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Ano: 2014 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Coimbra - MG
Q1195333 Português
O prazer de matar
Não passa uma semana sem que novos atentados matem dezenas de pessoas. Isso acontece com mais frequência no Iraque, no Egito, no Afeganistão, na Síria, em países da África Central. Matar inocentes indiscriminadamente é difícil de entender. Toda vez que leio uma notícia dessas, surpreendo‐me como se a lesse pela primeira vez.
Não há dúvida de que homicídio puro e simples não deixa de me espantar. De fato, tirar deliberadamente a vida de alguém é coisa que não compreendo nem aceito. Mas sei, como todo mundo, que, dependendo do seu temperamento, pode uma pessoa perder a cabeça e matar um suposto inimigo.
Há, porém, pessoas que têm o prazer de matar e, por isso mesmo, fazem isso com certa frequência. Lembro‐me de um jovem que foi preso logo depois de liquidar um desafeto. Quando o policial lhe disse que no próximo ano seria maior de idade e, se voltasse a matar alguém, iria para a cadeia, ele respondeu: “Pois é, não posso perder tempo”.
No que se refere aos atentados, há os motivados por razões políticas e religiosas e há os que, ao que tudo indica, têm causas psíquicas, ou seja, o cara é pirado. Esses são os atentados tipicamente norte‐americanos. Com impressionante frequência, surge um sujeito empunhando um revólver ou um fuzil‐metralhadora que começa a disparar a esmo dentro de um shopping ou de uma universidade. Ele sabe que vai morrer e, quase sempre, é abatido por policiais.
A loucura é certamente um componente desse desatino homicida. Não obstante, a gente se pergunta por que só acontece nos Estados Unidos. Será porque todo mundo lá tem arma em casa ou no porão? Os fabricantes de armas garantem que não, que não é por isso, mas tenho dificuldade de acreditar neles.
Esse tipo de atentado difere daqueles outros, cuja motivação é político‐religiosa, e difere também, por seu resultado, não de um surto psicótico e, sim, pelo contrário, fruto de uma decisão tomada objetiva e friamente por um líder.
A afinidade que há entre eles é o propósito de assassinar pessoas inocentes. E é precisamente esse ponto que tenho maior dificuldade de aceitar. Por exemplo, um terrorista, com o corpo coberto de bombas, entra num ônibus escolar do país inimigo, explode as bombas e a si mesmo, matando dezenas de crianças. Não vejo nenhum sentido nisso, a não ser seu ódio ao adversário; e, nesse caso, por se tratar de crianças, mostrar que sua fúria homicida desconhece limites. É outra modalidade de loucura.  
Mas há ainda os casos em que a fúria homicida mata indiscriminadamente pessoas de outros países, que nada têm a ver com os propósitos do atentado. Exemplo disso foi o caso das Torres Gêmeas, em Nova York, onde morreram quase 3.000 pessoas. O atentado visava os norte‐americanos, mas matou franceses, holandeses e até muçulmanos. Nem mesmo se pode excluir, dentre as vítimas daquele atentado, pessoas que possivelmente apoiavam a causa defendida pelos terroristas. É a insensatez levada ao último grau, que só se explica pela cegueira a que leva o fanatismo religioso.
O que torna mais absurdo tudo isso é o fato de que o atentado terrorista não traz nenhum benefício a quem o projeta e o faz acontecer, a não ser satisfazer seus desejos homicidas. De fato, o terrorismo é a expressão da derrota política de quem o promove, a reação desesperada de quem sabe que não tem qualquer possibilidade de vencer o adversário e chegar ao poder.
Mas, ao fim de tudo, não consigo entender tal desvario, mesmo porque, além do assassinato em massa de crianças e cidadãos quaisquer, que o terrorista sequer conhece ou sabe que matou, há fatos quase inacreditáveis.  
Como o que ouvi da boca do chefe supremo do Hezbollah, na televisão. Ele afirmou que o menino bomba, que praticou o atentado no ônibus escolar, em Israel, era seu filho e tinha 16 anos. E acrescentou: “O mais novo, que tem 12 anos, já está sendo preparado para se sacrificar por Alá”. O curioso é que ele manda os filhos morrerem, mas ele, o pai, continua vivo.
(GULLAR, Ferreira. Prazer de matar. Folha de São Paulo, Fev/2014.  Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ferreiragullar/2014/02/1405715‐o‐prazer‐de‐matar.shtml.)
“Não vejo nenhum sentido nisso, [...]”” (7º§). O verbo que exige o mesmo tipo de complemento que o grifado anteriormente é o que se encontra destacado em:
Alternativas
Ano: 2014 Banca: AOCP Órgão: UFTM
Q1194671 Medicina
De acordo com o art. 9° da Lei Federal no 12.550, de 15 de dezembro de 2011, assinale a alternativa INCORRETA.
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Ano: 2014 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Vacaria - RS
Q1186798 Noções de Informática
O Word 2007 permite criar documentos com aparência aperfeiçoada e para isto o programa disponibiliza vários recursos. Avalie as seguintes assertivas sobre estes recursos: 
I. Modelos de cabeçalhos e rodapés são disponíveis, mas são sempre iguais independente de serem para páginas pares ou ímpares.  II. Como todo documento tem um tema incorporado, as formatações deste documento podem ser alteradas pela simples seleção de um novo tema.  III. Para transformar um texto em uma tabela, é necessário usar caracteres separadores, como vírgulas e tabulações. 
Quais estão INCORRETAS? 
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Ano: 2014 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Coimbra - MG
Q1186462 Medicina
Em relação às fraturas do terço distal do antebraço na criança, assinale a afirmativa correta.
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Ano: 2014 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Coimbra - MG
Q1186237 Medicina
O tratamento, resultado e prognóstico de uma fratura estão relacionados a diversos fatores, como idade, gravidade, tipo e localização do trauma. Muitas vezes, o trauma necessário para provocar uma fratura nem sempre é violento. A respeito das fraturas supracondilianas do úmero na infância, analise as afirmativas.
I. É o tipo mais frequente de fratura do úmero na população pediátrica.
II. Ocorrem muitas vezes associadas a quedas com o cotovelo em hiperextensão, impactando o olécrano contra a fossa olecraneana.
III. O traço da fratura habitualmente é transverso e desloca‐se no sentido posterossuperior para anteroinferior.
IV. O nervo mais comumente lesado neste tipo de fratura é o ulnar.
Estão corretas as afirmativas
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Ano: 2014 Banca: CONSULPLAN Órgão: Prefeitura de Coimbra - MG
Q1186218 Medicina
“Paciente, 14 anos, sexo masculino, apresenta urgência miccional, incontinência de urgência e polaciúria. A mãe relata que seu filho, muitas vezes, durante o dia, fica cruzando as pernas, agacha‐se e comprime manualmente a glande. Relata, ainda, episódios de noctúria. O exame físico não apresentou alterações e o ultrassom não mostrou resíduo vesical. O médico optou, então, por tratá‐lo com terapia comportamental e oxibutinina, com o paciente apresentando melhora do quadro.” Qual o diagnóstico mais provável do caso descrito?
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Ano: 2014 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de São José - SC
Q1185459 Medicina
No controle de epidemias e endemias, determinadas ações podem impedir ou minimizar a propagação de determinadas doenças infectocontagiosas. Assinale a alternativa que não é exemplo dessas ações. 
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Ano: 2014 Banca: IBFC Órgão: Prefeitura de Alagoa Grande - PB
Q1183604 Medicina
A Velocidade de crescimento é o aumento estatural no intervalo de um ano e é o principal critério de normalidade do crescimento. A presença de baixa estatura com velocidade de crescimento normal é característica de: 
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Ano: 2013 Banca: IADES Órgão: UFTM
Q1235222 Medicina
A insuficiência cardíaca é definida como uma síndrome clínica decorrente da disfunção do coração em suprir as necessidades metabólicas teciduais de maneira adequada, ou só realizando-as após elevação das pressões de enchimento ventricular e atrial. Nesses casos, é comum o emprego de drogas vasoativas em clientes descompensados. Considerando essas informações e de acordo com a definição, assinale alternativa correta.
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Ano: 2013 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Rio Maria - PA
Q1232635 Noções de Informática
A Mesa __________ é uma prancha retangular que contém uma grade invisível de pontos eletrônicos, quando o usuário movimenta uma caneta gráfica com retículos ao longo da mesa, a localização dos pontos sobre os quais ele passa é enviada ao computador.
A palavra que preenche corretamente a lacuna acima é
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Ano: 2013 Banca: NC-UFPR Órgão: Prefeitura de Guaratuba - PR
Q1232534 Enfermagem
Fazem parte do conceito moderno de Segurança do Paciente as seguintes medidas, EXCETO:
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Ano: 2013 Banca: FADESP Órgão: Prefeitura de Rio Maria - PA
Q1232413 Arquitetura de Computadores
Tipo de memória relativamente pequena e rápida, que armazena dados e instruções usadas com frequência, agilizando a velocidade de processamento:
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Ano: 2013 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Tapejara - RS
Q1231044 Fisioterapia
Considere a Lei Municipal n° 2.410, de 30.11.2001, e suas alterações posteriores, que representa o Regime Jurídico dos Servidores Públicos do Município de Tapejara.
Segundo o artigo 93 do referido Regime, após cada período de doze meses de vigência da relação entre o Município e o servidor, terá o funcionário direito a férias, na seguinte proporção:
I. Trinta dias corridos, quando não houver faltado ao serviço mais de cinco vezes. II. Vinte e cinco dias corridos, quando houver tido de seis a quinze faltas. III. Quinze dias corridos, quando houver tido de dezesseis a vinte e três faltas. IV. Doze dias corridos, quando houver tido de vinte e quatro a trinta e duas faltas.
Quais estão corretas?
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Ano: 2013 Banca: IADES Órgão: UFTM
Q1230746 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
Acerca das diferenças entre as atuais regras do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA, Art. 227 da Constituição Federal, Lei federal no 8.069/1990) e o extinto código de menores, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2013 Banca: IADES Órgão: UFTM
Q1230408 Medicina
Paciente pediátrico apresenta as seguintes características:
• tosse de início súbito, seguida de desconforto respiratório;   • achado físico com murmúrio vesicular assimetricamente diminuído;   • ao Raio X de tórax, áreas localizadas de hiperinsuflação, desvio do mediastino.
Quanto a esse caso hipotético, assinale a alternativa que indica o melhor diagnóstico.
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Ano: 2013 Banca: FUNDATEC Órgão: Prefeitura de Tapejara - RS
Q1227786 Medicina
Com relação ao surfactante, avalie as afirmações abaixo.
I. O pneumócito tipo II é a célula responsável pela produção do surfactante. II. O surfactante é uma glicoproteína. III. Apenas na doença da membrana hialina encontramos alterações da função surfactante.
Quais estão corretas?
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Ano: 2013 Banca: FAFIPA Órgão: Prefeitura de Pinhais - PR
Q1225433 Português
Degraus da ilusão
Lya Luft
1.§ Fala-se muito na ascensão das classes menos favorecidas, formando uma “nova classe média”, realizada por degraus que levam a outro patamar social e econômico (cultural, não ouço falar). Em teoria, seria um grande passo para reduzir a catastrófica desigualdade que aqui reina.
2.§ Porém receio que, do modo como está se realizando, seja uma ilusão que pode acabar em sérios problemas para quem mereceria coisa melhor. Todos desejam uma vida digna para os despossuídos, boa escolaridade para os iletrados, serviços públicos ótimos para a população inteira, isto é, em educação, saúde, transporte, energia elétrica, segurança, água, e tudo de que precisam cidadãos decentes. 
3.§ Porém, o que vejo são multidões consumindo, estimuladas a consumir como se isso constituísse um bem em si e promovesse real crescimento do país. Compramos com os juros mais altos do mundo, pagamos os impostos mais altos do mundo e temos os serviços (saúde, comunicação, energia, transportes e outros) entre os piores do mundo. Mas palavras de ordem nos impelem a comprar, autoridades nos pedem para consumir, somos convocados a adquirir o supérfluo, até o danoso, como botar mais carros em nossas ruas atravancadas ou em nossas péssimas estradas.
4.§ Além disso, a inadimplência cresce de maneira preocupante, levando famílias que compraram seu carrinho a não ter como pagar a gasolina para tirar seu novo tesouro do pátio no fim de semana. Tesouro esse que logo vão perder, pois há meses não conseguem pagar as prestações, que ainda se estendem por anos.
5.§ Estamos enforcados em dívidas impagáveis, mas nos convidam a gastar ainda mais, de maneira impiedosa, até cruel. Em lugar de instruírem, esclarecerem, formarem uma opinião sensata e positiva, tomam novas medidas para que esse consumo insensato continue crescendo – e, como somos alienados e pouco informados, tocamos a comprar.
6.§ Sou de uma classe média em que a gente crescia com quatro ensinamentos básicos: ter seu diploma, ter sua casinha, ter sua poupança e trabalhar firme para manter e, quem sabe, expandir isso. Para garantir uma velhice independente de ajuda de filhos ou de estranhos; para deixar aos filhos algo com que pudessem começar a própria vida com dignidade.
7.§ Tais ensinamentos parecem abolidos, ultrapassadas a prudência e a cautela, pouco estimulados o desejo de crescimento firme e a construção de uma vida mais segura. Pois tudo é uma construção: a vida pessoal, a profissão, os ganhos, as relações de amor e amizade, a família, a velhice (naturalmente tudo isso sujeito a fatalidades como doença e outras, que ninguém controla). Mas, mesmo em tempos de fatalidade, ter um pouco de economia, ter uma casinha, ter um diploma, ter objetivos certamente ajuda a enfrentar seja o que for. Podemos ser derrotados, mas não estaremos jogados na cova dos leões do destino, totalmente desarmados.
8.§ Somos uma sociedade alçada na maré do consumo compulsivo, interessada em “aproveitar a vida”, seja o que isso for, e em adquirir mais e mais coisas, mesmo que inúteis, quando deveríamos estar cuidando, com muito afinco e seriedade, de melhores escolas e universidades, tecnologia mais avançada, transportes muito mais eficientes, saúde excelente, e verdadeiro crescimento do país. Mas corremos atrás de tanta conversa vã, não protegidos, mas embaixo de peneiras com grandes furos, que só um cego ou um grande tolo não vê.
9.§ A mais forte raiz de tantos dos nossos males é a falta de informação e orientação, isto é, de educação. E o melhor remédio é investir fortemente, abundantemente, decididamente, em educação: impossível repetir isso em demasia. Mas não vejo isso como nossa prioridade.
10.§ Fosse o contrário, estaríamos atentos aos nossos gastos e aquisições, mais interessados num crescimento real e sensato do que em itens desnecessários em tempos de crise. Isso não é subir de classe social: é saracotear diante de uma perigosa ladeira. Não tenho ilusão de que algo mude, mas deixo aqui meu quase solitário (e antiquado) protesto.
Revista Veja, de 06 de junho de 2012.
A expressão empregada pelo autor para expressar sua opinião é
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Ano: 2013 Banca: FUNCAB Órgão: Prefeitura de Ji-Paraná - RO
Q1225043 Português
Leia o texto abaixo e responda à questão proposta.     Poucas coisas são tão difíceis quanto fazer um balanço, estabelecer um ranking. Entre as questões inevitáveis, vejam esta: melhoramos ou pioramos? Se o critério for a renda per capita, ou o resultado de um check-up, em suma, algo que permita resultados objetivos, responder é fácil. Mas perguntemos se aumentou a liberdade no mundo, se nossa sociedade é mais democrática ou não, e tudo se complica.      Tento, ainda assim, um balanço das liberdades humanas. Diria que aumentou a liberdade de escolha dos indivíduos, ao longo do último século, mas que ao mesmo tempo se expandiu o controle sobre nós. Parece contraditório, e é mesmo.     A liberdade cresceu enormemente no que diz respeito aos caminhos da vida. Muitos dizem que a homossexualidade não é uma opção, porque ninguém escolhe, no silêncio das paixões, a quem vai desejar sexualmente; concordo. Mas seguramente, um século atrás, a homossexualidade não era uma opção. Não estava aberta às pessoas na maior parte do mundo. Os episódios mais tristes que conheço foram de Oscar Wilde e de Piotr Tchaikovsky. Wilde, apaixonado por um rapaz que não valia grande coisa, foi para a cadeia, onde escreveu um livro doloroso, De profundis (1897), praticamente encerrando sua carreira e vida. Já o compositor russo viveu uma tragédia mais dura. Há várias versões sobre sua morte. Uma delas, num filme preto e branco, mostra-o morrendo em dolorosa agonia depois de tomar, inadvertidamente, um copo-d’água contaminado pelo cólera. Pois o filme The music lovers (1970), de Ken Russel, mostra uma história pior. Embora Tchaikovsky fosse extremamente popular na Rússia e no mundo, a descoberta de sua homossexualidade leva seu próprio círculo a lhe impor um dilema: a infâmia ou o suicídio. Ele toma a água contaminada de propósito. Morre, sim, em terrível agonia.       Qualquer dessas histórias seria difícil hoje em dia. O mais irônico dos escritores britânicos, o mais romântico dos compositores russos não teriam de esconder sua orientação sexual. Teriam fins de vida mais longos, melhores. A liberdade de você ser quem é: eis o que se ampliou bastante. A vida pessoal se tornou um espaço de maior florescimento.      Ao mesmo tempo, contudo, o controle cresceu exponencialmente. Foucault, que faleceu há quase trinta anos, foi quem chamou a atenção para este ponto; mas nem poderia ele imaginar como em poucas décadas aumentariam tanto os controles. Em 1995, Bill Gates celebrava, em seu A estrada do futuro, a possibilidade de se rastrear o trajeto de cada um de nós, onde abasteceu o carro, onde comprou pizza, onde adquiriu o jornal; o poeta José Paulo Paes, na época, disse que esse só podia ser um sonho idiota. Pois quem deseja ser controlado a esse ponto? Isso hoje se tornou rotina, mas com uma agravante: não é o Estado quem nos controla. Empresas o fazem. O Facebook descobre os gostos de seus clientes e vende-os para empresas que nele anunciam. O pior é que não é só isso. Podemos ser controlados em nossas opções políticas, em nosso direito de escolha, em qualquer coisa. Nem sabemos para quem são vendidas as bases de dados em que estamos. Consta que o Facebook aproxima você de quem tem preferências parecidas com as suas; mas isso é uma lástima, porque petistas conviverão com petistas, tucanos com tucanos, vegans com vegans...      Perde-se justamente uma das maiores riquezas de nosso tempo, que é experimentar a diversidade. [...]     (RIBEIRO, Renato Janine. Rev. Filosofia: nº 80, março de 2013, p. 82.)    O termo em destaque funciona como objeto direto da oração em:
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Ano: 2013 Banca: IADES Órgão: UFRN
Q1222209 Medicina
Considere hipoteticamente que, no pronto socorro, foi admitida uma jovem de 17 anos de idade em cetoacidose diabética, na qual foi iniciada hidratação à base de soro fisiológico a 0,9% e insulina endovenosa. Nesse caso, será iniciada reposição de glicose na hidratação (soro glicosado 5% ou glicose acrescentada na solução fisiológica) quando a glicemia for menor que
Alternativas
Ano: 2013 Banca: FUNDEPES Órgão: HRTN - MG
Q1219788 Medicina
Em relação aos tipos de estudos epidemiológicos, NÃO é correto afirmar
Alternativas
Respostas
11721: C
11722: D
11723: A
11724: E
11725: E
11726: E
11727: A
11728: A
11729: D
11730: A
11731: C
11732: D
11733: B
11734: D
11735: D
11736: B
11737: E
11738: C
11739: A
11740: D