os impactos da ação humana na crise climática atual, deixando claro o papel que temos – uns menos, outros bem mais – nesse atual estado de coisas. Segundo artigo de José Eustáquio Diniz Alves:
     “O Antropoceno representa um novo período da história do Planeta, em que o ser humano se tornou a força impulsionadora da degradação ambiental e o vetor de ações que são catalisadoras de uma provável catástrofe ecológica”.
    Com algum otimismo, porém, se o termo “Antropoceno”  aponta explicitamente a responsabilidade humana em uma “provável catástrofe ecológica”, ele também pode nos mostrar a possibilidade de intervirmos nesse rumo. Ou, recorrendo mais uma vez à sabedoria de povos originários, podemos investir em “ideias para adiar o fim do mundo” – título do brilhante ensaio de Ailton Krenak, liderança indígena que precisa ser cada vez mais ouvida.


BRAGA, Henrique; MÓDULO, Marcelo. Nomes brandos para o fim do mundo. Jornal da USP. 1° abr. 2022. Disponível em: . Acesso em: 5 abr. 2022. (Adaptado).
Em um dos subtítulos presentes no texto, os autores chamam mudança climática e aquecimento global de “invenção”. O uso da palavra “invenção”, nesse contexto, reporta
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Q4151689 Português
Nomes brandos para o fim do mundo

   
    [...] As palavras não são rótulos postos sobre coisas que já existem, mas sim expressões da nossa forma de ver o mundo. Essa correlação ficou conhecida como hipótese de Sapir e Whorf. Ao estudarem as línguas indígenas da América do Norte, Edward Sapir (1884-1939) e Benjamin Lee Whorf (1897-1941) chegaram à conclusão de que a língua não é “um instrumento de comunicação”, [...] mas sim um fator decisivo na formação da visão do mundo.

A invenção da “mudança climática” e do “aquecimento global”

    Está em cartaz no Sesc Pompeia a exuberante exposição Amazônia. Com curadoria de Lélia Wanick Salgado, a exposição conta com fotos monumentais de Sebastião Salgado e com belos recursos audiovisuais. Entre eles, há vídeos com depoimentos de lideranças indígenas das regiões fotografadas, relatando dificuldades que lhes vêm sendo impostas pela ação dos não indígenas – inclusive na forma de políticas públicas.
    Em um desses depoimentos, Afukaká Kuikuro, cacique do povo kuikuro, denuncia como agressões do “homem branco” à natureza têm gerado prejuízos imensuráveis à sobrevivência na/da floresta. A certa altura, falando dos efeitos danosos da ação humana, ele pondera: “o homem branco chama isso de ‘mudança climática’”.
     É um rico exercício de alteridade tentarmos analisar essa expressão linguística sob a ótica indígena. O termo “mudança climática” chama atenção do cacique, ao que tudo indica, por soar conveniente, quase hipócrita. Sem fazer menção explícita ao ato de devastar e destruir o meio ambiente, adotamos regularmente um substantivo que expressa um processo, o que acaba por criar a impressão de que se trata de algo em curso natural, espontâneo.
   Mesmo o termo “aquecimento global” pode ser visto nesse viés. Ainda que “mudança” e “aquecimento” possam ser (e no caso são) processos induzidos, o responsável por essa indução desaparece em ambas as expressões. Nessa ótica, não deixa de parecer desfaçatez do nosso mundo dizer aos indígenas que está havendo uma “mudança climática” ou um “aquecimento global”, quando o que temos é a destruição do meio ambiente.

Pode chamar de “Antropoceno”

     O conhecimento científico de geólogos, arqueólogos, geoquímicos, oceanógrafos e paleontólogos já permite afirmar que entramos em uma nova era geológica, a qual vem sendo chamada de “Antropoceno”. O termo, ao incorporar o radical grego “antropo-” (“homem”), explicita os impactos da ação humana na crise climática atual, deixando claro o papel que temos – uns menos, outros bem mais – nesse atual estado de coisas. Segundo artigo de José Eustáquio Diniz Alves:
     “O Antropoceno representa um novo período da história do Planeta, em que o ser humano se tornou a força impulsionadora da degradação ambiental e o vetor de ações que são catalisadoras de uma provável catástrofe ecológica”.
    Com algum otimismo, porém, se o termo “Antropoceno”  aponta explicitamente a responsabilidade humana em uma “provável catástrofe ecológica”, ele também pode nos mostrar a possibilidade de intervirmos nesse rumo. Ou, recorrendo mais uma vez à sabedoria de povos originários, podemos investir em “ideias para adiar o fim do mundo” – título do brilhante ensaio de Ailton Krenak, liderança indígena que precisa ser cada vez mais ouvida.


BRAGA, Henrique; MÓDULO, Marcelo. Nomes brandos para o fim do mundo. Jornal da USP. 1° abr. 2022. Disponível em: . Acesso em: 5 abr. 2022. (Adaptado).
O núcleo temático que permeia todo o texto gira em torno da consideração de que
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Q4103030 Veterinária
Quando em uma indústria de alimentos de origem animal (mel, pescado, ovos, carne e leite), o disco de Ackermann está sendo utilizado, é porque está sendo analisado: 
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Q4103029 Veterinária
Os picornavírus, são vírus icosaédricos, não envelopados e contém uma molécula de RNA de fita simples. A replicação viral acontece no citoplasma da célula hospedeira. São resistentes ao éter e clorofórmio. Dos diversos gêneros que compõem a família Picornaviridae, um deles causa uma doença altamente contagiosa em animais biungulados. Nesse gênero, foram identificados sete (7) sorotipos com distribuições geográficas diferentes. Desses sete, apenas três foram isolados no Brasil. Analisando esse texto, assinale a alternativa correta, ou seja, a que apresenta o nome da doença causada por esse gênero de Picornavírus. 
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Q4103028 Veterinária
A Organização Mundial da Saúde (OMS) designou 6 de julho como Dia Mundial das Zoonoses, em comemoração ao que aconteceu em 1885 na França, quando o cientista Louis Pasteur aplicou a primeira vacina contra a raiva em um garoto de 9 anos que havia sido mordido por um cão infectado com raiva. Graças à vacinação, o garoto sobreviveu. De acordo com a OMS, as zoonoses são definidas como uma infecção ou doença transmissível, em condições naturais, entre os animais vertebrados e o homem, podendo ter um caráter enzoótico ou epizoótico. Considerando o texto acima, assinale a alternativa que apresenta uma doença que NÃO é considerada uma zoonose. 
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Q4103027 Veterinária
Na clínica veterinária de ruminantes, doenças metabólicas como a acidose e a cetose são enfermidades de frequente ocorrência. A acidose está associada à ingestão de dietas com excesso de carboidratos e ácido láctico (silagens em geral). Por outro lado, em relação à cetose, é correto afirmar que a doença se caracteriza por: 
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Q4103026 Veterinária
Miíase é a lesão causada por larvas de certos dípteros ao organismo de animais vertebrados, em cujos tecidos, vivos ou mortos, ocorre o seu desenvolvimento. A mosca da espécie Dermatobia hominis está presente no continente americano desde o sul do México até a Argentina, sendo que o Chile, originalmente, é um país livre, assim como o nordeste brasileiro, a partir do norte da Bahia. Em relação ao ciclo vital desse inseto, analise as assertivas a seguir: 

I. D. hominis é popularmente conhecida como “mosca dos chifres”.

II. As formas larvais dessa mosca parasitam o tecido subcutâneo de mamíferos em geral.

III. A postura de seus ovos se dá sobre outros dípteros, fenômeno conhecido como foresia.

IV. Nos equinos, as larvas dessa mosca são a causa da doença conhecida como habronemose cutânea.

Quais estão INCORRETAS?

 
Alternativas
Q4103025 Veterinária
Em patologia suína, a mumificação é um processo não específico, que ocorre quando fetos mortos são retidos dentro do útero e desidratam. As mumificações ocorrem a partir do 35º dia de gestação, quando o tecido ósseo já começa a se depositar nos fetos. É considerada normal uma taxa de até 1,5% de fetos mumificados nos partos. Assinale a alternativa correta, ou seja, em que estão citadas algumas doenças que podem induzir à mumificação.
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Q4103024 Veterinária
O primata Alouatta guariba (bugio) é considerado um indicador de qual zoonose vírica?
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Q4103023 Veterinária
Quatorze mil reais foram obtidos na comercialização de 2.750 quilos de lã provenientes da tosquia de pouco mais de 800 ovinos na cidade de Agudo (IBGE, 2020). Alguns ectoparasitos, como os piolhos, interferem na qualidade da lã. Eles são insetos pequenos, sem asas, com o corpo achatado dorsoventralmente. Em relação aos piolhos de ovinos, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas. 

( ) A maioria dos piolhos da ordem Mallophaga parasitam aves e algumas parasitam mamíferos.

( ) Bovicola ovis é a principal espécie causadora de pediculose em ovinos no Brasil.

( ) Os ovos dos piolhos são conhecidos por “lêndeas”.

( ) Sua propagação entre os hospedeiros ocorre devido ao contato entre eles.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4103022 Veterinária
Segundo o IBGE (2020), no município de Agudo, foram ordenhadas 1.752 vacas que produziram 3 milhões e duzentos mil litros de leite. O valor dessa produção atingiu mais de 5 milhões de reais. Considerando a sanidade animal e a cadeia produtiva do leite, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q4103021 Veterinária
Os animais com timpanismo demonstram sinais clínicos como distensão acentuada do flanco esquerdo, agitação, taquipneia, sialorreia, escoiceamento, extensão do pescoço, distensão dos membros e protrusão da língua, a morte decorre da parada respiratória por compressão da musculatura torácica. Nesse sentido, analise as assertivas a seguir: 

I. Empanzinamento, ou meteorismo ruminal, são termos empregados para descrever o mesmo quando clínico.

II. Esse quadro clínico está associado a fatores que impedem a eliminação dos gases produzidos no decorrer da fermentação ruminal.

III. A eructação é o principal meio de eliminação dos gases, como gás carbônico (CO2) e metano (CH4).

IV. Timpanismo primário também é conhecido como timpanismo espumoso.

Quais estão corretas?
 
Alternativas
Q4101975 Matemática
A razão entre as medidas do chão de uma sala retangular de um consultório é igual a 0,8. Se o perímetro do chão dessa sala é de 18 m, então a dimensão da sala é de: 
Alternativas
Q4101974 Matemática
Um paciente declara durante uma consulta médica que, nos últimos 5 dias, consumiu, diariamente e respectivamente, 500 ml, 300 ml, 200 ml, 500 ml e 200 ml de leite integral. Portanto, o consumo médio diário de leite integral desse indivíduo é de: 
Alternativas
Respostas
16001: B
16002: D
16003: C
16004: C
16005: D
16006: A
16007: B
16008: D
16009: A
16010: E
16011: B
16012: C
16013: A
16014: A
16015: D
16016: C
16017: B
16018: E
16019: E
16020: A