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Q1960038 Português

Texto CG1A1-I



       A linguagem usada para descrever os alimentos que comemos pode ter um grande efeito em como os percebemos: orgânicos, artesanais, caseiros e selecionados soam um pouco mais tentadores que os prosaicos enlatados ou reidratados. Outro adjetivo que pode abrir nosso apetite é natural, enquanto tendemos a associar processado a produtos com uma longa lista de ingredientes impronunciáveis. Mas, no que diz respeito à nossa saúde, será que o natural é sempre melhor do que o processado? 


       Na verdade, o fato de um alimento estar in natura não significa automaticamente que ele é saudável. Alimentos naturais podem conter toxinas, e um processamento mínimo pode torná-los mais seguros. O feijão, por exemplo, contém lectinas, que podem causar vômitos e diarreia. Elas são eliminadas quando os grãos ficam de molho durante horas e depois são cozidos na água fervente. 


       O processamento também torna seguro o consumo de leite de vaca. O leite é pasteurizado desde o fim do século 19, para matar bactérias nocivas à saúde humana. Antes disso, era distribuído localmente, porque não havia uma boa refrigeração nas casas. As vacas eram ordenhadas todos os dias, e as pessoas levavam leite para vender nos bairros, mas as cidades ficaram maiores, o leite ficou mais distante e demorou mais para chegar ao consumidor, o que favorecia a multiplicação dos patógenos. As evidências crescentes de que alguns organismos presentes no leite pudessem ser prejudiciais à saúde levaram ao desenvolvimento de dispositivos para aquecimento do líquido e à invenção da pasteurização, que logo foi adotada na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos da América. 


       O processamento também pode ajudar a preservar os alimentos e torná-los mais acessíveis. A fermentação faz com que o queijo se mantenha estável por mais tempo e, em alguns casos, reduz a quantidade de lactose, tornando-o mais digerível para quem tem uma intolerância leve à presença desse tipo de açúcar. 


       No passado, o processamento dos alimentos era feito principalmente para aumentar sua vida útil. Por muito tempo, conservar os alimentos com a adição de ingredientes como açúcar ou sal foi essencial para as pessoas sobreviverem ao inverno. O processamento nos permitiu estar onde estamos hoje, pois evitou que passássemos fome. Muitos alimentos devem ser processados para ser consumidos, como o pão. Não poderíamos sobreviver apenas com grãos. 


       O processamento permite que vitaminas e minerais, como vitamina D, cálcio e ácido fólico, sejam adicionados a certos alimentos processados, incluindo-se pães e cereais. Iniciativas como essas ajudaram a reduzir várias deficiências de nutrientes entre a população em geral — mas não tornaram necessariamente a comida nutricionalmente equilibrada. 


       É preciso observar que alguns alimentos ultraprocessados podem estar associados a consequências indesejadas para a saúde, mas nem todos os alimentos processados são ruins. Os legumes e verduras congelados, o leite pasteurizado e a batata cozida, por exemplo, podem ser melhores para nós do que seus equivalentes não processados. Mas aqui está o segredo: todos esses alimentos também se parecem muito com sua forma natural, e é isso que precisamos ter em mente. Sempre que formos capazes de reconhecer que um alimento processado está próximo da sua forma natural, incluí-lo em nossa dieta pode até ser benéfico para nós.



Internet: <www.bbc.com/portuguese> (com adaptações)

Julgue o seguinte item, a respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1-I. 



O sinal de dois-pontos no último parágrafo introduz a síntese das informações apresentadas anteriormente no mesmo parágrafo. 

Alternativas
Q1960037 Português

Texto CG1A1-I



       A linguagem usada para descrever os alimentos que comemos pode ter um grande efeito em como os percebemos: orgânicos, artesanais, caseiros e selecionados soam um pouco mais tentadores que os prosaicos enlatados ou reidratados. Outro adjetivo que pode abrir nosso apetite é natural, enquanto tendemos a associar processado a produtos com uma longa lista de ingredientes impronunciáveis. Mas, no que diz respeito à nossa saúde, será que o natural é sempre melhor do que o processado? 


       Na verdade, o fato de um alimento estar in natura não significa automaticamente que ele é saudável. Alimentos naturais podem conter toxinas, e um processamento mínimo pode torná-los mais seguros. O feijão, por exemplo, contém lectinas, que podem causar vômitos e diarreia. Elas são eliminadas quando os grãos ficam de molho durante horas e depois são cozidos na água fervente. 


       O processamento também torna seguro o consumo de leite de vaca. O leite é pasteurizado desde o fim do século 19, para matar bactérias nocivas à saúde humana. Antes disso, era distribuído localmente, porque não havia uma boa refrigeração nas casas. As vacas eram ordenhadas todos os dias, e as pessoas levavam leite para vender nos bairros, mas as cidades ficaram maiores, o leite ficou mais distante e demorou mais para chegar ao consumidor, o que favorecia a multiplicação dos patógenos. As evidências crescentes de que alguns organismos presentes no leite pudessem ser prejudiciais à saúde levaram ao desenvolvimento de dispositivos para aquecimento do líquido e à invenção da pasteurização, que logo foi adotada na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos da América. 


       O processamento também pode ajudar a preservar os alimentos e torná-los mais acessíveis. A fermentação faz com que o queijo se mantenha estável por mais tempo e, em alguns casos, reduz a quantidade de lactose, tornando-o mais digerível para quem tem uma intolerância leve à presença desse tipo de açúcar. 


       No passado, o processamento dos alimentos era feito principalmente para aumentar sua vida útil. Por muito tempo, conservar os alimentos com a adição de ingredientes como açúcar ou sal foi essencial para as pessoas sobreviverem ao inverno. O processamento nos permitiu estar onde estamos hoje, pois evitou que passássemos fome. Muitos alimentos devem ser processados para ser consumidos, como o pão. Não poderíamos sobreviver apenas com grãos. 


       O processamento permite que vitaminas e minerais, como vitamina D, cálcio e ácido fólico, sejam adicionados a certos alimentos processados, incluindo-se pães e cereais. Iniciativas como essas ajudaram a reduzir várias deficiências de nutrientes entre a população em geral — mas não tornaram necessariamente a comida nutricionalmente equilibrada. 


       É preciso observar que alguns alimentos ultraprocessados podem estar associados a consequências indesejadas para a saúde, mas nem todos os alimentos processados são ruins. Os legumes e verduras congelados, o leite pasteurizado e a batata cozida, por exemplo, podem ser melhores para nós do que seus equivalentes não processados. Mas aqui está o segredo: todos esses alimentos também se parecem muito com sua forma natural, e é isso que precisamos ter em mente. Sempre que formos capazes de reconhecer que um alimento processado está próximo da sua forma natural, incluí-lo em nossa dieta pode até ser benéfico para nós.



Internet: <www.bbc.com/portuguese> (com adaptações)

Julgue o seguinte item, a respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1-I.



No segundo parágrafo, o vocábulo “Elas” (último período) faz referência ao termo “toxinas” (segundo período). 

Alternativas
Q1960036 Português

Texto CG1A1-I



       A linguagem usada para descrever os alimentos que comemos pode ter um grande efeito em como os percebemos: orgânicos, artesanais, caseiros e selecionados soam um pouco mais tentadores que os prosaicos enlatados ou reidratados. Outro adjetivo que pode abrir nosso apetite é natural, enquanto tendemos a associar processado a produtos com uma longa lista de ingredientes impronunciáveis. Mas, no que diz respeito à nossa saúde, será que o natural é sempre melhor do que o processado? 


       Na verdade, o fato de um alimento estar in natura não significa automaticamente que ele é saudável. Alimentos naturais podem conter toxinas, e um processamento mínimo pode torná-los mais seguros. O feijão, por exemplo, contém lectinas, que podem causar vômitos e diarreia. Elas são eliminadas quando os grãos ficam de molho durante horas e depois são cozidos na água fervente. 


       O processamento também torna seguro o consumo de leite de vaca. O leite é pasteurizado desde o fim do século 19, para matar bactérias nocivas à saúde humana. Antes disso, era distribuído localmente, porque não havia uma boa refrigeração nas casas. As vacas eram ordenhadas todos os dias, e as pessoas levavam leite para vender nos bairros, mas as cidades ficaram maiores, o leite ficou mais distante e demorou mais para chegar ao consumidor, o que favorecia a multiplicação dos patógenos. As evidências crescentes de que alguns organismos presentes no leite pudessem ser prejudiciais à saúde levaram ao desenvolvimento de dispositivos para aquecimento do líquido e à invenção da pasteurização, que logo foi adotada na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos da América. 


       O processamento também pode ajudar a preservar os alimentos e torná-los mais acessíveis. A fermentação faz com que o queijo se mantenha estável por mais tempo e, em alguns casos, reduz a quantidade de lactose, tornando-o mais digerível para quem tem uma intolerância leve à presença desse tipo de açúcar. 


       No passado, o processamento dos alimentos era feito principalmente para aumentar sua vida útil. Por muito tempo, conservar os alimentos com a adição de ingredientes como açúcar ou sal foi essencial para as pessoas sobreviverem ao inverno. O processamento nos permitiu estar onde estamos hoje, pois evitou que passássemos fome. Muitos alimentos devem ser processados para ser consumidos, como o pão. Não poderíamos sobreviver apenas com grãos. 


       O processamento permite que vitaminas e minerais, como vitamina D, cálcio e ácido fólico, sejam adicionados a certos alimentos processados, incluindo-se pães e cereais. Iniciativas como essas ajudaram a reduzir várias deficiências de nutrientes entre a população em geral — mas não tornaram necessariamente a comida nutricionalmente equilibrada. 


       É preciso observar que alguns alimentos ultraprocessados podem estar associados a consequências indesejadas para a saúde, mas nem todos os alimentos processados são ruins. Os legumes e verduras congelados, o leite pasteurizado e a batata cozida, por exemplo, podem ser melhores para nós do que seus equivalentes não processados. Mas aqui está o segredo: todos esses alimentos também se parecem muito com sua forma natural, e é isso que precisamos ter em mente. Sempre que formos capazes de reconhecer que um alimento processado está próximo da sua forma natural, incluí-lo em nossa dieta pode até ser benéfico para nós.



Internet: <www.bbc.com/portuguese> (com adaptações)

Julgue o seguinte item, a respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1-I. 



No segundo período do quarto parágrafo, o emprego da vírgula imediatamente após o conectivo “e” tem a finalidade de marcar que são distintos os sujeitos das orações “o queijo se mantenha estável por mais tempo” e “em alguns casos, reduz a quantidade de lactose”.  

Alternativas
Q1960035 Português

Texto CG1A1-I



       A linguagem usada para descrever os alimentos que comemos pode ter um grande efeito em como os percebemos: orgânicos, artesanais, caseiros e selecionados soam um pouco mais tentadores que os prosaicos enlatados ou reidratados. Outro adjetivo que pode abrir nosso apetite é natural, enquanto tendemos a associar processado a produtos com uma longa lista de ingredientes impronunciáveis. Mas, no que diz respeito à nossa saúde, será que o natural é sempre melhor do que o processado? 


       Na verdade, o fato de um alimento estar in natura não significa automaticamente que ele é saudável. Alimentos naturais podem conter toxinas, e um processamento mínimo pode torná-los mais seguros. O feijão, por exemplo, contém lectinas, que podem causar vômitos e diarreia. Elas são eliminadas quando os grãos ficam de molho durante horas e depois são cozidos na água fervente. 


       O processamento também torna seguro o consumo de leite de vaca. O leite é pasteurizado desde o fim do século 19, para matar bactérias nocivas à saúde humana. Antes disso, era distribuído localmente, porque não havia uma boa refrigeração nas casas. As vacas eram ordenhadas todos os dias, e as pessoas levavam leite para vender nos bairros, mas as cidades ficaram maiores, o leite ficou mais distante e demorou mais para chegar ao consumidor, o que favorecia a multiplicação dos patógenos. As evidências crescentes de que alguns organismos presentes no leite pudessem ser prejudiciais à saúde levaram ao desenvolvimento de dispositivos para aquecimento do líquido e à invenção da pasteurização, que logo foi adotada na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos da América. 


       O processamento também pode ajudar a preservar os alimentos e torná-los mais acessíveis. A fermentação faz com que o queijo se mantenha estável por mais tempo e, em alguns casos, reduz a quantidade de lactose, tornando-o mais digerível para quem tem uma intolerância leve à presença desse tipo de açúcar. 


       No passado, o processamento dos alimentos era feito principalmente para aumentar sua vida útil. Por muito tempo, conservar os alimentos com a adição de ingredientes como açúcar ou sal foi essencial para as pessoas sobreviverem ao inverno. O processamento nos permitiu estar onde estamos hoje, pois evitou que passássemos fome. Muitos alimentos devem ser processados para ser consumidos, como o pão. Não poderíamos sobreviver apenas com grãos. 


       O processamento permite que vitaminas e minerais, como vitamina D, cálcio e ácido fólico, sejam adicionados a certos alimentos processados, incluindo-se pães e cereais. Iniciativas como essas ajudaram a reduzir várias deficiências de nutrientes entre a população em geral — mas não tornaram necessariamente a comida nutricionalmente equilibrada. 


       É preciso observar que alguns alimentos ultraprocessados podem estar associados a consequências indesejadas para a saúde, mas nem todos os alimentos processados são ruins. Os legumes e verduras congelados, o leite pasteurizado e a batata cozida, por exemplo, podem ser melhores para nós do que seus equivalentes não processados. Mas aqui está o segredo: todos esses alimentos também se parecem muito com sua forma natural, e é isso que precisamos ter em mente. Sempre que formos capazes de reconhecer que um alimento processado está próximo da sua forma natural, incluí-lo em nossa dieta pode até ser benéfico para nós.



Internet: <www.bbc.com/portuguese> (com adaptações)

Julgue o seguinte item, a respeito de aspectos linguísticos do texto CG1A1-I. 



No primeiro período do terceiro parágrafo, o vocábulo “seguro” é empregado como adjetivo que confere qualidade positiva ao termo “processamento”. 

Alternativas
Q1960034 Português

Texto CG1A1-I



       A linguagem usada para descrever os alimentos que comemos pode ter um grande efeito em como os percebemos: orgânicos, artesanais, caseiros e selecionados soam um pouco mais tentadores que os prosaicos enlatados ou reidratados. Outro adjetivo que pode abrir nosso apetite é natural, enquanto tendemos a associar processado a produtos com uma longa lista de ingredientes impronunciáveis. Mas, no que diz respeito à nossa saúde, será que o natural é sempre melhor do que o processado? 


       Na verdade, o fato de um alimento estar in natura não significa automaticamente que ele é saudável. Alimentos naturais podem conter toxinas, e um processamento mínimo pode torná-los mais seguros. O feijão, por exemplo, contém lectinas, que podem causar vômitos e diarreia. Elas são eliminadas quando os grãos ficam de molho durante horas e depois são cozidos na água fervente. 


       O processamento também torna seguro o consumo de leite de vaca. O leite é pasteurizado desde o fim do século 19, para matar bactérias nocivas à saúde humana. Antes disso, era distribuído localmente, porque não havia uma boa refrigeração nas casas. As vacas eram ordenhadas todos os dias, e as pessoas levavam leite para vender nos bairros, mas as cidades ficaram maiores, o leite ficou mais distante e demorou mais para chegar ao consumidor, o que favorecia a multiplicação dos patógenos. As evidências crescentes de que alguns organismos presentes no leite pudessem ser prejudiciais à saúde levaram ao desenvolvimento de dispositivos para aquecimento do líquido e à invenção da pasteurização, que logo foi adotada na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos da América. 


       O processamento também pode ajudar a preservar os alimentos e torná-los mais acessíveis. A fermentação faz com que o queijo se mantenha estável por mais tempo e, em alguns casos, reduz a quantidade de lactose, tornando-o mais digerível para quem tem uma intolerância leve à presença desse tipo de açúcar. 


       No passado, o processamento dos alimentos era feito principalmente para aumentar sua vida útil. Por muito tempo, conservar os alimentos com a adição de ingredientes como açúcar ou sal foi essencial para as pessoas sobreviverem ao inverno. O processamento nos permitiu estar onde estamos hoje, pois evitou que passássemos fome. Muitos alimentos devem ser processados para ser consumidos, como o pão. Não poderíamos sobreviver apenas com grãos. 


       O processamento permite que vitaminas e minerais, como vitamina D, cálcio e ácido fólico, sejam adicionados a certos alimentos processados, incluindo-se pães e cereais. Iniciativas como essas ajudaram a reduzir várias deficiências de nutrientes entre a população em geral — mas não tornaram necessariamente a comida nutricionalmente equilibrada. 


       É preciso observar que alguns alimentos ultraprocessados podem estar associados a consequências indesejadas para a saúde, mas nem todos os alimentos processados são ruins. Os legumes e verduras congelados, o leite pasteurizado e a batata cozida, por exemplo, podem ser melhores para nós do que seus equivalentes não processados. Mas aqui está o segredo: todos esses alimentos também se parecem muito com sua forma natural, e é isso que precisamos ter em mente. Sempre que formos capazes de reconhecer que um alimento processado está próximo da sua forma natural, incluí-lo em nossa dieta pode até ser benéfico para nós.



Internet: <www.bbc.com/portuguese> (com adaptações)

Em relação ao texto CG1A1-I e aos sentidos nele expressos, julgue o item que se segue. 

No texto, que se caracteriza como dissertativo-informativo, o uso de formas verbais flexionadas na 1ª pessoa do plural constitui estratégia para a aproximação do público leitor. 
Alternativas
Q1960033 Português

Texto CG1A1-I



       A linguagem usada para descrever os alimentos que comemos pode ter um grande efeito em como os percebemos: orgânicos, artesanais, caseiros e selecionados soam um pouco mais tentadores que os prosaicos enlatados ou reidratados. Outro adjetivo que pode abrir nosso apetite é natural, enquanto tendemos a associar processado a produtos com uma longa lista de ingredientes impronunciáveis. Mas, no que diz respeito à nossa saúde, será que o natural é sempre melhor do que o processado? 


       Na verdade, o fato de um alimento estar in natura não significa automaticamente que ele é saudável. Alimentos naturais podem conter toxinas, e um processamento mínimo pode torná-los mais seguros. O feijão, por exemplo, contém lectinas, que podem causar vômitos e diarreia. Elas são eliminadas quando os grãos ficam de molho durante horas e depois são cozidos na água fervente. 


       O processamento também torna seguro o consumo de leite de vaca. O leite é pasteurizado desde o fim do século 19, para matar bactérias nocivas à saúde humana. Antes disso, era distribuído localmente, porque não havia uma boa refrigeração nas casas. As vacas eram ordenhadas todos os dias, e as pessoas levavam leite para vender nos bairros, mas as cidades ficaram maiores, o leite ficou mais distante e demorou mais para chegar ao consumidor, o que favorecia a multiplicação dos patógenos. As evidências crescentes de que alguns organismos presentes no leite pudessem ser prejudiciais à saúde levaram ao desenvolvimento de dispositivos para aquecimento do líquido e à invenção da pasteurização, que logo foi adotada na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos da América. 


       O processamento também pode ajudar a preservar os alimentos e torná-los mais acessíveis. A fermentação faz com que o queijo se mantenha estável por mais tempo e, em alguns casos, reduz a quantidade de lactose, tornando-o mais digerível para quem tem uma intolerância leve à presença desse tipo de açúcar. 


       No passado, o processamento dos alimentos era feito principalmente para aumentar sua vida útil. Por muito tempo, conservar os alimentos com a adição de ingredientes como açúcar ou sal foi essencial para as pessoas sobreviverem ao inverno. O processamento nos permitiu estar onde estamos hoje, pois evitou que passássemos fome. Muitos alimentos devem ser processados para ser consumidos, como o pão. Não poderíamos sobreviver apenas com grãos. 


       O processamento permite que vitaminas e minerais, como vitamina D, cálcio e ácido fólico, sejam adicionados a certos alimentos processados, incluindo-se pães e cereais. Iniciativas como essas ajudaram a reduzir várias deficiências de nutrientes entre a população em geral — mas não tornaram necessariamente a comida nutricionalmente equilibrada. 


       É preciso observar que alguns alimentos ultraprocessados podem estar associados a consequências indesejadas para a saúde, mas nem todos os alimentos processados são ruins. Os legumes e verduras congelados, o leite pasteurizado e a batata cozida, por exemplo, podem ser melhores para nós do que seus equivalentes não processados. Mas aqui está o segredo: todos esses alimentos também se parecem muito com sua forma natural, e é isso que precisamos ter em mente. Sempre que formos capazes de reconhecer que um alimento processado está próximo da sua forma natural, incluí-lo em nossa dieta pode até ser benéfico para nós.



Internet: <www.bbc.com/portuguese> (com adaptações)

Em relação ao texto CG1A1-I e aos sentidos nele expressos, julgue o item que se segue. 

No primeiro período do primeiro parágrafo, o vocábulo “prosaicos” está empregado com o sentido de comuns, corriqueiros. 
Alternativas
Q1960032 Português

Texto CG1A1-I



       A linguagem usada para descrever os alimentos que comemos pode ter um grande efeito em como os percebemos: orgânicos, artesanais, caseiros e selecionados soam um pouco mais tentadores que os prosaicos enlatados ou reidratados. Outro adjetivo que pode abrir nosso apetite é natural, enquanto tendemos a associar processado a produtos com uma longa lista de ingredientes impronunciáveis. Mas, no que diz respeito à nossa saúde, será que o natural é sempre melhor do que o processado? 


       Na verdade, o fato de um alimento estar in natura não significa automaticamente que ele é saudável. Alimentos naturais podem conter toxinas, e um processamento mínimo pode torná-los mais seguros. O feijão, por exemplo, contém lectinas, que podem causar vômitos e diarreia. Elas são eliminadas quando os grãos ficam de molho durante horas e depois são cozidos na água fervente. 


       O processamento também torna seguro o consumo de leite de vaca. O leite é pasteurizado desde o fim do século 19, para matar bactérias nocivas à saúde humana. Antes disso, era distribuído localmente, porque não havia uma boa refrigeração nas casas. As vacas eram ordenhadas todos os dias, e as pessoas levavam leite para vender nos bairros, mas as cidades ficaram maiores, o leite ficou mais distante e demorou mais para chegar ao consumidor, o que favorecia a multiplicação dos patógenos. As evidências crescentes de que alguns organismos presentes no leite pudessem ser prejudiciais à saúde levaram ao desenvolvimento de dispositivos para aquecimento do líquido e à invenção da pasteurização, que logo foi adotada na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos da América. 


       O processamento também pode ajudar a preservar os alimentos e torná-los mais acessíveis. A fermentação faz com que o queijo se mantenha estável por mais tempo e, em alguns casos, reduz a quantidade de lactose, tornando-o mais digerível para quem tem uma intolerância leve à presença desse tipo de açúcar. 


       No passado, o processamento dos alimentos era feito principalmente para aumentar sua vida útil. Por muito tempo, conservar os alimentos com a adição de ingredientes como açúcar ou sal foi essencial para as pessoas sobreviverem ao inverno. O processamento nos permitiu estar onde estamos hoje, pois evitou que passássemos fome. Muitos alimentos devem ser processados para ser consumidos, como o pão. Não poderíamos sobreviver apenas com grãos. 


       O processamento permite que vitaminas e minerais, como vitamina D, cálcio e ácido fólico, sejam adicionados a certos alimentos processados, incluindo-se pães e cereais. Iniciativas como essas ajudaram a reduzir várias deficiências de nutrientes entre a população em geral — mas não tornaram necessariamente a comida nutricionalmente equilibrada. 


       É preciso observar que alguns alimentos ultraprocessados podem estar associados a consequências indesejadas para a saúde, mas nem todos os alimentos processados são ruins. Os legumes e verduras congelados, o leite pasteurizado e a batata cozida, por exemplo, podem ser melhores para nós do que seus equivalentes não processados. Mas aqui está o segredo: todos esses alimentos também se parecem muito com sua forma natural, e é isso que precisamos ter em mente. Sempre que formos capazes de reconhecer que um alimento processado está próximo da sua forma natural, incluí-lo em nossa dieta pode até ser benéfico para nós.



Internet: <www.bbc.com/portuguese> (com adaptações)

Em relação ao texto CG1A1-I e aos sentidos nele expressos, julgue o item que se segue. 

Segundo o texto, alguns alimentos processados podem ser mais benéficos para a saúde que seus equivalentes não processados.
Alternativas
Q1960031 Português

Texto CG1A1-I



       A linguagem usada para descrever os alimentos que comemos pode ter um grande efeito em como os percebemos: orgânicos, artesanais, caseiros e selecionados soam um pouco mais tentadores que os prosaicos enlatados ou reidratados. Outro adjetivo que pode abrir nosso apetite é natural, enquanto tendemos a associar processado a produtos com uma longa lista de ingredientes impronunciáveis. Mas, no que diz respeito à nossa saúde, será que o natural é sempre melhor do que o processado? 


       Na verdade, o fato de um alimento estar in natura não significa automaticamente que ele é saudável. Alimentos naturais podem conter toxinas, e um processamento mínimo pode torná-los mais seguros. O feijão, por exemplo, contém lectinas, que podem causar vômitos e diarreia. Elas são eliminadas quando os grãos ficam de molho durante horas e depois são cozidos na água fervente. 


       O processamento também torna seguro o consumo de leite de vaca. O leite é pasteurizado desde o fim do século 19, para matar bactérias nocivas à saúde humana. Antes disso, era distribuído localmente, porque não havia uma boa refrigeração nas casas. As vacas eram ordenhadas todos os dias, e as pessoas levavam leite para vender nos bairros, mas as cidades ficaram maiores, o leite ficou mais distante e demorou mais para chegar ao consumidor, o que favorecia a multiplicação dos patógenos. As evidências crescentes de que alguns organismos presentes no leite pudessem ser prejudiciais à saúde levaram ao desenvolvimento de dispositivos para aquecimento do líquido e à invenção da pasteurização, que logo foi adotada na Europa e, mais tarde, nos Estados Unidos da América. 


       O processamento também pode ajudar a preservar os alimentos e torná-los mais acessíveis. A fermentação faz com que o queijo se mantenha estável por mais tempo e, em alguns casos, reduz a quantidade de lactose, tornando-o mais digerível para quem tem uma intolerância leve à presença desse tipo de açúcar. 


       No passado, o processamento dos alimentos era feito principalmente para aumentar sua vida útil. Por muito tempo, conservar os alimentos com a adição de ingredientes como açúcar ou sal foi essencial para as pessoas sobreviverem ao inverno. O processamento nos permitiu estar onde estamos hoje, pois evitou que passássemos fome. Muitos alimentos devem ser processados para ser consumidos, como o pão. Não poderíamos sobreviver apenas com grãos. 


       O processamento permite que vitaminas e minerais, como vitamina D, cálcio e ácido fólico, sejam adicionados a certos alimentos processados, incluindo-se pães e cereais. Iniciativas como essas ajudaram a reduzir várias deficiências de nutrientes entre a população em geral — mas não tornaram necessariamente a comida nutricionalmente equilibrada. 


       É preciso observar que alguns alimentos ultraprocessados podem estar associados a consequências indesejadas para a saúde, mas nem todos os alimentos processados são ruins. Os legumes e verduras congelados, o leite pasteurizado e a batata cozida, por exemplo, podem ser melhores para nós do que seus equivalentes não processados. Mas aqui está o segredo: todos esses alimentos também se parecem muito com sua forma natural, e é isso que precisamos ter em mente. Sempre que formos capazes de reconhecer que um alimento processado está próximo da sua forma natural, incluí-lo em nossa dieta pode até ser benéfico para nós.



Internet: <www.bbc.com/portuguese> (com adaptações)

Em relação ao texto CG1A1-I e aos sentidos nele expressos, julgue o item que se segue.

De acordo com o texto, por questão de segurança, muitos alimentos devem ser processados antes de serem consumidos, como é o caso do leite de vaca.
Alternativas
Q1954320 Noções de Informática
Considerando o MS-Word 2013, são tipos de fonte disponíveis, EXCETO:
Alternativas
Q1954317 Noções de Informática
São funções existentes no MS-Excel, versão em português, pertencentes à categoria Texto, EXCETO
Alternativas
Q1954316 Noções de Informática
Analise as alternativas a seguir e assinale a CORRETA:
Alternativas
Q1954315 Noções de Informática
No MS-Windows 10, qual das ações a seguir será realizada após selecionar um arquivo e pressionar as teclas SHIFT+DEL: 
Alternativas
Q1954312 Português
“Algumas de suas culturas eram ainda mais depreciadas,[...]” O núcleo do sujeito do verbo “eram” é: 
Alternativas
Q1954311 Português
Leia a tirinha a seguir.

Imagem associada para resolução da questão

Analisando o contexto da tirinha e o emprego da palavra “porque”, assinale a alternativa INCORRETA.
Alternativas
Q1954310 Português
Quanto a sílaba tônica, em todas as alternativas há somente palavras paroxítonas, EXCETO:
Alternativas
Q1954308 Português
Texto II

O capítulo da adolescência

    A vida é um livro, e a adolescência é seu capítulo mais confuso. É como uma aberração caótica, indefinida e aleatória. Cada palavra possui fontes diferentes, textos se erguem como arranha-céus, de gêneros que variam do drama ao romance, e de suspense ao terror. Um criptograma dotado de uma urgência a ser desvendado. Páginas são folheadas, repletas de incertezas, o futuro é composto de folhas em branco. Mas com o passar do tempo, com o amadurecer da história, conseguimos encontrar um pouco de ordem no caos. Finalmente entendemos que o criptograma não é tão urgente, descobrir-se necessita de tempo, um tempo interior e próprio. E, por fim, a conclusão, se as páginas estão em branco, somente nós seremos capazes de contar essa história, descrever quem verdadeiramente somos, cheios de angústias e infelicidades, mas também repletos de serenidades e felicidades, as contradições que nunca nos abandonarão.

Arthur de Paula Souza (Produção de aluno do 1o ano do EM)
Analisando o período do texto "A vida é um livro e a adolescência é seu capítulo mais confuso" entende-se que: 
Alternativas
Q1954306 Português
Texto I

   Como professor de Língua Portuguesa só queria deixar uma reflexão. Gênero da palavra não tem nada a ver com sexo.
Palavra não tem sexo, assim já afirmou Veríssimo em uma de suas crônicas. Palavras existem gêneros, sendo estes masculinos e femininos. Mais uma vez, nada a ver com orientação sexual. O idioma da norma culta é para todos. A letra "a" no final da palavra e a letra "o" não definem o gênero. Os que definem são os artigos (definidos e indefinidos). Por exemplo: a palavra "FOTO" termina com "o" e pertence ao gênero feminino, conforme usamos na construção de uma frase (A foto ficou sem foco). Já a palavra "tapa" termina com "a" e pertence ao gênero masculino (O tapa doeu). E tem mais, o artigo é tão preciso na definição de gênero, que a mudança do mesmo, numa palavra, pode mudar completamente o sentido.
Ex: O rádio (aparelho); A rádio (emissora).
Sendo assim, quero reforçar, gênero de palavras não se condizem com sexo, nem definem sua orientação. Não precisamos mudar a "Língua", todavia precisamos usar a língua como instrumento para proferir respeito a quaisquer ser vivo que seja, pois todos somos seres vivos e, principalmente, humanos, e devemos ser amados e acolhidos com amor incondicional, já que esse é o verdadeiro amor (aquele que não olha cor, sexo, raça, orientação e espécie), todavia o próximo, sem distinção. Disso tenho certeza.

(MENDONÇA, T)
Na conclusão do texto fica subentendido:
Alternativas
Q1954305 Português
Texto I

   Como professor de Língua Portuguesa só queria deixar uma reflexão. Gênero da palavra não tem nada a ver com sexo.
Palavra não tem sexo, assim já afirmou Veríssimo em uma de suas crônicas. Palavras existem gêneros, sendo estes masculinos e femininos. Mais uma vez, nada a ver com orientação sexual. O idioma da norma culta é para todos. A letra "a" no final da palavra e a letra "o" não definem o gênero. Os que definem são os artigos (definidos e indefinidos). Por exemplo: a palavra "FOTO" termina com "o" e pertence ao gênero feminino, conforme usamos na construção de uma frase (A foto ficou sem foco). Já a palavra "tapa" termina com "a" e pertence ao gênero masculino (O tapa doeu). E tem mais, o artigo é tão preciso na definição de gênero, que a mudança do mesmo, numa palavra, pode mudar completamente o sentido.
Ex: O rádio (aparelho); A rádio (emissora).
Sendo assim, quero reforçar, gênero de palavras não se condizem com sexo, nem definem sua orientação. Não precisamos mudar a "Língua", todavia precisamos usar a língua como instrumento para proferir respeito a quaisquer ser vivo que seja, pois todos somos seres vivos e, principalmente, humanos, e devemos ser amados e acolhidos com amor incondicional, já que esse é o verdadeiro amor (aquele que não olha cor, sexo, raça, orientação e espécie), todavia o próximo, sem distinção. Disso tenho certeza.

(MENDONÇA, T)
"E tem mais, o artigo é tão preciso na definição de gênero, que a mudança do mesmo, numa palavra, pode mudar o sentido". Nesse trecho o autor cita como exemplo a palavra rádio. Das palavras abaixo, aquela em que o emprego do artigo produz o mesmo efeito do exemplo do texto é:
Alternativas
Q1954304 Português
Texto I

   Como professor de Língua Portuguesa só queria deixar uma reflexão. Gênero da palavra não tem nada a ver com sexo.
Palavra não tem sexo, assim já afirmou Veríssimo em uma de suas crônicas. Palavras existem gêneros, sendo estes masculinos e femininos. Mais uma vez, nada a ver com orientação sexual. O idioma da norma culta é para todos. A letra "a" no final da palavra e a letra "o" não definem o gênero. Os que definem são os artigos (definidos e indefinidos). Por exemplo: a palavra "FOTO" termina com "o" e pertence ao gênero feminino, conforme usamos na construção de uma frase (A foto ficou sem foco). Já a palavra "tapa" termina com "a" e pertence ao gênero masculino (O tapa doeu). E tem mais, o artigo é tão preciso na definição de gênero, que a mudança do mesmo, numa palavra, pode mudar completamente o sentido.
Ex: O rádio (aparelho); A rádio (emissora).
Sendo assim, quero reforçar, gênero de palavras não se condizem com sexo, nem definem sua orientação. Não precisamos mudar a "Língua", todavia precisamos usar a língua como instrumento para proferir respeito a quaisquer ser vivo que seja, pois todos somos seres vivos e, principalmente, humanos, e devemos ser amados e acolhidos com amor incondicional, já que esse é o verdadeiro amor (aquele que não olha cor, sexo, raça, orientação e espécie), todavia o próximo, sem distinção. Disso tenho certeza.

(MENDONÇA, T)
Um dos argumentos que o autor utiliza para reforçar seu ponto de vista é:
Alternativas
Q1954303 Português
Texto I

   Como professor de Língua Portuguesa só queria deixar uma reflexão. Gênero da palavra não tem nada a ver com sexo.
Palavra não tem sexo, assim já afirmou Veríssimo em uma de suas crônicas. Palavras existem gêneros, sendo estes masculinos e femininos. Mais uma vez, nada a ver com orientação sexual. O idioma da norma culta é para todos. A letra "a" no final da palavra e a letra "o" não definem o gênero. Os que definem são os artigos (definidos e indefinidos). Por exemplo: a palavra "FOTO" termina com "o" e pertence ao gênero feminino, conforme usamos na construção de uma frase (A foto ficou sem foco). Já a palavra "tapa" termina com "a" e pertence ao gênero masculino (O tapa doeu). E tem mais, o artigo é tão preciso na definição de gênero, que a mudança do mesmo, numa palavra, pode mudar completamente o sentido.
Ex: O rádio (aparelho); A rádio (emissora).
Sendo assim, quero reforçar, gênero de palavras não se condizem com sexo, nem definem sua orientação. Não precisamos mudar a "Língua", todavia precisamos usar a língua como instrumento para proferir respeito a quaisquer ser vivo que seja, pois todos somos seres vivos e, principalmente, humanos, e devemos ser amados e acolhidos com amor incondicional, já que esse é o verdadeiro amor (aquele que não olha cor, sexo, raça, orientação e espécie), todavia o próximo, sem distinção. Disso tenho certeza.

(MENDONÇA, T)
De acordo com o texto, o sentido global é:
Alternativas
Respostas
14881: E
14882: E
14883: E
14884: E
14885: C
14886: C
14887: C
14888: C
14889: C
14890: A
14891: D
14892: A
14893: C
14894: A
14895: C
14896: A
14897: B
14898: D
14899: B
14900: A