Questões de Concurso Para auxiliar de saúde bucal

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Q3972770 Odontologia
Ao organizar o consultório odontológico para atendimento de um paciente adulto que receberá uma necropulpectomia, é necessário disponibilizar diversos instrumentos e materiais para o cirurgião dentista otimizar o atendimento. Nesse caso, durante o preparo biomecânico do dente a ser tratado é necessário separar um material para irrigação dos canais. Assinale a alternativa que corretamente indica o material para esse fim:
Alternativas
Q3972769 Odontologia
A mucosa bucal é composta por três zonas caracterizadas por especificidades, as quais são denominadas de mucosa mastigatória, revestimento e especializada. Numa delas, há um componente que faz parte do periodonto. Assinale a alternativa que corretamente indica o nome dessa estrutura: 
Alternativas
Q3972768 Segurança e Saúde no Trabalho
Associe a segunda coluna de acordo com a primeira, que relaciona os riscos ocupacionais e as medidas que devem ser adotadas para minimizar esses riscos:
Primeira coluna: riscos ocupacionais
1.Físico
2.Químico
3.Ergonômico
Segunda coluna: reação de presa
(__)Organizar o ambiente de trabalho.
(__)Manter o ambiente de trabalho com iluminação eficiente.
(__)Usar EPI completo durante o atendimento ao paciente.
Assinale a alternativa que apresenta a correta associação entre as colunas: 
Alternativas
Q3972767 Odontologia
Muitos métodos para escovar os dentes foram descritos e promovidos como eficientes e eficazes. Tais métodos podem ser categorizados principalmente quanto ao padrão de movimento durante a escovação. Sendo assim, assinale a alternativa que contém a resposta correta referente ao padrão de movimento usado na Técnica de Fones: 
Alternativas
Q3972766 Odontologia
Uma vez que, em cavidades profundas, se perde o efeito protetor da dentina contra as lesões pulpares, faz-se necessário o uso de materiais com características específicas para proteger o complexo dentinopulpar. Nesse contexto e levando em consideração que estes materiais podem ser indicados como selamento, forramento ou base, analise as afirmativas a seguir relacionadas às indicações desses materiais:
I.O cimento de hidróxido de cálcio é indicado como forramento antes de uma restauração.
II.Os sistemas adesivos são indicados como selamento antes de uma restauração em resina composta.
III.O cimento de ionômero de vidro é indicado como forramento antes de uma restauração em resina composta.
IV.O cimento de agregado trióxido mineral (MTA) é indicado como selamento antes de uma restauração em resina composta.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3972765 Odontologia
Analise as afirmativas a seguir relacionadas às funções de instrumentos odontológicos:
I.O calcador endodôntico é usado para auxiliar na condensação vertical da guta-percha no canal.
II.O calcador serrilhado é usado para alargar as paredes internas do canal.
III.Calcadores ou condensadores lisos são usados para compactar amálgama no preparo cavitário.
É correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3972764 Odontologia
A cárie dentária é uma doença complexa causada pelo desequilíbrio no balanço entre o mineral do dente e o fluido do biofilme dentário. Em relação às características clínicas das lesões de cárie, é correto afirmar que:
Alternativas
Q3972763 Odontologia
"Algumas glândulas se desenvolvem anexas ao trajeto das cavidades e do tubo digestório e exercem a função nos processos digestivos por meio da ação de seu produto. As glândulas ________________________ são divididas em maiores e menores e estão presentes em diferentes animais. As menores, presentes na mucosa e na submucosa ficam localizadas na língua, no assoalho bucal, no palato, na bochecha e nos lábios e se abrem diretamente na boca por pequenos ductos."
Assinale a alternativa que corretamente preenche a lacuna no excerto: 
Alternativas
Q3972762 Odontologia
Considere o "método dos dois dígitos", usado comumente pelos cirurgiões dentistas para identificar os dentes de forma eficiente e rápida durante um exame físico intrabucal e analise as afirmativas a seguir. Registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)O primeiro dígito se refere ao quadrante e o segundo à ordem do dente no quadrante.
(__)O primeiro dígito se refere à ordem do dente no quadrante e o segundo ao quadrante.
(__)Os quadrantes da dentadura permanente recebem os números de 1 a 4 e os da dentadura decídua, de 5 a 8.
(__)Os algarismos de 1 a 8 são usados para identificar os dentes decíduos e 1 a 5 os dentes permanentes.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta:
Alternativas
Q3972761 Odontologia
Os resíduos gerados nos serviços odontológicos podem ser classificados em biológicos, químicos, perfurocortantes ou escarificantes e comuns. Analise as afirmativas que tratam do manejo desses resíduos e assinale a correta:
Alternativas
Q3972760 Odontologia
A cureta é um instrumento manual de uso comum na Periodontia e é composto por três partes. Analise a imagem a seguir e assinale a alternativa correta, que relaciona respectivamente os nomes das três partes do instrumento, indicadas por A, B, C: 
8.png (373×113)
Alternativas
Q3972759 Odontologia
Nos dentes permanentes, é possível verificar uma eminênica linear que une cúspides, interrompendo um sulco principal. Os melhores exemplos são aquelas do primeiro premolar inferior e do primeiro molar superior. Assinale a alternativa que contém a resposta correta referente ao detalhe anatômico acima descrito:
Alternativas
Q3972758 Odontologia
Avaliando a relação risco/benefício quanto ao emprego dos raios X, admite-se que eles podem e devem ser utilizados desde que devidamente controlados e tomando-se as devidas precauções. Em relação aos métodos de proteção do paciente e do operador, é correto afirmar que: 
Alternativas
Q3972756 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Ciência e desigualdade: custos invisíveis e efeito tesoura afastam mulheres da carreira científica 

Mesmo sendo maioria na graduação e pós, pesquisadoras enfrentam hiperprodutividade, penalizações por parentalidade e avaliações quantitativas que ignoram contextos.

O dia 11 de fevereiro, Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, costuma ser marcado por balanços. Quantas somos, onde estamos, o quanto avançamos. Esses números importam e continuam sendo necessários. Eles revelam desigualdades persistentes e ajudam a sustentar reivindicações por políticas públicas. Mas há um limite para o que esses dados, sozinhos, conseguem explicar. Saber quantas mulheres e meninas estão na ciência não nos diz, por si só, como a ciência opera para produzir essas distribuições nem quais mecanismos sustentam essas trajetórias ao longo do tempo. 

Desigualdades educacionais, econômicas, territoriais e simbólicas

A presença de mulheres na ciência é frequentemente tratada como um problema de volume. Mais acesso, mais permanência, mais representatividade. Essa lógica pressupõe que o principal desafio seja aumentar números. No entanto, quando observamos com atenção as experiências concretas de mulheres e meninas na ciência, o que aparece não é apenas uma questão de quantidade, mas de forma. Não apenas quem entra ou quem sai, mas como a ciência é vivida enquanto se entra, enquanto se tenta permanecer e enquanto se decide seguir ou não.

O acesso à ciência nunca foi distribuído de maneira homogênea. Ele é atravessado por desigualdades educacionais, econômicas, territoriais e simbólicas que se constroem muito antes da universidade.[...] Mesmo quando o acesso formal se amplia, isso não significa que as condições para seguir na ciência estejam garantidas. No Brasil, mulheres são maioria na graduação e na pós-graduação, mas essa presença numérica convive com assimetrias importantes.

Há diferenças persistentes entre áreas do conhecimento, além da perda significativa das mulheres ao longo da carreira. A ciência se organiza como um percurso longo, cumulativo e altamente seletivo. Avaliações sucessivas, prazos rígidos, métricas quantitativas e expectativas de produtividade contínua operam como filtros permanentes. O chamado efeito tesoura não é apenas um gráfico que mostra menos mulheres nos níveis mais altos da carreira. Ele expressa um sistema que desgasta progressivamente e no qual a exclusão acontece por acúmulo.

Muitas trajetórias não são interrompidas por um único evento, mas por um conjunto de pequenas penalizações que tornam a permanência cada vez mais custosa. Além disso, desigualdades de raça e deficiência são presentes e gritantes. Mulheres negras e indígenas seguem sub representadas na ciência, especialmente nos espaços de maior poder e prestígio. Pessoas com deficiência, em especial mulheres, permanecem quase invisíveis nesses espaços. Essas desigualdades são resultados de um sistema que molda quem consegue chegar e em que condições.

É nesse ponto que os números deixam de ser suficientes como explicação. A saída de mulheres da carreira científica não pode ser compreendida como resultado de menor dedicação ou menor capacidade. Análises longitudinais indicam que, em muitos casos, mulheres apresentam trajetórias produtivas e impacto acadêmico semelhantes aos de homens que permanecem. Ainda assim, elas deixam a carreira em proporções maiores. [...] 

O modelo dominante de excelência científica foi construído a partir da ideia de disponibilidade contínua, produção constante e trajetórias lineares. Interrupções são tratadas como desvios. Ritmos diferentes são interpretados como falta de comprometimento. A valorização da hiperprodutividade se combina com avaliações cada vez mais quantitativas, que tendem a desconsiderar contextos e transformar desigualdades estruturais em diferenças individuais de desempenho. Esse modelo favorece quem consegue sustentar longas jornadas de trabalho e quem não precisa negociar permanentemente sua legitimidade dentro das instituições.

[...]

Se quisermos ir além do que os números já nos mostram, é preciso deslocar a pergunta. Não apenas quantas mulheres e meninas estão na ciência, mas quais trajetórias são valorizadas? Que vidas são consideradas compatíveis com a prática científica? Que custos são naturalizados em nome da "excelência"?

Neste 11 de fevereiro, nosso desafio não está apenas em produzir novos balanços, mas sim em questionar os modos de funcionamento que fazem com que esses balanços se repitam ano após ano. Repensar a ciência a partir das experiências de mulheres e meninas não é apenas uma questão de equidade. É uma forma de ampliar o próprio horizonte do conhecimento científico, tornando a ciência mais atenta às realidades sociais que ela própria pretende compreender e transformar. 

(Disponível em:
https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/02/11/ciencia-e-desigualdadecustos-invisiveis-e-efeito-tesoura-afastam-mulheres-da-carreira-cientifica.ghtml. Acesso em: 23 fev. 2026. Adaptado.)
Após a leitura atenta do texto e da mobilização de conhecimentos, analise as sentenças a seguir:
I.Mais do que quantificar o número de mulheres na ciência, é preciso compreender como a ciência opera para produzir a distribuição das presenças de homens e mulheres e quais mecanismos sustentam essas trajetórias ao longo do tempo.
II.O acesso à ciência, que não é homogêneo, está marcado por desigualdades diversas que não se limitam à vida na universidade, mas que são construídas desde muito antes de uma pessoa ingressar esse espaço de conhecimento.
III.Segundo a reflexão, há um modelo de excelência científica que domina o contexto da ciência. Esse modelo valoriza o sujeito altamente produtivo, desconsiderando contextos e favorecendo quem consegue estar disponível para longas jornadas de trabalho.
De acordo com o texto, é correto o que se afirma em:
Alternativas
Q3972755 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Ciência e desigualdade: custos invisíveis e efeito tesoura afastam mulheres da carreira científica 

Mesmo sendo maioria na graduação e pós, pesquisadoras enfrentam hiperprodutividade, penalizações por parentalidade e avaliações quantitativas que ignoram contextos.

O dia 11 de fevereiro, Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, costuma ser marcado por balanços. Quantas somos, onde estamos, o quanto avançamos. Esses números importam e continuam sendo necessários. Eles revelam desigualdades persistentes e ajudam a sustentar reivindicações por políticas públicas. Mas há um limite para o que esses dados, sozinhos, conseguem explicar. Saber quantas mulheres e meninas estão na ciência não nos diz, por si só, como a ciência opera para produzir essas distribuições nem quais mecanismos sustentam essas trajetórias ao longo do tempo. 

Desigualdades educacionais, econômicas, territoriais e simbólicas

A presença de mulheres na ciência é frequentemente tratada como um problema de volume. Mais acesso, mais permanência, mais representatividade. Essa lógica pressupõe que o principal desafio seja aumentar números. No entanto, quando observamos com atenção as experiências concretas de mulheres e meninas na ciência, o que aparece não é apenas uma questão de quantidade, mas de forma. Não apenas quem entra ou quem sai, mas como a ciência é vivida enquanto se entra, enquanto se tenta permanecer e enquanto se decide seguir ou não.

O acesso à ciência nunca foi distribuído de maneira homogênea. Ele é atravessado por desigualdades educacionais, econômicas, territoriais e simbólicas que se constroem muito antes da universidade.[...] Mesmo quando o acesso formal se amplia, isso não significa que as condições para seguir na ciência estejam garantidas. No Brasil, mulheres são maioria na graduação e na pós-graduação, mas essa presença numérica convive com assimetrias importantes.

Há diferenças persistentes entre áreas do conhecimento, além da perda significativa das mulheres ao longo da carreira. A ciência se organiza como um percurso longo, cumulativo e altamente seletivo. Avaliações sucessivas, prazos rígidos, métricas quantitativas e expectativas de produtividade contínua operam como filtros permanentes. O chamado efeito tesoura não é apenas um gráfico que mostra menos mulheres nos níveis mais altos da carreira. Ele expressa um sistema que desgasta progressivamente e no qual a exclusão acontece por acúmulo.

Muitas trajetórias não são interrompidas por um único evento, mas por um conjunto de pequenas penalizações que tornam a permanência cada vez mais custosa. Além disso, desigualdades de raça e deficiência são presentes e gritantes. Mulheres negras e indígenas seguem sub representadas na ciência, especialmente nos espaços de maior poder e prestígio. Pessoas com deficiência, em especial mulheres, permanecem quase invisíveis nesses espaços. Essas desigualdades são resultados de um sistema que molda quem consegue chegar e em que condições.

É nesse ponto que os números deixam de ser suficientes como explicação. A saída de mulheres da carreira científica não pode ser compreendida como resultado de menor dedicação ou menor capacidade. Análises longitudinais indicam que, em muitos casos, mulheres apresentam trajetórias produtivas e impacto acadêmico semelhantes aos de homens que permanecem. Ainda assim, elas deixam a carreira em proporções maiores. [...] 

O modelo dominante de excelência científica foi construído a partir da ideia de disponibilidade contínua, produção constante e trajetórias lineares. Interrupções são tratadas como desvios. Ritmos diferentes são interpretados como falta de comprometimento. A valorização da hiperprodutividade se combina com avaliações cada vez mais quantitativas, que tendem a desconsiderar contextos e transformar desigualdades estruturais em diferenças individuais de desempenho. Esse modelo favorece quem consegue sustentar longas jornadas de trabalho e quem não precisa negociar permanentemente sua legitimidade dentro das instituições.

[...]

Se quisermos ir além do que os números já nos mostram, é preciso deslocar a pergunta. Não apenas quantas mulheres e meninas estão na ciência, mas quais trajetórias são valorizadas? Que vidas são consideradas compatíveis com a prática científica? Que custos são naturalizados em nome da "excelência"?

Neste 11 de fevereiro, nosso desafio não está apenas em produzir novos balanços, mas sim em questionar os modos de funcionamento que fazem com que esses balanços se repitam ano após ano. Repensar a ciência a partir das experiências de mulheres e meninas não é apenas uma questão de equidade. É uma forma de ampliar o próprio horizonte do conhecimento científico, tornando a ciência mais atenta às realidades sociais que ela própria pretende compreender e transformar. 

(Disponível em:
https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/02/11/ciencia-e-desigualdadecustos-invisiveis-e-efeito-tesoura-afastam-mulheres-da-carreira-cientifica.ghtml. Acesso em: 23 fev. 2026. Adaptado.)
Analise as sentenças e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)O texto em análise é um artigo de opinião em que, quem o escreveu, expõe seu ponto de vista a respeito da presença e permanência de mulheres na ciência, argumentando em torno do fato de que apenas pensar em acesso à ciência não é suficiente, é preciso analisar o contexto de acesso e também de permanência.
(__)Apesar de não haver indicativo de quem escreveu o texto, marcas linguísticas ao longo da reflexão possibilitam ao(à) leitor(a) identificar essa autoria como sendo feminina.
(__)O texto foi construído com título, subtítulo e corpo do texto. O subtítulo, neste caso, é desnecessário porque ele não cumpre sua função principal que é ampliar as informações contidas no título, logo, não retém o leitor, nem o conduz à leitura do texto.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Q3972753 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Ciência e desigualdade: custos invisíveis e efeito tesoura afastam mulheres da carreira científica 

Mesmo sendo maioria na graduação e pós, pesquisadoras enfrentam hiperprodutividade, penalizações por parentalidade e avaliações quantitativas que ignoram contextos.

O dia 11 de fevereiro, Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência, costuma ser marcado por balanços. Quantas somos, onde estamos, o quanto avançamos. Esses números importam e continuam sendo necessários. Eles revelam desigualdades persistentes e ajudam a sustentar reivindicações por políticas públicas. Mas há um limite para o que esses dados, sozinhos, conseguem explicar. Saber quantas mulheres e meninas estão na ciência não nos diz, por si só, como a ciência opera para produzir essas distribuições nem quais mecanismos sustentam essas trajetórias ao longo do tempo. 

Desigualdades educacionais, econômicas, territoriais e simbólicas

A presença de mulheres na ciência é frequentemente tratada como um problema de volume. Mais acesso, mais permanência, mais representatividade. Essa lógica pressupõe que o principal desafio seja aumentar números. No entanto, quando observamos com atenção as experiências concretas de mulheres e meninas na ciência, o que aparece não é apenas uma questão de quantidade, mas de forma. Não apenas quem entra ou quem sai, mas como a ciência é vivida enquanto se entra, enquanto se tenta permanecer e enquanto se decide seguir ou não.

O acesso à ciência nunca foi distribuído de maneira homogênea. Ele é atravessado por desigualdades educacionais, econômicas, territoriais e simbólicas que se constroem muito antes da universidade.[...] Mesmo quando o acesso formal se amplia, isso não significa que as condições para seguir na ciência estejam garantidas. No Brasil, mulheres são maioria na graduação e na pós-graduação, mas essa presença numérica convive com assimetrias importantes.

Há diferenças persistentes entre áreas do conhecimento, além da perda significativa das mulheres ao longo da carreira. A ciência se organiza como um percurso longo, cumulativo e altamente seletivo. Avaliações sucessivas, prazos rígidos, métricas quantitativas e expectativas de produtividade contínua operam como filtros permanentes. O chamado efeito tesoura não é apenas um gráfico que mostra menos mulheres nos níveis mais altos da carreira. Ele expressa um sistema que desgasta progressivamente e no qual a exclusão acontece por acúmulo.

Muitas trajetórias não são interrompidas por um único evento, mas por um conjunto de pequenas penalizações que tornam a permanência cada vez mais custosa. Além disso, desigualdades de raça e deficiência são presentes e gritantes. Mulheres negras e indígenas seguem sub representadas na ciência, especialmente nos espaços de maior poder e prestígio. Pessoas com deficiência, em especial mulheres, permanecem quase invisíveis nesses espaços. Essas desigualdades são resultados de um sistema que molda quem consegue chegar e em que condições.

É nesse ponto que os números deixam de ser suficientes como explicação. A saída de mulheres da carreira científica não pode ser compreendida como resultado de menor dedicação ou menor capacidade. Análises longitudinais indicam que, em muitos casos, mulheres apresentam trajetórias produtivas e impacto acadêmico semelhantes aos de homens que permanecem. Ainda assim, elas deixam a carreira em proporções maiores. [...] 

O modelo dominante de excelência científica foi construído a partir da ideia de disponibilidade contínua, produção constante e trajetórias lineares. Interrupções são tratadas como desvios. Ritmos diferentes são interpretados como falta de comprometimento. A valorização da hiperprodutividade se combina com avaliações cada vez mais quantitativas, que tendem a desconsiderar contextos e transformar desigualdades estruturais em diferenças individuais de desempenho. Esse modelo favorece quem consegue sustentar longas jornadas de trabalho e quem não precisa negociar permanentemente sua legitimidade dentro das instituições.

[...]

Se quisermos ir além do que os números já nos mostram, é preciso deslocar a pergunta. Não apenas quantas mulheres e meninas estão na ciência, mas quais trajetórias são valorizadas? Que vidas são consideradas compatíveis com a prática científica? Que custos são naturalizados em nome da "excelência"?

Neste 11 de fevereiro, nosso desafio não está apenas em produzir novos balanços, mas sim em questionar os modos de funcionamento que fazem com que esses balanços se repitam ano após ano. Repensar a ciência a partir das experiências de mulheres e meninas não é apenas uma questão de equidade. É uma forma de ampliar o próprio horizonte do conhecimento científico, tornando a ciência mais atenta às realidades sociais que ela própria pretende compreender e transformar. 

(Disponível em:
https://g1.globo.com/ciencia/noticia/2026/02/11/ciencia-e-desigualdadecustos-invisiveis-e-efeito-tesoura-afastam-mulheres-da-carreira-cientifica.ghtml. Acesso em: 23 fev. 2026. Adaptado.)

Leia o excerto a seguir, que se trata da conclusão do texto:


"Neste 11 de fevereiro, nosso desafio não está apenas em produzir novos balanços, mas sim em questionar os modos de funcionamento que fazem com que esses balanços se repitam ano após ano. Repensar a ciência a partir das experiências de mulheres e meninas não é apenas uma questão de equidade. É uma forma de ampliar o próprio horizonte do conhecimento científico, tornando a ciência mais atenta às realidades sociais que ela própria pretende compreender e transformar."


Analise as sentenças a seguir:


I.Ao usar o pronome demonstrativo "este", referindo-se ao 11 de fevereiro, quem escreveu o texto situou o leitor temporalmente, deixando claro que se tratava desse dia em 2026, data em que o texto foi publicado por ocasião de se comemorar o Dia Internacional de Mulheres e Meninas na Ciência. Desse modo, há um contraponto com o 1º parágrafo, que se refere à data de modo geral, ou seja, a data em todos os anos.


II.No trecho sublinhado, tem-se uma relação de oposição, instaurada pela conjunção "mas", que é exclusivamente adversativa. 


III.Considerando toda a discussão proposta no texto, na conclusão pode-se inferir que, para produzir novos balanços, é preciso repensar a ciência também a partir da experiência de mulheres e meninas que vivem o ambiente acadêmico-científico.


É correto o que se afirma e

Alternativas
Q3947812 Saúde Pública
Sobre os conceitos de Saúde Pública e a organização do Sistema Único de Saúde (SUS), analise as analise as sentenças a seguir:

I- A Saúde Pública constitui um campo multiprofissional voltado à promoção, proteção e recuperação da saúde da população, atuando por meio de ações coletivas baseadas em diagnóstico epidemiológico e na consideração de fatores políticos, econômicos e sociais.
II- As ações de Saúde Pública têm como objetivo exclusivo o controle de doenças infecciosas e parasitárias, não abrangendo estratégias de mobilização social, participação comunitária ou uso racional de recursos científicos.
III- O Sistema Único de Saúde (SUS) é composto por ações e serviços de saúde prestados exclusivamente pela esfera federal, cabendo aos estados e municípios apenas funções complementares e de apoio administrativo.
IV- Entre as diretrizes do SUS definidas pela Constituição Federal de 1988 estão a universalidade do acesso, a integralidade da atenção, a descentralização com ênfase na gestão municipal e a participação e o controle social.
V- A criação do SUS foi resultado de importantes mobilizações sociais, com destaque para o movimento da Reforma Sanitária e a VIII Conferência Nacional de Saúde, que influenciaram o reconhecimento da saúde como direito de todos e dever do Estado.

Analisadas as sentenças, estão CORRETAS:
Alternativas
Q3947811 Odontologia
Em relação à toxicidade aguda do fluoreto e a segurança dos diferentes meios de exposição, assinale CORRETAMENTE:
Alternativas
Q3947810 Odontologia
Com base nas considerações gerais relacionadas ao uso do fluoreto, seu mecanismo de ação anticárie e o equilíbrio entre benefícios e riscos, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q3947809 Odontologia
Segundo o tempo de guarda do prontuário odontológico, analise as sentenças a seguir:

I- O prontuário odontológico pertence ao cirurgião-dentista, que decide livremente sobre seu tempo de guarda e eventual eliminação, não havendo previsão legal específica sobre prazos mínimos.
II- O prazo mínimo de guarda do prontuário odontológico é de dez anos após o último comparecimento do paciente; contudo, quando o paciente for menor de dezoito anos, esse prazo deve ser contado a partir da data em que completar a maioridade.
III- De acordo com o Código de Defesa do Consumidor, a existência de vício oculto ou defeito de difícil constatação pode estender a necessidade de guarda do prontuário por período indeterminado, inclusive por toda a vida do paciente ou do profissional.
IV- A Lei n.º 13.787/2018 determina que todos os prontuários odontológicos, independentemente do suporte, devem ser obrigatoriamente eliminados após vinte anos do último registro, vedada qualquer outra destinação.
V- A legislação permite, alternativamente à eliminação do prontuário, sua devolução ao paciente, bem como a fixação de prazos diferenciados de guarda, desde que sejam preservados o sigilo, a confidencialidade e a intimidade das informações.

Analisadas as sentenças, é CORRETO afirmar que: 
Alternativas
Respostas
841: C
842: B
843: D
844: C
845: D
846: D
847: E
848: A
849: D
850: B
851: E
852: A
853: C
854: B
855: A
856: D
857: C
858: C
859: B
860: B