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Com base no Regime Jurídico do Município de Tunas, analise as assertivas abaixo, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Para ingressar no serviço público municipal, é requisito ter idade mínima de quatorze anos.
( ) Exercer com zelo e dedicação as atribuições do cargo é dever do servidor.
( ) É proibido ao servidor praticar qualquer ação ou omissão capaz de ferir a disciplina e a hierarquia.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Com referência no Plano de Carreira do Município de Tunas, analise as assertivas abaixo:
I. A Administração Municipal promoverá treinamento que será denominado interno quando desenvolvido pelo próprio Município.
II. Sempre que o servidor completar três faltas injustificadas ao serviço, fica prejudicado o merecimento, acarretando a interrupção da contagem do tempo de exercício para fins de promoção.
III. As promoções obedecerão aos critérios de antiguidade e indicação política.
Quais estão corretas?
No trecho a seguir, tem-se o emprego do imperativo: “Vá ler o resto do jornal, aqui você só estaria perdendo tempo.”. Caso substituíssemos a pessoa para quem a ordem é dada por “tu”, a forma verbal sublinhada deveria ser:
Assinale a alternativa que indica o número do termo que apresenta um pronome pessoal do caso oblíquo no trecho a seguir. O número referente ao termo sublinhado está inserido imediatamente após cada um dos termos. “Estar assistindo ___ entrevista de alguma (1) atriz famosa na TV e ela (2) contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe (3) entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que (4) lhe dera sorte, que era responsável pelo seu (5) sucesso, e que ela nunca pudera agradecer”.
Considerando o emprego dos “porquês”, assinale a alternativa na qual a ocorrência de tal palavra seja a mesma que na frase a seguir, ou seja, com grafia e função idênticas: “eu só não perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo”.
Assinale a alternativa que indica o número do termo que tem a função sintática de adjunto adnominal no trecho a seguir. O número referente ao termo sublinhado está inserido imediatamente após cada um dos termos. “A mãe (1) fazer o ruído (2) do motor (3) enquanto aproxima o pseudoaviãozinho (4) da sua boca não ajuda (5) em nada”.
Assinale a alternativa que indica a correta transposição do trecho a seguir para o futuro do presente do indicativo: “Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito a respeito”.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Aviãozinho
Por Luís Fernando Verissimo
- A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
- usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
- tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
- sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
- pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
- avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
- Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
- não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
- a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
- cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
- que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
- fazendo barulho?
- Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
- sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
- a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
- perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
- possível consequência da minha distração ― ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
- já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
- tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
- junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
- A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
- de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
- Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
- jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
- só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
- Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
- E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
- caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
- escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
- caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
- levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
- Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
- obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
- aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
- tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
- Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
- certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
- atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
- entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
- era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
- de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
- em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
- Tinha sido destruída por um terremoto.
(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
No trecho “Se você quiser parar por aqui” (l. 23), a conjunção “se” indica a ideia de ___________ e poderia ser substituída por ___________, desde que __________ feitas alterações no período a fim de ser mantida a correção gramatical.
Assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas do trecho acima.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Aviãozinho
Por Luís Fernando Verissimo
- A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
- usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
- tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
- sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
- pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
- avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
- Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
- não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
- a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
- cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
- que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
- fazendo barulho?
- Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
- sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
- a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
- perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
- possível consequência da minha distração ― ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
- já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
- tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
- junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
- A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
- de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
- Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
- jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
- só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
- Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
- E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
- caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
- escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
- caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
- levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
- Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
- obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
- aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
- tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
- Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
- certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
- atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
- entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
- era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
- de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
- em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
- Tinha sido destruída por um terremoto.
(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa na qual a palavra “que” tenha sido empregada como pronome relativo.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Aviãozinho
Por Luís Fernando Verissimo
- A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
- usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
- tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
- sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
- pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
- avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
- Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
- não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
- a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
- cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
- que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
- fazendo barulho?
- Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
- sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
- a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
- perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
- possível consequência da minha distração ― ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
- já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
- tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
- junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
- A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
- de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
- Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
- jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
- só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
- Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
- E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
- caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
- escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
- caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
- levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
- Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
- obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
- aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
- tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
- Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
- certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
- atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
- entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
- era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
- de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
- em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
- Tinha sido destruída por um terremoto.
(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando-se o emprego dos sinais de pontuação, analise as assertivas a seguir e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Na linha 10, o uso das aspas deve-se à transcrição de trecho em discurso direto.
( ) Na linha 17, o travessão não poderia ser substituído por dois pontos, pois isso acarretaria erro gramatical ao período.
( ) Na linha 19, a primeira ocorrência de vírgula indica a separação de orações coordenadas.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Aviãozinho
Por Luís Fernando Verissimo
- A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
- usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
- tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
- sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
- pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
- avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
- Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
- não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
- a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
- cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
- que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
- fazendo barulho?
- Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
- sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
- a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
- perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
- possível consequência da minha distração ― ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
- já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
- tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
- junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
- A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
- de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
- Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
- jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
- só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
- Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
- E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
- caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
- escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
- caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
- levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
- Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
- obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
- aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
- tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
- Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
- certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
- atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
- entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
- era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
- de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
- em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
- Tinha sido destruída por um terremoto.
(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica a correta transposição do trecho a seguir para a voz passiva: “Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal escondida atrás de uns livros”.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Aviãozinho
Por Luís Fernando Verissimo
- A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
- usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
- tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
- sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
- pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
- avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
- Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
- não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
- a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
- cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
- que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
- fazendo barulho?
- Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
- sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
- a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
- perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
- possível consequência da minha distração ― ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
- já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
- tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
- junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
- A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
- de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
- Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
- jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
- só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
- Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
- E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
- caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
- escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
- caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
- levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
- Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
- obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
- aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
- tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
- Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
- certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
- atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
- entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
- era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
- de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
- em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
- Tinha sido destruída por um terremoto.
(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Analise as assertivas a seguir a respeito da palavra “constrangimento” (l. 23):
I. Trata-se de palavra paroxítona por sua acentuação tônica.
II. A palavra não apresenta dígrafos.
III. Um sinônimo possível para a palavra seria “embaraço”.
Quais estão corretas?
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Aviãozinho
Por Luís Fernando Verissimo
- A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
- usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
- tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
- sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
- pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
- avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
- Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
- não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
- a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
- cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
- que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
- fazendo barulho?
- Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
- sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
- a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
- perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
- possível consequência da minha distração ― ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
- já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
- tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
- junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
- A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
- de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
- Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
- jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
- só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
- Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
- E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
- caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
- escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
- caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
- levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
- Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
- obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
- aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
- tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
- Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
- certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
- atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
- entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
- era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
- de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
- em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
- Tinha sido destruída por um terremoto.
(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que apresenta palavra que NÃO poderia substituir o vocábulo “perplexidade” (l. 14) por alterar de forma significativa o sentido original do texto.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Aviãozinho
Por Luís Fernando Verissimo
- A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
- usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
- tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
- sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
- pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
- avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
- Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
- não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
- a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
- cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
- que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
- fazendo barulho?
- Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
- sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
- a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
- perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
- possível consequência da minha distração ― ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
- já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
- tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
- junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
- A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
- de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
- Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
- jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
- só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
- Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
- E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
- caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
- escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
- caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
- levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
- Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
- obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
- aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
- tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
- Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
- certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
- atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
- entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
- era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
- de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
- em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
- Tinha sido destruída por um terremoto.
(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o emprego do acento indicativo de crase, assinale a alternativa que preenche, correta e respectivamente, as lacunas das linhas 31, 35 e 37.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Aviãozinho
Por Luís Fernando Verissimo
- A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
- usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
- tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
- sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
- pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
- avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
- Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
- não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
- a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
- cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
- que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
- fazendo barulho?
- Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
- sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
- a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
- perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
- possível consequência da minha distração ― ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
- já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
- tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
- junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
- A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
- de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
- Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
- jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
- só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
- Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
- E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
- caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
- escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
- caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
- levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
- Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
- obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
- aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
- tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
- Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
- certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
- atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
- entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
- era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
- de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
- em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
- Tinha sido destruída por um terremoto.
(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Leia a tirinha a seguir:
Fonte: https://kikacastro.com.br/2017/05/08/crianca-nao-namora/
Analise as assertivas a seguir sobre a tirinha e o texto apresentado anteriormente e assinale V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Pode-se dizer que tanto o menino do texto de Veríssimo quanto Armandinho apresentam-se interessados pelos relacionamentos amorosos desde cedo.
( ) O menino do texto teve uma atitude audaciosa movido pela paixão infantil, ao passo que Armandinho mostra-se distante desses interesses.
( ) Tanto Armandinho quanto o menino do texto de Veríssimo percebem que há alguém interessado neles, a senhora que conversa com Armandinho e a menina da escola do garoto do texto, respectivamente.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Aviãozinho
Por Luís Fernando Verissimo
- A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
- usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
- tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
- sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
- pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
- avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
- Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
- não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
- a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
- cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
- que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
- fazendo barulho?
- Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
- sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
- a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
- perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
- possível consequência da minha distração ― ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
- já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
- tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
- junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
- A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
- de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
- Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
- jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
- só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
- Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
- E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
- caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
- escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
- caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
- levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
- Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
- obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
- aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
- tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
- Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
- certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
- atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
- entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
- era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
- de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
- em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
- Tinha sido destruída por um terremoto.
(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o exposto pelo texto, analise as assertivas a seguir:
I. Segundo o autor, a estratégia do aviãozinho não faz sentido, pois bebês não fazem ideia do que seja um avião.
II. O autor se lembra de ter sempre sentido um medo terrível de ver sua cabeça separada do corpo.
III. O autor entregou a pulseira para uma menina que hoje é famosa e que usa a bijuteria como seu amuleto da sorte.
Quais estão corretas?
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Aviãozinho
Por Luís Fernando Verissimo
- A estratégia do falso aviãozinho que todas as mães do mundo ― literalmente: todas ―
- usam para convencer o bebê a comer sua papinha e é tão antiga quanto o próprio avião, não
- tem nenhuma lógica. Para começar, é pouco provável que um bebê na idade de comer papinha
- sequer saiba o que é um avião. A mãe fazer o ruído do motor enquanto aproxima o
- pseudoaviãozinho da sua boca não ajuda em nada, o bebê também não sabe como é barulho de
- avião. Para ele, aquilo é apenas outro barulho de mãe.
- Em segundo lugar, não há qualquer razão para um bebê aceitar papinha de um avião que
- não aceitaria de uma colher. No seu universo, avião e colher é a mesma coisa. Navio e colher é
- a mesma coisa. Se o bebê, por um fenômeno de precocidade, se desse conta do surrealismo da
- cena ― "Abre a boquinha que lá vai o aviãozinho"?! ― isso seria mais causa para espanto do
- que para abrir a boca. Quem quer comer papinha com um avião se aproximando da sua boca,
- fazendo barulho?
- Pensando bem, nossa infância era cheia de surrealismo inconsciente, de ameaças e
- sentenças que só não nos paralisavam de medo ou perplexidade porque não pensávamos muito
- a respeito. Não me lembro de ficar muito impressionado com a informação de que eu só não
- perdia a cabeça porque ela estava presa no corpo, por exemplo. Hoje, sim, penso naquela terrível
- possível consequência da minha distração ― ir embora e deixar a cabeça em algum lugar! Ou,
- já que o cérebro estava na cabeça, pelo menos a maior parte, me dar conta de que meu corpo
- tinha me esquecido. Sem poder gritar, sem poder sequer assoviar, já que os pulmões tinham ido
- junto. Uma cabeça abandonada no mundo, incapaz de sequer se alimentar.
- A não ser, claro, que um aviãozinho surgisse, misteriosamente, do passado, carregado
- de papinha, para me salvar. Pulseira dourada Mais lembranças inúteis. Tinha eu meus 7 anos...
- Se você quiser parar por aqui, tudo bem. Não, não, nenhum constrangimento. Vá ler o resto do
- jornal, aqui você só estaria perdendo tempo. O que é isso? Eu entendo. Numa boa. Eu mesmo
- só fico porque preciso botar o ponto final. Mas tinha eu meus 7 anos e morávamos em Los
- Angeles. Meu pai lecionava na UCLA, eu e minha irmã frequentávamos uma escola perto de casa.
- E me apaixonei por uma menina da escola. Uma daquelas paixões dos 7 anos, terrível e, no meu
- caso, secreta e silenciosa. Os donos da casa que alugávamos tinham deixado uma bijuteria mal
- escondida atrás de uns livros, numa prateleira da sala. Uma pulseira dourada dentro de uma
- caixa. Um dia, tomei a decisão. Meu amor justificava tudo, até o crime. Peguei a pulseira e a
- levei, escondida, para a escola. Na saída, entreguei a caixa para ___ menina ― e saí correndo.
- Em casa nunca deram falta da pulseira. A menina nunca disse nada sobre o presente. Eu,
- obviamente, nunca mencionei o fato para ninguém, muito menos para a menina ― com quem,
- aliás, nunca troquei nem um tímido "hello". A história termina aqui. Eu avisei que você ia perder
- tempo. Mas ___ vezes penso naquela pulseira e imagino coisas. Chegar, um dia, nos Estados
- Unidos e alguém da imigração americana consultar um computador e dizer "Há a questão de
- certa pulseira dourada na Califórnia, Mr. Verissimo...". Estar assistindo ___ entrevista de alguma
- atriz famosa na TV e ela contar que um dia, quando tinha 7 anos, um garoto estranho lhe
- entregara uma pulseira e saíra correndo, e mostrar a pulseira dourada, que lhe dera sorte, que
- era responsável pelo seu sucesso, e que ela nunca pudera agradecer... Pelo menos minha vida
- de crimes acabou ali. Post scriptum tipo nada a ver com nada. Muitos anos depois visitei o bairro
- em que morávamos em Los Angeles e fui procurar a escola, palco do meu gesto tresloucado.
- Tinha sido destruída por um terremoto.
(Disponível em: Cultura Genial – https://www.culturagenial.com/cronicas-engracadas-de-luis-fernando-verissimo-comentadas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que NÃO indica uma informação verdadeira de acordo com Luís Fernando Veríssimo em seu texto “Aviãozinho”.
De acordo com as Normas Gerais de Direito Financeiro (Lei nº 4320/64) e alterações, analise as assertivas e identifique as corretas:
I.A Lei do Orçamento conterá a discriminação da receita e despesa de forma a evidenciar a política econômica financeira e o programa de trabalho do Governo, obedecidos os princípios de unidade universalidade e anualidade.
II.A Lei de Orçamentos compreenderá todas as receitas, exceto as de operações de crédito autorizadas em lei.
III.Todas as receitas e despesas constarão da Lei de Orçamento pelos seus totais, vedadas quaisquer deduções.
É CORRETO o que se afirma em:
De acordo com o disposto no Manual de Contabilidade Aplicada ao Setor Público (MCASP), os atributos da conta contábil são características próprias que as distinguem de outras contas do plano de contas. Os atributos podem ser decorrentes de conceitos teóricos, da lei ou do sistema operacional utilizado. Marque a alternativa INCORRETA.
Considere as afirmativas relacionadas com as normas de finanças públicas voltadas para a responsabilidade na gestão fiscal (Lei Complementar nº 101/2000) e alterações. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)Todas as despesas relativas à dívida pública, mobiliária ou contratual, e as receitas que as atenderão, constarão da lei orçamentária anual.
(__)O refinanciamento da dívida pública constará conjuntamente na lei orçamentária e nas de crédito adicional.
(__)É obrigatório consignar na lei orçamentária crédito com finalidade imprecisa ou com dotação ilimitada.
(__)Integrarão as despesas da União, e serão incluídas na lei orçamentária, as do Banco Central do Brasil relativas a pessoal e encargos sociais, custeio administrativo, inclusive os destinados a benefícios e assistência aos servidores, e a investimentos.
Assinale a alternativa com a sequência CORRETA: