Questões de Concurso Para médico veterinário

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Q3247404 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


O trabalho infantil precisa sair de cena


    A imagem é cotidiana nas cidades brasileiras: crianças e adolescentes pelas ruas exercendo atividades para ganhar algum dinheiro. Durante o dia ou à noite, surgem oferecendo doces, amendoins e petiscos do gênero, água, refrigerante e até mesmo mimos e brinquedos. Às vezes, estão acompanhados, mas, em muitos casos, enfrentam a função sozinhos. Há também aquela limpeza rápida no para-brisa, em dias de calor ou de frio, em busca de um trocado dos motoristas. Uma realidade que está escancarada e precisa provocar discussões e ações.

    A Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente classificam o trabalho infantil como uma grave violação de direitos, a qual impede o desenvolvimento amplo e sadio de crianças e jovens. Segundo estabelece a legislação, a partir dos 16 anos, adolescentes podem trabalhar apenas de forma protegida, sendo que, entre 14 e 16 anos, somente na condição de aprendiz. Abaixo dos 14 anos, qualquer tipo de trabalho é proibido.

    Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgados em dezembro do ano passado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostraram que, em 2022, o Brasil apresentou quase 1,9 milhão de crianças e adolescentes realizando alguma prática econômica, o equivalente a 4,9% do total de habitantes entre 5 e 17 anos no país. Os estudos apontam que a crise gerada pela pandemia de COVID-19, com o aumento da vulnerabilidade das famílias de baixa renda, deixou os jovens ainda mais expostos e agravou a situação.

    Ainda segundo o IBGE, em 2023, houve uma retomada da presença na pré-escola, porém foi registrada uma tendência de queda nas matrículas do ensino fundamental. Já em relação ao ensino médio, houve pouca oscilação se comparado a 2022. No ano passado, 91,9% dos jovens de 15 a 17 anos estavam na sala de aula, e 75% faziam, especificamente, essa etapa do processo. 

    A complexidade do problema é tanta que frequentar a escola não significa que o jovem está afastado do trabalho. As duas atividades normalmente acontecem juntas, impossibilitando um crescimento adequado e impactando a educação e a saúde dos menores. Diante de um cenário intrincado, identificar o início desse novelo pode ser uma maneira de impedir que ele ganhe proporção. O aliciamento – que costuma passar pela necessidade – deve ser atacado sem julgamentos. Cortar essa linha no começo, dando suporte às famílias, é o passo inicial. O segundo é criar condições para que as instituições de ensino sejam capazes de cativar e manter as crianças e os adolescentes em seus quadros.

    Em 2023, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Auditoria Fiscal do Trabalho, tirou 2.564 crianças e adolescentes de situações de exploração do trabalho infantil em 1.518 ações de combate. Das 2.564 vítimas resgatadas, 1.923 eram meninos e 641, meninas. O Mato Grosso do Sul liderou com 372 afastamentos, seguido por Minas Gerais, com 326 casos, e São Paulo, com 203. O órgão informa que o aumento da fiscalização é uma das metas neste ano. Esse trabalho é fundamental, porém não soluciona a questão.

    Traçar medidas e pensar iniciativas que aprofundem uma solução para o problema são pontos cruciais. Políticas públicas devem amparar menores e familiares carentes. E a sociedade precisa pensar sobre essa problemática como prioridade. É importante que a responsabilidade pelo bem-estar das crianças e adolescentes seja compartilhada com a população. Investir na proteção dos jovens é preparar um futuro mais justo e melhor para a nação. Adquirir uma mercadoria oferecida pelas mãos dos pequenos com a intenção de ajudar pode ser destrutivo para a vida deles. Não exigir das autoridades e dos políticos um olhar comprometido é perpetuar o descaso. 

    O Brasil precisa abraçar essa causa – que é gigante em importância e dificuldade. Nas metrópoles e nas pequenas cidades do país, o trabalho infantil tem de ser erradicado. Avanços aconteceram, porém o objetivo precisa ser livrar, definitivamente, os jovens desse tipo de exploração, dando a eles proteção e garantindo o direito de viver a infância plenamente.


Disponível em: https ://www.em.com.br/. Aces so em: 10 maio 2024.
Considerando a sua totalidade, a intenção comunicativa principal do texto é
Alternativas
Q3232380 Veterinária
As infecções e intoxicações causadas pelo gênero Clostridium são conhecidas por clostridioses. Essas doenças possuem altas taxas de  letalidade. Devido à alta capacidade de esporulação, as bactérias desse gênero são capazes de se manter potencialmente infectantes no solo por longos períodos, representando um risco significativo para a população animal e humana. Mesmo sendo capazes de produzir doença em animais e seres humanos, são raramente consideradas agentes zoonóticos. As bactérias patogênicas que compõem este gênero causam doenças basicamente por dois mecanismos: produção de toxinas e invasão de tecidos.
Em relação à clostridiose, qual das enfermidades abaixo não é causada por uma bactéria do gênero Clostridium?
Alternativas
Q3232379 Veterinária
A cinomose é uma doença viral que acomete principalmente cães, com maior incidência em animais jovens ou idosos, causada pelo vírus da cinomose, pertencente à família Paramyxoviridae. É transmitida principalmente por aerossóis e gotículas infectantes  provenientes de secreções corporais de animais infectados. Para a realização do diagnóstico, faz-se o uso de teste rápido por meio de imunoensaio cromatográfico para a detecção qualitativa dos anticorpos do vírus da cinomose em amostras de sangue, soro ou plasma. Testes como este visam a identificar animais positivos para cinomose através dos:
Alternativas
Q3232378 Veterinária
Anemia Infecciosa Equina é uma doença viral crônica que acomete equinos, asininos e muares, caracterizada por episódios periódicos de febre, anemia hemolítica, icterícia, depressão, edema e perda de peso. A AIE gera embargos ao trânsito de equídeos, além de interferir nos eventos esportivos equestres, assumindo, assim, uma relevância econômica considerável. Sobre esse contexto, analise as assertivas abaixo:
I- Em casos de exames apresentando resultado positivo, o laboratório tem que encaminhar imediatamente e exclusivamente ao órgão de defesa sanitária o animal para as providências legais.
II- Não é uma doença de notificação obrigatória da Organização Mundial de Sanidade Animal.
III- É causada por um vírus da família Retrovertida, gênero Lentivirus.
IV- O agente é transmitido exclusivamente por picadas de tabanídeos (Tabanos sp.) e moscas dos estábulos (Stomoxys calcitrans ), sendo estes apenas vetores mecânicos.
V- No Brasil, os animais positivos no teste de IDGA não devem ser sacrificados, conforme estabelecido pelo Programa Nacional de Sanidade dos Equídeos do Ministério da Agricultura.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3232377 Veterinária
É notória a importância da prescrição, pelo médico veterinário, dos antiparasitários no controle dos helmintos que acometem os animais de produção. O parasitismo por helmintos na pecuária ovina resulta em queda de produtividade, elevação da taxa de mortalidade e maior custo com fármacos antiparasitários, além de que o uso exagerado, indevido ou a falta de respeito dos períodos de carência são passíveis de promover a presença de uma quantidade de resíduos que ultrapassa os limites estabelecidos para alimentos de origem animal, podendo, dessa forma, representar um risco para o consumidor. Tendo em vista a importância do controle dos parasitas gastrointestinais na criação dos ovinos, marque a na qual se encontra o parasito que representa a classe cestoda.
Alternativas
Q3232376 Veterinária
A produção de ruminantes representa boa parte da cadeia produtiva e econômica do Brasil. Atualmente, a nutrição animal conta com inúmeros suprimentos disponíveis para utilização, produtos que visam melhorar características como a digestibilidade e o aproveitamento do alimento fornecido pelos microrganismos ruminais. Uma das alternativas da suplementação alimentar dos ruminantes utilizada pelos produtores é a utilização do sal proteinado à base de ureia. Após a ingestão da ureia pelo bovino, qual o composto nitrogenado é formado decorrente de sua catálise ruminal pela uréase?
Alternativas
Q3232375 Veterinária
A eutanásia nos animais é um procedimento clínico que as vezes se faz necessário, cuja implementação compete privativamente ao médico veterinário. Os animais submetidos à eutanásia são seres sencientes; portanto, capazes de sentir, interpretar e responder a estímulos dolorosos e ao sofrimento. São necessários meios aceitáveis para realizar tal procedimento. É considerado um método inaceitável para eutanásia em animais:
Alternativas
Q3232374 Veterinária
O Selo Arte é um certificado que assegura que o produto alimentício de origem animal foi elaborado de forma artesanal, com receita e processo que possuem características tradicionais, regionais ou culturais. A importância do Selo Arte para os produtores é, primeiramente, a agregação de valor que um selo de distinção oferece aos produtos certificados. Também amplia o mercado consumidor potencial, na medida em que possibilita a comercialização dos produtos em todo o território nacional. Sobre o Selo Arte, considere as assertivas a seguir.
I- Para os consumidores, o Selo Arte é importante, pois propicia o acesso a produtos diferenciados e genuínos oriundos de várias regiões brasileiras.
II- É o produto comestível elaborado com predominância de matérias-primas de origem animal de produção própria ou de origem indeterminada, devendo ser submetido ao controle do Serviço de Inspeção Oficial.
III- As matérias-primas de origem animal devem ser produzidas na propriedade onde a unidade de processamento estiver localizada ou devem ter origem indeterminada.
IV- As unidades de produção de matéria-prima, próprias ou de origem indeterminada, devem adotar boas práticas agropecuárias na produção artesanal.
V- O uso de ingredientes industrializados deve ser restrito ao mínimo necessário, vedada a utilização de corantes, aromatizantes e outros aditivos considerados cosméticos.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3232373 Veterinária
A Rinotraqueíte Infecciosa Bovina é síndrome respiratória que acomete os bovinos. Além da síndrome respiratória, este vírus também está associado a doenças do trato genital e abortos. Nos rebanhos leiteiros, seu diagnóstico e controle são importantes para a redução das perdas econômicas decorrentes das complicações reprodutivas e das perdas por mortalidade, principalmente de neonatos. Sobre o vírus da Rinotraqueíte Infecciosa Bovina, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q3232372 Veterinária
Conforme o Decreto nº 9.013, de 29 de março de 2017, em relação à inspeção e à fiscalização industrial e sanitária de produtos de origem animal, em um abatedouro frigorífico, quais são os procedimentos que devem ser adotados pelo médico veterinário?
I- Avaliação do bem-estar dos animais destinados ao abate.
II- Verificação da água de abastecimento.
III- Controle de resíduos e contaminantes em produtos de origem animal e vegetal.
IV- Verificação da rotulagem e dos processos tecnológicos dos produtos de origem animal quanto ao atendimento da legislação específica.
V- Classificação de produtos e derivados, de acordo com os tipos e os padrões fixados em legislação específica.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3232371 Veterinária
A Resolução nº 1.596 do Conselho Federal de Medicina Veterinária, de 26 de março de 2024, estabelece as diretrizes gerais e regras de responsabilidade técnica para programas, campanhas e mutirões de esterilização cirúrgica de cães e gatos. Sobre esse contexto, analise as assertivas:
I- O armazenamento e o uso dos medicamentos devem estar de acordo com a legislação específica.
II- A higienização e a desinfecção adequadas do local conforme os procedimentos a serem realizados.
III- Sob algumas circunstâncias, é permitida a utilização de castração química ou de anticoncepcionais (terapia hormonal) como estratégia para o manejo populacional coletivo.
IV- Lavagem e esterilização de materiais, salvo quando forem disponibilizados kits de materiais cirúrgicos previamente esterilizados e em quantidade compatível com o atendimento previsto.
V- Na anotação de responsabilidade técnica, não devem necessariamente estar expressamente indicados o local e as datas das ações.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3232370 Veterinária
A inseminação artificial tem se tornado a biotecnologia reprodutiva mais frequentemente utilizada na pecuária bovina. A utilização de sêmen sexado tem sido empregado quando há intenção de aumentar a proporção de nascimentos de bezerros ou bezerras, conforme a aquisição do sêmen. Na inseminação artificial, a utilização de sêmen sexado de fêmea aumenta a proporção de bezerras em relação aos bezerros. Isto ocorre devido a que fato?
Alternativas
Q3232369 Veterinária
Em cadelas, a utilização de métodos contraceptivos contraindicados é um problema que pode resultar em graves consequências para a saúde dos animais. Dentre os métodos mais comuns, estão as injeções anticoncepcionais de progestágenos, que têm sido associadas a uma série de efeitos colaterais, como o aumento do risco de câncer de mama, diabetes mellitus e doenças hepáticas. Nesse sentido, a esterilização cirúrgica é uma opção segura e eficaz para o controle da reprodução em cadelas. O termo técnico para esta cirurgia é a ovariosalpingohisterectomia, a qual consiste na remoção de órgãos e estruturas reprodutivas.
Em relação à ovariosalpingohisterectomia, marque a alternativa que descreve sequencialmente a nomenclatura dos respectivos órgãos e estruturas reprodutivas. 
Alternativas
Q3232368 Veterinária
A partir de outubro deste ano, passam a valer as novas regras para transporte aéreo de animais de estimação e de apoio emocional em voos domésticos e internacionais. As normas foram estabelecidas pela Portaria nº 12.307 da Agência Nacional de Aviação Civil. Para o transporte de animais em voos domésticos, o tutor deve apresentar:
I- Carteira de vacinação do animal com comprovante de vacina antirrábica aplicada há mais de 30 dias e há menos de um ano da viagem.
II- Atestado de saúde emitido por médico veterinário um dia antes da viagem.
III- Carteira de vacinação do animal com comprovante de vacina antirrábica aplicada há mais de três dias e há menos de 30 dias da viagem.
IV- Atestado de saúde emitido por médico veterinário até 30 dias antes da viagem.
V- Atestado de saúde emitido por médico veterinário até 10 dias antes da viagem.

É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3232367 Veterinária
A paratuberculose é uma doença contagiosa crônica do trato intestinal, que acomete principalmente os ruminantes. O principal modo de transmissão é via fecal oral. A doença pode provocar quadros clínicos como diarreia, queda na produção e perda progressiva de peso. Já animais acometidos subclínicamente não apresentam sintomatologia clínica.
Marque a que se refere CORRETAMENTE ao agente etiológico desta enfermidade.
Alternativas
Q3232366 Veterinária
A erliquiose é uma doença infectocontagiosa intracelular obrigatória, uma hemoparasitose muito recorrente em clínicas veterinárias, entre as mais graves, causando sérios danos à saúde canina. A transmissão ocorre durante o repasto sanguíneo por ninfas ou adultos do carrapato marrom Rhipicephalus sanguineus, o qual é vetor e reservatório do agente etiológico. 
Sobre a erliquiose, marque a alternativa que corresponde CORRETAMENTE ao seu agente etiológico.
Alternativas
Q3232166 Português
Eduardo Leite: “O RS vai precisar de muito apoio, uma espécie de Plano Marshall”

Eduardo Leite voltou a falar na noite deste sábado, 4, sobre os efeitos dos fortes temporais que atingem as cidades gaúchas desde o início da semana

ESTADÃO CONTEÚDO
04/05/2024 - 19:37

        O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, avalia que o Estado vai precisar de medidas extraordinárias de Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, reconstrução após as fortes chuvas dos últimos dias, com apoio de todo tipo, sem diferenças políticas. “A gente vai precisar de uma espécie de Plano Marshall de reconstrução”, disse o governador, referindo-se ao plano de apoio capitaneado pelos Estados Unidos para reerguer a Europa ocidental ao término da Segunda Guerra Mundial.

        Leite reforçou que o momento “histórico” exige medidas “absolutamente extraordinárias, porque quem já foi vítima da tragédia não pode ser vítima depois da desassistência”, declarou a jornalistas no início desta noite de sábado.

        O governador gaúcho frisou que as diferenças políticas precisam ser colocadas de lado no momento em que o estado enfrenta fortes chuvas. “Temos que estar à altura do que a história nos exige, como lideranças públicas, colocando de lado qualquer diferença neste momento”, afirmou.

        Ao lado do ministro da Secretaria de Comunicação Social (Secom), Paulo Pimenta, e do ministro da Integração e Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, Eduardo Leite (PSDB/RS) disse que considera que a ida do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Rio Grande do Sul neste domingo “será muito bem-vinda”.

        Logo em seguida, Pimenta emendou que “o presidente Lula disse que não há limites orçamentários” para a ajuda do governo federal ao Estado.

        Em seu perfil no X (ex-Twitter), Lula havia postado alguns minutos antes que iria ao Rio Grande do Sul no domingo. “Estou em contato permanente com os ministros e o comando militar que estão no Rio Grande do Sul. Amanhã retorno ao estado para acompanhar e reforçar o trabalho coordenado com o governo do estado e as prefeituras nesse momento tão difícil”, escreveu, na rede social.

        O Rio Grande do Sul tem 55 mortes registradas, sete óbitos em investigação e 107 pessoas desaparecidas até o momento, conforme os números apresentados pelo governador, lamentando a tragédia. “Serão dias ainda muito difíceis pela frente, quero dar esse alerta para a população. Mas estamos atuando em todas as frentes”, afirmou, agradecendo o apoio “de cada servidor”, bem como dos voluntários, além de ministérios, das Forças Armadas, prefeitos e prefeitas.

Disponível em:<https://istoe.com.br/eduardo-leite-o-rs-vai-precisar-de-muito-apoio-uma-especie-de-plano-marshall/>. Acesso em: 04 mai. 2024. 

Observe o seguinte trecho do parágrafo 3º:


O governador gaúcho frisou que as diferenças políticas precisam ser colocadas de lado no momento em que o estado enfrenta fortes chuvas. “Temos que estar à altura do que a história nos exige, como lideranças públicas, colocando de lado qualquer diferença neste momento”, afirmou. 


As expressões citadas são exemplos de um fenômeno semântico conhecido como:

Alternativas
Q3232163 Português
Se a radiação pode causar câncer, por que a radioterapia é usada contra o câncer?

O câncer surge devido a células “quebradas” – e o que a radioterapia faz é quebrá-las ainda mais

Por Bruno Vaiano

Atualizado em 25 jul 2022, 10h24 - Publicado em 18 fev 2022, 07h45

        Um tumor aparece quando as células de um tecido ou órgão do nosso próprio corpo começam a se multiplicar de maneira descontrolada. Elas invadem o espaço das células saudáveis, roubam seus insumos (como açúcar e oxigênio) e interferem no funcionamento do organismo.

        Isso é possível porque as células anômalas têm mutações no DNA que tiram suas rédeas. Essas mutações são, em princípio, aleatórias: todos estamos sujeitos a um bug genético. Mas é claro que, se você não se cuidar, suas chances pioram. Álcool, tabaco, exposição exagerada ao sol, e outros comportamentos nocivos aumentam as chances de se desenvolver um câncer (alguns cânceres, vale dizer, são mais suscetíveis a estilo de vida enquanto outros dependem mais dos genes que vêm de fábrica com você: herdabilidade também é importante).

        Acontece que há um limite para o quanto uma célula pode funcionar quando ela dá defeito. A maior parte das mutações é ruim e debilita ou mata a célula. A ideia da radioterapia é causar tantas mutações no DNA das células cancerígenas que elas simplesmente morrem. Em resumo: o câncer consiste em células quebradas, a radiografia continua quebrando as células até elas simplesmente pararem de funcionar.

isponível em:<https://super.abril.com.br/coluna/oraculo/se-a-radiacao-pode-causar-cancer-por-que-a-radioterapia-e-usada-contra-o-cancer/> . Acesso em: 03 mai. 2024. 
Leia o período composto a seguir e sobre ele assinale a alternativa CORRETA:
“Isso é possível porque as céluas anômalas têm mutações no DNA que tiram suas rédeas”
Alternativas
Q3232157 Português
USP usa técnica da ovelha Dolly para fazer transplante de porcos em humanos

Esperança é de que, no futuro, abordagem diminua tempo de espera por um novo órgão.

Reinaldo José Lopes

SÃO CARLOS (SP)

        Pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) acabam de inaugurar um laboratório que, com alguma sorte, poderá viabilizar a prática dos xenotransplantes (transplantes de órgãos de animais para seres humanos) no Brasil.

        Médicos, geneticistas e veterinários, entre outros especialistas, usarão o espaço para abrigar porcas grávidas de filhotes geneticamente modificados. As alterações no DNA dos suínos servem para minimizar o risco de rejeição quando seus órgãos forem transferidos para pessoas que precisam de um transplante.

        Os primeiros testes bem-sucedidos já aparecem nos últimos anos em pacientes dos EUA, e a esperança é que, no futuro, a abordagem encurte o tempo de espera por um novo órgão, talvez dispensando, em alguns casos, a necessidade de um doador humano. Antes que isso se torne realidade, porém, é preciso vencer uma gama considerável de desafios técnicos, a começar pela reprodução dos próprios suínos.

        No papel, a abordagem parece simples. O material genético no núcleo de células fetais de porcos é alterado e, depois, transferido para óvulos suínos cujo DNA foi retirado.

        "Estamos usando a técnica que deu origem à ovelha Dolly", resume Mayana Zatz, geneticista do Centro de Estudos do Genoma Humano e de Células-Tronco da USP, uma das coordenadoras do projeto Xeno BR.

        O problema é que, mesmo quase 30 anos após o nascimento de Dolly, o primeiro mamífero clonado, produzir cópias genéticas de qualquer animal doméstico ainda é um processo complexo. A clonagem sempre envolve o uso de centenas ou até milhares de óvulos para, se tudo der certo, ocorrer o nascimento de um filhote viável.

        "Sabemos que a eficiência é baixa, mas estamos aprendendo que a qualidade das células a serem editadas geneticamente pode ter um papel importante no sucesso", diz Zatz. A equipe está sendo assessorada por Luiz Mauro Queiroz, brasileiro responsável pela criação dos porcos transgênicos (geneticamente modificados) da empresa eGenesis nos EUA. A equipe americana já realizou seus primeiros transplantes suíno-humanos.

        Também ainda não está totalmente claro quantas modificações no DNA são necessárias para que os órgãos de porcos sejam substitutos aceitáveis daqueles doados por pessoas.

[...]

        "Alguns grupos acreditam que seja suficiente silenciar três genes [grosso modo, regiões funcionais do DNA] dos porcos, o que tem sido a nossa proposta. Outros defendem que um só gene poderia ser suficiente ou que seja necessário introduzir genes humanos", diz a geneticista. "Somente com o seguimento dos pacientes a longo prazo será possível responder essa pergunta."

        O cirurgião Silvano Raia, da Faculdade de Medicina da USP, coordena o trabalho ao lado de Zatz e diz que o objetivo inicial do trabalho é viabilizar um xenotransplante de rim, como já aconteceu nos EUA.

        "Na hipótese de insucesso, podemos retirar o xenoenxerto não funcionante e fazer com que o paciente volte a fazer hemodiálise até que esteja em condições de receber um alotransplante [de um doador humano], para o qual terá uma prioridade que não tinha antes do xenotransplante", explica Raia.

        Esse primeiro candidato a receptor precisará ter condições clínicas para receber o órgão do suíno geneticamente modificado e, ao mesmo tempo, não ter prioridade na lista de espera por um órgão humano. "Os xenotransplantes já realizados de coração e rim seguiram essa conduta."

        De acordo com Raia, ainda é cedo para dizer se o avanço da técnica vai acabar equiparando os xenotransplantes, em termos de sucesso e riscos, aos feitos hoje com as técnicas convencionais, embora essa possibilidade exista.

        Ao menos por ora, os pacientes que receberem os órgãos suínos deverão ter de enfrentar um esquema imunossupressor mais potente e constante. Ou seja, eles farão um uso mais intenso de medicamentos que controlam o sistema de defesa de seu organismo, para que ele não rejeite o transplante como um corpo estranho.

        "Em consequência disso, a possiblidade de esse paciente se contaminar será maior, sem dúvida. Ele terá de seguir recomendações que evitem ao máximo o contato com fontes de infecção", observa o médico.

        Raia lembra ainda que pesquisas feitas anteriormente no Brasil com candidatos na fila por rim ou fígado que já tinham recebido novos órgãos mostram que 91% aceitariam um xenotransplante suíno caso fosse necessário, taxa superior à de países como a China (75%) e Turquia (43%).

Disponível em:<https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2024/05/usp-se-prepara-para-fazer-transplantes-de-orgaos-de-porcos-para-humanos.shtm> . Acesso em: 03 mai. 2024.

Considere o seguinte trecho do artigo em questão:

        "Alguns grupos acreditam que seja suficiente silenciar três genes [grosso modo, regiões funcionais do DNA] dos porcos, o que tem sido a nossa proposta. Outros defendem que um só gene poderia ser suficiente ou que seja necessário introduzir genes humanos", diz a geneticista. "Somente com o seguimento dos pacientes a longo prazo será possível responder essa pergunta."

        O cirurgião Silvano Raia, da Faculdade de Medicina da USP, coordena o trabalho ao lado de Zatz e diz que o objetivo inicial do trabalho é viabilizar um xenotransplante de rim, como já aconteceu nos EUA.

        "Na hipótese de insucesso, podemos retirar o xenoenxerto não funcionante e fazer com que o paciente volte a fazer hemodiálise até que esteja em condições de receber um alotransplante [de um doador humano], para o qual terá uma prioridade que não tinha antes do xenotransplante", explica Raia.

        Esse primeiro candidato a receptor precisará ter condições clínicas para receber o órgão do suíno geneticamente modificado e, ao mesmo tempo, não ter prioridade na lista de espera por um órgão humano. "Os xenotransplantes já realizados de coração e rim seguiram essa conduta." 


Assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q3231885 Veterinária

A Lei nº 12.916, de 16 de abril de 2008, dispõe sobre o controle da reprodução de cães e gatos e dá providências correlatas.


Considerando os critérios expostos na Lei, assinale a alternativa que contém a conduta correta.

Alternativas
Respostas
8061: A
8062: C
8063: C
8064: A
8065: D
8066: E
8067: B
8068: E
8069: A
8070: D
8071: C
8072: B
8073: B
8074: E
8075: A
8076: D
8077: C
8078: B
8079: A
8080: C