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Q4372486 Português
Assinale a alternativa em que a vírgula foi empregada inadequadamente: 
Alternativas
Q4372485 Português
Dadas as sentenças:

1. Mal acabou a tarefa, tocou a campainha.
2. As crianças mal tocaram no lanche.

Com base nas frases anteriores, a quais classes de palavras os termos em destaque pertencem, de acordo com o contexto em que estão inseridas:  
Alternativas
Q4372484 Português
Das palavras sublinhadas nas sentenças abaixo somente uma está incorreta em relação ao emprego do prefixo: 
Alternativas
Q1910189 Português

ECLIPSES SOLARES DE MARTE 

Por Patrícia Gnipper, em 2020. 

O rover (um tipo de veículo usado em missões espaciais) Curiosity percorre o terreno marciano desde 2012 e já testemunhou diversos eclipses solares por lá. Sim, Marte também tem eclipses solares — eles podem acontecer em qualquer planeta que tenha alguma lua ao seu redor, na verdade. Afinal, um eclipse solar nada mais é do que o resultado da passagem de um corpo celeste à frente do Sol, seja de maneira parcial, anular ou total. Só que os eclipses solares observados a partir da superfície de Marte são bem diferentes dos que vemos aqui na Terra. 

Em Marte não existem eclipses solares totais. O rover Curiosity (e qualquer pessoa que estiver na superfície marciana em um futuro não muito distante) somente testemunha eclipses parciais e anulares. O motivo? É que as duas únicas luas do Planeta Vermelho — Fobos e Deimos — são pequenas demais para cobrirem o disco solar por inteiro quando passam à frente dele.

A passagem das luas Fobos e Deimos à frente do Sol também projeta sombras em Marte, tal qual acontece com a passagem da nossa Lua à frente do Sol. Só que esses "cones" de sombra acabam sendo curtos demais para atingirem a superfície, então eclipses solares marcianos não geram uma região no planeta onde o eclipse seria visto de maneira total. Então todos os eclipses que acontecem por lá acabam sendo parciais ou anulares, apenas.

E a NASA já mirou a câmera MastCam do Curiosity para o céu em várias ocasiões, flagrando eclipses ao longo desses quase oito anos de operação.

(disponível em: https://bit.ly/38Znuyh. Com adaptações.)

Leia o texto 'ECLIPSES SOLARES DE MARTE' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. O texto leva o leitor a concluir que a passagem das luas Fobos e Deimos à frente do Sol projeta sombras em Marte, tal qual acontece com a passagem da nossa Lua à frente do Sol.
II. O texto apresenta ao leitor a ideia de que a NASA já mirou a câmera MastCam do Curiosity para o céu em várias ocasiões, flagrando eclipses na superfície de vários planetas do sistema solar, ao longo dos quase oito anos de operação.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910183 Raciocínio Lógico
Analise as afirmativas a seguir:
I. Um produto teve seu preço aumentado em 2%, passando a custar R$ 224,40. Assim, considerando apenas os dados apresentados, é correto afirmar que o valor anterior desse produto, sem considerar o aumento descrito, era de R$ 2012,30.
II. Há 2 meses, o peso de Marcos era de 91 quilos. Há 1 mês, seu peso era de 99 quilos. Atualmente, seu peso é 104 quilos. Assim, considerando exclusivamente os dados apresentados, é correto afirmar que seu peso médio, no período considerado, é superior a 101 quilos. 
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910181 Matemática
Analise as afirmativas a seguir:
I. Em um supermercado, um cliente gastou 50% do dinheiro que possuía com legumes. Do que sobrou, 25% foram gastos com cereais. Após concluir suas compras, esse cliente observou que ainda lhe restaram R$ 45,00. Assim, considerando apenas os dados apresentados, é correto afirmar que esse cliente possuía mais de R$ 137,70, antes de realizar suas compras no mercado.
II. Um círculo com raio igual a 331 metros terá um perímetro menor que 1.978,11 metros.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910174 Matemática Financeira
Analise as afirmativas a seguir:
I. Sabe-se que um veículo consumiu 42,7 litros de combustível para percorrer a distância de 512 km. Assim, considerando apenas os dados apresentados, é correto afirmar que, em média, esse veículo consegue percorrer mais de 11,31 km com 1 litro de combustível.
II. Inicialmente, o produto X custava R$ 100 e, sobre esse preço, foi dado um desconto de 2%. O produto Y, por sua vez, tinha um preço inicial de R$ 550, sobre o qual foi dado um desconto de 2%. Assim, considerando apenas os dados apresentados, é correto afirmar que o valor total recebido com a venda desses dois produtos foi superior a R$ 639.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910173 Matemática Financeira
Analise as afirmativas a seguir:
I. Os preços de uma garrafa de água de 500 mililitros em 3 diferentes estabelecimentos comerciais são, respectivamente: R$ 2,50, R$ 3,15 e R$ 3,35. Assim, considerando apenas os dados apresentados, é correto afirmar que o preço médio da garrafa de água, nos estabelecimentos considerados, é igual a R$ 3,05.
II. Uma peça metálica em formato de um triângulo de base 17 centímetros e altura 27 centímetros precisa receber um revestimento de ouro em apenas um dos lados da lâmina. Se o custo para o revestimento é de R$ 7,95 por centímetro quadrado revestido, então esse projeto terá um custo superior a R$ 1.971,10. 
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910172 Matemática Financeira
Analise as afirmativas a seguir:
I. Em uma loja, foram vendidas 697 unidades de um produto a R$ 13,50, cada. Sabe-se que a taxa de impostos é de 3,50% sobre a receita de vendas desses produtos. Assim, considerando exclusivamente os dados apresentados, é correto afirmar que o valor total dos impostos é igual a R$ 334,15.
II. Em um dia, uma loja registrou as seguintes vendas de frutas: R$ 712,00 com uvas; R$ 324,50 com maçãs; R$ 455,10 com limões; R$ 231,40 com morangos; R$ 221,40 com laranjas; R$ 89,30 com pinhas; R$ 123,70 com melancias; R$ 200,30 com mamões; e R$ 92,10 com melões. Assim, considerando exclusivamente os dados apresentadas, é correto afirmar que, nesse dia, essa loja arrecadou um valor inferior a R$ 2.374,20 com as vendas de frutas.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910171 Matemática Financeira
Analise as afirmativas a seguir:
I. Sobre um produto cujo preço inicial era R$ 213,00 foi aplicado um desconto no valor de R$ 38,00. Assim, considerando exclusivamente as informações apresentadas, é correto afirmar que, para voltar ao seu preço inicial, sobre esse produto deverá ser aplicado um aumento de preço menor que 22,97%.
II. Um produto é vendido a R$ 800,00. A nota fiscal desse produto informa que, do preço pago pelo cliente, R$ 392,00 correspondem a impostos de diversos tipos. Assim, de acordo com os dados apresentados, é correto afirmar que o total de impostos que incide sobre o preço do aparelho é superior a 87,66%.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910170 Matemática
Analise as afirmativas a seguir:
I. Considere 3 objetos que pesam, respectivamente: 59 quilos, 62 quilos e 62 quilos. Assim, diante dos dados apresentados, é correto afirmar que o peso médio desses objetos é superior a 59,89 quilos.
II. Um cliente comprou dois produtos com desconto. Sobre o primeiro, com valor de R$ 313, obteve um desconto de 7%. Sobre o segundo, com valor de R$ 1.726, obteve um desconto de 6%. Assim, é correto afirmar que o valor total efetivamente pago por esse cliente foi superior a R$ 1.926,15.
Marque a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q1910168 Saúde Pública

Ascaridíase 

(https://bit.ly/3a8Df8Y, adaptado)

O Ascaris lumbricoides, também conhecido como lombriga, pode medir, quando adulto, de 20 a 40 centímetros, sendo que as fêmeas são maiores e mais robustas que os machos.

Os ovos de A. lumbricoides, depois de ingeridos, liberam um tipo de larva no intestino delgado. Essas larvas liberadas atravessam a parede intestinal atingindo vasos da circulação linfática e veias. A partir daí, elas atingirão o fígado, o coração e os pulmões, podendo causar lesões nesses locais, além de febre, bronquite, pneumonia, convulsões epileptiformes, esgotamento físico e mental, obstrução intestinal e tosse com muco e, às vezes, sangue. Quando atingem os pulmões, depois de várias transformações sofridas no estágio larval, as larvas chegam aos brônquios e à traqueia e, por fim, à faringe. Da faringe, elas poderão ser expelidas pela boca durante a tosse, juntamente com muco, ou ser deglutidas. Nesse último caso, elas atravessarão quase todo o tubo digestivo voltando para o intestino delgado e transformar-se-ão em adultos que reproduzir-seão originando os ovos que serão expelidos com as fezes.

O Ascaris lumbricoides atinge aproximadamente 30% da população mundial e cerca de 70% a 90% das crianças na faixa etária de um a dez anos.

Em ambientes com umidade inferior a 77%, os ovos A. lumbricoides, não sobrevivem mais de 15 dias, secando completamente.

Leia o texto 'Ascaridíase' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. Após a análise do texto, é possível concluir que as larvas de Ascaris lumbricoides podem atingir o fígado, o coração e os pulmões, podendo causar lesões nesses locais.
II. As informações presentes no texto permitem concluir que, quando atingem os pulmões, as larvas de Ascaris lumbricoides impedem a produção de hormônios da tireoide no indivíduo contaminado.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910167 Saúde Pública

Ascaridíase 

(https://bit.ly/3a8Df8Y, adaptado)

O Ascaris lumbricoides, também conhecido como lombriga, pode medir, quando adulto, de 20 a 40 centímetros, sendo que as fêmeas são maiores e mais robustas que os machos.

Os ovos de A. lumbricoides, depois de ingeridos, liberam um tipo de larva no intestino delgado. Essas larvas liberadas atravessam a parede intestinal atingindo vasos da circulação linfática e veias. A partir daí, elas atingirão o fígado, o coração e os pulmões, podendo causar lesões nesses locais, além de febre, bronquite, pneumonia, convulsões epileptiformes, esgotamento físico e mental, obstrução intestinal e tosse com muco e, às vezes, sangue. Quando atingem os pulmões, depois de várias transformações sofridas no estágio larval, as larvas chegam aos brônquios e à traqueia e, por fim, à faringe. Da faringe, elas poderão ser expelidas pela boca durante a tosse, juntamente com muco, ou ser deglutidas. Nesse último caso, elas atravessarão quase todo o tubo digestivo voltando para o intestino delgado e transformar-se-ão em adultos que reproduzir-seão originando os ovos que serão expelidos com as fezes.

O Ascaris lumbricoides atinge aproximadamente 30% da população mundial e cerca de 70% a 90% das crianças na faixa etária de um a dez anos.

Em ambientes com umidade inferior a 77%, os ovos A. lumbricoides, não sobrevivem mais de 15 dias, secando completamente.

Leia o texto 'Ascaridíase' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. O texto apresenta ao leitor a ideia de que o Ascaris lumbricoides, também conhecido como lombriga, pode medir, quando adulto, de 20 a 40 centímetros.
II. De acordo com as informações do texto, pode-se concluir que, quando deglutidas, as larvas de Ascaris lumbricoides permanecem inertes por, pelo menos, seis meses, até que eclodem e passam a se alimentar de tecido muscular liso.
Marque a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q1910166 Saúde Pública

Ascaridíase 

(https://bit.ly/3a8Df8Y, adaptado)

O Ascaris lumbricoides, também conhecido como lombriga, pode medir, quando adulto, de 20 a 40 centímetros, sendo que as fêmeas são maiores e mais robustas que os machos.

Os ovos de A. lumbricoides, depois de ingeridos, liberam um tipo de larva no intestino delgado. Essas larvas liberadas atravessam a parede intestinal atingindo vasos da circulação linfática e veias. A partir daí, elas atingirão o fígado, o coração e os pulmões, podendo causar lesões nesses locais, além de febre, bronquite, pneumonia, convulsões epileptiformes, esgotamento físico e mental, obstrução intestinal e tosse com muco e, às vezes, sangue. Quando atingem os pulmões, depois de várias transformações sofridas no estágio larval, as larvas chegam aos brônquios e à traqueia e, por fim, à faringe. Da faringe, elas poderão ser expelidas pela boca durante a tosse, juntamente com muco, ou ser deglutidas. Nesse último caso, elas atravessarão quase todo o tubo digestivo voltando para o intestino delgado e transformar-se-ão em adultos que reproduzir-seão originando os ovos que serão expelidos com as fezes.

O Ascaris lumbricoides atinge aproximadamente 30% da população mundial e cerca de 70% a 90% das crianças na faixa etária de um a dez anos.

Em ambientes com umidade inferior a 77%, os ovos A. lumbricoides, não sobrevivem mais de 15 dias, secando completamente.

Leia o texto 'Ascaridíase' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. As larvas de Ascaris lumbricoides podem causar obstrução intestinal e tosse com muco e, às vezes, sangue, conforme se pode inferir a partir dos dados do texto.
II. Após a análise do texto, é possível inferir que as larvas de Ascaris lumbricoides liberadas atravessam a parede intestinal, atingindo vasos da circulação linfática e veias.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910164 Saúde Pública

Hepatites virais: aspectos da epidemiologia e da prevenção

Por FERREIRA, 2004 (trecho de artigo adaptado).

A grande importância das hepatites não se limita ao enorme número de pessoas infectadas; estende-se também às complicações das formas agudas e crônicas. Os vírus causadores das hepatites determinam uma ampla variedade de apresentações clínicas, de portador assintomático ou hepatite aguda ou crônica, até cirrose e carcinoma hepatocelular. Considerando que as consequências das infecções são diversas, na dependência do tipo de vírus, o diagnóstico de hepatite, atualmente, será incompleto, a menos que o agente etiológico fique esclarecido.

Para fins de vigilância epidemiológica, as hepatites podem ser agrupadas de acordo com a maneira preferencial de transmissão em fecal-oral (vírus A e E) e parenteral (vírus B, C, D); mas são pelo menos sete os tipos de vírus que já foram caracterizados: A, B, C, D, E, G e TT, que têm em comum o hepatotropismo. Uma das principais características que diferenciam esses vírus é a sua capacidade (ou incapacidade) de determinar infecções crônicas; outra é a possibilidade de ocasionar comprometimento sistêmico relevante (como a glomérulonefrite do VHB e a crioglobulinemia do VHC). Os vírus A, B, e C são os responsáveis pela grande maioria das formas agudas da infecção. Mas, apesar do crescente uso de técnicas laboratoriais cada vez mais sensíveis, cerca de 5% a 20% das hepatites agudas permanecem sem definição etiológica. Nas hepatites fulminantes, essa porcentagem torna-se ainda maior. 

A condição sine qua non para se definir estratégias no controle das hepatites virais é que a amplitude do problema seja (re)conhecida. A vigilância epidemiológica das hepatites no nosso país utiliza o sistema universal e passivo, baseado na notificação compulsória dos casos suspeitos. Embora o sistema de notificação tenha apresentado melhoras, ele ainda é insatisfatório. As principais questões a serem investigadas, e que podem contribuir para o melhor controle das hepatites, estão relacionadas à definição dos diferentes tipos de vírus e das doenças que determinam. Não há dúvida que o diagnóstico precoce de infecção pelos VHB ou VHC traz benefícios para os pacientes, permitindo escolher o momento mais adequado para iniciar um eventual tratamento da forma crônica da doença. No entanto, é sabido que a identificação de portadores assintomáticos de doenças infecciosas crônicas é muito difícil e onerosa. Por outro lado, a incorporação de técnicas novas para auxiliar na propedêutica e terapêutica das hepatites virais elevou muito o custo da assistência médica.


(FERREIRA, Cristina Targa; SILVEIRA, Themis Reverbel da. Hepatites virais: aspectos da epidemiologia e da prevenção. Rev. bras. Epidemiol., São Paulo, v. 7, n. 4, p. 473-487, Dec. 2004.)

Leia o texto 'Hepatites virais: aspectos da epidemiologia e da prevenção' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. A depender do tipo de vírus, o diagnóstico de hepatite, atualmente, será incompleto, a menos que o agente etiológico fique esclarecido, conforme sugere o texto.
II. Após a análise do texto, é possível inferir que a vigilância epidemiológica das hepatites no Brasil utiliza um sistema regional e ativo, baseado na notificação voluntária dos casos confirmados.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910163 Saúde Pública

Hepatites virais: aspectos da epidemiologia e da prevenção

Por FERREIRA, 2004 (trecho de artigo adaptado).

A grande importância das hepatites não se limita ao enorme número de pessoas infectadas; estende-se também às complicações das formas agudas e crônicas. Os vírus causadores das hepatites determinam uma ampla variedade de apresentações clínicas, de portador assintomático ou hepatite aguda ou crônica, até cirrose e carcinoma hepatocelular. Considerando que as consequências das infecções são diversas, na dependência do tipo de vírus, o diagnóstico de hepatite, atualmente, será incompleto, a menos que o agente etiológico fique esclarecido.

Para fins de vigilância epidemiológica, as hepatites podem ser agrupadas de acordo com a maneira preferencial de transmissão em fecal-oral (vírus A e E) e parenteral (vírus B, C, D); mas são pelo menos sete os tipos de vírus que já foram caracterizados: A, B, C, D, E, G e TT, que têm em comum o hepatotropismo. Uma das principais características que diferenciam esses vírus é a sua capacidade (ou incapacidade) de determinar infecções crônicas; outra é a possibilidade de ocasionar comprometimento sistêmico relevante (como a glomérulonefrite do VHB e a crioglobulinemia do VHC). Os vírus A, B, e C são os responsáveis pela grande maioria das formas agudas da infecção. Mas, apesar do crescente uso de técnicas laboratoriais cada vez mais sensíveis, cerca de 5% a 20% das hepatites agudas permanecem sem definição etiológica. Nas hepatites fulminantes, essa porcentagem torna-se ainda maior. 

A condição sine qua non para se definir estratégias no controle das hepatites virais é que a amplitude do problema seja (re)conhecida. A vigilância epidemiológica das hepatites no nosso país utiliza o sistema universal e passivo, baseado na notificação compulsória dos casos suspeitos. Embora o sistema de notificação tenha apresentado melhoras, ele ainda é insatisfatório. As principais questões a serem investigadas, e que podem contribuir para o melhor controle das hepatites, estão relacionadas à definição dos diferentes tipos de vírus e das doenças que determinam. Não há dúvida que o diagnóstico precoce de infecção pelos VHB ou VHC traz benefícios para os pacientes, permitindo escolher o momento mais adequado para iniciar um eventual tratamento da forma crônica da doença. No entanto, é sabido que a identificação de portadores assintomáticos de doenças infecciosas crônicas é muito difícil e onerosa. Por outro lado, a incorporação de técnicas novas para auxiliar na propedêutica e terapêutica das hepatites virais elevou muito o custo da assistência médica.


(FERREIRA, Cristina Targa; SILVEIRA, Themis Reverbel da. Hepatites virais: aspectos da epidemiologia e da prevenção. Rev. bras. Epidemiol., São Paulo, v. 7, n. 4, p. 473-487, Dec. 2004.)

Leia o texto 'Hepatites virais: aspectos da epidemiologia e da prevenção' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. O texto sugere que os vírus causadores das hepatites determinam uma ampla variedade de apresentações clínicas, de portador assintomático ou hepatite aguda ou crônica, até cirrose e carcinoma hepatocelular.
II. O texto procura destacar que, para fins de vigilância epidemiológica, as hepatites podem ser agrupadas de acordo com a maneira preferencial de transmissão em fecal-oral e parenteral.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910162 Saúde Pública

Hepatites virais: aspectos da epidemiologia e da prevenção

Por FERREIRA, 2004 (trecho de artigo adaptado).

A grande importância das hepatites não se limita ao enorme número de pessoas infectadas; estende-se também às complicações das formas agudas e crônicas. Os vírus causadores das hepatites determinam uma ampla variedade de apresentações clínicas, de portador assintomático ou hepatite aguda ou crônica, até cirrose e carcinoma hepatocelular. Considerando que as consequências das infecções são diversas, na dependência do tipo de vírus, o diagnóstico de hepatite, atualmente, será incompleto, a menos que o agente etiológico fique esclarecido.

Para fins de vigilância epidemiológica, as hepatites podem ser agrupadas de acordo com a maneira preferencial de transmissão em fecal-oral (vírus A e E) e parenteral (vírus B, C, D); mas são pelo menos sete os tipos de vírus que já foram caracterizados: A, B, C, D, E, G e TT, que têm em comum o hepatotropismo. Uma das principais características que diferenciam esses vírus é a sua capacidade (ou incapacidade) de determinar infecções crônicas; outra é a possibilidade de ocasionar comprometimento sistêmico relevante (como a glomérulonefrite do VHB e a crioglobulinemia do VHC). Os vírus A, B, e C são os responsáveis pela grande maioria das formas agudas da infecção. Mas, apesar do crescente uso de técnicas laboratoriais cada vez mais sensíveis, cerca de 5% a 20% das hepatites agudas permanecem sem definição etiológica. Nas hepatites fulminantes, essa porcentagem torna-se ainda maior. 

A condição sine qua non para se definir estratégias no controle das hepatites virais é que a amplitude do problema seja (re)conhecida. A vigilância epidemiológica das hepatites no nosso país utiliza o sistema universal e passivo, baseado na notificação compulsória dos casos suspeitos. Embora o sistema de notificação tenha apresentado melhoras, ele ainda é insatisfatório. As principais questões a serem investigadas, e que podem contribuir para o melhor controle das hepatites, estão relacionadas à definição dos diferentes tipos de vírus e das doenças que determinam. Não há dúvida que o diagnóstico precoce de infecção pelos VHB ou VHC traz benefícios para os pacientes, permitindo escolher o momento mais adequado para iniciar um eventual tratamento da forma crônica da doença. No entanto, é sabido que a identificação de portadores assintomáticos de doenças infecciosas crônicas é muito difícil e onerosa. Por outro lado, a incorporação de técnicas novas para auxiliar na propedêutica e terapêutica das hepatites virais elevou muito o custo da assistência médica.


(FERREIRA, Cristina Targa; SILVEIRA, Themis Reverbel da. Hepatites virais: aspectos da epidemiologia e da prevenção. Rev. bras. Epidemiol., São Paulo, v. 7, n. 4, p. 473-487, Dec. 2004.)

Leia o texto 'Hepatites virais: aspectos da epidemiologia e da prevenção' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. O texto apresenta ao leitor a ideia de que os vírus A, B, e C, da hepatite, são os responsáveis pela grande maioria das síndromes respiratórias agudas graves em recém-nascidos.
II. O texto leva o leitor a inferir que são pelo menos sete os tipos de vírus que têm em comum o hepatotropismo e que já foram caracterizados: A, B, C, D, E, G e TT.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910160 Saúde Pública

Hepatites virais: aspectos da epidemiologia e da prevenção

Por FERREIRA, 2004 (trecho de artigo adaptado).

A grande importância das hepatites não se limita ao enorme número de pessoas infectadas; estende-se também às complicações das formas agudas e crônicas. Os vírus causadores das hepatites determinam uma ampla variedade de apresentações clínicas, de portador assintomático ou hepatite aguda ou crônica, até cirrose e carcinoma hepatocelular. Considerando que as consequências das infecções são diversas, na dependência do tipo de vírus, o diagnóstico de hepatite, atualmente, será incompleto, a menos que o agente etiológico fique esclarecido.

Para fins de vigilância epidemiológica, as hepatites podem ser agrupadas de acordo com a maneira preferencial de transmissão em fecal-oral (vírus A e E) e parenteral (vírus B, C, D); mas são pelo menos sete os tipos de vírus que já foram caracterizados: A, B, C, D, E, G e TT, que têm em comum o hepatotropismo. Uma das principais características que diferenciam esses vírus é a sua capacidade (ou incapacidade) de determinar infecções crônicas; outra é a possibilidade de ocasionar comprometimento sistêmico relevante (como a glomérulonefrite do VHB e a crioglobulinemia do VHC). Os vírus A, B, e C são os responsáveis pela grande maioria das formas agudas da infecção. Mas, apesar do crescente uso de técnicas laboratoriais cada vez mais sensíveis, cerca de 5% a 20% das hepatites agudas permanecem sem definição etiológica. Nas hepatites fulminantes, essa porcentagem torna-se ainda maior. 

A condição sine qua non para se definir estratégias no controle das hepatites virais é que a amplitude do problema seja (re)conhecida. A vigilância epidemiológica das hepatites no nosso país utiliza o sistema universal e passivo, baseado na notificação compulsória dos casos suspeitos. Embora o sistema de notificação tenha apresentado melhoras, ele ainda é insatisfatório. As principais questões a serem investigadas, e que podem contribuir para o melhor controle das hepatites, estão relacionadas à definição dos diferentes tipos de vírus e das doenças que determinam. Não há dúvida que o diagnóstico precoce de infecção pelos VHB ou VHC traz benefícios para os pacientes, permitindo escolher o momento mais adequado para iniciar um eventual tratamento da forma crônica da doença. No entanto, é sabido que a identificação de portadores assintomáticos de doenças infecciosas crônicas é muito difícil e onerosa. Por outro lado, a incorporação de técnicas novas para auxiliar na propedêutica e terapêutica das hepatites virais elevou muito o custo da assistência médica.


(FERREIRA, Cristina Targa; SILVEIRA, Themis Reverbel da. Hepatites virais: aspectos da epidemiologia e da prevenção. Rev. bras. Epidemiol., São Paulo, v. 7, n. 4, p. 473-487, Dec. 2004.)

Leia o texto 'Hepatites virais: aspectos da epidemiologia e da prevenção' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. O texto leva o leitor a entender que uma das principais características que diferenciam os vírus da hepatite é a sua capacidade (ou incapacidade) de determinar infecções crônicas.
II. O texto procura deixar claro para o leitor que os principais sintomas das hepatites fulminantes incluem a diminuição da acuidade visual; a dificuldade de enxergar; a visão nublada ou esfumaçada; a visão dupla; a dificuldade para ler, dirigir e andar; a sensibilidade à luz; e a alteração da percepção de cores.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910159 Saúde Pública

Vigilância de Chikungunya no Brasil: desafios no contexto da Saúde Pública


Por SILVA, 2018 (trecho de artigo adaptado).


O vírus Chikungunya (CHIKV) é um Alphavirus de genoma RNA, pertencente à família Togaviridae. De transmissão vetorial pela picada de mosquitos do gênero Aedes, ele foi isolado pela primeira vez em meados de 1953, em surto ocorrido na Tanzânia. (1) Desde então, o vírus tem sido responsável por surtos e epidemias de grande magnitude nos continentes asiático e africano, conforme observado nas Ilhas Reunião em 2004, onde um terço da população foi infectada, resultando em mais de 244 mil casos e 203 mortes atribuídas à doença por ele provocada. (2) 

Nos estágios iniciais da doença sintomática (fase aguda), são referidas febre e artralgia, embora esses sintomas possam persistir por até três meses, caracterizando a fase subaguda. Com relação à fase crônica, possivelmente incapacitante por anos, a Chikungunya representa um problema de Saúde Pública nos países de clima tropical, favoráveis à manutenção e ampla dispersão dos vetores Aedes aegypti e Aedes albopictus em suas regiões. (3,4)

A realidade brasileira favoreceu a introdução e a expansão do vírus. O Aedes aegypti pode ser localizado em mais de 4.000 municípios, e o Aedes albopictus, em 3.285. (9,10) Acrescenta-se à alta dispersão vetorial, um amplo fluxo de pessoas e a suscetibilidade da população à infecção. (11)

Com a introdução da doença no Brasil, delineou-se um cenário marcado pela coexistência de arboviroses. O aumento dos casos autóctones de Chikungunya, com o registro de casos graves e a ocorrência de óbitos, refletiu-se em maior demanda por serviços de saúde e crescente necessidade de recursos financeiros e humanos, no intuito de minimizar seus efeitos na sociedade. (12) 

(SILVA, Nayara Messias da et al. Vigilância de Chikungunya no Brasil: desafios no contexto da Saúde Pública. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v. 27, n. 3, e2017127, set. 2018.)

Leia o texto 'Vigilância de Chikungunya no Brasil: desafios no contexto da Saúde Pública' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. No Brasil, o aumento dos casos autóctones de Chikungunya, com o registro de casos graves e a ocorrência de óbitos, refletiu-se em uma menor demanda por serviços de saúde e dispensou a necessidade de recursos ou protocolos específicos para lidar com essa doença e minimizar seus efeitos na sociedade, conforme mencionado pelo texto.
II. De acordo com as informações do texto, pode-se inferir que o vírus Chikungunya tem sido responsável por surtos e epidemias de grande magnitude nos continentes asiático e africano, resultando em mortes atribuídas à doença por ele provocada, inclusive. 
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1910157 Saúde Pública

Vigilância de Chikungunya no Brasil: desafios no contexto da Saúde Pública


Por SILVA, 2018 (trecho de artigo adaptado).


O vírus Chikungunya (CHIKV) é um Alphavirus de genoma RNA, pertencente à família Togaviridae. De transmissão vetorial pela picada de mosquitos do gênero Aedes, ele foi isolado pela primeira vez em meados de 1953, em surto ocorrido na Tanzânia. (1) Desde então, o vírus tem sido responsável por surtos e epidemias de grande magnitude nos continentes asiático e africano, conforme observado nas Ilhas Reunião em 2004, onde um terço da população foi infectada, resultando em mais de 244 mil casos e 203 mortes atribuídas à doença por ele provocada. (2) 

Nos estágios iniciais da doença sintomática (fase aguda), são referidas febre e artralgia, embora esses sintomas possam persistir por até três meses, caracterizando a fase subaguda. Com relação à fase crônica, possivelmente incapacitante por anos, a Chikungunya representa um problema de Saúde Pública nos países de clima tropical, favoráveis à manutenção e ampla dispersão dos vetores Aedes aegypti e Aedes albopictus em suas regiões. (3,4)

A realidade brasileira favoreceu a introdução e a expansão do vírus. O Aedes aegypti pode ser localizado em mais de 4.000 municípios, e o Aedes albopictus, em 3.285. (9,10) Acrescenta-se à alta dispersão vetorial, um amplo fluxo de pessoas e a suscetibilidade da população à infecção. (11)

Com a introdução da doença no Brasil, delineou-se um cenário marcado pela coexistência de arboviroses. O aumento dos casos autóctones de Chikungunya, com o registro de casos graves e a ocorrência de óbitos, refletiu-se em maior demanda por serviços de saúde e crescente necessidade de recursos financeiros e humanos, no intuito de minimizar seus efeitos na sociedade. (12) 

(SILVA, Nayara Messias da et al. Vigilância de Chikungunya no Brasil: desafios no contexto da Saúde Pública. Epidemiol. Serv. Saúde, Brasília, v. 27, n. 3, e2017127, set. 2018.)

Leia o texto 'Vigilância de Chikungunya no Brasil: desafios no contexto da Saúde Pública' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. As informações presentes no texto permitem concluir que o vírus Chikungunya é de transmissão vetorial pela picada de mosquitos do gênero Aedes e foi isolado pela primeira vez em meados de 1953, em um surto ocorrido na Tanzânia.
II. O texto menciona que, com a introdução da doença causada pelo vírus Chikungunya no Brasil, delineou-se um cenário marcado pela inexistência de arboviroses no território nacional.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Respostas
10621: B
10622: C
10623: E
10624: B
10625: D
10626: D
10627: B
10628: D
10629: D
10630: B
10631: B
10632: B
10633: B
10634: A
10635: B
10636: A
10637: C
10638: B
10639: C
10640: B