Questões de Concurso Para agente de combate a endemias

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Q4267333 Não definido
Na compra de 13 caixas contendo 24 lápis de cor, foram gastos R$ 36,27. Nessas condições, o valor gasto na compra de 8 caixas de lápis iguais às anteriores é igual à:
Alternativas
Q4267332 Não definido
Um estoquista de uma papelaria recebeu 286 agendas e 104 cadernos para serem divididos em lotes contendo o mesmo produto, sem que haja sobras de produtos. Sabendo que cada lote deve ter a mesma quantidade de produtos e que a quantidade de produtos por lote deve ser a maior possível, então cada lote terá: 
Alternativas
Q4267331 Não definido
Suponha que uma senha para acessar um programa de computador, seja composta por duas letras do alfabeto e três algarismos, nesta ordem. Nessas condições, a quantidade de senhas que podem ser formadas com essa quantidade de letras e esses algarismos, é igual à:
Alternativas
Q4267330 Não definido
A representação fracionária irredutível do número racional 1,28 é igual à:
Alternativas
Q4267329 Não definido
Considerando a concordância nominal, marque a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q4267328 Não definido
Em: A eventualidade de interferências __________ - nos a compreender que ___________ uma relação complexa entre homem e sociedade que os ___________ reciprocamente subordinados.

Considerando a concordância verbal, marque a alternativa correta. 
Alternativas
Q4267327 Não definido
Leia o texto para responder a questão.

Do coração partido

    Sentada junto à sacada para que com a luz lhe chegasse a vida da rua, a jovem costurava o longo traje de seda cor de jade que alguma dama iria vestir.
    Essa seda agora muda – pensava a costureira enquanto a agulha que retinha nos dedos ia e vinha – haveria de farfalhar sobre mármores, ondeando a cada passo da dama, exibindo e ocultando nos poços das pregas seu suave verde. O traje luziria nobre como uma joia. E dos pontos, dos pontos todos, pequenos e incontáveis que ela, aplicada, tecia dia após dia, ninguém saberia.
    Assim ia pensando a moça, quando uma gota de sangue caiu sobre o tecido.
   De onde vinha esse sangue? Perguntou-se em assombro, afastando a seda e olhando as próprias mãos limpas. Levantou o olhar. De um vaso na sacada, uma roseira subia pela parede oferecendo, ao alto, uma única rosa flamejante.
    – Foi ela – sussurrou o besouro que parecia dormir sobre uma folha. – Foi do seu coração partido. Esfregou a cabeça com as patinhas. – Sensível demais, essa rosa – acrescentou, não sem um toque de censura. – Um mancebo acabou de passar lá embaixo, nem olhou para ela. E bastou esse nada, essa quase presença, para ela sofrer de amor. 
    Por um instante esquecida do traje, a moça debruçou-se na sacada. Lá ia o mancebo afastando-se num esvoejar da capa em meio às gentes e cavalos. – Senhor! Senhor! – gritou ela, mas nem tão alto, que não lhe ficaria bem. E agitava o braço.
   O mancebo não chegou a ouvir. Afinal, não era o seu nome que chamavam. Mas voltou-se assim mesmo, voltou-se porque sentiu que devia voltar-se ou porque alguém ao seu lado virou a cabeça de súbito como se não pudesse perder algo que estava acontecendo. E voltandose viu, debruçada no alto de uma sacada, uma jovem que agitava o braço, uma jovem envolta em sol, cuja trança pendia tentadora como uma escada. E aquela jovem, sim, aquela jovem o chamava.
    Retornar sobre os próprios passos, atravessar um portão, subir degraus, que tão rápido isso pode acontecer quando se tem pressa. E eis que o mancebo estava de pé junto à sacada, junto à moça. Ela não teve nem tempo de dizer por que o havia chamado, que já o mancebo extraía seu punhal e, de um golpe, decepava a rosa para lhe oferecer.
    Uma última gota de sangue caiu sobre a seda verde esquecida no chão. Mas a moça costureira, que agora só tinha olhos para o mancebo, nem viu. 

(Marina Colasanti)
As palavras: “após – incontáveis – mármores – pé,” são acentuadas, porque são, respectivamente, 
Alternativas
Q4267326 Não definido
Leia o texto para responder a questão.

Do coração partido

    Sentada junto à sacada para que com a luz lhe chegasse a vida da rua, a jovem costurava o longo traje de seda cor de jade que alguma dama iria vestir.
    Essa seda agora muda – pensava a costureira enquanto a agulha que retinha nos dedos ia e vinha – haveria de farfalhar sobre mármores, ondeando a cada passo da dama, exibindo e ocultando nos poços das pregas seu suave verde. O traje luziria nobre como uma joia. E dos pontos, dos pontos todos, pequenos e incontáveis que ela, aplicada, tecia dia após dia, ninguém saberia.
    Assim ia pensando a moça, quando uma gota de sangue caiu sobre o tecido.
   De onde vinha esse sangue? Perguntou-se em assombro, afastando a seda e olhando as próprias mãos limpas. Levantou o olhar. De um vaso na sacada, uma roseira subia pela parede oferecendo, ao alto, uma única rosa flamejante.
    – Foi ela – sussurrou o besouro que parecia dormir sobre uma folha. – Foi do seu coração partido. Esfregou a cabeça com as patinhas. – Sensível demais, essa rosa – acrescentou, não sem um toque de censura. – Um mancebo acabou de passar lá embaixo, nem olhou para ela. E bastou esse nada, essa quase presença, para ela sofrer de amor. 
    Por um instante esquecida do traje, a moça debruçou-se na sacada. Lá ia o mancebo afastando-se num esvoejar da capa em meio às gentes e cavalos. – Senhor! Senhor! – gritou ela, mas nem tão alto, que não lhe ficaria bem. E agitava o braço.
   O mancebo não chegou a ouvir. Afinal, não era o seu nome que chamavam. Mas voltou-se assim mesmo, voltou-se porque sentiu que devia voltar-se ou porque alguém ao seu lado virou a cabeça de súbito como se não pudesse perder algo que estava acontecendo. E voltandose viu, debruçada no alto de uma sacada, uma jovem que agitava o braço, uma jovem envolta em sol, cuja trança pendia tentadora como uma escada. E aquela jovem, sim, aquela jovem o chamava.
    Retornar sobre os próprios passos, atravessar um portão, subir degraus, que tão rápido isso pode acontecer quando se tem pressa. E eis que o mancebo estava de pé junto à sacada, junto à moça. Ela não teve nem tempo de dizer por que o havia chamado, que já o mancebo extraía seu punhal e, de um golpe, decepava a rosa para lhe oferecer.
    Uma última gota de sangue caiu sobre a seda verde esquecida no chão. Mas a moça costureira, que agora só tinha olhos para o mancebo, nem viu. 

(Marina Colasanti)
No fragmento: “– Foi ela – sussurrou o besouro que parecia dormir sobre uma folha. – Foi do seu coração partido.” Há a presença dos travessões que foram usados nesse contexto, predominantemente, para 
Alternativas
Q4267325 Não definido
Leia o texto para responder a questão.

Do coração partido

    Sentada junto à sacada para que com a luz lhe chegasse a vida da rua, a jovem costurava o longo traje de seda cor de jade que alguma dama iria vestir.
    Essa seda agora muda – pensava a costureira enquanto a agulha que retinha nos dedos ia e vinha – haveria de farfalhar sobre mármores, ondeando a cada passo da dama, exibindo e ocultando nos poços das pregas seu suave verde. O traje luziria nobre como uma joia. E dos pontos, dos pontos todos, pequenos e incontáveis que ela, aplicada, tecia dia após dia, ninguém saberia.
    Assim ia pensando a moça, quando uma gota de sangue caiu sobre o tecido.
   De onde vinha esse sangue? Perguntou-se em assombro, afastando a seda e olhando as próprias mãos limpas. Levantou o olhar. De um vaso na sacada, uma roseira subia pela parede oferecendo, ao alto, uma única rosa flamejante.
    – Foi ela – sussurrou o besouro que parecia dormir sobre uma folha. – Foi do seu coração partido. Esfregou a cabeça com as patinhas. – Sensível demais, essa rosa – acrescentou, não sem um toque de censura. – Um mancebo acabou de passar lá embaixo, nem olhou para ela. E bastou esse nada, essa quase presença, para ela sofrer de amor. 
    Por um instante esquecida do traje, a moça debruçou-se na sacada. Lá ia o mancebo afastando-se num esvoejar da capa em meio às gentes e cavalos. – Senhor! Senhor! – gritou ela, mas nem tão alto, que não lhe ficaria bem. E agitava o braço.
   O mancebo não chegou a ouvir. Afinal, não era o seu nome que chamavam. Mas voltou-se assim mesmo, voltou-se porque sentiu que devia voltar-se ou porque alguém ao seu lado virou a cabeça de súbito como se não pudesse perder algo que estava acontecendo. E voltandose viu, debruçada no alto de uma sacada, uma jovem que agitava o braço, uma jovem envolta em sol, cuja trança pendia tentadora como uma escada. E aquela jovem, sim, aquela jovem o chamava.
    Retornar sobre os próprios passos, atravessar um portão, subir degraus, que tão rápido isso pode acontecer quando se tem pressa. E eis que o mancebo estava de pé junto à sacada, junto à moça. Ela não teve nem tempo de dizer por que o havia chamado, que já o mancebo extraía seu punhal e, de um golpe, decepava a rosa para lhe oferecer.
    Uma última gota de sangue caiu sobre a seda verde esquecida no chão. Mas a moça costureira, que agora só tinha olhos para o mancebo, nem viu. 

(Marina Colasanti)
O fragmento: “O mancebo não chegou a ouvir. Afinal, não era o seu nome que chamavam. Mas voltouse assim mesmo, voltou-se porque sentiu que devia voltar-se...” pode ser reescrito considerando coesão e coerência em qual alternativa?
Alternativas
Q4267324 Não definido
Leia o texto para responder a questão.

Do coração partido

    Sentada junto à sacada para que com a luz lhe chegasse a vida da rua, a jovem costurava o longo traje de seda cor de jade que alguma dama iria vestir.
    Essa seda agora muda – pensava a costureira enquanto a agulha que retinha nos dedos ia e vinha – haveria de farfalhar sobre mármores, ondeando a cada passo da dama, exibindo e ocultando nos poços das pregas seu suave verde. O traje luziria nobre como uma joia. E dos pontos, dos pontos todos, pequenos e incontáveis que ela, aplicada, tecia dia após dia, ninguém saberia.
    Assim ia pensando a moça, quando uma gota de sangue caiu sobre o tecido.
   De onde vinha esse sangue? Perguntou-se em assombro, afastando a seda e olhando as próprias mãos limpas. Levantou o olhar. De um vaso na sacada, uma roseira subia pela parede oferecendo, ao alto, uma única rosa flamejante.
    – Foi ela – sussurrou o besouro que parecia dormir sobre uma folha. – Foi do seu coração partido. Esfregou a cabeça com as patinhas. – Sensível demais, essa rosa – acrescentou, não sem um toque de censura. – Um mancebo acabou de passar lá embaixo, nem olhou para ela. E bastou esse nada, essa quase presença, para ela sofrer de amor. 
    Por um instante esquecida do traje, a moça debruçou-se na sacada. Lá ia o mancebo afastando-se num esvoejar da capa em meio às gentes e cavalos. – Senhor! Senhor! – gritou ela, mas nem tão alto, que não lhe ficaria bem. E agitava o braço.
   O mancebo não chegou a ouvir. Afinal, não era o seu nome que chamavam. Mas voltou-se assim mesmo, voltou-se porque sentiu que devia voltar-se ou porque alguém ao seu lado virou a cabeça de súbito como se não pudesse perder algo que estava acontecendo. E voltandose viu, debruçada no alto de uma sacada, uma jovem que agitava o braço, uma jovem envolta em sol, cuja trança pendia tentadora como uma escada. E aquela jovem, sim, aquela jovem o chamava.
    Retornar sobre os próprios passos, atravessar um portão, subir degraus, que tão rápido isso pode acontecer quando se tem pressa. E eis que o mancebo estava de pé junto à sacada, junto à moça. Ela não teve nem tempo de dizer por que o havia chamado, que já o mancebo extraía seu punhal e, de um golpe, decepava a rosa para lhe oferecer.
    Uma última gota de sangue caiu sobre a seda verde esquecida no chão. Mas a moça costureira, que agora só tinha olhos para o mancebo, nem viu. 

(Marina Colasanti)
Considerando respectivamente, as palavras: farfalhar – junto – joia – saberia, tem-se: 
Alternativas
Q4267323 Não definido
Leia o texto para responder a questão.

Do coração partido

    Sentada junto à sacada para que com a luz lhe chegasse a vida da rua, a jovem costurava o longo traje de seda cor de jade que alguma dama iria vestir.
    Essa seda agora muda – pensava a costureira enquanto a agulha que retinha nos dedos ia e vinha – haveria de farfalhar sobre mármores, ondeando a cada passo da dama, exibindo e ocultando nos poços das pregas seu suave verde. O traje luziria nobre como uma joia. E dos pontos, dos pontos todos, pequenos e incontáveis que ela, aplicada, tecia dia após dia, ninguém saberia.
    Assim ia pensando a moça, quando uma gota de sangue caiu sobre o tecido.
   De onde vinha esse sangue? Perguntou-se em assombro, afastando a seda e olhando as próprias mãos limpas. Levantou o olhar. De um vaso na sacada, uma roseira subia pela parede oferecendo, ao alto, uma única rosa flamejante.
    – Foi ela – sussurrou o besouro que parecia dormir sobre uma folha. – Foi do seu coração partido. Esfregou a cabeça com as patinhas. – Sensível demais, essa rosa – acrescentou, não sem um toque de censura. – Um mancebo acabou de passar lá embaixo, nem olhou para ela. E bastou esse nada, essa quase presença, para ela sofrer de amor. 
    Por um instante esquecida do traje, a moça debruçou-se na sacada. Lá ia o mancebo afastando-se num esvoejar da capa em meio às gentes e cavalos. – Senhor! Senhor! – gritou ela, mas nem tão alto, que não lhe ficaria bem. E agitava o braço.
   O mancebo não chegou a ouvir. Afinal, não era o seu nome que chamavam. Mas voltou-se assim mesmo, voltou-se porque sentiu que devia voltar-se ou porque alguém ao seu lado virou a cabeça de súbito como se não pudesse perder algo que estava acontecendo. E voltandose viu, debruçada no alto de uma sacada, uma jovem que agitava o braço, uma jovem envolta em sol, cuja trança pendia tentadora como uma escada. E aquela jovem, sim, aquela jovem o chamava.
    Retornar sobre os próprios passos, atravessar um portão, subir degraus, que tão rápido isso pode acontecer quando se tem pressa. E eis que o mancebo estava de pé junto à sacada, junto à moça. Ela não teve nem tempo de dizer por que o havia chamado, que já o mancebo extraía seu punhal e, de um golpe, decepava a rosa para lhe oferecer.
    Uma última gota de sangue caiu sobre a seda verde esquecida no chão. Mas a moça costureira, que agora só tinha olhos para o mancebo, nem viu. 

(Marina Colasanti)
Em: “E voltando-se viu, debruçada no alto de uma sacada, uma jovem que agitava o braço, uma jovem envolta em sol, cuja trança pendia tentadora como uma escada.” A expressão sublinhada apresenta predominantemente, qual figura de linguagem?
Alternativas
Q4267322 Não definido
Leia o texto para responder a questão.

Do coração partido

    Sentada junto à sacada para que com a luz lhe chegasse a vida da rua, a jovem costurava o longo traje de seda cor de jade que alguma dama iria vestir.
    Essa seda agora muda – pensava a costureira enquanto a agulha que retinha nos dedos ia e vinha – haveria de farfalhar sobre mármores, ondeando a cada passo da dama, exibindo e ocultando nos poços das pregas seu suave verde. O traje luziria nobre como uma joia. E dos pontos, dos pontos todos, pequenos e incontáveis que ela, aplicada, tecia dia após dia, ninguém saberia.
    Assim ia pensando a moça, quando uma gota de sangue caiu sobre o tecido.
   De onde vinha esse sangue? Perguntou-se em assombro, afastando a seda e olhando as próprias mãos limpas. Levantou o olhar. De um vaso na sacada, uma roseira subia pela parede oferecendo, ao alto, uma única rosa flamejante.
    – Foi ela – sussurrou o besouro que parecia dormir sobre uma folha. – Foi do seu coração partido. Esfregou a cabeça com as patinhas. – Sensível demais, essa rosa – acrescentou, não sem um toque de censura. – Um mancebo acabou de passar lá embaixo, nem olhou para ela. E bastou esse nada, essa quase presença, para ela sofrer de amor. 
    Por um instante esquecida do traje, a moça debruçou-se na sacada. Lá ia o mancebo afastando-se num esvoejar da capa em meio às gentes e cavalos. – Senhor! Senhor! – gritou ela, mas nem tão alto, que não lhe ficaria bem. E agitava o braço.
   O mancebo não chegou a ouvir. Afinal, não era o seu nome que chamavam. Mas voltou-se assim mesmo, voltou-se porque sentiu que devia voltar-se ou porque alguém ao seu lado virou a cabeça de súbito como se não pudesse perder algo que estava acontecendo. E voltandose viu, debruçada no alto de uma sacada, uma jovem que agitava o braço, uma jovem envolta em sol, cuja trança pendia tentadora como uma escada. E aquela jovem, sim, aquela jovem o chamava.
    Retornar sobre os próprios passos, atravessar um portão, subir degraus, que tão rápido isso pode acontecer quando se tem pressa. E eis que o mancebo estava de pé junto à sacada, junto à moça. Ela não teve nem tempo de dizer por que o havia chamado, que já o mancebo extraía seu punhal e, de um golpe, decepava a rosa para lhe oferecer.
    Uma última gota de sangue caiu sobre a seda verde esquecida no chão. Mas a moça costureira, que agora só tinha olhos para o mancebo, nem viu. 

(Marina Colasanti)
No fragmento: “Assim ia pensando a moça, quando uma gota de sangue caiu sobre o tecido.” O termo ‘assim’, pode ser substituído, sem mudança de sentido por: 
Alternativas
Q4267321 Não definido
Leia o texto para responder a questão.

Do coração partido

    Sentada junto à sacada para que com a luz lhe chegasse a vida da rua, a jovem costurava o longo traje de seda cor de jade que alguma dama iria vestir.
    Essa seda agora muda – pensava a costureira enquanto a agulha que retinha nos dedos ia e vinha – haveria de farfalhar sobre mármores, ondeando a cada passo da dama, exibindo e ocultando nos poços das pregas seu suave verde. O traje luziria nobre como uma joia. E dos pontos, dos pontos todos, pequenos e incontáveis que ela, aplicada, tecia dia após dia, ninguém saberia.
    Assim ia pensando a moça, quando uma gota de sangue caiu sobre o tecido.
   De onde vinha esse sangue? Perguntou-se em assombro, afastando a seda e olhando as próprias mãos limpas. Levantou o olhar. De um vaso na sacada, uma roseira subia pela parede oferecendo, ao alto, uma única rosa flamejante.
    – Foi ela – sussurrou o besouro que parecia dormir sobre uma folha. – Foi do seu coração partido. Esfregou a cabeça com as patinhas. – Sensível demais, essa rosa – acrescentou, não sem um toque de censura. – Um mancebo acabou de passar lá embaixo, nem olhou para ela. E bastou esse nada, essa quase presença, para ela sofrer de amor. 
    Por um instante esquecida do traje, a moça debruçou-se na sacada. Lá ia o mancebo afastando-se num esvoejar da capa em meio às gentes e cavalos. – Senhor! Senhor! – gritou ela, mas nem tão alto, que não lhe ficaria bem. E agitava o braço.
   O mancebo não chegou a ouvir. Afinal, não era o seu nome que chamavam. Mas voltou-se assim mesmo, voltou-se porque sentiu que devia voltar-se ou porque alguém ao seu lado virou a cabeça de súbito como se não pudesse perder algo que estava acontecendo. E voltandose viu, debruçada no alto de uma sacada, uma jovem que agitava o braço, uma jovem envolta em sol, cuja trança pendia tentadora como uma escada. E aquela jovem, sim, aquela jovem o chamava.
    Retornar sobre os próprios passos, atravessar um portão, subir degraus, que tão rápido isso pode acontecer quando se tem pressa. E eis que o mancebo estava de pé junto à sacada, junto à moça. Ela não teve nem tempo de dizer por que o havia chamado, que já o mancebo extraía seu punhal e, de um golpe, decepava a rosa para lhe oferecer.
    Uma última gota de sangue caiu sobre a seda verde esquecida no chão. Mas a moça costureira, que agora só tinha olhos para o mancebo, nem viu. 

(Marina Colasanti)
A finalidade principal desse texto é: 
Alternativas
Q4267320 Não definido
Leia o texto para responder a questão.

Do coração partido

    Sentada junto à sacada para que com a luz lhe chegasse a vida da rua, a jovem costurava o longo traje de seda cor de jade que alguma dama iria vestir.
    Essa seda agora muda – pensava a costureira enquanto a agulha que retinha nos dedos ia e vinha – haveria de farfalhar sobre mármores, ondeando a cada passo da dama, exibindo e ocultando nos poços das pregas seu suave verde. O traje luziria nobre como uma joia. E dos pontos, dos pontos todos, pequenos e incontáveis que ela, aplicada, tecia dia após dia, ninguém saberia.
    Assim ia pensando a moça, quando uma gota de sangue caiu sobre o tecido.
   De onde vinha esse sangue? Perguntou-se em assombro, afastando a seda e olhando as próprias mãos limpas. Levantou o olhar. De um vaso na sacada, uma roseira subia pela parede oferecendo, ao alto, uma única rosa flamejante.
    – Foi ela – sussurrou o besouro que parecia dormir sobre uma folha. – Foi do seu coração partido. Esfregou a cabeça com as patinhas. – Sensível demais, essa rosa – acrescentou, não sem um toque de censura. – Um mancebo acabou de passar lá embaixo, nem olhou para ela. E bastou esse nada, essa quase presença, para ela sofrer de amor. 
    Por um instante esquecida do traje, a moça debruçou-se na sacada. Lá ia o mancebo afastando-se num esvoejar da capa em meio às gentes e cavalos. – Senhor! Senhor! – gritou ela, mas nem tão alto, que não lhe ficaria bem. E agitava o braço.
   O mancebo não chegou a ouvir. Afinal, não era o seu nome que chamavam. Mas voltou-se assim mesmo, voltou-se porque sentiu que devia voltar-se ou porque alguém ao seu lado virou a cabeça de súbito como se não pudesse perder algo que estava acontecendo. E voltandose viu, debruçada no alto de uma sacada, uma jovem que agitava o braço, uma jovem envolta em sol, cuja trança pendia tentadora como uma escada. E aquela jovem, sim, aquela jovem o chamava.
    Retornar sobre os próprios passos, atravessar um portão, subir degraus, que tão rápido isso pode acontecer quando se tem pressa. E eis que o mancebo estava de pé junto à sacada, junto à moça. Ela não teve nem tempo de dizer por que o havia chamado, que já o mancebo extraía seu punhal e, de um golpe, decepava a rosa para lhe oferecer.
    Uma última gota de sangue caiu sobre a seda verde esquecida no chão. Mas a moça costureira, que agora só tinha olhos para o mancebo, nem viu. 

(Marina Colasanti)
Neste texto, a construção da narratividade, predominantemente, apresenta de forma sequenciada: 
Alternativas
Q4377678 Não definido
A Vigilância em Saúde constitui um processo _________ e sistemático de _________, consolidação, análise e disseminação de dados sobre eventos relacionados à saúde, visando o planejamento e a implementação de medidas de saúde pública para a _________ da saúde da população, a prevenção e controle de riscos, agravos e doenças, bem como para a _________ da saúde.
Em sequência, as palavras que completam CORRETAMENTE essas lacunas são:
Alternativas
Q4377677 Não definido
Vigilância em Saúde do Trabalhador (VISAT) é um componente do Sistema Nacional de Vigilância em Saúde, que visa à promoção da saúde e à redução da morbimortalidade da população trabalhadora, por meio da integração de ações que intervenham nos agravos e seus determinantes decorrentes dos modelos de desenvolvimento e processos produtivos. Há várias estratégias para consolidar as ações da VISAT. A observação sócio-espacial e de intervenção por varredura, em pequena área geográfica previamente delimitada (setor censitário, distrito de saúde, bairro, distrito industrial, município, etc.) contempla todos os processos de trabalho capazes de gerar dano à saúde, é uma estratégia que é denominada de: Fonte: Diretrizes de implantação da Vigilância em Saúde do Trabalhador no SUS 
Alternativas
Q4377676 Não definido
Os dejetos humanos podem ser veículos de germes patogênicos de várias doenças. Das doenças abaixo, a única que NÃO é veiculada por dejetos humanos é 
Alternativas
Q4377675 Não definido
Esgoto é o termo usado para as águas que, após a utilização humana, apresentam as suas características naturais alteradas. Conforme o uso predominante: comercial, industrial ou doméstico, essas águas apresentarão características diferentes e são genericamente designadas de esgoto, ou águas servidas. (Fonte: Manual do Saneamento Básico. Trata Brasil, 2012.)

1. Esgoto doméstico. 2. Esgoto industrial. 3. Água pluvial.  4. Água de infiltração.

( ) Águas procedentes das chuvas.
( ) Águas do subsolo que se introduzem na rede. 
( ) Águas provenientes, principalmente, de residências, estabelecimentos comerciais, instituições ou qualquer edificação que dispõem de instalações de banheiros, lavanderias e cozinhas. Compõem-se essencialmente da água de banho, excretas, papel higiênico, restos de comida, sabão, detergentes e águas de lavagem.
( ) Resíduos orgânicos, de indústria de alimentos, matadouros, etc; as águas residuárias agressivas, procedentes de indústrias de metais, etc; as águas residuárias procedentes de indústrias de cerâmica, água de refrigeração, etc. 

Asequência CORRETA dessa associação é: 
Alternativas
Q4377674 Não definido
As Boas Práticas de Manipulação de Alimentos são as de organização e higiene necessárias para garantir alimentos seguros envolvendo diferentes etapas que passam pelo manuseio e seleção dos fornecedores até chegarem à venda para o consumidor.
Assinale a alternativa que apresenta uma estratégia de armazenamento INADEQUADA para garantir a qualidade e segurança dos alimentos. 
Alternativas
Q4377673 Não definido
Atualmente, considera-se que o atendimento ao padrão de potabilidade da água é insuficiente para garantir a efetiva segurança da água para consumo humano. Neste sentido, qual a ferramenta de avaliação e gerenciamento dos riscos, indicada pela Organização Mundial de Saúde, constitui o instrumento mais efetivo para garantir a segurança do consumo, por envolver todas as etapas do fornecimento de água, desde a captação até o consumidor?
Alternativas
Respostas
13561: C
13562: C
13563: D
13564: C
13565: A
13566: A
13567: D
13568: A
13569: D
13570: C
13571: D
13572: D
13573: B
13574: A
13575: B
13576: D
13577: B
13578: A
13579: E
13580: C