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Leia o texto a seguir para responder à questão.
Compreendo perfeitamente o pintor Raimundo Nogueira. Ele, a mais bem-humorada e a mais cordial de todas as criaturas que conheço, cortou relações há alguns anos com um sujeito. Fez deste o seu único inimigo, negando-lhe cumprimento. E andou certo, a meu ver. O indivíduo em apreço, naquela época ainda em muito boas relações com o Raimundo, era dono duma churrascaria em Ipanema e dum terreno que desejava vender. O pintor se interessou pelo lote e foi vê-lo; no dia seguinte levou a família e, mal chegou ao lugar, ficou indignado e voltou: o proprietário do lote mandara derrubar uma frondosa mangueira que tinha lá. Na churrascaria, houve o seguinte diálogo:
Raimundo: – E a árvore? E a mangueira?
Dono: – Mandei cortar.
Raimundo: – Por quê, rapaz? Por quê?
Dono: – Acho que os pretendentes podem ver melhor o terreno sem a árvore.
Raimundo: – Ah, é assim, não é? Então, é favor não falar mais comigo.
Foi-se embora; desde então, quando passa defronte da churrascaria, Raimundo vira o rosto. Há entre churrasqueiro e pintor uma árvore morta.
Não sei com quem brigar, a quem virar o rosto. Mas cortaram também a amendoeira que existia debaixo da minha janela, no quintal ao lado. Era uma das maiores e das mais bonitas amendoeiras do Rio. Foi abaixo, para ceder lugar a uma garagem. Ora, seu tronco era longo, portanto, seria a coisa mais simples do mundo fazer um buraco no teto da garagem para o tronco passar, antes de se abrir em galhos e folhas no alto. A ideia não ocorreu ao proprietário do edifício que se constrói e que julgou ainda mais simples pôr a árvore no chão. Trata-se duma alma irmã à do churrasqueiro. Um sujeito que não merece o meu respeito ou a minha confiança. Assim, em meu nome, no do pintor Raimundo Nogueira e de todas as pessoas que gostam de árvores, eu o mando para o diabo que o carregue.
(Paulo Mendes Campos. Árvores. Disponível em: https://cronicabrasileira. org.br/cronicas/19359/arvores. Acesso em 23.05.2024. Adaptado)
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Compreendo perfeitamente o pintor Raimundo Nogueira. Ele, a mais bem-humorada e a mais cordial de todas as criaturas que conheço, cortou relações há alguns anos com um sujeito. Fez deste o seu único inimigo, negando-lhe cumprimento. E andou certo, a meu ver. O indivíduo em apreço, naquela época ainda em muito boas relações com o Raimundo, era dono duma churrascaria em Ipanema e dum terreno que desejava vender. O pintor se interessou pelo lote e foi vê-lo; no dia seguinte levou a família e, mal chegou ao lugar, ficou indignado e voltou: o proprietário do lote mandara derrubar uma frondosa mangueira que tinha lá. Na churrascaria, houve o seguinte diálogo:
Raimundo: – E a árvore? E a mangueira?
Dono: – Mandei cortar.
Raimundo: – Por quê, rapaz? Por quê?
Dono: – Acho que os pretendentes podem ver melhor o terreno sem a árvore.
Raimundo: – Ah, é assim, não é? Então, é favor não falar mais comigo.
Foi-se embora; desde então, quando passa defronte da churrascaria, Raimundo vira o rosto. Há entre churrasqueiro e pintor uma árvore morta.
Não sei com quem brigar, a quem virar o rosto. Mas cortaram também a amendoeira que existia debaixo da minha janela, no quintal ao lado. Era uma das maiores e das mais bonitas amendoeiras do Rio. Foi abaixo, para ceder lugar a uma garagem. Ora, seu tronco era longo, portanto, seria a coisa mais simples do mundo fazer um buraco no teto da garagem para o tronco passar, antes de se abrir em galhos e folhas no alto. A ideia não ocorreu ao proprietário do edifício que se constrói e que julgou ainda mais simples pôr a árvore no chão. Trata-se duma alma irmã à do churrasqueiro. Um sujeito que não merece o meu respeito ou a minha confiança. Assim, em meu nome, no do pintor Raimundo Nogueira e de todas as pessoas que gostam de árvores, eu o mando para o diabo que o carregue.
(Paulo Mendes Campos. Árvores. Disponível em: https://cronicabrasileira. org.br/cronicas/19359/arvores. Acesso em 23.05.2024. Adaptado)
Leia o texto a seguir.
Letramento digital: a educação como estratégia de combate à desinformação
"Big Data", "fake news" e desinformação são expressões amplamente discutidas nos últimos anos, em que a questão se tornou mais evidente e necessária por conta do avanço da tecnologia e da facilidade de acesso à informação. Cada vez mais pessoas estão expostas a uma quantidade enorme de dados - o que pode se tornar um problema quando essas informações são falsas ou distorcidas.
Nesse contexto, a importância do letramento digital se torna fundamental para que as pessoas saibam identificar e combater a desinformação. Mas é importante lembrar-se sempre de que, apesar de não ser um fenômeno recente, a desinformação, com a disseminação das fake news através da internet e das redes sociais, ganhou uma proporção ainda maior. Em campanhas eleitorais, por exemplo, o uso de notícias falsas e informações distorcidas pode influenciar o resultado do pleito, manipulando a opinião pública. Essas táticas têm sido muito utilizadas, pois é mais fácil disseminar informações falsas do que corrigi-las.
É nesse contexto que o letramento digital se mostra essencial. O termo "letramento" refere-se à capacidade de entender, interpretar e utilizar informações escritas. No caso do letramento digital, a ideia é capacitar as pessoas a compreender e utilizar as tecnologias digitais de forma crítica e reflexiva, especialmente no que diz respeito à verificação e identificação de informações falsas.
O letramento digital pode ocorrer através da educação, desde a infância, com a inclusão de disciplinas específicas ou a organização de seminários e palestras para ensinar os menores a usar a internet de forma segura e responsável. Essas disciplinas podem abordar desde o funcionamento básico do sistema de buscas até a importância de checar a veracidade das informações antes de compartilhá-las. Além disso, é importante ensinar aos alunos sobre a importância de fontes confiáveis e como reconhecê-las. Relevante lembrar que, embora seja interessante criar na nova geração esse senso de responsabilidade com a informação, o letramento digital não só pode como deve continuar ao longo da vida.
Disponível em:
<https://www.terra.com.br/noticias/brasil/politica/letramento-digital-a-educacao-como-estrategia-de-combate-a-desinformacao,66280cbdb3170bc9d5a2f3452d460001n1csnfqn.html>.Acesso em: 16 ago. 2024. [Adaptado].
O texto acima destaca a importância de desenvolver habilidades de letramento digital, incluindo ensinar “[…] o funcionamento básico do sistema de buscas”. Além disso, é importante saber realizar buscas de forma eficiente em mecanismos disseminados como o Google. Caso alguém queira apurar a origem de uma notícia publicada em alguma plataforma de mídia digital, para pesquisar uma correspondência exata do título ou trecho de uma notícia qualquer no Google, deve-se inserir aquele trecho de texto na busca