Questões de Concurso Para agente de combate a endemias

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Q4176789 Biologia

Leia o trecho e considere as lacunas a seguir:


A _____________, denominação utilizada para as riquetsioses no Brasil, é uma doença infecciosa febril aguda causada por riquétsias transmitidas por ____________, de gravidade variável, que pode cursar com formas leves e atípicas, até formas graves com elevada taxa de letalidade.



Assinale a alternativa que completa CORRETAMENTE as lacunas acima.

Alternativas
Q4176788 Patologia
A Leishmaniose Tegumentar é uma doença infecciosa, não contagiosa, causada por protozoário, de transmissão vetorial, que acomete pele e mucosas. Diante do exposto, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4176787 Biologia
“O Brasil registrou 1.318.336 casos prováveis de dengue, segundo dado divulgado pelo Ministério da Saúde no início de março de 2024”. As arboviroses são transmitidas pelo mosquito do gênero Aedes, especialmente, a espécie Aedes aegypti. São consideradas um dos principais problemas de saúde pública no mundo. Acerca da Dengue, Zika e Chikungunya é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Q4176786 Medicina
Nas formas graves da leptospirose, a manifestação clássica dessa doença é a síndrome de Weil, caracterizada por uma tríade de sinais e sintomas. Nesse contexto, o que compõe a tríade na síndrome de Weil é:
Alternativas
Q4176785 Saúde Pública

Leia o enunciado e considere as lacunas a seguir: 



A raiva é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura, podendo ser transmitida também pela arranhadura e/ou lambedura desses animais. O período de incubação é variável entre as espécies, desde dias até anos, com uma média de _________ no ser humano, podendo ser mais curto em crianças.



O termo que preenche CORRETAMENTE a lacuna acima, segundo o Ministério da Saúde (MS) é: 

Alternativas
Q4176784 Filosofia
No contexto do uso da ética e cidadania na atuação dos profissionais de saúde, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4176783 Biologia
A doença parasitária que é comumente conhecida como “doença dos caramujos” é chamada de:
Alternativas
Q4176782 Legislação Federal
De acordo com a Lei n.º 11.350, de 05 de outubro de 2006, assinale a alternativa que CORRETAMENTE contém uma atividade que é considerada típica do Agente de Combate às Endemias, em sua área geográfica de atuação:
Alternativas
Q4176781 Saúde Pública
É um objetivo da Epidemiologia:
Alternativas
Q4176780 Direito Sanitário
De acordo com o artigo 16, da Lei Orgânica da Saúde (LOS), n.º 8.080/90, é um sistema no qual compete à direção nacional do SUS definir e coordenar:
Alternativas
Q4176779 Saúde Pública
No contexto da Promoção da Saúde, tem-se a Política Nacional de Promoção da Saúde (PNPS). Considerando que os eixos operacionais são estratégias para concretizar ações de promoção da saúde, respeitando os valores, os princípios, os objetivos e as diretrizes da PNPS, a alternativa que indica CORRETAMENTE um desses eixos operacionais é:
Alternativas
Q4176778 Direito Sanitário
De acordo com a Lei Orgânica da Saúde n.º 8.080/90, assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE um dos objetivos do SUS: 
Alternativas
Q4176777 Direito Sanitário
Segundo a Lei n.º 8.080/1990, está incluído no princípio do SUS, que trata sobre a descentralização político-administrativa, com direção única em cada esfera de governo, a: 
Alternativas
Q4176776 Saúde Pública
A notificação e investigação de casos de doenças e agravos, que constam da lista nacional de doenças de notificação compulsória, deve ser realizada no sistema:
Alternativas
Q4176775 Legislação Federal
Segundo a Lei n.º 11.350, de 05 de outubro de 2006, é essencial e obrigatória a presença de Agentes Comunitários de Saúde na Estratégia Saúde da Família, e de Agentes de Combate às Endemias na estrutura dos tipos de vigilância:
Alternativas
Q4176774 Saúde Pública
Em relação aos principais problemas de saúde da população, e aos recursos existentes para o enfrentamento desses problemas, a destinação dos recursos orçamentários e financeiros para a realização das ações de promoção da saúde compete às: 
Alternativas
Q4176773 Saúde Pública
A garantia da qualidade da atenção apresenta-se atualmente como um dos principais desafios do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa qualidade deve, necessariamente, compreender os princípios de integralidade, universalidade, equidade e participação social. Nesse contexto, acerca dos padrões de qualidade, conforme descrito pelo Ministério da Saúde, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Q4176772 Direitos Humanos
A alternativa que indica CORRETAMENTE um comportamento ético aplicável universalmente é:  
Alternativas
Q4176338 Legislação dos Municípios do Estado de São Paulo
De acordo com o Capítulo II da Lei Orgânica do Município de Pindorama (SP), que trata da organização das competências locais, o Município possui atribuições privativas e concorrentes. Em relação à articulação normativa com as demais esferas da federação, o parágrafo único do Artigo 3° estabelece expressamente que o Município poderá, no que couber: 
Alternativas
Q4176326 Português

TEXTO




AS OPORTUNIDADES DA AMÉRICA LATINA NA NOVA CORRIDA ESPACIAL



    A nova corrida espacial não é apenas uma competição entre as grandes potências por prestígio e ciência, mas também pelos recursos existentes em asteroides, na Lua e em Marte. Quem estabelecer as primeiras bases fora da Terra definirá as regras do jogo. Nesse tabuleiro, a América Latina não compete para fincar bandeiras em outros astros, mas tem um papel e um potencial que não devem ser subestimados.

    César Bertucci, pesquisador do Instituto de Astronomia e Física do Espaço (IAFE), ligado à Universidade de Buenos Aires (UBA), explica que, na América Latina, “a ‘corrida’ espacial não está inserida na competição entre Estados. O nível de desenvolvimento espacial da região apresenta uma grande diversidade, com países mais e menos avançados”. A cooperação regional existe, mas é limitada e “a exploração espacial, por enquanto, não faz parte dos objetivos”, acrescenta.

    No entanto, juntamente com a exploração espacial tradicional — dominada por agências como a Nasa (EUA), a ESA (Europa) ou a CNSA (China), com grandes orçamentos — surgiu há cerca de 20 anos o chamado NewSpace: empresas privadas que operam no espaço com foco em rentabilidade e com base na Terra. Este é o setor com maior potencial para a região.

    “O NewSpace abre um grande leque de oportunidades. Outra questão é se os países emergentes, especialmente na América Latina, serão capazes ou terão a visão de aproveitá-las”, afirma Gustavo Medina, diretor do Laboratório de Instrumentação Espacial (LINX) da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM).

    Sua equipe lançou em 2024, a partir do Cabo Canaveral, o projeto Colmena 1. E, embora os robôs não tenham conseguido pousar na Lua por problemas externos, “enviamos uma missão além da órbita lunar, a mais de 400 mil quilômetros da Terra, validando nossa tecnologia. Isso era impossível há 20 anos. Era algo que apenas grandes agências espaciais como Nasa, Jaxa [Japão] ou ESA podiam fazer”, relata. 

    E os planos continuam: para 2028 está prevista a missão Colmena 2, de prospecção mineral lunar com pequenos robôs. O objetivo é “realizar operações de mineração com enxames de microrrobôs e pequenos rovers, mas em grande número e trabalhando de forma cooperativa”, explica Medina.

    A região oferece vantagens logísticas que nenhuma potência ignora. O Brasil, com o Centro Espacial de Alcântara, possui uma das melhores localizações do mundo, próxima da Linha do Equador. Na República Dominicana, a empresa Launch On Demand (LOD) planeja iniciar lançamentos comerciais a partir de 2028. Já os céus do sul do continente — Chile e Argentina — são ideais para a observação do espaço profundo.

    “Não nos limitamos simplesmente a ‘emprestar o céu’ ou o território”, afirma a astrofísica Lauren Flor Torres, professora da Universidade de Antioquia e presidente da Comunidad Colombiana de Astronomia (AstroCo). A infraestrutura instalada deve ser “não apenas uma base para operações estrangeiras, mas também um motor de pesquisa para as instituições nacionais”, destaca.

    Como exemplo, ela cita o Observatório Vera Rubin, no Chile: financiado com capital estrangeiro, mas voltado para beneficiar a comunidade científica local. Assim, afirma, “a América Latina deixa de ser apenas um anfitrião logístico para se consolidar como um centro global de inteligência e desenvolvimento tecnológico”.

    A região atua como uma zona “pendular”, aberta à cooperação tanto com o Ocidente quanto com o Brics. Torres chama isso de um "multilateralismo espacial inteligente", que permite "diversificar riscos tecnológicos e acessar uma gama mais ampla de conhecimentos, priorizando sempre a soberania científica diante de agendas ideológicas externas".

    No entanto, essa neutralidade depende dos governos. “Os países mais avançados na área espacial, Argentina e Brasil, têm estratégias opostas. O Brasil aposta em cooperação que passa fortemente pelo Brics, especialmente com a China, enquanto a Argentina está alinhada com a política que Donald Trump propõe para a Nasa”, aponta Bertucci.

    Para Medina, o NewSpace pode suavizar essa tensão: “o novo setor espacial, mais ligado à indústria — e especialmente quando combinado com ciência — oferece uma oportunidade de atuação mais globalizada”.

    Em 2021 foi criada a Agência Latino-Americana e Caribenha do Espaço (Alce), com sede em Querétaro, no México, e ratificada por pelo menos 11 países em 2024. No entanto, enfrenta desafios importantes: pouca visibilidade e a ausência dos dois principais atores da região. “Infelizmente, países como Brasil e Argentina não fazem parte. Isso já a enfraquece”, afirma Medina.

    “Atualmente, a Alce não é um ator relevante no cenário internacional. O desenvolvimento harmonioso da América Latina na área espacial ainda é uma quimera”, concorda Bertucci.

    O objetivo real da região não é plantar uma bandeira em Marte, mas usar o espaço para resolver problemas terrestres. Nanosatélites — do tamanho de uma caixa de sapato — permitem monitorar incêndios, secas e atividades agrícolas sem depender de grandes potências.

    “A nossa é uma corrida com os pés na Terra. Não precisamos de foguetes gigantes neste momento para provar capacidade; precisamos usar o espaço como ferramenta estratégica para resolver problemas urgentes aqui embaixo”, resume Torres. Medina concorda: “não precisamos de astronautas indo à Lua. Prefiro mil engenheiros capazes de desenvolver uma atividade espacial comercial”.

    A região dispõe de capital humano, mas enfrenta a fuga de cérebros. “A evasão de talentos é historicamente um grande problema na América Latina. Na Argentina foi particularmente grave, e no México também tem impacto”, alerta Medina.

    Segundo Torres, a ciência espacial regional exige “orçamentos estáveis e uma visão de Estado de longo prazo, que vá além de ciclos presidenciais”. “Só se conseguirmos desvincular o investimento em ciência e tecnologia da polarização política poderemos garantir que os projetos espaciais na América Latina não sejam esforços isolados de quatro anos, mas a base de um desenvolvimento econômico e educacional sólido para as próximas gerações”, conclui.


Disponível em: <https://www.dw.com/pt-br/as-oportunidadespara-a-américa-latina-na-nova-corrida-espacial/a-77298017>. Adaptado. Acesso em: 26 de maio de 2026. 

Assinale a alternativa que apresenta o significado CORRETO da palavra destacada em “O desenvolvimento harmonioso da América Latina na área espacial ainda é uma quimera.”
Alternativas
Respostas
641: C
642: A
643: A
644: A
645: C
646: D
647: A
648: D
649: A
650: C
651: D
652: D
653: C
654: D
655: B
656: B
657: C
658: D
659: D
660: C